segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

OS “CONSTRANGIMENTOS” DA MÍDIA - Laerte Braga


Os responsáveis pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO notificaram judicialmente um blogueiro que vinha fazendo campanha na rede mundial de computadores pelo cancelamento de assinaturas do jornal.
Quem vai notificar a FOLHA por ter emprestado os carros/camionetes/caminhões para o transporte de presos políticos à época da ditadura? Eram transportados para sessões de tortura, para “atropelamentos” (eliminação sumária) ou, na melhor das hipóteses – dentre essas anteriores evidente – de uma prisão para outra.
Ou pela falsa ficha policial da ministra Dilma Roussef, já que engajados na campanha de uma dos mais perigosos políticos da máfia tucana, o governador José Jânio Serra? O ombudsman da FOLHA, uma espécie de juiz das matérias publicadas pelo jornal numa tentativa aparentemente democrática de corrigir erros, ou informações equivocadas, advertiu a redação que a ficha era falsa e ficou por isso mesmo, punido foi o ombudsman, pois “democracia” ali é de brincadeira, fachada.

A FOLHA na edição de sábado, dia 5 de dezembro, afirmou que o presidente boliviano Evo Morales deve vencer as eleições de hoje, domingo, 6 de dezembro, por maioria, mas deixou no ar aparentes dificuldades sem explicitá-las, só mostrando que há reações em alguns setores do país ao governo de Evo Morales. Não explicou claramente os setores. Os grandes empresários, banqueiros e latifundiários.
Esse tipo de gente não é setor, formam quadrilhas que nem a de Ermírio de Moraes no Brasil por exemplo. Ou a de Eike Batista. Ou a de Daniel Dantas.
Na edição de hoje, domingo, a FOLHA afirma que Evo deve ter uma votação surpreendente por conta dos índices favoráveis de seu governo. Melhorias acentuadas na saúde, principalmente universalização. Fim do analfabetismo, dados favoráveis na economia, mas afirma que a Bolívia está mais dependente do Brasil.
A participação do jornal FOLHA DE SÃO PAULO na ditadura militar, engajada no processo que levou empresários, banqueiros e latifundiários a buscar apoio nos EUA para o golpe de 1964, foi denunciada em A DITADURA ESCANCARADA, do jornalista Élio Gaspari, que hoje é colunista do jornal.
Pouco antes do fracassado golpe militar que derrubou o presidente da Venezuela numa quinta-feira, em abril de 2002 e terminou com sua volta ao poder no domingo, debaixo de intensa pressão popular, a rede GLOBO, em comum acordo com o Departamento de Estado, CIA, empresários de comunicação e outras áreas da Venezuela, enviou a jornalista Miriam Leitão àquele país para uma série de reportagens sobre o governo Chávez.
Miriam voltou e já preparando o espírito do abóbora que William Bonner (“quem quer um bom dia diga eu”) chama de Homer Simpson, para a derrubada de Chávez com os chavões de sempre. Democracia, insatisfação popular, economia devastada, tudo resumido em “anseio popular”. As reportagens foram mostradas de segunda-feira a sexta-feira no JORNAL NACIONAL e na última fala de Miriam Leitão lá estava – “os venezuelanos não agüentam mais Chávez –.
Na semana seguinte o golpe e no domingo milhões de venezuelanos se concentraram em frente ao palácio presidencial, à suprema corte e ao congresso para exigir a volta de Chávez. Setores militares leais ao presidente prenderam os golpistas e o golpe que ficou conhecido como o primeiro golpe midiático da história (montado pela mídia em notícias forjadas como se viu no documentário “A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA), terminou com a volta do presidente Chávez que, em agosto, para desgosto de Dona Miriam e dos patrocinadores do golpe, venceu um referendo sobre sua permanência ou não no poder.
Quem vai intimar a GLOBO por mentir deliberadamente, dentro de um processo golpista montado por toda essa estrutura que no Brasil tem a chancela FIESP/DASLU, com braços como PSDB/DEM?
Um dos momentos mais desumanos por jornalismo brasileiro foi protagonizado pela REDE GLOBO, na manhã do dia 12 de julho de 1973. Um avião da extinta VARIG caiu nas cabeceiras do aeroporto de Orly e a bordo estava o extraordinário cantor brasileiro Agostinho dos Santos. A notícia chegou às redações de jornais, revistas, rádios e redes de tevê do Brasil por volta das cinco horas da manhã e o jornal GLOBO/SP enviou uma jornalista à casa do cantor, depois de montar uma operação repugnante.
A moça usaria como pretexto sua presença ali para entrevistar a família sobre a viagem, apresentações na Europa, até que, de repente, assim do nada, chegaria a notícia da morte e a rede transmitiria ao vivo a reação dos familiares de Agostinho dos Santos. Dito e feito.
Como a repercussão ao curso do dia tenha sido a pior possível, à noite, no JORNAL NACIONAL, a emissora desculpou-se e anunciou que a jornalista havia sido demitida.De uma forma solerte parte das imagens exibidas no GLOBO/SP foram mostradas com requintes de um pudor típico de cínicos, de serviçais de um jornalismo mentiroso e colonizado, lógico, para não perder a audiência. O problema não foi o “feito da moça”, que cumpriu ordens do editor, mas a reação.
A REDE GLOBO omitiu a campanha das diretas o quanto pode, o processo de cassação de Collor de Mello até não ter jeito mais e Sarney levar Itamar Franco a Roberto Marinho para tranqüilizá-lo quanto aos interesses do grupo. Tentou fraudar os resultados das eleições de 1982 no Rio em associação direta com a PROCONSULT, uma empresa formada por espertalhões e militares da ditadura (totalizava os votos), enfim, toda a sorte de trapaças nesses anos todos, até porque é uma empresa formada por capitais estrangeiros desde o seu começo e controlada por Washington, pautada pela CNN e FOX duas redes fascistas dos EUA.
Aquelas que acham que Bush devia jogar uma bomba atômica no Irã e acabar de vez com a “ameaça”.
O jornal ESTADO DE MINAS, sobrevivente da organização SPECTRE, quer dizer DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS (extorsão, chantagem, assassinatos, etc) é hoje um veículo oficial da candidatura Aécio Pirlimpimpim Neves, tudo regado a polpudas verbas e vários jornalistas já foram demitidos por contrariarem interesses do governador que mora no Rio e pretende ser presidente do Brasil.
O que é a revista VEJA? Pura imprensa marrom a serviço dos banqueiros, empresários, latifundiários, é só olhar a nota de empenho do governador de Brasília José Roberto Arruda “comprando” uma entrevista nas páginas amarelas e o número de assinaturas de revistas da editora, ABRIL, feitas pelo político mais asqueroso do País, José Jãnio Serra, especialista em chantagens contra adversários, armações e com colaboração de muitos jornalistas inclusive o “intocável” Juca Kfhouri, seu parceiro nos jogos de domingos na sala de tevê do palácio do governo.
VEJA foi desmoralizada anos atrás, quando jornalistas criaram um fato, a vaca que dá leite com sabor direto de suas tetas e, na semana seguinte, desmentiram explicando que assim o fizeram para mostrar que a revista publica qualquer bobagem ou mentira, dentro de uma lógica pautada nos interesses que representa. Devia estar de olho nos anúncios futuros da NESTLÉ, sobre o iogurte que sai direto das tetas da vaca com sabor morango, baunilha, chocolate, o escambau.
Assinar a FOLHA para que? Ler mentiras, notícias distorcidas com aparente tentativa de parecer verdade? Aquela mania de infográfico – que ninguém lê, ou tenta entender – para dar a impressão que estar matando a cobra e mostrando o pau?
Outro dia, o extinto JORNAL DO BRASIL publicou um pequeno caderno sobre a Rússia hoje e falava do fim do mito Stalin. Era o título, o que afirmava o título. Quem fosse ler a matéria, lá estava uma pesquisa dizendo que mais da metade dos cidadãos russos aprovavam, ainda hoje, a idéia que Stalin transformou a antigo União Soviética uma potência mundial. Mais, que aprovavam, concordavam com a idéia.
Sabe que a maior parte dos leitores – é cada vez menor o número de leitores de jornais no Brasil – faz o tal “passar os olhos nas manchetes” e vende as mentiras nas manchetes. E nem estou julgando ou deixando de julgar Stalin, apenas citando o fato. Foi semana passada, edição de quarta ou quinta.
O jornal FOLHA DE SÃO PAULO recebeu as gravações das conversas de FHC, quando presidente, com o pessoal do Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros e Lara Resende, sobre as privatizações do setor de telefonia principalmente a concorrência onde entrava a extinta TELEMAR, da família Jereissati entre outros sócios e ficou na moita. Publicou parte do que não comprometia o presidente de então, FHC (está precisando urgentemente de tratamento psiquiátrico, do contrário morre de invejo/neurose, ou começa a andar nu pelas ruas) e disse, na primeira página que o resto das gravações não seria divulgado, pois eram fatos pessoais e isso não interessava.
Que fatos pessoais? A mãe de Paola Pimenta da Veiga, mulher de Pimenta da Veiga, ex-glamour girl do Pampulha iate Clube em Belo Horizonte, fechando com FHC na cama no palácio das Mangabeiras em BH, a vitória da TELEMAR na concorrência (representava a Andrade Gutierrez, uma das sócias da família Jereissati), a doação para o ínclito presidente, além lógico, da nomeação de Pimenta para o Ministério no lugar de Mendonça de Barros, tudo na disputa de poder com Pedro Malan, um assassino frio, sem emoções, que comandava a outra e a mais forte quadrilha do governo de então.
E tem quem ache a revista PIAUÍ um exemplo de jornalismo maior, ou perda completa da razão ao compará-la com a antiga revista SENHOR. Trem de doido sô, os caras não têm a menor noção nem de jornalismo e nem de História. PIAUÍ é lavagem de dinheiro de filhos de banqueiros num projeto gráfico bem montado destinado a enganar trouxas com linguagem de burguesia consciente. Não existe isso. Mesmo que seja excelente diretor de cinema, um dos da turma.
A mídia, a grande mídia, no Brasil é um exercício lastimável de “quem quer um bom dia diga eu”, na figura medíocre e “pastelizada” de Willian Bonner, uma espécie de escravo modelo que representa seu papel com privilégios, vantagens e excelente remuneração. Nada além disso.
E a FOLHA DE SÃO PAULO é só um jornal que se espremer sai sangue também; O sangue dos torturados, assassinados, estuprados nas prisões da ditadura militar e transportados nos carros da empresa.
Não há porque não cancelar as assinaturas, é um exercício de dignidade pessoal, é respeitar-se a si em primeiro lugar.
Está certo o blogueiro que pede que isso seja feito. E a reação do jornal mostra que esse tipo de denúncia funciona.
Mande a FOLHA DE SÃO PAULO para o espaço. Só não é PASQUIM, porque o conceito da palavra mudou depois do célebre e decisivo O PASQUIM, instrumento fundamental na ridicularização dos nossos generais durante a ditadura militar.
E sobre a GLOBO nem falei da covardia cometida contra TIM LOPES, toda ela contada num livro do notável jornalista, exemplo de integridade, Mário Augusto Jakobskind.
Anos atrás, na segunda metade da década de 50, um grupo de jornalistas padrão William Bonner, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, William Hack, Eliane Catanhede, Juca Kfhouri, etc, resolveu editar uma revista chamada ESCÂNDALO. Era simples. Em nome da moral, dos bons costumes, da pátria, da democracia, da liberdade, iam aos locais freqüentados por grandes empresários, latifundiários, banqueiros, políticos, locais de lazer digamos assim, tiravam fotografias e na semana seguinte um “corretor” do setor de publicidade ia à empresa, no banco, no latifúndio, atrás do político, mostrava as fotos e pedia um anúncio grande, do contrário publicaria o ESCÂNDALO.
Hoje é mais sofisticado. Àquela época fecharam a revista, prenderam os jornalistas. Hoje compraram e pronto, eles falam o script que vem junto com o envelope do dinheiro. Quando acontece algum acidente de percurso tipo José Roberto Arruda, José Jânio Serra, ou Aécio Pirlimpim Neves, Eduardo Azeredo (terceiro time), ou FHC dando sinais de demência, senilidade, viram a cara para o outro lado ou executam o “aliado”, uma parte do “negócio” para salvar o todo.
Tem Gilmare Mendes no STF DANTAS INCORPORATION LTD para dar habeas corpus. A propósito, os italianos estão nas ruas pedindo a saída de Berlusconi por suas ligações com a máfia e em atentados desse grupo criminoso. Não seria o caso de pedir “extradição”? Cezar Peluzzo, italiano em cortes brasileiras dá o parecer.




REPUGNANTE - Laerte Braga


A edição do JORNAL DA MENTIRA de quinta-feira, dia 3 de dezembro, chamado JORNAL NACIONAL, apresentado pelo "quem quer um bom dia diga eu", William Bonner, apresentou, num dado momento, assim do nada, matéria sobre uma palestina que ao ser revistada por soldados do estado terrorista de Israel saca de uma faca pequena, é visível e voa sobre um soldado.
Matéria distribuída pela embaixada de Israel através de empresas do MOSSAD, fachada, para várias tevês compráveis, para mostrar que sionistas são vítimas.
A matéria, na verdade, tentava apagar a impressão do vídeo acima, que mostra o contrário, o caráter fascista e terrorista do estado de Israel, divulgado nas redes independentes do mundo e que chocou vários cidadãos em vários países da Europa, nos EUA, em países onde existem minimamente mídias decentes independentes.
Tentava e se prestava, como tudo na GLOBO, a fazer a cabeça das pessoas, vendendo a idéia de palestinos igual a vândalos, terroristas, quando o que acontece é o contrário.
Registre-se que o assassino, sionistas, é um dos que ocupam terras palestinas e roubam água palestina e estupram mulheres palestinas, matam crianças palestinas, constróem muros para separar palestinos, tudo porque se acham eleitos de Deus.
Confira o vídeo e veja se não é repugnante.
Laerte Braga

LULA E “A ALEMANHA ESTÁ PERDENDO A PACIÊNCIA COM O IRÔ - Laerte Braga

Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha deve ter pensado um palavrão polissilábico, bem ao estilo alemão, ao ouvir a resposta de Lula na entrevista que ambos concederam por ocasião da visita do presidente brasileiro ao seu país. A Alemanha não é necessariamente uma colônia norte-americana como a Grã Bretanha na Europa, mas e semi. E é um país ocupado por forças militares da OTAN, eufemismo para o controle que os EUA exercem sobre a Europa.

A chefe do governo de Bonn disse, durante a entrevista, que seu país “estava perdendo a paciência com o Irã”. Aludia ao programa nuclear iraniano e buscava criar um constrangimento para o presidente do Brasil. O governo brasileiro se absteve de votar a favor da resolução que impões sanções ao Irã por conta desse programa nuclear.
Como governante subalterna cumpria uma tarefa dentro do contexto internacional. Refletia a advertência feita pelo presidente Barack Obama, dias antes, o descontentamento de Obama com a política externa do Brasil, tudo parte de um jogo, lógico, como hoje o governo terrorista de Tel Aviv faz a mesma revelação – “Israel está perdendo a paciência com o Irã”.
O que Merkel não esperava ouvir, nem Obama, tampouco terroristas de Tel Aviv é que Lula fosse falar o que falou, ao invés de declarações polidas a favor da paz.
O brasileiro foi claro. Quem pede que o Irã não tenha armas nucleares também não pode ter, não deve ter, deveria destruir as suas, citou expressamente os Estados Unidos e a Rússia.
Foi taxativo como poucas vezes, “todas as armas nucleares devem ser destruídas”.
Suponha, por um instante que palestinos percam a paciência com a barbárie diária do terrorismo de Tel Aviv contra esse povo sofrido. Vai acontecer o que? O terrorismo sionista vai continuar matando, prendendo, estuprando, torturando e roubando terras, água e riquezas palestinas porque tem armas nucleares, é mais forte militarmente, controla a mídia na maioria dos países ocidentais, sionistas são grandes banqueiros, empresários, fabricantes de armas, latifundiários, senhores absolutos de Wall Street, e um mundo de outras coisas que em tempos atrás se diria impublicáveis em respeito às famílias.
Ou que as famílias dos afegãos mortos numa solenidade de casamento, por “erro de um piloto que bombardeou pensando que fossem “terroristas”, resolvessem perder a paciência com sua terra ocupada, dizimada e saqueada por soldados dos EUA?
Nem palestinos e nem afegãos têm armas atômicas.
O único país no mundo a usá-las até hoje foi os Estados Unidos, ao final da Segunda Grande Guerra e já com a situação definida, mas para testar o novo armamento e mostrar ao mundo quem era o novo senhor da situação, o centro do novo REICH.
Hiroshima e Nagazaki, centenas de milhares de mortos na boçalidade costumeira dos EUA.
Armas químicas e biológicas, o famoso agente laranja, foram usadas no Vietnã para desfolhar árvores e permitir que guerrilheiros vietcongs ou soldados do antigo Vietnã do Norte fossem localizados com maior precisão. O NAPALM era derramado sobre terra vietnamita diariamente e em nome da liberdade. Mas quem foi enforcado foi Saddam Hussein, Bush continua cuidando de petróleo e bois no Texas, onde tem um rancho.
E ficou com o petróleo iraquiano. É de companhias do Texas, dos EUA, nessa ordem, de Israel e da Grã Bretanha (o que não muda nada, é possessão na Europa).
Ganhou vários prêmios a foto da menina correndo numa por uma estrada, em pânico, chorando, no desespero de estar sendo queimada pelo NAPALM lançado pelos “libertadores”. Segundo o presidente à época, ou Johnson ou Nixon, não importa, terroristas, um “engano”.
Ou um preço a ser pago pela “liberdade”.
Por detrás dessa perda de paciência de Obama (um cínico), do governo alemão e agora de Israel, existe já um plano de ataque a usinas nucleares do Irã. O temor que, num futuro próximo, o país possa dispor de um arsenal capaz de dissuadir Israel e norte-americanos de continuarem e cometendo genocídio contra palestinos, contra iraquianos, contra afegãos, ou mesmo na América Latina, sustentando golpes como o de Honduras, tentativas contra Chávez e o controle do narco/tráfico na Colômbia através de bases militares para chegar à Amazônia.
Quando um presidente cínico, sem nenhum escrúpulo, oportunista, mentiroso como Barack Obama liga uma chave que acende a imensa árvore de Natal da Cervejaria Casa Branca (disfarce criado pela CIA para governos democratas), fala em paz, em amor, em fraternidade, deveria mandar buscar de volta os terroristas (esses sim reais) que matam mundo afora em nome do capitalismo e toda a sua política desumana, cruel, de exploração e barbárie.
Isso não tem nada a ver com Natal uma festa transformada em esplendor para o comércio e seguidores do “quem quer um bom dia diga eu” e todos nas lojas dos shoppings escolhendo gravatas.
Angela Merkel não falou nada sobre o que Lula disse. Remoeu raiva, frustração, falhou o plano de constranger o brasileiro (afinal o chanceler aqui é Celso Amorim, não é Celso Láfer, o que tira os sapatos em reverência aos agentes do FBI para submeter-se a revista física e moral, ou Lampreia, que vende o que for preciso por uns trocados a mais).
O que Lula disse é indesmentível, Não tem como retrucar e de fato expõe o cinismo das chamadas grandes potências ocidentais.
Para se exigir que o Irã suspenda o seu programa nuclear é preciso que sejam destruídas todas as armas nucleares no mundo, inclusive as de Israel.
Numa frase só o brasileiro expôs a farsa democrática, cristã e ocidental do american way life e suas go go girls na Europa.
O cara da cervejaria precisa agora esclarecer direitinho esse negócio sem aquela história padrão Hollywood de acender árvores de Natal matando milhares no Afeganistão. E mandando mais 30 mil homens para “completar o serviço”.
Não só o Irã tem o direito de dispor de armas nucleares, como o próprio Brasil deve rever essa decisão que limita e em muito a nossa soberania num momento favorável para o País como um todo. Jornais europeus, alemães principalmente, estimam que além de ter sido um dos mais competentes no enfrentar a crise (crise do capitalismo e dentro do capitalismo mas enfrentou), em quinze anos seremos a quinta economia do mundo, superando França e a colônia norte-americana Grã Bretanha…
A propósito, o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi está atolado até a alma, se é que tem, em escândalos e atentados em parceria com a Máfia. Deveria importar Gilmare Mendes para garantir os habeas corpus. E Cezar Peluzzo para assegurar a impunidade. Jornais da Itália não falam outra coisa e vai ver o culpado é Cesare Battisti.
E que armas nucleares são uma boçalidade ninguém de bom senso tem dúvida, mas enquanto existir é lícito a quem que seja querer ter outra do contrário vai ser sempre esmagado como tem sido, pelo tacão nazistas/sionista do capitalismo.

O SUS E O OBAMA - Bismarck Frota de Xerez

Afirmei que todo brasileiro tem plano de saúde. Toda afirmação é relativa.
nossa Constituição garante o DIREITO à saude e define Obrigação do Estado.
Com esta PROCLAMAÇÃO garantimos um direito LEGAL.
Baseado na Constituição, a Justiça tem mandado o Estado fazer coisas. diversas.
Entre o direito e a realidade vai a distancia das ESTRUTURAS E POSSIBILIDADES FINANCEIRAS, pois outras leis, como RESPONSABILIDADE FISCAL definem as VIABILIDADES.
COMPARANDO COM A CAMPANHA DO OBAMA E SUA LUTA PARA TORNAR LEGAL A COBERTURA DA SAUDE DE UNS POUCOS POBRES AMERICANOS, enfrenta a resistencia NÃO SÓ DO CONGRESSO. mas também dos contribuintes que não desejam pagar mais esta conta, (embora se digam cristãos, embora comuguem, deem Gloria Aleluia).
Há a consciencia da necessidade de que todos tenham direito a cobertura para saude.
A diferença é que no Brasil JÁ É LEI NA CONSTITUIÇÃO PARA TODOS OS BRASILEIROS. 1988
ENTÃO TODOS OS BRASILEIROS TÊM PLANO DE SAÚDE.
São vinte e um anos que este PLANO DE SAUDE existe no AMBITO DA LEI. Nestes vinte e um anos QUADRO governos tentaram FAZER CAIXA PARA GARANTIR ESTE DIREITO CONSTITUCIONAL.
Mas como lá nos states, os cristãos não querem pagar a conta. SOLIDARIAMENTE.

OPUS DEI -O AVANÇO DO TERRORISMO CATÓLICO - Laerte Braga

A cumplicidade de setores da Igreja Católica Apostólica Romana com a extrema-direita na América Latina é pública, notória e se estende a todos os países da região. Em 2002, quando do fracassado golpe contra o presidente Chávez na Venezuela, ao lado dos golpistas e na posse de Pedro Carmona (mafioso ligado ao tráfico de drogas) estava o cardeal primaz daquele país.

No golpe militar em julho deste ano que depôs o presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya foi decisiva a contribuição da cúpula da Igreja Católica para que militares, empresários, banqueiros e latifundiários tomassem o poder e praticassem, continuem a praticar, toda a sorte de violência costumeira dos regimes totalitários.
Na Espanha de Franco, o ditador fascista, a OPUS DEI era presença decisiva e o próprio governante integrava a ordem.
A escolha do cardeal polonês Karol Woitjla como papa, João Paulo II, marcou a ascensão da OPUS DEI ao centro do Vaticano e de lá para cá todos os setores progressistas da Igreja Católica foram sendo desmontados e perseguidos como na Inquisição. O ápice desse caráter fascista da ordem e da própria Igreja desde João Paulo II se acentua agora no papado de extrema-direita do ex integrante da juventude hitlerista, o cardeal Ratzinger, chamado Bento XVI.
O presidente “eleito” de Honduras é integrante da OPUS DEI. No Brasil, o ex-governador de São Paulo José Maria de Alckimin é um dos membros da organização.
Com conceitos tradicionais e toda a estrutura de uma sociedade secreta a OPUS DEI é na prática ou uma das principais máfias a atuarem no mundo capitalista, ou uma organização terrorista católica, hoje controlada pelos grandes grupos empresariais e financeiros dos EUA, ou as duas coisas ao mesmo tempo. O seu reconhecimento oficial aconteceu exatamente no papado de João Paulo II.
O célebre cardeal Marcinkus, braço direito de João Paulo II era ligado à máfia, teve prisão preventiva decretada por fraudes financeiras e associação a organizações criminosas e foi o principal responsável pelo desmonte da Teologia da Libertação ao lado de Ratzinger, também braço direito (João Paulo II não tinha braço esquerdo).
O avanço da OPUS DEI se dá através da cúpula da Igreja Romana e curiosamente, ao mesmo tempo que esvazia a essa Igreja (a que mais perde fiéis em todo o mundo) ganha mais poder por se juntar em torno de integrantes das elites políticas e econômicas em suas peregrinações nazi/fascistas.
O que antes era visto com certa desconfiança, sob as bênçãos de João Paulo II, um dos maiores produtos de marketing dos últimos tempos, ganhou ares e reconhecimento oficial.
A recente decisão do bispo de Mariana, tradicional centro católico no Brasil, de proibir um jornal diocesano de publicar críticas ao governador Aécio Pirlimpimpim Neves é um exemplo dessa guinada à direita da cúpula católica e que entre coisas, perseguiu um dos maiores teólogos do mundo, Leonardo Boff.
A OPUS DEI não controla necessariamente cada um dos grupos fundamentalistas da igreja Católica, mas estando no centro de decisões, o papa é integrante da ordem, influi sobre todo o conjunto. A chamada Renovação Carismática é um apêndice montado para retirar os jovens, principalmente, da influência de padres, bispos e mesmo cardeais ligados à Teologia da Libertação. Não é nada mais que uma versão católica do neopentecostalismo de figuras como Edir Macedo. Um dos seus principais astros no Brasil é Marcelo Rossi, dublê de padre, cantor, apresentador de shows e alienador (cada um tem o Bonner que merece).
As duas recentes participações em operações golpistas na América Latina, onde se concentra uma grande população católica, Venezuela e Honduras, a tentativa de eleger, em 2006, Geraldo Alckimin (notório corrupto e envolvido em várias denúncias nesse sentido), deve servir de alerta para o retorno da Igreja Católica opressora, fascista como nos melhores tempos da Inquisição.
A diferença está no fato que os Inquisidores são substituídos por militares golpistas a soldo dos EUA e todo o conjunto de interesses desse grande império (hoje é o principal acionista do Vaticano, além de maior credor da cidade/estado católico). No Brasil a OPUS DEI, mesmo apresentando um ou outro “trabalhador” como integrante, sustenta-se nos grandes banqueiros, latifundiários e empresários. O Centro da OPUS DEI em nosso País é na cidade de São Paulo, mais precisamente, no complexo predador FIESP/DASLU.
A Igreja Católica Apostólica Romana mais que nunca hoje é uma monarquia absoluta e totalitária a partir do Vaticano (existem resistentes a essa barbárie e esse terrorismo), como nos velhos e supostamente passados tempos da Idade Média.
Não se espantem se Bento VXI numa visão qualquer decidir que a Terra é plana e o centro do Universo, que toda a ciência e qualquer outra fé é ficção. Nunca chegou ao Renascimento, no máximo às cervejarias de Munique para admirar Hitler e agora à Cervejaria Casa Branca para reverenciar Barack Obama.
As câmaras de tortura da Inquisição foram transferidas para quartéis e prisões militares como Guantánamo ou bases instaladas pelo mundo inteiro, a de Honduras, onde com Pepe Lobo assume o governo e o controle do país. E tudo com a bênção do papa.
Há um episódio que serve para ilustrar o papel de batedor (aquele que chega à frente para avaliar o inimigo) de João Paulo II. Quando de sua visita a Cuba o Vaticano bateu o pé, não queria a solenidade no aeroporto de Havana, mas no centro da capital. O governo cubano exigiu e impôs o ato no aeroporto e ali Fidel Castro desarmou o golpe montado em Washington ao dizer que “milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo hoje e nenhuma delas é cubana”.
A despeito de todo o mau caratismo de João Paulo II e de toda subserviência ao império, não havia o que falar e sua visita se limitou aos adeusinhos, bênçãos e coisas assim. Para João Paulo II nunca importaram as milhões de crianças que pudessem estar dormindo no chão, nas ruas do mundo, mas as operações “salvadoras” do cardeal mafioso Marcinkus e o desmonte da Teologia da Libertação.
Castro cobriu de constrangimento o golpismo de João Paulo II.
O assassinato do arcebispo de El Salvador, progressista, por exemplo, crime praticado pela extrema-direita sob batuta da organização terrorista OPUS DEI, teve como conseqüência protestos formais e ficou do mesmo tamanho. A morte do arcebispo interessava aos EUA, foi um alívio para o Vaticano.
O Brasil foi um dos alvos principais de João Paulo II, pois aqui estavam figuras de destaque na Teologia de Libertação, como os cardeais Paulo Evaristo Arns, os irmãos Lorscheider, Dom Hélder Câmara, bispos do porte de Pedro Casaldáliga, Thomas Balduíno e tantos outros, inclusive o arcebispo anterior de Mariana, Dom Luciano Mendes de Almeida, além de vários sacerdotes diametralmente opostos ao que representa o showman Marcelo Rossi.
Hoje vivem em constante vigilância, muitos perseguidos ou isolados dentro da Igreja no processo de retorno ao período da Inquisição.
Quando da visita do fuhrer Bento XVI ao Brasil, por época da CELAM (CONFERÊNCIA EPISCOPAL LATINO/AMERICANA), o documento final, cuja tradução foi revista por um cardeal da nova ordem fascista católica, várias conquistas foram suprimidas com a desculpa de diferença entre um e outro idioma.
A OPUS DEI é só uma organização católica e terrorista e real o avanço do terrorismo católico sobre a classe trabalhadora (cidade e campo) em todo o mundo, mas principalmente na América Latina e na África. Entre Bento XVI e Edir Macedo a diferença está na fantasia com que se apresentam em público. O papa insiste em aparecer coroado, Macedo com sacos de dinheiro.
São iguais e servem ao mesmo senhor que certamente não é o Senhor que se escreve com letra maiúscula.
A OPUS DEI é uma prelazia pessoal formada por leigos, casados ou solteiros, e sacerdotes, foi reconhecida como prelatura pessoal por João Paulo II em 28 de novembro de 1982. Foi fundada por Josemaría Escrivã de Balaguer, em 2 de outubro de 1928 e fundamental na vitória dos fascistas na Espanha de Franco.
Balaguer foi substituído pelo bispo Dom Álvaro del Portillo e seu falecimento inesperado levou ao comando da organização terrorista Monsenhor Javier Echevarría Rodriguez. O comando é vitalício e o atual dirigente máximo foi sagrado bispo por João Paulo II em janeiro de 1995.
A mortificação, ou auto flagelação é uma das características impostas pela organização terrorista/católica, embora seus principais dirigentes falem em “sacrifícios corporais moderados”.
O centro de poder da OPUS DEI, hoje, está nos Estados Unidos.
Não poucos sacerdotes e estudiosos atribuem a OPUS DEI aspectos cruéis e perversos na luta pelo controle da cúpula católica, além da prática de atrocidades, fatos sempre desmentidos, mas nunca explicados por seus dirigentes. As críticas acabaram por impor a canonização de Josemaría Escrivá, como forma de atenuar a imagem da organização católica/terrorista.
O livro O CÓDIGO DA VINCI, transformado em filme, mostra a forma de agir da OPUS DEI. Métodos violentos para alcançarem seus objetivos e o comando da Igreja. O jornalista Cadu Silveira, em seu livro HISTÓRIA VIVA, maio de 2006, atribui a OPUS DEI ligações com regimes autoritários e elites conservadoras. É uma realidade perceptível nas tentativas de golpes militares na Venezuela (fracassado, abril de 2002) e na deposição do presidente Manuel Zelaya em Honduras. O presidente recém “eleito”, em pleito sob controle das armas e intimidações e prisões de opositores, além de abstenção superior a 69% do eleitorado, é integrante da organização.
Vai ver a culpa é do Irã, ou dos palestinos, pode até ser do MST e tudo deve ser complô de Chávez. Já Obama, vai mandar, em nome da cristandade, mais 30 mil soldados ao Afeganistão para “completar o serviço”.
As comemorações serão na Cervejaria Casa Branca. Qualquer comemoração em uma cervejaria qualquer de Munique despertaria maiores suspeitas sobre o caráter terrorista da OPUS DEI.





THE LEVEL OBAMA – GOOD BOY BO - Laerte Braga

Segundo a rede CNN os níveis de popularidade do presidente Barack Obama caíram a níveis inferiores a 50%. Nos Estados Unidos, tirando New York e Chicago, vida inteligente é difícil. Em Miami e Los Angeles, por exemplo, é possível encontrar pessoas pelas ruas tugindo, mugindo, ou então urrando, a começar pelo governador da Califórnia Arnold Alois Schwarzenegger. Isso quando não estão balindo. O governador, quando jovem e saiu de sua terra Natal para a redenção na América, comprou o manuel de Charles Atlas. O endereço abaixo é o do twitter de BO, o cãozinho da família Obama. É atualizado diariamente, traz os pensamentos e opiniões de BO. No dia de Ação de Graças, por exemplo, BO foi acordado com Sasha com um beijo, um abraço e a declaração “eu amo você”. Registrou que não se cansa nunca de ouvir esse tipo de confissão e por isso lambeu-lhe o rosto.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1404050-6174,00-CACHORRO+DA+FAMILIA+OBAMA+GANHA+BLOG+E+TWITTER+EXTRAOFICIAIS.html
Sugiro BO para o lugar de Obama.

A bem da verdade, em alguns cantos de Los Angeles, Hollywood, tanto existe essa indústria da máquina de fabricar abóboras como resquícios de vida inteligente, dos tempos de Billy Wilder, por exemplo.
Miami não tem jeito. Elegeu um Bush governador, saiu de lá a fraude que “elegeu” outro Bush presidente e pior, virou modelo de exportação. A Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, antiga Cidade Maravilhosa (ninguém sobrevive a César Maia, Rodrigo Maia, Garotinho, etc), é cópia escarrada de Miami. As pessoas costumam levar cachorrinhos ao cabeleireiro em helicópteros para que os coitados não sofram com o stress do trânsito. Vai levar tempo ainda, mas estão aprendendo a andar de quatro para os males da coluna. Fazem exercícios diários em shoppings.
Nixon quando perdeu as eleições para Kennedy em 1960 foi tentar ser governador da Califórnia. Não conseguiu. Não percebeu que para ser governador do estado era necessário ser um estúpido e isso ele não era. Tramp, sim, vigarista de primeira linha, mas faltava a estupidez. O atual governador reúne as duas “virtudes”, como antes Ronald Reagan. Governou a Califórnia e os EUA.
Schwarzenegger não vira presidente por um impedimento constitucional. É americano naturalizado, tem green card, não é nativo.
Seria interessante que BO desse uma coletiva na Cervejaria Casa Branca para expor seus pensamentos e pontos de vista sobre, por exemplo, a enrolação que chamam de acordo em Honduras e terminou na eleição de um representante da OPUS DEI (organização terrorista/católica, a qual pertencia Francisco Franco, ditador espanhol e pertence o atual papa, Bento XVI).
Ficção ou não, a OPUS DEI é retratada em seu inteiro teor boçal no livro e no filme O CÓDIGO DA VINCI. E quando me refiro a ficção falo do livro e do filme, não da OPUS DEI. Está lá o cardeal hondurenho rezando Heil Hiltler desde o golpe de julho. Tentaram rezar na Venezuela, não deu certo.
Abençoa torturadores, militares estupradores, esse tipo de gente piedosa e subalterna a Washington.
O grande receio de Woody Allen em filmar fora de New York é exatamente ser vitima de alguma armadilha da CIA e acabar sendo cooptado pelo espírito de Los Angeles ou de Miami. Preferiu Barcelona, tinha a garantia de segurança absoluta e acabou fazendo um belo filme, como todos os que faz. Num dos seus filmes revela o inteiro teor mamãe olha eu aqui de Los Angeles.
Valeria a pena ouvir BO sobre os 30 mil homens (eram 40, por medida de economia Obama cortou 10 mil) enviados ao Afeganistão para “terminar o serviço”. BO é um “cão d’água português” e afegãos, na avaliação dos cervejeiros de agora ou antes na Casa Branca são “cães sarnentos” que não conhecem sequer catchup.
Marilyn Monroe usou muito para subir na carreira e num determinado momento, já estrela, confessou isso de público. Marlene Dietrich, alemã, foi clara. “É mania de americano e quem usa não come nada, só catchup, mata o gosto de tudo”.
Você acha o dito cujo catchup em todos os cantos do mundo e acondicionado em pacotinhos bonitinhos e ordinários.
Quando perdeu as eleições para governador da Califórnia, em 1964 ao que me lembre, Nixon percebeu que seria mais fácil dar a volta por cima sendo candidato a presidente em 1968. O outro candidato, Huber Humphrey, vice de Johnson era um sujeito inteligente, sinal que só ganharia em New York e Chicago, um ou outro lugar, mas assim mesmo por acidente de percurso. Foi barbada e foi por aí que Richard Milhous Nixon morto politicamente ressuscitou.
John Kennedy estava morto, Robert também e Edward havia se enrolado numa confusão com a secretária, isso nos EUA dá “perda de eleição”. No Brasil termina nas páginas amarelas de VEJA (desde que se pague o preço cobrado como o fez José Roberto Arruda), ou então na PLAYBOY).
Se for como a secretária de Marcus Valério nem naquelas historinhas antigas de Zéfiro. No máximo consegue um mandato de vereador, coisa assim.
Imagino que BO deve ter opiniões sobre o Irã. Não tem importância que não faça a mínima idéia do que seja a Revolução Popular Islâmica, mas é preciso ter opiniões e estar com a paciência prestes a se esgotar com o presidente Ahmadinejad em nome do american way life.
Poderia conversar com o peru perdoado por Obama, o CORAGEM, avaliar a situação e emitir um conceito que pelo menos permita a Obama (El Branquito) a tentar sair dos índices negativos nas pesquisas.
Acender a árvore de Natal da Casa Branca não foi o suficiente para dar um pulo no IBOPE de lá.
Duvido que BO pergunte em seu twitter se alguém quer um bom dia e peça que digam “eu, os que assim o desejam, mesmo porque não tem aquele dilema “bonneriano” sobre qual gravata usar para as mentiras de cada dia no JORNAL dito NACIONAL.
Eu se fosse Obama incluiria BO no desjejum matinal. É quando recebe os assessores imediatos, as notícias do dia. As avaliações sobre desempenho, sobre atos do governo, lê jornais, essas tarefas inglórias de quem se sacrifica pela “pátria”.
Ia ter um problema, contratar também o editor do twitter de BO, o que interpreta os pensamentos e opiniões do cão d’água português. Dizem que o tal twitter é extra-oficial e ninguém conhece quem o faz. Bobagem. É só achar o primeiro marqueteiro que estiver de bobeira na Cervejaria e está liquidado o assunto.
Se as opiniões de BO forem um tanto disparatadas em relação ao senso patriótico dos norte-americanos, enfurecer Dick Chaney e o senador John Mccain, paciência, não se pode agradar a todos ao mesmo tempo.
E ainda bem que BO é um cão d’água português, não nasceu na Califórnia e nem na Flórida, especificamente em Miami, imagino que seja assim, do contrário vai ser um desastre absoluto. Não custa tentar.
Vai ser de grande utilidade no país onde o esporte preferido é tiro ao alvo humano em bases militares, em escolas, em escritórios, nas ruas, ou então em “seres inferiores” como palestinos, afegãos, iraquianos, colombianos, latinos de um modo geral. Pode explicar esse fenômeno da “liberdade e da democracia”, ou então melhorar a mira.
E garantir a Israel o direito de “legitima defesa”.
Calígula não nomeou seu cavalo Incitatus para o Senado? Ora, onde John Mccain é senador não faria a menor diferença BO ser Secretário de Estado, por exemplo. Kissinger já foi... Até Geraldo Ford foi presidente da República… Nem quero falar de Bush, pai, filho ou irmão. E nem vou meter Ariel Sharon no meio, é pré-primata.
Esses são texanos e no Texas só conhecem petróleo, ainda não inventaram a roda ou um meio de comunicação além de bang bang. Mas já descobriram que um osso de um inimigo abatido na luta pela posse da água, pode ser transformado em um stik mortal.
Roubar água dos outros é com Israel.
Kulbrick, num plano mais geral mostrou isso no incrível “2001, uma Odisséia no Espaço”.
Quem sabe Bo ensina a Obama aquela canção que Hal começa a cantar assim que começa também a ser desativado.
Caso a taça quebre no final e o cara esteja em Júpiter, tudo bem. Não vai ser a primeira vez, entra um bebê para começar tudo de novo.
Um jogo de hóquei no gelo resolve todas as pendências. Só do joelho para cima e não vale tirar sangue. Só se for aquele sangue verde dos jogos de vídeo game, igualzinho ao que se vê na tela dos bombardeios que despejam bombas numa cerimônia de casamento (nada a ver com Altman) para eliminar terroristas e depois explica que “foi um lamentável engano”.
Chamem BO antes que seja tarde. O level Obama é para iniciantes, por isso pior que elefante em loja de louças. Está quebrando tudo e sendo devorado que nem mingau quente, do jeito que mineiro faz, pelas beiradas.
Nem que Walt Disney fosse vivo e tentasse um Pateta II. Pateta era ingênuo, mas decente. Não era mentiroso e tampouco um cínico.
Obama lembra Nixon. No debate final com Kennedy em 1960 a maquiagem derreteu com o calor do estúdio e deu a impressão de cansaço, de desãnimo. Foi decisivo o fato segundo alguns especialistas nessas bobagens televisivas, mas que acabam definindo a vida de mortais comuns, os que pagam.
A graxa negra que Obama passou para fingir-se negro está derretendo e o branco ariano do novo Reich começa a ficar visível.
Dizzie Gillespie era mais autêntico, mesmo parecendo preconceituoso. Candidatava-se a presidente pelo Bronx, New York lógico. O programa de governo era simples, trocar a divida externa brasileira pela mulata brasileira. A diferença fundamental é que Gillesppie produzia sons deliciosos e uma incrível harmonia nas almas das pessoas. Obama produz um som tétrico de bombas matando inocentes.
Duke Ellington não. Outro “graxa”. Tocou na festa do branquelo Joe Frazier. Prefiro Count Basie. Tocava para Muhamad Ali. Uma pena, a música de Ellington era única.
BO is the guy.

[Carta O BERRO] Quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer . . .- Vanderley Caixe

1 – Somos todos culpados pela ruína do planeta.
2 – É verde aquilo que se pinta de verde.
3 – Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.
4 – A natureza está fora de nós.





1 – Somos todos culpados pela ruína do planeta.
A saúde do mundo está feito um caco. ‘Somos todos responsáveis’, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao ‘sacrifício de todos’ nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam. Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20 por cento da humanidade cometem 80 por cento das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades.” Uma experiência impossível.

Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo.



2 – É verde aquilo que se pinta de verde.



Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação.

Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.” O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente. O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.



3 – Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.



Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas... As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco 92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno.

No grande baile-de-máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.

A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político.



4 – A natureza está fora de nós.



Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as órdens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão. Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala de submeter a natureza. Agora, até os seus verdugos dizem que é necessário protegê-la. Mas, num ou noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização, que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper seu próprio céu.

Freely-translated from Spanish by Arthur Goncalves Filho on December 5, 2009.

[Carta O BERRO] Escola das Américas : centro de formação de torturadores, golpistas e...- Vanderley Caixe


Escola das Américas : centro de formação de torturadores, golpistas e seqüestradores , promovido pelos EE.UU.
Depois de assistir o vídeo, veja a relação dos tortutadores brasileiros formados naquela escola.
Documentário “Escola das Américas”, dirigido por John Smilhula
A partir de entrevistas com diversas autoridades, o cineasta Smilhula revela o funcionamento do centro de treinamento, por onde passaram mais de 62 mil oficiais militares latino-americanos, entre os quais torturadores que violaram direitos humanos em países como Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.O filme conta a história desse centro de especialização de técnicas de tortura, desde sua criação no Panamá, em 1946, até a transferência, em 1977, para o Fort Benning, na Geórgia, onde recebeu a denominação de Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica. [ABI]O documentário traz também comentários de Noam Chomsky, Eduardo Galeano, Michael Parenti e outros, sobre a política externa americana na América do Sul e América Latina, abordando a militarização, globalização, segurança nacional e o chamado terrorismo internacional.
Apresenta depoimentos pessoais de vítimas da violência e da repressão na América Latina e levanta questões e preocupações referentes aos verdadeiros objetivos da política externa americana na América do Sul e Latina.
Co-produzido por Andrés Thomas Conteris que por mais de 25 anos viaja através das Américas do Sul e Central em luta pela proteção de Direitos Humanos na região e contra as estratégias americanas de desestabilização política da região. Em Janeiro de 2005, recebeu o prêmio de Direitos Humanos pelas organizações de Honduras pelo seu trabalho denunciando o envolvimento de oficiais e políticos americanos nos esquadrões da morte em Honduras.
Em 2007, Conteris compareceu a Reunião do Senado americano para protestar contra a confirmação de John Negroponte como vice-Secretário de Estado. John Negroponte era no referido período Vice-Secretário de Estado, o segundo no comando de Condoleezza Rice no Departamento de Estado ds EUA. Seu cargo anterior no governo Bush havia sido o de Diretor de Inteligência Americana.
A participação de Negroponte na América do Sul e Central está diretamente ligada as atividades dos esquadrões do chamado Projeto Condor, responsável pelo assassinato de centenas de participantes de movimentos de esquerda na região. Também ligado a Escola da Américas, onde são treinados paramilitares envolvidos na tortura e assassinato de dissidentes. Recentemente a Escola das Amíricas mudou seu nome para “The Western Hemisphere Institute for Security Cooperation”.
Contribuição de Telma Alencar (Canadá).
Fonte Blog Controvérsias e Tita Ferreira
Leia também no site da Tita: Brasileiros graduados em tortura pela Escola da Américas
Postado por é às 11:44
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2o DOMINGO DO ADVENTO 6 de dez 2009 destaque para o Evangelho de Lucas 3,1-6 - Bismarck Frota de Xerez

Anunciamos Jesus que virá no final dos tempos, mas Jesus está entre nós, Jesus enviou seu Espirito para VIVIFICAR TODA CARNE.
É "carne" que Lucas escreveu no evangelho de hoje Lc 3,6 "e toda carne verá a salvação de Deus".
O que significa "carne" , aquela palavra grega que Lucas usou para nomear o que "verá a salvação de Deus"?? Text oque Lucas tira de Isaías 40, 5 (segundo Isaias, o que escreveu no Exilio da Babilonia, anunciando novo Exilio de Libertação).
Consultei o original de Isaias 40,5, edição dos judeus em portugues. Traduzem por "criaturas" como algumas das nossas biblias, POREM Lucas usou a tradução dos LXX, tradução que fizeram 70 sábios judeus para o grego.
A palavra usada quer dizer O MESMO QUE O CONTEXTO DE ISAIAS 40,1-2.
QUANDO anuncia em Is 40,3 a vinda do Precursor, que nós acolhemos em João Batista, Isaías nos fala não de individuos, mas da fragilidade humana carente do Salvador, necessitada de restauração. No contexto babilonico, da volta do Exilio. Por isso os LXX traduziram por "carne", esta coisa perecível, frágil, incompleta. sempre insatisfeita. Traduzir a palavra hebraica por "criatura", pior, por "pessoa" é empobrecer o sentido original.
Além do que professamos no Credo a ressurreição da "carne", o que não significa dos ossos e da carne que pegamos.
Aqui temos uma pista para o significado da nossa fé na ressurreição. Mistério que professamos, mas que deve subordinar nossa mente investigativa aos textos biblicos. Libertando nossa investigação da fantasia extra-bíblica.
A tradução da CNBB, para uso liturgico, também reforça esta ideia ("carne") quando traduz Isaias 40,6 "tudo que é carne não passa de um ramo verde" que nos v v 7 e 8 falam que murcha, seca, "basta soprar sobre elas o vento do Senhor".
Isaías parte da situação concreta do Exilio da Babilonia para falar do Exilio da Humanidade libertada por Aquele (Is 40,11) "qual pastor apascentando o seu rebanho, juntará os cordeiros em Seu colo e carinhosamente conduzirá as que amamentam".
"AS QUE AMAMENTAM" que dão vida, que fazem o que está em Is 40,3:
-"preparai um caminho NO DESERTO para o Senhor!
- no ermo aplainai estrada para o nosso Deus!"
Is 40,4 (continuação)
- "toda depressão seja elevada,
- toda montanha seja rebaixada,
- para todo precipicio ficar plano
- e o tortuoso ficar reto."
CHAVE BIBLICA dada hoje pelo meu pároco Orides na homilia deste 2o domingo do Advento:
- vale = os pobres;
- montanhas = os que dominam, soberbos, (no contexto de Isaias, a elite de Israel que estava no Exilio);
- tortuoso = o poder que oprime os filhos de Deus; (no contexto de Isaías: a Babilonia)
- as escarpas (precipicios) = os obstaculos no caminho que leva a Deus (Mc 12,26);

Um olho lá, outro cá - Barbet

Diz a manchete do site do The Wall Street Journal que o empresariado americano acompanha com interesse a reunião de Copenhague, mas que hoje ele está mais preocupado com um anúncio que deve ser feito pela EPA, a agência ambiental do governo federal americano. Segundo o The Washington Post, a EPA convocou coletiva para dizer que vai declarar formalmente que o Co2 e mais outros quatro gases que contribuem para o efeito estufa ameaçam a saúde e o bem estar do público. A reportagem do jornal especula que a declaração, mesmo que não haja uma decisão do Congresso sobre limite de emissões, pode obrigar milhares de empresas a investirem dinheiro para controlar a emissão desses gases. Os empresários estão fazendo contas e, pelo que diz o The Wall Street JournalJournal, estão apavorados com os custos de adaptação.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A FRACASSADA SOCIEDADE CARIOCA QUER DESGRAÇAR NOSSAS FORÇAS ARMADAS - Bismarck Frota de Xerez

23.11.09 - AMÉRICA LATINA E CARIBE
Entrevista com Maria Celina Soares D'Araújo: O papel das Forças Armadas no Brasil
Letra
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IHU - Unisinos *
Adital -
Quem já não ouviu alguém em uma roda de conversa defendendo a opinião de que os militares deveriam ganhar as ruas para fazer a segurança que é de responsabilidade da polícia? Pois segundo a professora da PUC-Rio, Maria Celina Soares D'Araujo, "as pesquisas indicam que a população quer as Forças Armadas atuando contra a violência. Mas os dirigentes e comandantes das mesmas não querem fazer isso, porque sabem que causará um impacto muito grande para a instituição". Na entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone, a socióloga explica que "a função do militar não é combater bandido. As Forças Armadas devem estar preparadas caso possa haver uma eventualidade de uma ameaça, de uma guerra, para dissuadirem a guerra. Não é nem para atacar". E continua: "temos, no Brasil, uma experiência de envolver as Forças Armadas no combate político. E isso é um problema até hoje. É um estigma que ficou para as Forças Armadas".
Doutora e mestre em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ, Maria Celina é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, é professora de graduação e pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio. Foi pesquisadora e professora titular do Cpdoc/Fundação Getúlio Vargas - RJ, professora da Universidade Federal Fluminense e professora visitante em algumas universidades do Brasil e do exterior.
Confira a entrevista.

IHU On-Line - Qual é o papel social e policial das Forças Armadas no Brasil hoje e qual deveria ser esse papel?

Maria Celina D'Araujo - O papel policial das Forças Armadas existe em situações excepcionais. Há um artigo na Constituição Federal que fala que as Forças Armadas, quando requisitadas por um dos poderes da República, podem atuar na garantia da lei e da ordem. Isso é uma atividade excepcional. O que se discute hoje é se devemos ou não ampliar essa atividade policial. O argumento para isso é de que as polícias são muito ineficientes, a violência é muito grande, e as Forças Armadas podem dar essa contribuição. Isso, do meu ponto de vista, é um equívoco. Porque se a polícia é ineficiente, se ela é mal organizada ou se não tem as condições para administrar a questão da violência, temos que melhorá-la. Não é trazendo outra instituição para tapar o buraco que se resolve o problema. Este é o debate. Há uma parte do parlamento, do governo, que quer envolver mais as Forças Armadas na atividade da policia e há uma parte da academia que também quer isso. No entanto, há uma parte que não, que pensa que devemos aprofundar, melhorar, requalificar os sistemas de segurança pública no Brasil: a polícia civil, a polícia militar, a polícia comunitária, as guardas municipais, enfim, fortalecer as instituições que têm por função específica essa atividade. As Forças Armadas têm a função constitucional de defesa do Estado. Não é de fazer segurança nas ruas. É defender o Estado em caso de ameaça que, felizmente, é remota no Brasil. Além disso, as Forças Armadas, constitucionalmente, no Brasil e em todo mundo, têm funções humanitárias. Em caso de catástrofes, elas são imediatamente acionadas para ajudar os poderes dos países, ajudar a sociedade em casos de terremotos, de enchentes, de epidemias. Há uma série de atividades humanitárias quando a sociedade está em risco que as Forças Armadas são chamadas a atuar, bem como em missões de paz. Ou seja, há funções sociais previstas, mas para esses casos excepcionais.

IHU On-Line - Quais as consequências de o governo delegar para as Forças Armadas o papel da polícia?

Maria Celina D'Araujo - O que sabemos pelo mundo afora é que isso não costuma dar muito certo. Temos, no Brasil, uma experiência de envolver as Forças Armadas no combate político. E isso é um problema até hoje. É um estigma que ficou para as Forças Armadas. E há vários países que envolveram as Forças Armadas não só no combate político, mas também no narcotráfico. A Bolívia, o Paraguai, a Venezuela, a Colômbia, o México, enfim, nossos vizinhos têm uma experiência nesse sentido, de dar para as Forças Armadas papel de polícia. Isso tem problemas sérios, porque na medida em que colocamos o militar em contato com o traficante, tende a haver uma contaminação e a facilidade de se corromper. A corrupção e as alianças com o narcotráfico na América Latina são muito fortes. Como as da polícia no Brasil, no caso de alguns policiais. A função do militar não é combater bandido. As Forças Armadas devem estar preparadas caso possa haver uma eventualidade de uma ameaça, de uma guerra, para dissuadirem a guerra. Não é nem para atacar.

IHU On-Line - Qual a visão que a sociedade civil tem das Forças Armadas?

Maria Celina D'Araujo - Temos uma situação bastante singular aqui. As pesquisas indicam que a população quer as Forças Armadas atuando contra a violência. Mas os dirigentes e comandantes das Forças Armadas não querem fazer isso, porque sabem que causará um impacto muito grande para a instituição. Mas as pesquisas indicam que a população quer isso, porque ela quer segurança. Não interessa quem vai fazer, se é a guarda municipal, civil, estadual, federal. Ela é a favor que haja mais gente cuidando disso. Os EUA querem que as Forças Armadas no Brasil assumam essa função, como uma força auxiliar dos EUA no combate ao narcotráfico, e há uma pressão muito grande dos EUA nesse sentido. Mas os militares, talvez por isso mesmo, por essa pressão norte-americana, não querem esse papel de combater o narcotráfico.

IHU On-Line - Quais os principais pontos da história da relação dos militares com as questões econômicas, em especial a industrialização, no Brasil e na América Latina?

Maria Celina D'Araujo - No caso do Brasil, o enlace dos militares com as questões econômicas é muito forte. Os militares brasileiros tiveram muita preocupação com armamentos, com indústria nacional de armamento, da defesa, e para isso é preciso industrialização, é preciso pesquisa, é preciso ter uma siderurgia, o que aconteceu nos anos 1940. E sempre tiveram um engajamento muito forte em atividades científicas, em escolas. As escolas militares são escolas de excelência. Mas isso não é o que ocorre nos demais países, aqui, nossos vizinhos, onde os militares têm uma ação econômica mais no sentido social. Os nossos vizinhos militares não têm um projeto de desenvolvimento como o Brasil teve. Os militares brasileiros abraçaram junto com a elite civil um projeto de desenvolvimento que é industrial, de alta tecnologia e até hoje isso é muito forte.

IHU On-Line - Em que sentido as Forças Armadas no Brasil e na América Latina continuam sendo vistas como um recurso instrumental para promover o desenvolvimento e para praticar políticas de bem-estar e de assistência social, mesmo considerando a debilidade política desta instituição?

Maria Celina D'Araujo - O que acontece hoje na América do Sul é uma instrumentalização das Forças Armadas no sentido de usá-las como um recurso para políticas sociais, como saúde, educação, infra-estrutura, construção de casas, distribuição de alimentos, etc. Isso na Venezuela é muito forte, assim como no Peru e no Equador. As Forças Armadas nesses países são como que um braço do governo, para auxiliar nas políticas sociais e de distribuição de renda. Cada país tem autonomia e soberania para seguir suas metas e dar a definição que quiser às Forças Armadas. Isso é delicado, porque é um envolvimento muito grande em questões de governo, e, portanto, uma possibilidade muito grande de partidarização das Forças Armadas, e isso é um risco. Imagino que isso crie certas debilidades. Por outro lado, cada sociedade adapta suas Forças Armadas às suas conveniências. De toda forma, estamos tendo uma situação muito singular na América do Sul, com Forças Armadas mais subordinadas ao poder civil. No entanto, elas possuem um grande protagonismo político e social.

IHU On-Line - O que marca a diferença de postura dos militares da época da ditadura para o regime democrático?

Maria Celina D'Araujo - Há um fato que é o tempo, o Deus Chronos. Acabou a guerra fria e acabou a ideia de que os militares eram a única instituição competente para livrar o país do comunismo, um projeto que deu certo em 1964, de proteger o país contra o comunismo, e a ideia de que as Forças Armadas eram a única instituição com condições de fazer isso. Nem o comunismo era tão grande, nem as Forças Armadas eram a instituição mais apropriada para governar o país. Foi assim que aconteceu. Hoje sabemos que era um conflito ideológico, que havia um projeto político dos militares que queriam, sim, dirigir o país, com o apoio da sociedade, porque militar sozinho não governa se não tiver apoio. Nem militar nem ninguém. O que observamos entre os comandantes militares atuais é uma diferença abissal. Hoje os comandantes militares têm uma ideia de profissionalismo muito mais forte, eles não têm um projeto político, são servidores do Estado e obedecem ao governo democrático de direito e à Constituição. Não se apresentam mais como atores políticos, que podem ter um projeto próprio ou falar em nome de um setor. É uma mudança muito grande e positiva que indica o fortalecimento da democracia no Brasil. As democracias têm como característica a subordinação dos milites ao poder civil e democrático. Isso dá mais segurança ao regime democrático.

IHU On-Line - Qual a influência das Forças Armadas para a construção de uma postura de autoritarismo na América Latina?

Maria Celina D'Araujo - O autoritarismo é uma característica do ser humano, de usar mal sua autoridade. No caso da América do Sul, os militares, desde o século XIX, com o ciclo de independência e a formação de repúblicas, tiveram um papel muito importante, uma preeminência muito grande, um protagonismo fundamental, e vários líderes militares se transformaram em caudilhos, e não eram expressões democráticas. O autoritarismo é uma característica forte do continente, não só dos militares. Não há exército prestigiado se não houver uma sociedade que o prestigie; não há honra militar se não houver uma sociedade que lhe dê honra; e não há governo militar se não houver uma sociedade que acabe dando consentimento a ele. Não podemos dizer que o autoritarismo vem dos militares. Ele está entre os militares com mais força porque os eles são parte da sociedade, são pessoas que nasceram e estudaram numa sociedade X. Eles não vieram de Júpiter ou Saturno. Acabam refletindo projetos políticos, ideais, vícios, valores de cada sociedade. A diferença é que o militar tem arma e o monopólio das armas. Isso faz com que, uma vez chegando ao poder, temos um sistema político anacrônico, que se mantém pela força, embora esses golpes tenham consentimento e haja uma parcela da população que sempre apóie, mas a manutenção desse poder se faz pela força, e os custos são muito grandes para a sociedade e a instituição.

IHU On-Line - Getúlio Vargas teve alguma influência para a constituição do perfil das Forças Armadas brasileiras?

Maria Celina D'Araujo - Muita, muita. Vargas, nos anos 1930 e 1940, foi um chefe de governo muito preocupado com a formação de Forças Armadas como instituições nacionais. Isso quer dizer que, até então, o Brasil tinha Forças Armadas muito caracterizadas por chefes locais, por caudilhos locais gaúchos, pernambucanos, etc. O que se vai fazer a partir dos anos 1930 com Vargas é criar padrões de avaliação, de carreira, de renovação das escolas, para criar um profissional militar que tivesse um padrão de qualidade de norte a sul e para valorizar a profissão. A valorização do militar no sentido de melhorar os quartéis, dos uniformes terem mais qualidade e um padrão, é o momento mais importante no sentido da formação das Forças Armadas modernas. Só que ainda acabaram muito politizadas, envolvidas com a política. O que hoje não temos mais. Mas Getúlio realmente teve um papel importante nisso tudo e sempre governou com o apoio das Forças Armadas. E quando não teve esse apoio, em 1945, ele caiu. As Forças Armadas sempre foram avalistas de Getúlio.


* Instituto Humanitas Unisinos

Asilo Presidencial para Battisti - Vanderley Caixe

EU TENHO CERTEZA DE QUE PODEMOS CONSEGUIR, até 1.º de fevereiro, quando se voltará a colocar na mesa o caso Battisti, cerca de 100.000 assinaturas

To: President of Brasil
Exmo. Sr. Presidente do Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva

Os abaixo assinados vimos, muito respeitosamente, oferecer a V. Exa. toda a força e apoio para o vosso governo REJEITAR as intensas e arrogantes pressões que tentam impor a extradição do literato e perseguido político Cesare Battisti.
Pedimos a V. Exa., que chefia o governo mais popular da história do Brasil, que, no momento adequado, CONCEDA ASILO POLÍTICO SOB RESPONSABILIDADE PRESIDENCIAL a Battisti, garantindo-lhe, em seguida, uma fórmula migratória permanente, para que possa trazer a família a este país e nele trabalhar em paz.
Como V. Exa. sabe, Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua sem luz solar (um castigo que já não existe em nenhum país civilizado!) por quatro crimes DOS QUAIS NÃO EXISTE NENHUMA PROVA NEM TESTEMUNHA OCULAR, tendo sido todo seu processo forjado a partir de DELAÇÕES PREMIADAS.
Além de levar os promotores italianos a, ridiculamente, atribuírem a Battisti dois homicídios ocorridos num intervalo de tempo insuficiente para ele transpor a distância entre ambas as cidades, de forma que a acusação teve de ser reescrita quando tal impossibilidade material ficou demonstrada, seu principal delator chegou a ser repreendido pelo magistrado de outro processo pela contumácia com que proferia falsas acusações.
Vossa decisão, Senhor Presidente, será também uma atitude de PROTEÇÃO AO INSTITUTO DO REFÚGIO/ASILO, seriamente ameaçado pela invasão do STF na área do Executivo.
Também se constituirá numa demonstração de afeto para com nosso povo, humilhado, insultado e injuriado obscenamente pelas autoridades italianas, com o apoio das colonizadas e subservientes elites brasileiras (especialmente a mídia).
Battisti escreveu 17 livros, fundou duas revistas virtuais, organizou numerosos congressos culturais e a 1ª Bienal de Artes Gráficas do México. Ele será tão útil para nossa cultura quanto o foi, quando se refugiou no México, o também escritor Gabriel Garcia Márquez (signatário, por sinal, de uma mensagem de apoio a Battisti).
A salvação de Battisti será a coroação de OITO anos de luta pela preservação da dignidade, independência e generosidade de nosso povo.
Atenciosamente,
OS ABAIXO ASSINADOS
Sincerely,
Entre no endereço abaixo e assine também,
http://www.petitiononline.com/btstlng/petition-sign.html

“O QUE É BOM PARA OS ESTADOS UNIDOS É BOM PARA O BRASIL” - Laerte Braga

Uma das primeiras decisões do governo do marechal Castello Branco, cumprindo o esquema traçado em Washington para o golpe de 1964 (implementado aqui pelo embaixador Lincoln Gordon e comandado pelo general Vernon Whalters) foi nomear um general udenista para o Ministério das Relações Exteriores, Juraci Magalhães. A tarefa era simples. Desmontar e sumir com qualquer vestígio de diplomatas lúcidos, inteligentes e defensores de uma política externa independente, cabe até a expressão brasileira, como vinha acontecendo no governo do presidente João Goulart.
E uma das primeiras falas de Juraci Magalhães foi mais ou menos como aquelas chamadas feitas em quartel. “recruta Magalhães? Sim senhor sargento, presente!” Juraci proclamou que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil.
Um jornal norte-americano divulga hoje que o presidente Barack Obama está descontente com a política externa do governo do presidente Lula. Obama esperava apoio para o golpe militar que seu “governo” patrocinou em Honduras, depondo o presidente constitucional Manuel Zelaya e ações concretas do Brasil contra governos que contrariam interesses norte-americanos, caso da Venezuela, da Bolívia e do Equador, mais explicitamente e de Cuba (Cuba é como se vivêssemos hoje a situação do herói celta Asterix, enfrentando as legiões de César).

Os EUA têm o controle acionário do empresariado brasileiro, do PSDB, do DEM e do tal partido socialista de Roberto Freire, o PPS, parte do PSB, comandam o latifúndio e o agronegócio, boa parte das forças armadas e Obama imaginava que chamando Lula de “o cara”, ai ser a maior moleza naquele negócio de servir cerveja na Cervejaria Casa Branca.
A princípio Lula até caiu na esparrela, mas num dado momento parece ter percebido que o tal “o cara” tinha um sentido diverso e para isso contribuiu, com certeza, a lucidez de Celso Amorim, de longe o maior chanceler da história de nossa diplomacia. Não tira o sapato como os chanceleres de FHC quando chegam no aeroporto em New York e aceitam ser revistados para que se saiba ao certo se são “terroristas” ou “confiáveis”.
Se carrega bomba nas meias. Assim como o DEM José Roberto Arruda, governador de Brasília e ex quase vice de José Jânio Serra, carrega dinheiro de propina.
Se os brasileiros não percebermos a enorme importância do nosso País para o imperialismo norte-americano, para o capitalismo, certamente seremos colônia de novo.
Interesses norte-americanos podem ser definidos como o controle total da economia no País, da política (tem um monte de deputados e senadores no bolso, assim tipo Eduardo Azeredo – começam comprando os mais baratos, depois vão aos mais caros – e de tudo que diga respeito a emascular qualquer perspectiva de desenvolvimento do Brasil, ou construção de um modelo político e econômico diverso desse que aí está.
Obtiveram avanços extraordinários no governo de FHC (empregado da Fundação Ford) com as privatizações (privatização igual apagão) e deitam olhos gulosos e colonizadores sobre o petróleo do pré-sal, a PETROBRAS, a região Amazônica e a chamada área da tríplice fronteira.
O sonho dourado de Obama era colocar bases militares no Brasil e a partir daí ter o controle de todo o esquema, de todos os negócios, melhor ainda se o próximo presidente for um tucano José Jânio Serra ou Aécio Pirlimpimpim Neves.
Aí é correr para o abraço e celebrar a conquista do campeonato.
Juiz para isso não falta, estão Gilmare Mendes e Cezar Peluzzo que não me deixam mentir. Marcam pênalti se preciso for tantas quantas vezes necessário for. E têm até bandeirinhas como Ellen Gracie para definir impedimentos inexistentes.
A política externa do governo Lula é um dos pontos altos do atual presidente. Lula que inventou o capitalismo a brasileira (definição de Ivan Pinheiro), parece estar buscando, neste final de governo, alguns acertos consigo mesmo, com sua história, ainda que insuficientes para resgatar os compromissos não cumpridos.
Mas, sem dúvidas, bem diferente, bota diferente nisso, no caráter principalmente, de FHC e sua quadrilha.
A era de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” acabou, pelo menos até o fim do governo Lula. Esse negócio de colocar um “sargento“ travestido de general no Itamaraty, Juraci Magalhães não existe mais.
O que de fato é bom para o Brasil é ruim para os EUA. Os EUA se sustentam numa economia falida e num poder militar único, capaz de destruir o mundo mais de cem vezes, com o qual sugam o sangue de nações como a nossa.
Ou vamos entender isso, ou breve, tudo igual a Barra da Tijuca. Pode ter certeza, o Morro do Alemão é melhor. Muito melhor, o pessoal lá é mais confiável.
E não tem aquele negócio de “quem quer bom dia diga eu”, para em seguida escolher a gravata do novo Superman, versão brasileira.
Está mais para doutor Silvana.

























quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

[Carta O BERRO] Convite - Sabados resistentes - d ia 5/12 - .Memorial da Res... - Vanderley Caixe

Companheir@s,
O Fórum dos Ex Presos e perseguidos políticos de São Paulo e o Nùcleo de Preservação da Memória Politica , em conjunto com o Memorial da Resistência de São Paulo, vem convidá-los para o lançamento do livro “A luta pela Anistia” e a homenagem a Eduardo Collen Leite, no dia 05 de dezembro conforme programação abaixo.
Sábados Resistentes
Memorial da Resistência de São Paulo – Largo General Osório, 66 – Luz
LANÇAMENTO DE LIVRO E ATO POLÍTICO- CULTURAL
05 de dezembro de 2009, no Café da Estação PInacoteca a partir das 11 horas
PROGRAMAÇÂO:
- Lançamento do livro "A luta pela Anistia”
Anais completos do seminário organizado em maio 2009 pelo Arquivo Público do Estado em conjunto com o Ministério Público Federal e varias outras entidades. (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Arquivo Público do Estado, Editora UNESP).
Homenagem a Eduardo Collen Leite (Comandante Bacuri) pelos 39 anos de seu assassinato.
Apresentação: Ivan Seixas
Momento Musical com o Grupo União e Olho Vivo
Depoimentos de companheiros do Bacuri
Leitura de poesias
Pronunciamento do Ministro Paulo Vannuchi e homenagens aos familiares de Eduardo Collen Leite.
Entrega do painel alusivo à figura do Bacuri elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República
Palavras finais de familiares
Encerramento Musical.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DEM ofereceu jantar para ministros do STF para tentar blindar Arruda - http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

O ministro Fernando Gonçalves do Superior Tribunal de Justiça, mostrou-se ser um homem de peito. Na quinta-feira, véspera da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, recebeu em seu gabinete o governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal. Ciente da investigação, não se sabe como, Arruda foi apelar para o bom senso do ministro. Pediu mais tempo para provar que era inocente.

Ao que consta, Gonçalves foi solícito, mas não deu esperanças. Arruda ligou para o amigo Aécio Neves, governador de Minas, que também entrou no circuito em solidariedade. Em vão. Logo depois, bastou um telefonema do ministro para a cúpula da PF. Como se sabe, no dia seguinte, 150 policiais federais foram às ruas de Brasília, Goiânia e Belo Horizonte para busca e apreensão de documentos.
O DEM faz cena. Sabia de Arruda em risco. Prova disso é que tenta blindar, senão o governador, pelo menos o partido. Na surdina, a cúpula do DEM promoveu na segunda-feira à noite um jantar com quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, na casa do senador Demóstenes Torres (DEMos/GO).Veja matéria do Zé Augusto
Estiveram no jantar do DEM em apoio ao governador Arruda o presidente do STF, Gilmar Mendes, os ministros do Supremo Ricardo Lewandowski, que vai assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo ano, e Dias Toffoli, recém nomeado para o tribunal.




[Catolicos_Debates] [Carta O BERRO] A FOLHA ENSANDECEU DE VEZ - por HÉLIO FERNANDES -Sem controle, abusou da liberdade de imprensa---Vanderley Caixe


Sem controle, abusou da liberdade de imprensa, envergonhou o país interna e externamente com um artigo libertino, cuja leitura provoca vômitos intermitentes
A “Folha de S. Paulo”, que comeu o pão que o diabo amassou para sobreviver, crescer e dizer a que veio, tem história bastante controvertida. Vende cerca de 350 mil exemplares diariamente e cerca de 450mil aos domingos e, inexplicavelmente, como um carro desgovernado, abriu um de seus mais nobres espaços para que, num artigo de página inteira, seu colunista César Benjamin, narrasse o passado de militante contra a ditadura e, finalmente, pudesse contar um suposto fato duvidoso da vida do atual presidente.

Segundo ele, durante a campanha presidencial de 1994 (na qual César trabalhou como petista e assessor), Lula, em reunião descontraída, teria afirmado que, quando preso no distante 1980, teria assediado um outro prisioneiro. Sua investida foi infrutífera porque a possível vítima resistiu. A curiosa situação foi negada por todos os participantes do mencionado encontro.

Irresponsavelmente, talvez com intenção ao que parece dolosa (destruir a imagem de outrem), a “Folha de S. Paulo” ofereceu uma página inteira para que o colunista, cuja existência é ignorada por 99,99% dos brasileiros, pudesse ressuscitar uma confidência-brincalhona feita por amigo, em conversa sem compromisso e assim, quem sabe, mostrar ao mundo, que o presidente Lula, que está sendo festejado e bem recebido em muitos países, não merece toda essa reverência, respeito e homenagem. Isso porque teria assediado um companheiro de prisão em momento de descontrole emocional ou de quase delírio há TRINTA ANOS.

Por essa razão, o articulista aproveitou para dizer que não pretendia assistir ao filme “O filho do Brasil”, que tenta reviver a trajetória seguida pelo atual presidente, desde seu nascimento até sua chegada à Presidência da República. Ele assegurou que quando preso, no Rio de Janeiro, não sofreu ameaças por parte de nenhum dos mais famosos e temidos criminosos e com os quais chegou a ter relacionamento cordial. Estaria insinuando que sua sorte poderia ter sido diferente, se tivesse sido preso também em 1980, no DOPS de São Paulo?

Sem dúvida, este foi o MAIS INDECENTE “FURO JORNALÍSTICO” dos últimos tempos, que diminui a imprensa, a grandeza do Estado Democrático de Direito e que, desgraçadamente, põe novamente em discussão os limites do direito de os veículos de imprensa informarem, de destruírem honras alheias, famílias inteiras, atentarem contra a dignidade alheia e a auto-estima de um povo, que se imagina governado por gente honesta, equilibrada.

A desastrada e encomendada matéria, com espaço tão farto e privilegiado, exala um mau cheiro insuportável, forçando a mudança do slogan da “Folha de S. Paulo”, de “UM JORNAL A SERVIÇO DO BRASIL” para “UM JORNAL QUE NÃO RESPEITA O LEITOR”.

Votei no Lula em 2002 e logo depois passei a criticá-lo por discordar de caminhos que adotou, traindo seu passado de lutas e o próprio programa de governo que prometeu e nem chegou a montar. Meu jornal, Tribuna da Imprensa, com 60 anos, foi uma das maiores vítimas dos truculentos governantes revolucionários e por não transigir, foi também “castigado” pelos governantes ditos democratas, inclusive o Lula, que proibiram as estatais de nele anunciar, assim, afastando também os anunciantes privados.

A “Folha de S. Paulo”, diferentemente, foi “um jornal a serviço da ditadura” e que cresceu à sua sombra. Sua covardia e colaboracionismo com os mandantes militares eram tão acentuados que as edições do jornal saíram vários anos sem editorial. O jornal nem tinha opinião.

Economicamente deficitário, sobreviveu, entre meados de 1960 e início de 1980, graças à utilização irregular de um valorizadíssimo espaço público no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo, onde montou a sua Rodoviária e para onde todos os ônibus que chegavam a São Paulo tinham que se dirigir. Essa centralização provocou durante décadas prejuízos incomensuráveis à cidade de São Paulo, que tinha seu trânsito totalmente congestionado, e à população, que tinha sua saúde afetada pelo excesso de poluição despejada no entorno da Rodoviária, uma gigantesca armação de ferro empastilhada e de um mau gosto ímpar.


No governo de Abreu Sodré, o coronel Fontenelle, diretor de trânsito de São Paulo, ameaçou deslocar a Rodoviária, descentralizando-a. A “Folha” ameaçou não dar sossego às autoridades de então se isto fosse efetivado. Nada aconteceu a não ser a morte do desautorizado coronel. Isto, sem falar na famosa história das “ASSINATURAS PERPÉTUAS”. (O senhor Otávio Frias exigiu a saída de Fontenelle. Demitido, no mesmo dia quando dava entrevista, morreu em frente às câmeras de televisão).

Como mostram alguns informes inseridos em diversos sites, se os inimigos da combativa “Folha de S. Paulo” dispusessem de uma página inteira para contar pormenores de seu surgimento, crescimento e consolidação como empresa jornalística, certamente, muitos casos inconvenientes poderiam surgir e que não deveriam assim mesmo ser publicados porque nada acrescentam ao dia-a-dia do leitor, como a absurda história, inescrupulosamente, publicada com a assinatura do colunista Benjamin, com o pleno conhecimento dos editores da mesma “Folha”.

Não dá para acreditar que a “Folha de S. Paulo”, que, competentemente, produz artigos e comentários fundamentados sobre os mais variados temas (jornal de maior circulação), tenha permitido que tamanho e tão comprometedor disparate tenha sido inserido em suas páginas.

Somente uma mente doentia e abominável poderia concordar com tal maldade, pois, goste-se ou não de Lula, a criminosa e intempestiva história atinge um cidadão que preside a República Federativa do Brasil há 7 anos e com aprovação de 70% de sua população, sem falar no prestígio que vem desfrutando no Exterior.

A matéria não é jornalística, não se justifica e foi mal montada. Seus escusos objetivos não foram bem dissimulados, o que só agrava a responsabilidade de quem autorizou sua edição e veiculação. Por muito menos, o conceituado jornal “O Estado de S. Paulo” vem sofrendo inaceitável censura prévia. O irresponsável artigo só faz crescer a convicção dos inimigos da liberdade de imprensa e que clamam por censura prévia mais ampla, indistintamente.

O comando editorial da “Folha de S. Paulo” tem a obrigação de, em primeira página, desculpar-se junto aos seus leitores, aos brasileiros em geral e aos eleitores de Lula e aos seus familiares por terem prestado tão sórdido desserviço ao país. Isso não é e nunca foi exercício democrático e nem uso responsável da liberdade de imprensa.

Otávio Frias, o pai de tudo, deve estar decepcionado com a falta de critério e de rumo de seus descendentes no comando do jornal “Folha de S. Paulo”.

A mente que produz e a que acolhe tão medonha “criação” não pode estar à frente de uma empresa de comunicação, que se quer responsável, criteriosa e comprometida com os interesses dos cidadãos brasileiros e do País. Basta. Meu estômago não é de ferro. Nem o dos 300 mil leitores que a própria Folha apregoa.

No mais, é pacífica a responsabilidade civil da empresa jornalística quando o autor da publicação tenha desejado ou assumido o risco de produzir o resultado lesivo, ou ainda, embora não o desejando, TENHA LHE DADO CAUSA POR IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA OU IMPERÍCIA. O fato de a “Folha” estar amparada pelo direito de liberdade de expressão não a isenta da responsabilidade pela prática de ato ilícito e, no caso, repugnante contra a figura de um Chefe de Estado e de Governo.

Assim, o direito da liberdade de informar não deve ser tolhido, mas exercido com responsabilidade sem lesionar os direitos individuais dos cidadãos. Em síntese, sem tirar nem por, com a extemporânea “revelação”, a “Folha de S. Paulo” abusou de seu direito de liberdade de expressão, o que resultou na violação da honra objetiva do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil, em âmbito nacional e internacional.



* * *

PS- Essa Folha de hoje que agride a si mesma e a seus leitores, tentando agredir o presidente da República de forma repugnante, é a mesma que servia de forma subserviente à ditadura. E que usava os carros (kombis) de transporte do jornal, e levava prisioneiros para as sessões amaldiçoadas nos porões da OBAN. (O correspondente ao Doi-Codi no Rio).

Além do mais, não há nem comprovação do fato noticiado e que teria SUPOSTAMENTE ocorrido em 1980, portanto há 29 anos. Lula realmente esteve preso, e nesse período sua mãe morreu, permitiram que ele fosse ao enterro. Era o mínimo que poderiam conceder.

PS2- A Folha nunca se mostrou o melhor exemplo da LIBERDADE DE IMPRENSA. Mas agora, vergonhosa e traumaticamente, o jornal mostra que é capaz de ser sempre e cada vez mais, saudosista da ditadura. E pode ser o jornal-arauto do regime que já identificam em alguns “paísecos” da América Central, (e não apenas aí) como DEMOCRACIA AUTORITÁRIA.

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=5001


[Carta O BERRO] Beatriz Bandeira Ryff , um século de luta..- Vanderley Caixe

Meus amigos,
a Beatriz Bandeira Ryff
completou 100 anos em
8/11/2009.
Foi presa na ditadura Vargas, com
mais de 70 anos de lutas contra
as desigualdades sociais.
Viveu exilada na outra ditadura dos
golpistas de 1964, com seu grande
companheiro Raul Ryff, que foi
assessor de imprensa do
ex-presidente Jango Goulart.
Favor repassar este convite aos
amigos.
Abraço do Sergio Caldieri
CONVITE
Companheiros e admiradores de BEATRIZ BANDEIRA RYFF, ativista política, professora e poetisa, mobilizados por seu aniversário, no dia 08 de novembro – data em que completou 100 anos e, por sua dedicação à causa da transformação social e política em nosso país, vão homenageá-la, em ato público, na Associação Brasileira de Imprensa - A.B.I.
BEATRIZ participou de distintos momentos históricos pela luta em favor das liberdades democráticas, dos direitos humanos e, por mais de oitenta anos, o fez a cada dia. Esteve nos cárceres da ditadura Vargas. É a única sobrevivente da Sala Quatro, compartilhada com Nise da Silveira, Maria Werneck e outras corajosas companheiras. A mesma cela que Olga Benário ocupou na Casa de Detenção, no Rio de Janeiro.
Por sua trajetória, militantes e companheiros das lutas democráticas, personalidades de nosso meio cultural e artístico e a A.B.I., entidade que é símbolo da resistência democrática, convidam para essa homenagem.
LOCAL: Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro
Data: 8 de dezembro de 2009. Terça-feira.
Hora: 18 horas
7º. Andar –Sala Belizário de Sousa

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

S.O.S. - Barbet

O Xingu vai virar sangue? - Barbet


E lá se vai mais uma tentativa de diálogo com o governo sobre a construção da usina de Belo Monte. O Ministério Público convocou uma audiência pública para ser realizada hoje (1/12) em Brasília sobre o mega empreendimento que vai alagar 51 hectares de floresta, onde vivem mais de 20 mil indígenas e cerca de 13 mil extrativistas. Para compor a mesa, o MP convidou o Ministério de Minas e Energia, FUNAI, IBAMA, Eletronorte, Eletrobrás, Consórcio Belo Monte, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Instituto Chico Mendes, BNDES e Casa Civil.

Só os últimos quatro mandaram representantes. Mesmo assim, como eles próprios reconheceram com todas as letras - ou demonstraram em seus brevíssimos, vergonhosos e vazios discursos – são apenas técnicos que não estão acompanhando o processo. O debate novamente ficou na linha de “nós para nós mesmo”. A proposta de levar representantes do governo para esclarecer as dúvidas das pessoas que serão atingidas pela construção da usina foi por água abaixo.

A audiência virou um grande desabafo dos mais de 60 moradores da região de Altamira (PA) que lotaram dois ônibus e viajaram por mais de dois dias até Brasília, para representar os diversos povos indígenas, os ribeirinhos e os pequenos agricultores que serão atingidos se a usina for construída.

Não chega a ser uma surpresa para esse povo que há vinte anos tem conseguido protelar a construção de Belo Monte. Mas não deixa de ser mais uma frustração. Frustração que vem aumentando o grau de tensão na região. Na fala dos índios era freqüente a profecia em tom de ameaça: o rio Xingu vai virar sangue. E a culpa vai ser do governo.

Nossa Galeria de fotos do banner gigante em Brasília - Barbet


AO VIVO: Greenpeace abre banner de nove mil metros quadrados e 1,5 tonelada - Barbet

Este banner é formado por 130 pedaços. Em ações de mobilização pelo clima realizadas durante todo o segundo semestre pelo Greenpeace, esses pedaços foram usados para a população mandar recados para o presidente. Mais de seis mil brasileiros aproveitaram para reiterar a Lula a importância da reunião de Copenhague.
Veja a transmissão ao vivo: