Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília , critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. Guedes desafia a todos que tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir : "Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro".
Leia o artigo na íntegra.
D"Eles ajudaram a destruir o Rio".
É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam
agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência
enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo
de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo
declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de
drogas.
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá
pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média,
pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barezinhos
de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob
o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamoroso o ambiente, quanto mais supostamente
intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando
carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que
tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato
contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da
cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca e brasileira, por
extensão.
Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.
Festa sem cocaína era festa careta. As pessoas curtiam a comodidade
proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a
necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos
aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado
terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta.
E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua
dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das
drogas.
Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera,
que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império,
tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de
quem ousa-lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da
impunidade.
Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em
que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é,
digamos assim, tolerado.
São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle
sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.
Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas
três últimas décadas, venham a público assumir:
*
*"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro."*
terça-feira, 17 de novembro de 2009
DEMOCRACIA? ONDE? - Laerte Braga
O desgovernador de São Paulo José Jânio Serra deu um dos seus típicos chiliques quando tomou conhecimento do desabamento de algumas vigas nas obras do Rodoanel. E após ter gritado com meia dúzia de assessores, secretários, mandou que fossem tomadas providências para evitar impacto negativo no noticiário.
Os prejuízos, essa rubrica fica para depois.
O que Serra chama de impacto negativo no noticiário é toda aquela pantomima mentirosa arrumada pela REDE GLOBO e veículos menores quando do apagão. Quer dizer, jornalistas ouvindo “especialistas” encomendados, repórteres perguntando a políticos e respondendo por eles num exercício de “mediunidade cretina” incrível, antecipando–se às respostas e colocando palavra que interessam aos donos na boca de senadores e deputados, enfim, o pânico assim que nem dona Miriam Leitão criou quando das primeiras notícias sobre a gripe suína. “Vão morrer milhões no Brasil”.
Temos uma das mais porcas e vergonhosas mídias dentre todas as mídias porcas e vergonhosas que pululam mundo afora.
Milhares de japoneses saíram às ruas em varias cidades do Japão para protestar contra a permanência da base militar dos EUA em Okinawa. Querem a retirada pura e simples da base que mantém em seu interior armamento nuclear. O governo anterior ao atual no Japão havia feito um acordo com o governo norte-americano para mudar a base de local. Iria para uma área menos habitada.
Japoneses votaram na oposição e querem os militares norte-americanos e suas armas nucleares fora do seu país. Claro, foram vítimas da boçalidade dos mesmos norte-americanos em dois momentos de maior crueldade em toda a história. Hiroshima e Nagasaki. Conhecem o terror nuclear de verdade e não aquela mentirada de armas químicas e biológicas no Iraque para que os EUA pudessem tomar conta, como tomaram, do petróleo iraquiano.
O branco disfarçado de negro que preside a Cervejaria Casa Branca disse que a base não pode sair do Japão, pois lá está para garantir a “segurança do Japão”.
Uai, quem decide sobre a segurança do Japão? Japoneses ou norte-americanos?
A relação entre um fato e outro? Simples de entender. Vivemos num mundo da verdade única, democrática, cristã e ocidental. O que não for percebido dessa forma ou é “terrorismo”, ou é “eixo do mal”.
Sustentamos um país falido, os EUA, por conta das constantes ameaças de “defesa da democracia em todo o mundo”, montados num arsenal capaz de destruir o mundo “n” vezes.
No Brasil a aposta dos EUA é em José Serra. Se isso não for possível, em Aécio Neves.
E o problema não é nem se Lula é bom ou ruim. É o que significam José Jânio Serra e Aécio Neves.
Tucanos passaram a semana inteira criticando o governo federal. Todas as responsabilidades pelo apagão foram atribuídas a Lula. Em nenhum instante falaram que esse precário equilíbrio, ou precário modelo energético, onde há abundância de energia e linhas de transmissão, entre outras coisas, é operado por empresas privadas, aquinhoadas com as benesses dos ganhos no vergonhoso processo de privatização do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, funcionário da Fundação Ford.
Não é a primeira vez que uma obra do desgoverno de São Paulo cai. Foi o buraco do metrô e agora o Rodoanel. Em todas elas estão envolvidas empreiteiras que contribuem à larga para as campanhas de candidatos tucanos.
Tipo assim se custa dez, usa material de oito, logo inferior, passa os vinte por cento da diferença para as campanhas tucanas.
Essa foi uma semana difícil no Brasil. Apagão, queda de vigas no Rodoanel e para completar o carrasco sionista/nazista Shimon Peres, presidente do estado terrorista de Israel.
Um dos programas da tevê fechada, apresentado pela jornalista Ana Beltrão, passou a semana inteira alertando para os “riscos” da Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016 e a repercussão desses fatos no exterior, a preocupação de outros países com a capacidade do Brasil organizar e promover esses dois eventos.
A GLOBO, aberta ou fechada, é uma agência estrangeira de terrorismo midiático.
E assim o resto do corso. As redes menores, os chamados grandes jornais, revistas semanais, todo um processo envolvido na mentira e na informação distorcida do mau caratismo de gente padrão Alexandre Garcia.
Será que alguém vai levantar que as obras públicas em São Paulo se dão em concorrências viciadas com um percentual para o PSDB e particularmente para a campanha de um dos mais corruptos e insanos políticos brasileiro, o desgovernador José Jânio Serra?
Será que, para além de tentar crucificar o delegado Protógenes Queiroz, algum desses veículos ditos de comunicação vai investigar e mostrar a corrupção no STF a partir do seu presidente Gilmar Mendes?
Vinte e quatro horas por dia a serviço do banqueiro Daniel Dantas (para onde foi sua mulher depois de aposentada) e de gerar uma crise institucional no caso Cesare Battisti para facilitar o caminho de Serra, dificultar o de Lula.
Há uma farsa a que denominam democracia. Sugerem que o voto seja a representação popular, a vontade popular e quando o é, esbarra no mundo da verdade única, é só olhar o caso de Honduras e a forma como aquela “democracia” foi tratada pelos guardiões do mundo ocidental, o Estados Unidos.
Querem decidir sobre a segurança do Japão, à revelia dos japoneses. Japoneses não são capazes de compreender o que é bom para eles.
José Jânio Serra é uma gota de água nesse oceano cristão, ocidental e democrático, mas num ponto do mundo decisivo para o que existe de fato. Um modelo político, econômico e social que se pretende único, absoluto, perfeito, nem que para isso seja preciso a borduna.
O Brasil é esse ponto. E em todo o mundo resta sendo o ponto maior, uma espécie de viga que o capitalismo não quer perder de maneira e jeito algum.
O confronto, hoje ou amanhã, em maior escala, é inevitável, pois vai ser a alternativa à sobrevivência do próprio ser humano como tal.
As vigas do Rodoanel são um acidente de percurso na cabeça de gente como José Jânio Serra e os meios de comunicação, servis e podres, estão proibidos de tocar nesse assunto para evitar sejam causados danos ao condado FIESP/DASLU que sejam irreversíveis, na única verdade que conta para eles. Eleições.
Por via das dúvidas já foram colocadas no ar as chamadas para o Big Brother, estão chegando os “heróis” de Pedro Bial.
Os prejuízos, essa rubrica fica para depois.
O que Serra chama de impacto negativo no noticiário é toda aquela pantomima mentirosa arrumada pela REDE GLOBO e veículos menores quando do apagão. Quer dizer, jornalistas ouvindo “especialistas” encomendados, repórteres perguntando a políticos e respondendo por eles num exercício de “mediunidade cretina” incrível, antecipando–se às respostas e colocando palavra que interessam aos donos na boca de senadores e deputados, enfim, o pânico assim que nem dona Miriam Leitão criou quando das primeiras notícias sobre a gripe suína. “Vão morrer milhões no Brasil”.
Temos uma das mais porcas e vergonhosas mídias dentre todas as mídias porcas e vergonhosas que pululam mundo afora.
Milhares de japoneses saíram às ruas em varias cidades do Japão para protestar contra a permanência da base militar dos EUA em Okinawa. Querem a retirada pura e simples da base que mantém em seu interior armamento nuclear. O governo anterior ao atual no Japão havia feito um acordo com o governo norte-americano para mudar a base de local. Iria para uma área menos habitada.
Japoneses votaram na oposição e querem os militares norte-americanos e suas armas nucleares fora do seu país. Claro, foram vítimas da boçalidade dos mesmos norte-americanos em dois momentos de maior crueldade em toda a história. Hiroshima e Nagasaki. Conhecem o terror nuclear de verdade e não aquela mentirada de armas químicas e biológicas no Iraque para que os EUA pudessem tomar conta, como tomaram, do petróleo iraquiano.
O branco disfarçado de negro que preside a Cervejaria Casa Branca disse que a base não pode sair do Japão, pois lá está para garantir a “segurança do Japão”.
Uai, quem decide sobre a segurança do Japão? Japoneses ou norte-americanos?
A relação entre um fato e outro? Simples de entender. Vivemos num mundo da verdade única, democrática, cristã e ocidental. O que não for percebido dessa forma ou é “terrorismo”, ou é “eixo do mal”.
Sustentamos um país falido, os EUA, por conta das constantes ameaças de “defesa da democracia em todo o mundo”, montados num arsenal capaz de destruir o mundo “n” vezes.
No Brasil a aposta dos EUA é em José Serra. Se isso não for possível, em Aécio Neves.
E o problema não é nem se Lula é bom ou ruim. É o que significam José Jânio Serra e Aécio Neves.
Tucanos passaram a semana inteira criticando o governo federal. Todas as responsabilidades pelo apagão foram atribuídas a Lula. Em nenhum instante falaram que esse precário equilíbrio, ou precário modelo energético, onde há abundância de energia e linhas de transmissão, entre outras coisas, é operado por empresas privadas, aquinhoadas com as benesses dos ganhos no vergonhoso processo de privatização do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, funcionário da Fundação Ford.
Não é a primeira vez que uma obra do desgoverno de São Paulo cai. Foi o buraco do metrô e agora o Rodoanel. Em todas elas estão envolvidas empreiteiras que contribuem à larga para as campanhas de candidatos tucanos.
Tipo assim se custa dez, usa material de oito, logo inferior, passa os vinte por cento da diferença para as campanhas tucanas.
Essa foi uma semana difícil no Brasil. Apagão, queda de vigas no Rodoanel e para completar o carrasco sionista/nazista Shimon Peres, presidente do estado terrorista de Israel.
Um dos programas da tevê fechada, apresentado pela jornalista Ana Beltrão, passou a semana inteira alertando para os “riscos” da Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016 e a repercussão desses fatos no exterior, a preocupação de outros países com a capacidade do Brasil organizar e promover esses dois eventos.
A GLOBO, aberta ou fechada, é uma agência estrangeira de terrorismo midiático.
E assim o resto do corso. As redes menores, os chamados grandes jornais, revistas semanais, todo um processo envolvido na mentira e na informação distorcida do mau caratismo de gente padrão Alexandre Garcia.
Será que alguém vai levantar que as obras públicas em São Paulo se dão em concorrências viciadas com um percentual para o PSDB e particularmente para a campanha de um dos mais corruptos e insanos políticos brasileiro, o desgovernador José Jânio Serra?
Será que, para além de tentar crucificar o delegado Protógenes Queiroz, algum desses veículos ditos de comunicação vai investigar e mostrar a corrupção no STF a partir do seu presidente Gilmar Mendes?
Vinte e quatro horas por dia a serviço do banqueiro Daniel Dantas (para onde foi sua mulher depois de aposentada) e de gerar uma crise institucional no caso Cesare Battisti para facilitar o caminho de Serra, dificultar o de Lula.
Há uma farsa a que denominam democracia. Sugerem que o voto seja a representação popular, a vontade popular e quando o é, esbarra no mundo da verdade única, é só olhar o caso de Honduras e a forma como aquela “democracia” foi tratada pelos guardiões do mundo ocidental, o Estados Unidos.
Querem decidir sobre a segurança do Japão, à revelia dos japoneses. Japoneses não são capazes de compreender o que é bom para eles.
José Jânio Serra é uma gota de água nesse oceano cristão, ocidental e democrático, mas num ponto do mundo decisivo para o que existe de fato. Um modelo político, econômico e social que se pretende único, absoluto, perfeito, nem que para isso seja preciso a borduna.
O Brasil é esse ponto. E em todo o mundo resta sendo o ponto maior, uma espécie de viga que o capitalismo não quer perder de maneira e jeito algum.
O confronto, hoje ou amanhã, em maior escala, é inevitável, pois vai ser a alternativa à sobrevivência do próprio ser humano como tal.
As vigas do Rodoanel são um acidente de percurso na cabeça de gente como José Jânio Serra e os meios de comunicação, servis e podres, estão proibidos de tocar nesse assunto para evitar sejam causados danos ao condado FIESP/DASLU que sejam irreversíveis, na única verdade que conta para eles. Eleições.
Por via das dúvidas já foram colocadas no ar as chamadas para o Big Brother, estão chegando os “heróis” de Pedro Bial.
Aliados, Grupo Folha e Globo atacam Rede Record - Barbet
Sócios em um veículo de comunicação de São Paulo se unem em campanha contra a segunda emissora de TV do país
Cai o número de leitores de jornal no Brasil e a Folha de S.Paulo é um dos mais afetadosCOMO ENTENDER O SÉCULO XIX SEM O CRIVO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL? O COLONIALISMO? E O SÉCULO XXI SEM OS NOVOS PROTAGONISTAS? - Bismarck Frota de Xerez
Se O MUNDO, que sucede ao criado pela Revolução Industrial, É CARACTERIZADO PELA PARTICIPAÇÃO DE NOVOS PROTAGONISTAS, ESTES SÃO MUITOS, O AUTOR ABAIXO COMENTA UM DESTES GRUPOS QUE SÃO ATORES NESTE SÉCULO QUE COMEÇOU EM 1968.
Antes existiam "cristãos" praticantes" (de ritos, devoções) e "cristãos não-praticantes" (de ritos, devoções, intenções simbolicas).
O processo colonial foi do centro às periferias, durante a expansão da Revolução Industrial. Na Sociedadde Pós-Moderna as periferias invadem os centros.
O cristianismo na visão e prática das Instituições Religiosas se esclerosou e se transformou em ortodoxia manipulável pelos que controlam os mecanismos do poder das Institiuiçoes Religosas por ausencia de releitura da prática de Jesus à luz da realidade mutante ao longos dos tempos.. .
MUNDO
A Teologia da Libertação: Leonardo Boff e Frei Betto
Michael Löwy *
Adital -
Os cristãos comprometidos socialmente são um dos componentes mais ativos e importantes do movimento altermundista; particularmente, porém não somente na América Latina e especialmente no Brasil, país que acolheu as primeiras reuniões do Fórum Social Mundial (FSM). Um dos iniciadores do FSM, Chico Whitaker, membro da "Comissão Justiça e Paz" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pertence a esta esfera de influência, o mesmo que o sacerdote belga François Houtart, amigo e professor de Camilo Torres, promotor da revista Alternatives Sud, fundador do "Centro Tricontinental" (CETRI) e uma das figuras intelectuais mais influentes do Fórum.
Podemos datar o nascimento dessa corrente, que poderíamos denominar como "cristianismo da libertação" no começo dos anos 60, quando a Juventude Universitária Católica brasileira (JUC), alimentada pela cultura católica francesa progressista (Emmanuel Mounier e a revista Esprit, o padre Lebret e o movimento "Economia y Humanismo", o Karl Marx do jesuíta J.Y. Calvez), formula por primeira vez, em nome do cristianismo, uma proposta radical de transformação social. Esse movimento se estende depois a outros países do continente e encontra, a partir dos anos 70, uma expressão cultural, política e espiritual na "Teologia da Libertação".
Os dois principias teólogos da libertação brasileiros, Leonardo Boff e Frei Betto, estão, portanto, entre os precursores e inspiradores do altermundismo; com seus escritos e suas palavras participam ativamente nas mobilizações do "movimento dos movimentos" e nos encontros do Fórum Social Mundial. Se sua influencia é muito significativa no Brasil, onde muitos militantes dos movimentos sociais, tais como sindicatos, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e movimentos de mulheres provêm de comunidades eclesiais de base (CEBs) conhecidas na Teologia da Libertação, seus escritos também são muito conhecidos entre os cristãos de outros países, tanto da América Latina quando do resto do mundo.
Se houvesse que resumir a idéia central da Teologia da Libertação em uma só frase, seria "opção preferencial pelos pobres".
Qual é a novidade? Por ventura, a Igreja não esteve sempre, caritativamente, atenta ao sofrimento dos pobres? A diferença -capital- é que o cristianismo da libertação já não considera os pobres como simples objetos de ajuda, compaixão ou caridade, mas como protagonistas de sua própria história, artífices de sua própria libertação. O papel dos cristãos comprometidos socialmente é participar na "longa marcha" dos pobres rumo à "terra prometida" -a liberdade-, contribuindo para sua organização e emancipação sociais.
O conceito de "pobre" tem, obviamente, um profundo alcance religioso no cristianismo; porém, corresponde também a uma realidade social essencial no Brasil e na América Latina: a existência de uma imensa massa de despossuídos, tanto nas cidades quanto no campo, que não são todos proletários ou trabalhadores. Alguns sindicalistas cristãos latino-americanos falam de "pobretariado" para descrever essa classe de deserdados que não somente são vítimas da exploração, mas, sobretudo, são vítimas da exclusão social pura e simples.
O processo de radicalização das culturas católicas do Brasil e América Latina que desembocou na criação da Teologia da Libertação não vai desde a cúpula da Igreja para irrigar sua base, nem a base popular vai à cúpula (duas versões que se encontram nos discursos dos sociólogos ou historiadores do fenômeno); mas da periferia rumo ao centro. As categorias ou setores sociais do âmbito religioso que serão o motor da renovação são todos, de alguma forma, marginais ou periféricos com relação à instituição: movimentos, leigos da Igreja e seus capelães; expertos leigos, sacerdotes estrangeiros, ordens religiosas. Em alguns casos, o movimento alcança o "centro" e consegue influir nas Conferências Episcopais (particularmente no Brasil), em outros casos fica bloqueado nas "margens" da instituição.
A pesar de que existem divergências significativas entre os teólogos da libertação, na maioria de seus escritos encontramos repetidos os temas fundamentais que constituem uma saída radical da doutrina tradicional e estabelecida das Igrejas Católica e Protestante:
-Uma implacável acusação moral e social contra o capitalismo como sistema injusto e iníquo, como forma de pecado estrutural.
-O uso do instrumento marxista para compreender as causas da pobreza, as contradições do capitalismo e as formas da luta de classes.
-A opção preferencial a favor dos pobres e a solidariedade com sua luta de emancipação social.
-O desenvolvimento de comunidades cristãs de base entre os pobres como a nova forma da Igreja e como alternativa ao modo de vida individualista imposto pelo sistema capitalista.
-A luta contra a idolatria (não o ateísmo) como inimigo principal da religião, isto é, contra os novos ídolos da morte, adorados pelos novos faraós, pelos novos Césares e pelos novos Herodes: O consumismo, a riqueza, o poder, a segurança nacional, o Estado, os exércitos; em poucas palavras, "a civilização cristã ocidental".
Examinemos mais de perto os escritos de Leonardo Boff e de Frei Betto, cujas idéias contribuíram, sem dúvida, à formação da cultura político-religiosa do componente cristão do altermundismo.
O livro de Leonardo Boff -na época, membro da ordem franciscana, - Jesus Cristo libertador, (Petrópolis, Vozes, 1971), pode ser considerado como a primeira obra da Teologia da Libertação no Brasil. Essencialmente, trata-se de uma obra de exegese bíblica; porém um dos capítulos, possivelmente o mais inovador, intitulado "Cristologia desde América Latina", expressa o desejo de que a Igreja possa "participar de maneira crítica no arrranque global de libertação que a sociedade sul-americana conhece hoje". Segundo Boff, a hermenêutica bíblica de seu livro está inspirada pela realidade latino-americana, o que dá como resultado "a primazia do elemento antropológico sobre o eclesiástico, do utópico sobre o efetivo, do crítico sobre o dogmático, do social sobre o pessoal e da ortopráxis sobre a ortodoxia"; aqui se anunciam alguns dos temas fundamentais da Teologia da Libertação [1].
Personagem carismático, com uma cultura e uma criatividade enormes, ao mesmo tempo místico franciscano e combatente social, Boff converteu-se no principal representante brasileiro dessa nova corrente teológica. Em seu primeiro livro já encontramos referencias ao "Princípio Esperança", de Ernst Bloch, porém, progressivamente, no curso dos anos 70, os conceitos e temas marxistas cada vez mais aparecem em sua obra até converter-se em um dos componentes fundamentais de sua reflexão sobre as causas da pobreza e a prática da solidariedade com a luta dos pobres por sua libertação.
Rechaçando o argumento conservador que pretende julgar o marxismo pelas práticas históricas do chamado "socialismo real", Boff constata, não sem ironia, que o mesmo que o Cristianismo não se identifica com os mecanismos da Santa Inquisição, o marxismo não tem porque se equiparar aos "socialismos" existentes, que "não representam uma alternativa desejável por conta de sua tirania burocrática e pelo sufocamento das liberdades individuais" . O ideal socialista pode e deve assumir outras formas históricas [2]
Em 1981, Leonardo Boff publica o livro "Igreja, Carisma e Poder", uma reviravolta na história da Teologia da Libertação: por primeira vez desde a Reforma protestante, um sacerdote católico coloca em xeque, de maneira direta, a autoridade hierárquica da Igreja, seu estilo de poder romano-imperial, sua tradição de intolerância e dogmatismo -simbolizada durante vários séculos pela Inquisição, pela repressão de toda crítica vinda de baixo e o rechaço da liberdade de pensamento. Denuncia também a pretensão de infalibilidade da Igreja e o poder pessoal excessivo dos papas, que compara, não sem ironia, com o poder do secretário geral do Partido Comunista soviético.
Convocado pelo Vaticano em 1984 para um "colóquio" com a Santa Congregação para a Doutrina da Fé (antes, o Santo Ofício), dirigida pelo Cardenal Ratzinger, o teólogo brasileiro não abaixa a cabeça, nem nega retratar-se; permanece fiel a suas convicções e Roma o condena a um ano de "silencio obsequioso"; finalmente, frente à multiplicação dos protestos no Brasil e em outros lugares, a sansão foi reduzida em vários meses. Dez anos mais tarde, cansado do hostigamento, das proibições e das exclusões de Roma, Boff abandona a ordem dos franciscanos e a Igreja, sem, no entanto, abandonar sua atividade de teólogo católico.
A partir dos anos 90, interessa-se cada vez mais pelas questões ecológicas que aborda com o espírito de amor místico e franciscano pela natureza e com uma perspectiva de crítica radical do sistema capitalista. Será o objeto do livro Dignitas Terrae. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres, (S. Paulo, Ática, 1995) e escreve inúmeros ensaios filosóficos, éticos e teológicos que abordam esta problemática. Segundo Leonardo Boff, o encontro entre a Teologia da Libertação e a ecologia é resultado de uma constatação: "A mesma lógica do sistema dominante de acumulação e da organização social que conduz à exploração dos trabalhadores, leva também à pilhagem de nações inteiras, e, finalmente, à degradação da natureza".
Portanto, a Teologia da Libertação aspira a uma ruptura com a lógica desse sistema, uma ruptura radical que aponta a "libertar os pobres, os oprimidos e os excluídos, as vítimas da voracidade da acumulação injustamente distribuída e libertar a Terra, essa grande vítima sacrificada pela pilhagem sistemática de seus recursos, que põe em risco o equilíbrio físico, químico e biológico do planeta como um todo". O paradigma opressão / libertação aplica-se, pois, para ambas: as classes dominadas e exploradas por um lado; e a Terra e suas espécies vivas, por outro [3].
Amigo próximo de Leonardo Boff (publicaram alguns livros juntos), Frei Betto é, sem dúvida, um dos mais importantes teólogos da libertação do Brasil e da América Latina e um dos principais animadores das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). Dirigente nacional da Juventude Estudantil Católica (JEC) no início dos anos 60, Carlos Alberto Libânio Christo (seu nome verdadeiro) começou sua educação espiritual e política com Santiago Maritain, Emmanuel Mounier, o padre Lebret e o grande intelectual católico brasileiro Alceu Amoroso Lima, porém, durante sua atividade militante na União Nacional dos Estudantes (UNE), descobriu O Manifesto Comunista e A Ideologia Alemã. Quando entrou como noviço na ordem dos dominicanos, em 1965, naquela época um dos principias focos de elaboração de uma interpretação liberacionista do cristianismo, já havia tomado firmemente a resolução de consagrar-se à luta da revolução brasileira [4].
Impressionado com a pobreza do mundo e pela ditadura militar estabelecida em 1964, incorpora-se a uma rede de dominicanos que simpatizam ativamente com a resistência armada contra o regime. Quando a repressão se intensificou, em 1969, socorreu a inúmeros revolucionários, ajudando-os a esconder-se ou a cruzar a fronteira para o Uruguai ou para a Argentina. Essa atividade custou-lhe cinco anos de prisão, de 1969 a 1973.
Em um livro fascinante publicado no Brasil e reeditado mais de dez vezes, Batismo de Sangue. Os dominicanos e a morte de Carlos Marighella (Río de Janeiro, Ed. Bertrand, 1987), traça o retrato do dirigente do principal grupo revolucionário armado, assassinado pela polícia em 1969, bem como o de seus amigos dominicanos presos nas rodas da repressão e destroçados pela tortura. O último capítulo está consagrado à trágica figura de Frei Tito de Alencar, tão cruelmente torturado pela polícia brasileira que jamais recobrou seu equilíbrio psíquico: libertado da prisão e exilado na França, sofreu uma aguda mania de perseguição e cometeu suicídio em 1974.
As Cartas da Prisão de Betto, publicadas em 1977, mostram seu interesse pelo pensamento de Marx, a quem designava, para burlar a censura política, "o filósofo alemão". Em uma carta de outubro de 1971 a uma amiga, abadesa beneditina, observava: "a teoria econômico-social do filósofo alemão não teria existido sem as escandalosas contradições sociais provocadas pelo liberalismo econômico, que o conduziram a percebê-las, analisá-las e estabelecer princípios capazes de sobrepô-los" [5].
Depois de sua libertação da prisão, em 1973, Frei Betto consagrou-se à organização das comunidades de base. Durante os anos seguintes publicou vários folhetos que, em linguagem simples e inteligível, explicavam o sentido da Teologia da Libertação e o papel das CEBs. Logo, converteu-se em um dos principais dirigentes dos encontros intereclesiais nacionais, onde as CEBs de todas as regiões do Brasil intercambiam suas experiências sociais, políticas e religiosas. Em 1980 organizou o 4º Congresso internacional dos Teólogos do Terceiro Mundo.
Desde 1979 Betto é responsável pela Pastoral Operária de São Bernardo do Campo, cidade industrial do subúrbio de São Paulo, onde nasceu o novo sindicalismo brasileiro. Sem vincular-se a nenhuma organização política, não escondia suas simpatias pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Após a vitória eleitoral do candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva, em 2001, foi designado pelo novo presidente para dirigir o Programa "Fome Zero"; no entanto, descontente com a orientação econômica do governo, prisioneiro dos paradigmas neoliberais, demitiu-se de seu posto dois anos depois.
Enquanto alguns teólogos tentam reduzir o marxismo a uma "mediação sócio-analítica" , Betto defende, em seu ensaio de 1986, Cristianismo e Marxismo, uma interpretação muito mais ampla da teoria marxista que inclui a ética e a utopia: "o marxismo é, sobretudo, uma teoria da práxis revolucionária (...). A prática revolucionária sobrepõe-se ao conceito e não se esgota na análise estritamente científica porque, necessariamente, inclui dimensões éticas, místicas e utópicas (...). Sem essa relação dialética teoria-práxis, o marxismo se esclerosa e se transforma em ortodoxia acadêmica perigosamente manipulável pelos que controlam os mecanismos do poder". Esta última frase é, sem dúvida, uma referencia crítica a URSS e aos países do socialismo real que constituem, em sua maneira de ver, uma experiência deformada por sua "ótica objetivista" , sua "tendência economicista" e, sobretudo, por sua "metafísica do Estado".
Betto e Boff, como a imensa maioria dos teólogos da libertação, não aceitam a redução, tipicamente liberal, da religião a um "assunto privado" do indivíduo. Para eles, a religião é um assunto eminentemente público, social e político. Essa atitude não é necessariamente uma oposição à laicidade; de fato, o cristianismo da libertação situa-se nas antípodas do conservadorismo clerical:
-Predicando a separação total entre a Igreja e o Estado e a ruptura da cumplicidade tradicional entre o clero e os poderosos.
-Negando a idéia de um partido ou um sindicato católico e reconhecendo a necessária autonomia dos movimentos políticos e sociais populares.
-Rechaçando toda idéia de regresso ao "catolicismo político" pré-crítico e sua ilusão de uma "nova cristandade" .
-Favorecendo a participação dos cristãos nos movimentos ou partidos populares seculares.
Para a Teologia da Libertação não existe contradição entre essa exigência de democracia moderna e secular e o compromisso dos cristãos no âmbito político. Trata-se de dois enfoques diferentes da relação entre religião e política: desde o ponto de vista institucional é imprescindível que prevaleça a separação e a autonomia; porém, no âmbito ético-político o imperativo essencial é o compromisso.
Levando em consideração essa orientação eminentemente prática e combativa, não é de se estranhar que muitos dos dirigentes e ativistas dos movimentos sociais mais importantes dos últimos anos -desde 1990-, fossem formados na América Latina segundo as idéias da Teologia da libertação. Podemos dar como exemplo o MST, um dos movimentos mais impressionantes da história contemporânea do Brasil, por sua capacidade de mobilização, seu radicalismo, sua influência política e sua popularidade (além de ser uma das principais forças da organização do Fórum Social Mundial). A imensa maioria dos dirigentes ou ativistas do MST procedem das CEBs ou da Pastoral da Terra: sua formação religiosa, moral, social e, em certa medida, política, efetuou-se nas filas da "Igreja dos pobres". No entanto, desde sua origem, nos anos 70, o MST optou por ser um movimento leigo, secular e autônomo e independente com relação á Igreja. A imensa maioria de
seus militantes é católica; porém, também há evangélicos e não crentes (poucos). A doutrina (socialista! ) e a cultura do MST não fazem referência ao cristianismo; porém, podemos dizer que o estilo de militância, a fé na causa e a disposição ao sacrifício de seus membros, muitos têm sido vítimas de assassinatos e até de matanças coletivas durante os últimos anos, têm, provavelmente, fontes religiosas.
As correntes e os militantes cristãos que participam no movimento altermundista são muito diversos -ONGs, militantes dos sindicatos e partidos de esquerda, estruturas próximas à Igreja- e não partilham das mesmas escolhas políticas. Porém, a imensa maioria se reconhece nas grandes linhas da Teologia da Libertação, tal como a formularam Leonardo Boff, Frei Betto, Clodovis Boff, Hugo Assmann, Dom Tomás Balduino, Dom Helder Camara, Dom Pedro Casaldáliga, e tantos outros conhecidos e menos conhecidos, e partilham sua crítica ética e social do capitalismo e seu compromisso pela libertação dos pobres.
BIBLIOGRAFIA
Leonardo Boff, Jesus Christ Libérateur, Paris, Cerf, 1985.
L. Boff, Eglise, Charisme et Pouvoir, Bruxelles, Lieu Commun 1985.
L. Boff, O caminhar da Igreja com os oprimidos, Petrópolis, Vozes, 1988, 3a edição, prefacio de Darcy Ribeiro.
L. Boff, "Je m´explique" (entrevistas con C. Dutilleux), Paris, Desclée de Brouwer, 1994.
L. Boff, Dignitas Terrae. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres, S.Paulo, Ática, 1995.
L. Boff, "Libertação integra: do pobre e da terra", in A teologia da libertação. Balanço e Perspectivas, S.Paulo, Ática, 1996.
Fr. Fernando, Fr. Ivo, Fr. Betto, O canto na fogueira. Cartas de três dominicanos quando em cárcere político, Petrópolis, Vozes, 1977.
Frei Betto, Cristianismo e Marxismo, Petrópolis, Vozes, 1986.
Frei Betto, Batismo de Sangue. Os dominicanos e a morte de Carlos Marighella, Rio de Janeiro, Editora Bertrand, 1987.
Théologies de la libération. Documents et debats, Paris, Le Cerf, 1985.
Michael Löwy, La guerre des dieux. Religion et politique en Amerique Latine, Paris, Ed. du Felin, 1998.
NOTAS:
[1] L. Boff, Jesus Christ Libérateur, París, Cerf, 1985, pp. 51-55. Ibid. p. 275.
[2] L.Boff, "Libertação integra: do pobre et da terra", in A teologia da libertação. Balanço e Perspectivas, S.Paulo, Ática, 1996, pp. 115, 124-128.
[3] Entrevista de Frei Betto con el autor, 13-09-1988.
[4] Fr. Fernando, Fr. Ivo, Fr. Betto, O canto na fogueira. Cartas de três dominicanos quando em cárcere político, Petrópolis, Vozes, 1977, pp. 39 e 120.
[5] Frei Betto, Cristianismo e Marxismo, Petrópolis, Vozes, 1986, pp. 35-37.* Sociólogo. É um dos principias investigadores do mundo sobre o marxismo latino-americano. Reside em Paris, onde é diretor de investigações no "Centre National de la Recherche Scientifique" (CNRS)
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Antes existiam "cristãos" praticantes" (de ritos, devoções) e "cristãos não-praticantes" (de ritos, devoções, intenções simbolicas).
O processo colonial foi do centro às periferias, durante a expansão da Revolução Industrial. Na Sociedadde Pós-Moderna as periferias invadem os centros.
O cristianismo na visão e prática das Instituições Religiosas se esclerosou e se transformou em ortodoxia manipulável pelos que controlam os mecanismos do poder das Institiuiçoes Religosas por ausencia de releitura da prática de Jesus à luz da realidade mutante ao longos dos tempos.. .
MUNDO
A Teologia da Libertação: Leonardo Boff e Frei Betto
Michael Löwy *
Adital -
Os cristãos comprometidos socialmente são um dos componentes mais ativos e importantes do movimento altermundista; particularmente, porém não somente na América Latina e especialmente no Brasil, país que acolheu as primeiras reuniões do Fórum Social Mundial (FSM). Um dos iniciadores do FSM, Chico Whitaker, membro da "Comissão Justiça e Paz" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pertence a esta esfera de influência, o mesmo que o sacerdote belga François Houtart, amigo e professor de Camilo Torres, promotor da revista Alternatives Sud, fundador do "Centro Tricontinental" (CETRI) e uma das figuras intelectuais mais influentes do Fórum.
Podemos datar o nascimento dessa corrente, que poderíamos denominar como "cristianismo da libertação" no começo dos anos 60, quando a Juventude Universitária Católica brasileira (JUC), alimentada pela cultura católica francesa progressista (Emmanuel Mounier e a revista Esprit, o padre Lebret e o movimento "Economia y Humanismo", o Karl Marx do jesuíta J.Y. Calvez), formula por primeira vez, em nome do cristianismo, uma proposta radical de transformação social. Esse movimento se estende depois a outros países do continente e encontra, a partir dos anos 70, uma expressão cultural, política e espiritual na "Teologia da Libertação".
Os dois principias teólogos da libertação brasileiros, Leonardo Boff e Frei Betto, estão, portanto, entre os precursores e inspiradores do altermundismo; com seus escritos e suas palavras participam ativamente nas mobilizações do "movimento dos movimentos" e nos encontros do Fórum Social Mundial. Se sua influencia é muito significativa no Brasil, onde muitos militantes dos movimentos sociais, tais como sindicatos, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e movimentos de mulheres provêm de comunidades eclesiais de base (CEBs) conhecidas na Teologia da Libertação, seus escritos também são muito conhecidos entre os cristãos de outros países, tanto da América Latina quando do resto do mundo.
Se houvesse que resumir a idéia central da Teologia da Libertação em uma só frase, seria "opção preferencial pelos pobres".
Qual é a novidade? Por ventura, a Igreja não esteve sempre, caritativamente, atenta ao sofrimento dos pobres? A diferença -capital- é que o cristianismo da libertação já não considera os pobres como simples objetos de ajuda, compaixão ou caridade, mas como protagonistas de sua própria história, artífices de sua própria libertação. O papel dos cristãos comprometidos socialmente é participar na "longa marcha" dos pobres rumo à "terra prometida" -a liberdade-, contribuindo para sua organização e emancipação sociais.
O conceito de "pobre" tem, obviamente, um profundo alcance religioso no cristianismo; porém, corresponde também a uma realidade social essencial no Brasil e na América Latina: a existência de uma imensa massa de despossuídos, tanto nas cidades quanto no campo, que não são todos proletários ou trabalhadores. Alguns sindicalistas cristãos latino-americanos falam de "pobretariado" para descrever essa classe de deserdados que não somente são vítimas da exploração, mas, sobretudo, são vítimas da exclusão social pura e simples.
O processo de radicalização das culturas católicas do Brasil e América Latina que desembocou na criação da Teologia da Libertação não vai desde a cúpula da Igreja para irrigar sua base, nem a base popular vai à cúpula (duas versões que se encontram nos discursos dos sociólogos ou historiadores do fenômeno); mas da periferia rumo ao centro. As categorias ou setores sociais do âmbito religioso que serão o motor da renovação são todos, de alguma forma, marginais ou periféricos com relação à instituição: movimentos, leigos da Igreja e seus capelães; expertos leigos, sacerdotes estrangeiros, ordens religiosas. Em alguns casos, o movimento alcança o "centro" e consegue influir nas Conferências Episcopais (particularmente no Brasil), em outros casos fica bloqueado nas "margens" da instituição.
A pesar de que existem divergências significativas entre os teólogos da libertação, na maioria de seus escritos encontramos repetidos os temas fundamentais que constituem uma saída radical da doutrina tradicional e estabelecida das Igrejas Católica e Protestante:
-Uma implacável acusação moral e social contra o capitalismo como sistema injusto e iníquo, como forma de pecado estrutural.
-O uso do instrumento marxista para compreender as causas da pobreza, as contradições do capitalismo e as formas da luta de classes.
-A opção preferencial a favor dos pobres e a solidariedade com sua luta de emancipação social.
-O desenvolvimento de comunidades cristãs de base entre os pobres como a nova forma da Igreja e como alternativa ao modo de vida individualista imposto pelo sistema capitalista.
-A luta contra a idolatria (não o ateísmo) como inimigo principal da religião, isto é, contra os novos ídolos da morte, adorados pelos novos faraós, pelos novos Césares e pelos novos Herodes: O consumismo, a riqueza, o poder, a segurança nacional, o Estado, os exércitos; em poucas palavras, "a civilização cristã ocidental".
Examinemos mais de perto os escritos de Leonardo Boff e de Frei Betto, cujas idéias contribuíram, sem dúvida, à formação da cultura político-religiosa do componente cristão do altermundismo.
O livro de Leonardo Boff -na época, membro da ordem franciscana, - Jesus Cristo libertador, (Petrópolis, Vozes, 1971), pode ser considerado como a primeira obra da Teologia da Libertação no Brasil. Essencialmente, trata-se de uma obra de exegese bíblica; porém um dos capítulos, possivelmente o mais inovador, intitulado "Cristologia desde América Latina", expressa o desejo de que a Igreja possa "participar de maneira crítica no arrranque global de libertação que a sociedade sul-americana conhece hoje". Segundo Boff, a hermenêutica bíblica de seu livro está inspirada pela realidade latino-americana, o que dá como resultado "a primazia do elemento antropológico sobre o eclesiástico, do utópico sobre o efetivo, do crítico sobre o dogmático, do social sobre o pessoal e da ortopráxis sobre a ortodoxia"; aqui se anunciam alguns dos temas fundamentais da Teologia da Libertação [1].
Personagem carismático, com uma cultura e uma criatividade enormes, ao mesmo tempo místico franciscano e combatente social, Boff converteu-se no principal representante brasileiro dessa nova corrente teológica. Em seu primeiro livro já encontramos referencias ao "Princípio Esperança", de Ernst Bloch, porém, progressivamente, no curso dos anos 70, os conceitos e temas marxistas cada vez mais aparecem em sua obra até converter-se em um dos componentes fundamentais de sua reflexão sobre as causas da pobreza e a prática da solidariedade com a luta dos pobres por sua libertação.
Rechaçando o argumento conservador que pretende julgar o marxismo pelas práticas históricas do chamado "socialismo real", Boff constata, não sem ironia, que o mesmo que o Cristianismo não se identifica com os mecanismos da Santa Inquisição, o marxismo não tem porque se equiparar aos "socialismos" existentes, que "não representam uma alternativa desejável por conta de sua tirania burocrática e pelo sufocamento das liberdades individuais" . O ideal socialista pode e deve assumir outras formas históricas [2]
Em 1981, Leonardo Boff publica o livro "Igreja, Carisma e Poder", uma reviravolta na história da Teologia da Libertação: por primeira vez desde a Reforma protestante, um sacerdote católico coloca em xeque, de maneira direta, a autoridade hierárquica da Igreja, seu estilo de poder romano-imperial, sua tradição de intolerância e dogmatismo -simbolizada durante vários séculos pela Inquisição, pela repressão de toda crítica vinda de baixo e o rechaço da liberdade de pensamento. Denuncia também a pretensão de infalibilidade da Igreja e o poder pessoal excessivo dos papas, que compara, não sem ironia, com o poder do secretário geral do Partido Comunista soviético.
Convocado pelo Vaticano em 1984 para um "colóquio" com a Santa Congregação para a Doutrina da Fé (antes, o Santo Ofício), dirigida pelo Cardenal Ratzinger, o teólogo brasileiro não abaixa a cabeça, nem nega retratar-se; permanece fiel a suas convicções e Roma o condena a um ano de "silencio obsequioso"; finalmente, frente à multiplicação dos protestos no Brasil e em outros lugares, a sansão foi reduzida em vários meses. Dez anos mais tarde, cansado do hostigamento, das proibições e das exclusões de Roma, Boff abandona a ordem dos franciscanos e a Igreja, sem, no entanto, abandonar sua atividade de teólogo católico.
A partir dos anos 90, interessa-se cada vez mais pelas questões ecológicas que aborda com o espírito de amor místico e franciscano pela natureza e com uma perspectiva de crítica radical do sistema capitalista. Será o objeto do livro Dignitas Terrae. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres, (S. Paulo, Ática, 1995) e escreve inúmeros ensaios filosóficos, éticos e teológicos que abordam esta problemática. Segundo Leonardo Boff, o encontro entre a Teologia da Libertação e a ecologia é resultado de uma constatação: "A mesma lógica do sistema dominante de acumulação e da organização social que conduz à exploração dos trabalhadores, leva também à pilhagem de nações inteiras, e, finalmente, à degradação da natureza".
Portanto, a Teologia da Libertação aspira a uma ruptura com a lógica desse sistema, uma ruptura radical que aponta a "libertar os pobres, os oprimidos e os excluídos, as vítimas da voracidade da acumulação injustamente distribuída e libertar a Terra, essa grande vítima sacrificada pela pilhagem sistemática de seus recursos, que põe em risco o equilíbrio físico, químico e biológico do planeta como um todo". O paradigma opressão / libertação aplica-se, pois, para ambas: as classes dominadas e exploradas por um lado; e a Terra e suas espécies vivas, por outro [3].
Amigo próximo de Leonardo Boff (publicaram alguns livros juntos), Frei Betto é, sem dúvida, um dos mais importantes teólogos da libertação do Brasil e da América Latina e um dos principais animadores das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). Dirigente nacional da Juventude Estudantil Católica (JEC) no início dos anos 60, Carlos Alberto Libânio Christo (seu nome verdadeiro) começou sua educação espiritual e política com Santiago Maritain, Emmanuel Mounier, o padre Lebret e o grande intelectual católico brasileiro Alceu Amoroso Lima, porém, durante sua atividade militante na União Nacional dos Estudantes (UNE), descobriu O Manifesto Comunista e A Ideologia Alemã. Quando entrou como noviço na ordem dos dominicanos, em 1965, naquela época um dos principias focos de elaboração de uma interpretação liberacionista do cristianismo, já havia tomado firmemente a resolução de consagrar-se à luta da revolução brasileira [4].
Impressionado com a pobreza do mundo e pela ditadura militar estabelecida em 1964, incorpora-se a uma rede de dominicanos que simpatizam ativamente com a resistência armada contra o regime. Quando a repressão se intensificou, em 1969, socorreu a inúmeros revolucionários, ajudando-os a esconder-se ou a cruzar a fronteira para o Uruguai ou para a Argentina. Essa atividade custou-lhe cinco anos de prisão, de 1969 a 1973.
Em um livro fascinante publicado no Brasil e reeditado mais de dez vezes, Batismo de Sangue. Os dominicanos e a morte de Carlos Marighella (Río de Janeiro, Ed. Bertrand, 1987), traça o retrato do dirigente do principal grupo revolucionário armado, assassinado pela polícia em 1969, bem como o de seus amigos dominicanos presos nas rodas da repressão e destroçados pela tortura. O último capítulo está consagrado à trágica figura de Frei Tito de Alencar, tão cruelmente torturado pela polícia brasileira que jamais recobrou seu equilíbrio psíquico: libertado da prisão e exilado na França, sofreu uma aguda mania de perseguição e cometeu suicídio em 1974.
As Cartas da Prisão de Betto, publicadas em 1977, mostram seu interesse pelo pensamento de Marx, a quem designava, para burlar a censura política, "o filósofo alemão". Em uma carta de outubro de 1971 a uma amiga, abadesa beneditina, observava: "a teoria econômico-social do filósofo alemão não teria existido sem as escandalosas contradições sociais provocadas pelo liberalismo econômico, que o conduziram a percebê-las, analisá-las e estabelecer princípios capazes de sobrepô-los" [5].
Depois de sua libertação da prisão, em 1973, Frei Betto consagrou-se à organização das comunidades de base. Durante os anos seguintes publicou vários folhetos que, em linguagem simples e inteligível, explicavam o sentido da Teologia da Libertação e o papel das CEBs. Logo, converteu-se em um dos principais dirigentes dos encontros intereclesiais nacionais, onde as CEBs de todas as regiões do Brasil intercambiam suas experiências sociais, políticas e religiosas. Em 1980 organizou o 4º Congresso internacional dos Teólogos do Terceiro Mundo.
Desde 1979 Betto é responsável pela Pastoral Operária de São Bernardo do Campo, cidade industrial do subúrbio de São Paulo, onde nasceu o novo sindicalismo brasileiro. Sem vincular-se a nenhuma organização política, não escondia suas simpatias pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Após a vitória eleitoral do candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva, em 2001, foi designado pelo novo presidente para dirigir o Programa "Fome Zero"; no entanto, descontente com a orientação econômica do governo, prisioneiro dos paradigmas neoliberais, demitiu-se de seu posto dois anos depois.
Enquanto alguns teólogos tentam reduzir o marxismo a uma "mediação sócio-analítica" , Betto defende, em seu ensaio de 1986, Cristianismo e Marxismo, uma interpretação muito mais ampla da teoria marxista que inclui a ética e a utopia: "o marxismo é, sobretudo, uma teoria da práxis revolucionária (...). A prática revolucionária sobrepõe-se ao conceito e não se esgota na análise estritamente científica porque, necessariamente, inclui dimensões éticas, místicas e utópicas (...). Sem essa relação dialética teoria-práxis, o marxismo se esclerosa e se transforma em ortodoxia acadêmica perigosamente manipulável pelos que controlam os mecanismos do poder". Esta última frase é, sem dúvida, uma referencia crítica a URSS e aos países do socialismo real que constituem, em sua maneira de ver, uma experiência deformada por sua "ótica objetivista" , sua "tendência economicista" e, sobretudo, por sua "metafísica do Estado".
Betto e Boff, como a imensa maioria dos teólogos da libertação, não aceitam a redução, tipicamente liberal, da religião a um "assunto privado" do indivíduo. Para eles, a religião é um assunto eminentemente público, social e político. Essa atitude não é necessariamente uma oposição à laicidade; de fato, o cristianismo da libertação situa-se nas antípodas do conservadorismo clerical:
-Predicando a separação total entre a Igreja e o Estado e a ruptura da cumplicidade tradicional entre o clero e os poderosos.
-Negando a idéia de um partido ou um sindicato católico e reconhecendo a necessária autonomia dos movimentos políticos e sociais populares.
-Rechaçando toda idéia de regresso ao "catolicismo político" pré-crítico e sua ilusão de uma "nova cristandade" .
-Favorecendo a participação dos cristãos nos movimentos ou partidos populares seculares.
Para a Teologia da Libertação não existe contradição entre essa exigência de democracia moderna e secular e o compromisso dos cristãos no âmbito político. Trata-se de dois enfoques diferentes da relação entre religião e política: desde o ponto de vista institucional é imprescindível que prevaleça a separação e a autonomia; porém, no âmbito ético-político o imperativo essencial é o compromisso.
Levando em consideração essa orientação eminentemente prática e combativa, não é de se estranhar que muitos dos dirigentes e ativistas dos movimentos sociais mais importantes dos últimos anos -desde 1990-, fossem formados na América Latina segundo as idéias da Teologia da libertação. Podemos dar como exemplo o MST, um dos movimentos mais impressionantes da história contemporânea do Brasil, por sua capacidade de mobilização, seu radicalismo, sua influência política e sua popularidade (além de ser uma das principais forças da organização do Fórum Social Mundial). A imensa maioria dos dirigentes ou ativistas do MST procedem das CEBs ou da Pastoral da Terra: sua formação religiosa, moral, social e, em certa medida, política, efetuou-se nas filas da "Igreja dos pobres". No entanto, desde sua origem, nos anos 70, o MST optou por ser um movimento leigo, secular e autônomo e independente com relação á Igreja. A imensa maioria de
seus militantes é católica; porém, também há evangélicos e não crentes (poucos). A doutrina (socialista! ) e a cultura do MST não fazem referência ao cristianismo; porém, podemos dizer que o estilo de militância, a fé na causa e a disposição ao sacrifício de seus membros, muitos têm sido vítimas de assassinatos e até de matanças coletivas durante os últimos anos, têm, provavelmente, fontes religiosas.
As correntes e os militantes cristãos que participam no movimento altermundista são muito diversos -ONGs, militantes dos sindicatos e partidos de esquerda, estruturas próximas à Igreja- e não partilham das mesmas escolhas políticas. Porém, a imensa maioria se reconhece nas grandes linhas da Teologia da Libertação, tal como a formularam Leonardo Boff, Frei Betto, Clodovis Boff, Hugo Assmann, Dom Tomás Balduino, Dom Helder Camara, Dom Pedro Casaldáliga, e tantos outros conhecidos e menos conhecidos, e partilham sua crítica ética e social do capitalismo e seu compromisso pela libertação dos pobres.
BIBLIOGRAFIA
Leonardo Boff, Jesus Christ Libérateur, Paris, Cerf, 1985.
L. Boff, Eglise, Charisme et Pouvoir, Bruxelles, Lieu Commun 1985.
L. Boff, O caminhar da Igreja com os oprimidos, Petrópolis, Vozes, 1988, 3a edição, prefacio de Darcy Ribeiro.
L. Boff, "Je m´explique" (entrevistas con C. Dutilleux), Paris, Desclée de Brouwer, 1994.
L. Boff, Dignitas Terrae. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres, S.Paulo, Ática, 1995.
L. Boff, "Libertação integra: do pobre e da terra", in A teologia da libertação. Balanço e Perspectivas, S.Paulo, Ática, 1996.
Fr. Fernando, Fr. Ivo, Fr. Betto, O canto na fogueira. Cartas de três dominicanos quando em cárcere político, Petrópolis, Vozes, 1977.
Frei Betto, Cristianismo e Marxismo, Petrópolis, Vozes, 1986.
Frei Betto, Batismo de Sangue. Os dominicanos e a morte de Carlos Marighella, Rio de Janeiro, Editora Bertrand, 1987.
Théologies de la libération. Documents et debats, Paris, Le Cerf, 1985.
Michael Löwy, La guerre des dieux. Religion et politique en Amerique Latine, Paris, Ed. du Felin, 1998.
NOTAS:
[1] L. Boff, Jesus Christ Libérateur, París, Cerf, 1985, pp. 51-55. Ibid. p. 275.
[2] L.Boff, "Libertação integra: do pobre et da terra", in A teologia da libertação. Balanço e Perspectivas, S.Paulo, Ática, 1996, pp. 115, 124-128.
[3] Entrevista de Frei Betto con el autor, 13-09-1988.
[4] Fr. Fernando, Fr. Ivo, Fr. Betto, O canto na fogueira. Cartas de três dominicanos quando em cárcere político, Petrópolis, Vozes, 1977, pp. 39 e 120.
[5] Frei Betto, Cristianismo e Marxismo, Petrópolis, Vozes, 1986, pp. 35-37.* Sociólogo. É um dos principias investigadores do mundo sobre o marxismo latino-americano. Reside em Paris, onde é diretor de investigações no "Centre National de la Recherche Scientifique" (CNRS)
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QUAL A CARA DO STF? A DE DANTAS? DE BERLUSCONI? AS INSTITUIÇÕES FALIDAS - Laerte Braga

A sensação que ficou ao término do voto do ministro Marco Aurélio Melo no caso Cesare Battisti é a que os outros ministros, os que votaram favoravelmente à imposição do governo italiano, estavam escondidos embaixo de suas mesas, ou bancadas, já que triturados em seus argumentos.
Mas não. Logo o ministro italiano Cezar Peluzo se pôs a justificar o injustificável, a submissão e acima de tudo, a falta de dignidade para o exercício do cargo. A tal de reputação ilibada.
A propósito das declarações de um deputado ou senador italiano que o Brasil não é “propriamente famoso por seus juristas, mas por suas dançarinas”, trazidas à lide pelo ministro Marco Aurélio Melo, não há dúvidas que se aplica a pelo menos cinco ministros do que chamam suprema corte.
Mentiu em seu noticiário a Tevê Justiça a partir do momento que expôs a contenda como sendo “governo italiano versus Cesare Battisti”. É governo italiano contra governo brasileiro, contra Brasil. E a mentira foi deliberada. Quem manda ali é Gilmar Mendes e o embaixador da Itália tem acesso ao seu gabinete pela porta dos fundos, com os fundos que se fizerem necessário para uma vergonhosa e lastimável decisão que aparece no horizonte da mais despudorada e desavergonhada submissão.
O ato que estava e está em julgamento é da lavra do ministro da Justiça e não de Cesare Battisti. Foi Tarso Genro quem concedeu obedecendo a lei e a constituição a condição de refugiado político a Cesare.
O voto do ministro Marco Aurélio, independente de todos os votos equivocados que possa ter proferido ao longo de sua carreira (habeas corpus de Cacciola, absolvição do latifundiário que pagou por sexo com menina de doze anos), mais que o redime, mostra o mínimo (foi brilhante e fulminante o voto) de respeito por si e pelo seu País.
Os que votaram pela extradição sequer sabem o que significa respeito. Não conhecem a palavra, a expressão, ou o seu sentido.
Quando o italiano Cezar Peluzo disse – após o voto de Marco Aurélio – que não se justificava o argumento de crime político levantado pela defesa de Battisti e por Marco Aurélio Melo, pois a Itália, à época, era um estado de direito, mostrou que precisa voltar ao antigo ginasial e estudar História.
Jogou na lata do lixo todo um processo político vivido em todos os países da Europa e a Itália não foi exceção.
E daí? O Brasil em tese é um estado de direito. Onde, se o presidente daquilo que chamam suprema corte é corrupto e venal como Gilmar Mendes?
Pensar que já ocuparam aquelas cadeiras figuras do porte de Ribeiro da Costa, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal, Adauto Lúcio Cardoso, Bilac Pinto, putz! O Brasil merece respeito e não merece esse tipo de gente.
A presença descarada o ofensiva, ostensiva, intervindo e reagindo e interagindo com as palavras do ministro Marco Aurélio Melo do embaixador da Itália, nem isso, para resgatar o mínimo de dignidade nos cinco que votaram pela extradição.
A reação e o interagir era de desagrado. O embaixador do duce Berlusconi, senhor dos prostíbulos italianos, deitou e rolou numa corte a qual impôs a sua bota a cinco supostos ministros “brasileiros”.
Isso por si só fulmina o argumento de estado de direito do ministro (putz! Que esculhambação!) Peluzo.
Daniel Dantas está solto e o delegado Protógenes Queiroz ameaçado de demissão por ter cumprido a lei.
Em determinados espaços o Brasil continua a ser uma república de bananas, controlada por marginais arvorados em presidente e ministros da tal corte suprema e sob a batuta da mídia podre e também venal, caso explícito das principais redes de tevê, a GLOBO à frente.
Gilmar Mendes não está e nunca esteve preocupado com a lei, com reputação ilibada (não tem), com notório saber jurídico (não tem a menor noção do que seja isso, só conhece o direito que entra pela porta dos fundos), em momento algum Cesare Battisti lhe diz respeito, exceto pelo fato de poder ali exercer seu poder de coronel travestido de ministro a favor do que há de mais repulsivo neste País, o mundo tucano/DEMocrata.
Foi indicado, debaixo de protestos, para o STF com a finalidade de tomar conta e evitar que toda a bandalheira entreguista do governo FHC, do qual fez parte, onde enriqueceu, saísse debaixo do tapete.
Adiou seu voto por uma razão simples. Não sabe como fazê-lo. Não tem a menor noção. Vai pegar com o embaixador da Itália e o advogado contratado para defender o governo de Berlusconi o papel com o voto e ler.
Pura farsa. Toda aquela pretensa solenidade, toda aquela parafernália de vossa excelência para lá, vossa excelência para cá, um absoluto estado de amoralidade exposto em suas vísceras pelo voto decente, corajoso e correto, brilhante do ministro Marco Aurélio Melo.
Mas como bandidos não se importam de serem chamados de prostitutas, o problema não é deles não.
É nosso. Suportar essa corja?
Pelo amor de Deus, a zona é coisa séria, muito séria, gente padrão Peluzo não entra lá nem amarrado.
Gilmar Mendes não passa nem perto.
Há um desafio posto a Lula. Não pode aceitar a decisão do STF em flagrante desrespeito à constituição, a decisões anteriores em casos semelhantes e precisa mostrar aos brasileiros toda essa sujeira montada em torno de um caso simples, o de concessão de refúgio a um cidadão perseguido em seu país, a Itália, por um governo fascista por motivos políticos.
Se ceder é pegar o boné e ir embora. Perde o respeito por si e deixa de ser presidente do Brasil para cair de quatro, como os ministros que votaram pela extradição, diante de um pedido que ofende à soberania nacional e trata o Brasil como se fôssemos um bando de bárbaros e irresponsáveis, sem o menor vestígio de dignidade.
Não é hora de negociar coisa alguma. Em determinados momentos ou se pega o touro a unha, ou sai com o chifre encimando a honra nacional.
O que está prestes a acontecer é a pior forma de apagão. O da dignidade de um povo ultrajado pelo que chamam de suprema corte. Cinco ministros e seu presidente.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
QUAL A CARA DO STF? A DE DANTAS? DE BERLUSCONI? AS INSTITUIÇÕES FALIDAS - Laerte Braga
A sensação que ficou ao término do voto do ministro Marco Aurélio Melo no caso Cesare Battisti é a que os outros ministros, os que votaram favoravelmente à imposição do governo italiano, estavam escondidos embaixo de suas mesas, ou bancadas, já que triturados em seus argumentos.
Mas não. Logo o ministro italiano Cezar Peluzo se pôs a justificar o injustificável, a submissão e acima de tudo, a falta de dignidade para o exercício do cargo. A tal de reputação ilibada.
A propósito das declarações de um deputado ou senador italiano que o Brasil não é “propriamente famoso por seus juristas, mas por suas dançarinas”, trazidas à lide pelo ministro Marco Aurélio Melo, não há dúvidas que se aplica a pelo menos cinco ministros do que chamam suprema corte.
Mentiu em seu noticiário a Tevê Justiça a partir do momento que expôs a contenda como sendo “governo italiano versus Cesare Battisti”. É governo italiano contra governo brasileiro, contra Brasil. E a mentira foi deliberada. Quem manda ali é Gilmar Mendes e o embaixador da Itália tem acesso ao seu gabinete pela porta dos fundos, com os fundos que se fizerem necessário para uma vergonhosa e lastimável decisão que aparece no horizonte da mais despudorada e desavergonhada submissão.
O ato que estava e está em julgamento é da lavra do ministro da Justiça e não de Cesare Battisti. Foi Tarso Genro quem concedeu obedecendo a lei e a constituição a condição de refugiado político a Cesare.
O voto do ministro Marco Aurélio, independente de todos os votos equivocados que possa ter proferido ao longo de sua carreira (habeas corpus de Cacciola, absolvição do latifundiário que pagou por sexo com menina de doze anos), mais que o redime, mostra o mínimo (foi brilhante e fulminante o voto) de respeito por si e pelo seu País.
Os que votaram pela extradição sequer sabem o que significa respeito. Não conhecem a palavra, a expressão, ou o seu sentido.
Quando o italiano Cezar Peluzo disse – após o voto de Marco Aurélio – que não se justificava o argumento de crime político levantado pela defesa de Battisti e por Marco Aurélio Melo, pois a Itália, à época, era um estado de direito, mostrou que precisa voltar ao antigo ginasial e estudar História.
Jogou na lata do lixo todo um processo político vivido em todos os países da Europa e a Itália não foi exceção.
E daí? O Brasil em tese é um estado de direito. Onde, se o presidente daquilo que chamam suprema corte é corrupto e venal como Gilmar Mendes?
Pensar que já ocuparam aquelas cadeiras figuras do porte de Ribeiro da Costa, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal, Adauto Lúcio Cardoso, Bilac Pinto, putz! O Brasil merece respeito e não merece esse tipo de gente.
A presença descarada o ofensiva, ostensiva, intervindo e reagindo e interagindo com as palavras do ministro Marco Aurélio Melo do embaixador da Itália, nem isso, para resgatar o mínimo de dignidade nos cinco que votaram pela extradição.
A reação e o interagir era de desagrado. O embaixador do duce Berlusconi, senhor dos prostíbulos italianos, deitou e rolou numa corte a qual impôs a sua bota a cinco supostos ministros “brasileiros”.
Isso por si só fulmina o argumento de estado de direito do ministro (putz! Que esculhambação!) Peluzo.
Daniel Dantas está solto e o delegado Protógenes Queiroz ameaçado de demissão por ter cumprido a lei.
Em determinados espaços o Brasil continua a ser uma república de bananas, controlada por marginais arvorados em presidente e ministros da tal corte suprema e sob a batuta da mídia podre e também venal, caso explícito das principais redes de tevê, a GLOBO à frente.
Gilmar Mendes não está e nunca esteve preocupado com a lei, com reputação ilibada (não tem), com notório saber jurídico (não tem a menor noção do que seja isso, só conhece o direito que entra pela porta dos fundos), em momento algum Cesare Battisti lhe diz respeito, exceto pelo fato de poder ali exercer seu poder de coronel travestido de ministro a favor do que há de mais repulsivo neste País, o mundo tucano/DEMocrata.
Foi indicado, debaixo de protestos, para o STF com a finalidade de tomar conta e evitar que toda a bandalheira entreguista do governo FHC, do qual fez parte, onde enriqueceu, saísse debaixo do tapete.
Adiou seu voto por uma razão simples. Não sabe como fazê-lo. Não tem a menor noção. Vai pegar com o embaixador da Itália e o advogado contratado para defender o governo de Berlusconi o papel com o voto e ler.
Pura farsa. Toda aquela pretensa solenidade, toda aquela parafernália de vossa excelência para lá, vossa excelência para cá, um absoluto estado de amoralidade exposto em suas vísceras pelo voto decente, corajoso e correto, brilhante do ministro Marco Aurélio Melo.
Mas como bandidos não se importam de serem chamados de prostitutas, o problema não é deles não.
É nosso. Suportar essa corja?
Pelo amor de Deus, a zona é coisa séria, muito séria, gente padrão Peluzo não entra lá nem amarrado.
Gilmar Mendes não passa nem perto.
Há um desafio posto a Lula. Não pode aceitar a decisão do STF em flagrante desrespeito à constituição, a decisões anteriores em casos semelhantes e precisa mostrar aos brasileiros toda essa sujeira montada em torno de um caso simples, o de concessão de refúgio a um cidadão perseguido em seu país, a Itália, por um governo fascista por motivos políticos.
Se ceder é pegar o boné e ir embora. Perde o respeito por si e deixa de ser presidente do Brasil para cair de quatro, como os ministros que votaram pela extradição, diante de um pedido que ofende à soberania nacional e trata o Brasil como se fôssemos um bando de bárbaros e irresponsáveis, sem o menor vestígio de dignidade.
Não é hora de negociar coisa alguma. Em determinados momentos ou se pega o touro a unha, ou sai com o chifre encimando a honra nacional.
O que está prestes a acontecer é a pior forma de apagão. O da dignidade de um povo ultrajado pelo que chamam de suprema corte. Cinco ministros e seu presidente.
Mas não. Logo o ministro italiano Cezar Peluzo se pôs a justificar o injustificável, a submissão e acima de tudo, a falta de dignidade para o exercício do cargo. A tal de reputação ilibada.
A propósito das declarações de um deputado ou senador italiano que o Brasil não é “propriamente famoso por seus juristas, mas por suas dançarinas”, trazidas à lide pelo ministro Marco Aurélio Melo, não há dúvidas que se aplica a pelo menos cinco ministros do que chamam suprema corte.
Mentiu em seu noticiário a Tevê Justiça a partir do momento que expôs a contenda como sendo “governo italiano versus Cesare Battisti”. É governo italiano contra governo brasileiro, contra Brasil. E a mentira foi deliberada. Quem manda ali é Gilmar Mendes e o embaixador da Itália tem acesso ao seu gabinete pela porta dos fundos, com os fundos que se fizerem necessário para uma vergonhosa e lastimável decisão que aparece no horizonte da mais despudorada e desavergonhada submissão.
O ato que estava e está em julgamento é da lavra do ministro da Justiça e não de Cesare Battisti. Foi Tarso Genro quem concedeu obedecendo a lei e a constituição a condição de refugiado político a Cesare.
O voto do ministro Marco Aurélio, independente de todos os votos equivocados que possa ter proferido ao longo de sua carreira (habeas corpus de Cacciola, absolvição do latifundiário que pagou por sexo com menina de doze anos), mais que o redime, mostra o mínimo (foi brilhante e fulminante o voto) de respeito por si e pelo seu País.
Os que votaram pela extradição sequer sabem o que significa respeito. Não conhecem a palavra, a expressão, ou o seu sentido.
Quando o italiano Cezar Peluzo disse – após o voto de Marco Aurélio – que não se justificava o argumento de crime político levantado pela defesa de Battisti e por Marco Aurélio Melo, pois a Itália, à época, era um estado de direito, mostrou que precisa voltar ao antigo ginasial e estudar História.
Jogou na lata do lixo todo um processo político vivido em todos os países da Europa e a Itália não foi exceção.
E daí? O Brasil em tese é um estado de direito. Onde, se o presidente daquilo que chamam suprema corte é corrupto e venal como Gilmar Mendes?
Pensar que já ocuparam aquelas cadeiras figuras do porte de Ribeiro da Costa, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal, Adauto Lúcio Cardoso, Bilac Pinto, putz! O Brasil merece respeito e não merece esse tipo de gente.
A presença descarada o ofensiva, ostensiva, intervindo e reagindo e interagindo com as palavras do ministro Marco Aurélio Melo do embaixador da Itália, nem isso, para resgatar o mínimo de dignidade nos cinco que votaram pela extradição.
A reação e o interagir era de desagrado. O embaixador do duce Berlusconi, senhor dos prostíbulos italianos, deitou e rolou numa corte a qual impôs a sua bota a cinco supostos ministros “brasileiros”.
Isso por si só fulmina o argumento de estado de direito do ministro (putz! Que esculhambação!) Peluzo.
Daniel Dantas está solto e o delegado Protógenes Queiroz ameaçado de demissão por ter cumprido a lei.
Em determinados espaços o Brasil continua a ser uma república de bananas, controlada por marginais arvorados em presidente e ministros da tal corte suprema e sob a batuta da mídia podre e também venal, caso explícito das principais redes de tevê, a GLOBO à frente.
Gilmar Mendes não está e nunca esteve preocupado com a lei, com reputação ilibada (não tem), com notório saber jurídico (não tem a menor noção do que seja isso, só conhece o direito que entra pela porta dos fundos), em momento algum Cesare Battisti lhe diz respeito, exceto pelo fato de poder ali exercer seu poder de coronel travestido de ministro a favor do que há de mais repulsivo neste País, o mundo tucano/DEMocrata.
Foi indicado, debaixo de protestos, para o STF com a finalidade de tomar conta e evitar que toda a bandalheira entreguista do governo FHC, do qual fez parte, onde enriqueceu, saísse debaixo do tapete.
Adiou seu voto por uma razão simples. Não sabe como fazê-lo. Não tem a menor noção. Vai pegar com o embaixador da Itália e o advogado contratado para defender o governo de Berlusconi o papel com o voto e ler.
Pura farsa. Toda aquela pretensa solenidade, toda aquela parafernália de vossa excelência para lá, vossa excelência para cá, um absoluto estado de amoralidade exposto em suas vísceras pelo voto decente, corajoso e correto, brilhante do ministro Marco Aurélio Melo.
Mas como bandidos não se importam de serem chamados de prostitutas, o problema não é deles não.
É nosso. Suportar essa corja?
Pelo amor de Deus, a zona é coisa séria, muito séria, gente padrão Peluzo não entra lá nem amarrado.
Gilmar Mendes não passa nem perto.
Há um desafio posto a Lula. Não pode aceitar a decisão do STF em flagrante desrespeito à constituição, a decisões anteriores em casos semelhantes e precisa mostrar aos brasileiros toda essa sujeira montada em torno de um caso simples, o de concessão de refúgio a um cidadão perseguido em seu país, a Itália, por um governo fascista por motivos políticos.
Se ceder é pegar o boné e ir embora. Perde o respeito por si e deixa de ser presidente do Brasil para cair de quatro, como os ministros que votaram pela extradição, diante de um pedido que ofende à soberania nacional e trata o Brasil como se fôssemos um bando de bárbaros e irresponsáveis, sem o menor vestígio de dignidade.
Não é hora de negociar coisa alguma. Em determinados momentos ou se pega o touro a unha, ou sai com o chifre encimando a honra nacional.
O que está prestes a acontecer é a pior forma de apagão. O da dignidade de um povo ultrajado pelo que chamam de suprema corte. Cinco ministros e seu presidente.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Ativistas ambientais lançam vídeo para pressionar governos - Barbet
Mais de 11 mil pessoas se mobilizaram para exigir dos líderes mundiais uma posição na redução das emissões de gás carbônico na próxima conferência do clima. Vídeo será exibido em propagandas na Europa e no Canadá.
VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR DO CRUCIFIXO NAS REPARTIÇÕES PUBLICAS E ESCOLAS ???? NA EUROPA A JUSTIÇA PROIBIU - Bismarck Frota de Xerez
ROMA, Itália (AFP) - A proibição de crucifixos nas salas de aula da Itália foi criticada nesta quarta-feira pelo chefe de governo Silvio Berlusconi, que a qualificou de "inaceitável".
COMENTÁRIO:
MINHA FORMAÇÃO DEMOCRÁTICA VIU A IMPRENSA LIBERAL REPETIR QUE:
- ORDEM JUDICIAL NÃO SE DISCUTE, CUMPRE-SE!
E - QUE JUIZ SÓ SE PRONUNCIA NOS AUTOS.
VEJO O SENADO BRASILEIRO TERGIVERSAR ORDEM DA CORTE SUPREMA
E JUIZ DA CORTE SUPREMA SE PRONUNCIAR FORA DOS AUTOS.
APRENDI COM A NOSSA SANGRENTA HISTORIA DA INDEPENDENCIA E SUA CONSOLIDAÇAO, ATRAVÉS DE SUCESSIVAS GUERRAS INTERNAS, DE NORTE A SUL DO PAÍS, DESDE 1817 ATÉ 1848, GUERRAS QUE PROVOCARAM O GOLPE DE ESTADO DA ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE DO MENINO PEDRO, QUE A UNIÃO DE POVOS DISTINTOS, COMO O BRASILEIRO, SE FAZ CONCILIANDO, CEDENDO AO BEM MAIOR E NÃO COMO FAZ O SUCESSOR DE MUSSOLINI, QUE "DUVIDA DO SENTIDO COMUM DA EUROPA" , COMO SE A ITALIA FOSSE ALGUMA COISA SEM A EUROPA.
COMO SE ALGUMA UNIDADE FEDERADA DA UNIÃO BRASILEIRA VALHA ALGUMA COISA POR SI, COMO SE O BRASIL VALHA SEM OS MERCADOS VIZINHOS, NOSSOS NATURAIS COMPRADORES, E FORNECEDORES, NUMA UNIÃO MAIOR, SONHADA FAZ DUZENTOS ANOS.
"Trata-se de uma dessas decisões que fazem duvidar do sentido comum da Europa", declarou Berlusconi, num programa da televisão pública transmitido da cidade de L'Aquila (centro da Itália).
"Estamos num país que não pode deixar de se considerar cristão. Só na região de L'Aquila, há 351 igrejas abaladas pelo terremoto de abril e as pessoas tropeçam em símbolos do cristianismo por todos os lados em menos de 200 metros", comentou.
COMENTÁRIO:
O MUNDO OCIDENTAL, QUE DURANTE A GUERRA FRIA SE DIZIA "OCIDENTAL E CRISTÃO", DERRUBADO O MURO DE BERLIN, DE PRONTO NEM OCIDENTAL , NEM CRISTÃO, COM OU SEM SIMBOLOS. ALÍAS A DESCRIÇÃO DA MORTE DE MEU AVOENGO JUDEU, EM OLINDA -PE, DESCRITA NOS AUTOS DA "SANTA" INQUISIÇÃO, TRANSCRITA PELO PADRE AUTOR DA HISTORIA DOS JESUITAS, DEWSCREVE QUANDO EMPURRAVAM O CRUXIFICO NA HORA DE MEU AVOENGO SE REUNIR AOS ANTEPASSADOS, DIZ A "SANTA" INQUISIÇÃO: "E ELE VIRAVA O FOCINHO PARA O OUTRO LADO" . A HISTORIA DO OCIDENTE "CRISTÃO" SEJA EVANGELICO OU ROMANO, NÃO TEM NADA DE CRISTÃO. COM OU SEM CRUCIFIXOS. QUAL A DIFICULDADE DOS ROMANOS SEREM CRISTÃOS SEM SIMBOLOS, JÁ VIVEM ASSIM NOS PAISES MUÇULMANOS, QUE NÃO CONHECEM A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA ONU, VIVERAM ASSIM NOS PAISES COMUNISTAS. OS CRISTÃOS VIVERAM OS PRIMEIROS SÉCULOS PERSEGUIDOS, SEM EXIBIÇÃO SIMBOLICA, E PELO QUE CONTAM ERAM CRISTÃOS CONVICTOS, ENQUANTO HOJE, O SÃO POR TRADIÇÃO, POR COSTUME, POR IDENTIDADE CULTURAL, SEM NENHUM COMPROMISSO COM A MISSÃO DELEGADA POR CRISTO EM SEU TESTAMENTO.
O governo italiano havia anunciado que vai entrar com um recurso contra a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que proibiu na terça-feira a exibição do crucifixo nas escolas porque, segundo a sentença, viola o direito de educação das famílias e suas convicções religiosas.
COMENTÁRIO:
MINHA FORMAÇÃO DEMOCRÁTICA VIU A IMPRENSA LIBERAL REPETIR QUE:
- ORDEM JUDICIAL NÃO SE DISCUTE, CUMPRE-SE!
E - QUE JUIZ SÓ SE PRONUNCIA NOS AUTOS.
VEJO O SENADO BRASILEIRO TERGIVERSAR ORDEM DA CORTE SUPREMA
E JUIZ DA CORTE SUPREMA SE PRONUNCIAR FORA DOS AUTOS.
APRENDI COM A NOSSA SANGRENTA HISTORIA DA INDEPENDENCIA E SUA CONSOLIDAÇAO, ATRAVÉS DE SUCESSIVAS GUERRAS INTERNAS, DE NORTE A SUL DO PAÍS, DESDE 1817 ATÉ 1848, GUERRAS QUE PROVOCARAM O GOLPE DE ESTADO DA ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE DO MENINO PEDRO, QUE A UNIÃO DE POVOS DISTINTOS, COMO O BRASILEIRO, SE FAZ CONCILIANDO, CEDENDO AO BEM MAIOR E NÃO COMO FAZ O SUCESSOR DE MUSSOLINI, QUE "DUVIDA DO SENTIDO COMUM DA EUROPA" , COMO SE A ITALIA FOSSE ALGUMA COISA SEM A EUROPA.
COMO SE ALGUMA UNIDADE FEDERADA DA UNIÃO BRASILEIRA VALHA ALGUMA COISA POR SI, COMO SE O BRASIL VALHA SEM OS MERCADOS VIZINHOS, NOSSOS NATURAIS COMPRADORES, E FORNECEDORES, NUMA UNIÃO MAIOR, SONHADA FAZ DUZENTOS ANOS.
"Trata-se de uma dessas decisões que fazem duvidar do sentido comum da Europa", declarou Berlusconi, num programa da televisão pública transmitido da cidade de L'Aquila (centro da Itália).
"Estamos num país que não pode deixar de se considerar cristão. Só na região de L'Aquila, há 351 igrejas abaladas pelo terremoto de abril e as pessoas tropeçam em símbolos do cristianismo por todos os lados em menos de 200 metros", comentou.
COMENTÁRIO:
O MUNDO OCIDENTAL, QUE DURANTE A GUERRA FRIA SE DIZIA "OCIDENTAL E CRISTÃO", DERRUBADO O MURO DE BERLIN, DE PRONTO NEM OCIDENTAL , NEM CRISTÃO, COM OU SEM SIMBOLOS. ALÍAS A DESCRIÇÃO DA MORTE DE MEU AVOENGO JUDEU, EM OLINDA -PE, DESCRITA NOS AUTOS DA "SANTA" INQUISIÇÃO, TRANSCRITA PELO PADRE AUTOR DA HISTORIA DOS JESUITAS, DEWSCREVE QUANDO EMPURRAVAM O CRUXIFICO NA HORA DE MEU AVOENGO SE REUNIR AOS ANTEPASSADOS, DIZ A "SANTA" INQUISIÇÃO: "E ELE VIRAVA O FOCINHO PARA O OUTRO LADO" . A HISTORIA DO OCIDENTE "CRISTÃO" SEJA EVANGELICO OU ROMANO, NÃO TEM NADA DE CRISTÃO. COM OU SEM CRUCIFIXOS. QUAL A DIFICULDADE DOS ROMANOS SEREM CRISTÃOS SEM SIMBOLOS, JÁ VIVEM ASSIM NOS PAISES MUÇULMANOS, QUE NÃO CONHECEM A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA ONU, VIVERAM ASSIM NOS PAISES COMUNISTAS. OS CRISTÃOS VIVERAM OS PRIMEIROS SÉCULOS PERSEGUIDOS, SEM EXIBIÇÃO SIMBOLICA, E PELO QUE CONTAM ERAM CRISTÃOS CONVICTOS, ENQUANTO HOJE, O SÃO POR TRADIÇÃO, POR COSTUME, POR IDENTIDADE CULTURAL, SEM NENHUM COMPROMISSO COM A MISSÃO DELEGADA POR CRISTO EM SEU TESTAMENTO.
O governo italiano havia anunciado que vai entrar com um recurso contra a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que proibiu na terça-feira a exibição do crucifixo nas escolas porque, segundo a sentença, viola o direito de educação das famílias e suas convicções religiosas.
Lula rejeita comparação com apagão de 2001 - Estados do Brasil às escuras - Barbet
O apagão atingiu os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, Goiás, Santa Catarina, ...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou que o apagão desta terça-feira (10) tenha sido causado por falta de energia e que, portanto, ele não pode ser comparado com o apagão de 2001, quando houve racionamento de energia.
- Não tivemos falta de geração de energia. Tivemos um problema na linha de transmissão e ainda não detectamos ainda qual o local onde houve o problema.
Lula afirmou que está esperando a reunião entre a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o ONS (Operador Nacional do Sistema), o Ministério das Minas e Energia e os diretores das empresas do Sistema Eletrobrás para detectar exatamente o que houve.
- Não posso dizer que foi um raio, um vento ou um erro humano enquanto eu não tiver a informação. Falei com o [Edison] Lobão [ministro das Minas e Energia] e a gente ainda não tem o retrato do que aconteceu.
O presidente falou que, ao contrário de 2001, não houve falta de energia.
- O que aconteceu em 2001 é que a gente não produzia energia suficientemente e não tinha linhas de transmissão para interligar todo o sistema elétrico brasileiro. Hoje, duas coisas estão certas: não faltou geração de energia e o problema não foi de falta de linhas de transmissão.
Lula destacou ainda que seu governo investiu pesado em energia:
- A única coisa que posso dizer é que em sete anos fizemos 30% de tudo o que foi feito em 123 anos [na área de energia].
Segundo o Ministério de Minas e Energia, 18 Estados foram atingidos pelo apagão de ontem, que deixou no escuro por cerca de 6h grande parte do país e também do Paraguai. São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo ficaram totalmente às escuras. Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte foram atingidos parcialmente. Distrito Federal também sofreu blecaute.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou que o apagão desta terça-feira (10) tenha sido causado por falta de energia e que, portanto, ele não pode ser comparado com o apagão de 2001, quando houve racionamento de energia.
- Não tivemos falta de geração de energia. Tivemos um problema na linha de transmissão e ainda não detectamos ainda qual o local onde houve o problema.
Lula afirmou que está esperando a reunião entre a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o ONS (Operador Nacional do Sistema), o Ministério das Minas e Energia e os diretores das empresas do Sistema Eletrobrás para detectar exatamente o que houve.
- Não posso dizer que foi um raio, um vento ou um erro humano enquanto eu não tiver a informação. Falei com o [Edison] Lobão [ministro das Minas e Energia] e a gente ainda não tem o retrato do que aconteceu.
O presidente falou que, ao contrário de 2001, não houve falta de energia.
- O que aconteceu em 2001 é que a gente não produzia energia suficientemente e não tinha linhas de transmissão para interligar todo o sistema elétrico brasileiro. Hoje, duas coisas estão certas: não faltou geração de energia e o problema não foi de falta de linhas de transmissão.
Lula destacou ainda que seu governo investiu pesado em energia:
- A única coisa que posso dizer é que em sete anos fizemos 30% de tudo o que foi feito em 123 anos [na área de energia].
Segundo o Ministério de Minas e Energia, 18 Estados foram atingidos pelo apagão de ontem, que deixou no escuro por cerca de 6h grande parte do país e também do Paraguai. São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo ficaram totalmente às escuras. Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte foram atingidos parcialmente. Distrito Federal também sofreu blecaute.
Só faltam 25 dias - Barbet
Os ativistas realizaram em Londres uma partida de futebol, com uma faixa estendida que dizia para Lula “GOL! Vá para Copenhague”. “O fato de Lula concordar que os líderes devem ir para Copenhague precisa ser sedimentada com sua própria confirmação e com o anúncio de metas ambiciosas para o país. O Brasil pode voltar a ser uma peça-chave nas negociações sobre clima ao se comprometer com metas internacionais”, diz Gabriela Vuolo, coordenadora de mobilização da campanha de clima do Greenpeace".
O ESTADO DO VATICANO PEDE ACESSO À MIDIA PARA SUA FILIAL CUBANA. - Bismarck Frota de Xerez
Santa Sé pede acesso “normal” à mídia para Igreja em Cuba
O presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais está na ilha
LA HABANA, sexta-feira, 6 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Em sua visita a Cuba, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, pediu ao governo de Raúl Castro que a Igreja no país tenha um acesso “normal” aos meios de comunicação, não “esporádico”, para poder desempenhar seu papel em plenitude.
“Meu desejo é que a Igreja em Cuba possa paulatinamente ter um acesso normal aos grandes meios de comunicação que as novas tecnologias de hoje nos oferecem. Penso na rádio, na televisão, na internet”, disse, em declarações à mídia na ilha.
O prelado se encontra realizando uma visita de 4 dias, convidado pela Conferência dos Bispos Católicos de Cuba (COCC).
O acesso da Igreja à mídia em Cuba, suspenso na década de 70, foi abrindo-se nos últimos anos, sobretudo após a visita de João Paulo II (1998), que serviu para melhorar as relações com o Estado cubano.
Sua presença nos meios de comunicação estatais, como reconheceu Dom Celli, é, neste momento, esporádica, isto é, limitada a algumas intervenções dos seus pastores por ocasião de alguma data ou evento muito importante.
Neste momento, na ilha há cerca de 11 publicações diocesanas mensais ou bimestrais, mas devem enfrentar numerosas restrições legais e de tiragem.
A publicação na internet em Cuba está limitada, em particular, a instituições públicas e a alguns profissionais, devido a que, segundo as autoridades, a comunicação por satélite imposta pelo embargo americano é limitada e custosa.
“Conheço a situação – indicou o arcebispo – e por isso seria importante que a Igreja em Cuba pudesse ter acesso a uma banda larga, para poder oferecer melhor no mundo digital sua presença e seus valores.”
COMENTARIO: O QUE FAZEM COM BANDA LARGA NO BRASIL? AQUI, COM OS TEMPLOS ABERTOS, SÓ 5% DOS CATOLICOS CELEBRAM MISSA.
Apesar das dificuldades e restrições, a Igreja em Cuba consegue publicar vários sites, que se converteram em ponto de referência para os católicos, tanto da ilha como no exterior. A mais significativa talvez seja a página do episcopado, http://www.iglesiacubana.org.
COMENTARIO: NA CATOLICA POLONIA AS INSTITUIÇÕES CATOLICAS SÓ SERVIRAM PARA AJUDAR O COMUINISMO QUE JÁ ERA MORIBUNDO. HOJE OS CATOLICOS POLONESES ESTATISTICAMENTE CADA VEZ MAIS SE ASSEMELHAM AOS EUROPEUS E SEUS VALORES INDIFERENTES AOS VALORES DA CURIA ROMANA.
Dom Celli assegurou aos meios de comunicação que trazia “uma grande mensagem de amor, de carinho” de Bento XVI para a ilha.
COMENTÁRIO: NÓS BRASILEIROS, QUE DEIXAMOS AS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS LIVRES, SENTIMOS "UMA GRANDE MENSAGEM DE AMOR, DE CARINHO"???
Por sua parte, os comunicadores católicos da Ilha qualificaram a visita de Dom Celli como “uma grande oportunidade”.
Gustavo Andújar, da associação de comunicadores católicos SIGNIS Cuba, recorda que a visita de Dom Celli acontece após a conclusão da assembleia plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que contou com a presença de Bento XVI na clausura e na qual se analisou o rascunho de um documento sobre a pastoral comunicativa da Igreja.
COMENTÁRIO: EXEMPLO DESTA "PASTORAL COMUNICATIVA DA IGREJA" . NO FINAL DA TARDE, NA REDE VIDA, TEM UM PADRE VESTIDO DE PRETO, COM OLHAR TRANSTORNADO, BENZENDO ÁGUA, PEDINDO DINHEIRO, POIS ELE ALUGA O HORÁRIO NA REDE VIDA, COMO FAZEM OS PASTOES QUE ALUGAM HORARIO NAS DEMAIS TV. TODOS OS DIAS PELA MANHÃ, IDEM OS PADRES REDENTORISTAS, ESPECIALISTAS EM SANTUÁRIO, EM MOVIMENTAÇÃO DE MASSAS, COM O SANTUÁRIO DO DIVINO PAI ETERNO.
Andújar considera, portanto, que esta visita dará um novo impulso à comunicação da Igreja, pois o prelado traz à ilha as primícias deste novo impulso pastoral comunicativo que vem de Roma.
COMENTÁRIO: OS COMUNISTAS SÃO BURROS, ISTO SEMPRE SOUBEMOS, NÃO É NOVIDADE, DEVIAM DAR A CORDA PARA QUE "O NOVO IMPULSO PASTORAL COMUNICATIVO QUE VEM DE ROMA" SE ENFORQUE A SI MESMO. PELO MENOS AQUI PREGAM NUM DESERTO, TUDO QUE É "IMPULSO PASTORAL COMUNICATIVO" E ROMA NÃO CONSEGUE ADESÃO DOS QUE AINDA SÃO CATÓLICOS. ENTÃO COMANDANTE CASTRO DÁ A CORDA. MAS COBRA IMPOSTO DE RENDA SOBRE A ARRECADAÇÃO. ABRE O OLHO.
O presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais está na ilha
LA HABANA, sexta-feira, 6 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Em sua visita a Cuba, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, pediu ao governo de Raúl Castro que a Igreja no país tenha um acesso “normal” aos meios de comunicação, não “esporádico”, para poder desempenhar seu papel em plenitude.
“Meu desejo é que a Igreja em Cuba possa paulatinamente ter um acesso normal aos grandes meios de comunicação que as novas tecnologias de hoje nos oferecem. Penso na rádio, na televisão, na internet”, disse, em declarações à mídia na ilha.
O prelado se encontra realizando uma visita de 4 dias, convidado pela Conferência dos Bispos Católicos de Cuba (COCC).
O acesso da Igreja à mídia em Cuba, suspenso na década de 70, foi abrindo-se nos últimos anos, sobretudo após a visita de João Paulo II (1998), que serviu para melhorar as relações com o Estado cubano.
Sua presença nos meios de comunicação estatais, como reconheceu Dom Celli, é, neste momento, esporádica, isto é, limitada a algumas intervenções dos seus pastores por ocasião de alguma data ou evento muito importante.
Neste momento, na ilha há cerca de 11 publicações diocesanas mensais ou bimestrais, mas devem enfrentar numerosas restrições legais e de tiragem.
A publicação na internet em Cuba está limitada, em particular, a instituições públicas e a alguns profissionais, devido a que, segundo as autoridades, a comunicação por satélite imposta pelo embargo americano é limitada e custosa.
“Conheço a situação – indicou o arcebispo – e por isso seria importante que a Igreja em Cuba pudesse ter acesso a uma banda larga, para poder oferecer melhor no mundo digital sua presença e seus valores.”
COMENTARIO: O QUE FAZEM COM BANDA LARGA NO BRASIL? AQUI, COM OS TEMPLOS ABERTOS, SÓ 5% DOS CATOLICOS CELEBRAM MISSA.
Apesar das dificuldades e restrições, a Igreja em Cuba consegue publicar vários sites, que se converteram em ponto de referência para os católicos, tanto da ilha como no exterior. A mais significativa talvez seja a página do episcopado, http://www.iglesiacubana.org.
COMENTARIO: NA CATOLICA POLONIA AS INSTITUIÇÕES CATOLICAS SÓ SERVIRAM PARA AJUDAR O COMUINISMO QUE JÁ ERA MORIBUNDO. HOJE OS CATOLICOS POLONESES ESTATISTICAMENTE CADA VEZ MAIS SE ASSEMELHAM AOS EUROPEUS E SEUS VALORES INDIFERENTES AOS VALORES DA CURIA ROMANA.
Dom Celli assegurou aos meios de comunicação que trazia “uma grande mensagem de amor, de carinho” de Bento XVI para a ilha.
COMENTÁRIO: NÓS BRASILEIROS, QUE DEIXAMOS AS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS LIVRES, SENTIMOS "UMA GRANDE MENSAGEM DE AMOR, DE CARINHO"???
Por sua parte, os comunicadores católicos da Ilha qualificaram a visita de Dom Celli como “uma grande oportunidade”.
Gustavo Andújar, da associação de comunicadores católicos SIGNIS Cuba, recorda que a visita de Dom Celli acontece após a conclusão da assembleia plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que contou com a presença de Bento XVI na clausura e na qual se analisou o rascunho de um documento sobre a pastoral comunicativa da Igreja.
COMENTÁRIO: EXEMPLO DESTA "PASTORAL COMUNICATIVA DA IGREJA" . NO FINAL DA TARDE, NA REDE VIDA, TEM UM PADRE VESTIDO DE PRETO, COM OLHAR TRANSTORNADO, BENZENDO ÁGUA, PEDINDO DINHEIRO, POIS ELE ALUGA O HORÁRIO NA REDE VIDA, COMO FAZEM OS PASTOES QUE ALUGAM HORARIO NAS DEMAIS TV. TODOS OS DIAS PELA MANHÃ, IDEM OS PADRES REDENTORISTAS, ESPECIALISTAS EM SANTUÁRIO, EM MOVIMENTAÇÃO DE MASSAS, COM O SANTUÁRIO DO DIVINO PAI ETERNO.
Andújar considera, portanto, que esta visita dará um novo impulso à comunicação da Igreja, pois o prelado traz à ilha as primícias deste novo impulso pastoral comunicativo que vem de Roma.
COMENTÁRIO: OS COMUNISTAS SÃO BURROS, ISTO SEMPRE SOUBEMOS, NÃO É NOVIDADE, DEVIAM DAR A CORDA PARA QUE "O NOVO IMPULSO PASTORAL COMUNICATIVO QUE VEM DE ROMA" SE ENFORQUE A SI MESMO. PELO MENOS AQUI PREGAM NUM DESERTO, TUDO QUE É "IMPULSO PASTORAL COMUNICATIVO" E ROMA NÃO CONSEGUE ADESÃO DOS QUE AINDA SÃO CATÓLICOS. ENTÃO COMANDANTE CASTRO DÁ A CORDA. MAS COBRA IMPOSTO DE RENDA SOBRE A ARRECADAÇÃO. ABRE O OLHO.
OS PERIFÉRICOS - PERIFÉRICOS DE QUE? OS "ABÓBORAS" - Laerte Braga
Em nenhum instante Shimon Peres falou das barbáries cometidas pelo estado terrorista de Israel contra palestinos. Violações denunciadas internacionalmente por várias organizações de direitos humanos e objeto de resoluções da ONU que condenam a ação criminosa do estado nazi/sionista.
Invasão de território palestino e anexação a Israel. Saque de riquezas naturais dos palestinos (água principalmente) e políticas que impeçam a sobrevivência econômica da Palestina. Prisões indiscriminadas de palestinos, prática sistemática de tortura, assassinatos seletivos (líderes palestinos) e estupro de mulheres palestinas. Destruição de propriedades palestinas da maneira cruel e perversa, lembrando os piores anos do nazismo.
E armas nucleares. Ao contrário do que afirma Shimon Peres, Israel é o único estado no Oriente Médio a dispor de um arsenal nuclear.
O presidente de Israel veio ao Brasil tentando diminuir o impacto da visita do presidente do Irã, Mahamoud Ahmadinejad, ainda neste mês. Israel e os Estados Unidos assustaram-se com a posição do governo brasileiro contrário a sanções contra o Irã, diante da absoluta falta de provas de uso inadequado de energia nuclear por aquele país, ao contrário de Israel. E assustaram-se mais ainda quando o presidente Lula reconheceu o resultado das eleições iranianas que reconduziram o atual presidente do país, frustrando uma tentativa de golpe de estado branco patrocinada por Washington e Tel Aviv.
O tratado de prescrição de armas nucleares é uma imposição dos EUA e das grandes potências para manter o monopólio das armas de destruição em massa, garantir o poder e a hegemonia sobre os países chamados periféricos e o Irã não comete crime algum, pois não o subscreveu.
O discurso de Shimon Peres no Congresso tem uma explicação simples. Tanto os norte-americanos como os israelenses, por trás das conversas de acordos comerciais, culturais, perceberam que é fácil obter apoio de alguns expressivos setores do Congresso brasileiro, comprometidos até a medula com o capital estrangeiro, com interesses de outros países e a serviço de empresas estrangeiras. Foram os mesmos deputados e senadores que, no início do primeiro mandato de FHC (funcionário da Fundação Ford), votaram a lei de patentes em inglês, tamanha a subserviência do governo tucano. Um braço de interesses estrangeiros sobre o Brasil.
Bem mais que isso, tanto os EUA como o estado terrorista de Israel, aliados (Israel tem o controle de grandes instituições bancárias e de empresas naquele país) incondicionais, perceberam de longa data o peso do Brasil, a importância do Brasil para além da América do Sul, da América Latina, em todo o mundo, exatamente agora que organizações internacionais constatam que estamos em vias de ser a sexta economia do mundo e a única em ascensão. Ou seja, num curto espaço de tempo, dentro do próprio sistema capitalista, o Brasil cresceu e continua a crescer para além das expectativas e desejos de norte-americanos e israelenses, até porque com uma postura independente em muitos pontos considerados vitais pelos dois países. O principal deles, a submissão à lógica da globalização centralizada em Washington.
Um centro com as grandes potências, ou assim chamadas, e uma periferia a sustentar esse centro. Esse modelo que começou a ser implantado no governo Collor, foi interrompido por motivos que conhecemos, voltou e se impôs no governo teleguiado de FHC, sofreu reversões significativas no governo Lula (malgrado as críticas que possam e devem ser feitas), acima de tudo no que diz respeito à política externa. O Itamaraty deixou de ser uma espécie de escritório privilegiado do Departamento de Estado, como o era ao tempo de Lampreia e Láfer (ministros de FHC) e retomou sua própria história com o porte e a competência do ministro Celso Amorim.
Samuel Pinheiro Guimarães, um dos grandes diplomatas de nossa história, em seu livro “Quinhentos anos de periferia”, editado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em parceria com a Contraponto, trata com maestria desse tema. Exerce atualmente a chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro. Foi durante todo o mandato do atual presidente e até agora, Secretário Geral do Ministério das Relações Exteriores.
Define a estratégia ideológica dos EUA – “A sociedade americana considera que seu sistema político é o mais perfeito jamais desenvolvido pelo homem”. “A sociedade americana acredita que sua política exterior é essencialmente pacífica, que as ações militares que empreende visam ao bem estar da comunidade internacional e nunca proveito para os Estados Unidos e que os demais estados têm inata tendência agressiva, expansionista e competitiva”.
“A sociedade americana considera que é sua missão, como principal Estado, preservar os valores ocidentais – que seriam a liberdade política e religiosa, a democracia e o capitalismo – no mundo e lutar pela sua difusão contra seus inimigos”.
E um dado de suma importância, que o ministro e embaixador cita em descrição sintética, como ele próprio afirma.
“Garantir o livre acesso dos sistemas de divulgação do American way of life a todas as sociedades”.
O eufemismo “liberdade de informação” é utilizado pelos norte-americanos a partir de várias agências de seu governo (USAID, CIA, DEA), de fundações de empresas privadas (Ford, Rockfeller, fundações sionistas). O controle dos grandes veículos de comunicação nos chamados países periféricos – como acontece no Brasil – e por um motivo simples que levou os EUA a abandonar a UNESCO. Protesto contra projetos de financiamento incentivo e proteção de produção cultural em outros países, produção local.
Vale dizer, destruir culturas de povos outros e introduzir valores norte-americanos.
“Promover a divulgação dos ideais americanos através de sistemas de treinamento profissional para prováveis integrantes das futuras elites de terceiros países”
O golpe de 1964 no Brasil foi inteiramente produzido nos EUA, com direção do embaixador Lincoln Gordon e comando do general Vernon Whalters. Ex-diretor da CIA, amigo de militares brasileiros (particularmente do primeiro ditador, Castelo Branco) e designado, à época, adido militar na embaixada norte-americana no Brasil.
Os golpes militares em países outros na América Latina foram todos montados e financiados por Washington.
Militares, elites econômicas e políticas se enquadravam e se enquadram hoje em “prováveis integrantes das futuras elites de terceiros países.”
Caso específico de Fernando Henrique Cardoso que teve sua relação com os interesses estrangeiros, particularmente os norte-americanos, tornada pública através dos documentos de governos e fundações dos EUA, liberados como determina a lei naquele país, depois de um determinado tempo. FHC foi financiado, desde os tempos de exílio no Chile, pela Fundação Ford.
Àquela época a Ford integrava a chamada Comissão Tri-lateral – AAA – (América, África e Ásia), responsável pela formulação da chamada doutrina de segurança nacional. Era formada por outras fundações e setores do governo dos EUA. Todo o processo de construção política de FHC se deu com recursos estrangeiros.
E assim, evidente, a formação do PSDB, a cooptação dos setores mais retrógados das elites e classes políticas no País (DEM, partidos e organizações supostamente de esquerda, caso do PPS de Roberto Freire e agora o avanço de empresários como Paulo Stack, presidente da FIESP, em direção ao chamado Partido Socialista Brasileiro).
O controle dos principais veículos de comunicação no Brasil se deu de forma mais intensa com a fundação da REDE GLOBO, do empresário Roberto Marinho, então dono do jornal THE GLOBE, editado em português com o título de O GLOBO. A REDE foi o principal ponto de apoio da ditadura militar na comunicação.
Para que se tenha uma idéia simples, num exemplo banal do que isso significa, é só mensurar a presença do Halloween, uma típica tradição dos EUA, na cultura brasileira. Deixamos de lado o Saci e nos vestimos de abóboras para celebrar o que não tem nada a ver com a nossa história, nossa cultura.
É o objetivo principal da forma de ser das políticas dos EUA. Transformar-nos a aos povos que chamam de periféricos, em abóboras.
Senadores e deputados é simples. Compram. Caso dos integrantes da bancada ruralista. De tucanos (boa parte dos senadores e deputados tucanos ou têm emissoras de rádio ou tevê, ou são associados a empresas de grande porte, caso de Tasso Jereissati cuja família foi beneficiada na privatização dos setores de telefonia, ou simplesmente lustram sapatos dos senhores a troco de alguns trocados, caso de Eduardo Azeredo). Há os que tiram sapatos em absoluta submissão, foi o que fez o chanceler de FHC, Celso Láfer. Aceitou passivamente uma revista total num aeroporto dos EUA logo após os acontecimentos de setembro de 2001. O temor que mesmo sendo um empregado pudesse estar carregando alguma bomba. A bomba é ele. E noutro sentido.
Uma das máximas a serem veiculadas pela mídia controlada é simples também – “apresentar o modelo socialista de organização política, econômica e social como intrinsecamente mau, destruidor dos valores ocidentais”.
“Apresentar os Estados Unidos como paladinos da independência dos povos coloniais, da liberdade individual, da democracia, da iniciativa privada e dos valores do homem, da igualdade e da não discriminação étnica, social, religiosa e econômica”.
A barbárie e a violência registrada cotidianamente no modo de ser norte-americano é “acidente de percurso”, com certeza que enxergam assim. Deve ser por isso que quando desses acontecimentos, presidentes daquele país pedem orações para invocar a proteção divina e preservar os valores da nação norte-americana. Faz parte do jogo da hipocrisia
E deve ser por isso também que montaram e apoiaram o golpe contra o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya. Não importa que isso fira a vontade do povo hondurenho e o golpe se imponha pela barbárie e violência típica dos golpes militares/boçais. Mas com a bênção do cardeal, a proteção divina e acordos furados que não se cumprem, pois não são feitos para ser cumpridos, apenas para ludibriar os abóboras do resto do mundo.
Na América Latina a política dos EUA é direta e objetiva.
“Manter e preservar a Doutrina Monroe e estruturar um organismo hemisférico que legitime as intervenções militares americanas, quando se fizerem necessárias”...
...”Manter os mercados latino-americanos para as exportações em especiais industriais – e seus investimentos – através da defesa infatigável das teorias econômicas liberais, em especial das idéias de vantagens comparativas, de especialização agrícola e de livre comércio”...
E a estratégia militar – “influência militar exclusiva americana... Influência sobre o pensamento estratégico militar através de programas de formação de oficiais e defasagem tecnológica das Forças Armadas, de acordos de venda de armamentos de segunda ou terceira geração e da garantia do acesso preferencial americano às matérias primas estratégicas da região”
Em todos os setores – “A criação e a existência de grupos nacionais simpatizantes dos ideais e das políticas dos Estados Unidos torna indispensável a garantia do acesso a todas as sociedades, dos meios de divulgação do American Way of Life, em especial o cinema e a televisão e a expansão do uso da língua inglesa e da influência cultural americana através dos institutos de língua, do intercâmbio de estudantes e dos programas de bolsas de pós-gradução”
James Monroe foi o presidente dos EUA que proclamou advertindo os ingleses e seus apetites coloniais sobre a América Latina, isso no século XIX – “A América para os americanos”
E Theodore Sorensen Roosevelt, no início do século XX, defendendo intervenções militares em países da América Central – “a política do big stick” (o grande porrete).
Governos que contrariem interesses de toda essa estrutura perversa, cínica e cruel, são objeto de golpes, de intervenções militares como aconteceu em Honduras em julho, como acontece no Haiti. A transformação da Colômbia, numa aliança com o narcotráfico na figura do presidente Uribe, em colônia e base militar para operações contra os governos democráticos da Venezuela, do Equador e da Bolívia e agora contra o do Paraguai.
Obama não é diferente de nenhum dos presidentes dos EUA. Sejam aqueles que preferem a vaselina, seu caso inclusive, ou os que preferem a areia, caso de Bush.
O Brasil é como um pêndulo em todo esse processo. O governo Lula mesmo buscando espaços dentro da lógica capitalista, ou inventando “o capitalismo a brasileira”, na perfeita definição de Ivan Pinheiro, não é de inteiro agrado dos EUA, principalmente levando em conta a popularidade do presidente e a possibilidade de Lula eleger seu sucessor, derrotando os interesses dos EUA expressos no candidato José Jânio Serra, desgovernador de São Paulo, condado FIESP/DASLU.
É sintomático que, diante das dificuldades eleitorais de Serra, seu fracasso no governo paulista, comece a surgir o nome do desgovernador de Minas, Aécio Neves, um tresloucado que vive num mundo de loucuras e insensatez, mas não rasga nota de cem, considerado eleitoralmente mais palatável aos “abóboras”. Mais fácil de ser vendido pela GLOBO e periferia da grande mídia (FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, VEJA, ÉPOCA, REDE BANDEIRANTES, etc).
É bom lembrar que tresloucado ou não, Aécio além de na rasgar nota de cem, compra apartamento de doze milhões de reais.
De agora até o dia das eleições toda a sorte de trapaças, golpes, sabotagens (o apagão gerado em Itaipu a partir de um curto circuito em São Paulo), dossiês, produção e direção dos “atletas globais e seus coadjuvantes noutros espaços.
Transformar o MST e todo e qualquer movimento popular em organização “terrorista”, é parte do processo.
A coordenação do programa de Fausto Silva, robô que inaugurou a era obesidade na robótica (obesidade mental) demitiu a moça que apresentava alguns produtos durante intervalos comerciais do programa. Adriana Colin.
O motivo? Adriana Colin tem 43 anos e sua idade foi considerada elevada para os padrões a serem vendidos aos “abóboras”.
É necessário que a carne seja sempre nova e fresca para o gáudio do que William Bonner chama de Homer Simpson, o típico idiota.
Tudo foi descrito com perfeição por Samuel Pinheiro Guimarães.
O que Shimon Peres tem a ver com isso? O presidente de Israel é um funcionário de segunda categoria das organizações terroristas Cervejaria Casa Branca e Tel Aviv. Veio aqui para alertar os colonizados e comprados (deputados e senadores em grande número), com apoio de elites empresariais apátridas, que não ousem desafiar o “grande senhor”.
A linguagem é diplomática, mas o porrete não. A Colômbia hoje é uma base terrorista dos EUA e com apoio de Israel (que se volta agora para essa parte do mundo de maneira explícita), pronta a cumprir os desígnios do American Way Life.
Não é filme de ficção. É realidade pura. Sadismo na realidade, se você olhar os filmes produzidos em Hollywood e mostram o tal american way life em ação. Assim tipo estudante matar dezenas em sua escola. Militar matar dezenas numa base. Por aí afora. E uma boa dose de masoquismo no aceitar esse modo de ser.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Saramago chama Igreja de "reacionária" e acusa Bento XVI de "cinismo" - Terra Sem Males
Qua, 14 Out, 04h25Roma, 14 out (EFE).- O escritor português e Nobel de Literatura (1998) José Saramago chamou o papa Bento XVI de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva".
"Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual" desta pessoa, disse Saramago em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais, que hoje lança "Il Fatto Quotidiano".
Saramago, por sua vez, encontra-se na capital italiana para divulgar o livro "O Caderno" e se reunir com amigos italianos, como a vencedora do Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini (1986).
No colóquio com Flores D'Arcais, Saramago afirmou que sempre foi um ateu "tranquilo", mas que agora está mudando de ideia.
"As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder", afirmou.
Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.
Perguntado se o pouco compromisso dos escritores e intelectuais poderia ser uma das causas da crise da democracia, o escritor disse que sim. Porém, disse que este não seria o único motivo, já que toda a sociedade encontra-se nesta condição, o que provoca uma crise de autoridade, da família, dos costumes, uma crise moral em geral.
Saramago destacou que o fascismo está crescendo na Europa e mostrou-se convencido de que, nos próximos anos, ele "atacará com força". Por isso, ressaltou, "temos que nos preparar para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão alimentando" .
A visita de Saramago a Roma acontece a um dia do lançamento do seu mais novo livro "Caim", no qual volta a tratar da religião. EFE
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
FRANÇA NUCLEAR AQUI NÃO! - Barbet
A exposição do artista Marc Chagall está em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes (RJ) como parte das comemorações do Ano da França no Brasil e a maior parte desses eventos ao longo do ano serão patrocinados pela Estatal Nuclear Francesa Areva. Assim, ativistas do Greenpeace estiveram ontem na exposição de Chagall com o intuito de mobilizar as pessoas para esta desafiante questão, que é a energia nuclear no país.Os visitantes demonstraram grande interesse e receptividade em conversar com os voluntários sobre a questão e ver a “itinerante exposição” que estes faziam com fotos e informações dos riscos, impactos, acordos entre Brasil e França sobre a questão nuclear, e verdadeiras soluções energéticas para o país.
Com certeza todos que passaram no Museu de Belas Artes ontem voltaram pra suas casas com uma reflexão a mais e com noção de que o Brasil parece caminhar para trás quando opta por uma energia cara, perigosa e finita, como a energia nuclear, no momento de se investir em uma matriz enérgica limpa, renovável e sustentável.
Nem mesmo o dia de sol forte e praias lotadas do domingão carioca, atrapalharam a visitação ao Museu, ou trabalho dos voluntários do Grupo do Rio, que ao final da atividade guardaram a certeza de que é imprescindível continuar nessa campanha contra a energia nuclear no Brasil!
FRANÇA, NUCLEAR AQUI NÃO!
Para mais informações sobre a campanha, não deixe de ler:
http://www.greenpeace.org/brasil/nuclear/
Pedro Henrique Torres
Coordenador do Grupo de Voluntários do Greenpeace - Rio de Janeiro
OS INDIOS CASAM PARA DEPOIS AMAR - Ir Alberto
Este amor howllydiano que vemos no cinema e na TV , em que homens e mulheres choram quando desprezados, não existe entre os indios.
O casamento é arranjado pelos pais quando ainda crianças ou adolescentes. Os pais levam em conta o aumento do prestigio da familia. Os nubentes só tem o direito de se casarem e viver feliz para sermpre.
Não tem namoro. Não tem beijos ou abraços. Não tem " não gostei dele ou dela "
Na India é assim também. E minha avo se casou com meu avô sem nunca ter conversado com ele antes. Apenas o viu uma vez e de longe, quando minha bisavó disse :
Aquele jovem que está fazendo gaiola , será seu esposo. Minha vó tinha 13 anos e meu avô 18 anos.
E viveram felizes. Apos a morte de meu avô minha avo nunca mais tirou o luto. E quando falava nele sempre chorava, isto depois de mais de vinte anos de sua morte. Nunca mais quiz namorar ou casar-se
O casamento é arranjado pelos pais quando ainda crianças ou adolescentes. Os pais levam em conta o aumento do prestigio da familia. Os nubentes só tem o direito de se casarem e viver feliz para sermpre.
Não tem namoro. Não tem beijos ou abraços. Não tem " não gostei dele ou dela "
Na India é assim também. E minha avo se casou com meu avô sem nunca ter conversado com ele antes. Apenas o viu uma vez e de longe, quando minha bisavó disse :
Aquele jovem que está fazendo gaiola , será seu esposo. Minha vó tinha 13 anos e meu avô 18 anos.
E viveram felizes. Apos a morte de meu avô minha avo nunca mais tirou o luto. E quando falava nele sempre chorava, isto depois de mais de vinte anos de sua morte. Nunca mais quiz namorar ou casar-se
Vinte anos após queda do muro, aumenta convergência econômica entre leste e oeste da Alemanha - Terra Sem Males
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O processo de convergência econômica entre o leste e o oeste da Alemanha é, vinte anos depois da queda do muro de Berlim, mais positivo do que percebem os próprios cidadãos, e dentro de dez anos se terá alcançado previsivelmente a máxima equiparação possível.
O processo de convergência econômica entre o leste e o oeste da Alemanha é, vinte anos depois da queda do muro de Berlim, mais positivo do que percebem os próprios cidadãos, e dentro de dez anos se terá alcançado previsivelmente a máxima equiparação possível.
Hugo Chávez convocSem Malesa população para guerra com a Colômbia - Terra
Presidente da Venezuela fez anúncio em rede nacional. A declaração irritou o governo vizinho - presidente Álvaro Uribe prometeu levar as ameaças à ONU.
Tributo a um cão chamado Nero - Barbet
Dê-me sempre algum tempo para eu entender o que você quer de mim.
Tenha confiança em mim - é fundamental para o meu bem-estar.
Não fique zangado comigo por muito tempo, e não me prenda em nenhum lugar como punição. Você tem seu trabalho, seus amigo. comigo
Fale comigo de vez em quando. Mesmo que eu não entenda as suas palavras, compreendo muito bem a sua voz e sinto o que você está me dizendo.
Esta certo de que, seja como for que você me trate, isso ficará gravado em mim para sempre.
Antes de me bater, lembre-se que eu tenho dentes que poderiam feri-lo seriamente, mas que eu nunca vou usá-los contra você.
Antes de me censurar por estar sendo preguiçoso ou teimoso, pergunte entes se não há alguma coisa me incomodando. Talvez eu não esteja me alimentando bem. Pode ser que eu esteja resfriado. Ou é apenas meu coração que está a ficar velho e cansado.
Cuide bem de mim quando eu ficar velho, você também vai ficar.
Não se afaste de mim em meus momentos difíceis ou dolorosos. Nunca diga "prefiro não ver" ou "faça quando eu não estiver presente". Tudo é muito fácil para mim com você ao meu lado.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
ÉTICA ! MORAL ! - Bismarck Frota de Xerez
Corria o ano de 1941, a Ilha dos Bretões lutava sozinha contra os cristãos nazistas, que elegeram democraticamente o catolico Adolfo Hitler.
A Iha dos Bretões esperava para setembro o ataque (desembarque) luterano-catolico dos alemães nazistas, eleitores voluntarios, em eleições livres (1932), de Adolfo Hitler.
Os ataques bretões às instalações alemãs não surtiam efeito, seguiam a ÉTICA DE NÃO ATACAR INSTALAÇÕES CIVIS.
Era vice-Premier o Trabalhista, o esquerdista, Mr. Attlee, que na reunião do Gabinete questiou bombardear civis.
Resultado do ataque a Dresden (Alemanha): 58 mil mortos, e 180 mil desempregados.
Os bretões mudaram de ética, adotaram outra moral. outros alvos, outros objetivos.
O catolico Hitler perdeu a ocasião de desembarcar na Ilha dos Bretões, pois depois de setembro, são outras condições climáticas, só teria outra oportunidade em 1942.
Mas os budistas japoneses atacaram o Havaí, os cristãos norte americanos, que na 1a Grande Guerra vendeu para os dois lados até 1917, cobrando cash e em ouro, por isso sairam em 1918 uma potencia emergente. Cheia de reservas.
Pensaram fazer o mesmo em 1939, mas o Japão não esquecei a ética cristã do Comodoro Perry , que em 1868 deu um tiro, para dizer ao feudal Japão, budista, o que aconteceria se não abrisse os portos às nações amigas.
ÉTICA ! MORAL !
vc bombardearia as cidades alamãs sabendo que embaixo estão pessoas?
Quando a Esquadra francesa não aceitou se juntar à Inglaterra, depois da rendição francesa à Alemanha, a ordem do Salvador da nação Bretã, Winston Churchil, mandou bombardear NO PORTO a esquadra francesa para que não caisse nas mãos dos cristãos nazistas.
ÉTICA ! MORAL !
vc bombardearia a esquarda cercada no porto , sem chance de defesa?
COMO SE FORMULAM REGRAS ÉTICAS E MORAIS?
como em nosso mundo complexo, formular regras que satisfaça a todos?
Ética e moral estão disponiveis na prateleira , num vademecum, ou é uma construção historica? formulável no contexto?
A Iha dos Bretões esperava para setembro o ataque (desembarque) luterano-catolico dos alemães nazistas, eleitores voluntarios, em eleições livres (1932), de Adolfo Hitler.
Os ataques bretões às instalações alemãs não surtiam efeito, seguiam a ÉTICA DE NÃO ATACAR INSTALAÇÕES CIVIS.
Era vice-Premier o Trabalhista, o esquerdista, Mr. Attlee, que na reunião do Gabinete questiou bombardear civis.
Resultado do ataque a Dresden (Alemanha): 58 mil mortos, e 180 mil desempregados.
Os bretões mudaram de ética, adotaram outra moral. outros alvos, outros objetivos.
O catolico Hitler perdeu a ocasião de desembarcar na Ilha dos Bretões, pois depois de setembro, são outras condições climáticas, só teria outra oportunidade em 1942.
Mas os budistas japoneses atacaram o Havaí, os cristãos norte americanos, que na 1a Grande Guerra vendeu para os dois lados até 1917, cobrando cash e em ouro, por isso sairam em 1918 uma potencia emergente. Cheia de reservas.
Pensaram fazer o mesmo em 1939, mas o Japão não esquecei a ética cristã do Comodoro Perry , que em 1868 deu um tiro, para dizer ao feudal Japão, budista, o que aconteceria se não abrisse os portos às nações amigas.
ÉTICA ! MORAL !
vc bombardearia as cidades alamãs sabendo que embaixo estão pessoas?
Quando a Esquadra francesa não aceitou se juntar à Inglaterra, depois da rendição francesa à Alemanha, a ordem do Salvador da nação Bretã, Winston Churchil, mandou bombardear NO PORTO a esquadra francesa para que não caisse nas mãos dos cristãos nazistas.
ÉTICA ! MORAL !
vc bombardearia a esquarda cercada no porto , sem chance de defesa?
COMO SE FORMULAM REGRAS ÉTICAS E MORAIS?
como em nosso mundo complexo, formular regras que satisfaça a todos?
Ética e moral estão disponiveis na prateleira , num vademecum, ou é uma construção historica? formulável no contexto?
Eu sei mas não devia - Clarice Lispector - Barbet
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos
e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro,
para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber,
vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na
primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se com a pessoa que a gente ama, a noite ou no fim de semana , não há
muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque
tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.
QUE BRASIL É ESSE? - Bismarck Frota de Xerez
DEBATE ABERTO
Ascendência diplomática
Não há como negar, apesar dos protestos da mídia nativa de plantão. O Brasil acumula triunfos diplomáticos e está em caminhada ascendente rumo ao seu reconhecimento internacional, em escala regional e planetária.
Larissa Ramina
Na crise de Honduras, o Brasil está no protagonismo, assumindo o papel que era ocupado pelos EUA. Posicionou-se contra um golpe de Estado clássico, ao lado de toda a comunidade internacional, da ONU e da OEA, na defesa da democracia.
No hemisfério, impulsionou a criação da Unasul, que objetiva a integração da América do Sul e a emancipação do bloco, deslocando o foco de atenção da OEA, e afastando a interferência do país hegemônico. Trouxe para esse foro a discussão de questões que envolveram o Equador e a Colômbia. Paralelamente, concebeu o belíssimo projeto da Unila – Universidade da Integração Latino Americana, que pretende aprofundar os laços entre os povos latinos preservando sua diversidade cultural.
Em relação ao Irã, o Brasil defende para si o mesmo direito soberano daquele Estado de desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos, direito que, aliás, está previsto no Tratado de Não Proliferação Nuclear. E não se pode descartar o interesse comercial brasileiro envolvido. O Brasil pode ser o país com a maior reserva de urânio do mundo, uma vez que as futuras prospecções prometem alçá-lo do 7º para o 2º ou até 1º lugar no ranking mundial, resultando na independência energética do país e na futura condição de um dos maiores exportadores de urânio enriquecido no mundo. Por isso, defende para si o mesmo direito que defende para o Irã: o desenvolvimento em escala industrial de todo o ciclo do combustível nuclear, para fins pacíficos, sendo que este país estaria na mira como um potencial importador.
Na seara da proteção da pessoa humana, o Brasil foi eleito em 2007 para integrar o Conselho de Direitos Humanos da ONU, tendo sido o mais votado país da América Latina. Neste mês, votou nesse órgão a favor de uma resolução que exorta a apuração dos crimes cometidos durante o conflito na Faixa de Gaza, à revelia de fortes pressões contrárias.
No Conselho de Segurança, o Brasil acaba de ser eleito para um assento como membro não permanente, que ocupa pela segunda vez durante o atual governo, com apoio de 182 dos 183 países votantes. O mesmo Conselho prorrogou o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti - Minustah, que visa restaurar a paz e a segurança naquele país desde 2004. À frente do comando militar, o Brasil ganha a notoriedade que faz crescer seu prestígio no âmbito da ONU, e prepara-se para a conquista de um assento como membro permanente.
Na reformulação da arquitetura financeira global, o governo brasileiro angariou importante vitória com a formalização do G20, que substituiu o G8, como principal instância econômica internacional. No FMI, passou historicamente da condição de devedor para a de credor, e costura um acordo sobre a transferência de poder decisório na instituição, junto com Rússia, Índia e China. Acrescente-se seu bom desempenho após a crise mundial de 2008, a diminuição do risco de aqui investir e o crescimento de sua contribuição, junto com outros emergentes, para o crescimento do PIB global.
No âmbito comercial, o Brasil contribuiu ativamente para o enterro da Rodada de Doha, livrando os países em desenvolvimento da perpetuação de mais uma era de exploração comercial por EUA e Europa. No plano ambiental, é certo que terá papel importante no acordo sobre o clima que está por vir, em Copenhagen.
Tudo isso sem mencionar a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e do Rio de Janeiro como sede da 1ª Olimpíada da América do Sul, em 2016, duas indiscutíveis vitórias diplomáticas.
Estamos ascendendo rumo à reconstrução de uma nova ordem internacional, oxalá com distribuição mais equilibrada em termos de poder e de recursos. Nessa nova ordem, a diplomacia brasileira certamente terá papel de destaque - para o desgosto da imprensa brasileira, que esteve alinhada contra o Presidente Lula desde a campanha eleitoral de 2002.
LARISSA RAMINA é doutora em Direito Internacional pela USP e professora de Direito Internacional da UniBrasil.
Ascendência diplomática
Não há como negar, apesar dos protestos da mídia nativa de plantão. O Brasil acumula triunfos diplomáticos e está em caminhada ascendente rumo ao seu reconhecimento internacional, em escala regional e planetária.
Larissa Ramina
Na crise de Honduras, o Brasil está no protagonismo, assumindo o papel que era ocupado pelos EUA. Posicionou-se contra um golpe de Estado clássico, ao lado de toda a comunidade internacional, da ONU e da OEA, na defesa da democracia.
No hemisfério, impulsionou a criação da Unasul, que objetiva a integração da América do Sul e a emancipação do bloco, deslocando o foco de atenção da OEA, e afastando a interferência do país hegemônico. Trouxe para esse foro a discussão de questões que envolveram o Equador e a Colômbia. Paralelamente, concebeu o belíssimo projeto da Unila – Universidade da Integração Latino Americana, que pretende aprofundar os laços entre os povos latinos preservando sua diversidade cultural.
Em relação ao Irã, o Brasil defende para si o mesmo direito soberano daquele Estado de desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos, direito que, aliás, está previsto no Tratado de Não Proliferação Nuclear. E não se pode descartar o interesse comercial brasileiro envolvido. O Brasil pode ser o país com a maior reserva de urânio do mundo, uma vez que as futuras prospecções prometem alçá-lo do 7º para o 2º ou até 1º lugar no ranking mundial, resultando na independência energética do país e na futura condição de um dos maiores exportadores de urânio enriquecido no mundo. Por isso, defende para si o mesmo direito que defende para o Irã: o desenvolvimento em escala industrial de todo o ciclo do combustível nuclear, para fins pacíficos, sendo que este país estaria na mira como um potencial importador.
Na seara da proteção da pessoa humana, o Brasil foi eleito em 2007 para integrar o Conselho de Direitos Humanos da ONU, tendo sido o mais votado país da América Latina. Neste mês, votou nesse órgão a favor de uma resolução que exorta a apuração dos crimes cometidos durante o conflito na Faixa de Gaza, à revelia de fortes pressões contrárias.
No Conselho de Segurança, o Brasil acaba de ser eleito para um assento como membro não permanente, que ocupa pela segunda vez durante o atual governo, com apoio de 182 dos 183 países votantes. O mesmo Conselho prorrogou o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti - Minustah, que visa restaurar a paz e a segurança naquele país desde 2004. À frente do comando militar, o Brasil ganha a notoriedade que faz crescer seu prestígio no âmbito da ONU, e prepara-se para a conquista de um assento como membro permanente.
Na reformulação da arquitetura financeira global, o governo brasileiro angariou importante vitória com a formalização do G20, que substituiu o G8, como principal instância econômica internacional. No FMI, passou historicamente da condição de devedor para a de credor, e costura um acordo sobre a transferência de poder decisório na instituição, junto com Rússia, Índia e China. Acrescente-se seu bom desempenho após a crise mundial de 2008, a diminuição do risco de aqui investir e o crescimento de sua contribuição, junto com outros emergentes, para o crescimento do PIB global.
No âmbito comercial, o Brasil contribuiu ativamente para o enterro da Rodada de Doha, livrando os países em desenvolvimento da perpetuação de mais uma era de exploração comercial por EUA e Europa. No plano ambiental, é certo que terá papel importante no acordo sobre o clima que está por vir, em Copenhagen.
Tudo isso sem mencionar a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e do Rio de Janeiro como sede da 1ª Olimpíada da América do Sul, em 2016, duas indiscutíveis vitórias diplomáticas.
Estamos ascendendo rumo à reconstrução de uma nova ordem internacional, oxalá com distribuição mais equilibrada em termos de poder e de recursos. Nessa nova ordem, a diplomacia brasileira certamente terá papel de destaque - para o desgosto da imprensa brasileira, que esteve alinhada contra o Presidente Lula desde a campanha eleitoral de 2002.
LARISSA RAMINA é doutora em Direito Internacional pela USP e professora de Direito Internacional da UniBrasil.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Tatcher e Mitterand em 1990 MANTINHAM A MESMA POLITICA DE 1870 SÓ QUEBRADA POR BISMARCK
Esta noticia (abaixo) deve ser lida à luz da guerra justa de 1870, quando Carlos Oto Bernardo Von Bismarck sustentou uma guerra justa para UNIFICAÇÃO dos 40 Estados Germanicos, que não se uniam graças aos cristãos ingleses e franceses, que até hoje morrem de medo da competencia germânica. E tem gente que acredita em livre mercado, competição, meritocracia. Se a Alemanha nazista foi quadripartida em 1945, fez parte desta GEOPOLITICA, ciencia que nós brasileiros devemos estudar para entender o mundo. O mundo não se rege por principios, eles só valem para discursos, o mundo se rege por INTERESSES. Independente da ideologia do socialista Mitterand ou da neo-liberal Tatcher. VALEM OS INTERESSES NACIONAIS, acima das idéias que façam dos principios. Mesmo que custe aos alemães orientais 45 anos de ditadutra comunista. O resto é jogo de cena. Leiam e percam a inocencia, quem ainda acredita em discurso.
Dirigentes europeus não queriam a queda do Muro de Berlim
2 horas, 51 minutos atrás
PARIS, França (AFP) - Os arquivos diplomáticos que a França abriu esta semana, depois de uma medida similar na Grã-Bretanha, mostram que Paris e Londres, dirigidos então por Francois Mitterrand e Margaret Thatcher, respectivamente, eram contrários à queda do Muro de Berlim e ao surgimento de uma Alemanha reunificada.
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A totalidade dos documentos que a França guardou todos esses anos em seus arquivos diplomáticos, dos quais uma parte foi apresentada esta semana a imprensa, será revelada no próximo dia 9 de novembro.
Esse dia marca o vigésimo aniversário da queda do "Muro da Vergonha", como o Ocidente se referia a esse paredão de 45 km de extensão que dividiu Berlim durante 28 anos e que foi um dos maiores símbolos da Guerra Fria.
Os documentos revelam uma falta de percepção francesa da mudança que estava por ocorrer na República Democrática e na República Federal alemãs.
Assim demonstra uma carta que o então presidente francês, Francois Mitterrand (1981-1995), enviou ao presidente da RDA, Egon Krenz, que, em outubro de 1989, havia substituído o renunciante Erich Honecker.
"Esteja certo de que a França considerará favoravelmente (...) as perspectivas de desenvolvimento das relações da República Democrática Alemã com a Comunidade Europeia", afirmou o socialista Mitterrand em 24 de novembro de 1989, quatro dias antes que o chanceler alemão Helmut Kohl apresentasse um plano de dez pontos visando à reunificação.
Análises diplomáticas da chancelaria francesa de então mostram que Paris entendeu tardiamente que essa reunificação era iminente, pois alguns documentos consideravam que não se tratava de "um passo realista", mesmo depois da queda do paredão que a RDA chamava de "Muro da Contenção Antifascista".
Os arquivos franceses também permitem constatar a clara hostilidade à reunificação por parte da então primeira-ministra britânica, a conservadora Margaret Thatcher (1979-1990).
"Os anos 90 começam com euforia, mas correm o risco de terminar em catástrofes. A Alemanha, que já é temível no plano econômico, se converterá na maior potência da Europa", afirmou a "Dama de Ferro" em um jantar organizado pelo embaixador francês em Londres, ao abordar a obsessão política da época: a reunificação e suas consequências para o equilíbrio e a construção europeia.
"França e Alemanha devem se aproximar ante o perigo alemão", dizia Thatcher, para quem "apenas a Rússia poderia ser um contrapeso mais poderoso" que a Alemanha.
Num momento em que a ainda União Soviética transitava pelos primeiros anos da Perestroika, Thatcher entendia que o presidente da URSS, Mikhail Gorvachov, devia ser "associado" à frente franco-britânica.
"Não queremos uma Alemanha unificada", afirmou a chefe do governo britânico a Gorbachov em um encontro em Moscou, em setembro de 1989, segundo os arquivos que a Grã-Bretanha tornou públicos em setembro passado.
A mudança de fronteiras e o desenvolvimento posterior "quebraria a estabilidade da situação internacional", argumentava Thatcher.
Essa mesma desconfiança era compartilhada por Mitterrand.
Em 20 de janeiro de 1990, ao receber Thatcher no Eliseu, Mitterrand transmitiu à colega sua preocupação sobre uma Alemanha reunificada, que poderia "ganhar mais terreno ainda que o acumulado por Hitler", segundo os arquivos de Londres.
As milhares de pessoas que na noite de 9 de novembro de 1989 saíram às ruas de Berlim para quebrar o muro a golpes de marreta certamente não faziam ideia dessa atitude de hostilidade em relação a um momento que marcou uma mudança irreversível.
"No fundo de suas palavras, havia certa amargura frente ao transbordamento que derrubou todos os diques de uma diplomacia de contatos e negociações. Alegrou-se pelo fim do comunismo (...) mas, em nenhum momento, manifestou sua alegria pela liberdade recuperada nos países do Leste", afirmou o diplomata francês que jantou na ocasião com Thatcher.
Dirigentes europeus não queriam a queda do Muro de Berlim
2 horas, 51 minutos atrás
PARIS, França (AFP) - Os arquivos diplomáticos que a França abriu esta semana, depois de uma medida similar na Grã-Bretanha, mostram que Paris e Londres, dirigidos então por Francois Mitterrand e Margaret Thatcher, respectivamente, eram contrários à queda do Muro de Berlim e ao surgimento de uma Alemanha reunificada.
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A totalidade dos documentos que a França guardou todos esses anos em seus arquivos diplomáticos, dos quais uma parte foi apresentada esta semana a imprensa, será revelada no próximo dia 9 de novembro.
Esse dia marca o vigésimo aniversário da queda do "Muro da Vergonha", como o Ocidente se referia a esse paredão de 45 km de extensão que dividiu Berlim durante 28 anos e que foi um dos maiores símbolos da Guerra Fria.
Os documentos revelam uma falta de percepção francesa da mudança que estava por ocorrer na República Democrática e na República Federal alemãs.
Assim demonstra uma carta que o então presidente francês, Francois Mitterrand (1981-1995), enviou ao presidente da RDA, Egon Krenz, que, em outubro de 1989, havia substituído o renunciante Erich Honecker.
"Esteja certo de que a França considerará favoravelmente (...) as perspectivas de desenvolvimento das relações da República Democrática Alemã com a Comunidade Europeia", afirmou o socialista Mitterrand em 24 de novembro de 1989, quatro dias antes que o chanceler alemão Helmut Kohl apresentasse um plano de dez pontos visando à reunificação.
Análises diplomáticas da chancelaria francesa de então mostram que Paris entendeu tardiamente que essa reunificação era iminente, pois alguns documentos consideravam que não se tratava de "um passo realista", mesmo depois da queda do paredão que a RDA chamava de "Muro da Contenção Antifascista".
Os arquivos franceses também permitem constatar a clara hostilidade à reunificação por parte da então primeira-ministra britânica, a conservadora Margaret Thatcher (1979-1990).
"Os anos 90 começam com euforia, mas correm o risco de terminar em catástrofes. A Alemanha, que já é temível no plano econômico, se converterá na maior potência da Europa", afirmou a "Dama de Ferro" em um jantar organizado pelo embaixador francês em Londres, ao abordar a obsessão política da época: a reunificação e suas consequências para o equilíbrio e a construção europeia.
"França e Alemanha devem se aproximar ante o perigo alemão", dizia Thatcher, para quem "apenas a Rússia poderia ser um contrapeso mais poderoso" que a Alemanha.
Num momento em que a ainda União Soviética transitava pelos primeiros anos da Perestroika, Thatcher entendia que o presidente da URSS, Mikhail Gorvachov, devia ser "associado" à frente franco-britânica.
"Não queremos uma Alemanha unificada", afirmou a chefe do governo britânico a Gorbachov em um encontro em Moscou, em setembro de 1989, segundo os arquivos que a Grã-Bretanha tornou públicos em setembro passado.
A mudança de fronteiras e o desenvolvimento posterior "quebraria a estabilidade da situação internacional", argumentava Thatcher.
Essa mesma desconfiança era compartilhada por Mitterrand.
Em 20 de janeiro de 1990, ao receber Thatcher no Eliseu, Mitterrand transmitiu à colega sua preocupação sobre uma Alemanha reunificada, que poderia "ganhar mais terreno ainda que o acumulado por Hitler", segundo os arquivos de Londres.
As milhares de pessoas que na noite de 9 de novembro de 1989 saíram às ruas de Berlim para quebrar o muro a golpes de marreta certamente não faziam ideia dessa atitude de hostilidade em relação a um momento que marcou uma mudança irreversível.
"No fundo de suas palavras, havia certa amargura frente ao transbordamento que derrubou todos os diques de uma diplomacia de contatos e negociações. Alegrou-se pelo fim do comunismo (...) mas, em nenhum momento, manifestou sua alegria pela liberdade recuperada nos países do Leste", afirmou o diplomata francês que jantou na ocasião com Thatcher.
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