As consequências de um ataque mais amplo por parte dos EUA, da OTAN e de Israel contra o Irã são de grande alcance. A guerra e a crise econômica estão intimamente relacionadas. A economia de guerra é financiada por Wall Street que, por sua vez, se ergue como credor da administração dos EUA. Por sua vez, “a luta pelo petróleo” no Oriente Médio e Ásia Central serve diretamente aos interesses dos gigantes do petróleo anglo-estadunidense. Os EUA e seus aliados estão “batendo os tambores da guerra” na altura de uma depressão econômica mundial, para não mencionar a catástrofe ambiental mais grave na história da humanidade. O artigo é de Michel Chossudovsky, diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização.
Michel Chossudovsky - Global Research
Centro para a Investigação da Globalização (Global Research on Globalization)
A humanidade está numa encruzilhada perigosa. Os preparativos de guerra para atacar o Irã estão em estágio avançado. Sistemas de alta tecnologia, incluindo armas nucleares, estão totalmente desenvolvidos. Esta aventura militar está colocada sobre o tabuleiro de xadrez do Pentágono desde meados da década de 1990. Primeiro o Iraque, depois o Irã, segundo documentos desclassificados de 1995, do Comando Central dos EUA.
A escalada é parte da agenda militar. Além do Irã, próximo objetivo junto com a Síria e o Líbano, esse desdobramento estratégico ameaça também a Coréia do Norte, a China e a Rússia. Desde 2005, os EUA e seus aliados, incluídos aqui os Estados Unidos da OTAN e Israel, estão envolvidos numa ampla atividade e no armazenamento de sistemas de armas avançados.
Os sistemas de defesa aéreos dos EUA, os países membros da OTAN e Israel estão totalmente integrados. Trata-se de uma tarefa coordenada pelo Pentágono, pela OTAN e pela Força de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), com a participação ativa de militares de vários países da OTAN e não só, incluindo os estados árabes de primeira linha (os membros da OTAN do Mediterrâneo e a Iniciativa de Cooperação de Istambul), Arábia Saudita, Japão, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, Singapura, Austrália, entre outros. A OTAN se compõe de 28 estados membros. Outros 21 países são membros do Conselho da Aliança Euro-Atlântica (EAPC); o Diálogo Mediterrânico e a Iniciativa de Cooperação de Istambul contam com dez países árabes e Israel.
O papel do Egito, dos Estados do Golfo e da Arábia Saudita (dentro de uma aliança militar ampliada) é de particular relevância. O Egito controla o trânsito de barcos de guerra e de barcos petroleiros pelo Canal de Suez. Arábia Saudita e os Estados do Golfo ocupam a costa ocidental do sul do Golfo Pérsico, o estreito de Ormuz e o Golfo de Omã.
Em princípios de junho deste ano o Egito informou que permitiu a onze barcos dos EUA e de Israel passar pelo Canal de Suez, numa aparente sinalização ao Irã. Em 12 de junho, vozes da imprensa regional informaram que os sauditas haviam dado a Israel autorização para sobrevoar seu espaço aéreo (Mirak Weissbach Muriel, Israel Insane War on Iran Must Be Prevented, Global Research, 31 de julho de 2010). Na doutrina militar consagrada após o 11 de setembro, o estabelecimento massivo de armamento militar se definiu como parte da chamada Guerra Global contra o terrorismo, dirigido para organizações terroristas não estatais, como a Al Qaeda e os chamados Estados patrocinadores do terrorismo, entre eles o Irã, Síria, Líbano e Sudão.
A criação de novas bases militares dos EUA, o armazenamento de armas avançadas, incluindo as armas nucleares táticas, etc. foram levadas a cabo como parte da preventiva doutrina militar defensiva debaixo do guarda chuva da "Guerra Global contra o Terrorismo".
Guerra e crise econômica
As consequências de um ataque mais amplo por parte dos EUA, da OTAN e de Israel contra o Irã são de grande alcance. A guerra e a crise econômica estão intimamente relacionadas. A economia de guerra é financiada por Wall Street que, por sua vez, se ergue como credor da administração dos EUA.
Os produtores de armas dos EUA são os destinatários de bilhões de dólares do Departamento de Defesa do país, pelos contratos de aquisição de sistemas de armas avançadas.
Por sua vez, “a luta pelo petróleo” no Oriente Médio e Ásia Central serve diretamente aos interesses dos gigantes do petróleo anglo-estadunidense. Os EUA e seus aliados estão “batendo os tambores da guerra” na altura de uma depressão econômica mundial, para não mencionar a catástrofe ambiental mais grave na história da humanidade. Por amarga ironia, a British Petroleum, uma das maiores jogadoras do tabuleiro de xadrez geopolítico da Ásia Central no Médio Oriente, antigamente conhecida como Anglo-Persian Oil, causou a terrível catástrofe ecológica no Golfo do México.
Meios de desinformação
A opinião pública, influenciada pelo barulho dos meios de comunicação, oferece apoio tático, indiferente ou ignorante dos possíveis impactos daquilo que se mantém propositalmente como um fator punitivo da operação dirigida contra as instalações nucleares do Irã em lugar de uma guerra total.
Os preparativos de guerra incluem o aumento da atividade dos fabricantes de armas nucleares dos EUA e de Israel. Neste contexto, as consequências devastadoras de uma guerra nuclear são banalizadas ou simplesmente não se mencionam. A crise “real” que ameaça a humanidade é o “aquecimento global” e não a guerra.
A guerra contra o Irã é apresentada à opinião pública como um tema banal entre tantos outros. Não é apresentado como uma ameaça à Mãe Terra, como é o caso do aquecimento global. Não se noticia com destaque. O fato de que um ataque contra o Irã poderia levar a uma potencial escalada e o desencadear uma guerra global não é motivo de preocupação.
Culto à morte e a destruição
A máquina global de matar é sustentada pelo culto à morte e pela destruição que impregnam muitos dos filmes de Hollywood, e por não mencionar as guerras no horário nobre. E também pelas séries de televisão sobre delinquência.
Este culto à matança está respaldado pela CIA e pelo Pentágono, que apóia, financiando, produções de Hollywood como instrumento de propaganda de guerra.
O ex-agente da CIA Bob Baer disse: "Existe uma simbiose entre a CIA e Hollywood e revelou que o ex-diretor da CIA, George Tenet, se encontra atualmente em Hollywood, conversando com os estúdios. (Matthew Alford and Robie Graham, “Lights, Camera Covert Action: The Deep Politics of Hollywood”, Global Research, 31 de janeiro de 2009).
A máquina de matar se desenvolveu em nível global dentro do marco de estrutura de comando de combate unificado. E é mantida habitualmente por instituições de governo, meios corporativos, altos funcionários e intelectuais que se colocam à disposição de uma Nova Ordem Mundial a partir de um grupo de pensadores de Washington e dos institutos de investigação de estudos estratégicos, como instrumento indiscutível da paz e da prosperidade mundial. É a cultura da morte e da violência gravando-se na consciência humana.
A guerra está amplamente aceita como parte de um projeto social: a Pátria tem que ser defendida e protegida.
A violência legitimada e as execuções extrajudiciais contra os terroristas são mantidas nas democracias ocidentais como instrumentos necessários de segurança nacional.
Uma “guerra humanitária” é sustentada pela chamada comunidade internacional. Não é condenada como um ato criminoso. Seus principais idealizadores são recompensados por suas contribuições à paz mundial. Em relação ao Irã, o que se está desenvolvendo é a legitimação direta de uma guerra em nome de uma idéia ilusória de segurança mundial.
Um ataque aéreo “preventivo” contra o Irã levaria a uma escalada. Na atualidade existem três teatros de guerra no Oriente Médio e Ásia Central: Iraque, Afeganistão/Paquistão e Palestina.
Se o Irã se tornar objeto de um ataque “preventivo” por forças aliadas, toda a região, desde o Mediterrâneo Oriental até a fronteira da China com o Afeganistão e o Paquistão poderia arder em chamas, o que nos conduz, potencialmente, a um cenário de Terceira Guerra Mundial.
A guerra se estenderia ao Líbano e a Síria. É muito pouco provável que se os ataques, caso se concretizassem, ficassem circunscritos a instalações nucleares do Irã, como afirmam as declarações oficiais dos EUA e da OTAN. O mais provável será um ataque aéreo tanto a infraestruturas militares como civis, sistemas de transporte, fábricas e edifícios públicos.
O Irã, com dez por cento estimados do petróleo mundial, ocupa o terceiro lugar em reservas de gás, depois da Arábia Saudita (25%) e o Iraque (11%), pelo tamanho de suas reservas. Em comparação, os EUA têm menos de 2,8% das reservas mundiais de petróleo. (Cf. Eric Waddell, The Battle for Oil, Global Research, dezembro de 2004).
É de grande importância o recente descobrimento no Irã, nas regiões de Soumar e Halgan, das segundas maiores reservas mundiais conhecidas que se estimam em 12,4 bilhões de pés cúbicos. Apontar as armas ao Irã não só consiste em recuperar o controle anglo-estadunidense sobre o petróleo e a economia de gás, incluindo-se as rotas de oleodutos, mas também questiona a influência da China e da Rússia na região.
O ataque planificado contra o Irã faz parte de um mapa global coordenado de orientação militar. É parte da “longa guerra do Pentágono”, uma proveitosa guerra sem fronteiras, um projeto de dominação mundial, uma sequencia de operações militares.
Os planificadores militares dos EUA e da OTAN têm previsto diversos cenários da escalada militar. E são também muito conscientes das implicações geopolíticas, como por exemplo, saber que a guerra poderá se estender para além da região do Oriente Médio e da Ásia Central. Os efeitos econômicos sobre os mercados do petróleo, etc. são também analisados. Enquanto o Irã, a Síria e o Líbano são os objetivos imediatos, China, Rússia, Coréia do Norte, sem contar Venezuela e Cuba, são também objeto de ameaça dos EUA.
Está em jogo a estrutura das alianças militares. As atividades militares da OTAN-EUA-Israel, incluindo manobras e exercícios realizados na Rússia e suas fronteiras próximas com a China têm uma relação direta com a guerra proposta contra o Irã. Estas ameaças veladas, incluindo o seu calendário, constituem um claro aviso aos antigos poderes da época da Guerra Fria, para evitar que possam ou venham a interferir em um ataque dos EUA ao Irã.
Guerra Mundial
O objetivo estratégico em médio prazo é chegar ao Irã e neutralizar seus aliados, através da diplomacia dos tiros de canhão. O objetivo militar em longo prazo é dirigir-se diretamente à China e a Rússia.
Ainda que o Irã seja o objetivo imediato, o desdobramento militar não se limita ao Oriente Médio e a Ásia Central. Uma agenda militar global está estabelecida. O avanço das tropas de coalizão e os sistemas de armas avançadas dos EUA, da OTAN e seus sócios, está se configurando de forma simultânea em todas as principais regiões do mundo.
As recentes ações dos militares dos EUA em frente as costas da Coréia do Norte em forma de manobras são parte de um desenho global. Os exercícios militares, simulações de guerra, o deslocamento de armas, etc. dos EUA, da OTAN e seus aliados que se estão realizando simultaneamente nos principais pontos geopolíticos, visam principalmente a Rússia e a China.
-A península da Coréia, o Mar do Japão, o estreito de Taiwan, o Mar Meridional da China, ameaçam a China.
- O deslocamento de mísseis Patriot para Polônia, o Centro de Alerta próximo à República Checa, ameaça a Rússia.
- Avanços navais na Bulgária, na Romênia e Mar Negro, ameaçam a Rússia.
- Avanços de tropas da OTAN e dos EUA na Geórgia também.
- Um deslocamento naval de grande dimensão no Golfo Pérsico, incluindo-se submarinos israelenses, dirigidos contra o Irã.
Ao mesmo tempo, o Mediterrâneo Oriental, o Mar Negro, o Caribe, América Central e região andina da América do Sul, são as zonas de militarização em curso. Na América Latina e no Caribe, as ameaças se dirigem à Venezuela e a Cuba.
“Ajuda militar” dos EUA
Por sua vez, transferências de armas em grande escala foram feitas sob a bandeira norte americana como “ajuda militar” a países selecionados, incluindo-se cinco bilhões de dólares num acordo de armamento com a Índia que se destina a melhorar as capacidades bélicas da Índia contra a China. (Huge U.S – Índia Arms Deal To Contain China, Global Times, 13 de julho de 2010).
“Isto (a venda de armas) significa melhorar as relações entre Washington e Nova Delhi e, de forma deliberada ou não terá o efeito de conter a influência da China na região”. (Citado em Rick Rozoff, Confronting both China and Russia: U.S. Risks Military Clash With China in Yellow Sea, Global Research, 16 de julho de 2010).
Os EUA conseguiram acordos de cooperação militar com alguns países do sul da Ásia Oriental, como Singapura, Vietnã e Indonésia, incluindo sua “ajuda militar”, assim como a participação em manobras militares, sempre dirigidas pelos Estados Unidos, na órbita do Pacífico (julho/agosto de 2010). Esses acordos são de apoio às implementações de armas dirigidas contra a República Popular da China. (Cf. Rick Rozoff, op. Cit.)
Do mesmo modo e mais diretamente relacionado ao ataque planificado contra o Irã, os EUA estão armando os Estados do Golfo (Bahrein, Kuwait, Qatar e os Emirados Árabes Unidos) com o interceptador de mísseis terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (THAAD), assim como os baseados nos modelos de mísseis mar-3, interceptadores instalados em barcos de guerra de classe Aegis no Golfo Pérsico. (Cf. Rick Rozoff, NATO’s Role in the Military Encirclement of Iran, 10 de fevereiro de 2010).
Calendário de provisão e armazenamento militar
No que diz respeito à transferência de armas dos EUA para sócios e aliados, o crucial é o momento da entrega e do seu desdobramento. O lançamento de uma operação militar dos EUA ocorrerá, uma vez que esses sistemas de armas estejam em seu lugar mediante o desenvolvimento efetivo da aplicação e da capacitação do pessoal preparado. (Por exemplo, a Índia)
Estamos falando de um desenho militar mundial cuidadosamente coordenado e controlado pelo Pentágono, com a participação de forças armadas combinadas de mais de quarenta países. Esse desdobramento militar mundial é, com certeza, o maior desdobramento de sistema de armas avançados da história.
Por sua vez, os EUA e seus aliados têm estabelecido novas bases militares em diferentes partes do mundo. “A superfície da terra está estruturada como se fosse um enorme campo de batalha” (Cf. Jules Dufour, The Worldwide Network of US Military Bases, Investigación Global, 01 de julho de 2007).
O Comando Unificado da estrutura geográfica dividida em comandos de combate tem como base uma estratégia de militarização em nível global. “Os militares norte americanos têm bases em 63 países. E novas bases foram construídas a partir do 11 de setembro de 2001 em sete países. No total, existem 255.065 militares dos EUA distribuídos por todo o mundo”. (Cf. Jules Dufour, op. Cit.)
O cenário da Terceira Guerra Mundial
Esse desdobramento militar se produz em várias regiões e ao mesmo tempo sob a coordenação dos comandos regionais dos EUA com a participação de aliados no armazenamento de arsenais norte americanos, inclusive antigos inimigos, como o Vietnã e o Japão.
O contexto atual se caracteriza por uma acumulação militar global controlada por uma superpotência mundial que está utilizando seus aliados para desencadear numerosas guerras regionais.
A diferença que se estabelece com a Segunda Guerra Mundial, que foi também uma conjunção de distintas guerras regionais, é que com a tecnologia de comunicações e sistemas de armas da década de 1940, não havia estratégia em “tempo real” para coordenar as ações militares entre grandes regiões geográficas.
A guerra mundial se apóia num desdobramento coordenado de uma só potência militar dominante, que supervisiona as ações de seus aliados e sócios.
Com exceção de Hiroshima e Nagasak, a Segunda Guerra Mundial se caracterizou pelo uso de armas convencionais. A planificação de uma guerra mundial se baseia na militarização do espaço ultra terrestre.
Se uma guerra contra o Irã se inicia, não somente o uso de armas nucleares, mas toda uma gama de novos sistemas de armas avançadas, incluindo armas eletrônicas e técnicas de modificação ambiental, seria utilizada.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas
O Conselho de Segurança da ONU aprovou em princípios de junho último uma quarta rodada de sanções de grande alcance contra a República Islâmica do Irã, que incluem o embargo de armas e “controles financeiros mais estritos”.
Em amarga ironia, esta resolução foi aprovada poucos dias depois da negativa pura e simples do mesmo Conselho de Segurança em adotar uma moção de condenação ao Estado de Israel em seu ataque à Frota pela Liberdade em Gaza em águas internacionais.
Tanto a China quanto a Rússia, pressionados pelos EUA, têm apoiado o regime de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas em seu próprio prejuízo. Suas decisões no CS contribuem para enfraquecer sua própria aliança militar, a Organização de Cooperação de Xangai (OCS), onde o Irã tem o estatuto de observador. A resolução do Conselho de Segurança congela os respectivos acordos de cooperação militar e econômica da China e da Rússia com o Irã. Isto tem graves repercussões no sistema de defesa aérea do Irã que, em parte, depende da tecnologia e da experiência russas. A Resolução do Conselho de Segurança outorga, de fato, “luz verde” para liberar uma guerra preventiva contra o Irã.
A inquisição estadunidense: construção de um consenso político para a guerra
Em coro, os meios de comunicação ocidentais têm qualificado o Irã como uma ameaça à segurança mundial por seu suposto (inexistente) programa de armas nucleares. Fazendo eco com as declarações oficiais, os meios de comunicação estão exigindo agora a aplicação de bombardeios punitivos dirigidos contra o Irã, a fim de salvaguardar a integridade de Israel.
Esse mesmos meios de comunicação fazem soar os tambores de guerra. O propósito é incutir na mente das pessoas, a partir da repetição de notícias até a exaustão, a idéia de que a ameaça iraniana é real e que a República islâmica deve ser “banida”.
O processo de criação de um consenso para fazer a guerra é similar ao da Inquisição espanhola. Requer e exige submissão à idéia de que a guerra é uma tarefa humanitária.
Contudo, conhecida e documentada, a verdadeira ameaça à segurança global vem da aliança EUA-OTAN-Israel; na verdade, a realidade por um ambiente inquisitorial é exatamente o seu oposto: os belicistas parecem estar comprometidos com a paz, enquanto as vítimas da guerra se apresentam como protagonistas do conflito.
Considerando que em 2006 quase dois terços dos norte americanos se opunham a uma ação militar contra o Iraque, uma recente pesquisa feita em 2010 pela Reuter-Zogby, indica que 56% dos estadunidenses são favoráveis a uma ação militar da OTAN contra o Irã. A construção de um consenso político que se nutre de uma mentira não pode, contudo, confiar somente na posição oficial daqueles que são a fonte da própria mentira.
Os movimentos pacifistas nos EUA, que em parte têm sido infiltrados e cooptados, assumiram uma posição fragilizada em relação ao Irã. O movimento contra a guerra está dividido. A ênfase se coloca contra as guerras que estão em andamento (Afeganistão e Iraque) ao invés de se oporem vigorosamente a guerras que estão sendo preparadas e que se encontram sobre o tabuleiro de xadrez do Pentágono.
Desde a posse de Barack Obama, o movimento contra a guerra perdeu muito da sua força. Por outro lado, aqueles que se opõem ativamente às guerras no Afeganistão e no Iraque, não se opõem necessariamente à realização de “bombardeios punitivos” contra o Irã, nem consideram essas ações como atos de guerra. Guerra esta que poderia ser o prelúdio da Terceira Guerra Mundial.
A escalada de protestos contra a guerra em relação ao Irã tem sido mínima em comparação com as enormes manifestações que precederam os bombardeios de 2003 e a invasão do Iraque.
Mas a verdadeira ameaça à segurança do mundo vem da aliança EUA-OTAN-Israel. À operação Irã, não se opuseram, no âmbito diplomático, tanto a China quanto a Rússia, sendo que conta também com o apoio dos governos dos estados árabes de primeira linha que integram o diálogo OTAN - Mediterrâneo. Conta também com o apoio tácito da opinião pública ocidental.
Fazemos aqui um apelo às pessoas de todos os países, nas Américas, Europa Ocidental, Turquia, Israel, em todo o mundo, a levantarem-se contra este projeto militar, contra os seus governos que apóiam a ação militar no Irã, a levantarem-se contra os meios de comunicação que servem para dissimular as devastadoras conseqüências de uma guerra contra o Irã. Esta guerra será uma insanidade.
A Terceira Guerra Mundial é terminal. Albert Einstein sabia dos perigos da guerra nuclear e da extinção da vida na terra, que já começou com a contaminação radioativa resultante do urânio empobrecido. “Não sei com que armas se fará a luta numa III Guerra Mundial, mas na IV Guerra Mundial se lutará com paus e pedras”. Os meios de comunicação, os intelectuais, os cientistas e os políticos, em coro, ofuscam a verdade não contada, ou seja, que a guerra que utiliza ogivas nucleares destrói a humanidade e que este complexo processo de destruição gradual já começou.
Quando a mentira se converte em verdade, já não há volta atrás. Quando a guerra se invoca como uma “tarefa humanitária”, a justiça e todo o sistema jurídico internacional são tomados ao contrário: o pacifismo e o movimento contra a guerra são criminalizados. Opor-se à guerra se converte num ato criminoso.
A mentira deve ser exposta como aquilo que é e o que faz: sanciona a matança indiscriminada de homens, mulheres e crianças. Destrói famílias e pessoas. Destrói o compromisso das pessoas com os seus semelhantes. Impede as pessoas de expressarem sua solidariedade pelos que sofrem. Defende a guerra e o estado policial como a única saída. Destrói o internacionalismo.
Impedir a mentira significa impedir um projeto criminoso de destruição global. Nela, a busca do benefício é a força primordial. Este benefício, movendo a agenda militar, destrói os valores humanos e transforma as pessoas em zumbis inconscientes. Vamos inverter essa maré.
Desafio aos criminosos de guerra em seus altos cargos e em suas poderosas corporações, bem como aos grupos de pressão que os apóiam: fim da inquisição dos Estados Unidos da América. Fim da cruzada militar EUA-OTAN-Israel.Fechem as fábricas de armas e as bases militares. Retirada das tropas dos campos de guerra. Os membros das Forças Armadas devem desobedecer às ordens e negarem-se a participar de uma guerra criminosa.
(*) Michel Chossudovsky é laureado autor, professor (emérito) de Economia na Universidade de Ottawa e diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização (CRG), Montreal. É autor de ‘La Globalización de la Pobreza y el Nuevo Orden Mundial’ (2003) e de ‘La guerra de América contra el terrorismo’ (2005). Também é colaborador da Enciclopédia Britânica. Seus escritos são publicados em mais de vinte idiomas.
Tradução do espanhol de Izaías Almada.
domingo, 15 de agosto de 2010
ISREAL VERSUS IRÃ - Laerte Braga
Um grupo de mulheres israelenses revoltadas com a decisão do governo de seu país de impedir o deslocamento de mulheres palestinas até um determinado ponto de terras palestinas ocupadas (roubadas) por Israel, furou o bloqueio dos soldados e levou as mulheres palestinas até aquele ponto. Ver o mar, chegar ao mar, era a proibição do Reich de Tel Aviv.
Mulheres palestinas, de um modo geral, só servem a soldados de Israel para serem estupradas. E depois mortas. O povo que se considera escolhido por Deus como eleito nessa hora não é tanto eleito assim, é boçal na essência.
O absoluto silêncio da mídia ocidental sobre as condições de vida em Gaza, submetida a um bloqueio odioso por parte de Israel não permite que as pessoas tenham consciência do nível de barbárie dos sionistas/nazistas contra palestinos.
E nunca é demais registrar que Gaza é governada pelo Hamas, como resultado de um acordo entre o então presidente dos EUA Bil Clinton e o primeiro ministro de Israel Itzak Rabin. O acordo previa, entre outros itens, a criação do Estado Palestino, a devolução das terras ocupadas (roubadas) e eleições livres na Palestina. O Hamas venceu as eleições em Gaza. Israel não aceitou o resultado.
Nos festejos comemorativos da paz um sionista fanático, ou judeu fundamentalista como se costuma dizer, matou Rabin e a partir daí a escalada da violência das SS de Israel tornou-se incontrolável.
O estado de Israel (terrorista) dispõe de armas nucleares, é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio e em operações terroristas pelo mundo afora, como o assassinato de um líder do Hamas em Dubai. Agentes do MOSSAD, serviço secreto do nazi/sionismo usaram passaportes reais da Grã Bretanha, Alemanha e Itália com nomes falsos.
Mais que isso, bem mais, têm o controle de importantes grupos empresariais e bancos norte-americanos, ou pseudo-norte-americanos, além de profundas ligações com o Partido Republicano.
Deitam suas ações terroristas por todos os cantos do mundo em estreita colaboração com a CIA – serviço secreto dos EUA – o que os transforma, aos dois países numa espécie de organização terrorista dotada de um arsenal nuclear capaz de destruir o planeta cem vezes se necessário for.
O presidente Barack Obama fez um apelo a um site internacional que divulgou perto de noventa mil documentos secretos da guerra do Afeganistão onde fica clara e visível toda a natureza da guerra sórdida e terrorista que norte-americanos fazem naquele país.
Seqüestros, prisões sem culpa formada, assassinatos seletivos, eliminação sumária de civis considerados suspeitos (homens, mulheres e crianças). Os documentos ligam militares dos EUA aos tráficos de droga e mulheres passando pelo Oriente Médio e Europa.
Obama pede que novos documentos não sejam divulgados.
A Europa ocidental hoje é uma grande colônia dos EUA. Ocupada militarmente e sem condições de resistir a esse imperialismo. Antigas nações como Grã Bretanha, Alemanha, França, Espanha, nada mais são que bases do império norte-americano. Seus governos têm autonomia limitada. São usados para operações terroristas do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
A invasão e ocupação do Iraque no governo Bush se deu sob o pretexto da existência de “armas de destruição em massa” (expressão do governador geral da Grã Bretanha, Tony Blair), fato negado pelos inspetores das Nações Unidas e solenemente ignorado pelos EUA. O Iraque continua sendo um país ocupado e sua maior riqueza, o petróleo, está em mãos de companhias internacionais, dentre elas a BRITISH PETROLEUM, responsável pelo maior vazamento do chamado ouro negro em um oceano (danos irreparáveis ao meio-ambiente).
Não foram poucas as imagens de tortura e toda a sorte de violência em prisões iraquianas contra civis. Os torturadores eram os norte-americanos.
O governo do Afeganistão, tutelado pelos EUA, acaba de anunciar a descoberta de uma jazida de petróleo com reservas de um bilhão e oitocentos milhões de barris no norte do país. Segundo o ministro das Minas, Jawad Omar, “em breve começaremos a explorar a região. O próprio ministro declarou que os trabalhos de prospecção acontecem a seis meses e junto a geólogos norte-americanos.
O petróleo afegão vai para companhias internacionais. A maioria delas norte-americanas e outras tantas associadas.
O ministro das Minas havia anunciado dias antes que seu país iria começar a explorar jazidas de diferentes metais, algo no valor de “trilhões de dólares”. O NEW YORK TIMES anunciou que se tratavam de jazidas de ouro, lítio e outros minerais.
Obama luta até hoje, pouco mais de um ano e meio de governo, para de fato governar os EUA. Não se impôs, de saída não conseguiu fechar o campo de concentração de Guantánamo, eliminar as prisões secretas – muitas delas navios em alto mar – e pouco avançou em negociações de paz em qualquer parte do mundo que esteja em conflito, sobretudo Oriente Médio.
Tem um pepino nas mãos. O governo paralelo do Partido Republicano, que havia dado o sinal verde para o golpe militar em Honduras, a derrubada do presidente Manuel Zelaya (ação direta do senador John McCain, derrotado nas eleições por Obama), deu sinal verde a Israel para atacar o Irã e tentar destruir as instalações e usinas nucleares daquele país.
A hipótese que o Irã venha a construir armas nucleares e com isso mude a correlação de forças no Oriente Médio, acabando com a barbárie do estado terrorista de Israel, forçando negociações sérias de paz, ensejando a criação real e efetiva do Estado Palestino (decisão tomada pela ONU em 1948 e até hoje não cumprida), leva pânico ao bunker nazi/sionista em Tel Aviv.
A forma como a mídia ocidental trata o Irã, criminaliza a revolução islâmica, transforma-a em grande satã, tem, entre outros objetivos, o de propiciar um terreno favorável a Israel para uma ação terrorista desse porte.
Se milhões de pessoas morrem num conflito com essas proporções, o Irã tem defesas capazes de resistir a Israel, isso é o de menos desde que os negócios fiquem preservados. Tanto para norte-americanos como para os que governam Israel.
O caso da iraniana condenada a morte por adultério é um exemplo típico dessa criminalização. A pena de morte por apedrejamento foi e continua sendo vendida pela mídia. Quer simbolizar o atraso, o caráter medieval de um governo, uma Nação e estigmatizar mais ainda os muçulmanos.
O apedrejamento já foi suspenso e o anúncio oficial feito para todo o mundo. A pena de morte mantida pelo simples fato que a condenada em conluio com um outro homem foi responsável pela morte de seu marido. Centenas de crimes com esse viés acontecem no mundo inteiro. Um sem número de filmes mostrando esse tipo de situação já foram produzidos por Hollywood.
É evidente que apedrejar alguém até a morte por adultério é uma boçalidade sem tamanho. A pena de morte em si é a negação do ser humano como tal. E considerar adultério crime é outra estupidez.
Quando era governador do estado do Texas o ex-presidente George Bush não atendeu a nenhum pedido de clemência de dezenas de presos executados nas cadeias texanas. Hoje, com os avanços da genética, muitas famílias desses presos assassinados pelo estado estão recebendo indenizações monstruosas, pois os chamados exames de DNA comprovaram que boa parte era inocente.
O Ato Patriótico assinado por Bush, delírio nazista de um governante estúpido, permitia a tortura, entre elas a simulação de afogamento, para facilitar as políticas de combate ao terrorismo.
Se para combater o crime é preciso usar armas criminosas, um e outro são iguais.
A expressão terrorista vulgarizou-se no fanatismo nazi/sionista e imperialista dos EUA
Um eventual ataque de Israel ao Irã, a despeito dos apelos de Obama para que isso não aconteça, leva o mundo a riscos maiores que os já existentes e os já existentes estão exatamente no que Hans Blinx definiu como “embriaguês pelo poder militar”, referindo-se aos EUA em relação à guerra do Iraque. Blinx foi o inspetor chefe da ONU que declarou não existirem provas de armas químicas e biológicas no Iraque. Isso antes do ataque terrorista dos norte-americanos.
Israel é o câncer do Oriente Médio como está e como age.
É guerra hoje é um negócio fantástico para empresas desde que privatizadas, terceirizadas.
Na alienação vendida diariamente pela mídia mundial, nos EUA inclusive, tentando mostrar árabes, ou muçulmanos como terroristas, povos inferiores, atrasados, não se exibe, por exemplo, o concurso de língua mais comprida do mundo, realizado numa cidade norte-americana e com cobertura nacional da mídia, na demonstração indesmentível da mediocridade a que foram submetidos os habitantes do complexo terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
O imperialismo capitalista, selvagem, brutal, terrorista.
Essa denúncia, entre nós, é feita sistematicamente pelo secretário geral do PCB – Partido Comunista Brasileiro (não confundir PCB com a empresa PC do B S/A) – Ivan Pinheiro em cumprimento a decisões da Conferência Nacional do seu partido.
O governo do Irã é legítimo, produto de um processo revolucionário que pôs fim a um regime totalitário de décadas. O presidente é eleito pelo voto direto dos iranianos e a condenação à morte de uma mulher é repugnante por ser exatamente condenação a morte, mas o crime não é necessariamente adultério, é homicídio.
Quem dera que o JORNAL NACIONAL no histerismo mentiroso de William Bonner denunciasse todas as execuções em estados norte-americanos e todos os erros judiciários descobertos recentemente na barbárie que é intrínseca à sociedade norte-americana.
Um eventual ataque ao Irã será um ato de terrorismo puro e simples dos nazi/sionistas de Israel. Não diferem em nada de Hitler e seu Reich. São iguais.
E Obama, nessa história toda, é só um bobo que acha que é presidente dos Estados Unidos, que supõe, ele muitos, ser uma nação, mas é apenas uma grande empresa controlada por EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Combater o terrorismo na palavra dessa gente é tomar conta do petróleo, do ouro, do lítio no Afeganistão. No caso do Brasil, investir em José Arruda Serra para colocar de joelhos um país com dimensões continentais e trilhões de dólares em petróleo, nióbio, urânio, etc, etc.
Já o Irã é evitar que a revolução islâmica crie condições efetivas de vida digna para os palestinos, para o Estado Palestino, pondo fim ao saque sionista promovido a partir de um tumor canceroso na região, Israel.
Mulheres palestinas, de um modo geral, só servem a soldados de Israel para serem estupradas. E depois mortas. O povo que se considera escolhido por Deus como eleito nessa hora não é tanto eleito assim, é boçal na essência.
O absoluto silêncio da mídia ocidental sobre as condições de vida em Gaza, submetida a um bloqueio odioso por parte de Israel não permite que as pessoas tenham consciência do nível de barbárie dos sionistas/nazistas contra palestinos.
E nunca é demais registrar que Gaza é governada pelo Hamas, como resultado de um acordo entre o então presidente dos EUA Bil Clinton e o primeiro ministro de Israel Itzak Rabin. O acordo previa, entre outros itens, a criação do Estado Palestino, a devolução das terras ocupadas (roubadas) e eleições livres na Palestina. O Hamas venceu as eleições em Gaza. Israel não aceitou o resultado.
Nos festejos comemorativos da paz um sionista fanático, ou judeu fundamentalista como se costuma dizer, matou Rabin e a partir daí a escalada da violência das SS de Israel tornou-se incontrolável.
O estado de Israel (terrorista) dispõe de armas nucleares, é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio e em operações terroristas pelo mundo afora, como o assassinato de um líder do Hamas em Dubai. Agentes do MOSSAD, serviço secreto do nazi/sionismo usaram passaportes reais da Grã Bretanha, Alemanha e Itália com nomes falsos.
Mais que isso, bem mais, têm o controle de importantes grupos empresariais e bancos norte-americanos, ou pseudo-norte-americanos, além de profundas ligações com o Partido Republicano.
Deitam suas ações terroristas por todos os cantos do mundo em estreita colaboração com a CIA – serviço secreto dos EUA – o que os transforma, aos dois países numa espécie de organização terrorista dotada de um arsenal nuclear capaz de destruir o planeta cem vezes se necessário for.
O presidente Barack Obama fez um apelo a um site internacional que divulgou perto de noventa mil documentos secretos da guerra do Afeganistão onde fica clara e visível toda a natureza da guerra sórdida e terrorista que norte-americanos fazem naquele país.
Seqüestros, prisões sem culpa formada, assassinatos seletivos, eliminação sumária de civis considerados suspeitos (homens, mulheres e crianças). Os documentos ligam militares dos EUA aos tráficos de droga e mulheres passando pelo Oriente Médio e Europa.
Obama pede que novos documentos não sejam divulgados.
A Europa ocidental hoje é uma grande colônia dos EUA. Ocupada militarmente e sem condições de resistir a esse imperialismo. Antigas nações como Grã Bretanha, Alemanha, França, Espanha, nada mais são que bases do império norte-americano. Seus governos têm autonomia limitada. São usados para operações terroristas do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
A invasão e ocupação do Iraque no governo Bush se deu sob o pretexto da existência de “armas de destruição em massa” (expressão do governador geral da Grã Bretanha, Tony Blair), fato negado pelos inspetores das Nações Unidas e solenemente ignorado pelos EUA. O Iraque continua sendo um país ocupado e sua maior riqueza, o petróleo, está em mãos de companhias internacionais, dentre elas a BRITISH PETROLEUM, responsável pelo maior vazamento do chamado ouro negro em um oceano (danos irreparáveis ao meio-ambiente).
Não foram poucas as imagens de tortura e toda a sorte de violência em prisões iraquianas contra civis. Os torturadores eram os norte-americanos.
O governo do Afeganistão, tutelado pelos EUA, acaba de anunciar a descoberta de uma jazida de petróleo com reservas de um bilhão e oitocentos milhões de barris no norte do país. Segundo o ministro das Minas, Jawad Omar, “em breve começaremos a explorar a região. O próprio ministro declarou que os trabalhos de prospecção acontecem a seis meses e junto a geólogos norte-americanos.
O petróleo afegão vai para companhias internacionais. A maioria delas norte-americanas e outras tantas associadas.
O ministro das Minas havia anunciado dias antes que seu país iria começar a explorar jazidas de diferentes metais, algo no valor de “trilhões de dólares”. O NEW YORK TIMES anunciou que se tratavam de jazidas de ouro, lítio e outros minerais.
Obama luta até hoje, pouco mais de um ano e meio de governo, para de fato governar os EUA. Não se impôs, de saída não conseguiu fechar o campo de concentração de Guantánamo, eliminar as prisões secretas – muitas delas navios em alto mar – e pouco avançou em negociações de paz em qualquer parte do mundo que esteja em conflito, sobretudo Oriente Médio.
Tem um pepino nas mãos. O governo paralelo do Partido Republicano, que havia dado o sinal verde para o golpe militar em Honduras, a derrubada do presidente Manuel Zelaya (ação direta do senador John McCain, derrotado nas eleições por Obama), deu sinal verde a Israel para atacar o Irã e tentar destruir as instalações e usinas nucleares daquele país.
A hipótese que o Irã venha a construir armas nucleares e com isso mude a correlação de forças no Oriente Médio, acabando com a barbárie do estado terrorista de Israel, forçando negociações sérias de paz, ensejando a criação real e efetiva do Estado Palestino (decisão tomada pela ONU em 1948 e até hoje não cumprida), leva pânico ao bunker nazi/sionista em Tel Aviv.
A forma como a mídia ocidental trata o Irã, criminaliza a revolução islâmica, transforma-a em grande satã, tem, entre outros objetivos, o de propiciar um terreno favorável a Israel para uma ação terrorista desse porte.
Se milhões de pessoas morrem num conflito com essas proporções, o Irã tem defesas capazes de resistir a Israel, isso é o de menos desde que os negócios fiquem preservados. Tanto para norte-americanos como para os que governam Israel.
O caso da iraniana condenada a morte por adultério é um exemplo típico dessa criminalização. A pena de morte por apedrejamento foi e continua sendo vendida pela mídia. Quer simbolizar o atraso, o caráter medieval de um governo, uma Nação e estigmatizar mais ainda os muçulmanos.
O apedrejamento já foi suspenso e o anúncio oficial feito para todo o mundo. A pena de morte mantida pelo simples fato que a condenada em conluio com um outro homem foi responsável pela morte de seu marido. Centenas de crimes com esse viés acontecem no mundo inteiro. Um sem número de filmes mostrando esse tipo de situação já foram produzidos por Hollywood.
É evidente que apedrejar alguém até a morte por adultério é uma boçalidade sem tamanho. A pena de morte em si é a negação do ser humano como tal. E considerar adultério crime é outra estupidez.
Quando era governador do estado do Texas o ex-presidente George Bush não atendeu a nenhum pedido de clemência de dezenas de presos executados nas cadeias texanas. Hoje, com os avanços da genética, muitas famílias desses presos assassinados pelo estado estão recebendo indenizações monstruosas, pois os chamados exames de DNA comprovaram que boa parte era inocente.
O Ato Patriótico assinado por Bush, delírio nazista de um governante estúpido, permitia a tortura, entre elas a simulação de afogamento, para facilitar as políticas de combate ao terrorismo.
Se para combater o crime é preciso usar armas criminosas, um e outro são iguais.
A expressão terrorista vulgarizou-se no fanatismo nazi/sionista e imperialista dos EUA
Um eventual ataque de Israel ao Irã, a despeito dos apelos de Obama para que isso não aconteça, leva o mundo a riscos maiores que os já existentes e os já existentes estão exatamente no que Hans Blinx definiu como “embriaguês pelo poder militar”, referindo-se aos EUA em relação à guerra do Iraque. Blinx foi o inspetor chefe da ONU que declarou não existirem provas de armas químicas e biológicas no Iraque. Isso antes do ataque terrorista dos norte-americanos.
Israel é o câncer do Oriente Médio como está e como age.
É guerra hoje é um negócio fantástico para empresas desde que privatizadas, terceirizadas.
Na alienação vendida diariamente pela mídia mundial, nos EUA inclusive, tentando mostrar árabes, ou muçulmanos como terroristas, povos inferiores, atrasados, não se exibe, por exemplo, o concurso de língua mais comprida do mundo, realizado numa cidade norte-americana e com cobertura nacional da mídia, na demonstração indesmentível da mediocridade a que foram submetidos os habitantes do complexo terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
O imperialismo capitalista, selvagem, brutal, terrorista.
Essa denúncia, entre nós, é feita sistematicamente pelo secretário geral do PCB – Partido Comunista Brasileiro (não confundir PCB com a empresa PC do B S/A) – Ivan Pinheiro em cumprimento a decisões da Conferência Nacional do seu partido.
O governo do Irã é legítimo, produto de um processo revolucionário que pôs fim a um regime totalitário de décadas. O presidente é eleito pelo voto direto dos iranianos e a condenação à morte de uma mulher é repugnante por ser exatamente condenação a morte, mas o crime não é necessariamente adultério, é homicídio.
Quem dera que o JORNAL NACIONAL no histerismo mentiroso de William Bonner denunciasse todas as execuções em estados norte-americanos e todos os erros judiciários descobertos recentemente na barbárie que é intrínseca à sociedade norte-americana.
Um eventual ataque ao Irã será um ato de terrorismo puro e simples dos nazi/sionistas de Israel. Não diferem em nada de Hitler e seu Reich. São iguais.
E Obama, nessa história toda, é só um bobo que acha que é presidente dos Estados Unidos, que supõe, ele muitos, ser uma nação, mas é apenas uma grande empresa controlada por EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Combater o terrorismo na palavra dessa gente é tomar conta do petróleo, do ouro, do lítio no Afeganistão. No caso do Brasil, investir em José Arruda Serra para colocar de joelhos um país com dimensões continentais e trilhões de dólares em petróleo, nióbio, urânio, etc, etc.
Já o Irã é evitar que a revolução islâmica crie condições efetivas de vida digna para os palestinos, para o Estado Palestino, pondo fim ao saque sionista promovido a partir de um tumor canceroso na região, Israel.
sábado, 14 de agosto de 2010
O Barquinho - Barbet
O BARQUINHO
Barbet
12 agosto 2010
O vento suave soprava abafado,
Nem cheio, nem vazio apenas acanhado,
Levava e trazia confusos calafrios
E o barquinho seguia calado.
Ele nem sabia que era de papel,
Colorido, bem forte, mas era tinta seu rostelo.
Foi colocado, empurrado
E a brisa o levou acarinhado.
Gostoso era estar ao sabor do mar,
O céu azul e o horizonte o faziam sonhar,
Mas com o tempo, sem perceber,
Foi-se a tinta que o faziam ver.
Ainda seguia confiante em si,
Os barcos são mesmo assim, feitos para cingir.
O sal o acarinhava sutilmente
Ajudado pela água, o corromperam.
Afundou calado silencioso,
Sem um alarde soltar,
Foi-se com a mesma delicadeza,
Dos que sabem seu destino aceitar.
* * *
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
LUCAS 14: COMO SER CRISTÃO HOJE ? - bismarck frota xerez
Hoje, como no tempo de Jesus, existiam várias teoloias. Diferentes aplicações da Torá à MORAL. É o assunto de Lc 14,1-6. É LICITO.......?
A pergunta de Jesus provoca um DRAMA como o vivido pelo (anti) profeta Jonas.
Tanto o livro de Jonas como Jesus descrito por Lucas, nestes versiculos, descrevem um Deus misericordioso.
Como no livro de Jonas, aqui em Lucas, Jesus PERGUNTA, AGE, não discute, não faz sermão. É MISERICORDIOSO. É da sua natureza amorosa SER.
Como Jonas, que é do século V a.E.C., os contemporaneos de Jesus, e nós hoje, não sabemos responder as perguntas de Deus (Lc 14, 3-6).
A nossa dúvida hoje, a mesma dos contempraneos de Jesus, é qual o lugar do REINO DEUS na Vida.
Jesus conta em Lc 14,7-14 uma parábola para NOS situar no CHAMADO de Deus ao Banquete da Vida.
A lógica do REINO DE DEUS é diferente. Está em Lc 14,11.
Não sendo os evangelhos REPORTAGENS da vida de Jesus, só faz sentido lê-los COMO DISCIPULOS seguidores de Jesus.
A cada passagem se perguntar: o que isto diz para mim HOJE?
Jesus diz a nós DISCIIPULOS: ler Lc 14,12-13.
A MISSÃO EUCARISTICA dos disicipulos de Jesus é dar de comer, isto é resgatar os que vivem à margem , aqueles que a teologia daquele tempo dizia estarem em pecado.
No versiculo 14, a tradução "serás feliz" não traduz o grego de Lucas, que retrata um Povo EM MARCHA para Deus.
Uma tradução melhor do que Jesus falou seria:
"Os que então à CAMINHO, (ou em peregrinação), ..............receberão a recompensa na ressurreição".
A MISSÃO DO DISCIPULO é dar continuidade à Missão de Jesus: anunciar o Reino de Deus, não é ser feliz.
Nesta pericope a felicidade não é subjetiva, nem individualista, é PARTICPAÇÃO, desde agora, no REINO que está entre nós.
Para ser feliz, não precisada da retribuição, como faz o personagem que oferece o banquete onde está Jesus. Lc 14,12 c .
Como o Filho de Deus saiu da sua Comunidade Divida (Trinitária), Encarnou, para fazer os humanos Filhos de Deus.
Este é o modelo de seguimento de Jesus, discipulo MISSIONÁRIO, que se abre ao diferente, faz-se irmão, companheiro de Caminhada, (PRÉ-) CELEBRANDO a Vida onde não haverá distinções, onde não se esperará retribuições, pois Deus será TUDO em TODOS. Lc 14,14.
Lc 14,15-24
No versiculo 15, após Jesus dar o sentido do nosso Êxodo, um anônimo contesta Jesus. Esta contestação fica explicita na resposta que vem com a parábola em Lc 14,16-24.
A contestação se baseia na teologia de então.
No CONTEXTO de Jesus, falando ao Povo de Deus de até então, que por TRÊS vezes recusa a MISSÃO,
RELENDO, como o POVO DE DEUS HOJE, que PREFERE bens e gozo pessoal, como na parabola fizeram nossos irmãos mais velhos, Jesus esclarece a MISSÃO, Jesus reforça o que já dissera em Lc 14,13.
Jesus nos diz a quem chamar para o Banquete da Vida, Lc 14,21 e 23.
O v. 24 não é uma ameaça, é uma constatação: quem NÃO CAMINHA COM JESUS NÃO SE ALIMENTA DO BANQUETE, exatamente como no Êxodo.
Quando os que nos precederam sentiam saudades dos shoppings do Faraó, de suas praças de alimentação.
Não imaginavam que eram construtores de um REINO Novo, Luz para as Nações.
Jesus concluirá sua instrução PARA NÓS HOJE nos versiculos 25-27.
As traduções que usam a palavra que está no original: "odiar", não dão o sentido deste hebraismo. A tradução da CNBB traduz pelo que significa "odiar" na fala de Jesus, ontem e hoje : PREFERIR. (ah ! as traduções!!).
Lc14,28-33
Jesus continua a falar a DISCIPULOS, fala para quem quer VIVER DESDE JÁ AS DELICIAS DA CONSTRUÇÃO DO REINO DE DEUS.
CONTEXTO no tempo de Jesus e HOJE:
As "Grandes multidões (que) acompanhavam Jesus" , descritas no versiculo 25 são as conseqüências da teologia do contestador do versiculo 15, que Jesus dirá noutro texto, "qual ovelhas sem pastor". E se apiedava.
E conseqüência das recusas dos chamados da 1a e 2a Aliança.
Continuamos praticando a teologia do contestador do versiculo 15: o Êxodo, a Caminhada, acabou: Liberdade só na outra vida, se cumprirmos a letra da Lei.
Jesus recorda Deuterônomio 21,15-17: o DISCIPULO PREFERE a Justiça. As "multidões" que procuravam Jesus (pobres, aleijados, cegos, mudos, surdos, coxos) O buscavam para se REINTEGRAREM na Sociedade que os EXCLUÍA como pecadores. O ensino de Jesus os libertava desta "maldição".
Para em cada tempo o REINO DE DEUS avançar, desde o Genesis, Deus quer a PARTICIPAÇÃO dos humanos, DISCIPULOS como em Lc 14,28-33
Lc 14,34-35
O sal não perde o sabor nunca.
Mas os discipulos perdem eficácia quando não tem "ouvidos para ouvir".
Quando não usam seus talentos para construção do Reino em PREFERENCIA, e tudo mais lhe é dado em acrescimo.
A pergunta de Jesus provoca um DRAMA como o vivido pelo (anti) profeta Jonas.
Tanto o livro de Jonas como Jesus descrito por Lucas, nestes versiculos, descrevem um Deus misericordioso.
Como no livro de Jonas, aqui em Lucas, Jesus PERGUNTA, AGE, não discute, não faz sermão. É MISERICORDIOSO. É da sua natureza amorosa SER.
Como Jonas, que é do século V a.E.C., os contemporaneos de Jesus, e nós hoje, não sabemos responder as perguntas de Deus (Lc 14, 3-6).
A nossa dúvida hoje, a mesma dos contempraneos de Jesus, é qual o lugar do REINO DEUS na Vida.
Jesus conta em Lc 14,7-14 uma parábola para NOS situar no CHAMADO de Deus ao Banquete da Vida.
A lógica do REINO DE DEUS é diferente. Está em Lc 14,11.
Não sendo os evangelhos REPORTAGENS da vida de Jesus, só faz sentido lê-los COMO DISCIPULOS seguidores de Jesus.
A cada passagem se perguntar: o que isto diz para mim HOJE?
Jesus diz a nós DISCIIPULOS: ler Lc 14,12-13.
A MISSÃO EUCARISTICA dos disicipulos de Jesus é dar de comer, isto é resgatar os que vivem à margem , aqueles que a teologia daquele tempo dizia estarem em pecado.
No versiculo 14, a tradução "serás feliz" não traduz o grego de Lucas, que retrata um Povo EM MARCHA para Deus.
Uma tradução melhor do que Jesus falou seria:
"Os que então à CAMINHO, (ou em peregrinação), ..............receberão a recompensa na ressurreição".
A MISSÃO DO DISCIPULO é dar continuidade à Missão de Jesus: anunciar o Reino de Deus, não é ser feliz.
Nesta pericope a felicidade não é subjetiva, nem individualista, é PARTICPAÇÃO, desde agora, no REINO que está entre nós.
Para ser feliz, não precisada da retribuição, como faz o personagem que oferece o banquete onde está Jesus. Lc 14,12 c .
Como o Filho de Deus saiu da sua Comunidade Divida (Trinitária), Encarnou, para fazer os humanos Filhos de Deus.
Este é o modelo de seguimento de Jesus, discipulo MISSIONÁRIO, que se abre ao diferente, faz-se irmão, companheiro de Caminhada, (PRÉ-) CELEBRANDO a Vida onde não haverá distinções, onde não se esperará retribuições, pois Deus será TUDO em TODOS. Lc 14,14.
Lc 14,15-24
No versiculo 15, após Jesus dar o sentido do nosso Êxodo, um anônimo contesta Jesus. Esta contestação fica explicita na resposta que vem com a parábola em Lc 14,16-24.
A contestação se baseia na teologia de então.
No CONTEXTO de Jesus, falando ao Povo de Deus de até então, que por TRÊS vezes recusa a MISSÃO,
RELENDO, como o POVO DE DEUS HOJE, que PREFERE bens e gozo pessoal, como na parabola fizeram nossos irmãos mais velhos, Jesus esclarece a MISSÃO, Jesus reforça o que já dissera em Lc 14,13.
Jesus nos diz a quem chamar para o Banquete da Vida, Lc 14,21 e 23.
O v. 24 não é uma ameaça, é uma constatação: quem NÃO CAMINHA COM JESUS NÃO SE ALIMENTA DO BANQUETE, exatamente como no Êxodo.
Quando os que nos precederam sentiam saudades dos shoppings do Faraó, de suas praças de alimentação.
Não imaginavam que eram construtores de um REINO Novo, Luz para as Nações.
Jesus concluirá sua instrução PARA NÓS HOJE nos versiculos 25-27.
As traduções que usam a palavra que está no original: "odiar", não dão o sentido deste hebraismo. A tradução da CNBB traduz pelo que significa "odiar" na fala de Jesus, ontem e hoje : PREFERIR. (ah ! as traduções!!).
Lc14,28-33
Jesus continua a falar a DISCIPULOS, fala para quem quer VIVER DESDE JÁ AS DELICIAS DA CONSTRUÇÃO DO REINO DE DEUS.
CONTEXTO no tempo de Jesus e HOJE:
As "Grandes multidões (que) acompanhavam Jesus" , descritas no versiculo 25 são as conseqüências da teologia do contestador do versiculo 15, que Jesus dirá noutro texto, "qual ovelhas sem pastor". E se apiedava.
E conseqüência das recusas dos chamados da 1a e 2a Aliança.
Continuamos praticando a teologia do contestador do versiculo 15: o Êxodo, a Caminhada, acabou: Liberdade só na outra vida, se cumprirmos a letra da Lei.
Jesus recorda Deuterônomio 21,15-17: o DISCIPULO PREFERE a Justiça. As "multidões" que procuravam Jesus (pobres, aleijados, cegos, mudos, surdos, coxos) O buscavam para se REINTEGRAREM na Sociedade que os EXCLUÍA como pecadores. O ensino de Jesus os libertava desta "maldição".
Para em cada tempo o REINO DE DEUS avançar, desde o Genesis, Deus quer a PARTICIPAÇÃO dos humanos, DISCIPULOS como em Lc 14,28-33
Lc 14,34-35
O sal não perde o sabor nunca.
Mas os discipulos perdem eficácia quando não tem "ouvidos para ouvir".
Quando não usam seus talentos para construção do Reino em PREFERENCIA, e tudo mais lhe é dado em acrescimo.
AS ENTREVISTAS, OS DEBATES, SENHORAS E SENHORES HOJE TEM ESPETÁCULO - Laerte Braga
Eu tenho a sensação que quando William Bonner acorda deve fazê-lo imaginando quem um coro celestial desceu dos céus para despertá-lo e a partir daí dar início à missão diária de iluminar o mundo.
Deve ir ao twitter e colocar a clássica pergunta, ansiosamente desejada pelos mortais comuns, “quem quer bom dia?” Acredita, lógico, que isso soa como bênção de um papa aos fiéis na Praça de São Pedro. No caso, chega via computador e telinhas.
Marcelo Rossi, Fábio Melo, Edir Macedo, o cara que escapou dos tubarões e hoje cura AIDS, todas as doenças existentes ou que virão a existir por mandato divino, nada disso se compara a Bonner na pista do aeroporto de Congonhas –devidamente vacinado para não morder a equipe – esbravejando em tom patético e dramático, que faltam ranhuras na pista.
As entrevistas com os candidatos Dilma Roussef, Marina da Silva e José Arruda Serra, além da que vai ao ar hoje, quinta-feira, dia 12, com Plínio de Arruda Sampaio são pauta do show.
No Brasil, o principal oráculo do deus mercado é a GLOBO e Bonner é quem dá a sentença. Fátima Bernardes é como uma assistente de mágico de circo, fica segurando o casaco brilhante e ao final estende a mão para sugerir os aplausos.
Bonner tentou de todas as formas colocar a candidata Dilma Roussef contra as cordas. Desqualificar a candidatura Marina da Silva (sem necessidade, a própria candidata se desqualifica) e por pouco não convocou os anjos que o assessoram para ungir a candidatura de José Arruda Serra.
É o supremo sacerdote da comunicação no Brasil.
Pelo que sei, a não ser que haja mudança de última hora, a entrevista de Plínio de Arruda Sampaio não será ao vivo, no estúdio do JORNAL DA MENTIRA, o que chamam de JORNAL NACIONAL, mas gravada em São Paulo, ou no estúdio de São Paulo.
Plínio não tem compromisso que esse culto à rede GLOBO. Pelo contrário.
Nem vai ajoelhar-se ao entrar no PROJAC e rezar o Pai Nosso versão Roberto Marinho.
Como não o fariam Ivan Pinheiro e José Maria, respectivamente candidatos do PCB e do PSTU ignorados pela corte celestial global (até rimou).
Nas três entrevistas – Dilma, Marina e Arruda Serra – faltou a orquestra. É possível que no debate entre os candidatos um desses homens foguete venha direto de Washington e suba em direção aos céus para desfraldar uma faixa, “nós podemos mais”.
Quem? A GLOBO, ou o marionete tucano que atende pelo nome de José Arruda Serra?
Desde a aprovação da lei Adauto Lúcio Cardoso, em 1958 e até 1974, quando a ditadura introduziu o modelo santinho, candidato mudo, o debate se dava nos horários reservados aos partidos e ao vivo.
Da drástica mudança feita pelo general Geisel e a perspectiva de derrota avassaladora em 1978 para a ditadura (como aconteceu em 1974) chegamos ao ápice no estilo show das eleições, espetáculo das eleições.
Quem tira mancha melhor.
Vai chegar um dia que o voto vai ser dispensado. Vão fazer uma edição especial do programa de Fausto Silva, formar um júri, sortear provas especiais para os candidatos, tipo dança com um trabalhador, dança com um camponês, plantar uma árvore, coisas assim e o júri, ungido pelo sacerdote supremo decidir qual dos candidatos é o mais apto para o exercício da presidência da República.
A forma como a GLOBO, a grande mídia no seu todo, conduz o noticiário do processo eleitoral tem esse formato, esse feitio, de espetáculo e com o objetivo de atender aos interesses dos patrocinadores.
José Arruda Serra é apenas o marionete escolhido para representar esses interesses. Dão corda antes e colocam para dormir ao fim do dia. Dizem que ele não dorme, deve ser por isso, marionete, não é de carne e osso, foi montado pelos cenógrafos da GLOBO para atender aos interesses de bancos, latifundiários, grandes empresários e Washington.
Neste final de semana tudo indica que o INSTITUTO DATA FOLHA deve divulgar pesquisa montada em laboratórios desse paraíso – cheio de comerciais de desinfetantes mais inteligentes que você – tentando equilibrar o estrago feito pelas outras pesquisas que mostram o vampiro paulista em processo acelerado de anemia eleitoral, votos.
Tentar dar fôlego, gás e esperar os esquemas de todas as eleições, onde o show substitui o debate democrático, a participação popular, resumir tudo à dança com famosos e ao trambique do Criança Esperança (aliás, deve ser maldição, o São Paulo Futebol Clube jogou o primeiro jogo com o Internacional, semi-final da Libertadores com a camisa Criança Esperança e foi para o beleléu).
Nessa história não é só o São Paulo que dançou não, as crianças dançam também, o Brasil então...
Tem espetáculo sim, com direito a mágicas de Bonner e sua corte de anjos. Pelo menos até outubro, na tentativa de exorcizar essa mania de brasileiros de sonhar um País livre, soberano, justo, vale dizer, sem o show global.
Senhores proprietários de companhias aéreas, por favor, não deixem seus aviões caírem antes das eleições. Podem atrapalhar as manobras da GLOBO para transformar o esquema FIESP/DASLU em grande sonegação nacional através de José Arruda Serra.
O menino de ouro da GLOBO.
José Arruda Serra o criador de tudo. Lembra um amigo dono de um antigo armarinho no interior de Minas. Quando o freguês pedia um produto que não tinha estoque, respondia assim – “não se preocupe, o que não tem está chegando”.
No duro mesmo é aquele mail cretino que circula na internet sobre senadores que mortos, têm o direito de escolher entre o céu e o inferno. A propaganda do capeta é de tal ordem que escolhem o inferno. Quando chegam, de mala e cuia, só encontram um deserto pleno e absoluto. Não adiantou a reclamação. O Bonner de lá avisa, “ontem era campanha eleitoral”.
O programa de Arruda Serra é isso aí, a prática é outra.
Deve ir ao twitter e colocar a clássica pergunta, ansiosamente desejada pelos mortais comuns, “quem quer bom dia?” Acredita, lógico, que isso soa como bênção de um papa aos fiéis na Praça de São Pedro. No caso, chega via computador e telinhas.
Marcelo Rossi, Fábio Melo, Edir Macedo, o cara que escapou dos tubarões e hoje cura AIDS, todas as doenças existentes ou que virão a existir por mandato divino, nada disso se compara a Bonner na pista do aeroporto de Congonhas –devidamente vacinado para não morder a equipe – esbravejando em tom patético e dramático, que faltam ranhuras na pista.
As entrevistas com os candidatos Dilma Roussef, Marina da Silva e José Arruda Serra, além da que vai ao ar hoje, quinta-feira, dia 12, com Plínio de Arruda Sampaio são pauta do show.
No Brasil, o principal oráculo do deus mercado é a GLOBO e Bonner é quem dá a sentença. Fátima Bernardes é como uma assistente de mágico de circo, fica segurando o casaco brilhante e ao final estende a mão para sugerir os aplausos.
Bonner tentou de todas as formas colocar a candidata Dilma Roussef contra as cordas. Desqualificar a candidatura Marina da Silva (sem necessidade, a própria candidata se desqualifica) e por pouco não convocou os anjos que o assessoram para ungir a candidatura de José Arruda Serra.
É o supremo sacerdote da comunicação no Brasil.
Pelo que sei, a não ser que haja mudança de última hora, a entrevista de Plínio de Arruda Sampaio não será ao vivo, no estúdio do JORNAL DA MENTIRA, o que chamam de JORNAL NACIONAL, mas gravada em São Paulo, ou no estúdio de São Paulo.
Plínio não tem compromisso que esse culto à rede GLOBO. Pelo contrário.
Nem vai ajoelhar-se ao entrar no PROJAC e rezar o Pai Nosso versão Roberto Marinho.
Como não o fariam Ivan Pinheiro e José Maria, respectivamente candidatos do PCB e do PSTU ignorados pela corte celestial global (até rimou).
Nas três entrevistas – Dilma, Marina e Arruda Serra – faltou a orquestra. É possível que no debate entre os candidatos um desses homens foguete venha direto de Washington e suba em direção aos céus para desfraldar uma faixa, “nós podemos mais”.
Quem? A GLOBO, ou o marionete tucano que atende pelo nome de José Arruda Serra?
Desde a aprovação da lei Adauto Lúcio Cardoso, em 1958 e até 1974, quando a ditadura introduziu o modelo santinho, candidato mudo, o debate se dava nos horários reservados aos partidos e ao vivo.
Da drástica mudança feita pelo general Geisel e a perspectiva de derrota avassaladora em 1978 para a ditadura (como aconteceu em 1974) chegamos ao ápice no estilo show das eleições, espetáculo das eleições.
Quem tira mancha melhor.
Vai chegar um dia que o voto vai ser dispensado. Vão fazer uma edição especial do programa de Fausto Silva, formar um júri, sortear provas especiais para os candidatos, tipo dança com um trabalhador, dança com um camponês, plantar uma árvore, coisas assim e o júri, ungido pelo sacerdote supremo decidir qual dos candidatos é o mais apto para o exercício da presidência da República.
A forma como a GLOBO, a grande mídia no seu todo, conduz o noticiário do processo eleitoral tem esse formato, esse feitio, de espetáculo e com o objetivo de atender aos interesses dos patrocinadores.
José Arruda Serra é apenas o marionete escolhido para representar esses interesses. Dão corda antes e colocam para dormir ao fim do dia. Dizem que ele não dorme, deve ser por isso, marionete, não é de carne e osso, foi montado pelos cenógrafos da GLOBO para atender aos interesses de bancos, latifundiários, grandes empresários e Washington.
Neste final de semana tudo indica que o INSTITUTO DATA FOLHA deve divulgar pesquisa montada em laboratórios desse paraíso – cheio de comerciais de desinfetantes mais inteligentes que você – tentando equilibrar o estrago feito pelas outras pesquisas que mostram o vampiro paulista em processo acelerado de anemia eleitoral, votos.
Tentar dar fôlego, gás e esperar os esquemas de todas as eleições, onde o show substitui o debate democrático, a participação popular, resumir tudo à dança com famosos e ao trambique do Criança Esperança (aliás, deve ser maldição, o São Paulo Futebol Clube jogou o primeiro jogo com o Internacional, semi-final da Libertadores com a camisa Criança Esperança e foi para o beleléu).
Nessa história não é só o São Paulo que dançou não, as crianças dançam também, o Brasil então...
Tem espetáculo sim, com direito a mágicas de Bonner e sua corte de anjos. Pelo menos até outubro, na tentativa de exorcizar essa mania de brasileiros de sonhar um País livre, soberano, justo, vale dizer, sem o show global.
Senhores proprietários de companhias aéreas, por favor, não deixem seus aviões caírem antes das eleições. Podem atrapalhar as manobras da GLOBO para transformar o esquema FIESP/DASLU em grande sonegação nacional através de José Arruda Serra.
O menino de ouro da GLOBO.
José Arruda Serra o criador de tudo. Lembra um amigo dono de um antigo armarinho no interior de Minas. Quando o freguês pedia um produto que não tinha estoque, respondia assim – “não se preocupe, o que não tem está chegando”.
No duro mesmo é aquele mail cretino que circula na internet sobre senadores que mortos, têm o direito de escolher entre o céu e o inferno. A propaganda do capeta é de tal ordem que escolhem o inferno. Quando chegam, de mala e cuia, só encontram um deserto pleno e absoluto. Não adiantou a reclamação. O Bonner de lá avisa, “ontem era campanha eleitoral”.
O programa de Arruda Serra é isso aí, a prática é outra.
A HISTÓRIA REAL DO BRASIL - Laerte Braga
Um dos deputados procurados por Pimenta da Veiga foi Amaral Neto, oriundo do lacerdismo e figura fundamental para a ditadura em seus primeiros momentos. A resposta do deputado carioca foi fulminante – “você está louco, quer por fogo no Brasil?”
Pimenta da Veiga, bem ao seu estilo tucano (é anterior à fundação do PSDB) respondeu que aquilo não era para valer, era apenas para fazer média com seu eleitorado.
Não prosperou como era fácil de prever. E Amaral Neto não assinou.
A candidatura do general Ernesto Geisel à presidência da República em 1974 foi imposta por seu irmão, Orlando Geisel, todo poderoso ministro do Exército, do famigerado governo de Garrastazu Medice.
Geisel fora chefe do Gabinete Militar de Tancredo Neves, no breve período parlamentarista no governo de João Goulart, historicamente era ligado ao marechal Lott – falo de Ernesto – e tido como militar anti-americano entre seus pares. Escapou do processo de degola nas forças armadas após o golpe de 1964 por conta de dois fatores. O primeiro deles Castelo Branco. Foi o presidente que abriu a temporada de barbárie e era amigo íntimo do Geisel que viria a ser o futuro presidente. Segundo, seu próprio irmão, Orlando.
De qualquer forma foi jogado em escaninhos das forças armadas. Primeiro na PETROBRAS e em seguida no STM (Superior Tribunal Militar), uma espécie de velório para militares incômodos ou então prêmio para amigos dos donos do poder.
O principal mentor político de Geisel, ou oráculo do ex-presidente, era Tancredo Neves, então deputado federal do PMDB. E foi de Geisel que partiram as primeiras articulações dentro das forças armadas para levar Tancredo a ser o primeiro presidente civil no pós ditadura.
Entre o golpe de 1964 e sua candidatura presidencial Ernesto Geisel dedicou-se ao exercício de não falar nada, entrar na muda como dizem em Minas, para evitar ser estraçalhado pela chamada linha dura – extrema direita – do Exército brasileiro.
A própria escolha de Garrastazu Medice se deu após o golpe dentro do golpe em 1968, com a incapacidade do presidente Costa e Silva, num processo eleitoral interno, dentro das forças armadas. Disputou a indicação e venceu o general Afonso de Albuquerque Lima, que acabou ministro do Interior.
Medice era o preferido dos grupos de repressão e as eleições nos quartéis quase que repetiram o sistema de votação anterior à revolução de 1930. Voto aberto e sob vigilância dos setores que detinham os comandos. Era uma época em que a tal hierarquia se fundava na maior vocação para a barbárie. Vale dizer que em determinados momentos sargentos mandavam mais que majores, capitães, por aí afora.
Contava o número de escalpos de presos políticos torturados, presas estupradas, assassinatos, o de sempre em regimes dessa natureza e com essa característica.
Sem julgamento de mérito, Ernesto Geisel equilibrou-se entre concessões à linha dura e atitudes como a mandar Delfim Neto para ser embaixador em Paris, numa espécie de exílio dourado, mas longe do Brasil, conhecida a extraordinária capacidade do ex todo poderoso ministro para articulações de bastidores (fofocas para ser mais direto).
A cada passo numa direção Geisel dava outro noutra direção.
O assassinato de Wladimir Herzog foi um desafio à determinação do general presidente de colocar um fim à tortura. Mas só conseguiu demitir o comandante do antigo II Exército, com a segunda morte, a do operário Manuel Fial Filho. Geisel, dentro de seu Ministério, tinha um adversário, Sílvio Frota, ministro do Exército e ligado à linha dura.
A vitória final de Geisel só veio quando da indicação do general João Baptista de Oliveira Figueiredo para seu sucessor. Com apoio do chefe do Gabinete Militar Hugo de Andrade Abreu o presidente deu um contra golpe às manobras de Sílvio Frota. O ministro pretendia ser ele o indicado para concorrer à sucessão presidencial.
A rigor, Frota, que tinha como certo o apoio da maioria da tropa, foi pego de surpresa e praticamente ficou detido no chamado Forte Apache – Brasília – enquanto Hugo Abreu anulava suas forças principalmente dentro do Exército.
O golpe militar de 1964 promoveu o maior expurgo na história das forças armadas brasileiras. Mais de dois mil e quinhentos oficiais, suboficiais e sargentos foram reformados ou demitidos, muitos deles presos e assassinados, caso do capitão Lamarca e do major Cerveira, por exemplo. Ou do brigadeiro Rui Moreira Lima, de larga tradição legalista dentro da força aérea, vivo até hoje e exemplo de brasilidade em todos os sentidos.
O próprio Eduardo Gomes, fundador e patrono da Aeronáutica brasileira foi colocado numa geladeira ao dar apoio ao capitão Sérgio Macaco punido por ter denunciado o plano terrorista do brigadeiro Burnier. Esse queria explodir o gasômetro no Rio de Janeiro e colocar a culpa do atentado nos comunistas, aumentando o tom da repressão. Anulando os chamados setores moderados do golpe.
Há dúvidas sobre as circunstâncias da morte de Castelo Branco, como resta como última tentativa visível de sobrevivência das forças de extrema direita, o fracassado atentado do Rio Centro, no Rio, durante um show de música popular brasileira. No governo Figueiredo. A bomba explodiu no colo de um sargento que estava a bordo de um karmanghia com um capitão, ambos encarregados do atentado. Os culpados seriam os comunistas.
O sargento morreu e o capitão terminou coronel. Valeu a saída de Golbery do Couto e Silva, ligado a Geisel e que defendeu a punição dos culpados com inquérito público.
O processo democrático, numa boa medida, implica em reconstrução das forças armadas brasileiras. A imensa maioria dos chefes militares continua batendo continência para a bandeira e os interesses dos Estados Unidos e enxergando a presença de comunistas debaixo de cada cama de cada brasileiro.
Não há um compromisso explícito dos militares brasileiros com o País, mas com empresas multinacionais, latifúndio e a política imperialista dos EUA. Vivem ainda na pré-história, no tempo da guerra fria.
Uma das atitudes de Geisel quando presidente foi romper o acordo militar Brasil – EUA. Uma das concessões mais perigosas do governo Lula na sua política de uma no cravo e outra na ferradura foi o de reatar esse acordo.
Outra atitude de Geisel foi fortalecer a IMBEL (INDÚSTRIA BRASILEIRA DE MATERIAL BÉLICO) e a ENGESA (ENGENHEIROS ESPECIALIZADOS S/A). Num dado momento os veículos militares brasileiros, produzidos por essas empresas estatais, OSÓRIO e URUTU se mostraram superiores aos produzidos pela indústria bélica dos EUA, da França, da Grã Bretanha, da Bélgica e ganharam mundo afora sobretudo países árabes como a Líbia e o Iraque.
A EMBRAER, ainda estatal, começou a desenvolver em parceria com setores da construção aeronáutica da Itália, um projeto de caça bombardeio com tecnologia brasileira e italiana.
Quando citei acima a questão dos documentos secretos tinha em mente a história até agora secreta, das pressões e ações (de guerra inclusive) do governo dos EUA, contra a exportação de equipamentos bélicos produzidos por empresas estatais brasileiras para outros países.
O sucateamento da ENGESA e da IMBEL começou no governo Figueiredo e foi acentuado nos seus sucessores civis. A EMBRAER estatal, capaz de colocar a indústria aeronáutica brasileira entre as melhores do mundo, foi privatizada no governo de FHC.
Nada por acaso, tudo deliberado em Washington. Militares e governos subordinados aos interesses norte-americanos.
É recente a decisão do governo do ex-presidente Bush de vetar a venda de aviões de treinamento tucano da EMBRAER para a Venezuela. Por deterem tecnologia norte-americana em determinados componentes e pela participação acionária de grupos dos EUA.
Essas concessões, perigosas e que ferem a nossa soberania, plenas a absolutas no governo de FHC, cederam, por exemplo, no primeiro escândalo daquele governo (por si só um escândalo), o controle da Amazônia, no projeto SIVAM – SISTEMA DE VIGILÂNCIA DA AMAZÔNIA –, operado por uma “empresa” dos EUA e militares brasileiros, ou supostamente brasileiros.
FHC só não cedeu a base de Alcântara, no Maranhão, por força da pressão popular e da reação de setores nacionalistas das forças armadas.
A hipótese da eleição do candidato José Arruda Serra abre a possibilidade tão sonhada pelos norte-americanos no campo militar. Bases no Brasil. Na Amazônia, no Nordeste e no Sul.
Várias tentativas já foram feitas e refugadas.
Como dizia Nixon, “para onde se inclinar o Brasil, vai se inclinar a América Latina”, logo, é fundamental ter o controle do Brasil.
Num momento em que os EUA assumem o controle de praticamente todo o mundo a partir de uma “uma embriaguês pelo poder militar” (definição de Hans Blinx, inspetor da ONU no Iraque à época que precedeu a invasão - 2003 – e constatou a mentira das armas químicas e biológicas) o Brasil ganha contornos vitais para a política capitalista e imperialista norte-americana.
A presença de governos independentes e com projetos de integração latino-americana como o da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, Cuba, a própria Argentina e o Brasil noutra dimensão – uma no cravo outra na ferradura – ou o “capitalismo a brasileira” como bem definiu Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB – Partido Comunista Brasileiro – e candidato à presidente da República, transforma o processo eleitoral brasileiro num jogo decisivo para as políticas norte-americanas.
Lula reativou o acordo militar com os EUA e com isso abriu espaços para os militares que vestem fardas brasileiras e pensam e prestam obediência a Washington e em seus quase oito anos, não foi capaz de resolver o problema de novos caças bombardeios para a FAB – FORÇA AÉREA BRASILEIRA -, tamanhas as pressões dos EUA, tanto quanto, retardou a construção de submarinos nucleares, indispensáveis à nossa soberania. A compra de dois desses submarinos à França foi paliativo, temos tecnologia nacional para construir essas belonaves.
Se uma no cravo e outra na ferradura é uma forma de buscar avanços compensatórios em outros setores, é algo a se discutir. As concessões muitas vezes, ou todas as vezes, são maiores que os ganhos. A própria política de alianças é complicada quando se tem setores do latifúndio próximos do governo.
O agronegócio é uma das formas de dominação econômica e estratégica. Está todo ele em mãos estrangeiras. Cria um nível de dependência absoluto na agricultura.
É claro que retrocesso é José Arruda Serra. Não significa que Dilma Roussef seja avanço lato senso. Significa que uma volta aos tempos de FHC liquida qualquer perspectiva a curto e médio prazo de nos transformamos numa potência livre, soberana e justa em todos os sentidos.
E isso, como disseram Ivan Pinheiro em entrevista a RECORDNEWS e Plínio de Arruda Sampaio no debate da BANDEIRANTES, vai depender basicamente dos movimentos populares. Da formação e organização. São a força motriz da real independência do Brasil.
Se não temos bases militares dos EUA no Brasil, temos boa parte de nossas forças armadas colonizadas e subordinadas aos EUA.
E o maior de todos os desafios em tempos atuais. O da Comunicação. A grande mídia em nosso País é tudo menos brasileira. Controlada por grupos econômicos estrangeiros, submissa a interesses de potências outras. Concentrada em poucas mãos, poucas famílias (mafiosas), tenta moldar o pensamento do brasileiro de tal forma que num dado momento, por exemplo, saci pererê some para dar lugar ao haloween. Nossas escolas, tanto privadas como públicas, já incorporaram essa data ao seu calendário. É só um exemplo.
A história real do Brasil precisa ser conhecida. Precisa ser pública. E um desafio, dentre tantos para o próximo governo, o Poder Legislativo, é acabar com os segredos de Estado.
Exibir a barbárie nua e crua da ditadura militar que hoje permite a torturadores como Torres de Melo se arvorarem em patriotas defensores da honra nacional. Mas pior que ele, pau mandado, na junção de grandes empresas, latifúndio, banqueiros e boa parte das nossas forças armadas, transformados em uma realidade de espetáculo, alienar o cidadão comum, as classes médias (come arroz e feijão e arrota maionese e está sempre pronta a dizer sim senhor), impedir que o movimento popular ganhe força, criminalizando-o (a recente CPI do MST não encontrou nenhuma irregularidade no uso de financiamentos para agricultores e a GLOBO sequer tocou no assunto), enfim, uma espécie de FANTÁSTICO SHOW DA VIDA, onde o principal problema do Brasil é o goleiro do Flamengo, Bruno.
Não se trata só de abrir os baús da ditadura. Mostrar a face real dos governos militares. Mas colocar a nu também os que hoje se escondem sob o manto da democracia e conspiram para que sejamos apenas um sonho emasculado em colônia do capitalismo selvagem dos norte-americanos e tudo o que representam.
Gente padrão Jarbas Vasconcelos, Roberto Freire, Alberto Goldman, etc, etc.
Aviões militares fabricados por Israel estão, dois deles, na região de Santa Cruz do Sul, com presença de técnicos de Israel, fazendo demonstrações de vôos não tripulados e podem vir a se incorporar a FAB.
São vinte toneladas de equipamentos no aeroporto Luís Beck da Silva. São dois “HERMES 450” fabricados pela empresa israelense ELBIT SYSTEMS e perto de quarenta homens acompanham os exercícios da Base Aérea de Santa Maria, entre eles representantes da empresa fabricante e seus credenciados no Brasil, a AEROELETRÔNICA.
Esses aviões são usados no Oriente Médio para monitorar o povo palestino, despejar bombas, monitorar o sul do Líbano e a eventualidade de uso deles pelo Brasil implica em dependência tecnológica – não há transferência de tecnologia para o Brasil -, naquilo que somos capazes de fazer.
Segundo o tenente coronel Paulo Ricardo Laux, gerente do grupo de trabalho os aviões vão se exibir até o dia vinte de agosto.
Por coincidência ou não, a grande colônia palestina no Brasil está naquela região, no Sul do País. Onde Bush queria colocar uma base para controlar o “terrorismo”. E também o Aquífero Guarani, a quinta maior reserva de água subterrânea do mundo.
É hora de encarar o desafio de expor as histórias secretas que são, na verdade, as histórias reais dos que controlam o Brasil e querem-no colônia de interesses estrangeiros. E de enfrentar o desafio da Comunicação. Romper a barreira imposta pela grande mídia corrupta, venal e dominada igualmente por esses mesmos grupos.
TEVE ATÉ ORQUESTRA - Laerte Braga
Do alto de seus oitenta anos Plínio de Arruda Sampaio mostrou que pé de chumbo tem o seu lugar. Pisou em vários calos. E provavelmente pode até ter sido um bom dançarino, mas isso é outra história.
Incrível a definição definitiva sobre Marina da Silva. “Você não sabe pedir demissão”.
Debate com orquestra (excelente por sinal), mas espetáculo, só isso. De alto nível o apresentador, Boechat, mas fazer o que? Azar da GLOBO.
Os índices de audiência foram baixos e perderam feio para o jogo São Paulo e Internacional, propositadamente transferido de quarta para quinta.
José Arruda Serra precisa explicar o que é aparelhar o Estado. Disse que não aparelha. Terminado o show, em entrevista e considerações sobre o dito, atrás dele Roberto Freire, um dos políticos mais repulsivos do País. Domicílio eleitoral Pernambuco, deputado em vários mandatos, senador, agora conselheiro de uma estatal em São Paulo a doze mil por mês.
Se isso não é aparelhar não sei o que é. Será que em São Paulo num tem ninguém para o tal conselho? Tem que importar Freire? Ou por que Freire é dono da companhia PPS, o preço mais baixo da praça?
E de quebra como é que conceitua investimentos em educação? PM baixando a borduna em professores que reivindicam salários decentes? Típica solução tucana. Porrete.
Foi pego pelo pé quando a candidata Dilma Roussef disse que o tal negócio da nota fiscal paga xis, recebe ipisilone serviu para prejudicar o País no período agudo da crise do capitalismo.
Má fé pura. Os caras estão uma arara com o ex-governador Minas Aécio Neves. Foram cobrar de Aecinho empenho na campanha de Arruda Serra. A resposta veio pelo presidente do PSDB mineiro. Se querem que prefeitos que apóiam Aécio e Anastasia, mas estão com Dilma, sejam excluídos?
Duvido que trabalhador estivesse assistindo ao debate. O horário já começa complicado. A turma levanta às cinco, uns até as quatro. No máximo o jogo mesmo.
É impossível apresentar ou expor um programa estratégico para o Brasil, no formato (vá lá) dos debates.
Espetáculo.
Só não contavam com Plínio. Deve ser isso que Arruda Serra chama de falta de representatividade. Pedra no sapato.
Num determinado momento, no início, Marina e Serra tabelaram e deram a sensação que iam assim até o final. No meio do caminho Marina parece ter percebido que para chegar perto da grande área precisaria de correr mais um pouco. Saiu para a balela do tal desenvolvimento sustentável, mas nos moldes capitalistas.
O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro decidiu que os parcos segundos que terá na propaganda gratuita poderão ser usados pelos movimentos sociais. O fato foi comunicado no lançamento da candidatura de Rafael Pimenta ao Senado, em Minas.
A idéia é criar uma Frente anti Capitalista e anti Imperialista no que diz respeito ao processo histórico neste momento. Integração latino-americana, estado palestino livre e soberano sem a barbárie de Israel, as lutas populares, fim das guerras/genocídios contra Iraque, Afeganistão, etc.
É claro que Dilma tem umas vaciladas, mas algo assim tipo achar que microfone e câmera engolem gente.
No fundo, quando Plínio falou que os três ditos grandes são “quinquilharia”, não estava ofendendo ninguém, nem querendo insinuar que o bolor e o mofo corroem José Arruda Serra e sua cara de Jânio abstêmio. Estava apenas definindo o modo de ser e o fez de forma precisa.
Tive a sensação que Arruda Serra quando falou do crack ia tocar no assunto Evo Morales. Deve ter lembrado do dossiê da CIA que acusa o colombiano Álvaro Uribe de tráfico.
O problema de Arruda Serra é que ele faz a história do patinho feio ao contrário. Pior até, acha que é cisne, não percebe que faz é quem quem (acho que é assim que escreve o grito – grito? Sei lá – do pato.
Nada a ver com aqueles que nadam na lagoa. Não têm culpa de tucano ser uma espécie predadora.
O epíteto de “hipocondríaco” que Plínio pespegou em Arruda Serra não é vicio em de Cibalena. Tem a ver com o caráter do candidato.
Inacreditável a história dos mutirões. Faltou explicar que num determinado momento os médicos dos SUS recusaram-se a operar nos moldes determinados pelo economista (economista?) José Arruda Serra.
Como era candidato em 2002, queria uma semana de cirurgias em todo o País, mas assim. O paciente/vítima internava pela manhã, era operado e liberado à tarde para o pós operatório em casa. Mesmo que cirurgias um pouco mais complexas.
Os médicos explicaram a Arruda Serra que não eram assassinos, a missão era diferente, curar.
Nisso o tucano não toca.
Se, tomando por baixo, cinco por cento de 100 mil cirurgias apresentasse algum problema, ou seja, cinco mil, os pacientes/vitimas teriam que ser socorridos em suas residências, ou levados para os hospitais. Congestionamento que nem as ambulâncias do Maluf, do Serra, dessa gente, dariam conta.
Pedágio nada. Privatizações? Só faltou dizer que no governo de FHC isso não existiu.
Pulha de carteirinha.
Num sei que efeitos especiais a GLOBO vai inventar para enfrentar a orquestra do debate da BANDEIRANTES. Imagino que antes deve fazer uma edição especial e única, mixada, de todos os BBB. E, em seguida, apresentar os heróis do Pedro Bial ao vivo e a cores como entrevistadores dos candidatos.
Sugiro que perguntem aos candidatos sobre o “drama” do goleiro Bruno.
“Posso muito bem conceber um homem sem mãos, pés, cabeça (pois a cabeça é mais necessária que os pés). Mas não posso conceber o homem sem pensamentos, seria uma pedra, ou uma besta” – Foucauld.
Arruda Serra chutou o tempo todo.
Incrível a definição definitiva sobre Marina da Silva. “Você não sabe pedir demissão”.
Debate com orquestra (excelente por sinal), mas espetáculo, só isso. De alto nível o apresentador, Boechat, mas fazer o que? Azar da GLOBO.
Os índices de audiência foram baixos e perderam feio para o jogo São Paulo e Internacional, propositadamente transferido de quarta para quinta.
José Arruda Serra precisa explicar o que é aparelhar o Estado. Disse que não aparelha. Terminado o show, em entrevista e considerações sobre o dito, atrás dele Roberto Freire, um dos políticos mais repulsivos do País. Domicílio eleitoral Pernambuco, deputado em vários mandatos, senador, agora conselheiro de uma estatal em São Paulo a doze mil por mês.
Se isso não é aparelhar não sei o que é. Será que em São Paulo num tem ninguém para o tal conselho? Tem que importar Freire? Ou por que Freire é dono da companhia PPS, o preço mais baixo da praça?
E de quebra como é que conceitua investimentos em educação? PM baixando a borduna em professores que reivindicam salários decentes? Típica solução tucana. Porrete.
Foi pego pelo pé quando a candidata Dilma Roussef disse que o tal negócio da nota fiscal paga xis, recebe ipisilone serviu para prejudicar o País no período agudo da crise do capitalismo.
Má fé pura. Os caras estão uma arara com o ex-governador Minas Aécio Neves. Foram cobrar de Aecinho empenho na campanha de Arruda Serra. A resposta veio pelo presidente do PSDB mineiro. Se querem que prefeitos que apóiam Aécio e Anastasia, mas estão com Dilma, sejam excluídos?
Duvido que trabalhador estivesse assistindo ao debate. O horário já começa complicado. A turma levanta às cinco, uns até as quatro. No máximo o jogo mesmo.
É impossível apresentar ou expor um programa estratégico para o Brasil, no formato (vá lá) dos debates.
Espetáculo.
Só não contavam com Plínio. Deve ser isso que Arruda Serra chama de falta de representatividade. Pedra no sapato.
Num determinado momento, no início, Marina e Serra tabelaram e deram a sensação que iam assim até o final. No meio do caminho Marina parece ter percebido que para chegar perto da grande área precisaria de correr mais um pouco. Saiu para a balela do tal desenvolvimento sustentável, mas nos moldes capitalistas.
O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro decidiu que os parcos segundos que terá na propaganda gratuita poderão ser usados pelos movimentos sociais. O fato foi comunicado no lançamento da candidatura de Rafael Pimenta ao Senado, em Minas.
A idéia é criar uma Frente anti Capitalista e anti Imperialista no que diz respeito ao processo histórico neste momento. Integração latino-americana, estado palestino livre e soberano sem a barbárie de Israel, as lutas populares, fim das guerras/genocídios contra Iraque, Afeganistão, etc.
É claro que Dilma tem umas vaciladas, mas algo assim tipo achar que microfone e câmera engolem gente.
No fundo, quando Plínio falou que os três ditos grandes são “quinquilharia”, não estava ofendendo ninguém, nem querendo insinuar que o bolor e o mofo corroem José Arruda Serra e sua cara de Jânio abstêmio. Estava apenas definindo o modo de ser e o fez de forma precisa.
Tive a sensação que Arruda Serra quando falou do crack ia tocar no assunto Evo Morales. Deve ter lembrado do dossiê da CIA que acusa o colombiano Álvaro Uribe de tráfico.
O problema de Arruda Serra é que ele faz a história do patinho feio ao contrário. Pior até, acha que é cisne, não percebe que faz é quem quem (acho que é assim que escreve o grito – grito? Sei lá – do pato.
Nada a ver com aqueles que nadam na lagoa. Não têm culpa de tucano ser uma espécie predadora.
O epíteto de “hipocondríaco” que Plínio pespegou em Arruda Serra não é vicio em de Cibalena. Tem a ver com o caráter do candidato.
Inacreditável a história dos mutirões. Faltou explicar que num determinado momento os médicos dos SUS recusaram-se a operar nos moldes determinados pelo economista (economista?) José Arruda Serra.
Como era candidato em 2002, queria uma semana de cirurgias em todo o País, mas assim. O paciente/vítima internava pela manhã, era operado e liberado à tarde para o pós operatório em casa. Mesmo que cirurgias um pouco mais complexas.
Os médicos explicaram a Arruda Serra que não eram assassinos, a missão era diferente, curar.
Nisso o tucano não toca.
Se, tomando por baixo, cinco por cento de 100 mil cirurgias apresentasse algum problema, ou seja, cinco mil, os pacientes/vitimas teriam que ser socorridos em suas residências, ou levados para os hospitais. Congestionamento que nem as ambulâncias do Maluf, do Serra, dessa gente, dariam conta.
Pedágio nada. Privatizações? Só faltou dizer que no governo de FHC isso não existiu.
Pulha de carteirinha.
Num sei que efeitos especiais a GLOBO vai inventar para enfrentar a orquestra do debate da BANDEIRANTES. Imagino que antes deve fazer uma edição especial e única, mixada, de todos os BBB. E, em seguida, apresentar os heróis do Pedro Bial ao vivo e a cores como entrevistadores dos candidatos.
Sugiro que perguntem aos candidatos sobre o “drama” do goleiro Bruno.
“Posso muito bem conceber um homem sem mãos, pés, cabeça (pois a cabeça é mais necessária que os pés). Mas não posso conceber o homem sem pensamentos, seria uma pedra, ou uma besta” – Foucauld.
Arruda Serra chutou o tempo todo.
O ESPETÁCULO DOS DEBATES -
Quando o candidato José Arruda Serra disse a jornalistas que debates entre presidenciáveis devem ocorrer apenas com a presença daqueles que têm alguma representatividade estava jogando qualquer princípio democrático no lixo.
O que é representatividade?
As grandes redes de televisão no Brasil costumam argumentar que apenas os candidatos com maior intenção de votos, aferida por pesquisas, devem participar para tornar o debate mais esclarecedor e criar melhores condições para que o cidadão possa definir. Usam como exemplo as eleições nos EUA.
Ora, um cidadão, por si só, é alguém com representatividade. No gozo dos seus direitos políticos tem o voto como um dos instrumentos capazes de materializar esses direitos. E essa representatividade.
Como dizer que o candidato Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, não tem representatividade? Porque tem quase dois ou três por cento das intenções de voto? Ou o secretário geral do Partido Comunista Brasileiro, Ivan Pinheiro? José Maria, do PSTU?
Essa exclusão é limitar o processo eleitoral, é criar um arremedo de processo democrático, ainda mais num país onde cada TRE (Tribunal Regional Eleitoral) entende a lei da Ficha Limpa a partir de critérios diferentes. Roriz não pode (claro é um assaltante de cofres públicos), mas Jáder Barbalho, idem, pode.
E o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não tem a menor idéia de como resolver o impasse que, com certeza, vai acabar no STF (Supremo Tribunal Federal).
Justiça Eleitoral em si, com a estrutura que temos, é uma aberração. Se atentarmos para o chamado mundo institucional aqui e em países dito mais adiantados, ou com democracia que consideram plena, eleições são regulamentadas por legislação que muitas vezes é secular, os princípios básicos e simples de um acontecimento assim e coordenadas por juntas eleitorais formadas num espectro representativo da chamada sociedade civil organizada, inclusive partidos.
Aqui inventaram a infalibilidade da urna eletrônica. Desde que nunca dê pane.
Os limites impostos pela Justiça Eleitoral, inclusive aceitar a exclusão de determinados candidatos de debates em redes nacionais de tevê, contrariam todo e qualquer princípio ou pressuposto de eleição livre e democrática.
Debates entre presidenciáveis é apenas um show. Uma luta de boxe sem luvas e sem murros. Nunca uma tentativa de apresentar e discutir programas, mas de mostrar maior ou menor agilidade na capacidade de complicar o adversário e enrolar o eleitor.
Como dizer que um cidadão do porte de Plínio de Arruda Sampaio não tem representatividade? Tem a mesma que historicamente em momentos da vida nacional tiveram figuras como Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva, e tem hoje Oscar Niemeyer.
Ou Ivan Pinheiro? Líder sindicalista, uma longa vida de luta política, inclusive o resgate de seu partido que um pulha da política, Roberto Freire. Tentou guardar a legenda na geladeira para evitar atrapalhar planos e projetos pessoais dele e de grupos. Como excluir José Maria, PSTU, um partido presente em vários setores da luta sindical, estudantil, do movimento popular?
Por que? Poderiam incomodar os chamados grandes? Perguntar a Arruda Serra por exemplo a razão da compra de trens imprestáveis para o metrô de São Paulo? Os altos custos dos pedágios nas estradas estaduais paulistas? Os baixos níveis da educação e da saúde em São Paulo, resultados de doze anos de administração tucana?
Questionar a candidata Dilma Roussef sobre concessões feitas pelo governo Lula a setores das elites que levam bancos a viverem o melhor momento de suas histórias? E tantas outras? As políticas que definham salários de aposentados na malfadada reforma da Previdência iniciada no governo FHC?
Mostrar que Marina da Silva jogou fora sua história e aliou-se a empresários predadores da Amazônia e está sendo financiada por eles na balela do desenvolvimento sustentável (sustenta a candidatura dela e os interesses deles)?
Um debate, em tese, deve permitir ao cidadão/eleitor que tome conhecimento das propostas, do programa de cada candidato. Onde isso acontece?
A GLOBO, dona do futebol e da CBF no Brasil, transferiu o jogo São Paulo versus Internacional, semifinal da Libertadores da América de quarta para quinta-feira com o intuito de esvaziar o debate da rede concorrente, a BANDEIRANTES. Quer arrogar a si o privilégio de oferecer ao distinto telespectador o show da democracia. O espetáculo dos gladiadores contemporâneos, num ringue do qual não participam aqueles que não conseguem atingir determinado patamar nas pesquisas de opinião pública, muitas delas montadas, como acontece com o INSTITUTO DATA FOLHA, e quase sempre com o IBOPE.
Aceitar esse jogo é jogar por terra a essência do processo democrático. É tentar definir o voto num direto bem aplicado, mesmo que seja um golpe baixo, ou uma jogada decidida por um marqueteiro, que nada daquilo que se diz seja verdade, à medida que as redes de tevê e particularmente a GLOBO entendem que o País deve ter um presidente afinado com os interesses que representam.
Não é uma questão de democracia é de índice de audiência. Índice de audiência significa um volume maior de patrocinadores, representa cumprir o dever de submissão às elites. Transforma as redes de tevê em senhoras do pensamento e da vontade induzidas do cidadão/eleitor, no crescente trabalho de alienação geral.
Esse é o objetivo deles.
Ao citar os três candidatos que citei acima, Plínio de Arruda Sampaio, Ivan Pinheiro e José Maria não estou entrando no mérito de seus programas, seus propósitos, são todos homens públicos sérios, dignos, com história, mas reivindicando o direito de ouvi-los tanto quanto a qualquer outro chamado grande.
Arruda Serra não tem a menor idéia do que é representatividade. É que representa interesses de potência estrangeira, de grupos econômicos nacionais e estrangeiros e só conhece esse lado da história. É pago para isso.
Da mesma forma que exclui candidatos chamados “nanicos” (por que?), exclui nordestinos, exclui os do norte do Brasil, do Centro-Oeste, as populações carentes do Sudeste e do Sul, traz o preconceito dentro de si e isso é característica tucana, a genética de mau caratismo golpista. Permeia boa parte do PT também.
O sistema de dois turnos existe para que, em tese, todos os candidatos possam se apresentar e aos seus programas. A antiga lei de propaganda gratuita, do ex-deputado e ministro do STF Adauto Lúcio Cardoso, assegurava a proporcionalidade entre os partidos, mas um tempo mínimo decente a cada partido e exigia que a apresentação fosse ao vivo para evitar os truques da imagem/objeto.
A ditadura acabou com isso, provocava a discussão e o debate e permitia ao cidadão/eleitor uma clara visão de cada partido ou candidato e assim definir seu voto, mas a democracia mantém, agora por conta dos interesses de marqueteiros, fabricantes de marcas diversas de sabão em pó travestidas de candidatos a presidente da República.
Quando ouço falar em choque de gestão me lembro do ex-governador Minas, Aécio Neves. Construiu um monumento a “eficiência administrativa”, algo que lembra a obra de Kafka, já em processo de decomposição (às pressas para inaugurar ainda em seu governo), quando poderia ter construído pelo menos 200 mil casas populares. Ou corrigido o salário de fome pago a professores da rede estadual. Cuidado da saúde que se prestou apenas a um jantar para prefeitos e vereadores e fomentar a campanha de um candidato a deputado federal que, por si só, deveria estar varrido pela Ficha Limpa. Mas não, deve ser o mais votado no estado.
Esse é só modelo FIESP/DASLU. Sonegador, portanto criminoso, que não tem nada a ver com a democracia.
E, legalmente ainda dizem que tevês são concessões do poder público e têm o dever de levar informações corretas, cultura, veicular lazer recheado de respeito ao cidadão, etc, etc.
Devem achar que o JORNAL NACIONAL e o BIG BROTHER BRASIL desempenham esse papel.
Ou que o problema do goleiro Bruno é o principal fato dos tempos recentes, logo após a tragédia que matou a menina Nardoni.
Hoje, a preocupação da turma global é com os seios de Luísa Brunet que teria exagerado na transparência.
Há uma outra forma de transparência que também deveria estar presente em cada veículo de comunicação.
“Como indispensável adorno dos objetos produzidos agora, como demonstração geral da racionalidade do sistema, e como setor econômico avançado que molda diretamente uma multidão crescente de imagens-objetos, o espetáculo é a principal produção da sociedade atual” – Debord, A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Contraponto, RJ).
“O espetáculo é o momento histórico que nos contém” – idem.
E deliberado, é lógico.
O que é representatividade?
As grandes redes de televisão no Brasil costumam argumentar que apenas os candidatos com maior intenção de votos, aferida por pesquisas, devem participar para tornar o debate mais esclarecedor e criar melhores condições para que o cidadão possa definir. Usam como exemplo as eleições nos EUA.
Ora, um cidadão, por si só, é alguém com representatividade. No gozo dos seus direitos políticos tem o voto como um dos instrumentos capazes de materializar esses direitos. E essa representatividade.
Como dizer que o candidato Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, não tem representatividade? Porque tem quase dois ou três por cento das intenções de voto? Ou o secretário geral do Partido Comunista Brasileiro, Ivan Pinheiro? José Maria, do PSTU?
Essa exclusão é limitar o processo eleitoral, é criar um arremedo de processo democrático, ainda mais num país onde cada TRE (Tribunal Regional Eleitoral) entende a lei da Ficha Limpa a partir de critérios diferentes. Roriz não pode (claro é um assaltante de cofres públicos), mas Jáder Barbalho, idem, pode.
E o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não tem a menor idéia de como resolver o impasse que, com certeza, vai acabar no STF (Supremo Tribunal Federal).
Justiça Eleitoral em si, com a estrutura que temos, é uma aberração. Se atentarmos para o chamado mundo institucional aqui e em países dito mais adiantados, ou com democracia que consideram plena, eleições são regulamentadas por legislação que muitas vezes é secular, os princípios básicos e simples de um acontecimento assim e coordenadas por juntas eleitorais formadas num espectro representativo da chamada sociedade civil organizada, inclusive partidos.
Aqui inventaram a infalibilidade da urna eletrônica. Desde que nunca dê pane.
Os limites impostos pela Justiça Eleitoral, inclusive aceitar a exclusão de determinados candidatos de debates em redes nacionais de tevê, contrariam todo e qualquer princípio ou pressuposto de eleição livre e democrática.
Debates entre presidenciáveis é apenas um show. Uma luta de boxe sem luvas e sem murros. Nunca uma tentativa de apresentar e discutir programas, mas de mostrar maior ou menor agilidade na capacidade de complicar o adversário e enrolar o eleitor.
Como dizer que um cidadão do porte de Plínio de Arruda Sampaio não tem representatividade? Tem a mesma que historicamente em momentos da vida nacional tiveram figuras como Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva, e tem hoje Oscar Niemeyer.
Ou Ivan Pinheiro? Líder sindicalista, uma longa vida de luta política, inclusive o resgate de seu partido que um pulha da política, Roberto Freire. Tentou guardar a legenda na geladeira para evitar atrapalhar planos e projetos pessoais dele e de grupos. Como excluir José Maria, PSTU, um partido presente em vários setores da luta sindical, estudantil, do movimento popular?
Por que? Poderiam incomodar os chamados grandes? Perguntar a Arruda Serra por exemplo a razão da compra de trens imprestáveis para o metrô de São Paulo? Os altos custos dos pedágios nas estradas estaduais paulistas? Os baixos níveis da educação e da saúde em São Paulo, resultados de doze anos de administração tucana?
Questionar a candidata Dilma Roussef sobre concessões feitas pelo governo Lula a setores das elites que levam bancos a viverem o melhor momento de suas histórias? E tantas outras? As políticas que definham salários de aposentados na malfadada reforma da Previdência iniciada no governo FHC?
Mostrar que Marina da Silva jogou fora sua história e aliou-se a empresários predadores da Amazônia e está sendo financiada por eles na balela do desenvolvimento sustentável (sustenta a candidatura dela e os interesses deles)?
Um debate, em tese, deve permitir ao cidadão/eleitor que tome conhecimento das propostas, do programa de cada candidato. Onde isso acontece?
A GLOBO, dona do futebol e da CBF no Brasil, transferiu o jogo São Paulo versus Internacional, semifinal da Libertadores da América de quarta para quinta-feira com o intuito de esvaziar o debate da rede concorrente, a BANDEIRANTES. Quer arrogar a si o privilégio de oferecer ao distinto telespectador o show da democracia. O espetáculo dos gladiadores contemporâneos, num ringue do qual não participam aqueles que não conseguem atingir determinado patamar nas pesquisas de opinião pública, muitas delas montadas, como acontece com o INSTITUTO DATA FOLHA, e quase sempre com o IBOPE.
Aceitar esse jogo é jogar por terra a essência do processo democrático. É tentar definir o voto num direto bem aplicado, mesmo que seja um golpe baixo, ou uma jogada decidida por um marqueteiro, que nada daquilo que se diz seja verdade, à medida que as redes de tevê e particularmente a GLOBO entendem que o País deve ter um presidente afinado com os interesses que representam.
Não é uma questão de democracia é de índice de audiência. Índice de audiência significa um volume maior de patrocinadores, representa cumprir o dever de submissão às elites. Transforma as redes de tevê em senhoras do pensamento e da vontade induzidas do cidadão/eleitor, no crescente trabalho de alienação geral.
Esse é o objetivo deles.
Ao citar os três candidatos que citei acima, Plínio de Arruda Sampaio, Ivan Pinheiro e José Maria não estou entrando no mérito de seus programas, seus propósitos, são todos homens públicos sérios, dignos, com história, mas reivindicando o direito de ouvi-los tanto quanto a qualquer outro chamado grande.
Arruda Serra não tem a menor idéia do que é representatividade. É que representa interesses de potência estrangeira, de grupos econômicos nacionais e estrangeiros e só conhece esse lado da história. É pago para isso.
Da mesma forma que exclui candidatos chamados “nanicos” (por que?), exclui nordestinos, exclui os do norte do Brasil, do Centro-Oeste, as populações carentes do Sudeste e do Sul, traz o preconceito dentro de si e isso é característica tucana, a genética de mau caratismo golpista. Permeia boa parte do PT também.
O sistema de dois turnos existe para que, em tese, todos os candidatos possam se apresentar e aos seus programas. A antiga lei de propaganda gratuita, do ex-deputado e ministro do STF Adauto Lúcio Cardoso, assegurava a proporcionalidade entre os partidos, mas um tempo mínimo decente a cada partido e exigia que a apresentação fosse ao vivo para evitar os truques da imagem/objeto.
A ditadura acabou com isso, provocava a discussão e o debate e permitia ao cidadão/eleitor uma clara visão de cada partido ou candidato e assim definir seu voto, mas a democracia mantém, agora por conta dos interesses de marqueteiros, fabricantes de marcas diversas de sabão em pó travestidas de candidatos a presidente da República.
Quando ouço falar em choque de gestão me lembro do ex-governador Minas, Aécio Neves. Construiu um monumento a “eficiência administrativa”, algo que lembra a obra de Kafka, já em processo de decomposição (às pressas para inaugurar ainda em seu governo), quando poderia ter construído pelo menos 200 mil casas populares. Ou corrigido o salário de fome pago a professores da rede estadual. Cuidado da saúde que se prestou apenas a um jantar para prefeitos e vereadores e fomentar a campanha de um candidato a deputado federal que, por si só, deveria estar varrido pela Ficha Limpa. Mas não, deve ser o mais votado no estado.
Esse é só modelo FIESP/DASLU. Sonegador, portanto criminoso, que não tem nada a ver com a democracia.
E, legalmente ainda dizem que tevês são concessões do poder público e têm o dever de levar informações corretas, cultura, veicular lazer recheado de respeito ao cidadão, etc, etc.
Devem achar que o JORNAL NACIONAL e o BIG BROTHER BRASIL desempenham esse papel.
Ou que o problema do goleiro Bruno é o principal fato dos tempos recentes, logo após a tragédia que matou a menina Nardoni.
Hoje, a preocupação da turma global é com os seios de Luísa Brunet que teria exagerado na transparência.
Há uma outra forma de transparência que também deveria estar presente em cada veículo de comunicação.
“Como indispensável adorno dos objetos produzidos agora, como demonstração geral da racionalidade do sistema, e como setor econômico avançado que molda diretamente uma multidão crescente de imagens-objetos, o espetáculo é a principal produção da sociedade atual” – Debord, A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Contraponto, RJ).
“O espetáculo é o momento histórico que nos contém” – idem.
E deliberado, é lógico.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
MEMÓRIA CURTA = OPORTUNISMO - Laerte Braga
O que impressiona no candidato José Arruda Serra é a capacidade de jogar para um canto seu passado e o passado do governo tucano de FHC para defender posições e projetos que, àquela época, taxara de atrasados.
O ex-governador de São Paulo usa qualquer fato, o que quer que seja, para criticar o governo do presidente Lula, ao mesmo tempo em que afirma que resolve o problema com um pé nas costas.
Mentiroso. Mau caráter. Não tem um pingo de respeito por nada e por ninguém que não seja o investimento que faz, financiado por grupos econômicos que sustentam o projeto neoliberal. Quer ser presidente da República por si a qualquer custo e para os seus – os que o sustentam – para fechar o grande negócio do século, a venda definitiva do Brasil.
O candidato criticou Lula alegando que o caos aéreo é culpa do governo. Esquece-se que a desregulamentação quase total do setor permitiu o surgimento de várias empresas sem porte e qualificação para atuar e no caso da GOL, o problema é de simples incompetência e uso e abuso de trabalho escravo, ou seja, pilotos e tripulantes de um modo geral, trabalhando cargas horárias superiores às determinadas em lei, por medida de economia, de contenção de custos, para aumentar os lucros. Colocando em risco vidas de passageiros.
Pilantragem de empresa privada. Como os bueiros da Light no Rio. Explodem e matam. Iniciativa privada que resolve tudo numa nota oficial dizendo que vai tomar providências, normalizar, etc, etc e fica tudo do mesmo tamanho.
Aí, um porta-voz da mentira, William Bonner, como aconteceu no caso da queda do avião da TAM em Congonhas, vai para a pista quase histérico dizer que a culpa era da falta de ranhuras na pista, até que descobriram que era manutenção indevida feita pela empresa.
Pilantras lato senso. Empresas e candidato. Os parentes das vítimas do vôo da TAM continuam em boa parte a ver navios até hoje ou foram submetidos a acordos ultrajantes.
No final da história, como aconteceu com o caso da TAM, vão dizer que a culpa é do piloto.
Arruda Serra é tão sem vergonha que a cada problema que aparece, atraso de ônibus na rodoviária de São Paulo, do Rio, dispara que a culpa é do governo. Falta de programa, falta de sentido à sua candidatura que não representa interesses que não são os do Brasil e dos brasileiros.
Tonto, não sabe para onde anda e o que faz, quer é ser presidente da República, sabe que o investimento vai lhe proporcionar um ganho extraordinário, é esse o seu propósito.
A essa altura do campeonato está difícil saber quem é mais idiota, se é que existe idiota nesse meio, ou quem é mais cretino. Se ele ou se o candidato a vice Índio da Costa.
Arruda Serra aposta na memória curta das pessoas, supõe que pode enganar a todos. Como quando assinou frente às câmeras de tevê o compromisso de cumprir seu mandato de prefeito da capital paulista até o fim e não cumpriu.
Não cumpre nada. Nunca cumpriu. Mente de forma deslavada em sua campanha. É tucano e tucano, geneticamente, sem exceção, é amoral.
Os pilotos da GOL estão denunciando, sem que a grande mídia noticie, porque é venal, comprada, que estão submetidos a uma escala de serviço desumana. Acima de suas forças. A empresa vem e diz que foi um erro do programa e que vai normalizar tudo.
Se um avião cair, é um risco voar no Brasil, William Bonner tem outro ataque histérico e vai gritar que o piloto era Lula.
O preço que se paga hoje em determinados setores da economia é o das políticas de privatização de FHC, das quais Arruda Serra é o mais legítimo representante.
Corrupto, desprovido de princípios que não sejam os quero o meu, começa a mais baixa campanha presidencial dos últimos tempos, exatamente por não ter outro objetivo que não tomar de assalto e assaltar o Brasil.
Traz consigo a escória da política brasileira. DEM, PPS. Tem atrás de si empresários sonegadores. A mídia venal como a GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, etc.
Diogo Mainardi, o bam bam bam da VEJA, que acusou todo o governo de tudo, na lógica democrática de ir buscar direito de resposta, reparação na justiça cível e condenação por calúnia na criminal, já foi embora do Brasil quando percebeu que o seu mundo estava caindo.
A justiça começa a corrigir as distorções apesar de Gilmar Mendes.
Caiu fora para não ser preso. O principal, ou um dos principais mentirosos de plantão em VEJA.
Arruda Serra é um escárnio e infeliz de um país que possa ter a desventura de um pilantra desse na presidência da República. O desespero dessa impossibilidade é que o leva a esses desvarios sobre o caso dos atrasos de vôos.
Mas até outubro todo cuidado é pouco, estamos diante de uma quadrilha sem escrúpulo algum.
O ex-governador de São Paulo usa qualquer fato, o que quer que seja, para criticar o governo do presidente Lula, ao mesmo tempo em que afirma que resolve o problema com um pé nas costas.
Mentiroso. Mau caráter. Não tem um pingo de respeito por nada e por ninguém que não seja o investimento que faz, financiado por grupos econômicos que sustentam o projeto neoliberal. Quer ser presidente da República por si a qualquer custo e para os seus – os que o sustentam – para fechar o grande negócio do século, a venda definitiva do Brasil.
O candidato criticou Lula alegando que o caos aéreo é culpa do governo. Esquece-se que a desregulamentação quase total do setor permitiu o surgimento de várias empresas sem porte e qualificação para atuar e no caso da GOL, o problema é de simples incompetência e uso e abuso de trabalho escravo, ou seja, pilotos e tripulantes de um modo geral, trabalhando cargas horárias superiores às determinadas em lei, por medida de economia, de contenção de custos, para aumentar os lucros. Colocando em risco vidas de passageiros.
Pilantragem de empresa privada. Como os bueiros da Light no Rio. Explodem e matam. Iniciativa privada que resolve tudo numa nota oficial dizendo que vai tomar providências, normalizar, etc, etc e fica tudo do mesmo tamanho.
Aí, um porta-voz da mentira, William Bonner, como aconteceu no caso da queda do avião da TAM em Congonhas, vai para a pista quase histérico dizer que a culpa era da falta de ranhuras na pista, até que descobriram que era manutenção indevida feita pela empresa.
Pilantras lato senso. Empresas e candidato. Os parentes das vítimas do vôo da TAM continuam em boa parte a ver navios até hoje ou foram submetidos a acordos ultrajantes.
No final da história, como aconteceu com o caso da TAM, vão dizer que a culpa é do piloto.
Arruda Serra é tão sem vergonha que a cada problema que aparece, atraso de ônibus na rodoviária de São Paulo, do Rio, dispara que a culpa é do governo. Falta de programa, falta de sentido à sua candidatura que não representa interesses que não são os do Brasil e dos brasileiros.
Tonto, não sabe para onde anda e o que faz, quer é ser presidente da República, sabe que o investimento vai lhe proporcionar um ganho extraordinário, é esse o seu propósito.
A essa altura do campeonato está difícil saber quem é mais idiota, se é que existe idiota nesse meio, ou quem é mais cretino. Se ele ou se o candidato a vice Índio da Costa.
Arruda Serra aposta na memória curta das pessoas, supõe que pode enganar a todos. Como quando assinou frente às câmeras de tevê o compromisso de cumprir seu mandato de prefeito da capital paulista até o fim e não cumpriu.
Não cumpre nada. Nunca cumpriu. Mente de forma deslavada em sua campanha. É tucano e tucano, geneticamente, sem exceção, é amoral.
Os pilotos da GOL estão denunciando, sem que a grande mídia noticie, porque é venal, comprada, que estão submetidos a uma escala de serviço desumana. Acima de suas forças. A empresa vem e diz que foi um erro do programa e que vai normalizar tudo.
Se um avião cair, é um risco voar no Brasil, William Bonner tem outro ataque histérico e vai gritar que o piloto era Lula.
O preço que se paga hoje em determinados setores da economia é o das políticas de privatização de FHC, das quais Arruda Serra é o mais legítimo representante.
Corrupto, desprovido de princípios que não sejam os quero o meu, começa a mais baixa campanha presidencial dos últimos tempos, exatamente por não ter outro objetivo que não tomar de assalto e assaltar o Brasil.
Traz consigo a escória da política brasileira. DEM, PPS. Tem atrás de si empresários sonegadores. A mídia venal como a GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, etc.
Diogo Mainardi, o bam bam bam da VEJA, que acusou todo o governo de tudo, na lógica democrática de ir buscar direito de resposta, reparação na justiça cível e condenação por calúnia na criminal, já foi embora do Brasil quando percebeu que o seu mundo estava caindo.
A justiça começa a corrigir as distorções apesar de Gilmar Mendes.
Caiu fora para não ser preso. O principal, ou um dos principais mentirosos de plantão em VEJA.
Arruda Serra é um escárnio e infeliz de um país que possa ter a desventura de um pilantra desse na presidência da República. O desespero dessa impossibilidade é que o leva a esses desvarios sobre o caso dos atrasos de vôos.
Mas até outubro todo cuidado é pouco, estamos diante de uma quadrilha sem escrúpulo algum.
A PROPRIEDADE PRIVADA - MORTE POR APEDREJAMENTO - Laerte Braga
O sargento norte-americano Mike Kellems, da Polícia de Indiana, EUA, recebeu um comunicado em sua delegacia ou distrito, que o foragido Robert Aubin estava na Feira de La Porte. Fora reconhecido por John Boyd, um policial de folga.
Kellems dirigiu-se ao local da Feira para efetuar a prisão e só conseguiu seu intento depois de pagar cinco dólares, preço do ingresso para entrada na Feira. A alegação do caixa é que o evento era propriedade privada, fora do alcance da Polícia sem o pagamento do valor cobrado a qualquer visitante.
O fato ocorreu no dia 23 de julho e a decisão de exigir o pagamento do ingresso ao sargento foi de um dos funcionários da empresa de segurança privada encarregada de zelar pela ordem durante a Feira.
Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse na segunda-feira, dia 2 de agosto, que o presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva fez a proposta de dar asilo à iraniana Sakineh Mahammadi Ashtiani, condenada a morte por apedrejamento por “crime” de adultério. Lula, segundo o porta-voz tem “uma personalidade emotiva e por ser muito humano”.
Segundo o porta-voz, Lula desconhece outros crimes praticados pela mulher. O pedido de Lula foi considerado uma “interferência nos negócios internos do Irã”. A campanha internacional em defesa de Ashtiani acabou por suspender a execução por apedrejamento, mas mantém a pena de morte. Com 43 anos de idade ela pode ser enforcada ou morta por outro meio qualquer utilizado para os condenados a morte naquele país.
Ashtiani cometeu o crime de ter relações sexuais, que o governo do Irã considera ilícita, com dois homens e está presa desde 2006. Registre que a acusada é viúva.
O bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza mata palestinos todos os dias, seja pela falta de alimentos, de atendimento médico a doentes, ou pela barbárie costumeira dos militares israelenses. Centenas de mulheres palestinas são estupradas por sionistas.
A queda do muro de Berlim não significou, como se disse à época, o fim do tempo dos muros segregacionistas, ou limitadores de liberdade. Dois muros mantêm mexicanos distantes dos EUA e palestinos longe de suas terras ocupadas por Israel.
Os documentos secretos da guerra do Afeganistão liberados por um site mostram o caráter brutal, de saque e de interesses econômicos dos EUA e revelam o outro lado da invasão e ocupação. Primeiro uma guerra onde a vitória é impossível, segundo os “mercados” paralelos desenvolvidos em torno do conflito, tráfico de drogas e mulheres por militares norte-americanos. O preço de uma virgem para um soldado dos EUA anda em torno de 20 dólares.
A decisão de aceitar a tortura de prisioneiros como fato corriqueiro, os assassinatos seletivos, o espírito boçal dos norte-americanos ao comemorar a morte de civis iraquianos – guerra do Iraque – a prática constante de estupros contra mulheres afegãs, como aconteceu no Iraque, toda a sorte de crimes contra o ser humano, no que Hans Blinx chamou de embriaguez pelo poder militar.
Cobrar ingressos de um policial para entrar numa feira e prender um foragido da justiça é um fato menor diante de toda essa barbárie. Mas é revelador da natureza perversa da sociedade norte-americana, do culto à propriedade privada.
Segundo Millôr Fernandes, “o primeiro humano a cercar a sombra inventou a propriedade privada”.
Condenar uma mulher por “adultério” a ser apedrejada e em seguida suspender a pena para transformá-la em enforcamento ou qualquer outra forma estúpida de matar, é o resultado de um fundamentalismo religioso equivocado e criminoso que não tem nada a ver com o Islã, como não tem nada a ver com Bíblia as práticas fanáticas de seitas neopentecostais no Brasil e em vários países do mundo. Ou as lições históricas do judaísmo e o sionismo fascista do governo de Israel.
São características da barbárie que vai transformando o mundo num palco de violência e estupidez em todos os cantos.
Seja no sargento que pagou para prender um criminoso, ou no latifundiário brasileiro que contrata pistoleiros para matar camponeses submetidos a trabalho escravo. Tanto faz que seja a guerra do Afeganistão ou do Iraque, o cerco a Gaza.
É o mundo capitalista, da chamada nova ordem econômica, da realidade neoliberal.
Uma Europa que venceu o nazismo e perdeu para os EUA (A Europa é um continente em sua quase totalidade cercado de bases militares norte-americanas e em passo acelerado para a falência total), mas que não muda a bandeira, a suástica está implícita nas estrelas dos estados federados.
Ou a América Latina debaixo da ameaça de golpes e bases militares, sob o mesmo tacão, na tentativa de fazê-la de novo América Latrina. A Ásia e o Paquistão com seus generais assentados em bombas nucleares e transformando-as em dólares, bilhões, capazes de eliminar a fome no continente africano. A China transformando-se em segunda economia do mundo, bilhões em fome e trabalho escravo.
Prender um foragido, executar um ser humano por adultério, espocar em gritos de alegria por matar inimigos que chamam de bastardos, construir muros para cercar zoológicos de animais humanos. Tudo isso é conseqüência de uma só matriz e não é na natureza humana. Mas, em nossos tempos, o imperialismo montado em arsenais de boçalidade e travestido de barbárie democrática, cristã e ocidental.
Ou vindas do Islã na interpretação fanática e cega que o fundamentalismo proporciona. Qualquer fundamentalismo.
Um templo umbandista em Santa Catarina foi invadido por policiais militares (esses que liberam atropeladores à custa de propina, matam camponeses a mando do latifúndio, crianças em salas de aula) sem razão alguma, mas insuflados pelos interesses políticos de pastores corruptos, vendedores de tijolos para mansões fictícias num céu irreal.
Essa, aliás, tem sido prática constante nos últimos tempos com a ascensão do neopentecostalismo como forma e caminho usado pelo lumpém do capitalismo em sua sanha de fazer triunfar e tremular o fascismo.
Nesse meio tempo, independente de avaliação disso ou daquilo, o presidente do Brasil ganha o rótulo de “emotivo e humano”, por se propor a abrigar a mulher que exerceu o direito de ser dona de si, num mundo que a despeito dos muitos avanços, ainda tem seus quartos escuros e as penumbras sombrias que não diferem em nada do fascismo que combatem em Israel.
“Oh, cansativa condição da humanidade!
Nascida sob uma lei, ligada à outra,
Vaidosamente gerada, e todavia proibida à vaidade,
Criada enferma, obrigada a ser perfeita.
(Fukle Greville, determinando a relação correta entre o mundo da realidade e o mundo temporal humano)
“Como um gorila raivoso
Promove embates tão fantásticos diante do paraíso
Que faz os anjos chorarem”.
(William Shakespeare, refletindo sobre o mesmo que Malraux refletiu séculos depois, A CONDIÇÃO HUMANA).
Esses gorilas matam um por dia, pelo menos, em Honduras, na construção do processo “democrático” e na preservação da “liberdade”.
Têm a bênção do cardeal. Sua Eminência reza a missa matinal, no palácio e cercado de ouro por todos os lados. O Vaticano é só uma empresa. Gere um dos muitos bancos que saqueiam seres humanos nos juros de cada dia.
Que o governo do Irã reflita sobre a importância de sobrepor-se ao atraso, afinal o país vive um processo revolucionário e principalmente, sobre a importância de ser “emotivo” e “humano”.
A liberdade e a justiça não podem custar cinco dólares. E muito menos apedrejamentos.
Kellems dirigiu-se ao local da Feira para efetuar a prisão e só conseguiu seu intento depois de pagar cinco dólares, preço do ingresso para entrada na Feira. A alegação do caixa é que o evento era propriedade privada, fora do alcance da Polícia sem o pagamento do valor cobrado a qualquer visitante.
O fato ocorreu no dia 23 de julho e a decisão de exigir o pagamento do ingresso ao sargento foi de um dos funcionários da empresa de segurança privada encarregada de zelar pela ordem durante a Feira.
Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse na segunda-feira, dia 2 de agosto, que o presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva fez a proposta de dar asilo à iraniana Sakineh Mahammadi Ashtiani, condenada a morte por apedrejamento por “crime” de adultério. Lula, segundo o porta-voz tem “uma personalidade emotiva e por ser muito humano”.
Segundo o porta-voz, Lula desconhece outros crimes praticados pela mulher. O pedido de Lula foi considerado uma “interferência nos negócios internos do Irã”. A campanha internacional em defesa de Ashtiani acabou por suspender a execução por apedrejamento, mas mantém a pena de morte. Com 43 anos de idade ela pode ser enforcada ou morta por outro meio qualquer utilizado para os condenados a morte naquele país.
Ashtiani cometeu o crime de ter relações sexuais, que o governo do Irã considera ilícita, com dois homens e está presa desde 2006. Registre que a acusada é viúva.
O bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza mata palestinos todos os dias, seja pela falta de alimentos, de atendimento médico a doentes, ou pela barbárie costumeira dos militares israelenses. Centenas de mulheres palestinas são estupradas por sionistas.
A queda do muro de Berlim não significou, como se disse à época, o fim do tempo dos muros segregacionistas, ou limitadores de liberdade. Dois muros mantêm mexicanos distantes dos EUA e palestinos longe de suas terras ocupadas por Israel.
Os documentos secretos da guerra do Afeganistão liberados por um site mostram o caráter brutal, de saque e de interesses econômicos dos EUA e revelam o outro lado da invasão e ocupação. Primeiro uma guerra onde a vitória é impossível, segundo os “mercados” paralelos desenvolvidos em torno do conflito, tráfico de drogas e mulheres por militares norte-americanos. O preço de uma virgem para um soldado dos EUA anda em torno de 20 dólares.
A decisão de aceitar a tortura de prisioneiros como fato corriqueiro, os assassinatos seletivos, o espírito boçal dos norte-americanos ao comemorar a morte de civis iraquianos – guerra do Iraque – a prática constante de estupros contra mulheres afegãs, como aconteceu no Iraque, toda a sorte de crimes contra o ser humano, no que Hans Blinx chamou de embriaguez pelo poder militar.
Cobrar ingressos de um policial para entrar numa feira e prender um foragido da justiça é um fato menor diante de toda essa barbárie. Mas é revelador da natureza perversa da sociedade norte-americana, do culto à propriedade privada.
Segundo Millôr Fernandes, “o primeiro humano a cercar a sombra inventou a propriedade privada”.
Condenar uma mulher por “adultério” a ser apedrejada e em seguida suspender a pena para transformá-la em enforcamento ou qualquer outra forma estúpida de matar, é o resultado de um fundamentalismo religioso equivocado e criminoso que não tem nada a ver com o Islã, como não tem nada a ver com Bíblia as práticas fanáticas de seitas neopentecostais no Brasil e em vários países do mundo. Ou as lições históricas do judaísmo e o sionismo fascista do governo de Israel.
São características da barbárie que vai transformando o mundo num palco de violência e estupidez em todos os cantos.
Seja no sargento que pagou para prender um criminoso, ou no latifundiário brasileiro que contrata pistoleiros para matar camponeses submetidos a trabalho escravo. Tanto faz que seja a guerra do Afeganistão ou do Iraque, o cerco a Gaza.
É o mundo capitalista, da chamada nova ordem econômica, da realidade neoliberal.
Uma Europa que venceu o nazismo e perdeu para os EUA (A Europa é um continente em sua quase totalidade cercado de bases militares norte-americanas e em passo acelerado para a falência total), mas que não muda a bandeira, a suástica está implícita nas estrelas dos estados federados.
Ou a América Latina debaixo da ameaça de golpes e bases militares, sob o mesmo tacão, na tentativa de fazê-la de novo América Latrina. A Ásia e o Paquistão com seus generais assentados em bombas nucleares e transformando-as em dólares, bilhões, capazes de eliminar a fome no continente africano. A China transformando-se em segunda economia do mundo, bilhões em fome e trabalho escravo.
Prender um foragido, executar um ser humano por adultério, espocar em gritos de alegria por matar inimigos que chamam de bastardos, construir muros para cercar zoológicos de animais humanos. Tudo isso é conseqüência de uma só matriz e não é na natureza humana. Mas, em nossos tempos, o imperialismo montado em arsenais de boçalidade e travestido de barbárie democrática, cristã e ocidental.
Ou vindas do Islã na interpretação fanática e cega que o fundamentalismo proporciona. Qualquer fundamentalismo.
Um templo umbandista em Santa Catarina foi invadido por policiais militares (esses que liberam atropeladores à custa de propina, matam camponeses a mando do latifúndio, crianças em salas de aula) sem razão alguma, mas insuflados pelos interesses políticos de pastores corruptos, vendedores de tijolos para mansões fictícias num céu irreal.
Essa, aliás, tem sido prática constante nos últimos tempos com a ascensão do neopentecostalismo como forma e caminho usado pelo lumpém do capitalismo em sua sanha de fazer triunfar e tremular o fascismo.
Nesse meio tempo, independente de avaliação disso ou daquilo, o presidente do Brasil ganha o rótulo de “emotivo e humano”, por se propor a abrigar a mulher que exerceu o direito de ser dona de si, num mundo que a despeito dos muitos avanços, ainda tem seus quartos escuros e as penumbras sombrias que não diferem em nada do fascismo que combatem em Israel.
“Oh, cansativa condição da humanidade!
Nascida sob uma lei, ligada à outra,
Vaidosamente gerada, e todavia proibida à vaidade,
Criada enferma, obrigada a ser perfeita.
(Fukle Greville, determinando a relação correta entre o mundo da realidade e o mundo temporal humano)
“Como um gorila raivoso
Promove embates tão fantásticos diante do paraíso
Que faz os anjos chorarem”.
(William Shakespeare, refletindo sobre o mesmo que Malraux refletiu séculos depois, A CONDIÇÃO HUMANA).
Esses gorilas matam um por dia, pelo menos, em Honduras, na construção do processo “democrático” e na preservação da “liberdade”.
Têm a bênção do cardeal. Sua Eminência reza a missa matinal, no palácio e cercado de ouro por todos os lados. O Vaticano é só uma empresa. Gere um dos muitos bancos que saqueiam seres humanos nos juros de cada dia.
Que o governo do Irã reflita sobre a importância de sobrepor-se ao atraso, afinal o país vive um processo revolucionário e principalmente, sobre a importância de ser “emotivo” e “humano”.
A liberdade e a justiça não podem custar cinco dólares. E muito menos apedrejamentos.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
ANALISANDO UM DOS ROTEIROS DE ESTUDO DO LIVRO DE JONAS PARA O MÊS DA BIBLIA DAQUI 30 DIAS - Bismarck frota xerez
Convida o autor dos roteiros de estudo de Jonas:
"analisemos a seguinte história baseada em fatos reais":
António foi ao supermercado, pegou da prateleira um pacote de arroz, outro de feijão, de açúcar, de sal, de macarrão e um litro de óleo. Foi ao caixa e disse à balconista que ia levar sem pagar. Desempregado, não conseguia dinheiro e tinha esposa e três filhos com fome. Ele poderia trabalhar no supermercado para levar os alimentos (.....) A menina do caixa, abismada, chamou o gerente, que avisou a policia, que prendeu o pai desempregado (....).
O Autor propoe quatro perguntas aos que "sentindo com os pastores da Igreja" estudam no Mês da Biblia o livro que a CNBB propoe, Jonas.
PROPONHO olhar esta História antes do António chegar ao Supermercado.
António, esposa e três filhos moram em algum lugar, este lugar está situado dentro do território de uma Paróquia.
Bento XVI completou cinco anos, antes, o saudoso João Paulo II nos mandou lançar a rede longe da praia, mais fundo. Ir às ovelhas perdidas.
Supondo António e familia ovelhas perdidas.
Se a Paróquia, onde mora António, dividir o seu território, atribuir a cada "quadradinho" resultante uma equipe mista das diversas pastorais, identificar as familias como a de António, sujeitas a instabilidades de DIFERENTES origens, quando desempregados NÃO PRECISARÃO assumir a atitude de António.
É ridículo que a minha paróquia de classe média, MÉDIA PARA ALTA, só assista 50 (cincoenta) familias com cesta básica.
É inconcebível que em 2010 ainda continuemos "dando o peixe e não ensinando a pescar".
Em 2009 nossa Arquidiocese, e demais organismos da Sociedade Organizada, não conseguiram preencher as milhares de bolsas oferecidas junto com o treinamento para o primeiro emprego.
Neste ano de 2010 o noticiário continua anunciando só nos supermercados 4.000 vagas, mais outras tantas na construção civil, indústria de vestuário, etc.
O Brasil está ameaçado de "apagão do emprego".
Temos desempregados NÃO HABILITADOS, "pessoas prontas para comer o peixe, mas não habilitadas a pescar".
Só em Ponta Grossa, na palavra do Presidente do Sindicato das Transportadoras faltam 300 (trezentos) motoristas habilitados.
Na Sagrada Liturgia do dia, que fizemos memória de São Lourenço de Brindisi, 21 de julho, a Igreja nos propos meditar sobre a NOSSA vocação, ouvindo o relato de Jeremias, nosso antecessor, Jr 1,1.4-10. Celebrando a Eucaristia com Jesus, a Igreja nos convidou a responder aquele CHAMADO com o Salmo 71, ato continuo CRISMADOS no Espirito de Jesus presente na parábola em Mt 13,44-46.
Quantos Antônios ficarão desempregados e DESENRAIZADOS de uma comunidade de irmãos? DESPREPARADOS para colocarem-se nas novas oportunidades que surgem com o desenvolvimento que ocorre faz quinhentos anos.
No Município de Selbach, RS, comunidade católica, fruto da Pastoral daqueles tempos, as vacas holandesas dão a média de 40 litros por dia, em propriedades subdivididas após gerações, minifundios organizados em Condomínios familiares. Porem tecnificadas.
A Lógica do Capital é o lucro, a concentração da riqueza segue Lógica Excludente, mas outro mundo é possivel.
Uma Economia Solidária pode Integrar Familias como a do Antônio, sem distribuição de cestas básicas, sem perguntinhas lacrimejantes após a historinha.
Para isso, Pedro apascentando o Rebanho de Jesus, nos manda lançar as redes mais fundo.
O ANTI-profeta Jonas achava um absurdo encontrar Deus na Capital da violência e das maldades.
Para Jonas, Deus estava em seu Templo e em seu Povo. Fora era o caos.
Jonas não se conforma com a misericórdia de Deus para com os de fora do Templo.
Passado tanto tempo, desde Jonas, desde a Pastoral dos Jesuitas para os colonos alemães no RS, ainda as Paróquias não conhecem os que aguardam o Anuncio da Palavra , para "de glória em glória" se aproximarem do Senhor, para qual ninivitas, tocados pela Graça, entrarem no Caminho.
"analisemos a seguinte história baseada em fatos reais":
António foi ao supermercado, pegou da prateleira um pacote de arroz, outro de feijão, de açúcar, de sal, de macarrão e um litro de óleo. Foi ao caixa e disse à balconista que ia levar sem pagar. Desempregado, não conseguia dinheiro e tinha esposa e três filhos com fome. Ele poderia trabalhar no supermercado para levar os alimentos (.....) A menina do caixa, abismada, chamou o gerente, que avisou a policia, que prendeu o pai desempregado (....).
O Autor propoe quatro perguntas aos que "sentindo com os pastores da Igreja" estudam no Mês da Biblia o livro que a CNBB propoe, Jonas.
PROPONHO olhar esta História antes do António chegar ao Supermercado.
António, esposa e três filhos moram em algum lugar, este lugar está situado dentro do território de uma Paróquia.
Bento XVI completou cinco anos, antes, o saudoso João Paulo II nos mandou lançar a rede longe da praia, mais fundo. Ir às ovelhas perdidas.
Supondo António e familia ovelhas perdidas.
Se a Paróquia, onde mora António, dividir o seu território, atribuir a cada "quadradinho" resultante uma equipe mista das diversas pastorais, identificar as familias como a de António, sujeitas a instabilidades de DIFERENTES origens, quando desempregados NÃO PRECISARÃO assumir a atitude de António.
É ridículo que a minha paróquia de classe média, MÉDIA PARA ALTA, só assista 50 (cincoenta) familias com cesta básica.
É inconcebível que em 2010 ainda continuemos "dando o peixe e não ensinando a pescar".
Em 2009 nossa Arquidiocese, e demais organismos da Sociedade Organizada, não conseguiram preencher as milhares de bolsas oferecidas junto com o treinamento para o primeiro emprego.
Neste ano de 2010 o noticiário continua anunciando só nos supermercados 4.000 vagas, mais outras tantas na construção civil, indústria de vestuário, etc.
O Brasil está ameaçado de "apagão do emprego".
Temos desempregados NÃO HABILITADOS, "pessoas prontas para comer o peixe, mas não habilitadas a pescar".
Só em Ponta Grossa, na palavra do Presidente do Sindicato das Transportadoras faltam 300 (trezentos) motoristas habilitados.
Na Sagrada Liturgia do dia, que fizemos memória de São Lourenço de Brindisi, 21 de julho, a Igreja nos propos meditar sobre a NOSSA vocação, ouvindo o relato de Jeremias, nosso antecessor, Jr 1,1.4-10. Celebrando a Eucaristia com Jesus, a Igreja nos convidou a responder aquele CHAMADO com o Salmo 71, ato continuo CRISMADOS no Espirito de Jesus presente na parábola em Mt 13,44-46.
Quantos Antônios ficarão desempregados e DESENRAIZADOS de uma comunidade de irmãos? DESPREPARADOS para colocarem-se nas novas oportunidades que surgem com o desenvolvimento que ocorre faz quinhentos anos.
No Município de Selbach, RS, comunidade católica, fruto da Pastoral daqueles tempos, as vacas holandesas dão a média de 40 litros por dia, em propriedades subdivididas após gerações, minifundios organizados em Condomínios familiares. Porem tecnificadas.
A Lógica do Capital é o lucro, a concentração da riqueza segue Lógica Excludente, mas outro mundo é possivel.
Uma Economia Solidária pode Integrar Familias como a do Antônio, sem distribuição de cestas básicas, sem perguntinhas lacrimejantes após a historinha.
Para isso, Pedro apascentando o Rebanho de Jesus, nos manda lançar as redes mais fundo.
O ANTI-profeta Jonas achava um absurdo encontrar Deus na Capital da violência e das maldades.
Para Jonas, Deus estava em seu Templo e em seu Povo. Fora era o caos.
Jonas não se conforma com a misericórdia de Deus para com os de fora do Templo.
Passado tanto tempo, desde Jonas, desde a Pastoral dos Jesuitas para os colonos alemães no RS, ainda as Paróquias não conhecem os que aguardam o Anuncio da Palavra , para "de glória em glória" se aproximarem do Senhor, para qual ninivitas, tocados pela Graça, entrarem no Caminho.
Cabeça acima do coração ...- Evangelista Alexandre Nunes
Isso é importante porque diariamente nós somos bombardeados pela mensagem completamente oposta a esta. Desde os filmes de Hollywood até as celebridades, artistas, livros que se lê, músicas que se ouve no rádio diariamente, até mesmo pessoas de negócios, empresários, nos dizem a todo tempo: “Siga o seu coração. Faça o que você sentir no seu coração; ouça a voz do seu coração.” Você já ouviu isso. Com certeza você sabe do que eu estou falando e já ouviu essa mensagem de alguma forma. Você ouve essa mensagem a todo o tempo porque ela é muito comum.
Só que o problema com esse pensamento é que o coração é enganoso. Como disse Jeremias, o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jeremias 17.9). Ninguém verdadeiramente sabe quão mal ele é. Você gostaria de seguir alguém que é enganoso, enganador? Você gostaria de seguir alguém cujo nível de maldade você não conhece? Eu não penso que você, na sua inteligência, faria isso. Mas, quando você segue o seu coração, é exatamente isso que está fazendo, ou seja, uma receita para destruir a sua própria vida.
Todas as segundas-feiras, pela manhã, contra toda sua vontade, contra o sentimento de cada célula e molécula do seu corpo, você aprende a acordar cedo, sair da sua cama quentinha e ir para o trabalho. Você faz isso contra o sentimento porque sabe que é o certo. Você precisa trabalhar, então, sua mente o força a sair da cama e fazer o que tem que fazer, não importando o que você sente.
Isso significa que você já tem as habilidades necessárias para colocar sua cabeça acima do seu coração. Você já faz isso todas as segundas-feiras de manhã e com certeza em outras áreas menores da sua vida também. O que você precisa agora é transferir essas habilidades para as outras áreas mais importantes da sua vida, e passar a fazer o que é certo, não importa o que você sente. Não importa se você está com raiva, se está triste, se está feliz, se sente-se bem ou mal. Faça o que você tem que fazer, não importa o que você sente ou o que seu coração sente ou faz sentir. Use a sua cabeça, siga a sua inteligência, e o fruto dessas atitudes será muito melhor do que você tem colhido até aqui.
Eu queria repartir essa lição com você. Espero que tenha lhe ajudado. Deus o abençoe.
Atenciosamente,
Evangelista Alexandre Nunes
domingo, 1 de agosto de 2010
UMA PROPOSTA INDECENTE...Barbet
Silencia e sente a vida/morte,
Ela pulsa dentro de tudo;
Aquieta por um momento seus impulsos,
E analisa,
A música que toca.
Fala muito ao coração.
Ela pulsa dentro de tudo;
Aquieta por um momento seus impulsos,
E analisa,
A música que toca.
Fala muito ao coração.
Mas o silêncio seu companheiro,
Mostra toda sua emoção.
Tenta esquecer que é humano,
Coloque-se no lugar dos animais.
Sinta o medo das plantas,
O sufoco dos mares.
Voa, mas baixo, bem baixo,
Plaina sobre os lixões,
Veja as crianças se alimentando,
E chora a lágrima dos falsos.
Caminhas faceiro entre os homens,
Dono de si, senhor das verdades,
Mas nada faz, acomodado!
Mais um verme no queijo já macerado.
Temes tudo e muito mais,
Medo de Deus e do Diabo,
E neste temor infinito,
Segue sempre calado.
Veja se acorda, ainda há tempo,
Aceita a proposta indecente
Sinta a dor que aflige o mundo,
Inundo das falsidades
Humanas.
Faça alguma coisa que valha,
Não passe em branco o filme,
Revele o lado nobre do ser,
Lute até vencer.
***
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