TERRA SEM MALES -Yvy marã ei - Barbet, Ir Alberto Silva, Vanderley Caixe e Laerte Braga.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Foi com essa mensagem animada que Carlinhos Brown comunicou a seus fãs sobre a indicação ao Oscar. A música “Real In Rio” é um verdadeiro hino de carnaval, tipicamente brasileiro, com cuíca, agogô, surdo e coro de escola de samba. Claro que há a versão cantada em português e se chama “Favo de Mel”, que você pode ouvir através do link abaixo - Barbet
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A CABINE TELEFÔNICA DA SUPER DILMA - NEOLIBERALISMO SERVIL - Laerte Braga
A política econômica em absoluta e
estrita obediência às diretrizes de instituições como o Banco Mundial, o FMI. A
privatização (que disfarçam com o eufemismo concessão) de quatro grandes
aeroportos do País e o anúncio que mais rodovias serão entregues à administração
de empresas privadas. A plena falta de tino da presidente para questões de
importância decisiva para o futuro do Brasil (basta dizer que Moreira Franco é o
ministro Secretário de Assuntos Estratégicos) e um retrocesso sem tamanho na
política externa com o ministro Anthony Patriot, funcionário qualificado do
Departamento de Estado. A soma de tudo isso mostra um governo neoliberal e
servil a uma ordem mundial que se sustenta em arsenais nucleares, já que falida
em seus pilares políticos e econômicos.
Um velho e experiente domador de
leões costumava dizer que esse negócio de colocar a cabeça na boca do rei da
selva é complicado. Numa determinada hora o leão vai fechar a boca e a cabeça
vai ser arrancada.
Dilma decidiu colocar o Brasil na
boca do leão e já estamos sendo abocanhados aos poucos.
O jornalista Beto Almeida, membro da
junta diretiva da TELESUR, faz uma análise precisa e correta da política externa
do governo Dilma Roussef e conclui que o País “involuiu” em relação ao governo
Lula e seu ministro de Relações Exteriores Celso Amorim.
Às vésperas do carnaval, denuncia
que o representante brasileiro nas Nações Unidas votou a favor de sanções contra
a Síria, afastando-se do chamado BRICs, países que no governo anterior se
constituíram em bloco para afastar-se das imposições norte-americanas em todos
os campos políticos (Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China).
Já havia votado contra o Irã e
apoiado a criminosa invasão e destruição da Líbia.
A Líbia hoje é um país destruído
depois de mais de duzentos dias de bombardeios, em guerra civil e na sexta-feira
o governo sírio prendeu 160 soldados franceses que incitavam grupos rebeldes a
lutar contra o presidente Bashar Al Assad. A velha hipocrisia da “intervenção
humanitária”, o pretexto para assegurar os ganhos nos negócios.
Dilma é um embuste até em relação ao
próprio Lula, muitas vezes adepto de uma no cravo e outra ferradura, ou quase
sempre.
O PSDB e as forças que o movimentam
agradecem ao poste eleito pelo ex-presidente.
Acendeu a luz ao contrário. A
sensação que deixa é que ao entrar na cabine telefônica para transformar-se na
Super Dilma, sai de lá com a camisa amarela de Super FHC. Delúbio Soares, um dos
porta-vozes do petismo oficial chama a classe média de “base da pirâmide social
brasileira”. É uma síntese da visão neoliberal do governo.
Há um processo de privatizações e
terceirizações, estão sendo desqualificados os serviços públicos, há submissão a
interesses das grandes potências (que na verdade são apenas duas Israel e
Estados Unidos, a Europa Ocidental é só uma grande base militar), enfim, o
roteiro traçado e executado nos oito anos de FHC com um discurso um pouco
diferente, lógico, para atenuar o impacto do retrocesso. A América Latina já
está sob controle. A Central com a base militar em Honduras e a do Sul com a
base britânica nas Malvinas (território argentino ocupado) e pior, com armas
nucleares.
Voltamos aos tempos de entreposto do
capital estrangeiro. Ou posto de troca dos cavalos na rota das diligências da
Wells Fargo, hoje um poderoso conglomerado financeiro nos EUA e com tentáculos
espalhados pelo mundo inteiro.
Quando o milionário Eike Batista diz
que em poucos anos será o homem mais rico do mundo está afirmando que o BNDES –
Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – vai financiar essa
paranóia e o dinheiro do BNDES é do trabalhador brasileiro.
A privatização dos quatro
aeroportos, que petistas insistem em chamar de “concessão”, na prática vem a
ser, a grosso modo, abrir as pernas, da mesma forma vai ser financiada pelo
BNDES.
É mais ou menos assim. Se um grupo
econômico faz parte dos grupos amigos do poder, o dinheiro surge e os transforma
em grupos cada vez mais ricos. Um “socialismo” às avessas do governo do PT e da
presidente/poste que acendeu a luz e ilumina apenas a direita.
Ela própria, em sua descoordenação,
que é o afã de obter o aval das forças mais retrógradas do País, não percebe que
está sendo engolida pelo leão. Ou percebe e acredita que o leão vai ser
bonzinho.
É bem mais que um embuste, é um
fracasso redondo e rotundo.
Aquela história de esquerda se
presta apenas a vender a imagem do que não existe mais, uma lutadora do povo.
Luta agora pelos esquemas FIESP associados a interesses estrangeiros.
Os retrocessos na política externa
brasileira dão a dimensão que outra vez estamos a reboque, no papel de
coadjuvantes de segunda categoria. No governo Lula, malgrado as críticas ao seu
todo, éramos protagonistas. E o chanceler era brasileiro.
Entreposto? Se prestarmos atenção
não somos donos de nada. Sequer temos um carro brasileiro. O arsenal da Marinha
tem plenas condições de produzir os submarinos nucleares necessários à guarda do
litoral do País. Os setores estratégicos da economia estão privatizados e nem
Lula mexeu nisso, enquanto Dilma aprofunda essas políticas de
entrega
As grandes mineradoras ou são
estrangeiras (caso do nióbio), ou grupos nacionais associados a grupos
estrangeiros. Vale dizer que no caso da VALE – supostamente ainda brasileira – a
imensa extensão de terras da empresa aqui e em outros países, significa a cessão
do subsolo. Nem a Constituição de 1946, liberal no sentido clássico do termo,
abria ou permitia esse tipo de concessão.
A água está escoando pelas mãos de
grupos como a Nestlé. A privatização da EMBRAER privou o Brasil de tecnologias
que já estavam ameaçando as empresas internacionais. Como a própria indústria
bélica, IMBEL e ENGESA.
No estado de Minas Gerais, ao sabor
da doença Aécio Neves e agora Antônio Anastasia, as grandes companhias
mineradoras destroem o ambiente com reflexos que se fazem sentir em outros
estados como o Rio de Janeiro, por conta do curso dos rios. As licenças são
concedidas pela FEAM – Fundação Estadual do Meio Ambiente – onde a corrupção é
generalizada.
Somos donos de que? Em determinadas
regiões da Amazônia brasileira a presença de estrangeiros disfarçados em
religiosos, bondosos voluntários a ajudar índios, populações ribeirinhas, etc,
vão aos poucos transformando em realidade a frase de Al Gore (foi
vice-presidente de Clinton) – “a Amazônia é importante demais para ser só
brasileira, o Brasil tem que entender que deve reparti-la com o resto do
mundo”.
O viés tacanho de militares
brasileiros, em sua maioria aceita passivamente essa dominação num acordo
militar que nos torna subalterno com os EUA. Entendem que demarcação de reservas
indígenas e proteção ambiental têm cheiro de comunismo, sem ter a menor idéia,
além de aprender que 1964 foi uma “revolução”, sendo um golpe conduzido por
potência estrangeira, que a ocupação do País se dá de forma organizada e
consistente desde o governo FHC, que na prática apenas sistematizou uma
realidade que vem desde tempos imemoriais
A classe trabalhadora brasileira
anestesiada por um dos tentáculos mais poderosos desse sistema – o capitalismo –
a mídia de mercado, não percebe, por exemplo, todo esse processo e acredita que
é capaz de mudar os rumos do País pela via eleitoral.
Temos um modelo institucional
falido. É uma bolha onde um clube de amigos e inimigos cordiais repartem entre
si o País e suas riquezas. O governo Dilma não foge desse esquema, pelo
contrário, caiu de braços abertos no clube.
A emenda constitucional que pôs fim
ao monopólio estatal do petróleo – governo FHC – permanece intocada e o pré sal
vai se esvaindo aos poucos para mãos de grandes empresas petrolíferas do
conglomerado que controla o mundo.
A política externa é sintoma disso.
O governo Dilma deu as costas aos seus compromissos, o seu partido tenta
justificar o injustificável e isso coloca para os partidos populares, as forças
do movimento social, o desafio de buscar sacudir os trabalhadores e mostrar-lhes
a realidade que vai muito além do assistencialismo de programas como o bolsa
família.
O que é o Congresso? O que são
governadores? Em sua esmagadora maioria eleitos por grupos religiosos ultra
conservadores e a serviço de potência estrangeiras, os financiados por empresas
e pelo sistema financeiro e poucos a lutar pelos interesses do País e dos
trabalhadores. De quebra os latifundiários agregados a empresas como a MONSANTO,
despejando em nossas mesas as doenças de cada dia do transgênico e do
agrotóxico.
É o desafio que se tem pela frente.
A tarefa que deve ser cumprida, antes que o leão feche a boca de vez e triture a
cabeça/país.
Com Dilma não vamos a lugar algum
seguro. Pelo contrário, o poste eleito por Lula é um embuste político, um atraso
em relação a algumas conquistas dos últimos anos.
Não é só uma luta
político/partidária, é pela sobrevivência do Brasil como nação soberana e dos
brasileiros como seres livres e capazes de definir o nosso destino.
Pastor iraniano Yousef Nadarkhani pode ser enforcado a qualquer momento - Família Arruda
Gospel
A qualquer momento o pastor iraniano Yousef Nadarkhani pode ser enforcado, fontes que acompanham o caso informaram que o pastor foi sentenciado à pena de morte e que a excução pode acontecer a qualquer instante. De acordo com o Centro Americano para a Lei e a Justiça (ACLJ), não há como saber se o pastor continua vivo, mas a probabilidade de que a ordem de enforcamento de Nadarkhani já tenha sido firmada é alta.
Outros veículos de comunicações internacionais
também noticiaram sobre o caso. Em matéria publicada ontem, o site estadinidense
Fox News citou: “o tribunal no Irã emitiu seu veredito final, ordenando um
pastor cristão para ser condenado à morte”. Vários membros do congresso
americano e também istituições cristãs têm se unido na luta para salvar a vida
de Yousef Nadarkhani, mas a situação parece ter chegado ao seu ponto mais
crítico desde sua prisão.
O mundo tem acompanhado o dramático caso do
pastor iranaiano, ele foi preso em outrubro de 2009, após ter sido acusado de
apostasia por ter se desligado do islã e se convertido ao cristianismo. Desde
então, Yousef Nadarkhani vem enfrentando uma batalha judicial e lutando contra o
risco de sua própria execução, já que, a pena máxima, segundo as leis islâmicas
é a pena de morte.
Fatos como este tem preocupado a igreja
brasileira, pois o Brasil é o segundo país que mais envia missionários em todo o
mundo. Algumas nações têm pouca abertura ao cristianismo, como é o caso do Irã e
outros países de religião islâmica, isso tem gerado reincidentes casos de
violência contra os missionários, muitos deles chegam a correr risco de morte
por serem cristãos e por anunciarem o evangelho.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Horário de verão termina no próximo domingo - Barbet
No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez entre 1931 e 1932, pelo então presidente Getúlio Vargas, e durou quase metade do ano. Atualmente, vários países fazem mudança no horário convencional para aproveitar melhor a luminosidade do verão.
Desde 2008, foram estabelecidas datas fixas para o início e término do horário de verão no país: a mudança ocorre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval, como aconteceu em 2012, o fim do horário de verão é transferido para o domingo seguinte.
Desde 2008, foram estabelecidas datas fixas para o início e término do horário de verão no país: a mudança ocorre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval, como aconteceu em 2012, o fim do horário de verão é transferido para o domingo seguinte.
CONCORDO E REPASSO - Ademario Ribeiro
Lei de Reforma do Congresso de
2011(emenda da
Constituição)
Lei de Reforma do Congresso de 2011 (emenda da Constituição do Brasil)
1. O congressista será assalariado somente durante o mandato. E não terá aposentadoria proveniente somente pelo mandato.
2. O Congresso contribui para o INSS. Todo a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congresso participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.
3. Congresso deve pagar seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário. 5. Congresso perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.
6. Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõem ao povo brasileiro.7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.
Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. A hora para esta emenda na Constituição é AGORA.
É ASSIM QUE PODEMOS CONSERTAR O CONGRESSO.
Lei de Reforma do Congresso de 2011 (emenda da Constituição do Brasil)
1. O congressista será assalariado somente durante o mandato. E não terá aposentadoria proveniente somente pelo mandato.
2. O Congresso contribui para o INSS. Todo a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congresso participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.
3. Congresso deve pagar seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário. 5. Congresso perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.
6. Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõem ao povo brasileiro.7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.
Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. A hora para esta emenda na Constituição é AGORA.
É ASSIM QUE PODEMOS CONSERTAR O CONGRESSO.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Localizador de endereços - Mais rápido do que o Google Earth - Haroldo Oliveira
Localizador de endereços - Mais rápido do que o Google
Earth......
Este é um e-mail que vale a pena ser guardado em uma pasta especial.
Com um simples toque, você vai a qualquer lugar do planeta.
Basta escrever o nome da rua que você quer e pronto.
Duvida ?
Comece pela sua rua então.
clique aqui e espere: http://showmystreet.com/
Este é um e-mail que vale a pena ser guardado em uma pasta especial.
Com um simples toque, você vai a qualquer lugar do planeta.
Basta escrever o nome da rua que você quer e pronto.
Duvida ?
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A ORAÇÃO DO
POETA
Barbet
23 de fevereiro 2012
Amado Criador de tudo e todos,
Mais uma vez aqui estou e sempre estarei,
Para admirar a Tua infinita obra,
Feliz Pela oportunidade de poder participar.
Sei que o Grande Autor
Não esqueceu detalhe algum,
Nada ficou por fazer ou colocado a mais,
Exatamente como tinha que ser.
Humildemente, sem entender o porquê,
Confesso-me grata de conseguir escrever,
Tentando retratar em simples palavras,
Alguns sentimentos do nosso ser.
E com este sutil instrumento,
Dado por Ti, neste momento,
Minhas mãos e pensamentos,
Peço, imploro por este pequeno planeta.
Habitado por mentes tão incríveis,
Capazes de bravura e desventuras,
Todos voltados irremediavelmente a Ti,
De Havona ainda distante, mas a caminho certamente.
Os céus ainda tem um azul inimaginável,
O Branco do quebrar das ondas é salgado, temperado,
O Verde ainda entapeta o solo fofo ao caminhar,
E o fogo aquece nossa vida mais básica.
Não permitas que tanta beleza seja desfeita,
Que os homens não sejam confiáveis,
Que o isolamento seja a salvaguarda da paz,
Por favor, meu Criador recria o amor.
No coração do artista a esperança,
Nas mãos do Criador a possibilidade da temperança,
Que esta venha de forma indireta em cada um de nós,
Mesmo tendo que ser, mais uma vez, inspirada por Ti.
Já escrevi muito e pensei ainda mais,
Desculpe é um problema dos poetas,
Despeço-me por hora,
Até mais.
* * *
Barbet
23 de fevereiro 2012
Amado Criador de tudo e todos,
Mais uma vez aqui estou e sempre estarei,
Para admirar a Tua infinita obra,
Feliz Pela oportunidade de poder participar.
Sei que o Grande Autor
Não esqueceu detalhe algum,
Nada ficou por fazer ou colocado a mais,
Exatamente como tinha que ser.
Humildemente, sem entender o porquê,
Confesso-me grata de conseguir escrever,
Tentando retratar em simples palavras,
Alguns sentimentos do nosso ser.
E com este sutil instrumento,
Dado por Ti, neste momento,
Minhas mãos e pensamentos,
Peço, imploro por este pequeno planeta.
Habitado por mentes tão incríveis,
Capazes de bravura e desventuras,
Todos voltados irremediavelmente a Ti,
De Havona ainda distante, mas a caminho certamente.
Os céus ainda tem um azul inimaginável,
O Branco do quebrar das ondas é salgado, temperado,
O Verde ainda entapeta o solo fofo ao caminhar,
E o fogo aquece nossa vida mais básica.
Não permitas que tanta beleza seja desfeita,
Que os homens não sejam confiáveis,
Que o isolamento seja a salvaguarda da paz,
Por favor, meu Criador recria o amor.
No coração do artista a esperança,
Nas mãos do Criador a possibilidade da temperança,
Que esta venha de forma indireta em cada um de nós,
Mesmo tendo que ser, mais uma vez, inspirada por Ti.
Já escrevi muito e pensei ainda mais,
Desculpe é um problema dos poetas,
Despeço-me por hora,
Até mais.
* * *
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Você sabe o que é serviço em “nuvem”? - Barbet
A complexidade tecnológica é tão grande que poucos têm conhecimento sobre como funcionam as novas ferramentas. Uma delas é o serviço de “nuvem” (cloud service), maneira de hospedar sites, aplicativos, documentos e programas na web, em um espaço intangível. As três vantagens de estar na nuvem são: alta disponibilidade, agilidade e flexibilidade. Esses três itens tornam cada vez mais fácil e rápido atender uma demanda cada vez mais flutuante.
A alta disponibilidade acontece com a redundância de equipamentos e fornecedores de tráfego e um monitoramento pró-ativo realizada em tempo integral. A capacidade de expansão dos serviços online requer, além de recursos para investimentos, capacidade de contornar os longos prazos dos fornecedores de infraestrutura. A flexibilidade permite atender uma demanda passageira ou sazonal (como nos casos de promoções, ações, etc).
Algumas empresas já utilizam o serviço em nuvem, como o Google e a Amazon.com. A Apple e a Microsoft também pretendem lançar serviços flutuantes. Fica a dica para quem quer hospedar seu serviço em um lugar que dificilmente vai sobrecarregar devido ao grande número de acessos.
Em vídeo, Microsoft faz ataque a Google - Edgard Monteiro
Em vídeo, Microsoft faz ataque a GoogleObjetivo é dizer que empresa vende anúncios, e não softwares de produtividade | ||||||||
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A briga entre duas das maiores empresas de tecnologia do mundo não está perto de acabar. Desta vez, a Microsoft lançou um vídeo em sua conta no Youtube atacando diretamente o Google Apps, serviços para empresas, tentando dizer "o que acontece quando a maior vendedora de anúncios do mundo tenta vender softwares de produtividade".
No vídeo, chamado de "Glooglighting", a Microsoft recria o Google encarnado em uma espécie de vendedor que tenta ofertar seus serviços a uma empresa de software colaborativo em nuvem. Quando questionado sobre a possibilidade de querer que seus clientes se tornem "ratos de laboratório", o homem diz que os considera como "pioneiros".
A Microsoft diz que os serviços da concorrente são populares, mas só são uteis com o auxílio de uma conexão com a internet. Outro ponto abordado pela empresa de Bill Gates é o fato do Google oferecer atualizações constantes, modificando os serviços durante o uso: "Quem sabe o que o futuro nos reserva?", brinca o vídeo.
Basicamente, o Googlighting tenta dizer que os serviços oferecidos pelo Google não servem para a sua empresa e que ela precisa realmente do Microsoft Office. E, se a intenção era criar um viral positivo, a empresa errou em algum lugar, já que o vídeo está com 2,8 mil likes e 6,6 mil dislikes.
Não é a primeira vez que as duas empresas batem de frente. Em 2011, o Google disse que o Office 365 só rodava em dispositivos com Windows. Já o Apps era feito para qualquer dispositivo.
Confira o vídeo abaixo:
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[Carta O BERRO] Um dos tentáculos do polvo: a Fundação Ford - Vanderley Caixe
Um dos tentáculos do polvo: a Fundação Ford.
A maior organização filantrópica do mundo, a Fundação Ford, é na realidade a maior fachada da CIA par subverter regimes políticos estrangeiros, fomentar revoltas e penetrar nos movimentos alternativos mundiais, tudo em nome da hegemonia económica americana.
Uma curiosa fundação filantrópica.
A Fundação Ford é uma organização filantrópica, com sede em Nova Iorque, que tem oficialmente como objectivo o financiamento de projectos como os da defesa da democracia e a redução da miséria.
Foi criada em 1936 por Henry Ford, figura lendária da indústria automóvel, mas também antissemita militante, que financiou o nacional-socialismo alemão e que detinha uma grande parte do capital da empresa química IG Farben, frabicante do gás zyklon B. Também foi ele que nos anos trinta construiu as primeiras fabricas de produção automóvel para Stalin.
Uma fachada da CIA.
A Fundação Ford é a maior fundação filantrópica do mundo, mas na realidade, foi fundada para servir de fachada às operações financiadas pela CIA. O objectivo é interferir no regimes políticos dos outros países isolando movimentos de oposição aos interesses americanos. Funciona como uma extensão do governo dos Estados Unidos.
Um caso típico, é o financiamento do Congresso para a Liberdade da Cultura (Congress for Cultural Freedom), fundada em 1950, com sede em Paris, que é financiado pela CIA através da Fundação Ford.
Durante a "guerra fria" este Congresso tinha por missão a elaboração de uma ideologia anti-comunista aceitável tanto para a direita conservadora, como para a esquerda socialista e reformista. Uma das suas criações foi a retórica da possibilidade da existência de uma "terceira via" que era, nem mais nem menos, uma "desmarxialização" dos meios intelectuais ligados aos Partidos Comunistas europeus.
Neutralizar os opositores.
Desde a sua criação, a Fundação Ford não mudou os seus objectivos: a defesa dos interesses estratégicos dos Estados Unidos. A diferença, é que actualmente tem vindo a desenvolver um novo método de ingerência: o "soft power", isto é, intervir nos debates internos dos seus adversários, através de subvenções, de modo a favorecer entre os vários grupos rivalidades esterilizantes.
Antigamente, os dirigentes da fundação e os da CIA iam-se revezando. Actualmente, a presidente da fundação é Susan Berresford, membro executivo do Chase Manhattan Bank, mas ela também é membro da Comissão Trilateral e do Council on Foreign Relation (CFR).
O conselho de administração da Fundação Ford é composto por membros da Xerox, Alcoa, Coca Cola, Levi-Strauss, Reuters, Time warner, CBS, Bank of Enlgand, J.P. Morgan, Texaco,Carlyle,...
O combate actual da fundação já não é o perigo comunista, mas sim, formar os futuros dirigentes mundiais para os tornar mais compatíveis com o pensamento económico americano e assegurar-se de que os que se opõem à hegemonia dos Estados Unidos não irão muito para além das suas simples campanhas eleitorais.
A Fundação Ford também financia os movimentos de oposição aos regimes inimigos. Financia o National Endowment for Deemocracy e assegura-se da vassalagem dos dirigentes da Nigéria e de Angola por causa do seu petróleo.
O outro grande domínio de influência da Fundação Ford é a junto à ONU. Aqui, a fundação promove um modelo menos agressivo do que o dos neo-conservadores, dando a sensação de uma maior abertura à ONU e uma diplomacia menos agressiva.
Foi assim que Koffi Annan, com a sua aparência moderada, foi eleito para a ONU. Koffi Annan foi financiado pela fundação Ford para ir estudar nos Estados Unidos, no MIT, antes de prosseguir os seus estudos na Suíça. Próximo de Madeleine Albright, foi nomeado secretário-geral da ONU por ser tido como "o homem dos americanos".
Controlo da informação e movimentos alternativos.
A Fundação Ford tem um grande peso nos media. No passado financiava os jornais anti-comunistas, actualmente financia jornais alternativos, juntamente com o Instituto de George Soros. A finalidade é penetrar os reservatórios do pensamento critico que constituem esses jornais alternativos, para os sabotar do interior focando a critica sobre temas bem definidos e omitidos informação perturbadora para o sistema americano.
A Fundação Ford também financia abundantemente os movimentos e reuniões alter-mundialistas como o Fórum Social Mundial. Esta intrusão permite-lhe ter um peso decisivo nos debates dessas organizações. Para perceber bem essa influência, chegou-se ao ponto de ouvir dizer a alguns militantes desses fórum que punham em causa o FMI e o Banco Mundial, e que seria necessária uma taxa sobre as transacções financeiras que essa deveria ser colectada e gerida pelo....FMI.
Convém não esquecer que a Fundação Ford não financia o Fórum Social Mundial por partilhar das suas ideias, mas ao contrário financia-o para o poder neutralizar. O mesmo se passa com os financiamentos de organizações estrangeiras. Estas servem para alimentar os conflitos e as rivalidades internas de um país, enfraquecendo os movimentos anti-americanos e facilitando o triunfo dos mais brandos sobre os mais perturbadores para os Estados Unidos.
http://guerre.libreinfo.org/manipulations/mensonges-de-guerre/83-fondation-ford/781-ford-subventionne-contestation.html
http://fr.wikipedia.org/wiki/Congr%C3%A8s_pour_la_libert%C3%A9_de_la_culture
http://www.voltairenet.org/Quand-la-CIA-financait-les
http://www.voltairenet.org/La-Fondation-Ford-paravent
http://fr.wikipedia.org/wiki/Congr%C3%A8s_pour_la_libert%C3%A9_de_la_culture
http://www.voltairenet.org/Quand-la-CIA-financait-les
http://www.voltairenet.org/La-Fondation-Ford-paravent
49 mortos e 600 feridos em acidente de trem na Argentina - Barbet
Chega a 49 o número de mortos num acidente de trem em Buenos Aires, nesta quarta-feira. Segundo a polícia, uma das vítimas é menor de idade.
O departamento de emergências da capital argentina já socorreu 600 feridos. 50 deles foram encaminhados a hospitais em estado grave.
Há passageiros ainda presos nas ferragens. Equipes de resgates admitem que o número de mortos pode aumentar. O trem que chegava à estação Once saiu dos trilhos e chocou-se contra a plataforma.
Os vagões estavam lotados. Segundo testemunhas, a composição apresentava problemas nos freios. A pior situação é a das pessoas que ocupavam o primeiro vagão. Ambulâncias e helicópteros são usados no resgate. São frequentes as reclamações sobre o estado de conservação dos trens que servem esta linha.
A maioria dos vagões é dos anos 60. Mesmo com a privatização do sistema ferroviário portenho, nos anos 90, poucas máquinas foram trocadas.
Uma investigação foi aberta para saber se o acidente foi provocado por falta de manutenção nas locomotivas.
Narração de Izabella Camargo
Unidos da Tijuca é a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro - Barbet
A Unidos da Tijuca já é a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
Penúltima escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, na segunda-feira, a Unidos da Tijuca entrou na avenida para homenagear o cantor e compositor Luiz Gonzaga, o rei do sertão.
A agremiação falou das paisagens do sertão, da cultura nordestina e de seu povo. Acompanhe, agora, alguns momentos do desfile da grande vencedora.
Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixas
Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixas para o Grupo de Acesso. O desfile das campeãs acontece neste sábado.
África, 1987: “O discurso da dívida” - Vanderley Caixe
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| Thomas Sankara |
29/7/1987, Thomas
Sankara (então presidente revolucionário de Burkina Faso[1])
Na Conferência da Organização da Unidade Africana, Addis Abeba, Etiópia http://www.youtube.com/watch?v=jvYM6cGuBo8&feature=related
Na Conferência da Organização da Unidade Africana, Addis Abeba, Etiópia http://www.youtube.com/watch?v=jvYM6cGuBo8&feature=related
Ver também
Não podemos aceitar que nos deem lições de dignidade. Que elogiem os que pagam as dívidas, e desqualifiquem os que não pagam, que nos digam que os que não pagam não merecem confiança. Ao contrário disso, devemos dizer que, hoje, os maiores assaltantes são os mais ricos, e que isso é visto como normal. Porque um pobre, quando rouba, comete pequeno crime, um pecadilho. Trata-se de sobreviver, de necessidade. Mas os ricos, quando roubam, têm autoridade fiscal, ou roubam na Alfândega. São os que exploram o povo.
Senhor presidente, minha ideia aqui não é provocar, nem fazer espetáculo. Apenas digo aqui o que todos nós pensamos e desejamos. Quem aqui não deseja que essa dívida seja simplesmente cancelada? Quem não desejar que essa dívida seja cancelada, que tome seu avião é vá pagá-la imediatamente, ao Banco Mundial!
Tampouco desejo que pensem que a proposta de Burkina Faso é ideia saída da cabeça de jovens inexperientes e imaturos, ou que a ideia de não pagar a dívida seja ideia só dos revolucionários. Digo que a proposta de não pagarmos a dívida é proposta objetiva, e é nossa obrigação. E posso citar muitos exemplos de outros que também disseram que não paguemos a dívida, revolucionários e não revolucionários, jovens e velhos.
Cito, por exemplo, Fidel Castro, que já disse que não paguemos. É revolucionário, como eu; e mais velho que eu. Mas posso citar também François Mitterand, que também disse que os países africanos, os países pobres, não podem pagar a dívida. Posso citar a senhora primeira-ministra. Não sei quantos anos tem e não perguntarei, mas é mais um exemplo. Posso citar também o presidente Felix Houphoüet-Boigny, que não é tão jovem e declarou, oficialmente, publicamente, pelo menos em relação ao seu próprio país, que a Costa do Marfim não pode pagar a dívida. Ora, a Costa do Marfim classifica-se entre os países mais ricos da África, ou pelo menos da África ‘francófona’. Por isso também, a Costa do Marfim paga contribuição maior aqui [risos].
Mas, senhor presidente, não falo para provocar. É preciso que os senhores nos ofereçam melhores soluções. Gostaria que nossa conferência adotasse como resolução muito necessária, uma declaração de que não podemos pagar a dívida. E que seja resolução conjunta, não declarações individuais.
É importante que assim seja, para que não nos exponhamos a ser assassinados. Se Burkina Faso permanecer sozinha, como único país que se recusa a pagar a dívida, eu não estarei aqui, na nossa próxima Conferência. Mas se, ao contrário, obtivermos aqui o apoio de todos, de que eu tanto preciso, conseguiremos não ser obrigados a pagar.
Se conseguirmos não pagar essa dívida, poderemos aplicar nossos pequenos recursos ao nosso próprio desenvolvimento.
Para terminar, quero dizer que cada vez que um país africano compra uma arma, é arma que será usada contra outro africano. Não será usada contra europeu nem contra país asiático. Será usada contra africanos. Portanto, temos de tirar vantagem da questão da dívida, para lançar, para encaminhar alguma solução para o problema das armas. Sou militar e ando armado. Mas, senhor presidente, sei que o desarmamento é questão inadiável. Eu ando armado, com a única arma que tenho. E muitos têm um arsenal escondido em casa. Assim, queridos irmãos, com o apoio de todos, conseguiremos ter paz em casa.
Também conseguiremos usar as imensas potencialidades da África para desenvolver a África. Nosso solo é rico. Nosso subsolo é rico. Temos braços e temos um vasto mercado, do norte ao sul e de leste a oeste. Temos capacidades intelectuais para criar ou, no mínimo, para usar todas as tecnologias e ciências, onde quer que as encontremos.
Senhor presidente, façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida contra o pagamento da dívida. Façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida para limitar o comércio de armas entre os países pobres e fracos. Os porretes e facões que se compram por toda parte são inúteis.
Façamos também dessa Conferência uma frente a favor do mercado africano, a favor do mercado para os africanos. Produzir na África, transformar na África e consumir na África. Vamos produzir o que nos falta, e consumir nossa produção, em vez de importar tudo.
Burkina Faso aqui está para apresentar os tecidos de algodão que nós mesmos estamos produzindo. Algodão plantado em Burkina Faso, tecido em Burkina Faso, modelado e costurado em Burkina Faso, para vestir os burkinabeses. Minha delegação e eu aqui estamos, vestidos por nossos tecelões camponeses. Não há aqui um único fio importado da Europa ou dos EUA. Mas não estou aqui para apresentar desfile de modas. Queria dizer apenas que temos de aprender a viver à africana, porque não há outro meio para vivermos livres e com dignidade.
Agradeço a atenção, senhor presidente. Pátria ou morte! Venceremos!
18/2/2012, "Paralelismos: Sankara, o herói que desafiou
os credores"http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/02/1622012-leonidas-oikonomakis-roarmag.html
Não podemos pagar a dívida. E com isso não quero dizer que somos contra a moral, a dignidade e o dever de cumprir nossa palavra. Quero dizer que a moral, a dignidade e o dever de cumprir nossa palavra não são a mesma coisa entre os ricos e os pobres. A Bíblia, o Corão, não podem servir do mesmo modo aos que exploram os pobres e aos explorados. É preciso que haja duas edições da Bíblia e duas edições do Corão.
Não podemos aceitar que nos deem lições de dignidade. Que elogiem os que pagam as dívidas, e desqualifiquem os que não pagam, que nos digam que os que não pagam não merecem confiança. Ao contrário disso, devemos dizer que, hoje, os maiores assaltantes são os mais ricos, e que isso é visto como normal. Porque um pobre, quando rouba, comete pequeno crime, um pecadilho. Trata-se de sobreviver, de necessidade. Mas os ricos, quando roubam, têm autoridade fiscal, ou roubam na Alfândega. São os que exploram o povo.
Senhor presidente, minha ideia aqui não é provocar, nem fazer espetáculo. Apenas digo aqui o que todos nós pensamos e desejamos. Quem aqui não deseja que essa dívida seja simplesmente cancelada? Quem não desejar que essa dívida seja cancelada, que tome seu avião é vá pagá-la imediatamente, ao Banco Mundial!
Tampouco desejo que pensem que a proposta de Burkina Faso é ideia saída da cabeça de jovens inexperientes e imaturos, ou que a ideia de não pagar a dívida seja ideia só dos revolucionários. Digo que a proposta de não pagarmos a dívida é proposta objetiva, e é nossa obrigação. E posso citar muitos exemplos de outros que também disseram que não paguemos a dívida, revolucionários e não revolucionários, jovens e velhos.
Cito, por exemplo, Fidel Castro, que já disse que não paguemos. É revolucionário, como eu; e mais velho que eu. Mas posso citar também François Mitterand, que também disse que os países africanos, os países pobres, não podem pagar a dívida. Posso citar a senhora primeira-ministra. Não sei quantos anos tem e não perguntarei, mas é mais um exemplo. Posso citar também o presidente Felix Houphoüet-Boigny, que não é tão jovem e declarou, oficialmente, publicamente, pelo menos em relação ao seu próprio país, que a Costa do Marfim não pode pagar a dívida. Ora, a Costa do Marfim classifica-se entre os países mais ricos da África, ou pelo menos da África ‘francófona’. Por isso também, a Costa do Marfim paga contribuição maior aqui [risos].
Mas, senhor presidente, não falo para provocar. É preciso que os senhores nos ofereçam melhores soluções. Gostaria que nossa conferência adotasse como resolução muito necessária, uma declaração de que não podemos pagar a dívida. E que seja resolução conjunta, não declarações individuais.
É importante que assim seja, para que não nos exponhamos a ser assassinados. Se Burkina Faso permanecer sozinha, como único país que se recusa a pagar a dívida, eu não estarei aqui, na nossa próxima Conferência. Mas se, ao contrário, obtivermos aqui o apoio de todos, de que eu tanto preciso, conseguiremos não ser obrigados a pagar.
Se conseguirmos não pagar essa dívida, poderemos aplicar nossos pequenos recursos ao nosso próprio desenvolvimento.
Para terminar, quero dizer que cada vez que um país africano compra uma arma, é arma que será usada contra outro africano. Não será usada contra europeu nem contra país asiático. Será usada contra africanos. Portanto, temos de tirar vantagem da questão da dívida, para lançar, para encaminhar alguma solução para o problema das armas. Sou militar e ando armado. Mas, senhor presidente, sei que o desarmamento é questão inadiável. Eu ando armado, com a única arma que tenho. E muitos têm um arsenal escondido em casa. Assim, queridos irmãos, com o apoio de todos, conseguiremos ter paz em casa.
Também conseguiremos usar as imensas potencialidades da África para desenvolver a África. Nosso solo é rico. Nosso subsolo é rico. Temos braços e temos um vasto mercado, do norte ao sul e de leste a oeste. Temos capacidades intelectuais para criar ou, no mínimo, para usar todas as tecnologias e ciências, onde quer que as encontremos.
Senhor presidente, façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida contra o pagamento da dívida. Façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida para limitar o comércio de armas entre os países pobres e fracos. Os porretes e facões que se compram por toda parte são inúteis.
Façamos também dessa Conferência uma frente a favor do mercado africano, a favor do mercado para os africanos. Produzir na África, transformar na África e consumir na África. Vamos produzir o que nos falta, e consumir nossa produção, em vez de importar tudo.
Burkina Faso aqui está para apresentar os tecidos de algodão que nós mesmos estamos produzindo. Algodão plantado em Burkina Faso, tecido em Burkina Faso, modelado e costurado em Burkina Faso, para vestir os burkinabeses. Minha delegação e eu aqui estamos, vestidos por nossos tecelões camponeses. Não há aqui um único fio importado da Europa ou dos EUA. Mas não estou aqui para apresentar desfile de modas. Queria dizer apenas que temos de aprender a viver à africana, porque não há outro meio para vivermos livres e com dignidade.
Agradeço a atenção, senhor presidente. Pátria ou morte! Venceremos!
[1] Thomas Sankara [1949-1987] foi assassinado três meses
depois desse discurso. Lê-se sobre ele, em Mathaba.net: “Thomas Sankara liderou,
entre 1983 e 1987, uma das revoluções mais radicais e criativas que a África
produziu em décadas. Sankara inaugurou uma trilha que outros países africanos
poderiam seguir, genuína alternativa à modernização conservadora do continente.
Como outros líderes africanos radicais, Sankara foi assassinado. O homem que o
matou continua no poder, há 24 anos, sempre apoiado pelo ocidente” (em http://www.mathaba.net/www/black/sankara.shtml
[traduzido]).
domingo, 19 de fevereiro de 2012
O MUNDO DOS "ZUMBIS" - Laerte Braga
O incêndio numa prisão em Honduras
matou perto de 400 presos. O “presidente” Pepe Lobo foi à tevê e em rede
nacional disse que ia determinar a apuração dos fatos, punir os responsáveis e
assistir às famílias dos mortos. A mídia domesticada – corrupta – não fala em
presos políticos, mas em criminosos comuns.
No extinto estado do Espírito Santo,
hoje dirigido por um fantoche do líder da principal máfia política local, um
estudante foi preso por protestar contra o aumento das tarifas dos transportes
coletivos urbanos e levado para um presídio de segurança máxima onde ficou por
sete dias.Foi preso pelos “bravos” soldados da PM – uma aberração em se tratando de polícia – e acusado da posse de explosivos. Não existiam esses. A transferência para um presídio de segurança máxima é a típica atitude de “autoridade H2o”. Ou o “teje preso”.
Honduras, com a deposição do presidente Manoel Zelaya vive um regime de terror imposto pelas elites que governam o país desde sua fundação e hoje se subordinam aos EUA. Nos arredores de Tegucigalpa, capital, está a maior base norte-americana na América Latina, conhecida como “escola de golpes”.
Lá foram planejados e montados golpes militares em vários países latino-americanos, um governo fora dos parâmetros traçados por Washington – caso de Zelaya – seria um complicador sem tamanho para os Estados Unidos.
Pepe Lobo é o típico representante de uma elite tacanha, bisonha e que ainda não descobriu nem a roda e nem o garfo e a faca. O fogo sim. Usa-o para eliminar inimigos do regime, misturados a uns poucos presos comuns (que são seres humanos e têm direitos básicos) e aí, em rede de tevê, contando com a cumplicidade da mídia domesticada – caso GLOBO no Brasil, RECORDE, BAND, Folha de São Paulo, Veja, etc –, vende a idéia cristã e democrática que de fato preside Honduras e manda alguma coisa. Pode até mandar, mas depois de consultar o comandante da base norte-americana no país.
É mais ou menos como aqueles sargentos vendidos em massa pelos filmes patrióticos de Hollywood. Ironizados num anúncio de determinada marca de canos. Quem entra por esse tipo de cano são presos políticos. A avenida da “democracia” é pavimentada sobre corpos de adversários políticos e abençoada pelo crucifixo que criminosamente Pepe Lobo coloca ao alto do fundo que se presta ao seu discurso de “líder” cristão e democrático.
O governo de ultra-direita do Chile foi chamado a fornecer peritos para identificar os corpos carbonizados. O relatório final já está pronto, os “especialistas” vão apenas sacramentar a explicação do governo para a chacina.
Líderes católicos, entidades de direitos humanos denunciam a farsa e o crime hediondo. A mídia tradicional silencia.
O julgamento de Lindemberg Alves, um criminoso comum, vira manchete prioritária em todo o Brasil, na ânsia de alimentar a alienação dos “zumbis” conduzidos ao estilo Big Brother.
A prisão de um estudante em flagrante violação à lei num presídio de segurança máxima foi tão somente a costumeira tentativa de intimidar, coagir e assim buscar que os protestos contra o fantoche que imagina governar alguma coisa (Paulo Hartung governa o extinto Espírito Santo hoje um condomínio de máfias chamadas empresas), não aconteçam, os desmandos sejam acatados.
Notícias desse tipo de fato só fora da mídia de mercado. O silêncio é absoluto sobre assuntos assim. Tanto na mídia nacional, quando na estadual. São braços das quadrilhas.
Isso equivale a tratar o cidadão como objeto de segunda categoria na mentira de cada dia em redes de tevê, jornais e revistas.
Se listados os abusos – e são muitos os relatórios que condenam o Brasil por procedimentos abusivos de autoridades e polícia militar principalmente – contra direitos humanos, a quantidade de papel a ser gasta será absurda.
Pior que isso é o incitamento direto e indireto, via mídia, que direitos humanos são eufemismo para proteger criminosos. Abre espaços para barbáries em Honduras, no extinto Espírito Santo, em Guantánamo – campo de concentração montado pelos EUA em território ocupado de Cuba – e assim por diante. Mas vira “bandeira” quando um robô/jornalista defende assassinatos seletivos.
A afirmação feita pela presidente do Brasil Dilma Roussef que “direitos humanos não podem ser uma arma ideológica”, a despeito dos rumos do governo, é precisa, correta.
Chegou-se a um ponto que o robô/jornalista – Caio Blinder – defende publicamente numa rede de tevê via satélite a validade e a necessidade dos assassinatos seletivos praticados por serviços secretos norte-americanos e israelenses, como forma de defender a “democracia”, a “paz”. E é secundado por um foragido da justiça brasileira o jornalista Diogo Mainardi. Não há espanto e nem indignação por um disparate desses.
A dose de anestesia aplicada pela mídia paralisa o que William Bonner chamou de “Homer Simpson, o público/vítima desse tipo de informação.
É o grande desafio das forças populares. Acordar, despertar desse estado as pessoas que a cada dia mais marcham como “zumbis” numa ordem desordenada que mantém intactos privilégios e leva o ser humano a uma condição de objeto/abjeto.
Os ataques do governo sírio contra rebeldes e mercenários financiados pelos norte-americanos vão ser sempre violação dos direitos humanos e o são numa boa medida (pelo caráter ditatorial do governo). A destruição da Líbia em nome de interesses de empresas e bancos do cartel ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A foram divulgados como “missão libertadora”. A desordem na Líbia após a “ajuda humanitária” da OTAN (braço do terror capitalista) é de tal dimensão que as tribos brigam entre si e forças remanescentes do governo de Kadafi começam a ganhar espaço.
Na Grécia, um levante popular, protestos e luta contra pacotes impostos por bancos e grandes corporações, que sugam mais ainda os trabalhadores são vistos como manifestações de inconformismo diante do “estupro inevitável”. A necessidade de salvar a Comunidade Européia. O que é isso a não ser um arranjo das classes dominantes?
Cada vez mais, em países considerados “democráticos”, o poder popular é menor. Limita-se ao voto na presunção que isso é o bastante e ato contínuo os governantes entram na imensa bolha do capitalismo e só retornam ao mundo dos “zumbis” quando for novamente a hora de votar.
Não há quem seja “zumbi” por vontade própria, pelo menos nessa condição. Mas há um claro processo de formação de legiões de “zumbis” dóceis, servis à ordem dominante e em caso de reação a borduna. Seja em Honduras, no extinto Espírito Santo, no Egito, em qualquer canto do mundo onde prevaleça a informação que defende “assassinatos seletivos” pela “paz” e pela “democracia”.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Eu longe de você,
Pescador longe do mar.
Eu peço de beber
A uma fonte ressecada pelo sol.
Solidão e melancolia,
Os adornos da minha casa,
Algum livro, uma poesia
E sobre o piano uma fotografia.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Noites, noites de amor.
No silencio meu nome, seu nome,
Mas não volta atrás a água de um rio
E nem seu amor volta para mim.
Solidão e melancolia,
Em cada esquina, em cada rua.
Te censuro somente por uma coisa,
que podia pelo menos pedir desculpas.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Eu e você
Pescador longe do mar.
Eu peço de beber
A uma fonte ressecada pelo sol.
Solidão e melancolia,
Os adornos da minha casa,
Algum livro, uma poesia
E sobre o piano uma fotografia.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Noites, noites de amor.
No silencio meu nome, seu nome,
Mas não volta atrás a água de um rio
E nem seu amor volta para mim.
Solidão e melancolia,
Em cada esquina, em cada rua.
Te censuro somente por uma coisa,
que podia pelo menos pedir desculpas.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Eu e você
O MEU AMOR
ABSTRATO
Barbet
16 de fevereiro de 2012
Barbet
16 de fevereiro de 2012
Bem mais real que o
imaginado,
O meu amor abstrato,
Encanta-me com seu jeito,
Com seu sorriso maroto.
Acorda-me com um beijo,
Dança comigo horas a fio,
Enxuga minhas lágrimas,
Está sempre presente,
Manda-me muitas flores,
Enche meus dias de música,
Torna minha vida um sonho,
"O meu amor abstrato"
Tão querido e amado,
Tão real que poderia tocá-lo,
Mas, por ser abstrato,
Guardo-o em meu coração.
Só a mim pertence,
O meu amor,
Abstrato.
O meu amor abstrato,
Encanta-me com seu jeito,
Com seu sorriso maroto.
Acorda-me com um beijo,
Dança comigo horas a fio,
Enxuga minhas lágrimas,
Está sempre presente,
Manda-me muitas flores,
Enche meus dias de música,
Torna minha vida um sonho,
"O meu amor abstrato"
Tão querido e amado,
Tão real que poderia tocá-lo,
Mas, por ser abstrato,
Guardo-o em meu coração.
Só a mim pertence,
O meu amor,
Abstrato.
(poema dedicado)
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de muita paz e
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Jane Fonda - O Terceiro Ato da Vida
Leia abaixo ou assista a Palestra de Jane Fonda na Íntegra
Das muitas revoluções no último século, nenhuma tão significativa quanto à da longevidade. Estamos vivendo em média, 34 anos a mais do que nossos bisavós. Um novo período de vida que foi adicionado à nossa expectativa de vida e nossa cultura não se posicionou sobre o que isto significa.
Ainda estamos vivendo com o velho paradigma da idade como um arco: você nasce, atinge o auge na meia-idade e declina para a decrepitude.
Muitas pessoas hoje, filósofos, artistas, médicos, cientistas, estão lançando um novo olhar para o que chamo de terceiro ato: as três últimas décadas da vida. Eles perceberam que isso é na verdade, um estágio de desenvolvimento da vida com sua própria significância, tão diferente da idade madura quanto a adolescência o é da infância.
- Como usamos esse tempo?
- Qual é a nova metáfora para o envelhecimento?
Passei o último ano pesquisando sobre este assunto e descobri que a metáfora mais adequada para envelhecimento é uma escadaria: a ascensão para o topo do espírito humano, trazendo-nos para sabedoria, completude e autenticidade.
A maioria das pessoas acima de 50 sente-se melhor, é menos estressada, menos hostil, menos ansiosa e dizem que até mesmo mais felizes. Não quero romantizar o envelhecimento. Não há garantia de que ele seja um tempo de fruição e crescimento. E não há muito que possamos fazer sobre isso.
Então vamos examinar o que podemos fazer para tornar esses anos adicionais bem sucedidos e fazer a diferença. Deixe-me dizer algo sobre a escadaria, uma metáfora esquisita para idosos, considerando-se o fato de que muitos idosos são desafiados por escadas. O mundo inteiro obedece uma lei universal: Entropia, a segunda lei da termodinâmica, significa que tudo no mundo, tudo, está num estado de declínio e decadência, o arco.
Há apenas uma exceção a essa lei universal e isso é o espírito humano, que pode continuar a evoluir em direção ao topo - a escadaria - trazendo-nos para a completude, autenticidade e sabedoria.
Essa ascensão pode acontecer mesmo face a desafios físicos extremos. Há cerca de três anos atrás, li no New York Times, que um homem chamado Neil Selinger (57 anos), advogado aposentado tinha se juntado ao grupo de escritores da Faculdade Sarah Lawrence. Dois anos depois, ele foi diagnosticado com uma doença fatal que devasta o corpo, mas a mente permanece intacta. Em seu artigo, Selinger descreveu o que estava acontecendo: "À medida que meus músculos enfraqueciam, minha escrita se tornava mais forte. À medida que perdia minha fala, ganhava minha voz. À medida que encolhia, eu crescia. No momento em que perdi tanto, finalmente comecei a encontrar a mim mesmo". Neil Selinger é a personificação da subida da escadaria em seu terceiro ato.
Todos nascemos com espírito, mas, às vezes, ele fica soterrado debaixo dos desafios da vida, abusos, negligências... Muitos de nossos relacionamentos não tiveram uma conclusão e assim podemos nos sentir inacabados. A incumbência do terceiro ato é terminar esta tarefa. Para mim começou no meu aniversário de 60 anos. - Como era para eu viver? - O que era para eu realizar nesse ato final? - E percebi que: a fim de saber para onde estava indo, eu tinha que saber onde estivera. Voltei e estudei meus dois primeiros atos, tentando ver quem eu realmente era e não o que meus pais ou outras pessoas quisessem que fosse. - Quem foram meus pais, não como pais, mas como pessoas? - Quem foram os meus avós? - Como eles trataram meus pais? Esse tipo de coisas.
Descobri que esse processo é chamado pelos psicólogos "análise da vida". Ele pode dar nova significância, clareza e sentido à vida. Você pode descobrir, que muitas coisas que você costumava pensar que era falha sua, ou pensar sobre você mesmo, na verdade, não tinham nada a ver com você. E você é capaz de voltar, de mudar sua relação e se libertar de seu passado e perdoar a você mesmo.
Em seu livro chamado "Em Busca de Sentido", Viktor Frankl, psiquiatra alemão que passou cinco anos em um campo de concentração nazista, escreveu: "Tudo que você tem na vida pode ser tirado de você exceto a liberdade de escolher como você responderá as situações. Isso é o que determina a sua qualidade de vida, não se é rico ou pobre, famoso ou anônimo, saudável ou sofredor. O que determina sua qualidade de vida é como se relaciona com a essas realidades e que tipo de significado atribui a elas".
Talvez o objetivo principal do terceiro ato seja voltar e tentar mudar a relação com o passado. Acontece que somos capazes de proceder assim, isso se manifesta pelos caminhos neurais do cérebro. Veja, se você ao longo do tempo reagiu negativamente a eventos passados e a pessoas, caminhos neurais que são configurados por sinais químicos e elétricos são criados no cérebro. E com o tempo, esses caminhos neurais se estabelecem e se transformam em normas que nos causam estresse e ansiedade.
Se puderem voltar e alterar seus relacionamentos e eventos do passado, os caminhos neurais podem mudar. E se puder manter sentimentos mais positivos sobre o passado, isso se tornara um novo modelo.
"Não são as experiências que nos tornam sábios, e sim refletir sobre as que tivemos”. Somos os sujeitos de nossas próprias vidas. Mas muitos, se não a maioria de nós, quando alcançam a puberdade começam a se preocupar com ajustar-se e ser popular, tornando-se o sujeito e objeto da vida de outras pessoas.
Agora, no terceiro ato, talvez seja possível para nós percorrermos de volta o círculo de onde começamos. E se pudermos fazer isso, não será apenas para nós mesmos. Os mais velhos são o maior contingente demográfico no mundo. Se pudermos voltar e redefinir a nós mesmos, nos tornando completos, isso criará uma mudança cultural no mundo e será um exemplo às gerações mais jovens para que elas possam repensar sobre suas próprias expectativas de vida.
Depois de pesquisar e escrever sobre longevidade durante mais de um ano, a atriz ganhadora de dois Oscars e ativista Jane Fonda foi convidada a falar sobre o tema e deu um show. Esbanjando vigor aos 75 anos de idade, ela começou explicando que nesta geração "estamos vivendo, em média, 34 anos a mais do que as nossas bisavós". Mas, observou, a nossa cultura ainda não entendeu o que isso significa. "Ainda vivemos sob o antigo modelo, no qual a idade é vista como uma patologia, uma doença”. O que todos devem se perguntar, desafia ela, "é como devemos utilizar esse tempo".
Um vídeo para ser assistido e aprendido por todas as idades.
Das muitas revoluções no último século, nenhuma tão significativa quanto à da longevidade. Estamos vivendo em média, 34 anos a mais do que nossos bisavós. Um novo período de vida que foi adicionado à nossa expectativa de vida e nossa cultura não se posicionou sobre o que isto significa.
Ainda estamos vivendo com o velho paradigma da idade como um arco: você nasce, atinge o auge na meia-idade e declina para a decrepitude.
Muitas pessoas hoje, filósofos, artistas, médicos, cientistas, estão lançando um novo olhar para o que chamo de terceiro ato: as três últimas décadas da vida. Eles perceberam que isso é na verdade, um estágio de desenvolvimento da vida com sua própria significância, tão diferente da idade madura quanto a adolescência o é da infância.
- Como usamos esse tempo?
- Qual é a nova metáfora para o envelhecimento?
Passei o último ano pesquisando sobre este assunto e descobri que a metáfora mais adequada para envelhecimento é uma escadaria: a ascensão para o topo do espírito humano, trazendo-nos para sabedoria, completude e autenticidade.
A maioria das pessoas acima de 50 sente-se melhor, é menos estressada, menos hostil, menos ansiosa e dizem que até mesmo mais felizes. Não quero romantizar o envelhecimento. Não há garantia de que ele seja um tempo de fruição e crescimento. E não há muito que possamos fazer sobre isso.
Então vamos examinar o que podemos fazer para tornar esses anos adicionais bem sucedidos e fazer a diferença. Deixe-me dizer algo sobre a escadaria, uma metáfora esquisita para idosos, considerando-se o fato de que muitos idosos são desafiados por escadas. O mundo inteiro obedece uma lei universal: Entropia, a segunda lei da termodinâmica, significa que tudo no mundo, tudo, está num estado de declínio e decadência, o arco.
Há apenas uma exceção a essa lei universal e isso é o espírito humano, que pode continuar a evoluir em direção ao topo - a escadaria - trazendo-nos para a completude, autenticidade e sabedoria.
Essa ascensão pode acontecer mesmo face a desafios físicos extremos. Há cerca de três anos atrás, li no New York Times, que um homem chamado Neil Selinger (57 anos), advogado aposentado tinha se juntado ao grupo de escritores da Faculdade Sarah Lawrence. Dois anos depois, ele foi diagnosticado com uma doença fatal que devasta o corpo, mas a mente permanece intacta. Em seu artigo, Selinger descreveu o que estava acontecendo: "À medida que meus músculos enfraqueciam, minha escrita se tornava mais forte. À medida que perdia minha fala, ganhava minha voz. À medida que encolhia, eu crescia. No momento em que perdi tanto, finalmente comecei a encontrar a mim mesmo". Neil Selinger é a personificação da subida da escadaria em seu terceiro ato.
Todos nascemos com espírito, mas, às vezes, ele fica soterrado debaixo dos desafios da vida, abusos, negligências... Muitos de nossos relacionamentos não tiveram uma conclusão e assim podemos nos sentir inacabados. A incumbência do terceiro ato é terminar esta tarefa. Para mim começou no meu aniversário de 60 anos. - Como era para eu viver? - O que era para eu realizar nesse ato final? - E percebi que: a fim de saber para onde estava indo, eu tinha que saber onde estivera. Voltei e estudei meus dois primeiros atos, tentando ver quem eu realmente era e não o que meus pais ou outras pessoas quisessem que fosse. - Quem foram meus pais, não como pais, mas como pessoas? - Quem foram os meus avós? - Como eles trataram meus pais? Esse tipo de coisas.
Descobri que esse processo é chamado pelos psicólogos "análise da vida". Ele pode dar nova significância, clareza e sentido à vida. Você pode descobrir, que muitas coisas que você costumava pensar que era falha sua, ou pensar sobre você mesmo, na verdade, não tinham nada a ver com você. E você é capaz de voltar, de mudar sua relação e se libertar de seu passado e perdoar a você mesmo.
Em seu livro chamado "Em Busca de Sentido", Viktor Frankl, psiquiatra alemão que passou cinco anos em um campo de concentração nazista, escreveu: "Tudo que você tem na vida pode ser tirado de você exceto a liberdade de escolher como você responderá as situações. Isso é o que determina a sua qualidade de vida, não se é rico ou pobre, famoso ou anônimo, saudável ou sofredor. O que determina sua qualidade de vida é como se relaciona com a essas realidades e que tipo de significado atribui a elas".
Talvez o objetivo principal do terceiro ato seja voltar e tentar mudar a relação com o passado. Acontece que somos capazes de proceder assim, isso se manifesta pelos caminhos neurais do cérebro. Veja, se você ao longo do tempo reagiu negativamente a eventos passados e a pessoas, caminhos neurais que são configurados por sinais químicos e elétricos são criados no cérebro. E com o tempo, esses caminhos neurais se estabelecem e se transformam em normas que nos causam estresse e ansiedade.
Se puderem voltar e alterar seus relacionamentos e eventos do passado, os caminhos neurais podem mudar. E se puder manter sentimentos mais positivos sobre o passado, isso se tornara um novo modelo.
"Não são as experiências que nos tornam sábios, e sim refletir sobre as que tivemos”. Somos os sujeitos de nossas próprias vidas. Mas muitos, se não a maioria de nós, quando alcançam a puberdade começam a se preocupar com ajustar-se e ser popular, tornando-se o sujeito e objeto da vida de outras pessoas.
Agora, no terceiro ato, talvez seja possível para nós percorrermos de volta o círculo de onde começamos. E se pudermos fazer isso, não será apenas para nós mesmos. Os mais velhos são o maior contingente demográfico no mundo. Se pudermos voltar e redefinir a nós mesmos, nos tornando completos, isso criará uma mudança cultural no mundo e será um exemplo às gerações mais jovens para que elas possam repensar sobre suas próprias expectativas de vida.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Tecnologia de nivelamento colide com a ordem social e autoridade - Barbet
Declaração de
Independência
do Ciberespaço
do Ciberespaço

por John Perry Barlow
Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são benvindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.
Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.
Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.
Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.
Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construi-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.
Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.
Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.
Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.
O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.
Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.
Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.
Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.
Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.
Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.
A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.
Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.
Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.
Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.
Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.
Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo. Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.
Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.
Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.
Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.
Davos, Suíça 8 de fevereiro de 1996
John Perry Barlow é um fazendeiro de rebanho aposentado, um lírico do Grateful Dead e co-fundador da Eletronic Frontier Foundation Fundação da Fronteira Eletrônica.
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