O escândalo dos agrocarburantes nos países do Sul
François Houtart *
Adital -
Tradução: ADITAL
A ideia de estender o cultivo dos agrocarburantes no mundo e particularmente nos países do Sul é desastrosa; faz parte de uma perspectiva global de solução à crise energética. Nos próximos 50 anos, teremos que mudar de ciclo energético, passando da energia fóssil, que é cada vez mais rara, para outras fontes de energia. (MEU COMENTARIO: lembram do 1o choque do petroleo? diziam que a humanidade só tinha petroleo para mais 25 anos, Ainda não tinhamos CONTRARIADO O RELATORIO DO MR. WALTER LINK, Geisel provou que temos petroleo, se dependessemos da esquerda continuariamos reclamando da vida) Em curto prazo, é mais fácil utilizar o que é imediatamente rentável, isto é, os agrocarburantes. (COMENTARIO: o que esta esquerda propoe. Criticar é fácil e comodo). À medida que se desenvolve a crise financeira e econômica, ao serem reduzidas as possibilidades de investimento e ao esperar lucros rápidos, essa solução parece ser a mais requerida. (E DAÍ?)
Como sempre, em um projeto capitalista, (EXISTE OUTRO??) ignora-se o que os economistas chamam as externalidades, (NÃO SE FAZ OMELETE SEM QUEBRAR OS OVOS) isto é, o que não entra no cálculo do mercado; para o caso que expomos, significam os danos ecológicos e sociais. (SE NOSSOS ANTEPASSADOS TIVESSEM ESTAS PREOUCUPAÇÕES, AINDA ESTARIAMOS VIVENDO OS CICLOS ANTERIORES DE MISERIA) Para contribuir com um percentual entre 25 e 30% da demanda com vistas à solução da crise energética, terão que ser utilizados centenas de milhões de hectares de terras cultiváveis para a produção de agroenergia, (UMA VERDADE QUE NÃO TRABALHA COM NUMEROS RELATIVOS: O QUE SÃO ESTAS "CENTENAS DE MILHÕES DE HECTARES" PARA O BRASIL? QUAL O PERCENTUAL DO TOTAL DISPONIVEL? O PENSAMENTO ESTÁTICO NÃO LEVA EM CONTA QUE A PRÁTICA LEVA AO DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS COM GANHOS DE PRODUTIVIDADE, NOVAS ESPECIES DE PLANTAS, ETC, REDUZINDO OS TAIS "MILHÕES DE HECTARES") em sua maior parte no Sul, já que o Norte não dispõe de superfície cultivável suficiente. Terão também, segundo estimativas, que expulsar de suas terras pelo menos 60 milhões de camponeses. (PRÁTICA IMPLANTADA NA INGLATERRA PARA DISPONIBILIZAR MÃO DE OBRA PARA A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E AUMENTO DA PRODUTIVIADE DA LÃ NO CAMPO, PERGUNTEMOS HOJE AOS DESCENDENTES SE PREFERIAM QUE SEUS ANTEPASSADOS TIVESSEM FICADO NO CAMPO INGLES) preço dessas "externalidades", não pago pelo capital, mas pela comunidade e pelos indivíduos, é espantoso. (ISTO É UM PROBLEMA REAL, QUE DEVE SER IMPUTADO O CUSTO A QUEM VAI GANHAR, QUE NÃO É SÓ O CAPITAL, TAMBÉM A COMUNIDADE, PRECISAMOS PROTEGER AS FAMILIAS E AS PESSOAS DESLOCADAS).
Os agrocarburantes são produzidos sob forma de monocultivos, destruindo a biodiversidade e contaminando os solos e a água. (ESTE É OUTRO PROBLEMA REAL, QUANDO TRABALHEI NO SEBRAE TINHAMOS UM DEPTO DE TECNOLOGIA E LINHAS DE CREDITO DO BNDES PARA RESOLVER ESTES PROBLEMAS, ATÉ PORQUE OS RESIDUOS SÃO OUTRA FONTE DE RIQUEZA). Pessoalmente, caminhei quilômetros pelas plantações de Chocó, na Colômbia, e não vi nem uma ave, nem uma mariposa, nem um peixe nos rios, devido ao uso de grandes quantidades de produtos químicos, tais como fertilizantes e praguicidas. Frente à crise hídrica que afeta o planeta, (O GAJO QUE ESCREVE É EUROPEU, ETNOCENTRICO FALA DO PLANETA PENSANDO NA EUROPA, NOSSA CRISE BRASILEIRA É CAPTAR, TRATAR E DISTRIBUIR A ABUNDANCIA DE AGUA QUE TEMOS E EDUCAR NOSSA CABOCLADA A USAR ESTE BEM CARO PARA CHEGAR EM NOSSAS CASAS TRATADA, ESTES EUROPEUS NÃO APRENDEM A OLHAR PARA FRENTE, SÓ OLHAM PARA O PROPRIO UMBIGO) A a utilização de água para produzir etanol é irracional. De fato, para obter um litro de etanol a partir do milho, utiliza-se entre 1200 e 3400 litros de água. (PROBLEMA DOS BRANCOS, LOIROS, ANGLO-SAXÕES DESCENDENTES DOS DEGREDADOS INGLESES, LÁ NA AMÉRICA, NÃO É NOSSO PROBLEMA) cana de açúcar também necessita enormes quantidades de água (CURIOSO!!! O BRANCO, LOIRO FRANÇOIS HOUTART, QUE DESCREVE O BICHO PAPÃO, NÃO DIZ OS NUMROS DO CONSUMO DE ÁGUA PARA PRODUÇÃO DA CANA, ORA SEU EUROPEU, QUANDO VOCES NO SÉCULO XVI PRECISARAM DE AÇUCAR, INVESTIRAM NO NORDESTE, PERNAMBUCO, ALAGOAS, PARAIBA, TERRITORIOS SECOS, E PARIRAM O BRASIL DESLOCANDO COLONOS DOS AÇORES E DO NORTE DE PORTUGAL E EXPULSANDO PARA O NORDESTE OS CRISTÃOS-NOVOS, TUDO COM AS BENÇÃOS DA MULTINACIONAL CATOLICA ROMANA, QUANDO FOI PARA TEREM AÇUCAR FOI LEGAL, AGORA QUE É PARA NOSSA CAPITALIZAÇÃO, NÃO É LEGAL, VEM AMEDRONTAR OS EX-JESUITAS TUPINIQUINS!!!). A contaminação dos solos e da água chega a níveis até agora jamais conhecidos, (CLARO, CLARISSIMO, VERDADE, POIS ATÉ 1960, QUANDO COMEÇARAM OS MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL SÓ VOCES COMIAM, ANDAVAM DE CARRO, EXISTIAM, SÓ VOCES EUROPEUS DESTRUIAM O PLANETA, AGORA É A NOSSA VEZ DE VIVER, DE IMITAR O PADRÃO DE VIDA DE VOCES, O PLANEJA QUE SE ...) criando o fenômeno de "mar morto", nas desembocaduras dos rios (20 km2 nas desembocaduras do Mississipi, em grande medida causada pela extensão do monocultivo de milho destinado ao etanol). A extensão dessas culturas acarreta uma destruição direta ou indireta (pelo deslocamento de outras atividades agrícolas ou pecuárias) dos bosques e selvas que são como poços de carbono por sua capacidade de absorção. (TÁ PREOCUPADO? QUE A EUROPA RECONSTRUA AS FLORESTAS QUE DESTRUIRAM, QUE A EUROPA REFAÇA OS "POÇOS DE CARBONO", AGORA É A NOSSA VEZ DE VIVER).
O impacto dos agrocarburantes sobre a crise alimentar tem sido comprovado.(MEIA VERDADE, NO BRASIL DA MONOCULTURA DA LARANJA , DA CANA, DA SOJA, DA.....DA.....PRODUZIMOS NOSSOS ALIMENTOS NA MESMA PROPORÇÃO QUE CRESCE NOSSA POPULAÇÃO E NECESSIDADES, RENUNCIAMOS A PRODUZIR TRIGO PARA INTEGRAR NOSSA ECONOMIA COM A ARGENTINA, COM QUEM NO FUTURO FORMAREMOS UMA SÓ E MESMA NAÇÃO E AINDA SOBRA MUITA TERRA A SER EXPLORADA SEM PRECISAR DESTRUIR FLORESTAS, BASTANDO AUMENTAR A PRODUTIVIDADE APLICANDO AS TECNOLOGIAS DESENVOLVIDAS, PARA CADA REGIÃO, PELA NOSSA EMBRAPA, CUJOS ESCRITORIOS ESTAMOS IMPLANTANDO NA ÁFRICA, PARA CORRIGIR O DESASTRE QUE VOCES CRISTÃOS DEIXARAM NA ÁFRICA, ONDE NEM PARA FAZE R FILHOS AS AFRICANAS SERVIAM. ENQUANTO NÓS NOS ORGULHAMOS DE SERMOS MULATOS, MAMELUCOS, ONDE JÁ NÃO EXISTEM NEGROS, POIS TODOS DE PELE ESCURA SÃO MESTIÇOS DE MAIS DE CINQUENTA ETNIAS DIFERENTES QUE AQUI SE MISTURAM SUPERANDO O RACISMO CRISTÃO EUROPEU).
Não somente porque sua produção entra em conflito com a produção de alimentos, em um mundo onde, segundo a FAO, mais de um bilhão de pessoas sofrem com a fome (SE A AFRICA E A ÁSIA AINDA NÃO FORAM COMPETENTES PARA CRIAREM O CAPITALISMO NO CAMPO, NÓS MESIÇOS BRASILEIROS JÁ CRIAMOS E PODEMOS EXPORTAR NOSSO MODELO PARA ALIMENTAR ÁFRICA E ÁSIA, CORRIGINDO OS ESTRAGOS DO COLONIALISMO CRISTÃO EUROPEU) ; mas também porque tem sido um elemento importante da especulação sobre a produção de alimentos nos anos 2007 e 2008. Um informe do Banco Mundial afirma que nesses dois anos, 85% do aumento dos preços dos alimentos que empurrou mais de 100 milhões de pessoas para debaixo da linha da pobreza (o que significa fome), foram influenciados pelo desenvolvimento da agroenergia. (PROCESSO HISTORICO NÃO SE CONFUNDE COM ANALISES DE PERIODOS TÃO CURTOS COMO DOIS ANOS, TODA HOMEOSTASE DE UM SISTEMA ROMPIDA (O) GERA ENTROPIA PROVISORIA, A HUMANIDADE NUNCA PAROU A SUA MARCHA PORQUE A MARCHA GEROU ENTROPIA, TRATOU DE CORRIGIR A ENTROPIA BUSCANDO NOVA HOMEOSTASE. TODA ANALISE DE GALINHA VÊ O MILHO QUE ESTÁ A VISTA, PERDENDO DE VISTA O PROCESSO , O TODO, A CURVA, E SUAS NECESSARIAS CORREÇÕES, TODA ANALISE FEITA POR CEREBROS DE GALINHA É ESTATICA, MAS A VIDA É DINAMICA, A VIDA É UMA CURVA DE DIFERENTES FORMATOS, ONDE UM PONTO É SOMENTE UM PONTO. MOISÉS ENFRENTOU ESTA ESPECIE DE GALINHA QUE SENTIU SAUDADES DAS CEBOLAS DO EGITO. MAS NÃO RECUOU).
Por essa razão, Jean Ziegler, durante seu mandato como Relator Especial das Nações Unidas pelo Direito à Alimentação, qualificou os agrocarburantes de "crime contra a humanidade" e seu sucessor, o belga Oliver de Schutter, pediu uma moratória de 5 anos para sua produção.
A extensão do monocultivo também significa a expulsão de muitos camponeses de suas terras. Na maioria dos casos, isso se realiza através da estafa ou da violência. (A MARCHA DA HUMANIDADE NUNCA FOI RETARDADA. OS GERMANICOS QUE INVADIRAM AS TERRAS DOS CELTAS EUROPEUS QUE O DIGAM. LÁ NA FRANÇA EXISTEM REGIÕES COMO BORGONHA, HABITADA PELOS DESCENDENTES DOS GERMANICOS BURGUNDIOS, NA INGLATERRA, OS ROMANOS NÃO CONSEGUINDO DOMINAR OS CELTAS, FIZERAM UM MURO SEPARANDO O TERRITORIO CONQUISTADO E ISOLANDO OS ANCESTRAIS DOS ATUAIS ESCOCESES. EM PRINCIPIO O VETOR DEFINIDOR DA HISTORIA É A INTEGRAÇÃO, FEITA PELA MISCIGENAÇÃO OU PELA VIOLENCIA. NUNCA PARANDO O PROCESSO DE EXPANSÃO. PODEMOS INOVAR, INTEGRANDO AO PROCESSO OS POVOS QUE ESTÃO NO CAMINHO, MAS O PROCESSO HISTORICO NÃO SERÁ PARADO). Em países como a Colômbia e a Indonésia, recorrem às Forças Armadas e aos paramilitares, que não duvidam em massacrar aos defensores recalcitrantes de suas terras. Milhares de comunidades autóctones na América Latina, na África e na Ásia são despossuídos de seu território ancestral. Dezenas de milhões de camponeses já foram desalojados, sobretudo no Sul, (ESTES EUROPEUS NOS "PENSAM" COMO "SUL", NOS ENGLOBAM COMO SE A NOSSA DEMOCRACIA BRASILEIRA FOSSE IGUAL A DA COLOMBIA, INDONESIA. ESSES EUROPEUS NÃO NOS DISTINGUEM NO TODO DAQUELES QUE ELES QUEREM QUE SE MANTENHAM ECONOMIAS QUE NÃO EVOLUEM, NÃO NOS QUEREM ASPIRANDO O PADRÃO DE VIDA DELES. NÃO ADIANTOU NADA ESTE PADRE EUROPEU ESQUERDISTA TER ESTUDADO O FAMOSO "DISTINGO" NA FILOSOFIA, PORQUE NÃO PENSA, ELE É A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA QUE A MULTINACIONAL CATOLICA ROMANA NOS ENVIA, UNS ATIÇAM A NÃO DESENVOLVER A ECONOMIA, E OUTROS A LEVANAR OS BRAÇOS CHORAR DE EMOÇÃO AGRADECENDO A GRAÇA DE SER POBRE, LASCADO, ALIENADOS) em função do desenvolvimento de um modo produtivista da produção agrícola e da concentração da propriedade da terra. O resultado de tudo isso é uma urbanização selvagem e uma pressão migratória tanto interna quanto internacional. (MEIA VERDADE, REALMENTE EM TRINTA ANOS EXPLODIMOS EM URBANIZAÇAO, QUANTO A CONCENTRAÇÃO DEVEMOS ANALISAR O PROCESSO HAVIDO NESTE MESMO PERIODO QUANDO NOSSOS COLONOS GAUCHOS, CATARINENSES, PARANAENESE (CANSADOS DO MINIFUNDIO HERDADO) FORAM PARA O PARAGUAI, MT, MS, RONDONIA, RORAIMA, MARANHÃO, BAHIA, MODERNIZANDO A LAVOURA DESTES ESTADOS, FRUTOS QUE COLHEMOS HOJE, MODERNIZANDO TODA A ECONOMIA DESTES ESTADOS; QUANTO A MIGRAÇÃO INTERNA ELA TEM QUINHENTOS ANOS, FOI O QUE FEZ O BRASIL DESTE TAMANHO, SEMPRE TIVEMOS E AINDA TEMOS FRONTEIRAS INTERNAS POR OCUPAR, E ISTO SE FAZ COM MIGRAÇÃO INTERNA, NINGUÉM SAI PORQUE ESTÁ NADANDO EM OURO, SE O TEM SE FAZ MIGRANTE POR AMBIÇÃO, (MAS A MULTINACIONAL CATOLICA ROMANA É CONTRA AMBIÇÃO DOS OUTROS), ASSIM REPRESENTATES DE CASAS BANCARIAS DOS FUGGER, ALEMÃES LINZS , VIRARAM BRASILEIROS LINS, IDEM REPRESENTANTE DA CASA BANCARIA DOS CAVALCANTI FICARAM NO BRASIL E NA PRIMEIRA HORA SE MISCIGENARAM, IDEM A FAMILIA ADORNO, DE SP E BA, CUJO ANTEPASSADO CHEGOU COMO REPRESENTANTE DA CASA BANCARIA DE GENOVA QUE FINANCIAVA MARTIM AFONSO DE SOUZA EM 1532, COM ESTES FINANCIADORES VIERAM COLONOS CUJOS DESCENDENTES ATÉ HOJE MIGRAM SEMPRE BUSCANDO MELHORES OPORTUNIDADES)
É necessário também registrar que o salário dos trabalhadores é bem baixo e as condições de trabalho geralmente são infrahumanas devido às exigências de produtividade. (VERDADE POIS NOSSO INCIPIENTE CAPITALISMO SE CAPITALIZA ENQUANTO EXPLORA. REPRODUZINDO A HISTORIA DO CAPITALISMO, E EM PARTE TAMBÉM POR DESCONHECER TECNICAS DE GESTÃO VOLTADAS PARA OTIMIZAÇÃO, EM PARTE TAMBÉM PORQUE SÓ FAZ 120 ANOS SAIMOS DA SENZALA E AINDA TEMOS MENTALIDADE ESCRAVOCRATA, EM PARTE.....POR OUTRAS RAZÕES, MAS DE OLHO NO PROCESSO E NÃO NO PONTO DA CURVA QUE VEMOS, A CURVA APONTA PARA O AMADURECIMENTO ONDE O CAPITAL SERÁ FAZER DE MENOR IMPORTANCIA, ASSIM COMO A MÃO DE OBRA, POIS O CONHECIMENTO TENDE A SER O CAPITAL MAIS IMPORTANTE) A saúde dos trabalhadores também é afetada gravemente. Durante a sessão do Tribunal Permanente dos Povos sobre as Empresas Multinacionais Europeias na América Latina, realizada paralelamente à Cúpula Europeia-Latinoamericana, em maio de 2008, em Lima (Peru), foram apresentados muitos casos de crianças com má formação devido à utilização de produtos químicos no monocultivo de banana, da soja, da cana de açúcar e de palmeiras. (FALAR DAS CRIANÇAS COMOVE, NÃO PRECISAMOS. NOSSO NOTICIARIO MOSTRA NOSSOS COLONOS QUE MORREM POR USO INADEQUADO, EXCESSIVO, ETC, DE VENENOS. O QUE É DEVIDO A MONOCULTIVO E O QUE É DEVIDO A TRANSIÇÃO DESTE MESMO CONJUNTO - DONO DA PLANTAÇÃO E SEUS AGREGADOS - TODOS VINDOS OU RECEM SAIDOS DA PRÉ-MODERNIDADE CONVIVENDO, NUM SALTO, COM TECNOLOGIAS DA MODERNIDADE ENQUANTO SEUS CÉREBROS AINDA SÃO PRÉ-MODERNOS, SUAS ESTRUTURAS MENTAIS AINDA PENSAM " O QUE DEUS NÃO DÁ, NOSSA SENHORA ENTERA"????)
Dizer que os agrocarburantes são uma solução para o clima também está na moda. É verdade que a combustão dos motores emite menos anidrido carbônico na atmosfera; porém, quando se considera o ciclo completo da produção, da transformação e da distribuição do produto, o balanço é mais atenuado. Em certos casos, converte-se em negativo em relação à energia fóssil. (O PUM DAS VACAS TAMBÉM POLUEM, VAMOS ELIMINAR AS VACAS, MAS SERÁ QUE A CIVILIZADA INDIA VAI DEIXAR? SERÁ QUE A SOCIEDADE PROTETORA DOS ANIMAIS VAI DEIXAR? A VACA É FONTE DE PROTEINA SERÁ QUE ESTA ESQUERDA TAO BOA NO DENUNCIAR PRODUZIRA EM QUANTIDADE AS PROTEINAS DE QUE PRECISAMOS? E COMO VAMOS TRANSPORTAR AS PROTEINAS QUE ESTA MULTINACIONAL CATOLICA ROMANA VAI PRODUZIR PARA SUBSTITUIR AS VACAS POLUIDORAS? DE CARRINHO DE MÃO? A QUE VELOCIDADE? QUE O VATICANO E A UNIVERSIDADE CATOLICA DO PADRE FRANÇOIS HOUTART INSTITUAM UM FUNDO PARA DESCOBERTA DE NOVOS COMBUSTIVEIS, MAS ENQUANTO NÃO DESCOBREM NOS DEIXEM POLUIR E SOBRETUDO DESENVOLVER, SAIR DA PRÉ-MODERNIDADE, REPETIR O CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO DA EUROPA E NÃO VENHAM DENUNCIAR, ATITUDE BEM COMUM DOS FUNCIONARIOS ROMANOS, OS CAMINHOS QUE JÁ ENCONTRAMOS. CUIDEM DE SUAS CASAS, NÓS SABEMOS ERRAR SOZINHOS, NÃO PRECISAMOS DE CONSELHOS DE QUEM ATÉ HOJE POLUI).
Se os agrocarburantes não são uma solução para o clima, se não são de uma maneira marginal algo que mitigará a crise energética, e se eles acarretam graves consequências negativas, tanto sociais quanto ao meio ambiente, temos o direito de perguntar-nos porque eles têm tanta preferência. A razão é que a curto e médio prazos eles aumentam de maneira considerável e rapidamente a taxa de lucro do capital. É por isso que as empresas multinacionais do petróleo, do automóvel, da química e do agronegócio se interessam pelo setor. Eles têm como sócios ao capital financeiro (George Soros, por exemplo), os empresários e os latifundiários locais, herdeiros da oligarquia rural. Então, a função real da agroenergia é, de fato, ajudar a uma parte do capital a sair da crise e manter ou, eventualmente, aumentar sua capacidade de acumulação. De fato, o processo agroenergético caracteriza-se por uma sobreexploração do trabalho, pela ignorância das externalidades, pela transferência de fundos públicos para o setor privado; tudo isso permitindo lucros rápidos. Porém, leva a uma hegemonia das companhias multinacionais e a uma nova forma de dependência do Sul em relação ao Norte; tudo isso apresentado com a imagem de benfeitores da humanidade, já que produzem "energia verde". No que concerne aos governos do Sul, eles veem aí uma fonte de divisas úteis para manter, entre outras coisas, o nível de consumo das classes privilegiadas. (SIMPLIFICAÇÃO DA REALIDADE PARA FAZER CABER EM SEUS ESQUEMAS MENTAIS, E AMARRAR AS MENTES DOS JESUITAS MODERNOS E SEUS SEGUIDORES, E TRAVAR NOSSO DESENVOLVIMENTO, EMBORA DIGA VERDADES, DE MANEIRA SIMPLIFICADA, ESQUEMATICA, SEM LEVAR EM CONTA AS CONTRADIÇÕES, COMO SE NÓS NÃO TIVESSEMOS FEITOS NOSSO DESENVOLVIMENTO EXATAMENTE SOMANDO A FOME COM A VONTADE DE COMER, ELES QUERIAM NOS COMER, E NÓS QUERIAMOS SÓ COMER. GRAÇAS A ESTA SABEDORIA, SOMOS O PAIS COMPLEXO QUE SOMOS, BEM DIFERENTE DOS NOSSOS VIZINHOS DE ECONOMIAS MAIS SIMPLES, XÓ URUBÚ.)
Portanto, a solução é reduzir o consumo, sobretudo no Norte e investir em novas tecnologias (especialmente na solar). (LEGAL, QUANDO O NORTE, COMEÇANDO PELA BELGICA DO HOUTART, ENTÃO NÓS VAMOS PENSAR NO CASO DELES, ATÉ LÁ VAMOS CONTINUAR NOSSO DESENVOLVIMENTO EXPLORANDO TODAS AS OPORTUNIDADES, SE SOBRAR PLANETA ÓTIMO, MAS SE SÓ SOBRAR O PLANETA TODO PARA ELES PORQUE TEREMOS MORRIDO DE FOME, SUBMETIDOS AOS INTERESSES DELES, ESTA HIPÓTESE NÃO NOS CONTEMPLA NO BANQUETE DA VIDA. OU SERÁ PARA TODOS OU QUE NÃO SOBRE PARA NINGUÉM).
A agroenergia não é um mal em si e pode contribuir com soluções interessantes em âmbito local, sob a condição de respeitar a biodiversidade, a qualidade dos solos e da água, a soberania alimentar e a agricultura camponesa; isto é, ao contrário da lógica do capital. No Equador, o presidente Rafael Correa teve a coragem de deter a exploração do petróleo da reserva natural do Yasuni. Esperemos que os governos progressistas da América Latina, da África e da Ásia tenham a mesma firmeza. Resistir tanto no Norte quanto no Sul à pressão dos poderes econômicos é um problema político e ético. Portanto, denunciar o escândalo dos agrocarburantes no Sul constitui-se em um dever.
[Autor do livro "La Agroenergía-Solución para el clima o salida de crisis para el capital?", Ruth Casa Editorial E Ediciones Sociales La Habana, 2009].
* Presidente do Conselho Administrativo do Centro Tricontinental (Lovaina a Nova). Secretário Exec. do Fórum Mundial de Alternativas. Repres. do Pres. da Assembleia Geral da ONU pela Reforma do Sistema Financeiro e Monetário
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
RODA VIVA DE 14 SETEMBRO 2009 PRÉ-SAL ANP PETROBRAS PETR O SAL ETC GLOBALIZAÇÃO - Bismarck Frota de Xerez

COMO ENFIAR NA CABEÇA DOS BRASILEIROS QUE TODOS VIVEMOS NUM MUNDO GLOBALIZADO???
por que a pergunta?
um extra-terrestre brasileiro perguntou se a gasolina vai baixar com o petroleo do pré-sal.
O alienado não tem noção de tempo. Não desconfia do tempo que levará para o petroleo do pré-sal existir de fato.
Desde que nós todos, através da Democracia Representativa vigente, através do NOSSO Parlamento, QUEBRAMOS o monopolio da Petrobrás, mantido o monopolio da União, com carta do Presidente da Republica de então ao Presidente do Congresso Nacional jurando que não privatizaria a Petrobrás, desde então introduzimos empresas estrangeiras no regime de Concessão na exploração do petroleo no Brasil.
Estas empresas veem para extrair e vender petroleo pelo PREÇO DE MERCADO. logo o preço da gasolina ficará sempre referenciado ao preço internacional mais todos os impostos e taxas que através da Democracia Representiva o Congresso Nacional aprova EM NOSSO NOME.
INCLUSIVE A PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS E MUNICIPIOS FRONTEIROS AOS POÇOS.
Quem gosta dos bonus, também fica com os onus.
Se os extra-terrestres fiscalizassem a aplicação dos DOIS BILHÕES de Reais que são destinados a estes privilegiados que recebem royaltis e outras vantagens, se esta fabula de dinheiro fosse para multiplicar riquezas, não estariam sonhando viver fora do mundo globalizado com gasolina barata.
Esquecem que o diesel é subsidiado, todos, os que têm carro e os que não têm carro, pagamos a diferença do custo do diesel e o preço cobrado, inclusive para os carros importados a diesel , que estes extra=terrestres não reclamam.
HOJE no Siderbar do Blog - William Bonner na TV Brasil Falando do Jornal Nacional - Barbet
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
[Carta O BERRO] EEP faz 10 anos e homenageia Leandro Konder - Vanderley Caixe

A Editora Expressão Popular comemora 10 anos homenageando Leandro Konder, com a edição de quatro textos clássicos do autor: A derrota da dialética, Introdução ao fascismo, Marxismo e alienação e O marxismo na batalha das idéias.
A homenagem, com a presença do autor, será dia 8 de outubro de 2009, às 18:30hs, no Auditório Pedro Calmon da UFRJ.
Além deste ato, serão realizados eventos em diversos Estados do Brasil durante os meses de setembro a novembro.
Acompanhe as notícias e confira a programação pelo blog: http://blog.expressaopopular.com.br/2009/09/14/53/
ou no twitter: http://twitter.com/expressaopop
Pré-Sal - O Petróleo Tem que Ser Nosso! – Última Fronteira - Barbet
"Brasileiros, precisamos urgentemente retomar a luta do 'O PETRÓLEO É NOSSO'. Na década de 50, o Brasil assistiu ao maior movimento cívico em defesa da nossa soberania (em defesa do nosso petróleo e gás), e naquela época não tínhamos uma gota sequer descoberta de hidrocarboneto. Hoje, o Brasil detém reservas de petróleo (pré-sal) comparáveis a da Arábia Saudita, mas a lei do antigo governo Fernando Henrique Cardoso (lei neoliberal n° 9478) permite a entrega do nosso petróleo e gás." (Emanuel Cancella)
FAZ DE CONTA QUE AS COISAS SÃO ASSIM - NÃO IMPPORTA QUE SEJAM ASSADO - Laerte Braga
Num determinado momento o grande dilema da vida passa a ser a escolha do creme dental. Se você vai usar “colgate” ou “sensodyne”. A “máquina de fazer doido”, definição magistral de Sérgio Porto para a televisão mostra a você dentistas com aparências sérias, de competência inquestionável e cada qual recomendando um ou outro dos maravilhosos cremes dentais. A categoria não tem culpa.
Pula para os desinfetantes domésticos. Aqueles que trazem os aromas da natureza para dentro da sua casa. De repente você descobre que existe um produto que tira manchas, vem em forma de pó, numa embalagem rosa (existe a embalagem alternativa, branca, alva) e que, além disso, é “inteligente”. Procura as manchas ocultas.
Aí você fica petrificado. No bom sentido da palavra, na verdade, você fica coisa assim, sem perceber que está sendo assado em fogo baixo. Terminados os comerciais volta o filme, a novela, ou então aparece William Bonner, especialista em Homer Simpson, para dizer que “os terroristas” estão à sua volta e é preciso fechar as janelas, não olhar para os lados, desconfiar de quase tudo (para confiar só nele e no que representa) e tudo termina numa pesquisa do IBOPE.
A notícia mais importante é que na Feira do Livro, no Rio de Janeiro, quando Xuxa chegou, para além do frisson que despertou ao abaixar-se, deixou à mostra um “tattoo”. É um golfinho.
Os produtores de milho transgênico estão se descabelando. É que os consumidores europeus cismaram de não consumir produtos transgênicos. Por lá a lei exige que essas aberrações sejam muito bem definidas nas embalagens.
Ai, por aqui, terra descoberta por Cabral, a senadora Kátia Abreu, envolvida em desvios de recursos de campanha eleitoral quer uma CPI apurar os recursos transferidos pelo governo federal aos projetos de agricultura familiar do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra). A revista VEJA, da editora ABRIL, beneficiária de contratos milionários com o governo de São Paulo (país vizinho que fala a mesma língua), vem em seguida para mostrar que tudo não passa de uma “farra” e que por detrás desse negócio de reforma agrária existe um monstro pré-histórico que quer deter a formidável máquina do progresso.
Depende de como você vê o progresso. Se comum a todos pode até ser. Se só para alguns, não passa de privilégio.
“O mundo segundo a Monsanto”, empresa produtora de sementes transgênicas é um filme de Marie-Monique Robin, francesa, foi produzido em 2008, tem 109 minutos de duração e mostra como a empresa coloca em risco o meio ambiente e a segurança alimentar da humanidade.
Nem uma notícia na GLOBO ou nos acessórios de menor porte. A Monsanto é anunciante. Veicula os milagres da tecnologia.
Mas isso é coisa para depois, nem você e nem eu estaremos aqui para ver. Ou sentir. Importante é ter consciência que Paris Hilton é um exemplo de sucesso e vai para o livro de “frases sábias”, uma coletânea de idiotices transformadas em auto ajuda para elevar a estima dos consumidores e preferencialmente a freqüência aos shoppings. Não importa que você não seja herdeira de uma grande fortuna, ou que não seja bonita para os padrões definidos pelos senhores da beleza, o que vale é seguir o modelo Paris Hilton, afinal democracia é isso, direitos iguais.
Matricule seu filho na “escola” da Xuxa e tenha a paz dos justos, assegurando a ele o deserto do futuro.
Esse vem pelas mãos de Antônio Ermírio de Moraes, homem do ano todos os anos, na faina predadora da destruição ambiental, mas que gera empregos, tanto quanto doenças, fome, miséria e papel para que a FOLHA DE SÃO PAULO convença você através de um infográfico que José Serra pode não saber direito o que é uma vaca, mas sabe o que é um caixa dois de campanha.
A direção de jornalismo do complexo GLOBO (jornal, rádios, tevês e revista) decidiu que os jornalistas do grupo deverão tratar a candidatura Marina da Silva só no que diz respeito a questões ambientais. Se Marina apresentar uma proposta para além de sua bandeira principal neca de pitibiriba, pois pode atrapalhar o DEMônio tucano (fica parecendo até Edir Macedo) e o papel que cabe a Marina é servir de tapete para a marcha triunfal de José Serra até Brasília.
Se a moça vai se deixar engolir é outra história. Não tem cara de quem vai permitir esse estupro e nem essa história, essa transformação em instrumento dócil e ingênuo dos senhores do mundo.
Sílvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália e patrão de Gilmar Mendes, presidente da STF DANTAS INCORPORARTION LTD, está enrolado com essa moça da foto. É Patrizia D´Addario. Exercia o ofício de “garota de programa” e foi contratada várias vezes para as festas do primeiro-ministro. Mil euros por participação e mais mil se topasse ir para a cama. Isso duas vezes por semana. Fez, admite ela, um razoável pé de meia e só não foi candidata ao Parlamento Europeu por conta de um jornal independente que cismou de mostrar a história e publicar algumas fotos. Berlusconi tinha prometido a ela a candidatura por seu partido.
De quebra usou o celular para gravar os momentos íntimos com o primeiro-ministro. Vive hoje de palestras nos melhores centros culturais e universidades européias, onde conta tudo o que viu e ouviu nos palácios berlusconianos.
Já o primeiro-ministro, misto de político, banqueiro e pilantra, afirma que é tudo mentira, que nunca pagou por sexo, pois o prazer do homem é a conquista. Quando o jornalista Miguel Mora do EL PAÍS, espanhol, perguntou-lhe se pagava por programas com garotas, olhou-o de cima embaixo, ajeitou o nó da gravata e disparou – “o senhor está é com inveja” –. Nem quis falar sobre o cafetão. Um empreiteiro que em troca recebia contratos para obras públicas.
Tão logo soube das declarações de Berlusconi a moça desafiou-o para um debate público, em rede nacional de rádio e tevê.
Cega é a justiça e culpado é Cesare Battisti.
Eu se fosse o delegado Protógenes Queiroz tratava de arranjar um habeas corpus preventivo. Na certa VEJA vai dizer que tudo não passa de gravações ilegais no gabinete de Gilmar Mendes, onde as questões são resolvidas pela porta dos fundos. Se as gravações existem ou não, isso é irrelevante. O que conta mesmo é o tira manchas inteligente. Do outro lado, no conceito deles, está o Homer Simpson.
E um detalhe, têm indicações mágicas para todos os casos. Se o seu padrão de consumidor não for o padrão “colgate” ou o padrão “sensodyne”, não se preocupe, tem um sabão em forma de pasta e com o sugestivo nome de Sorriso.
“Vista-se bem onde quer que vá, a vida é curta demais para se passar despercebido”. Inteiro teor da contribuição de Paris Hilton ao bem estar do ser humano. Se você não puder vestir-se como Paris Hilton, monte um jegue e saia nu ou nua pelas ruas. Vai ser percebido. E detido aos costumes.
Um cidadão de 41 anos, em Sorocaba, interior de São Paulo, invadiu a prisão da cidade e pediu para ser preso, trancafiado de forma tal que pudesse ter segurança e tranqüilidade. “Aqui é melhor que lá fora, me sinto mais seguro”. O dito cujo já tentara sem êxito ser preso em outras oportunidades. Condenado por homicídio doloso estava em regime semi-aberto. Preferiu o trancafiado.
Coelho Neto, um tanto reacionário, mas com virtude de ter sido um dos fundadores do Fluminense Football Club, escreveu que “ser mãe é padecer num paraíso”. Não sei, mas prevejo, no futuro, invasões constantes de úteros na tentativa de pare o mundo que eu quero descer. Vai ser uma volta às origens. O Fluminense não, é uma espécie em extinção.
É que o assim aqui está ficando assado. E nessa lógica perversa do progresso, o tal progresso que contribui para o tal PIB, a classe média está de volta ao quarto e sala. Quem diz isso é a revista ÉPOCA, uma das espécies voltadas a Homer Simpsons. E o altar está lá. Digital de não sei quantas polegadas, com imagem HD, acho que é isso. O título? “Famílias encaixotadas”.
Bem faz o Pastinha que se perceber a chance de dez mil segura quinhentos que já dá para o torresmo, a cerveja e um troféu no próximo torneio de sinuca.
E fique atento, vem aí o parto de Ivete Sangalo. Cobertura completa, com todos os detalhes e exclusiva. Com direito ao primeiro choro do bebê. E as lágrimas de emoção dos distintos telespectadores.
Se tudo falhar, não se desespere. Barack Obama é um cidadão branco, dizem que presidente dos Estados Unidos (existem dúvidas). Trabalha de garçom, mágico vendedor de ilusões e agora incorporou o biscate de pintor. Garçons, mágicos e pintores cuidado. O cara é um prodígio de “sou, mas quem não é?”
A REVISTA VEJA E O MST - Laerte Braga

Entender o papel que a revista (com o perdão da palavra) VEJA cumpre dentro dos “negócios” no Brasil é simples. Assim como receber a tarefa de escrever sobre o martírio de Cristo na sexta-feira santa e ficar aguardando a determinação do dono sobre se é para ser contra ou a favor.
Revistas como VEJA, ÉPOCA e jornais como O GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, ou redes de tevê nacionais, a grande mídia de um modo absoluto, são instrumentos da classe dominante. Não importam os fatos, mas a versão. E quem paga. São sempre os donos que pagam.
Esse não é um fenômeno só do Brasil. Governos latino-americanos como o do presidente Hugo Chávez enfrentam o desafio de vencer essa batalha, a maior dentre todas na luta popular. A da comunicação.
A revista VEJA dedica-se em sua última edição a tentar transformar o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) numa versão brasileira da Al Qaeda. Não é a primeira vez que faz isso. Em 1999, com os recursos que a tecnologia permite, publicou a foto do líder do movimento, João Pedro Stedille sugerindo-o um demônio.
Estão ali acusações de desvio de recursos de programas do Governo Federal para assentamentos, denúncias de fartos recursos a partir de fartas transferências do governo Lula, tudo num único objetivo, o de evitar a discussão e o debate de questões fundamentais como a reforma agrária, a política agrícola de favorecimento ao agronegócio e agora, especificamente, a revisão e atualização dos índices de produtividade. É uma determinação legal e deve ser feita de dez em dez anos.
Quando o delegado Protógenes Queiroz prendeu o banqueiro Daniel Dantas, parceiro de FHC e patrão de Gilmar Mendes (que já cobrou, de forma intempestiva do governo providências contra o MST) VEJA tratou de desmoralizar a ação do delegado afirmando que havia uma série de escutas ilegais feitas no gabinete de Gilmar e revelou uma delas, uma suposta conversa com o senador Heráclito Fortes, um dos integrantes da grande quadrilha tucano/DEMocrata. As gravações nunca apareceram pelo simples fato que nunca existiram. Foi só uma denúncia infundada, mentirosa e com o objetivo de desviar a atenção da opinião pública de todo o emaranhado de trapaças de Dantas. Por extensão, das arbitrariedades de Gilmar à frente do STF DANTAS INCORPORARION LTD (antiga suprema corte).
À época do acidente com o Airbus da TAM que matou centenas de pessoas, ao perceber que a tática da GLOBO de incriminar e culpar o governo por conta de “irregularidades” nas pistas do aeroporto de Congonhas falhara, estavam começando a aparecer as irregularidades sim, mas na aeronave, na manutenção, nos cuidados da empresa com seus aviões, saiu com uma capa sórdida atribuindo a culpa ao piloto. “O PILOTO É O CULPADO”.
É óbvio, a TAM é uma das co-proprietárias da mídia brasileira. Vale dizer patrocinadora. Tem aquele negócio de jornalistas amigos voarem de graça, ganhar passagem para si e família em reconhecimento aos “serviços prestados”, essas coisas assim, corriqueiras no mundo dos “negócios”.
Como o emprego que Gilmar Mendes deu a Heraldo Pereira (que aparece com pinta de jornalista sério, íntegro nos noticiários da GLOBO) em troca do silêncio sobre um monte de coisas.
Kátia Abreu é uma senadora do DEM do estado de Tocantins. Latifundiária, defensora do trabalho escravo e especialista em desviar recursos públicos para suas campanhas eleitorais. É alvo de investigações da Polícia Federal sobre isso. Recursos desviados da Confederação Nacional da Agricultura para custear sua eleição.
Chantagista. Fez ver ao governo Lula que se o governo fizer a revisão dos índices de produtividade como prometido ao MST e em obediência à lei, perderia o voto dos deputados da chamada bancada ruralista (latifundiários) no Congresso Nacional.
Como o governo Lula não é de ferro, sentou em cima. Nem lá e nem cá. Kátia Abreu foi mais longe. Quer uma CPI do MST. Um palco onde possa exibir a farsa do agronegócio, do latifúndio, do trabalho escravo transformados em progresso, em gerador de empregos, de riquezas e o MST como o grande monstro do atraso ávido de devorar verbas publicas, comer criancinhas e matar idosos.
Faz parte do jeito da senhora em questão achar que todo mundo é igual a ela, ou que todos os brasileiros são senadores e vivem de atos secretos.
VEJA é parte do processo. Entra em seguida no palco e num folhetim de quinta categoria, apresenta o “bandido” da novela, o MST. Com certeza verbas públicas da Confederação Nacional da Agricultura (dos latifundiários) ou outra organização dessas especializadas em lavar dinheiro vão pagar a matéria “jornalística”.
É o modelo de vida onde o espetáculo funciona como fator determinante de tudo e em função do mercado, um deus inventado e cultuado desde o primeiro momento da vida, quando se instalou a luta de classes – opressores e oprimidos, exploradores e explorados –. O que varia é a forma. O jeito e isso é uma decorrência do aperfeiçoamento dos garrotes do latifúndio.
O que incomoda essa gente é que revistos os índices de produtividade, como determina a lei, cai por terra a grande mentira do agronegócio como mola propulsora da economia e prosperidade do País. Essa revisão traz como conseqüência a perspectiva de ações de governo no campo da reforma agrária que contrariam interesses do latifúndio, logo de VEJA, um dos porta-vozes dessa máfia.
Essa impostura esconde uma outra realidade para além do trabalho escravo, do uso da terra como fator de especulação. A que os responsáveis pelo alimento sadio que vai à mesa dos brasileiros no dia a dia são os pequenos e médios produtores rurais.
Para o agronegócio a questão não é saber se a porcaria transgênica mata a soberania nacional na agricultura, no campo alimentar e “alimenta” pessoas. É atender a interesses da MONSANTO, uma das principais acionistas do Estado brasileiro e assegurar o modelo político, econômico e social perverso e cruel que o latifúndio e esse conjunto de “negócios” geram no Brasil e nos chamados países emergentes.
O papel de VEJA, beneficiária de vários contratos fraudulentos no fornecimento de livros didáticos a governos como o de FHC e agora José Serra em São Paulo, é vender essa mentira travestida de espetáculo de falsa indignação (muito bem remunerada).
Não importa que centenas de milhares de trabalhadores rurais trabalhem em condições escravas. Não importa que a concentração da terra em mãos de gente como Kátia Abreu gere fome, transforme o País numa república de banana (lógico, elites econômicas são apátridas), levam em conta apenas e tão somente os “negócios”. O “negócio” de
VEJA é transformar um crime em ação legal, patriótica (“último refúgio dos canalhas”) e fazer crer que a luta popular é ação corrupta e terrorista.
O alvo preferencial é o MST. Ignoram, porque lhes convém que seja assim, o trabalho do movimento no campo da educação. Os resultados limpos dos muitos assentamentos produzindo alimentos limpos e condições de existência, coexistência e convivência dignas e humanas a trabalhadores e pequenos proprietários rurais.
E aí a mais importante tarefa de VEJA. A de desinformar, mentir, alienar, principalmente alienar, seja pelo medo que infunde as pessoas, ou pelo espetáculo que o deus mercado proporciona transformando a todos em escravos de um modelo político e econômico falido.
E quando VEJA é insuficiente matam. Como fizeram com Chico Mendes, com a irmã Dorothy e centenas de líderes e trabalhadores rurais. Muitas vezes massacram o que fizeram em Eldorado do Carajás.
[Carta O BERRO] EXÉRCITO BRASILEIRO SUSPENDE PENSÃO DE VIÚVA DO MAJOR CERVEIRA. DESAPARECIDO POLÍTICO - Vanderley Caixe
Pois é, em função da não punição por seus crimes de lesa humanidade os golpistas de 64 e seus filhotes continuam perseguindo suas vítimas.
Quero denunciar que o Exército suspendeu a pensão da minha mãe de 77 anos.
Pensão que ela tem direito, não é um favor, meu pai descontou para que ela tivesse esse benefício durante toda sua carreira militar. Mesmo assim suspenderam a pensão fazendo com que minha mãe passe por constrangimentos, como cheques devolvidos e o não pagamento do seu seguro saúde.
Num momento bem difícil quando ela está com uma grave peneumonia. Ela não utiliza o HCE (Hospital Central do Exército) mas, desconta todos os meses por esse benefício. Mas nunca utilizou, porque lá encontra filhos e até alguns de seus torturadores e assassinos de seu marido. A última vez que estive lá com ela, tive que falar com o Diretor (Coronel Melo) e mesmo assim de nada adiantou. O tratamento foi quase um deboche.
Minha mãe continua sendo punida de forma violenta pelo crime de ser a viúva do meu pai. E, também por ser minha mãe. Porque tenho uma atividade política que se intensificou com o golpe de Honduras, quando passei a prestar toda minha solidariedade e ajuda a RESISTÊNCIA hondurenha contra o golpe. E, também porque defendi uma tese de doutorado na USP sobre a Operação Condor. Isso é uma covardia sem tamanho. Ela não tem sequer um túmulo para chorar por seu marido, nunca devolveram o corpo do meu pai. Ela não pediu nenhuma indenização milionária e ainda sempre ajudou alguns familiares de desaparecidos que ficaram sem nada. Com essa pensão ela ajuda alguns ex-companheiros.
Eu Acuso a Omissão da sociedade brasileira contra os crimes cometidos contra as viúvas do Major Cerveira e do Capitão Lamarca pelo simples fato de seus maridos terem cumprido o juramento de honra de todo militar que é o de defender a Constituição e a Democracia.
Se todo esse transtorno levar minha mãe a morte quem pagará por mais esse crime contra nossa família? Isso não acaba nunca não é porque somos revanchistas é porque eles, os criminosos é que são revanchistas. está havendo uma inversão de valores, TRAIDORES foram os que deram o golpe, mataram, torturaram mulheres e crianças. Mas, quem continua sofrendo punição são as vítimas.
Drª Neusah Cerveira
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Quero denunciar que o Exército suspendeu a pensão da minha mãe de 77 anos.
Pensão que ela tem direito, não é um favor, meu pai descontou para que ela tivesse esse benefício durante toda sua carreira militar. Mesmo assim suspenderam a pensão fazendo com que minha mãe passe por constrangimentos, como cheques devolvidos e o não pagamento do seu seguro saúde.
Num momento bem difícil quando ela está com uma grave peneumonia. Ela não utiliza o HCE (Hospital Central do Exército) mas, desconta todos os meses por esse benefício. Mas nunca utilizou, porque lá encontra filhos e até alguns de seus torturadores e assassinos de seu marido. A última vez que estive lá com ela, tive que falar com o Diretor (Coronel Melo) e mesmo assim de nada adiantou. O tratamento foi quase um deboche.
Minha mãe continua sendo punida de forma violenta pelo crime de ser a viúva do meu pai. E, também por ser minha mãe. Porque tenho uma atividade política que se intensificou com o golpe de Honduras, quando passei a prestar toda minha solidariedade e ajuda a RESISTÊNCIA hondurenha contra o golpe. E, também porque defendi uma tese de doutorado na USP sobre a Operação Condor. Isso é uma covardia sem tamanho. Ela não tem sequer um túmulo para chorar por seu marido, nunca devolveram o corpo do meu pai. Ela não pediu nenhuma indenização milionária e ainda sempre ajudou alguns familiares de desaparecidos que ficaram sem nada. Com essa pensão ela ajuda alguns ex-companheiros.
Eu Acuso a Omissão da sociedade brasileira contra os crimes cometidos contra as viúvas do Major Cerveira e do Capitão Lamarca pelo simples fato de seus maridos terem cumprido o juramento de honra de todo militar que é o de defender a Constituição e a Democracia.
Se todo esse transtorno levar minha mãe a morte quem pagará por mais esse crime contra nossa família? Isso não acaba nunca não é porque somos revanchistas é porque eles, os criminosos é que são revanchistas. está havendo uma inversão de valores, TRAIDORES foram os que deram o golpe, mataram, torturaram mulheres e crianças. Mas, quem continua sofrendo punição são as vítimas.
Drª Neusah Cerveira
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SUGESTÕES DE LEITURAS e presentes para o dia das crianças - Bismarck Frota de Xerez
Livro:
" Quem Pagou a Conta ?" da editora Record de Frances Stonor Saunders.
PESQUISADORA INGLESA.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem "pagava a conta" .
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa.
"Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que
estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator).
"Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. . Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg.
OUTRO LIVRO:
"Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha).
OUTRO LIVRO:
"Dependência e desenvolvimento na América Latina", de Fernando Henrique Cardoso.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A atual Lei do Petróleo (nº. 9478/97) - Terra Sem Males
Depois da quebra do exercício do monopólio da União pela Petrobrás, no governo de FHC, os interesses privados, e estrangeiros, se impuseram. De lá para cá, o dito monopólio – mantido na Constituição – virou uma quimera.
A atual Lei do Petróleo (nº. 9478/97), em seu artigo 3º, garante que “pertencem à União os depósitos de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos existentes no território nacional, nele compreendidos a parte terrestre, o mar territorial, a plataforma continental e a zona econômica exclusiva”. O artigo 4º acrescenta que da pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás, até o refino, importação e exportação, e transportes dos mesmos, tudo é monopólio da União.
Porém, bem ao estilo de nossas tradições formalistas e ambíguas, já no artigo 5º da mesma Lei é definido que “as atividades econômicas de que trata o artigo anterior (…) poderão ser exercidas, mediante concessão ou autorização, por empresas constituídas sob leis brasileiras, com sede e administração no país”.
O artigo 21 volta a falar do monopólio da União, mas para colocar toda a administração da coisa nas mãos da ANP – A Agência Nacional do Petróleo. E o artigo 23 define que as atividades de exploração, desenvolvimento e produção do petróleo e gás natural serão exercidas mediante contratos de concessão.
Como golpe de misericórdia – ou de esperteza, dos interesses privados -, o artigo 26 confere ao concessionário a propriedade do petróleo e gás produzidos.
É isso mesmo. Pode parecer contraditório, mas é legal: o monopólio é da União, mas a propriedade é do concessionário.
A “matéria” já foi objeto de uma ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pelo governo do estado do Paraná. A ação foi estranhamente indeferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. Após parecer do relator, favorável à ADIN, e o voto de um primeiro juiz, acompanhando o relator, houve um pedido de vistas do ministro Eros Grau. Dias após, na retomada da votação, a sorte (melhor dizer o azar) é definida, com os votos dos nove juízes que restavam se posicionar sendo contrários ao relator.
Deve ser por essas e por outras que afirmam que o Supremo é uma casa política.
Desse modo o imbróglio está posto. E, para resolvê-lo, muito antes da definição quanto à criação de uma nova estatal, torna-se essencial a revisão desta esdrúxula Lei, feita no auge da ofensiva neoliberal da aliança tucano-pefelê.
De imediato, há de se abolir todos os artigos da Lei, que jogam por terra, na prática e com a devida licença ao STF, o princípio constitucional do monopólio da União sobre o nosso petróleo e gás.
Em segundo lugar, não há o menor cabimento na definição, estabelecida pelo artigo 23 dessa Lei, do regime de concessão para a exploração do petróleo e do gás. Os regimes de partilha – onde o concessionário recebe em dinheiro a parte da produção que lhe couber, ficando a União como detentora de toda a produção física – e a contratação de empresas para a prestação de serviços são alternativas que não podem ser descartadas, como formas mais adequadas para se tratar de melhor explorar as imensas riquezas do pré-sal.
Os liberais, as empresas estrangeiras e os seus porta-vozes já se apressam a alertar que bastaria uma modificação no decreto que define a participação especial da União, para que os “interesses nacionais” viessem a ser preservados.
Certamente, é necessária essa revisão. A chamada participação especial da União é hoje definida como variável, podendo chegar até a 40% da produção. Nos países com grandes reservas, e com políticas prudentes de utilização das mesmas, essa participação chega a 85%.
Contudo, há muito mais a se definir, conforme demonstramos.
O próprio papel da ANP está na berlinda. Se esse é um modelo que deu certo, conforme apregoam os que querem defender os interesses privados, por que haveria a necessidade de uma nova estatal para cuidar do pré-sal?
O ministro Lobão, de Minas e Energia, e o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, defensores da idéia, devem uma melhor explicação. Se a Lei é boa, se a ANP bem administra o setor, por que mudar?
A alegação é a de que a Petrobrás é hoje privada, e com forte participação acionária estrangeira.
Mas o fato é que a Petrobrás é a principal responsável por essas descobertas que nos levam à condição de possuirmos uma gigantesca riqueza ainda não explorada. É ela a empresa que melhor detém o conhecimento e a técnica de extração de petróleo e gás em águas profundas. E, particularmente, é ela que melhores condições possui de se avançar em todas as definições – ainda pendentes – para a viabilização de uma produção que terá de extrair óleo a uma profundidade de mais de seis mil metros de profundidade, e tendo de ultrapassar uma grossa camada de sal.
Essa empresa, que é a maior do Brasil, tem hoje 40% de suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York.
A ANP, por sua vez, está inteiramente aprisionada pelos interesses de empresas petrolíferas internacionais. Além de ter mantido o processo de licitações dos campos de petróleo e gás, a agência tem entre os seus atuais diretores um ex-executivo da empresa norte-americana Halliburton. Nelson Narciso Filho, conforme informações da própria página da ANP, na Internet, entre maio de 2005 e junho de 2006, foi Diretor Global – Cliente Sonangol da Halliburton Angola, de onde saiu para ocupar uma das diretorias da ANP.
Recentemente, a AEPET – Associação de Engenheiros da Petrobrás – denunciou que o banco de dados de exploração e produção da Agência está sendo administrado pela subsidiária no Brasil da Halliburton, a empresa Landmark Digital and Consulting Solutions.
Há informações complementares que dão conta que, contrariando parecer da Procuradoria Geral da República, o contrato com essa empresa não foi precedido de processo licitatório, e que o custo do serviço prestado chega a R$ 600 mil por mês.
Resumo da história. Caso queiramos ter, de fato, condições de administrar o negócio do petróleo de acordo com os interesses nacionais, a atual lei do setor deverá ser alterada, o papel da ANP revisto e, principalmente, haverá de se ter a decisão de um pleno controle nacional sobre o capital acionário da Petrobrás.
Além disso, mecanismos de participação e controle social nas definições gerais da política da empresa seriam essenciais. Mais que uma empresa estatal, é necessário que a Petrobrás seja verdadeiramente uma empresa pública.
A depender da história recente, todo cuidado é pouco.
Paulo Passarinho é economista.
A atual Lei do Petróleo (nº. 9478/97), em seu artigo 3º, garante que “pertencem à União os depósitos de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos existentes no território nacional, nele compreendidos a parte terrestre, o mar territorial, a plataforma continental e a zona econômica exclusiva”. O artigo 4º acrescenta que da pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás, até o refino, importação e exportação, e transportes dos mesmos, tudo é monopólio da União.
Porém, bem ao estilo de nossas tradições formalistas e ambíguas, já no artigo 5º da mesma Lei é definido que “as atividades econômicas de que trata o artigo anterior (…) poderão ser exercidas, mediante concessão ou autorização, por empresas constituídas sob leis brasileiras, com sede e administração no país”.
O artigo 21 volta a falar do monopólio da União, mas para colocar toda a administração da coisa nas mãos da ANP – A Agência Nacional do Petróleo. E o artigo 23 define que as atividades de exploração, desenvolvimento e produção do petróleo e gás natural serão exercidas mediante contratos de concessão.
Como golpe de misericórdia – ou de esperteza, dos interesses privados -, o artigo 26 confere ao concessionário a propriedade do petróleo e gás produzidos.
É isso mesmo. Pode parecer contraditório, mas é legal: o monopólio é da União, mas a propriedade é do concessionário.
A “matéria” já foi objeto de uma ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pelo governo do estado do Paraná. A ação foi estranhamente indeferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. Após parecer do relator, favorável à ADIN, e o voto de um primeiro juiz, acompanhando o relator, houve um pedido de vistas do ministro Eros Grau. Dias após, na retomada da votação, a sorte (melhor dizer o azar) é definida, com os votos dos nove juízes que restavam se posicionar sendo contrários ao relator.
Deve ser por essas e por outras que afirmam que o Supremo é uma casa política.
Desse modo o imbróglio está posto. E, para resolvê-lo, muito antes da definição quanto à criação de uma nova estatal, torna-se essencial a revisão desta esdrúxula Lei, feita no auge da ofensiva neoliberal da aliança tucano-pefelê.
De imediato, há de se abolir todos os artigos da Lei, que jogam por terra, na prática e com a devida licença ao STF, o princípio constitucional do monopólio da União sobre o nosso petróleo e gás.
Em segundo lugar, não há o menor cabimento na definição, estabelecida pelo artigo 23 dessa Lei, do regime de concessão para a exploração do petróleo e do gás. Os regimes de partilha – onde o concessionário recebe em dinheiro a parte da produção que lhe couber, ficando a União como detentora de toda a produção física – e a contratação de empresas para a prestação de serviços são alternativas que não podem ser descartadas, como formas mais adequadas para se tratar de melhor explorar as imensas riquezas do pré-sal.
Os liberais, as empresas estrangeiras e os seus porta-vozes já se apressam a alertar que bastaria uma modificação no decreto que define a participação especial da União, para que os “interesses nacionais” viessem a ser preservados.
Certamente, é necessária essa revisão. A chamada participação especial da União é hoje definida como variável, podendo chegar até a 40% da produção. Nos países com grandes reservas, e com políticas prudentes de utilização das mesmas, essa participação chega a 85%.
Contudo, há muito mais a se definir, conforme demonstramos.
O próprio papel da ANP está na berlinda. Se esse é um modelo que deu certo, conforme apregoam os que querem defender os interesses privados, por que haveria a necessidade de uma nova estatal para cuidar do pré-sal?
O ministro Lobão, de Minas e Energia, e o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, defensores da idéia, devem uma melhor explicação. Se a Lei é boa, se a ANP bem administra o setor, por que mudar?
A alegação é a de que a Petrobrás é hoje privada, e com forte participação acionária estrangeira.
Mas o fato é que a Petrobrás é a principal responsável por essas descobertas que nos levam à condição de possuirmos uma gigantesca riqueza ainda não explorada. É ela a empresa que melhor detém o conhecimento e a técnica de extração de petróleo e gás em águas profundas. E, particularmente, é ela que melhores condições possui de se avançar em todas as definições – ainda pendentes – para a viabilização de uma produção que terá de extrair óleo a uma profundidade de mais de seis mil metros de profundidade, e tendo de ultrapassar uma grossa camada de sal.
Essa empresa, que é a maior do Brasil, tem hoje 40% de suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York.
A ANP, por sua vez, está inteiramente aprisionada pelos interesses de empresas petrolíferas internacionais. Além de ter mantido o processo de licitações dos campos de petróleo e gás, a agência tem entre os seus atuais diretores um ex-executivo da empresa norte-americana Halliburton. Nelson Narciso Filho, conforme informações da própria página da ANP, na Internet, entre maio de 2005 e junho de 2006, foi Diretor Global – Cliente Sonangol da Halliburton Angola, de onde saiu para ocupar uma das diretorias da ANP.
Recentemente, a AEPET – Associação de Engenheiros da Petrobrás – denunciou que o banco de dados de exploração e produção da Agência está sendo administrado pela subsidiária no Brasil da Halliburton, a empresa Landmark Digital and Consulting Solutions.
Há informações complementares que dão conta que, contrariando parecer da Procuradoria Geral da República, o contrato com essa empresa não foi precedido de processo licitatório, e que o custo do serviço prestado chega a R$ 600 mil por mês.
Resumo da história. Caso queiramos ter, de fato, condições de administrar o negócio do petróleo de acordo com os interesses nacionais, a atual lei do setor deverá ser alterada, o papel da ANP revisto e, principalmente, haverá de se ter a decisão de um pleno controle nacional sobre o capital acionário da Petrobrás.
Além disso, mecanismos de participação e controle social nas definições gerais da política da empresa seriam essenciais. Mais que uma empresa estatal, é necessário que a Petrobrás seja verdadeiramente uma empresa pública.
A depender da história recente, todo cuidado é pouco.
Paulo Passarinho é economista.
Horário de Verão 2009/2010...-Barbet
O horário brasileiro de verão vai começar à zero hora do terceiro domingo (18) de outubro. O encerramento será sempre à meia-noite do terceiro domingo de fevereiro. Esta é a primeira vez que se institui um calendário fixo para o início e o fim do horário de verão. Antes, as datas eram definidas durante o ano, por decreto. Também ficou decidido que, caso o terceiro domingo de fevereiro coincida com o Carnaval, o fim do horário de verão fica para a semana seguinte.
Verão (2) - O horário de verão é adotado nos Estados de Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal, com o objetivo de economizar energia.
A FESTA ITALIANA DE BERLUSCONI NA CASA DA MÃE JOANA – O BRASIL - Laerte Braga
Os rumos tomados no julgamento do pedido de extradição do refugiado político Cesare Battisti sugerem que o representante do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi dessa vez não contratou garotas de programa para a festa do chefe, mas ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD. Empresa cujo controle acionário é detido, em sua maioria, pelo banqueiro Daniel Dantas.
O voto do ministro italiano César Peluzo foi um primor de um exercício de contorcionismo e pusilanimidade. Deve ter estado no gabinete de Gilmar Mendes, presidente da outrora chamada Suprema Corte, naturalmente pela porta dos fundos e visto os fundos necessários para cair de quatro e proclamar “Ave Berlusconi”.
Peluzo foi o relator da matéria. Foi seguido em seu parecer pelos ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Brito e Ellen Gracie.
Eros Graus, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia, minoritários na empresa e contrários à transformação da corte em departamento dos negócios de Dantas, agora também de Berlusconi (Dantas e Berlusconi têm negócios em comum), rejeitaram o papel que Peluzo desenhou em seu relatório e continuam de pé e bípedes. Não caíram de quatro.
O ministro da Justiça Tarso Genro disse em conversa com jornalistas estar estranhando a interferência italiana nos negócios internos do Brasil, as pressões sobre o governo brasileiro e a cooptação de ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD – os cooptáveis evidente –. Não percebeu que desmoralizado em seu país, a Itália, Berlusconi precisa apresentar a cabeça de Battisti como troféu para não perder o cargo de primeiro-ministro.
Isso no firme propósito de transformar a Itália num grande bordel, já que não conseguiu emplacar as candidaturas de suas “garotas” para o Parlamento europeu. O projeto inicial era mais ambicioso, mas algumas das moças abriram a boca e frustraram esse objetivo, vai ter que ficar restrito à Itália mesmo.
Gilmar Mendes, nessa história toda, não fez nada diferente, desde o princípio, que não mentir, tripudiar sobre a lei, os direitos humanos, o direito internacional e agir como se fosse - e tem sido – o real detentor da palavra final no Brasil.
O pedido de vista feito pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve votar contra a extradição não muda o resultado final, pelo menos aparentemente, já que Gilmar é o porta-voz do embaixador de Berlusconi, o tal que entrou pela porta dos fundos.
Esse tipo de decisão, se concretizada, deixa um dilema para os brasileiros. Somos colônia italiana, colônia norte-americana, ou não somos nada? Quem sabe casa da mãe Joana?
A Constituição e a jurisprudência consagra isso, determina que cabe ao poder Executivo conceder ou não refúgio político. O ato do ministro Tarso Genro concede esse status a Cesare Battisti. A alegação do funcionário de Dantas Cesar Peluzo que os crimes cometidos por Battisti não têm caráter político e os fundamentos utilizados para justificar essa conclusão, ou são de alguém que não tem a menor idéia de nada, ou de alguém comprado, literalmente. Battisti ficou na França durante todo o governo de François Mitterrand sob esse epíteto, refugiado político. Se Peluzo não sabe disso não tem além da reputação ilibada – não tem – o tal notável saber jurídico. Os outros ministros que votaram a favor da extradição são marionetes de Gilmar Mendes.
A Procuradoria Geral da República entendeu que o ato do ministro da Justiça é lícito, válido do ponto de vista do direito e não caberia ao STF DANTAS INCORPORATION LTD julgar esse assunto. Letra morta desde o decreto assinado por Tarso.
Só o governo da Itália, o embaixador italiano e o tucano (sinônimo de corrupto) Gilmar Mendes entenderam que a coisa não é assim. O entendimento desse tipo de gente é lucro. Constituição para eles é percentual, chave do cofre, coisa assim. As comemorações são nos palácios de Berlusconi com direito a moças e etc e tal. No caso de Gilmar as maracutaias com a Prefeitura de sua cidade, o governo nos contratos de prestação de serviços e o silêncio da mídia com o convite a jornalistas da GLOBO para ministrarem aulas. Conhecimento de pilantragem no jornalismo é o caso.
Pretender que o Senado investigue toda essas trapaças, todos os reais motivos que transformam o Brasil, nesse episódio, numa nação de segunda categoria, é sonhar o impossível. O presidente da Casa é José Sarney, boa parte dos senadores se guiam por Tasso Jereissati, Artur Virgílio, Sérgio Guerra, Jarbas Vasconcelos sem falar num tonto perdido em meio a cartões vermelhos, amarelos, etc, chamado Eduardo Suplicy. Não fala e anda ao mesmo tempo, enrola a língua, engole o apito e acaba se auto expulsando.
Os fatos não significam que Cesare Battisti vá ser entregue à sanha de um fascista movido a pornografia barata, falo de Sílvio Berlusconi, doublê de primeiro-ministro e banqueiro. Nem todos no Brasil se chamam Gilmar Mendes e operam na lógica criminosa de Daniel Dantas. Cesar Peluzo é só uma figura menor nesse episódio. Como os ministros que votaram a favor da extradição.
O que é importante perceber nesse episódio é que por trás do pedido de extradição de Battisti há todo um aparato destinado a encurralar o governo de Lula, debilitá-lo ao ponto da desmoralização e os olhos dessa gente estão postos em 2010.
E 2010 não vai ser apenas um ano eleitoral. Vai estar em jogo a opção de buscarmos um reencontro com a independência real, a soberania efetiva do Brasil, ou a capitulação.
Gilmar Mendes é parte do processo. Mas é como um gangster que acompanha os chefes, ou o chefe. Aqueles que ficam atrás de Capone, prontos a rir das piadas sem graça do chefe. Cumpre um papel e sua absoluta falta de escrúpulos o credenciou para ser indicado por FHC para o STF. Num dado momento torna-se incômodo e desnecessário. Aí recebe uma aposentadoria, um prêmio.
O que está em jogo é bem mais que o ato criminoso de romper com as tradições históricas do País e entregar Battisti a um líder fascista e desmoralizado em seu próprio país. Para que possa ser apresentado como troféu em campanhas eleitorais.
E nesse dilema os brasileiros têm a opção de optar por manter a dignidade naciona
ou como FHC, patrão de Gilmar, ceder a governos e interesses estrangeiros. Um livro recente de uma pesquisadora inglesa, todo ele baseado em documentos oficiais mostra que o ex-presidente é tão somente um desses canalhas refugiados no patriotismo canhestro e traidor que costuma ornar o caráter, ou a falta de, dessa gente.
Para eles conta o saldo em conta. Ou as meninas de Berlusconi.
Esse tipo de situação só se tornou possível como conseqüência dos exercícios de malabarismo político de Lula. Superestimou sua força e subestimou a dos bandidos. Esqueceu-se que para além da figura Luís Inácio Lula da Silva existe uma luta e uma caminhada que não são nem individuais e nem de um só partido, ou só um grupo.
É muito maior. A grande mídia, toda ela a serviço de países e grupos estrangeiros, sem o menor compromisso com o Brasil chama Battisti de “terrorista”. Tenta alienar o cidadão, mais ou menos confundir fauna com flora como fez dia desses a veneranda senhora Ana Maria Braga.
Não é uma ação isolada. É parte de um processo muito maior que a simples ocupação e controle do governo e de uma nação como o Brasil. Lula acreditou ser possível governar em alianças com esse tipo de gente.
Paga o preço de ter-se enrolado em seu próprio novelo.
Para Gilmar Mendes pouco importa o destino de Cesare Battisti. É só um a peça, alguém que estava no lugar errado, na hora errada e virou moeda de troca, peão num jogo sórdido de um mundo institucional podre e sem sentido.
Por extensão pouco importa o Brasil, sua história, muito menos o direito, pouco importam os brasileiros.
Uma eventual entrega de Battisti ao governo fascista de Berlusconi (não é extradição, criminosos são extraditados, Battisti é refugiado político) transforma o Brasil em Casa da Mãe Joana.
E esses caras, Gilmar, FHC, Sarney, Jereissati, Virgílio, ministros de fancaria como Cesar Peluzo nem se preocupam ou estão aí para isso.
São figuras repulsivas.
Ou o Brasil vai ser maior que eles, depende dos brasileiros, mas depende muito mais de Lula perceber que é preciso mostrar a cara real desse bando. Só o discurso, vai acabar sendo feito num deserto.
O espetáculo ainda não acabou. Mas Berlusconi já está encomendando meninas e champanhe para a festa em homenagem a Gilmar Mendes. Peluzo é adereço, entra por força das circunstâncias. Uma taça e olhe lá. Um Pastinha um pouco maior.
Cabe a Lula mostrar agora que é grande. Ou ficar pequeno de vez. Vale dizer entender que para além de se acreditar o cara na baba escorregadia de Obama, corre o risco de virar porteiro na festa de Berlusconi.
E com chapéu de bobo.
Não desanime. Você pode exercer o seu direito de escolha. É que querem que seja democrático o nome da cobra píton encontrada no estado do Rio. Ela está em Niterói, e uma píton albina, rara na espécie. Você pode ir no twitter e escolher entre Michael, Bil, Rafael ou Sivuca.
E a democracia e a pátria amada estão salvas.
O voto do ministro italiano César Peluzo foi um primor de um exercício de contorcionismo e pusilanimidade. Deve ter estado no gabinete de Gilmar Mendes, presidente da outrora chamada Suprema Corte, naturalmente pela porta dos fundos e visto os fundos necessários para cair de quatro e proclamar “Ave Berlusconi”.
Peluzo foi o relator da matéria. Foi seguido em seu parecer pelos ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Brito e Ellen Gracie.
Eros Graus, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia, minoritários na empresa e contrários à transformação da corte em departamento dos negócios de Dantas, agora também de Berlusconi (Dantas e Berlusconi têm negócios em comum), rejeitaram o papel que Peluzo desenhou em seu relatório e continuam de pé e bípedes. Não caíram de quatro.
O ministro da Justiça Tarso Genro disse em conversa com jornalistas estar estranhando a interferência italiana nos negócios internos do Brasil, as pressões sobre o governo brasileiro e a cooptação de ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD – os cooptáveis evidente –. Não percebeu que desmoralizado em seu país, a Itália, Berlusconi precisa apresentar a cabeça de Battisti como troféu para não perder o cargo de primeiro-ministro.
Isso no firme propósito de transformar a Itália num grande bordel, já que não conseguiu emplacar as candidaturas de suas “garotas” para o Parlamento europeu. O projeto inicial era mais ambicioso, mas algumas das moças abriram a boca e frustraram esse objetivo, vai ter que ficar restrito à Itália mesmo.
Gilmar Mendes, nessa história toda, não fez nada diferente, desde o princípio, que não mentir, tripudiar sobre a lei, os direitos humanos, o direito internacional e agir como se fosse - e tem sido – o real detentor da palavra final no Brasil.
O pedido de vista feito pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve votar contra a extradição não muda o resultado final, pelo menos aparentemente, já que Gilmar é o porta-voz do embaixador de Berlusconi, o tal que entrou pela porta dos fundos.
Esse tipo de decisão, se concretizada, deixa um dilema para os brasileiros. Somos colônia italiana, colônia norte-americana, ou não somos nada? Quem sabe casa da mãe Joana?
A Constituição e a jurisprudência consagra isso, determina que cabe ao poder Executivo conceder ou não refúgio político. O ato do ministro Tarso Genro concede esse status a Cesare Battisti. A alegação do funcionário de Dantas Cesar Peluzo que os crimes cometidos por Battisti não têm caráter político e os fundamentos utilizados para justificar essa conclusão, ou são de alguém que não tem a menor idéia de nada, ou de alguém comprado, literalmente. Battisti ficou na França durante todo o governo de François Mitterrand sob esse epíteto, refugiado político. Se Peluzo não sabe disso não tem além da reputação ilibada – não tem – o tal notável saber jurídico. Os outros ministros que votaram a favor da extradição são marionetes de Gilmar Mendes.
A Procuradoria Geral da República entendeu que o ato do ministro da Justiça é lícito, válido do ponto de vista do direito e não caberia ao STF DANTAS INCORPORATION LTD julgar esse assunto. Letra morta desde o decreto assinado por Tarso.
Só o governo da Itália, o embaixador italiano e o tucano (sinônimo de corrupto) Gilmar Mendes entenderam que a coisa não é assim. O entendimento desse tipo de gente é lucro. Constituição para eles é percentual, chave do cofre, coisa assim. As comemorações são nos palácios de Berlusconi com direito a moças e etc e tal. No caso de Gilmar as maracutaias com a Prefeitura de sua cidade, o governo nos contratos de prestação de serviços e o silêncio da mídia com o convite a jornalistas da GLOBO para ministrarem aulas. Conhecimento de pilantragem no jornalismo é o caso.
Pretender que o Senado investigue toda essas trapaças, todos os reais motivos que transformam o Brasil, nesse episódio, numa nação de segunda categoria, é sonhar o impossível. O presidente da Casa é José Sarney, boa parte dos senadores se guiam por Tasso Jereissati, Artur Virgílio, Sérgio Guerra, Jarbas Vasconcelos sem falar num tonto perdido em meio a cartões vermelhos, amarelos, etc, chamado Eduardo Suplicy. Não fala e anda ao mesmo tempo, enrola a língua, engole o apito e acaba se auto expulsando.
Os fatos não significam que Cesare Battisti vá ser entregue à sanha de um fascista movido a pornografia barata, falo de Sílvio Berlusconi, doublê de primeiro-ministro e banqueiro. Nem todos no Brasil se chamam Gilmar Mendes e operam na lógica criminosa de Daniel Dantas. Cesar Peluzo é só uma figura menor nesse episódio. Como os ministros que votaram a favor da extradição.
O que é importante perceber nesse episódio é que por trás do pedido de extradição de Battisti há todo um aparato destinado a encurralar o governo de Lula, debilitá-lo ao ponto da desmoralização e os olhos dessa gente estão postos em 2010.
E 2010 não vai ser apenas um ano eleitoral. Vai estar em jogo a opção de buscarmos um reencontro com a independência real, a soberania efetiva do Brasil, ou a capitulação.
Gilmar Mendes é parte do processo. Mas é como um gangster que acompanha os chefes, ou o chefe. Aqueles que ficam atrás de Capone, prontos a rir das piadas sem graça do chefe. Cumpre um papel e sua absoluta falta de escrúpulos o credenciou para ser indicado por FHC para o STF. Num dado momento torna-se incômodo e desnecessário. Aí recebe uma aposentadoria, um prêmio.
O que está em jogo é bem mais que o ato criminoso de romper com as tradições históricas do País e entregar Battisti a um líder fascista e desmoralizado em seu próprio país. Para que possa ser apresentado como troféu em campanhas eleitorais.
E nesse dilema os brasileiros têm a opção de optar por manter a dignidade naciona
ou como FHC, patrão de Gilmar, ceder a governos e interesses estrangeiros. Um livro recente de uma pesquisadora inglesa, todo ele baseado em documentos oficiais mostra que o ex-presidente é tão somente um desses canalhas refugiados no patriotismo canhestro e traidor que costuma ornar o caráter, ou a falta de, dessa gente.
Para eles conta o saldo em conta. Ou as meninas de Berlusconi.
Esse tipo de situação só se tornou possível como conseqüência dos exercícios de malabarismo político de Lula. Superestimou sua força e subestimou a dos bandidos. Esqueceu-se que para além da figura Luís Inácio Lula da Silva existe uma luta e uma caminhada que não são nem individuais e nem de um só partido, ou só um grupo.
É muito maior. A grande mídia, toda ela a serviço de países e grupos estrangeiros, sem o menor compromisso com o Brasil chama Battisti de “terrorista”. Tenta alienar o cidadão, mais ou menos confundir fauna com flora como fez dia desses a veneranda senhora Ana Maria Braga.
Não é uma ação isolada. É parte de um processo muito maior que a simples ocupação e controle do governo e de uma nação como o Brasil. Lula acreditou ser possível governar em alianças com esse tipo de gente.
Paga o preço de ter-se enrolado em seu próprio novelo.
Para Gilmar Mendes pouco importa o destino de Cesare Battisti. É só um a peça, alguém que estava no lugar errado, na hora errada e virou moeda de troca, peão num jogo sórdido de um mundo institucional podre e sem sentido.
Por extensão pouco importa o Brasil, sua história, muito menos o direito, pouco importam os brasileiros.
Uma eventual entrega de Battisti ao governo fascista de Berlusconi (não é extradição, criminosos são extraditados, Battisti é refugiado político) transforma o Brasil em Casa da Mãe Joana.
E esses caras, Gilmar, FHC, Sarney, Jereissati, Virgílio, ministros de fancaria como Cesar Peluzo nem se preocupam ou estão aí para isso.
São figuras repulsivas.
Ou o Brasil vai ser maior que eles, depende dos brasileiros, mas depende muito mais de Lula perceber que é preciso mostrar a cara real desse bando. Só o discurso, vai acabar sendo feito num deserto.
O espetáculo ainda não acabou. Mas Berlusconi já está encomendando meninas e champanhe para a festa em homenagem a Gilmar Mendes. Peluzo é adereço, entra por força das circunstâncias. Uma taça e olhe lá. Um Pastinha um pouco maior.
Cabe a Lula mostrar agora que é grande. Ou ficar pequeno de vez. Vale dizer entender que para além de se acreditar o cara na baba escorregadia de Obama, corre o risco de virar porteiro na festa de Berlusconi.
E com chapéu de bobo.
Não desanime. Você pode exercer o seu direito de escolha. É que querem que seja democrático o nome da cobra píton encontrada no estado do Rio. Ela está em Niterói, e uma píton albina, rara na espécie. Você pode ir no twitter e escolher entre Michael, Bil, Rafael ou Sivuca.
E a democracia e a pátria amada estão salvas.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Memorial da Resistência de São Paulo - Vanderley Caixe
[Carta O BERRO] 27º Caravana da Anistia - Sessão especial de Julgamento de processos de anistia política de ex-presos e perseguidos políticos do estado de São Paulo - Dia 11 de setembro no Memorial da Resistência - e homenagem a Salvador Alende.
Largo General Osório, 66 – Luz
Sexta-feira - 11 de setembro
1. Pela manhã
Homenagem ao presidente Salvador Allende e à Resistência chilena.
Apresentação de vídeo e debate.
2. À Tarde
Sessão Especial de Julgamento de Processos de Anistia Política de ex-presos e perseguidos políticos do Estado de São Paulo.
Largo General Osório, 66 – Luz
Sexta-feira - 11 de setembro
1. Pela manhã
Homenagem ao presidente Salvador Allende e à Resistência chilena.
Apresentação de vídeo e debate.
2. À Tarde
Sessão Especial de Julgamento de Processos de Anistia Política de ex-presos e perseguidos políticos do Estado de São Paulo.
Urgente - Barbet
"Brasileiros, precisamos urgentemente retomar a luta do 'O PETRÓLEO É NOSSO'. Na década de 50, o Brasil assistiu ao maior movimento cívico em defesa da nossa soberania (em defesa do nosso petróleo e gás), e naquela época não tínhamos uma gota sequer descoberta de hidrocarboneto. Hoje, o Brasil detém reservas de petróleo (pré-sal) comparáveis a da Arábia Saudita, mas a lei do antigo governo Fernando Henrique Cardoso (lei neoliberal n° 9478) permite a entrega do nosso petróleo e gás." (Emanuel Cancella)
[Carta O BERRO] Discurso do Lula: demo-tucanos se enforcaram com a CPI da Petrobrás e o pré-sal - Vanderley Caixe
A referência a Drummond a independência não é um quadro na parede no discurso do Presidente do Brasil, na véspera do Dia da Independência, me lembrou as aulas de Português do Colégio de Aplicação, no Rio, onde também estudou o Ministro Franklin Martins, e onde uma severa e inesquecível D. Suely nos obrigava a ler tenho duas mãos e o sentimento do mundo.
Clique aqui para ler a íntegra do discurso do Presidente da República do Brasil, já que o PiG (*) o ignorou
E aqui para ver como Fernando Henrique Cardoso, o Supremo demo-tucano se refere ao Sete de Setembro: como uma palhaçada
O discurso do presidente Lula é a forma mais inteligente de conduzir a campanha presidencial de 2010.
Inteligente, porque explora a burrice da oposição.
Os demo-tucanos e o PiG (*) um se nutre nas vísceras do outro (aqui já foi a aula sobre Augusto dos Anjos (**) ) fizeram ao Presidente da República do Brasil o grande favor de instalar na calada da noite uma CPI da Petrobrás.
E agora se dedicam a transformar o pré-sal numa desgraça que só os clientes do Davizinho podem enfrentar.
Os clientes do Davizinho e os clientes do Farol de Alexandria, que pagam US$ 50 mil por palestra, fora o jatinho.
Com o discurso na véspera do Dia da Pátria, o Presidente da República jogou os demo-tucanos no precipício.
Ele mandou o povo às ruas para reviver a campanha O Petróleo é Nosso clique para ler a entrevista com Maria Augusta Tibiriçá
E avisou à oposição.
Nós vamos comparar o meu governo com o do Fernando Henrique.
Ou seja, vai pendurar o Fernando Henrique no pescoço do Zé Pedágio clique aqui para ler
Disse o Presidente da República, ontem na televisão:
De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.
Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.
O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.
O Presidente da República desafiou os demo-tucanos a ir para a rua (e para o PiG*) fazer oposição ao regime de partilha e à destinação do pré-sal ao povo brasileiro.
O pré-sal é nosso ! é o tema da campanha que o candidato (ou os candidatos) de Lula vai levar para a campanha.
E o que vão fazer os demo-tucanos ?
Correr pela porta dos fundos da CPI da Petrobrás ?
Essa Petrobrás que, segundo o Presidente da República, é a cara do novo Brasil:
A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.
A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.
O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros
O Conversa Afiada quer ver o senador Álvaro Dias, o gênio que inventou a CPI da Petrobrás, balançar a farta cabeleira ao vento do Paraná e se reeleger contra Petrobrás.
Cuidado, senador, tem petróleo no litoral do Paraná
Quero ver o Agripino Maia se reeleger senador no Rio Grade do Norte contra a Petrobrás.
Cuidado, senador, Mossoró tem petróleo e muito.
Quero ver o Arthur Virgílio Cardoso, aquele que tirou o remédio das crianças com o fim da CPMF, se reeleger senador pelo Amazonas contra a Petrobrás.
Tem petróleo e gás no Amazonas, senador.
Quero ver o Zé Pedágio ir para a campanha (inútil) contra a Petrobrás.
Ou ele vai fazer como o Alckmin.
Que privatizou tudo.
Não teve a coragem de defender a privatização que realizou como governador de São Paulo.
E no segundo turno saiu às pressas para o camarim e vestiu a camiseta que o Luiz Gonzalez arrumou para ele com o símbolo da Petrobrás.
Lula ontem repetiu Getúlio (a quem poderia ter citado no discurso ).
Jogou a bomba da Petrobrás no colo dos udenistas.
Paulo Henrique Amorim
(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político o PiG, Partido da Imprensa Golpista
(**) Augusto dos Anjos previu como serão as exéquias do PiG (*) ?
Velho caixão a carregar destroços -
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos !
Clique aqui para ir mais fundo em Augusto dos Anjos
Publicado por admin · Canal: Bigpost
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=17699
Clique aqui para ler a íntegra do discurso do Presidente da República do Brasil, já que o PiG (*) o ignorou
E aqui para ver como Fernando Henrique Cardoso, o Supremo demo-tucano se refere ao Sete de Setembro: como uma palhaçada
O discurso do presidente Lula é a forma mais inteligente de conduzir a campanha presidencial de 2010.
Inteligente, porque explora a burrice da oposição.
Os demo-tucanos e o PiG (*) um se nutre nas vísceras do outro (aqui já foi a aula sobre Augusto dos Anjos (**) ) fizeram ao Presidente da República do Brasil o grande favor de instalar na calada da noite uma CPI da Petrobrás.
E agora se dedicam a transformar o pré-sal numa desgraça que só os clientes do Davizinho podem enfrentar.
Os clientes do Davizinho e os clientes do Farol de Alexandria, que pagam US$ 50 mil por palestra, fora o jatinho.
Com o discurso na véspera do Dia da Pátria, o Presidente da República jogou os demo-tucanos no precipício.
Ele mandou o povo às ruas para reviver a campanha O Petróleo é Nosso clique para ler a entrevista com Maria Augusta Tibiriçá
E avisou à oposição.
Nós vamos comparar o meu governo com o do Fernando Henrique.
Ou seja, vai pendurar o Fernando Henrique no pescoço do Zé Pedágio clique aqui para ler
Disse o Presidente da República, ontem na televisão:
De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.
Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.
O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.
O Presidente da República desafiou os demo-tucanos a ir para a rua (e para o PiG*) fazer oposição ao regime de partilha e à destinação do pré-sal ao povo brasileiro.
O pré-sal é nosso ! é o tema da campanha que o candidato (ou os candidatos) de Lula vai levar para a campanha.
E o que vão fazer os demo-tucanos ?
Correr pela porta dos fundos da CPI da Petrobrás ?
Essa Petrobrás que, segundo o Presidente da República, é a cara do novo Brasil:
A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.
A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.
O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros
O Conversa Afiada quer ver o senador Álvaro Dias, o gênio que inventou a CPI da Petrobrás, balançar a farta cabeleira ao vento do Paraná e se reeleger contra Petrobrás.
Cuidado, senador, tem petróleo no litoral do Paraná
Quero ver o Agripino Maia se reeleger senador no Rio Grade do Norte contra a Petrobrás.
Cuidado, senador, Mossoró tem petróleo e muito.
Quero ver o Arthur Virgílio Cardoso, aquele que tirou o remédio das crianças com o fim da CPMF, se reeleger senador pelo Amazonas contra a Petrobrás.
Tem petróleo e gás no Amazonas, senador.
Quero ver o Zé Pedágio ir para a campanha (inútil) contra a Petrobrás.
Ou ele vai fazer como o Alckmin.
Que privatizou tudo.
Não teve a coragem de defender a privatização que realizou como governador de São Paulo.
E no segundo turno saiu às pressas para o camarim e vestiu a camiseta que o Luiz Gonzalez arrumou para ele com o símbolo da Petrobrás.
Lula ontem repetiu Getúlio (a quem poderia ter citado no discurso ).
Jogou a bomba da Petrobrás no colo dos udenistas.
Paulo Henrique Amorim
(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político o PiG, Partido da Imprensa Golpista
(**) Augusto dos Anjos previu como serão as exéquias do PiG (*) ?
Velho caixão a carregar destroços -
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos !
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[Carta O BERRO] Livro bomba acusa FHC de ter servido a CIA. - Vanderley Caixe
Mal chegou às livrarias e ”Quem pagou a conta?” já se transformou na mote que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. "Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69. (este é outro livro que deve ser lido!)
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Milhões de dólares
1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).
2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).
3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).
FHC facinho
4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).
5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).
6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. "Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69. (este é outro livro que deve ser lido!)
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Milhões de dólares
1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).
2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).
3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).
FHC facinho
4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).
5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).
6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
Pré-Sal - O Petróleo Tem que Ser Nosso – Última Fronteira - Barbet
Este documentário está divido em 7 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez ...
O filme tenta responder a uma inquietante questão: diante das gigantescas reservas do pré-sal, que caminho o Brasil vai tomar? Políticos, intelectuais, sindicalistas, estudantes, representantes da igreja, artistas e militares estão entre os 34 depoimentos, de diferentes matizes, que abordam o tema sob perspectiva histórica, geopolítica, ambiental, econômica e social.
“O petróleo tem que ser nosso – última fronteira” é um filme produzido pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), dirigido por Peter Cordenonsi. Será uma peça importante na popularização da Campanha “O petróleo tem que ser nosso”, que reúne dezenas de entidades dos movimentos sindical, social e estudantil, dentre os quais o MST e a UNE. Cópias serão distribuídas pelo Brasil afora, mostrando à sociedade brasileira uma versão comprometida com a defesa dos interesses nacionais.
Os depoimentos incluem desde o governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) e do senador Aluísio Mercadante (PT), os deputados Chico Alencar (PSOL) e Brizola Neto (PDT), ao dirigente do MST João Pedro Stédile e ao coordenador da Conlutas José Maria de Almeida, passando pelo Brigadeiro Sérgio Ferolla, ex-diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) entre 1989 a 1992, comandante da Escola Superior de Guerra e ex-presidente do STM (Superior Tribunal Militar). Também d. Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB).
Os nomes pinçados - num elenco que também inclui os professores Ildo Sauer e Carlos Lessa, Ivan Pinheiro e o ator Paulo Betti, dentre outras “feras” – apenas foram escolhidos para dar uma dimensão da diversidade de ideologias e interesses que compõem o elenco dos apoiadores da Campanha “O petróleo tem que ser nosso” . Está reunido um exército de brasileiros, disposto e enfrentar o lobby das transnacionais do petróleo, visando à defesa do povo brasileiro e da soberania nacional.
Apesar do tema complexo e polêmico, Cordenonsi conseguiu editar um filme leve, instigante, que prende do início ao fim o expectador. Ao final, uma surpresa que deixará emocionados todos os que tiverem o privilégio de assistir.
O filme tenta responder a uma inquietante questão: diante das gigantescas reservas do pré-sal, que caminho o Brasil vai tomar? Políticos, intelectuais, sindicalistas, estudantes, representantes da igreja, artistas e militares estão entre os 34 depoimentos, de diferentes matizes, que abordam o tema sob perspectiva histórica, geopolítica, ambiental, econômica e social.
“O petróleo tem que ser nosso – última fronteira” é um filme produzido pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), dirigido por Peter Cordenonsi. Será uma peça importante na popularização da Campanha “O petróleo tem que ser nosso”, que reúne dezenas de entidades dos movimentos sindical, social e estudantil, dentre os quais o MST e a UNE. Cópias serão distribuídas pelo Brasil afora, mostrando à sociedade brasileira uma versão comprometida com a defesa dos interesses nacionais.
Os depoimentos incluem desde o governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) e do senador Aluísio Mercadante (PT), os deputados Chico Alencar (PSOL) e Brizola Neto (PDT), ao dirigente do MST João Pedro Stédile e ao coordenador da Conlutas José Maria de Almeida, passando pelo Brigadeiro Sérgio Ferolla, ex-diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) entre 1989 a 1992, comandante da Escola Superior de Guerra e ex-presidente do STM (Superior Tribunal Militar). Também d. Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB).
Os nomes pinçados - num elenco que também inclui os professores Ildo Sauer e Carlos Lessa, Ivan Pinheiro e o ator Paulo Betti, dentre outras “feras” – apenas foram escolhidos para dar uma dimensão da diversidade de ideologias e interesses que compõem o elenco dos apoiadores da Campanha “O petróleo tem que ser nosso” . Está reunido um exército de brasileiros, disposto e enfrentar o lobby das transnacionais do petróleo, visando à defesa do povo brasileiro e da soberania nacional.
Apesar do tema complexo e polêmico, Cordenonsi conseguiu editar um filme leve, instigante, que prende do início ao fim o expectador. Ao final, uma surpresa que deixará emocionados todos os que tiverem o privilégio de assistir.
Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável - Haroldo Oliveira

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta aonde vive...
terça-feira, 8 de setembro de 2009
AS ENCRUZILHADAS DE OBAMA - OS CAMINHOS DE OBAMA - Laerte Braga

Barack Obama precisa decidir primeiro se é negro ou se é branco. Em seguida se sua vocação é ser garçom de alguma cervejaria em seu país, ou no Haiti. E em terceiro se está na Casa Branca para limpar a sujeira do seu cachorro ou para alguma outra coisa que talvez nem passe pela sua cabeça. Esse negócio de cervejaria é complicado. Anos atrás deu numa baita guerra com milhões de mortos.
Que a chamada correlação de forças seja desigual, tudo bem. Mas daí a arriar as calças, cair de quatro e fingir que condena um golpe militar em Honduras, enquanto sustenta-o, porque patrocinado por seu governo (o presidente, pelo menos em tese, de direito, é ele), vai uma distância muito grande.
Determinar, é necessária a autorização presidencial para isso, uma estratégia de guerra no Afeganistão que implique em bombardeios indiscriminados atingindo alvos civis a pretexto de matar talibãs, é um ato de barbárie que nada o diferencia de George Bush.
Bernard Kouchner, ministro das Relações Exteriores da França, classificou de ”enorme erro”, o bombardeio de forças da OTAN (os EUA disfarçam a intervenção no Afeganistão com o instrumento OTAN). Dezenas de civis morreram e outros tantos ficaram feridos. Em linguagem diplomática “enorme erro” é uma condenação contundente. “Não deveríamos estar bombardeando os afegãos, mas trabalhando com eles”.
Obama assumiu o governo prometendo fechar o campo de concentração em Guantánamo, parte do território cubano ocupado pelos EUA. Tem maioria no Congresso dos EUA e não conseguiu fechar o campo. As decisões a favor dos que estão presos ali têm sido tomadas pelo poder Judiciário, um ou outro juiz independente e agora, pela Suprema Corte (de maioria republicana), de assegurar um julgamento para além das cortes militares. E não foram conseqüência de um súbito ataque de dignidade no Judiciário, mas das pressões populares internacionais.
As denúncias de tortura foram convenientemente esquecidas, a despeito da promessa de apurá-las e punir os responsáveis. Retornaram agora com as revelações feitas pela imprensa que além de afogamentos simulados, tapas nos rostos dos presos e outras humilhações, os “libertadores” e combatentes contra “o terrorismo”, usavam moto serras para os interrogatórios, ameaçando serrar partes dos corpos dos detidos.
Já foram, essas denúncias, jogadas para um canto.
A decisão de usar e ampliar sete bases militares na Colômbia, país governado por um narcotraficante (denúncias do DEA – departamento de combate às drogas nos EUA), com o fim de encurralar, cercar e intimidar a Venezuela, dentro dos objetivos de controle da Amazônia e da América Latina como um todo, vão em direção contrária ao que o candidato Barack Obama disse em sua campanha.
É uma decisão que soa como tomada por um presidente terrorista, o que foi George Bush.
São encruzilhadas de Obama, ou presumo que sejam. Podem ser também o Obama real, ou o Obama incapaz de se impor como presidente do seu país. E se assim o for, o papel que exerce é bem pior que ridículo. Joga por terra o que, nos Estados Unidos, significa a eleição de um presidente supostamente negro. Levando em conta a história da luta pelos direitos civis.
A queda nos índices de popularidade do presidente refletem isso. De repente o cidadão comum nos EUA percebe que não existe essa história de Superman e elegeu apenas um blefe.
Um produto de marketing. David Leterman, um importante jornalista dos EUA (Jô Soares copiou o programa dele in totum, sem tirar nem por), fez críticas pesadas ao plano de saúde de Obama e indicou que o caminho para o cidadão norte-americano poder pagar a saúde pública é o aeroporto. Michael Moore já havia mostrado isso num documentário. Nem um e nem outro são homens de esquerda, ou podem ser chamados de “terroristas”.
As elites venezuelanas referem-se ao presidente Hugo Chávez como “macaco”. Chávez é o que alguns chamam de mestiço, traços de branco e de indígenas. E nem vai aqui nenhum juízo de mérito do governo Chávez. Só um a constatação sobre o caráter das elites venezuelanas, elites econômicas e políticas, que é o mesmo em qualquer país da América Latina. Não difere do preconceito de barões paulistas e latifundiários nordestinos, ou arianos sulistas contra Lula.
No caso específico do brasileiro, Fernando Henrique Cardoso disse quando da eleição de Lula que “ele nem sabe falar inglês”. Uma obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders, toda ela montada em cima de documentos oficiais, “quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura”, lançada no Brasil pela editora Record, mostra como a Fundação Ford comprou, literalmente comprou, o ex-presidente do Brasil, o que fala inglês.
Milhões de dólares para um cabo Anselmo com patente de presidente e que vendeu o País a preço de banana.
As decisões de Obama trazem para a América Latina, a América do Sul particularmente, a perspectiva de um processo crescente de militarização e a médio prazo de conflitos armados.
O fracasso da ALCA – ALIANÇA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS –, uma costura fechada entre os ex-presidentes Bil Clinton e FHC, à época que trocavam figurinhas como presidentes de seus países, levou os EUA a uma estratégia simples, dividir para conquistar. Tratados bi-laterais de livre comércio (O NAFTA – México, EUA e Canadá transformou o México numa província de quinta-categoria, pressões sobre governos como o da Venezuela, do Equador, da Bolívia, ações golpistas concretas nesses países e controle absoluto do governo colombiano através do aliado narcotraficante Álvaro Uribe.
A integração latino-americana, a ALBA, a criação de agências fomentadoras de desenvolvimento e programas sociais, ao arrepio das instituições controladas pelos EUA (Banco Mundial e FMI) irritam, vamos dizer assim, os EUA.
A Colômbia hoje não é uma nação soberana. É um país ocupado pelos EUA. Base para operações militares golpistas e intervencionistas em países latino-americanos, a Venezuela como alvo principal.
O golpe em Honduras foi a reação que soa como aviso a países que eventualmente imaginem construírem-se em torno das aspirações de seus povos.
Obama não fez e nem vai fazer nada para modificar essa situação. Republicanos são areia e democratas são vaselina. No caso de Obama nem isso. Aproveita o resto de areia do governo Bush. Mesmo porque não governa coisa alguma, nem mesmo a Casa Branca.
O Brasil é estratégico, de importância capital para os EUA e seu projeto político com vistas a América Latina. Da mesma forma que compraram, ainda no período da ditadura militar, o falso exilado Fernando ANSELMO Henrique Cardoso, montaram toda uma estrutura de ações para controle do nosso País. Vai desde os grandes grupos econômicos, o latifúndio e banqueiros, boa parte das forças armadas cujo compromisso democrático costuma voltar-se para as ordens de Washington, ao varejo, como deputados, senadores (o pastel Eduardo Azeredo é um deles) e preparam-se para disputar as eleições presidenciais com José Serra, doublé de FHC, ora no governo de um país vizinho que fala a mesma língua, São Paulo.
Têm o controle dos principais veículos de comunicação de massa.
Nesse tipo de análise aqui não cabe entrar no mérito do governo Lula. São muitos erros, evidente, mas existe uma reação mínima a esse projeto recolonizador vindo dos EUA.
A decisão tomada pelo governo brasileiro sobre o pré-sal é um exemplo disso. Equilibra aqui, equilibra ali, mas assegura o controle dessa riqueza.
A propósito, no Fórum Social Mundial de 2003, pouco antes da invasão do Iraque, uma freira católica, iraquiana, irmã Sherine, disse o seguinte numa fala a mais de quinze mil pessoas: “a nossa maior riqueza é a nossa maior desgraça, pois traz a cobiça dos nossos piores inimigos, o demônio capitalista”. Falava do petróleo, verdadeiro motivo da ocupação do Iraque.
O Brasil, hoje, é um alvo. Pelo petróleo e pelo seu significado, sua importância na América Latina.
Ao que tudo indica Obama já se rendeu às suas encruzilhadas e contenta-se em servir cerveja, limpar a sujeira do cachorro e tirar férias numa ilha paradisíaca. Vai seguir, está seguindo, os caminhos brutais e dominadores do império. De qualquer império, historicamente é uma realidade. Os britânicos, antes de serem colônia dos EUA, diziam que “no império britânico o sol não se põe”.
As bases militares na Colômbia, o golpe em Honduras, o cerco a Chávez e as tentativas de desestabilização de governos soberanos e populares, o bloqueio, mantido, contra Cuba, todo esse conjunto de operações (são fatos, mas decorrentes de operações golpistas), culminam no propósito de dominar e controlar o governo brasileiro, como no tempo de FHC. José Serra é o homem de Washington.
É a etapa final dos caminhos de Obama. O retrocesso latino-americano. A volta da América Latina como latrina. Não foi por acaso que ingleses mandaram lixo para cá, nos consideram como tal.
É uma luta de resistência a que tem que ser travada. Não passa pelo institucional, esse é mero instrumento e em determinados momentos, pois está, no seu todo, a serviço de Washington, mas não passa também por entregar o executivo a José ANSELMO Serra. Essa é uma decisão que cabe aos brasileiros.
E passa, muito importante, por perceber, que como em 1964, temos aqui uma elite econômica e política podre e apátrida. E um desafio gigantesco. O da comunicação. Controlam os veículos mais importantes do Brasil, de vários países latino-americanos (Chávez começou a neutralizar essa invasão). Transformaram a comunicação numa espécie de fábrica de Homer Simpson, como disse um dos agentes deles.
Essa percepção é outro caminho. É o caminho da luta popular.
[Carta O BERRO] Lançamento do livro "A LUTA DOS MARINHEIROS" - Vanderley Caixe
PINTINHOS DE UM DIA, SERES HUMANOS, SENHORAS E SENHORES VEM AÍ O HOMEM DA LEI - Laerte Braga

Em determinadas circunstâncias, no salão oval da Casa Branca é possível escolher a marca da cerveja. O garçom Barack Obama vai lá dentro, no freezer, é prestativo, traz, abre e serve. Em outros momentos não. A polícia baixa a borduna e fica tudo do mesmo tamanho.
Tortura é crime hediondo em qualquer lugar do mundo. A Constituição do Brasil transformou essa prática em crime inafiançável. Mas essa prática é rotina em nosso País. Tanto contra presos, como contra eventuais suspeitos, ou desafetos de policiais, polícias, faz parte do processo de “manutenção da ordem e da lei”, ou dos bons costumes como se costuma dizer.
A Polícia Militar de Minas Gerais incentiva uma crença que é diferente, por exemplo, da Polícia Militar do Rio, ou de São Paulo. Nem tanto. Na cidade de Leopoldina, Minas, um preso conhecido como Guri, tranqüilo e de bom comportamento, deixou de voltar ao presídio após o vencimento do benefício de visita familiar, ou à sua casa. A Polícia foi ao seu encalço.
O que é natural, papel da Polícia. Deu-se, no entanto, que os policiais além de prender Guri o espancaram, na rua, diante de sua comunidade, de forma ultrajante, ilegal, humilhante, o que torna os policiais e particularmente aquele que acabou por gerar a morte de Guri, em criminoso tanto quanto todos os “Guris”, em qualquer presídio do Brasil ou do mundo.
Guri morreu dois dias depois em conseqüência dos golpes sofridos (foi inclusive submetido a sessões de afogamento num riacho próximo a casa). Testemunhas? Inúmeras.
Feita a denúncia ao Ministério Público, o promotor Gustavo Garcia Araújo, daquela cidade, decidiu investigar o crime, a barbárie e tomou as providências cabíveis. Testemunhas dispostas a relatar os fatos? Nenhuma. O policial espancador, o principal, com fama de matador, já avisou que quem falar alguma coisa morre também.
O comunicado da Polícia Militar sobre o assunto é igualzinho a todos os outros comunicados em casos assim, em qualquer lugar do mundo. Está apurando os fatos e vai “punir os responsáveis”. O fato aconteceu no dia 17 de julho deste ano. Foram dois os detidos, o outro está recolhido à cadeia pública de Leopoldina depois de atendido num hospital da cidade. Dentre as providências requeridas pelo promotor está a exumação do cadáver de Guri para que seja feita uma autópsia que determine a natureza dos ferimentos, a causa mortis com precisão. Sequer isso foi feito.
Nos Estados Unidos a granja Hy Line joga numa máquina de moer cerca de 150 mil pintinhos de um dia por dia. Segundo os empresários os pintinhos sacrificados não atendem aos padrões de qualidade da empresa. Falam de crescimento, carne e capacidade de por ou não ovos, em sendo o caso. Logo, não dão lucro.
A denúncia foi feita pela ONG MERCY FOR ANIMALS, que gravou com uma câmera oculta os procedimentos na granja. São trinta milhões de aves por ano. São moídas vivas. Um comunicado oficial do grupo Hy-Line International, líder mundial do setor, reconhece que o vídeo gravado pela ONG é real e “parece mostrar práticas desapropriadas que contraria sua política de bem estar dos animais”. Tom Jorgensen, diretor da empresa lamenta que a ONG tenha trazido o assunto a público sem antes tentar avisar a empresa para providências cabíveis.
Vai ver não sabia de nada, está inocente.
O policial militar que matou Guri vai, naturalmente, alegar que houve resistência, tentativa de desmoralizar sua autoridade H20, essas impressionantes manifestações de cinismo que são, antes de mais nada, reflexos de um modelo em que os jovens crescem eliminando “terroristas” em jogos de vídeo game e depois em aviões carregados de bombas de alta precisão nas guerras que travam para “libertar” o mundo.
E quem vai libertar o mundo dessa gente? No site do jornal RECOMEÇO, que trabalha com a recuperação de detentos, está uma frase de Graciliano Ramos, um dos maiores escritores da língua portuguesa e ele próprio, durante um período, freqüentador de cadeias por conta dessa mania boba de querer exercer os seus direitos.
Diz o seguinte a frase: “se eu fosse autoridades soltaria os presos e prenderia os bandidos”.
De um modo geral as pessoas só se incomodam com fatos como esse da morte de Guri, quando a vítima da violência policial, ou qualquer tipo de violência, lhes está próxima. Fora isso, daqui a pouco é hora da novela.
O que não percebem é que a boçalidade criminosa desse policial militar que matou Guri é regra geral e incentivada nessa obsessão de “lei e ordem”, boa parte herança da ditadura militar, no caso a impunidade nos crimes de tortura, é parte de um modelo violento em si e por si e que só sobrevive na violência das classes dominantes.
Na execução de um preso como Guri, ou nas bombas despejadas sobre aqueles que não querem ceder, por exemplo, o petróleo. Ou a água.
São como o lobo na fábula de La Fontaine. Comem os cordeiros diariamente, assim como se fossem pintinhos de um dia, em “legítima defesa” do direito de ser boçal. De ser bárbaro.
Polícia Militar é um braço desse modelo. Em Leopoldina, ou atirando em trabalhador rural sem terra pelas costas. Ou no massacre de Eldorado do Carajás. Em todos os momentos que a violência impune se mostra como face de um estado democrático de mentirinha.
Ou será que existe alguém ingênuo que acredite que é possível lei e ordem, civilização, com Sarney presidente do Senado? FHC solto e impune depois de vender o País e embolsar grossas propinas para sua pirâmide de faraó do século XXI? José Serra e Aécio Neves governadores de São Paulo e Minas, os dois maiores estados da suposta federação brasileira? Artur Virgílio e Tasso Jereissati senadores?
Não se tem notícia que a violência policial contra Guri e a que ocorre todos os dias em qualquer canto do Brasil contra quem quer que seja tenha sido objeto de denúncia da GLOBO. Ou da RECORDE. Ou de VEJA.
Da violência e barbárie do latifúndio da senadora Kátia Abreu no trabalho escravo de milhares de brasileiros. Homens e mulheres submetidos às mais abjetas condições de sobrevivência por conta da tal “lei e da tal ordem”.
Sobral Pinto, quanto esgotados todos os recursos para a defesa de Olga Benário e Luís Carlos Prestes, na ditadura Vargas, apelou para o acordo internacional dos direitos dos animais.
Já sabia que essa máquina de moer pintos de um dia, mói bem mais que isso. Mói seres humanos.
Senhores e senhoras aos shoppings, que hoje é dia de liquidação. E sorria, pois o senhor ou a senhora estão sendo gravados para sua própria segurança. E não se preocupe, além das câmeras para “sua segurança”, lá estarão imensos televisores para que o senhor e a senhora não percam nem o JORNAL NACIONAL, nem a novela das oito.
Já o Guri...
Foi moído tal e qual o senhor e a senhora, na máquina de moer gente. Uns, como o Guri, sem calças desenhadas por Pierre Cardin, outros, montados em tênis ADIDAS e que tais na presunção que um dia chegam a Ermírio de Moraes.
CRISTIANISMO NÃO É RELIGIÃO segundo Dom Luizano Mendes de Almeida - Bismarck Frota de Xerez
Deus não tira as dificuldades, mas ajuda a superá-las. Não se deve pedir um milagre porque o milagre é uma exceção dentro da normalidade da vida humana, mas pedir força para enfrentar essas situações, justamente em comunhão com as outras realidades em que tantos se encontram e são muito mais árduas do que aquela que uma pessoa isoladamente pode enfrentar.
Dom Luciano Mendes de Almeida, sj
Dom Luciano Mendes de Almeida, sj
OS SONSOS, MAS NEM TANTO - Laerte Braga

Os senadores Marco Maciel e Eduardo Azeredo querem a censura na internet. É compreensível. Com o silêncio da grande mídia em torno da corrupção tucana e DEMocrata a rede mundial de computadores passou a ser o principal instrumento de comunicação e denúncias da verdadeira natureza de tucanos e DEMocratas. Não são propriamente imorais, mas amorais. Seguem o padrão Fernando Henrique Cardoso.
Marco Maciel é de família tradicional de Pernambuco. Um barão qualquer, tipo de “nobre” freqüente na política brasileira. Como presidente de uma entidade estudantil em seu estado recebeu largos financiamentos de grupos de extrema-direita para se opor a UNE – União Nacional dos Estudantes – no período imediatamente anterior à ditadura militar, ao golpe de 1964.
Daí a virar deputado estadual e ganhar acesso aos quartéis para cortejar, bajular e mostrar-se ávido por prestar serviços, quaisquer que fossem, foi um pulo. Adotou o estilo sonso, mas nem tanto. Governou Pernambuco, foi vice-presidente de FHC, exerce um mandato de senador e de quebra foi eleito para a Academia Brasileira de Letras na vaga de Roberto Marinho. Pode acreditar, é fato.
Se alguém mergulhar fundo na trajetória de Marco Maciel vai perceber que toda ela foi construída na incrível capacidade de aceitar qualquer trabalho sujo e executá-lo com ares de seriedade. Importa o que parece ser e não o que é. É do tipo que fala pouco, pois sabe que se fizer o contrário desnuda-se e cai o mito do sujeito competente.
Eduardo Azeredo, como Marco Maciel, é oriundo de família tradicional de Minas Gerais. Seu pai Renato Azeredo foi um dos mais próximos amigos de JK. Era um político sério, não tem culpa do filho. Protagonizou, o pai, episódios marcantes na luta contra a ditadura militar. Tinha seu estilo, seu jeito, bem pessedista, conciliador, mas tinha atitudes firmes e caráter. Foi um dos poucos que não abandonou JK depois da cassação do ex-presidente.
Vale aqui até lembrar um fato interessante, um dos últimos, ocorridos com ele, falo de Renato Azeredo. Em 1982 três candidatos se apresentavam para o governo de Minas. Tancredo Neves, que havia saído do MDB, fundado o PPP (que era chamado só de PP para simplificar), Itamar Franco, do MDB já PMDB e Elizeu Resende pelo PDS. Com a decisão do ditador Figueiredo, através do ministro Leitão de Abreu, de vincular o voto de cima abaixo, ou seja, escolheu um candidato de determinado partido todo o resto tem que ser daquele partido, Tancredo e Ulisses foram ao STF para fundir PPP e PMDB e assim evitar que a manobra causasse maiores estragos à oposição, já de olho nas indiretas para presidente, em 1984.
Com isso a candidatura Itamar virou um problema e Tancredo conseguiu um acordo com aval de Ulisses que seria ele o candidato a governador. Itamar disputaria a reeleição para o Senado. O ex-presidente fez duas exigências para abrir mão de sua candidatura ao governo. A primeira que fosse candidato único ao Senado e como não teve jeito, o nome de Simão da Cunha também estava colocado, digamos assim, exigiu que a primeira sub-legenda fosse a dele Itamar. Coisas da cabeça de Itamar que ninguém entende, acho que nem ele mesmo.
Tancredo concordou e a convenção foi marcada. Terminada a apuração dos votos dos delegados/convencionais, Renato Azeredo, já doente, mas ativo, chamou Tancredo, era o seu mais próximo companheiro e disse-lhe que Simão da Cunha fora mais votado que Itamar. E perguntou – “o que vamos fazer?”. Tancredo foi rápido e rasteiro: “deixe o Simão por minha conta, coloque na ata os votos do Itamar para o Simão e os do Simão para o Itamar e pronto”.
E assim foi feito.
Quando Pimenta da Veiga candidatou-se a prefeito de Belo Horizonte – e venceu as eleições - era necessário um nome que não atrapalhasse. Um nome de alguém que passasse desapercebido. Surgiu aí Eduardo Azeredo não como tal, mas que “tal o filho do Renato, aquele que mexe com computadores?”. E olha que Pimenta já era, ele, filho de um cacique do ex-PSD, João Pimenta da Veiga.
Um ano e meio depois Pimenta da Veiga renunciou ao seu mandato de prefeito para candidatar-se ao governo do Estado (perdeu) e Eduardo Azeredo virou prefeito. Numa sucessão de golpes de sorte, acabou governador. Disputou a eleição com Hélio Costa, em 1994. O atual ministro das Comunicações deixou de ser eleito no primeiro turno por zero vírgula qualquer coisa e perdeu o segundo turno numa impressionante virada que, no duro mesmo, foi um dilema do menos pior, onde não havia menos pior. Quem optou por votar num ou noutro o fez de olhos fechados cravando o nome onde a caneta caísse. Ou cara e coroa. Não foi o meu caso.
Como governador Azeredo mostrou o por que de não existir menos pior. Incapaz de andar e falar ao mesmo tempo, tropeça, cai e não levanta mais, Minas foi governada, nos seus quatro anos (perdeu a reeleição para Itamar Franco) pelo deputado Roberto Brant (renunciou por ter sido pego no pulo do gato em meio a maracutaias), sua mulher – dele Azeredo – e o vice Valfrido Maresguia, tubarão do ensino privado em Minas.
Se Marco Maciel é um sonso, mas nem tanto, absolutamente sem vergonha, com pose de sério e intelectual, Azeredo é o sonso, mas nem tanto, que não hesita em mergulhar de corpo e alma em qualquer “negócio” que lhe garanta uma sobrevida política (dificilmente volta ao Senado, não tem cacife eleitoral para isso, esgotaram-se as mágicas).
Não é a primeira vez que tarefas sujas como a tentativa de censura na internet caem em suas mãos e na de Marco Maciel. Azeredo atendeu no governo FHC a um pedido de Nelson Jobim, então ministro do STF DANTAS INCORPORATION LTD (à época era STF PRIVATIZAÇÕES LTD) para anular a tentativa de alguns senadores de criar o voto impresso para a urna eletrônica. Um argumento simples. No modelo atual, só o voto impresso seria capaz de permitir, seria e será, uma eventual recontagem limpa.
Teotônio Vilela Filho, governador de Alagoas, foi eleito numa manobra do coloca os votos do João Lira para o Teotônio e os do Teotônio para o João Lira. Está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até hoje à espera de julgamento. Com o voto impresso essa questão já estaria solucionada.
O que se pretende com a censura na internet é simples. Evitar, por exemplo, que a compra de figuras do PSDB e DEMocratas pela empresa suíça ALSTOM, venha a público. Existem propinas pagas a Geraldo Alckimin, a José Serra, a campanhas de FHC e outros tucanos mais ou menos votados e a GLOBO, lógico, nem toca no assunto.
Faz parte do esquema.
Ou evitar que toda a corrupção do governo Aécio Neves venha a tona. Tancredo, tal e qual Renato Azeredo não tem culpa de Eduardo, não tem culpa do neto.
E o mais importante. Retomar o modelo neoliberal puro, ortodoxo, vale dizer, acabar de vender o País, passar a escritura.
Tucanos e DEMocratas perceberam o poder da internet. A campanha de Barack Obama é um exemplo recente e definitivo. E perceberam antes disso. Quando partiram, agora, para cima do “coronel” José Sarney, no meio do caminho, tiveram que tirar o time de campo por conta dos “coronéis” Tasso Jereissati e Artur Virgílio. Ou Paulo Guerra (de menor calibre, mas com função significativa na quadrilha).
O projeto, nesse momento, dentre outros, cumpre um objetivo. Censurar a internet para evitar o debate livre, a troca de idéias e as denúncias sobre o risco José Serra. O maior de todos que este País já correu depois de FHC. Collor é fichinha perto dessa gente. E Sarney, com todo o seu bigode não passa de aprendiz.
Azeredo é o fac totum da quadrilha. E curioso nisso é que aceita o papel com a maior tranqüilidade. Digo isso, pois em 1998, quando tentava a reeleição em Minas, ouviu FHC dizer de público que “Minas não é problema meu é dos mineiros”. Estava se referindo ao candidato que preferia eleito no estado. Azeredo ou Itamar Franco. Como é hábito de escorpiões, picou no meio da travessia. Azeredo engoliu e ficou quietinho no seu canto. Ou quando se descobriu seu envolvimento com Marcos Valério através do atual prefeito de Juiz de Fora, então deputado Custódio Matos. FHC pediu sua cabeça para não atrapalhar jogo e continuou quieto. Até o primeiro “vem cá Eduardo, tome esse osso”. Chegou abanando o rabo e levou o projeto de censura na internet.
Azeredo é ainda, a soldo dessa quadrilha, um dos principais agentes do esquema para impedir a votação e aprovação do acordo que garante o ingresso da Venezuela no MERCOSUL. Marco Maciel está pagando os dois mandatos de vice-presidente. Bem que FHC tentou substituí-lo em 1998. Acabou aceitando, sempre na lógica do se precisar de um pastel de vento, é o ideal.
Para além desses fatos, o projeto em si é o totalitarismo da “democracia neoliberal”, do modelo único.
Criar uma sociedade de zumbis, consumidores, sem capacidade crítica. O que William Bonner chama de Homer Simpson. E garantir para José Serra, por extensão a todos eles, a chave do cofre.
Marco Maciel e Eduardo Azeredo fazem aquele tipo que você acha que pode deixar tomando conta do seu filho. E quando volta, ou vai buscá-lo, se espanta com o clássico “mas eles? Não é possível, tinham a cara tão boa!”
E a turma de cima, a deles, a tucano/DEMocrata, sabe que estão ali para isso. Parecer azul e serem cinzas, daquele cinza opaco, sombrio, que no fundo é tanto tenebroso, quanto aparentemente sonso. Mas não rasgam notas de cem, pelo contrário guardam e muito bem guardadas.
É um tipo de sonseira diferente da do juiz de futebol que foi parar no Senado, Eduardo Suplicy. Não sabe se leva primeiro a dianteira e a traseira direitas, ou as esquerdas, ou só as dianteiras, ou não anda. Sem decifrar o enigma optou por não andar.
Azeredo e Marco Maciel sabem direitinho. Por trás desse ato institucional contra a internet estão os grupos que se reúnem no esquema FIESP/DASLU, centro do mundo tucano/DEMocrata. Não interessa nenhum debate político a essa gente. Importante é ter a “consciência” que a vida se resume a shopping e marcas.
Ah! O senador tucano Papaléo Paes, do Amapá, mesmo estado que José Sarney representa, contratou para seu gabinete a mulher do ex-diretor da Câmara Alta (altos negócios) Agaciel Maia, o tal dos atos secretos e afastado por bandidagem da grossa. Segundo nota do gabinete de Papaléo teria sido um gesto de “humanidade”.
Por humanidade leia-se ou parte de um acordo. O que foi costurado por Aécio Neves e livrou a cara de Tasso Jereissati e Artur Virgílio, tanto quanto a de Sarney, ou chantagem pura e simples. Do tipo ou nomeia ou Agaciel bota a boca no trombone. O fato de ser um senador desconhecido da imensa maioria dos brasileiros é manobra para dizer que os grandes não têm nada com isso. Se for o caso, Papaléo é o bode expiatório perfeito.
Precisa explicar mais o medo da intenet?
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