quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MUBARAK JÁ NÃO MANDA NADA - HERR SULEIMAN É O NOVO "DONO" - Laerte Braga

Hosni Mubarak é um patético presidente que faz de conta que resiste às manifestações populares. Não reina e nem governa. O papel de ditador agora cabe a Omar Suleiman, vice-presidente. É ligado a CIA, a MOSSAD e foi responsável pelo massacre de centenas de palestinos fugindo do horror sionista em Gaza ao longo dos últimos anos.
Na fuga, muitos palestinos morreram pelas mãos de policiais egípcios ou sufocados em túneis precários construídos para chegar ao território do Egito, fugindo das atrocidades sionistas do governo de Israel. Suleiman deu a ordem e comandou ao lado de generais do seu país.
Suleiman lembra os piores carrascos nazistas tamanha a sua frieza e absoluta falta de princípios. É um ser amoral. Não tem nem respeito pelo seu país, como por seu povo.
Há uma realidade no Egito que precisa ser vista de maneira clara. Vai desde a declaração dos professores da Faculdade de Direito da Universidade do Cairo que não reconhecem o governo Mubarak como legítimo à luz da Constituição até considerações econômicas que mostram que os grandes estão tentando salvar seus investimentos à custa do povo egípcio.
É mostrada em seus mínimos detalhes por Michel Chossudovsky.” A agenda oculta por trás da decisão de Mubarak de não renunciar.” A decisão foi tomada em estreita colaboração com o conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Se os executivos do conglomerado terrorista tivessem ordenado o egípcio teria renunciado.
Há uma crise social, denuncia Chossudovsky que leva a um “vácuo decisório ao nível do governo”. Isso gerou numa “saída maciça de capital dinheiro, mais concretamente significa é que as reservas oficiais de divisas estrangeiras estão a ser confiscadas pelas principais instituições financeiras.”
“A pilhagem da riqueza monetária do país é uma parte integral da agenda macroeconômica. O governo recém formado por instruções de Washington (gabinete ministerial) não tomou passos concretos para restringir o fluxo maciço de saída de dinheiro. Uma crise social prolongada significa que grandes quantias de dinheiro serão apropriadas”.
O Banco Central do Egito tinha, antes do movimento contra Mubarak perto de 36 bilhões de dólares em reservas de divisas estrangeiras, “bem como vinte e um bilhões adicionais em depósitos junto a instituições financeiras internacionais, as quais diz-se constituírem reservas não oficiais”. O fato foi trazido a público pela agência REUTERS, em 30 de janeiro.
A dívida externa do país aumentou em mais de 50% nos últimos cinco anos e chegou a 34 bilhões de dólares em 2009. Vale dizer que essas reservas do Banco Central são baseadas “em empréstimos”.
O esquema de dominação imposto pelo Banco Mundial, FMI, impede o Egito de dispor de qualquer regulamentação sobre o capital especulativo aplicado no país. Os grandes investidores, todos ligados ao conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, colocam e tiram o dinheiro da maneira que melhor lhes aprouver. A fuga de capitais começou no dia seguinte ao discurso de Mubarak.
“Numa ironia amarga, por um lado o Egito deposita vinte e um bilhões de dólares em 2009 em bancos comerciais como reservas não oficiais, enquanto estes bancos comerciais adquirem vinte e cinco bilhões de dólares de dívida em libras egípcias, com um rendimento da ordem de 10%. O que isto sugere é que o Egito está a financiar o seu próprio endividamento”. Para pagar, pega mais dinheiro emprestado e a juros mais altos.
O desemprego, a fome, toda a gama de problemas sociais decorre do caráter ditatorial do governo, submisso a essas forças do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A (chantagem, extorsão, tortura, assassinatos, etc) e, na outra ponta, enquanto falam em democracia o conglomerado salva suas “ações” no controle do país.
A reabertura dos bancos no domingo, cinco de fevereiro, levou a uma corrida a essas instituições e isso esgotou as reservas do Banco Central. Os preços dos alimentos são dolarizados, por aí se avalia o que significa todo o processo para o conglomerado terrorista que controla o país agora através de Suleiman.
Samir Radwan, o novo ministro da Fazenda já garantiu ao conglomerado – conhecido também por CONSENSO DE WASHINGTON – que vai honrar os compromissos. Se o povo vai morrer de fome, o desemprego vai aumentar, a saúde e a educação vão para o brejo, isso é o de menos na avaliação desse tipo de gente. Guardam profunda semelhança com os tucanos brasileiros.
Quando o vice-presidente dos EUA, Joe Binden diz que o “exército egípcio está dando uma demonstração de equilíbrio”, na verdade está dizendo que os generais já estão no bolso de Washington (comprar generais é um esporte favorito do conglomerado) e nada vai mudar, mesmo que pareça mudar.
No Brasil a mídia privada já festeja antecipadamente a operação de compra de aviões norte-americanos para “reequipar” a Força Aérea Brasileira. O governo Dilma Serra está prestes a fechar o negócio, os generais de fancaria de uma força armada controlada pelo exterior e do exterior sorriem com os futuros novos brinquedinhos.
A decisão de Washington de manter Mubarak – fingindo que governa – serviu e serve aos interesses de investidores institucionais, comerciantes de divisas e especuladores.
O original do artigo de Michel Chossudovsky está em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid-23099
O número de mortos já ultrapassa a casa dos 500 e cerca de três mil feridos.
A postura do presidente do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Barack Obama é uma para fora e outra para dentro, característica dos governos dos EUA.
Tem o apoio fechado das principais colônias norte-americanas na Europa. O chanceler italiano já disse que “Mubarak não vai cair”.
David Cameron, primeiro-ministro designado por Washington para a Grã Bretanha já alertou que a Europa não quer saber de imigrantes. “São sujos e porcos”. Não se refere só a muçulmanos, mas a negros, asiáticos, africanos e latinos.
É mais ou menos uma ordem aos egípcios que se “não têm pão comam brioche”. E um alerta para o resto do mundo.
O chanceler brasileiro Antônio Patriota, porta-voz do governo Dilma Serra endossou as declarações de Washington e quer uma transição pacífica e dentro da ordem. Essa ordem é a de Washington.
Dia 23 de fevereiro Antônio Lampreia Láfer Patriota, sob a batuta de Marco Aurélio Garcia, beija a mão da secretária de Estado Hilary Clinton e abre as portas para Obama chegar ao Brasil e tomar posse da nova colônia.
Vem com a corte completa e com toda a certeza vai subir a rampa do Planalto.
A sessão de rapapés com Dilma Serra vai acabar terminando nas páginas de CARAS.
Já o povo egípcio... Os brasileiros... Os latinos... Os africanos... Os asiáticos... Cameron já disse que não os querem, ele e toda a Europa. Só a força de trabalho escravo com que sustentam suas guerras para acendrar um patriotismo nazista e evitar reconhecer a realidade. A luta de classes.
Há uma revolução em curso no Egito e os próximos passos do povo vão depender do terrorismo do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Não é um processo que possa ser detido, pode apenas mudar de conduta. E qualquer reação ao terror norte-americano é legítima.
Segundo Suleiman, repetindo Pelé, o “povo egípcio não está preparado para a democracia”.
Mas eles estão preparados para a barbárie. É uma luta de todos os povos oprimidos do mundo. Não é só dos egípcios, ou dos palestinos.
É contra um imenso e poderoso conglomerado – EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A – cujos tentáculos se estendem para todos os cantos do mundo.

[Carta O BERRO] BATTISTI: EDITORIAL BRASIL DE FATO DESTA SEMANA - Vanderley-Revista

EDITORIAL
Senhores Giorgio Napolitano e Silvio Berlusconi,
Brasília não é Addis Abeba
Brasil de Fato 414
03 de fevereiro de 2011
Finda a guerra fria, “o perigo comunista” já não mais funcionava como instrumento de submissão dos povos aos EUA. Logo, porém, fabricou-se um novo flagelo, o “terrorismo internacional”, cujo lançamento envolveu grande pirotecnia: no dia 11 de setembro de 2001, o Mundo amanheceu sob o impacto da derrubada das Torres Gêmeas, o que permitiu, já no mês seguinte, a invasão do Afeganistão; do Iraque, em 2003; as atuais ameaças ao Irã e uma série infindável de desmandos dos EUA mundo afora.
Toda a diplomacia desenvolvida pela chefa do Departamento de Estado Condoleezza Rice, e hoje levada adiante pela senhora Hillary Clinton, tem como alicerce e jogo de cena “o combate ao terrorismo”.
São considerados terroristas todos os que se oponham às regras do grande capital. Em nosso país, os desdobramentos mais visíveis dessa política são: a criminalização e massacre dos movimentos sociais e dos pobres em geral, e a ofensiva contra aqueles que resistiram ao golpe de 1964 e ao regime por ele implantado, antes que os liberais – na segunda metade dos anos 1970 – resolvessem desmontar a ditadura que eles próprios haviam construído.
Sim, somos todos “terroristas”.
Sobre Cesare Battisti
Em termos legais, as acusações contra Battisti e o pedido de sua extradição, já tiveram sua improcedência suficientemente comprovada. Battisti não cometeu os atos pelos quais Roma tenta condena-lo e execra-lo enquanto exemplo para todo o povo italiano e o mundo.
Está mais que certo, também, que nos anos 1960-1970 a Itália não era sequer uma democracia conforme entende e diz propor oficialmente o establishment capitalista – exceto se quisermos criar ad hoc o estatuto das “democracias excepcionais”, ou das “democracias emergenciais”.
No entanto, Battisti não é um inocente. É fundamental ficar claro: Battisti era sujeito de um projeto político que – com erros e/ou acertos – se batia contra as injustiças sociais, e no qual a igualdade entre os homens não se subordinava à liberdade. Toda sociedade em que a liberdade se construa às custas da negação da igualdade, será sempre uma sociedade onde a exploração e opressão dos mais fracos pelos mais fortes serão os alicerces da sua legalidade.
Ou seja, do nosso ponto de vista, mais que ilegal, é ilegítima a entrega de Battisti à Itália dos senhores Giorgio Napolitano e Silvio Berlusconi que, hoje, incapazes de invadir Addis Abeba, como o fizeram seus ancestrais políticos em 1935, tentam sitiar Brasília.
As condenações de Cesare Battisti, Alfred Dreyfus (1894), Mata Hari (1917), Ethel e Julius Rosenberg (1951) pertencem todas a uma mesma estirpe de crimes: a criação de bodes expiatórios (seguida de “punição exemplar”) que justifiquem os fracassos das políticas da direita. Os resultados perseguidos e induzidos são sempre as nacional-patriotagens, as ondas de xenofobia, de fascismos, etc.
Battisti não é apenas Battisti
Battisti nunca foi apenas Battisti.
Sua condenação e extradição, mais que necessidade do neofascismo italiano, será marco da ascensão da ultradireita em todo o mundo, espetáculo capaz de unificar e fazer crescer essa ultradireita que emerge dos escombros do neoliberalismo.
Extraditar Battisti ou não lhe conceder sua condição plena de asilado (com direito, portanto, à garantia da sua segurança), será mais um modo de legitimar todo esse vergar-se radicalmente para a direita que experimentamos hoje, e que nos traz sempre à lembrança, os anos 1930.
A xenofobia varre a Europa e os EUA, assumindo expressões aparentemente diferenciadas: seja através da aprovação pelo Parlamento italiano de rondas de cidadãos (milícias paramilitares) para denunciar e seqüestrar estrangeiros com entrada ou permanência ilegal no país e entrega-los em seguida à polícia; seja pelas medidas decididas na França, que permitem (ordenam e consumam) a expulsão dos ciganos; ou o muro construído pelos EUA em sua fronteira com o México. Em Portugal, Espanha, Grécia – como na Itália e em toda a Europa Meridional e EUA, a progressiva perda de postos de trabalho e de direitos sociais dos assalariados tem como contrapartida o ódio aos imigrados.
Mas não apenas de xenofobia se alimenta o neofascismo: há poucos anos, o Congresso dos EUA “flexibilizou” o conceito de tortura, e passou a indicar seu uso em “determinadas circunstâncias”.
Nas eleições suecas de 2010, pela primeira vez desde 1945, a ultradireita elegeu representação no Parlamento e, na Holanda, a mesma ultradireita ameaça formar maioria entre os parlamentares. A Itália, no entanto, segue na vanguarda: o Parlamento de Roma fez o senhor Silvio Berlusconi primeiro-ministro, provando que a Liga Norte, famosa pela sua origem fascista, mas hoje considerada de centro-direita (!), retoma seu antigo prestígio e rumo.
Na América Latina, apesar da euforia que despertam governos de centro-esquerda, o Haiti permanece ocupado há quatro anos; o golpe contra o presidente Manuel Zelaya, de Honduras, foi absorvido e naturalizado pela comunidade internacional, do mesmo modo que a não distante invasão do território do Equador por tropas do narco-estado colombiano; as tentativas de golpes contra os governos da Venezuela, Bolívia, Paraguai em anos recentes e, este ano, no Equador. Também a nova política de militarização da Zona do Canal, no Panamá, é “natural”.
Battisti não é apenas Battisti.
E só não enxerga, quem não quer.

[Carta O BERRO] Lançamento do livro A Coluna Prestes na XX Feira Internacional do Livro Cuba 2011 - Vanderley-Revista

Durante a XX Feira Internacional do Livro Cuba 2011, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro,em Havana, e, em seguida, percorrerá todas as províncias do país, a prestigiosa Casa de las Américas lançará cerca de 20 títulos, novos e reedições. Entre eles, "La columna Prestes", de autoria de Anita Prestes, que estará presente ao evento. O livro de Anita foi agraciado com o Prêmio Casa de las Américas 1990. Com 21 anos de atraso, ele agora será lançado por esta renomada instituição.
Mais informações: Cubasí.cu

A AMÉRICA LATINA DIANTE DO EGITO - Laerte Braga

O primeiro-ministro da França François Fillon admitiu nesta terça-feira que usou o avião do presidente Hosni Mubarak para suas férias de Natal. François Fillon é ligado à direita em seu país e foi escolhido pelo atual presidente Nicolas Sarkozy. A denúncia foi feita pelo jornal LE CANNARD ENCHAINÉ, que para muitos analistas, foi o inspirador para os criadores de O PASQUIM, linha de frente na mídia alternativa e como um todo contra a ditadura militar no Brasil.
A cumplicidade das chamadas grandes nações com a ditadura do general egípcio é óbvia e está na natureza das políticas desses países que, pouco a pouco, vão se transformando em grandes conglomerados agrupando empresas, bancos, latifundiários e especuladores. O povo, nessa nova Idade Média vive no entorno e o conceito de soberania vai para o espaço.
Nas grandes potências européias (todas em vias de falência), essa característica de conglomerado já é realidade. Integram o EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Governos como o da França, Grã Bretanha, Alemanha, Suécia, Itália e outros são colônias cercadas de bases por todos os lados.
Mubarak é produto desse modelo e sua permanência no poder a despeito das grandes manifestações em todo o Egito pedindo sua saída se deve exclusivamente à ação do conglomerado norte-americano e suas filiais européias.
Governos de países da América Latina devem estar atentos ao discurso que o primeiro-ministro inglês pronunciou na Conferência Européia de Segurança, semana passada. David Cameron enterrou o multiculturalismo, ressuscitou as práticas de pureza racial e recolocou nas bancas de jornais, revistas e nas principais livrarias o MEIN KAMPF de Adolf Hitler. Edição revista e atualizada em Washington e Wall Street.
A Europa é branca e nela não há lugar para a integração com outros povos, os imigrantes, principalmente muçulmanos, negros e latinos, nessa ordem.
O anti-semitismo está presente no discurso de Cameron, é disfarçado em colônias norte-americanas no velho mundo e o apoio a Israel é na verdade apenas apoio aos negócios e à garantia do controle do petróleo existente em países do Oriente Médio.
Da mesma forma que Washington compra governos como o de Mubarak, o de David Cameron, o francês, o sueco, compra o de Israel. Os israelenses parecem estar despertando para essa realidade.
Egípcios, britânicos, franceses, suecos e israelenses, tanto quanto muçulmanos são adereços. Latinos são “porcos” na visão de boa parte dos europeus, acostumados a cultuar figuras como Elizabeth II, o rei Juan Carlos, múmias que sobrevivem no mundo contemporâneo.
A crise no Egito traz essa lição para os países da América Latina, alvo de Barack Obama (o branco disfarçado de negro) e o Brasil é o objetivo principal. Por ser um país de dimensões continentais, a maior potência econômica da região é estratégico para o conglomerado. As características neoliberais do governo Dilma Roussef e um chanceler sem nenhuma expressão, dócil aos interesses dos EUA, devem servir para acender a luz laranja entre as forças populares do País.
As políticas de estratégia e segurança nacional serão formuladas por Moreira Franco, assaltante de cofres públicos que substituiu Samuel Pinheiro Guimarães (pensador respeitado em todo o mundo), por conta das pressões de Washington.
Um dos paladinos da reforma política é José Sarney. Tem sua própria pirâmide em seu estado natal, o Maranhão, vítima de saques constantes por parte de sua família.
A máscara do terrorismo neoliberal caiu. Cameron (os EUA usam sistematicamente os britânicos como porta-vozes, caso de Blair na guerra do Iraque) deu a palavra de ordem.
A ação política do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A na América Latina, num curto prazo (dia 23 o arremedo de chanceler brasileiro encontra-se com Hilary Clinton), deve começar ações efetivas e concretas para desestabilizar governos independentes como os da Venezuela, da Bolívia, do Uruguai, da própria Argentina, Equador, Nicarágua e Cuba.
O dilema do Brasil é simples aos olhos de Washington. Ou aceita as regras, ou é considerado inimigo e fica fora do Conselho de Segurança da ONU (a ditadura das grandes potências na Organização).
Se não temos ditaduras como a de Mubarak, temos governos dóceis e quebrar resistências é fundamental, antes que a brancura européia seja contaminada por imigrantes latinos. Essa, pelo que disse Cameron, nem OMO e nem nenhum tira manchas limpa. Que o diga o brasileiro Jean Charles.
É questão de gosto. Uns preferem tomar banhos todos os dias, outros preferem perfumes franceses.
A descoberta de novas reservas petrolíferas que transformam a Venezuela no maior depósito de petróleo do mundo transformam o Brasil em ponte necessária para que o conglomerado possa tomar conta dessas reservas e das reservas brasileiras do pré-sal.
A base Colômbia é insuficiente e o temor que o Brasil continue avançando e sendo protagonista da história contemporânea (Lula, Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães), vai resultar na tentativa de domar o governo Dilma levando em conta seu pragmatismo econômico (políticas neoliberais) e sua busca de afirmação que a tornem algo mais que produto de Lula.
A América Latina é alvo do terrorismo internacional norte-americano (novo código florestal, semente terminator, etc, todos projetos oriundos da base do governo) e o Brasil é o diamante desse alvo.
Não é por outra razão que a principal rede de tevê do País, a GLOBO, começa a tratar Dilma Roussef como uma espécie de Dilma Serra. Com mimos e agrados.
A GLOBO é o mais importante canal de informações do conglomerado ISRAEL/TERRORISMO S/A, agora inclusive dedicada à prática de lenocínio a partir do BBB-11.
Faz parte do processo de alienação.
A continuar desse jeito, breve, uma loja Mcdonalds em cada esquina e o inglês vira a língua pátria.
A propósito, nos países latino-americanos governados por aliados de Washington as forças armadas são parte do conglomerado em sua esmagadora maioria. Em troca de bom comportamento (como em 1964), recebem brinquedinhos de guerra para usar nas banheiras. Navios de papel e aviões que não voam.
São sinais que precisam ser percebidos e teriam sido entendidos por figuras como Amorim.

“VIVA A VIDA MARIA” - Laerte Braga


Milhões de cidadãos egípcios, homens e mulheres vão às ruas na capital Cairo e nas principais cidades do país, exigir a saída de um ditador cruel (existe ditador que não seja cruel?) e corrupto (existe ditador que não seja corrupto?). Hosni Mubarak o nome do general que ocupa o governo há 30 anos eleito em pleitos onde os principais partidos de oposição estão impedidos de concorrer.
Há pobreza, desemprego, barbárie policial (não é privilégio deles, existe no mundo inteiro) e cumplicidade dos militares com a ditadura (é outra característica dos “defensores da pátria” em todos os cantos do mundo, não têm compromisso nenhum com democracia, direitos humanos, liberdade, com o ser humano, são boçais em sua maioria por natureza).
Hosni Mubarak tem bilhões de dólares em bancos instalados em paraísos fiscais, estava preparando seu filho Gamal para sucedê-lo em setembro e não quer deixar o poder. A despeito das declarações públicas de figuras do governo dos EUA, inclusive do presidente branco (disfarçado de negro) Barack Obama, a favor das reivindicações populares, Mubarak é o principal aliado dos norte-americanos na região (ao lado da Arábia Saudita) e na prática, Obama fala uma coisa e Hilary Clinton, sua secretária de Estado faz outra.
Negociam uma saída que permita aos Estados Unidos manter o controle do Egito.
O povo? Que se lasque. Onde já se viu cidadãos comuns escravizados pela “globalitarização” imposta pelo conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A reivindicar direitos?
Pedro Bial, apresentador do programa Big Brother Brasil, décima primeira edição, irritou-se quando uma das participantes negava-se a conceder favores sexuais (digamos assim) a outro participante e que estava à busca de tais prazeres.
Os índices de audiência do programa (a praga existe no mundo inteiro) estão aquém do esperado, logo o faturamento está menor, e em sua irritação, dirigiu-se à moça determinando que ela “facilitasse as coisas” e proclamou a uma de suas heroínas – “viva a vida Maria –.
Em meio a essa ordem do cafetão do programa, o diretor Boninho (gosta de jogar água suja em mulheres que julga vadias e passam à frente de seu apartamento) esmurra a porta para exigir melhor “performance” dos enclausurados no que chamam a “casa mais famosa do Brasil”.
Na prática, na cabeça de Boninho, Bial, dos diretores da REDE GLOBO, quando alguém se sujeita a participar do programa tem que se sujeitar também a toda a sorte de cretinices e bandalheiras do programa.
“Viva a vida Maria”. Com certeza, como todo cafetão, tem um percentual na história e bem maior que o de Maria.
O que os participantes do programa não percebem é que são mortos vivos num contexto em que a televisão busca transformar seres humanos em robôs, em peças de uma engrenagem podre. Exibi-lo em jaulas através da telinha.
A um ponto tal que ex-BBB virou profissão.
Uma das razões da explosão de Pedro Bial foi o conhecimento que Maria em outras épocas fora garota de programa e um a mais, um a menos não significaria nada para ela, mas pontos preciosos na audiência do programa, do monte de telespectadores anestesiados no papel de voyeur, sob o estímulo do espetáculo degradante que a mídia privada promove em todos os cantos do mundo.
Não há moralismo nenhum nisso. Uma prostituta da Vila Mimosa no Rio, ou qualquer Vila Mimosa em qualquer canto do país terá muito mais consciência de si que Maria e dignidade que Pedro Bial. Não tem nenhuma, nem sabe o que é isso.
Barack Obama é um desses grandes engodos da história. Demagogo, vendeu a ilusão de mudanças políticas em seu país, quando na prática segue a mesma política terrorista de George Bush, ou de qualquer Ronald Reagan (sabe-se hoje que não governava nada, esteve com Alzheimer a maior parte dos seus oito anos de governo).
Se os egípcios, em sua esmagadora maioria, são muçulmanos, paciência. Aos olhos dos grandes muçulmanos são sub-gente, contrariam interesses das potências imperiais (na verdade uma só, as outras são adereços, colônias cercadas de bases militares do eufemismo que o terrorismo encontrou para “defender a liberdade”, OTAN – Organização do Tratado Atlântico Norte.)
Essa visão de sub-gente se estende a todos os povos da África, da Ásia, a latino-americanos. Tanto faz que seja o cidadão egípcio revoltado com as humilhações a que é submetido por um governo ditatorial e corrupto, ou a completa degradação da condição de humano no segundo maior tentáculo dos donos, a mídia privada.
O primeiro tentáculo são os arsenais da estupidez nuclear e das armas químicas e biológicas com que “libertam” países como Afeganistão, o Iraque, assassinam palestinos, controlam a Colombia (o tráfico de drogas é favorecido pela ação dos norte-americanos na Colômbia, o ex-presidente Álvaro Uribe é um dos principais integrantes de cartéis de traficantes).
No dia 23 de fevereiro o chanceler brasileiro Antônio Patriota vai se encontrar com a secretária de Estado Hilary Clinton. O encontro será em Washington e Patriota vai ouvir de Hilary que o Brasil só terá um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas se for um aliado incondicional dos EUA. Caso contrário, bye bye.
Patriota tem feito declarações contraditórias, algumas, como a que condenou o voto brasileiro no caso do Irã ainda no governo Lula (foi reprimido por isso, mas no governo anterior). A posição do governo brasileiro na crise egípcia foi omisso e irresponsável, contrário aos compromissos assumidos em campanha pela presidente Dilma Roussef.
A não ser que aconteça alguma surpresa, estamos passando do papel de protagonistas para o de coadjuvantes e Dilma deixando de ser Roussef e virando Serra. Dilma Serra, por mais histéricos que fiquem petistas incapazes de enxergar além do próprio nariz, ou do cargo que ocupam.
E falo do campo da política externa. No âmbito interno está retirando do baú o projeto (que Lula mandou arquivar) de privatização através de parcerias público/privado dos hospitais universitários em todo o País.
De todas essas situações e mais algumas resta uma constatação. Povos, cidadãos, seres humanos são adereços nesse jogo sórdido do capitalismo. E governantes são seres amorais a serviço de uma ordem mundial que mantém campos de concentração como a prisão de Guantánamo e se calam diante da barbárie de ditaduras como a de Mubarak.
Os cidadãos de Israel, boa parte, à revelia dos seus governos nazi/sionistas, começam a perceber que só a paz e o reconhecimento do Estado Palestino vai lhes conferir segurança e criar condições de estabilidade política no Oriente Médio.
Já saem às ruas para protestar contra o nazi/sionismo. Estão cansados de assistir seus filhos morrerem em guerras estúpidas promovidas por governos estúpidos para garantir o petróleo da grande potência terrorista, os EUA.
Na Toscana, Itália, onde mulheres pretendem protestar contra Sílvio Berlusconi (patrão de Gilmar Mendes e Cesar Peluso) despejando milhares de camisinhas à porta do palácio do governo, mas na Toscana se canta uma canção assim.
“E la vida non è la morte/e la morte non è la vida/la canzone è giá finita” (“E a vida não é a morte/ e a morte não é a vida/e acabou a cantiga”).
Ou, como define Melhor Fernandes.
“Fiquem tranqüilas as autoridades.
No Brasil jamais haverá epidemia de cólera.
“Nosso povo morre é de passividade.”
“Viva a vida Maria”. Você não tem nada a ver com a dor e o sofrimento dos egípcios, nem é muçulmana (quem sabe da igreja de Macedo, se assim o for, fique mais tranqüila ainda, basta dar dez por cento ao chefe, ela aprova e garante o reino dos céus).
Siga os conselhos do cafetão. Você vai ser chamada de heroína.
Já os corpos estendidos nas praças do Cairo serão definidos como “radicais intransigentes”, “terroristas” e eles contam que você vai acreditar nisso, afinal, segundo William Bonner, o “o nosso telespectador é como Homer Simpson”. Um idiota.
O único projeto de Obama que não deu certo foram as cantadas em Angelina Jolie. Segundo jornalistas norte-americanos já passaram de dez e a atriz responde simplesmente não.
O resto é jogo de cena e os egípcios se não “entenderem” a importância de se submeter, paciência, vão pagar o preço da democracia na teoria de Madeleine Albright. No mercado do terrorismo norte-americano são duzentas mil crianças mortas à míngua como conseqüência de um bloqueio econômico ao Iraque, isso no governo Clinton.
“Viva a vida Maria”. No final quem sabe Maria ganha um milhão.

Wael Ghonim, um jovem executivo do Google no país, criador da página do Facebook que ajudou a promover as manifestações contra o regime de Mubarak, passou uma semana preso. - BBT

A cena que complicou a vida de Mubarak

Ao sair, deu a entrevista que reproduzo parcialmente acima.
Ghonim chorou ao ver as fotos dos que morreram nos protestos.
Ao impacto da entrevista é atribuído o número recorde de manifestantes que foram às ruas do país ontem, quando tudo indicava que Mubarak ainda tinha chances de ficar no poder até o fim de seu mandato.
Aqui uma reportagem do jornal espanhol Público a respeito.

[Carta O BERRO] Rede McDonald's é multada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração do trabalho infantil e descumprimento de leis trabalhistas - Vanderley-Revista

Por Altamiro Borges

Por descumprir acordos trabalhistas, a poderosa rede de fast food McDonald's será obrigada a destinar R$ 11,7 milhões, nos próximos nove anos, à promoção de campanhas publicitárias contra o trabalho infantil. A punição foi aplicada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e passou a valer a partir de janeiro. A multinacional estadunidense ainda deverá doar outros R$ 1,5 milhão à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) para a aquisição de equipamentos de reabilitação física.

A decisão representa um duro golpe na imagem do McDonald's. Entre as irregularidades, o MPT listou a ausência da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e da emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), alimentação inadequada e a falta de vestiários. Em algumas franquias, o expediente ultrapassava o limite legal de duas horas extras diárias e os funcionários não tinham descanso semanal previsto em lei. O McDonald's também é acusado de dificultar a sindicalização dos trabalhadores.

Abusos na multinacional são antigos

As primeiras denúncias por descumprimento de acordos coletivos foram feitas pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação de São Paulo), em 1995. A batalha jurídica foi prolongada e dura, mas agora deu seus frutos. "Foi uma vitória. As empresas têm de cumprir as leis trabalhistas e, se não estiverem dispostas a respeitar os direitos dos trabalhadores, devem ser punidas", disse o presidente da entidade, Francisco Calasans.

Numa reportagem de dezembro passado, a própria revista Época lembrou que os abusos trabalhistas na rede são antigos. "Em 2008, o MPT e o McDonald's firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), estabelecendo prazos para a adequação das condições de trabalho dos empregados da rede. Recentemente, ao constatar que os itens do TAC não estavam sendo cumpridos, o MPT ameaçou aplicar multa milionária à rede. O acordo da campanha publicitária e da doação à USP serviu para evitar a multa. Ele não desobriga o McDonald's a encontrar soluções para os problemas trabalhistas listados na Ação Civil Pública original".
Postado por Miro às 11:07 http://img1.blogblog.com/img/icon18_email.gif http://img2.blogblog.com/img/icon18_edit_allbkg.gif

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
McDonald's é multado em R$ 13,2 milhões

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carta do Povo Kaiowá e Guarani à Presidenta Dilma Rousseff - Barbet

A questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar.
Que bom que a senhora assumiu a presidência do Brasil. É a primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder. Mas nós Guarani Kaiowá queremos lembrar que para nós a primeira mãe é a mãe terra, da qual fazemos parte e que nos sustentou há milhares de anos. Presidenta Dilma, roubaram nossa mãe. A maltrataram, sangraram suas veias, rasgaram sua pele, quebraram seus ossos... rios, peixes, árvores, animais e aves... Tudo foi sacrificado em nome do que chamam de progresso. Para nós isso é destruição, é matança, é crueldade. Sem nossa mãe terra sagrada, nós também estamos morrendo aos poucos. Por isso estamos fazendo esse apelo no começo de seu governo. Devolvam nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossos terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais.
No final do ano passado nossa organização Aty Guasu recebeu um prêmio. Um prêmio de reconhecimento de nossa luta. Agora, estamos repassando esse prêmio para as comunidades do nosso povo. Esperamos que não seja um prêmio de consolação, com o sabor amargo de uma cesta básica, sem a qual hoje não conseguimos sobreviver. O Prêmio de Direitos Humanos para nós significa uma força para continuarmos nossa luta, especialmente na reconquista de nossas terras. Vamos carregar a estatueta para todas as comunidades, para os acampamentos, para os confinamentos, para os refúgios, para as retomadas... Vamos fazer dela o símbolo de nossa luta e de nossos direitos.
Presidente Dilma, a questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar. Por último o ex-presidente Lula, prometeu, se comprometeu, mas não resolveu. Reconheceu que ficou com essa dívida para com nosso povo Guarani Kaiowá e passou a solução para suas mãos. E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro. Precisamos nossas terras para começar a resolver a situação que é tão grave que a procuradora Deborah Duprat, considerou que Dourados talvez seja a situação mais grave de uma comunidade indígena no mundo.
Sem as nossas terras sagradas estamos condenados. Sem nossos tekohá, a violência vai aumentar, vamos ficar ainda mais dependentes e fracos. Será que a senhora como mãe e presidente quer que nosso povo vai morrendo à míngua?. Acreditamos que não. Por isso, lhe dirigimos esse apelo exigindo nosso direito.
Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani
Dourados, 31 janeiro de 2011
(Envolverde/Brasil de Fato)

Polícia já ocupa as nove favelas do Complexo do São Carlos - BBT


A Polícia Militar informou , às 8h30 da manhã deste domingo (6), que as nove favelas do Complexo do São Carlos estão ocupadas pelos agentes. São Carlos, Zinco, Querosene, Mineira e Coroa foram invadidos pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Já Fallet, Fogueteiro, Prazeres e Escondidinho estão dominadas pelo BPChoque (Batalhão de Polícia de Choque).

Até o momento, a ocupação da polícia é pacífica, nenhum tiro foi disparado e ninguém foi preso. Moradores circulam normalmente pelas ruas das favelas. Nas próximas horas, os policiais devem começar o trabalho de revista nas casas, atrás de armas, drogas e traficantes.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

MILITARES DISFARÇADOS EM CIVIS MASSACRAM O POVO EGÍPCIO NAS RUAS - Laerte Braga

É uma farsa a neutralidade dos militares egípcios. A ponderável parcela corrompida pelo governo de Hosni Mubarak e atendendo aos interesses de Washington está nas ruas massacrando civis que protestam contra a ditadura. Há um bloqueio sistemático dos meios de comunicação e mesmo canais nos EUA e na Europa ou em países como o Brasil escondem a real dimensão da tragédia.
Há mais de 500 mortos e três mil feridos.
O presidente branco (disfarçado de negro) Barack Obama está procurando ganhar tempo e evitar a queda de Mubarak, ou mudanças mais acentuadas no Egito e para isso conta com apoio de seus aliados na região, o governo nazi/sionista de Israel.
As declarações do primeiro-ministro inglês, Cameron, que as “políticas de integração de culturas diferentes fracassou na Europa”, reflete a discriminação contra o povo árabe em particular os muçulmanos.
Foram feitas diante dos principais líderes europeus em Berlim e fazem parte do plano geral que sustenta a ditadura no Egito, na Jordânia, na Arábia Saudita, no Iêmen, na Argélia e garantem o petróleo.
As preocupações de Obama com o povo egípcio são falsas, parte do jogo político cínico e imperialista dos EUA. Nos bastidores o presidente dos EUA negocia uma “transição segura” para manter intacto o aparelho repressor naquele país e dessa maneira garantidos os “negócios” dos EUA.
Há um clima de terror no Cairo e nas maiores cidades do Egito. O aparelho repressivo do governo Mubarak funciona a todo vapor e de forma cruel e sangrenta. Ao contrário, a Fraternidade Muçulmana, principal grupo islâmico de oposição, tem procurado manter o caráter pacífico das manifestações.
Não há exagero em dizer que há um banho de sangue no Egito. Militares leais a Mubarak e a Washington, orientados inclusive por agentes da MOSSAD – ato de traição – agem impunemente a mando do ditador.
A repressão a jornalistas egípcios e estrangeiros é de tal ordem que boa parte começa a encontrar dificuldades agudas para veicular simples noticiários em torno dos acontecimentos, circular dentro do país. Há jornalistas presos. Os estrangeiros são aconselhados a deixar o país depois de intimidados e os egípcios simplesmente torturados e assassinados pelos militares e policiais.
A brutalidade dessas forças repressivas supera o que se possa imaginar e tenta de todas as formas garantir o governo corrupto e ditatorial de Hosni Mubarak, o principal aliado dos norte-americanos no mundo árabe.
Não existe no Corão uma só palavra que incite à violência ou ao ódio, mas tão somente à resistência aos povos bárbaros, chamados de infiéis.
Quando os muçulmanos deixaram a parte que ocupavam da Europa os templos cristãos estavam intactos. Quando os cristãos deixaram o mundo muçulmano toda a cultura tinha sido destruída.
A explosão num gasoduto que abastece a Jordânia e Israel é uma reação natural e lógica tal a intransigência e a estupidez do regime em aceitar seu fim. É um sinal que o Egito poderá se transformar no palco de uma guerra civil a curto prazo, já que alguns setores das forças armadas se mostram sensíveis aos protestos populares. Oficiais considerados “suspeitos” estão detidos em quartéis ou em prisão domiciliar.
Toda a boçalidade ditatorial foi liberada por um tirano sem entranhas, Hosni Mubarak, contra o povo egípcio. Homens, mulheres, jovens e idosos estão sendo massacrados em cada canto do país onde pontifique uma só ação de protesto.
A radicalização do conflito só interessa aos EUA e ao governo de Israel (milhares de israelenses têm protestado contra o governo nazi/sionista do país) e pode servir de pretexto para uma futura ocupação de áreas consideradas estratégicas nos países árabes em processo de levante contra seus governos ditatoriais, como está acontecendo no Egito.
As declarações do primeiro-ministro inglês (comandado por controle remoto em Washington) são sintomáticas.
É preciso revelar ao mundo a real dimensão dos fatos que estão acontecendo no Egito, a barbárie contra um povo que exige apenas que um ditador corrupto sai do governo e eleições livres e gerais sejam realizadas de imediato.
Nem Mubarak, nem Obama, nem Israel, nem a maioria dos militares egípcios têm compromisso com o Egito e seu povo, mas tão somente com “negócios” e para isso não hesitam em promover o massacre que acontece longe dos olhos do mundo pela censura que impede a jornalistas de trabalhar livremente no país e pela autocensura da mídia podre e privada em países ocidentais, o Brasil inclusive.
O povo árabe precisa da solidariedade de todo o mundo para enfrentar EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A e seus tentáculos.
Grupos muçulmanos advertiram que a “paciência está se esgotando e as nações do ocidente não se mostram preocupadas com a dor e o sofrimento dos egípcios, mas apenas com seus interesses.”
A luta do povo egípcio é a luta dos povos latinos.
As sombras e trevas não chegam do Islã, mas do terrorismo capitalista.

O esporte mais tradicional dos Estados Unidos, o futebol americano, está sendo disputado por um jeito no mínimo curiosa na terra do Tio Sam. Ao invés dos tradicionais uniformes, as mulheres estão disputando o campeonato feminino trajando apenas calcinha e sutiã, para alegria dos marmanjos. A decisão deste curioso campeonato acontece no intervalo da final do Super Bowl, campeonato masculino do esporte - Barbet

Midiatrix Revelations - Os poderosos sempre dominaram o mundo e as pessoas. Eles continuam donos da mídia, e você é uma cobaia. Não se iluda, a maioria das pessoas são presas fáceis para os Senhor do Poder e da Mídia. Liberte-se, não seja ingênuo. - BBT


http://blogdadilma.blog.br/

O Partido Comunista Egípcio está na luta para derrotar a ditadura. - BBT

03 Fevereiro 2011
Classificado em Internacional - Comunistas
Crédito: 2.bp.blogspot.com
"Revolução para a satisfação plena e inteira das reivindicações populares"
Continuaremos até vermos cumpridas as demandas populares!!!
A hora da verdade se aproxima. Chegou o momento decisivo para as forças do povo egípcio. A necessidade de derrotar o regime de Mubarak fez com que a tirania e seus mestres estrangeiros se curvassem, em resultado da revolução popular permanente e do aumento dos protestos em todas as partes do Egito.
Hoje, milhões de pessoas exigem a saída de Mubarak, dando fim às conspirações do ditador e de sua quadrilha Alhadwin, fortalecendo e elevando a revolução.
Crédito: 3.bp.blogspot.com
O acordo para formar um comitê recebe a confiança do povo e dos manifestantes. A confiança depositada é crucial para a conquista das demandas da revolução política, econômica e social. Para isso, enfatizamos a questão da base Amtalib, aprovada pelas forças nacionais, e defendemos o proposto no parlamento:
1. Supressão de Mubarak como presidente e a formação de um conselho presidencial para um período transitório de duração limitada.
2. Formar um governo de coalizão que assuma a gestão do país durante esse período transitório.
3. Conclamar uma assembleia constituinte, eleita, para escrever uma nova constituição, baseando-a no princípio da soberania da nação e assegurando a devolução do poder no marco de um Estado civil, democrático e justo.
4. Julgamento dos responsáveis pelas centenas de mortos, feridos, mártires revolucionários e vítima da opressão, assim como o processo judicial dos responsáveis por saquear as riquezas do povo egípcio.
Crédito: 4.bp.blogspot.com
Viva a Revolução! Viva o povo egípcio!
http://www.solidnet.org/index.php/egypt-egyptian-communist-party/1073-cp-of-egypt-la-revolution-se-poursuit-jusqua-la-realisation-des-revendications-populaires-fr-ar
Tradução: Maria Fernanda M. Scelza
Postado do www.pcb.org.br

Uma falha na subestação Luiz Gonzada em Jatobá, no Estado de Pernambuco, foi a causa do apagão que atingiu pelo menos sete Estados do Nordeste entre a noite de quinta-feira (3) e a madrugada desta sexta-feira (4). - BBT

EGITO – O DILEMA DO CONGLOMERADO EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A - Laerte Braga

Norberto Bobbio, o célebre cientista político italiano, em seu DICIONÁRIO DE POLÍTICA (Editora UnB, 2002) afirma que o “estado contemporâneo” define as chamadas “liberdades fundamentais”, como “tutela das liberdades burguesas. Liberdade pessoal, política e econômica”. Na visão de Bobbio esse conceito forma “um dique contra a intervenção do Estado”.
Por outro lado, segundo o mesmo Bobbio, “direitos sociais representam o direito de participação no poder político e na distribuição da riqueza social produzida. A forma do Estado oscila, assim, entre a liberdade e a participação”.
É a visão de um cientista (colaboraram na obra Nicola Matteucci e GianFranco Pasquinho) que freqüentou o espectro político da direita em seu país, a Itália. O que Bobbio chama de “direitos sociais”, na visão dele, incorpora-se ao que define como “Estado Contemporâneo”.
O ex-presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, num dos mais célebres discursos que pronunciou (Roosevelt foi eleito em quatro pleitos sucessivos e só após sua morte a lei nos EUA foi modificada permitindo apenas uma reeleição) fala dos direitos fundamentais para que se possa construir a nação de forma justa para todos os seus. Educação, saúde, moradia, emprego, segurança, cita a expressão dignidade referindo-se ao ser humano. Os EUA, Roosevelt foi eleito a primeira vez em 1932 e os norte-americanos ainda juntavam o que pode ser salvo dos escombros da crise de 1929.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, subscrita entre outros pelo Brasil, EUA, assegura os direitos básicos das pessoas.
Não há exagero e nem é uma expressão de linguagem referir-se aos EUA e a Israel como conglomerados terroristas. Um general norte-americano, escapa-me o nome, fala que “terrorista é quem perde”.
O mundo neoliberal é o fim do conceito de nação. Povo, território, língua, tradições, soberania e governo, em linhas gerais. O deus mercado introduziu o mundo dos conglomerados. Das grandes empresas, do terrorismo que se vê em Guantánamo, na farsa das armas químicas e biológicas no Iraque (para justificar o controle do petróleo).
Essa forma de ver o mundo pode ser entendida na frase de Madeleine Albright, secretária de Estado do governo Clinton, quando respondia a um repórter sobre o custo em vidas do bloqueio imposto ao Iraque por seu país. Duzentas mil crianças mortas à míngua de alimentos, remédios, condições primeiras de vida no geral.
“É o preço que se paga pela democracia”.
Albright enterrou ali outro conceito, o que afirma a democracia como sendo “o governo do povo, pelo povo e para o povo”. E os direitos humanos.
Uma GENERAL MOTORS vale mais que qualquer vida humana, que milhões de vidas humanas. E assim o que Eisenhower, ex-presidente dos EUA e comandante aliado na IIª Grande Guerra, chamou de “complexo militar e industrial”, referindo-se ao que Jânio Quadros, entre nós, chamaria de “forças ocultas (a diferença entre o norte-americano e o brasileiro está só no teor alcoólico).
Foi no rastro dessas constatações que Guy Debort, em A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO (Editora Contraponto, 1997), conclui que há dois séculos se faz a mesma e “apavorante pergunta”. “Como fazer para que os pobres trabalhem quando a ilusão é desenganada e a força se desagrega?”
“Se o mundo pode enfim proclamar-se oficialmente unificado, é porque essa fusão já se realizara na realidade econômico-política do mundo inteiro. Foi também porque a situação à qual universalmente chegou o poder separado era tão grave, que esse mundo sentiu a necessidade de se unificar rapidamente, de participar de um bloco único da mesma organização consensual do mercado mundial, falsificado e garantido pelo espetáculo.”
“E sem dúvida o nosso tempo... prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser... Ele considera que a ilusão é sagrada, e a verdade é profana. E mais: a seus olhos o sagrado aumenta à medida que a verdade decresce e a ilusão cresce, a tal ponto que, para ele, o cúmulo da ilusão fica sendo o cúmulo do sagrado” (Feuerbach, prefácio à segunda edição de A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO).
O espetáculo é cruel, perverso, se sustenta em vários tentáculos, dois dos quais, decisivos. A mídia como fator de alienação, de desconstrução do ser e sua coisificação. Os arsenais nucleares, químicos e biológicos, o poder do terror infundido nas guerras da “democracia”.
“O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não vivo” (Debort).
Os egípcios acordaram. Ao cabo de trinta anos de ditadura com todos os ingredientes boçais de uma ditadura, os egípcios, como os tunisianos, os argelinos, os jordanianos, os iemenitas, despertaram.
O povo de Israel começa a despertar do terror do governo nazi/sionista que dirige o país. Mais de vinte mil manifestantes saíram às ruas para protestar contra a decisão do parlamento, de investigar organizações que defendem os direitos humanos. Direitos humanos em Israel excluem os palestinos, muçulmanos de um modo geral, num preconceito que se estende à mentira tornada sagrada de povo eleito. Ungido.
As ditaduras em países como o Egito foram e são sustentadas pelos norte-americanos. Petróleo e o controle do Oriente Médio, estratégico para os interesses da potência/conglomerado terrorista.
Obama não é diferente de Bush e nem é negro. É apenas disfarce.
Nos primeiros momentos da revolta popular contra o ditador Hosni Mubarak a secretária Hilary Clinton falou em “estabilidade na região”. Riscos de mudanças graves com a saída de Mubarak. Num dado momento o “presidente” virou ditador diante do inevitável.
A repressão, não teve como a mídia esconder, alcançou jornalistas estrangeiros e se deu a partir da polícia (sempre) do ditador. Mortos, milhares de feridos, a declaração patética de um sanguinário governante, Mubarak, que “estou farto de poder. Não saio para evitar o caos”.
A crise histérica do primeiro-ministro nazi/sionista de Israel Benjamin Netanyahu tentando vincular o Irã à revolta no Egito, advertindo o mundo para a possibilidade de uma revolução islâmica no Egito. Ora, 90% da população egípicia é formada por mulçumanos e seus partidos políticos foram proscritos pelo ditador de joelhos diante dos EUA e de Israel.
Quem se dedicar a pesquisar o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, vai encontrar recomendação de Maomé no sentido da paz e da misericórdia, como da necessidade de luta se essa se fizer necessária.
O deputado Kadima Meir Sheetrit, israelense e opositor do terrorismo, disse que a decisão do parlamento de “investigar” organizações de direitos humanos no país “é ofensiva perigosa para o Estado de Israel... e faz do país um dos estados das trevas”.
Hagai Elad, diretor executivo da Associação pelos Direitos Civis afirmou: “Os milhares de pessoas que aqui estão entendem que nossa democracia necessita de proteção contra aqueles que a querem destruir. Somos os porta-vozes de uma voz clara em defesa dos direitos humanos e da democracia e contra o racismo, o macartismo. Continuaremos a lutar pelos valores democráticos, liberdade de expressão, direitos iguais para os cidadãos e fim da ocupação."
O povo de Israel está acordando.
A reação do povo egípcio a um regime ditatorial, submisso a interesses de potência estrangeira (é sempre fácil comprar ditadores, Mubarak não é exceção, até porque é general também cheio de medalhinhas no peito) era previsível.
Não há como manter caladas milhões de vozes submetidas ao terror. Sejam egípcios, sejam israelenses indignados com o genocídio praticado contra palestinos.
O dilema de Obama, seria o de qualquer outro presidente, Obama é igual a Bush na essência, difere no estilo, é como imaginar um Oriente Médio controlado pela vontade popular, ao arrepio da mentira tornada sagrada da “democracia” norte-americana.
A verdade absoluta do mundo dos conglomerados. Bancos, latifundiários e empresários. E a corte burocrática arrastando-se no entorno.
Imposta a ferro e fogo e a um espetáculo aviltante no tentáculo mídia.
A História não se faz num dia. É passo a passo. O capitalismo e o império norte-americano encontraram o clássico beco sem saída. Quanto tempo vai durar a agonia são outros quinhentos.
Mas é a agonia.
O problema no Egito é simples. Fora Mubark, eleições gerais com participação dos partidos muçulmanos. O Egito para os egípcios.
A propósito, a exceção do manifesto temor do embaixador do Brasil no Cairo com a situação dos brasileiros que lá estão (“estamos vivendo um regime sem leis, a polícia não permitiu à embaixada ajudar os brasileiros”), o Itamaraty não disse uma palavra sobre o assunto que não seja algo vazio e sem sentido.
Há um mês e meio atrás não era assim, o Brasil havia deixado de ser coadjuvante, era protagonista.
É o tal pragmatismo econômico do Estado economicista de Dilma Roussef. O risco é sair uma nota conjunta Brasil/EUA, quer dizer, EUA/Brasil.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Al-Qaeda's unfinished work - KARACHI - Prior to September 11, al-Qaeda was widely viewed in intelligence circles as a group of mercenaries or mafia, not as a sophisticated organization capable of orchestrating such large attacks as those on the United States. - Vanderley-Revista

KARACHI. Antes do 11/9, a al-Qaeda era vista, nos círculos de inteligência, como grupo de mercenários, ou máfia, sem a organização sofisticada necessária para organizar grandes ataques como os que atingiram os EUA. Hoje, apesar do que já se sabe sobre as capacidades da al-Qaeda, ainda paira denso mistério sobre sua verdadeira natureza e intenções.
Investigações intensivas em que esse jornal trabalhou durante vários meses, com discussões que incluíram oficiais da inteligência e fontes direta e indiretamente ligadas à al-Qaeda, mostram que nem Iraque, nem Afeganistão, nem Paquistão, nem qualquer outro país do mundo, só os EUA, cultivam tal obsessão monomaníaca em relação à al-Qaeda. O que só se explica se se conhecem os grandes planos da al-Qaeda.
Entra em cena Osama bin Laden
Com quase 1,90m de altura, rico e tratado como membro da família real, Osama bin Laden passou a ser considerado “jovem rebelde” na Arábia Saudita onde nasceu, quando se manifestou contra o rei e o reino, por terem permitido que exércitos ocidentais usassem o território saudita depois da 1ª Guerra do Golfo. Sua família – de alto prestígio e influente no mundo dos negócios – recebeu instruções para convencê-lo a comparecer pessoalmente ante o rei Fahd e suplicar o perdão real. Importantes membros da família real, entre os quais os príncipes Turki e Abdullah, esforçaram-se muito para remendar a situação, sem sucesso.
Foi o começo das muitas interpretações erradas sobre bin Laden e seu grupo. Começou a aparecer como dissidente saudita nos relatórios da inteligência dos EUA, que combatera bravamente no Afeganistão contra os soviéticos nos 1980s e se convertera depois em problema político para a Arábia Saudita.
Os ataques da al-Qaeda contra embaixadas dos EUA na África em 1998 acionaram as percepções dos EUA, que rapidamente concluíram que surgira uma nova aliança do terror no mundo, de olhos postos nos interesses dos EUA. O 11/9 confirmou aquelas piores suspeitas, de forma absolutamente contundente.
Mesmo assim, os políticos nos EUA sabiam praticamente nada sobre as ideias da al-Qaeda, apesar dos milhões de dólares e incontáveis horas de trabalho consumidos e das muitas redes de contraterrorismo que se construíram no mundo.
A evolução da Al-Qaeda
As sementes do que viria a ser o pensamento da al-Qaeda foram plantadas durante a Jihad de uma década contra a ocupação soviética do Afeganistão nos anos 1980s. Os árabes que jorravam no país para unir forças à resistência afegã dividiam-se em dois grandes grupos – ou se uniam aos iemenitas ou se uniam aos egípcios.
Os zelotes religiosos, que partiram para o Afeganistão inspirados pelos clérigos locais juntaram-se aos iemenitas. Treinamento duro, exercícios militares exaustivos, diários, mesmo em tempo de combate, cozinhar a própria comida, dormir imediatamente depois da isha (as últimas orações do dia). Quando a Jihad afegã se aproximava do fim, nos últimos anos da década dos 1980s, esses jihadistas voltaram aos países de origem. Os que não quiseram voltar para as famílias misturaram-se à população afegã ou viajaram para o Paquistão, onde muitos deles casaram e constituíram família. Nos círculos da al-Qaeda eram chamados dravesh – “despreocupados”.
No campo dos egípcios reuniram-se os mais extremamente motivados politicamente e ideologicamente. Embora muitos deles pertencessem à Fraternidade Muçulmana, estavam descontentes com a organização, que insistia na vida eleitoral e nos processos democráticos para mudar a sociedade. A Jihad afegã serviu como poderoso caldo de cultura e substância de coesão para homens desse tipo, muitos dos quais com formação acadêmica, médicos, engenheiros etc. Muitos, também, eram ex-homens do exército egípcio, associados ao movimento egípcio clandestino Jamaatul Jihad, do Dr. Ayman al-Zawahiri (hoje representante de bin Laden) . Esse grupo foi responsável pelo assassinato do presidente Anwar Sadat em 1981, depois de Sadat ter assinado um acordo de paz com Israel em Camp David. Num ponto, contudo, todos concordavam: a causa da desgraça dos árabes eram os EUA e seus governos-aliados, governos-fantoches no Oriente Médio.
Esse campo egípcio era comandado por bin Laden e Zawahiri. À noite, depois da isha, dedicavam-se a longas discussões de problemas contemporâneos no mundo árabe. Lição que os líderes nunca pararam de repetir e que muitos levaram de volta para casa, foi que todos deveriam investir recursos nos exércitos nacionais de seus países, e cultivar ideologicamente os mais inteligentes.
Em meados dos anos 1990s, quando o presidente do Afeganistão professor Burhanuddin Rabbani e seu poderoso ministro da Defesa Ahmed Shah Masoud, autorizaram bin Laden a mudar-se do Sudão para o Afeganistão, o campo egípcio deslocou muitos membros de sua comunidade estratégica em todo o mundo para o Afeganistão, para estruturar e dirigir maaskars (campos de treinamento) locais onde se ensinariam estratégias para a luta futura.
Quando os Talibã emergiram como força no Afeganistão, em meados dos anos 1990s, o campo egípcio já tinha delineadas suas estratégias, as principais das quais são:
– Criticar governos muçulmanos corruptos e despóticos e defini-los como alvos, o que destruirá a imagem deles aos olhos do homem comum – ponto de intersecção entre o Estado, os governantes e a nação. E
– Focar-se no papel dos EUA (que apoiam Israel e todos os tiranos em países do Oriente Médio) e esclarecer essas evidências, o mais possível, para todos.
Os ataques de 1998 às embaixadas dos EUA em Dar es Salaam, Tanzania, e Nairobi, Kenya, foram o começo – como agora se sabe – da ofensiva da al-Qaeda contra os interesses dos EUA. Como retaliação, os EUA lançaram mísseis cruzadores sobre Kandahar e Khost no Afeganistão. Imediatamente, a al-Qaeda constituiu uma força tarefa especial para planejar os ataques do 11/9.
O plano exigiu três anos, mas as discussões continuaram depois do 11/9, entre membros do campo egípcio – que então já eram membros comandantes da al-Qaeda – sobre planos mais amplos, para por de joelhos a única superpotência mundial.
Antes do dia 7/10/2001, quando os EUA invadiram o Afeganistão em retaliação contra os ataques de 11/9, praticamente todos os cérebros da al-Qaeda já haviam deixado o país. Suas missões envolviam vários alvos:
– Educar ideologicamente ‘caras novas’ das comunidades estratégicas, como nas forças armadas e nos círculos de inteligência.
– Arregimentar novos recrutas e criar novas células.
– Cada nova célula teria a tarefa de levantar seus próprios recursos e esboçar um plano. Mas só uma delas implementaria o plano. As demais serviriam como cortina de fumaça para “confundir” as agências de segurança.
Regimes muçulmanos, como alvos
Depois do 11/9, os governos muçulmanos passaram a trabalhar mais ativamente contra a al-Qaeda, e só no Paquistão foram presos mais de 400 militantes. O mesmo aconteceu no Egito, na Síria, na Jordânia, no Iêmen, em Tunis e na Arábia Saudita. Mas nem assim a al-Qaeda lançou qualquer discurso contra governos muçulmanos, até que houve sinais claros de que os EUA atacariam o Iraque.
A colaboração entre governos muçulmanos e os EUA, contra o Iraque, foi considerado momento perfeito para incendiar o ressentimento das massas contra seus respectivos governos que se ligassem em aliança estratégica com os EUA contra países muçulmanos.
Pouco depois de os EUA invadirem o Afeganistão, bin Laden distribuiu a primeira gravação na qual fala contra o governo saudita. “Vocês são fantoches dos EUA e seus pais foram fantoches da Grã-Bretanha. Vocês ajudam os EUA a atacar um país muçulmano e seus pais se rebelaram contra o califato para facilitar a expansão do império britânico no Oriente Médio”.
Nos poucos meses seguintes, Zawahiri falou pela primeira vez contra o presidente general Pervez Musharraf no Paquistão e disse ao povo que derrubasse do poder “o mais íntimo aliado muçulmano dos EUA, em todo o mundo”. Imediatamente depois, grupos pró-al-Qaeda foram estimulados promover ataques na Arábia Saudita e no Paquistão.
Nunca houve razão para a al-Qaeda envolver-se no Iraque. A estratégia na qual trabalharam por mais de uma década jamais sugeriu que enfrentariam o inimigo em campo de batalha. Seu único objetivo é manter ocupado o inimigo, enquanto organizam a resposta muçulmana, de tal modo que, quando outra vez atacarem os EUA, não estarão isolados, não será ataque isolado, e mudarão a história do mundo em maior escala do que no 11/9: o projeto da al-Qaeda é desaparecer nas sombras e deixar que as massas muçulmanas iradas decidam o curso do mundo.
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/GA05Ak03.html

[Carta O BERRO] "Egito: Os militantes esperam nas coxias" (Syed Saleem Shahzad, Asia Times Online, 1/2/2011 [traduzido]) /e " O trabalho não terminado da Al-Qaeda" - Vanderley-Revista

Os militantes esperam nas coxias

Syed Saleem Shahzad
1/2/2011, Syed Saleem Shahzad, Asia Times Onlin
Militants
 Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu
wait in the wings
 Syed Saleem Shahzad é editor-chefe da sucursal de Asia Times Online no Paquistão
ISLAMABAD. Não há força de oposição no Egito, ainda que se considere a Fraternidade Muçulmana, suficientemente organizada, nesse ponto, para assumir o poder no caso de as manifestações públicas em marcha nas principais cidades do Egito levar ao fim do governo de Hosni Mubarak e à queda do presidente.
Até agora, os protestos não apresentaram demandas estruturadas, além de clamarem pela queda de Mubarak, 83, há 30 anos no poder.
Um dos coringas do drama que se desenrola no Egito – onde um milhão de manifestantes tomam as ruas do Cairo hoje – são os cerca de 15 mil ex-militantes que foram libertados pelas cortes nos últimos dez anos, mas permanecem nas listas de observação dos serviços de segurança e agências de inteligência egípcios.
“Mártires são necessários para eventos, e eventos são necessários para revoluções. E sem revoluções não há avanço” disse hoje o destacado analista político paquistanês Farrukh Saleem no The News International. “Há revolução quando o descontentamento público leva ao rompimento da ordem estabelecida. As revoluções são espontâneas, com raízes em áreas política e economicamente desassistidas. As revoluções começam fora dos centros de poder, em áreas nas quais o mando do Estado seja fraco; depois, as revoluções movem-se na direção do centro do poder.”
Os milhares de militantes foram cercados e caçados entre o final dos anos 1990s e o início de 2001 por Omar Suleiman, ex-chefe da inteligência, que essa semana foi nomeado vice-presidente. Se o aparelho de segurança do governo Mubarak entrar em colapso, aqueles militantes bem podem ter o que dizer sobre a direção para a qual o país deve andar.
A maioria dos militantes pertencem ao grupo al-Gamaa al-Islamiyya e a inúmeras organizações clandestinas que brotaram durante e depois da Jihad afegã contra a União Soviética. Promoveram muita agitação no Egito ao longo dos anos 1980s e 1990s, quando sequestros e ataques a turistas e contra as forças de segurança eram rotina.
A maioria dos grupos foi brutalmente dizimada pelos serviços de segurança; centenas de militantes foram executados, milhares metidos em prisões e vários milhares foram libertados depois de cenas de arrependimento e confissões públicas, obrigados, mesmo assim a apresentar-se regularmente às autoridades policiais para controle.
Esses militantes, com possivelmente centenas de outros que escaparam das prisões nos últimos dias, estão agora misturados à multidão pelas praças, com as forças de segurança obrigadas a enfrentar o que muito provavelmente é o maior desafio que jamais enfrentaram no Egito.
Durante o fim de semana, pela primeira vez desde o início das manifestações, semana passada, apareceu um primeiro sinal de atividade dos militantes islâmicos nas ruas, quando pelo menos quatro prisões foram atacadas e centenas de militantes islâmicos presos foram libertados. É amostra clara da vulnerabilidade de um aparato de segurança conhecido pela brutalidade.
O exemplo do Paquistão
No início dos anos 2000s no Paquistão, o regime o ex-presidente general Pervez Musharraf atacou duramente organizações militantes como Sepah-e-Sahabah, Harkatul Mujahideen, Laskhar-e-Taiba e Jaish-e-Mohammad. E tomaram-se medidas estritas para evitar que os membros desses grupos se unissem a grupos ligados à al-Qaeda.
Apesar disso, o início de atividade de guerrilha de baixa intensidade nas áreas tribais do país mobilizou imediatamente aqueles militantes, e não houve mecanismos das estratégias de contraterrorismo que os detivesse e, sim, eles logo apareceram aliados à al-Qaeda para lutar contra oestablishment.
No Iêmen, o quadro é semelhante. As operações anti-al-Qaeda no início dos anos 2000s praticamente eliminaram a al-Qaeda no país. Mas imediatamente depois que alguns líderes militantes iemenitas escaparam da cadeia, começou a haver atividade de guerrilha de baixa intensidade nas áreas tribais – e essa ação despertou muitas células de militantes adormecidas em todo o Iêmen.
O Egito tem longa história de militância política de resistência, por mais que tenha permanecido adormecida há muitos anos.
Emergiram facções militantes imediatamente depois do assassinato de Hasan al-Banna, fundador da Fraternidade Muçulmana, em 1948. O golpe militar e a consequente chegada ao poder do general Gamal Abdel Nasser em 1956, auxiliado por militares ligados à Fraternidade Muçulmana, reunificou a Fraternidade por algum tempo, a qual então se havia dividido em pelo menos três facções.
Depois, as diferenças que começaram a brotar entre Nasser e a Fraternidade levaram a longo período de repressão, que durou até meados dos anos 1960s, quando a Fraternidade desistiu oficialmente da militância armada e abraçou as vias democráticas.
No início dos anos 1970s, a Fraternidade Muçulmana e grupos de militância islâmica pareciam relíquias de museu, mas voltaram à vida no final dos anos 1970s e, no início dos anos 1980s já estavam capacitados para, sob o comando de Ayman al-Zawahiri, planejar um golpe de Estado. O golpe falhou por vários motivos, mas os militantes conseguiram assassinar o presidente Anwar Sadat em 1981.
Estudo atento da história da militância islâmica no Egito mostra que, embora tenha sido esmagada várias vezes, ela sempre renasce, mesmo que depois de muito tempo.
Depois do assassinato de al-Banna, os movimentos militantes surgiram como reação ao crime. Do final dos anos 1950s até os 1960s, a militância assumiu traços de fundamentalismo extremamente ideológico e declarou que o Egito seria sociedade de hereges. Foi o início de uma rebelião, mas foi controlada até meados de 1970s, quando o reatamento de relações diplomáticas entre Egito e Israel deu novo alento aos militantes, ação que culminou com o assassinato de Sadat.
A Jihad afegã nos anos 1980s deu nova dimensão à militância islâmica, que trabalhou por uma revolução islâmica no Egito. Mas no início dos anos 2000s, as autoridades outra vez retomaram o controle.
Agora, aí estão os protestos de massa gigantes no Egito, e a militância pode renascer – dessa vez, com outra dimensão: nos palcos de guerra do Afeganistão e do Iraque, as guerrilhas são lideradas pelo campo egípcio controlado pela al-Qaeda, e o levante nas ruas do mundo árabe pode garantir popularidade sem precedentes ao radicalismo. (Ver “Al-Qaeda's unfinished work” [O trabalho não concluído da Al-Qaeda], 1/2/2011, Asia Times Online, em tradução).
http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/02/os-militantes-esperam-nas-coxias.html

HOSNI MUBARAK – ACABOU - Laerte Braga



















Mubarak era um dos comandantes da força aérea egípcia na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os radares do Egito eram fixos e voltados para Israel. Os comandantes, entre eles Mubarak, não foram capazes de perceber a manobra dos militares de Israel. Como os radares não cobriam 360 graus, os aviões israelenses contornaram-nos e destruíram toda a aviação egípcia em terra.
Nos planos do então presidente Gamal Abdel Nasser um ataque aéreo a Israel equilibraria a guerra e permitiria às forças de seu país e da Jordânia ocuparem parte do território inimigo e principalmente toda a cidade de Jerusalém.
Deu tudo errado. Em seis dias as tropas de Israel sob o comando do nazi/sionista Moshe Dayan tomaram inclusive o canal de Suez.
Nasser foi um dos principais líderes do que se conhecia como países do Terceiro Mundo e desenvolvia intensa colaboração política e econômica com a antiga União Soviética. A monumental represa de Assuan foi construída com financiamento e participação direta de técnicos soviéticos.
Tentou de todas as formas unir os governos do Oriente Médio e chegou a criar a REPÚBLICA ÁRABE UNIDA (Egito e Síria) para enfrentar o que pressentiu desde o primeiro momento. O expansionismo israelense.
Foi Nasser que à frente de um movimento militar – era coronel – derrubou a monarquia no país.
Mubarak virou vice-presidente de Anwar El Sadat, sucessor de Nasser (o presidente morreu no exercício do governo). Sadat foi o responsável pela retomada do canal de Suez na guerra do Yom Kyppur e, na euforia da primeira vitória seus generais cometeram erros primários permitindo ao comandante israelense Ariel Sharon cercar as forças egípcias e alcançar um acordo de paz. Se a guerra prosseguisse teriam perdido Suez outra vez.
A entrada em cena dos EUA se deu após Sadat negociar a devolução do Sinai ao Egito e aceitar um acordo de paz com Israel. O presidente rompeu os acordos com a União Soviética, expulsou os técnicos daquela nação e começa aí a história do Egito como aliado dos EUA.
Num outro momento, no final da década de 50, franceses e ingleses tentaram se contrapor à nacionalização do Canal de Suez e sem o apoio dos EUA (de olho na perspectiva de negócios futuros que acabaram se materializando) saíram do Egito. Naquele momento ingleses e franceses começaram a perceber que não eram mais um império e dependiam, como dependem visceralmente dos EUA (no caso da França, a ascensão de De Gaulle após a queda de René Coty e a fuga do primeiro-ministro de extrema direita George Bidault para o Brasil, a guerra da Argélia, esse país permaneceu durante o período em que foi governado pelo general – Charles Andre Joseph Marie De Gaulle – longe da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE).
Sadat foi assassinado por um militar muçulmano durante um desfile em comemoração à recuperação de Suez e do Sinai. O general Anwar El Sadat, logo após o acordo mediado pelos EUA visitou Israel duas vezes e encontrou-se com o primeiro-ministro Menaguem Begin (Einstein e todas as pessoas bem informadas o consideravam terrorista, foi responsável pela explosão de um hotel antes da criação de Israel matando centenas de pessoas).
A vitória na verdade, era outra baita derrota e Hosni Mubarak, o então vice-presidente, em 1971, assume o governo.
A perspectiva de eleições livres e gerais no Egito assustava aos norte-americanos, a Israel e aos donos do poder no pós-Nasser. Em eleições regionais os partidos islâmicos haviam ganho com larga maioria. Por isso Mubarak os tornou proscritos.
O regime de Hosni Mubarak é de barbárie pura e absoluta. De subserviência total aos interesses norte-americanos e colaboração estreita com Israel, inclusive contra palestinos (muitos foram expulsos de campos de refugiados no país, como na Jordânia, outro aliado de Israel).
O descontentamento popular vem de longa data. A revolta na Tunísia serviu para acender o rastilho da indignação dos egípcios contra um governo totalitário, corrupto e que transformou o país numa colônia de interesses dos EUA e de Israel.
Os serviços secretos egípcios trabalham em estreita colaboração com a MOSSAD – organização terrorista que Israel chama de serviço de inteligência –.
Mubarak acabou. Só fica no poder se os militares promoverem um massacre para que isso se torne possível.
O que acontece neste momento no Cairo é uma tentativa de ceder os anéis e salvar os dedos, tudo mediado e dirigido pelos EUA e por Israel, no receio de perder o mais importante aliado na região. Isso poderia significa a curto prazo mudanças na Jordânia (já existem protestos no país), na Arábia Saudita, outros aliados norte-americanos.
O de buscar um governo que pareça restabelecer a democracia, só pareça, mas mantenha intactos os laços com o governo terrorista de Israel.
O grande vencedor dessa encrenca toda é o Irã. A revolução islâmica se sustenta em eleições livres, diretas e ampla participação popular nas questões de governo, a despeito do noticiário contrário da mídia podre e venal do Ocidente.
O longo período de aliança com os EUA transformou o Egito em potência militar quase equivalente a Israel (só não dispõe de armas nucleares como o estado sionista). A idéia de um governo popular que ponha fim à subserviência em relação aos EUA aterroriza Washington. E deixa Tel Aviv de orelhas em pé, temerosos, ambos, que uma espécie de efeito dominó mude a correlação de forças no Oriente Médio.
Não importa que isso não aconteça agora, cedo ou tarde acontecerá.
A luta contra Mubarak diz respeito a todos os povos muçulmanos e do Oriente Médio. O ditador acabou. Milhões de egípcios estão nas ruas exigindo o fim do regime opressivo e colonizado.
E um detalhe sintomático que os EUA estão procurando alternativas confiáveis para suceder Mubarak. A REDE GLOBO, no Brasil, até as 18 horas de segunda-feira e em seus noticiários (no caso do Egito o que for autorizado pelo Departamento de Estado), referia-se a Mubarak como “presidente”. A partir daquele horário virou ditador. É outro sintoma. Foi jogado às feras.
Qualquer que seja a solução que encontrem EUA e Israel sabem que a revolta árabe, do povo muçulmano irá prosseguir. Até que haja uma solução digna para as questões que dizem respeito aos países e povos da região e principalmente para os palestinos. Saqueados, torturados, violados em seus direitos pelo estado terrorista de Israel, parte do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
O maior e mais perigoso conglomerado de violência e barbárie em todo o mundo.
Tony Blair apareceu para falar sobre o assunto e buscar a paz? Claro, é o boy da Casa Branca que afirmou ser indispensável a guerra contra o Iraque para destruir armas químicas e biológicas que não existiam (ele mesmo admitiu isso há meses atrás).
Hosni Mubarak acabou. Não tem mais serventia para seus patrões. Se ficar vai ser por conta da barbárie, o mais lógico, no entanto, é que vá viver num paraíso qualquer cercado de um harém, como acontece com o regime brutal da Arábia Saudita.
Comandante militar de fancaria, medalha por tortura, assassinato a sangue frio, traição, tal e qual qualquer militar em qualquer ditadura, inclusive a que nos escravizou no Brasil de 1964 a 1984. Não foi capaz de perceber a fragilidade do sistema de radares de sua força e nem levantou vôo.
Massacrou seu povo por trinta anos.

Loucuras de Amy Winehouse no RJ - Muitas celebridades foram ao show de Amy e os fãs estavam ansiosos, principalmente porque a artista já faltou a espetáculos. A garota pobre do subúrbio britânico que encontrou a fama demonstra que quer voltar para o eixo, mas ainda gera polêmicas. O show foi curto e, em alguns momentos, a cantora enrolou o público. Veja alguns flagrantes feitos pelo público.- BBT

A PROPÓSITO DA CARTA DE DILMA - Laerte Braga

Não houve nem precipitação, tampouco fazer o jogo da direita ao criticar a carta enviada pela presidente Dilma Roussef ao presidente da Itália, a propósito do caso Cesare Battisti.
O fato da presidente da República pertencer a um partido supostamente comprometido com lutas populares e ter sucedido a um governo – Lula – que malgrado as críticas possíveis e passíveis, superou obstáculos e dificuldades os mais variados, bombas de efeito retardado deixadas pelo governo FHC, é preciso enxergar além de um outro fato, ver o todo, o conjunto.
A carta de Dilma foi resultado de uma discussão ampla sobre o assunto – a extradição de Cesare Battisti – e foi sim um ato de submissão, qualquer que tenha a expressão usada ou o “STF DECIDIR”, ou o “STF MANIFESTAR-SE”.
A corte dita suprema já se manifestou em julgamento anterior e como bem alertou o ministro Marco Aurélio Mello, a competência é do presidente da República. A de extraditar ou não.
Dilma Roussef teve conhecimento da decisão do então presidente Lula e apoiou-a. Mesmo porque fez parte do seu governo até a desincompatibilização para candidatar-se à presidente.
O assunto Battisti virou preocupação dentro do governo federal, o atual, seja pela reação do governo italiano, da carta do presidente da Itália ou pela descabida e lamentável atitude do presidente do STF o ministro Cesar Peluso. Ato contínuo ao decreto de Lula deveria ter sido expedido o alvará de soltura, ou mandado de soltura de Battisti e o ministro iria fazê-lo, cientificou o ex-presidente disso, até que contatado por Gilmar Mendes e o embaixador italiano resolveu participar, dar a partida nessa farsa de tentar um confronto com o Executivo.
A visão pragmática de Dilma levou-a em reuniões com assessores a lamentar o fato num primeiro momento, para em seguida, reclamar, notem bem RECLAMAR da “tardia decisão de Lula que teria deixado a bomba em suas mãos”.
Os que tiverem boa memória hão de lembrar-se de uma reprimenda do ex-presidente ao seu ministro da Fazenda, Guido Manteca – que permanece no cargo – dias antes da posse de Dilma. Manteca anunciou cortes no orçamento e paralisação e suspensão de algumas obras previstas. A reprimenda de Lula foi para lembrar ao ministro que ainda era ele o presidente da República e não havia autorizado nada daquilo que Manteca falara.
Este fato serve para ilustrar a campanha sórdida desfechada por figuras como Marco Aurélio Garcia (pelego petista) contra os ministros Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães. E coincidentemente parte dos documentos revelados pelo WIKILEAKS mostram Garcia íntimo dos embaixadores dos EUA, funcionando como uma espécie de consultor.
A luta interna que precedeu a posse de Dilma tinha objetivos claros como manter Jobim na Defesa, afastar Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães. O chanceler e o ministro, apesar de todo o esforço de Marco Aurélio Garcia para destruir, construíram uma política externa que transformou o Brasil em protagonista da história que vivemos nos dias atuais.
Neste momento o que poderíamos chamar de lado pragmático do governo Dilma, os que pensam e transformam a economia em fator principal deixando de lado o político, os compromissos de mudanças, fizeram ver a presidente que era necessário entender que se preciso for “sacrificar” Battisti para evitar um confronto com o Judiciário, que Battisti seja sacrificado.
Apostam em convencer ministros do STF a reiterar a competência final do presidente para extraditar ou não, no que estaria convalidado um ato de Lula e isenta Dilma de qualquer responsabilidade no processo.
É evidente que o ex-presidente Lula não vai falar sobre o assunto. Tomou o bonde errado e começa a amargar o abandono de alguns “companheiros” ávidos, sempre, de poder, cargos para ser mais franco.
Vai até o fim da linha, ou enquanto suportar e isso é dele, ninguém pode marcar data para suportar ou não suportar.
As concessões feitas no governo Lula, vamos admitir, por conseqüência das bombas de efeito retardado deixadas pelo governo FHC foram superadas com êxito. O papel da presidente Dilma seria o de buscar caminhos de mudanças estruturais e avanços efetivos em todas as áreas, mantendo o Brasil, acima de tudo, como o que assumia posição de destaque no primeiro plano mundial, deixava de ser coadjuvante.
O governo da Itália enfrenta uma grave crise. O primeiro-ministro é um banqueiro repulsivo por si e por tudo, precisa exibir um escalpo para suportar pressões entre elas a de evitar que a crise arraste o país a uma situação de desemprego elevado, de quebradeira em alguns setores, enfim, esse momento vivido pelo mundo neoliberal.
A carta de Dilma se insere nesse contexto.
As pressões para entregar Battisti não são apenas da Itália. Diplomatas norte-americanos já “aconselharam” o Brasil a ser “livrar” desse problema.
A mídia privada brasileira é cúmplice dessa ordem mundial. Faz o jogo dos interesses internacionais, dos grandes conglomerados.
O latifúndio aqui não está sendo aquinhoado pelo DEM, mas por trabalhos do líder do PT deputado Vacarezza (semente terminal), pelo deputado do PC do B Aldo Rebelo (código florestal).
Patrulhar críticas ao governo Dilma tentando rotulá-las de “fazer o jogo da direita, do PIG” é tão somente agarrar-se a achegos num governo que vive uma disputa interna intensa, da qual a presidente não está dando conta, e na qual as forças à direita começam a triunfar.
Ou não perceber todo esse jogo.
É claro que algumas reações ao artigo que escrevi são leais e refletem aspirações de companheiros e camaradas íntegros.
“Lula elege até um poste” foi uma frase do ex-ministro da ditadura Delfim Neto.
Dilma, evidente, não é Lula. Mas é produto dos resultados do governo Lula e dos compromissos assumidos em praça pública quando da campanha eleitoral. Isso está longe do aparelhamento do Estado, ou da doação de partes do Estado a “aliados” que nada têm a ver com os compromissos de avanços políticos, econômicos e sociais.
Não passam nem pelo latifúndio, nem pelos bancos, muito menos, noutra ponta, pelo peleguismo de grupos sindicais.
A política de alianças pode implicar em concessões, evidente, mas nunca em realmente cair de quatro e a expressão não significa nenhuma ofensa à condição de mulher da presidente, pois é usual até em conversas informais, corriqueiras.
O que se pretendeu com a carta, reitero, onde a expressão DECIDIR, ou MANIFESTAR-SE é submissão, o ato final é privativo do presidente, ou da presidente, foi apenas jogar o problema para a frente e em qualquer situação, atribuí-lo a Lula.
Se for o caso de extraditar Battisti uma capitulação e uma traição sem tamanho, embora ache isso difícil, tudo bem (mas não impossível, depende de como vai ser encaminhado). Caso contrário, para o governo da Itália a presidente vai dar de ombros e dizer que o problema foi criado por Lula.
Foi isso que ela fez.
A carta poderia, tranquilamente ter reafirmado os laços que unem Brasil e Itália, mas ao mesmo tempo a soberania do Brasil sobre a matéria, tanto quanto lamentar, no mínimo, a interferência do governo italiano em questões internas do Brasil. O envolvimento de dois lamentáveis ministros do STF no assunto, à revelia, rasgando a constituição.
Ou tentando rasgar.
Por fim, se qualquer crítica a Dilma, dura ou não, for vista como “equívoco”, “conclusão apressada”, expondo o crítico a execrações quaisquer que sejam elas, aí some qualquer prurido ou chance de debate político sério no Brasil.
E é aí que vamos cair nas mãos da direita.
Dilma não é Lula, repito, mas os compromissos assumidos e o respeito devido a Lula transcendem a jogos e disputas por cargos, vantagens, por aparelhar o Estado num burocratismo economicista que não vai nos levar a lugar algum, a não ser abrir espaços para figuras como Aécio Neves, loucos travestidos de políticos sérios.
Entramos num jogo de clube de amigos e inimigos cordiais.
Vale lembrar as declarações de Marco Aurélio Garcia em 2000, quando do Congresso do PT em Belo Horizonte e as reivindicações de um amplo debate político sobre programa, etc.
“A minha base me obedece e não quer saber disso, Nem entende disso”.
Tomara que o governo Dilma não mergulhe no economicismo burocrático desse jogo dito institucional (mas eu duvido, vai cair direitinho, está caindo, nessa armadilha).
A certeza que essa luta não vai ser ganha nesse plano.
E como disse, se criticar Dilma for sacrilégio, que ela seja ungida papisa. A infalível