sábado, 17 de dezembro de 2011

Amo o Natal
Barbet
16 dezembro 2o11

Por aquele pequeno menino que significa tanto,
Por toda a Sua história que orienta muitos,
Por cada reencontro comigo e com outros,
Pelo abraço apertado que me dês,
Pela possibilidade infinita do recomeço,
Por todas as lembranças que guardo desde pequenina,
Por cada mimo recebido com muito amor,
Pela minha primeira boneca encantada,
Pelo perfume gostoso das rabanadas,
Pela magia colorida das lâmpadas da árvore de natal,
Pelas fantasias que tive a possibilidade de ter,
Por Papai Noel existir e nunca perecer,
Pela pessoa que também ajudou a me tornar,
Pela consciência das dificuldades do mundo,
Pelo exemplo que me faz pensar,
Por poder amar,
Amar a ti meu irmão querido,
Por esta data partiu um dia minha mãezinha,
Entre dois nascimentos ela se foi,
O dela e o de Jesus,
Virou um anjo a me guiar
Em pleno Natal.
***


O OVO DA SERPENTE - Vanderley Caixe 


Por Frei Betto - Escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de Conversa sobre fé e ciência |(Agir), entre outros livros
Desde o início do milênio eram evidentes os sintomas de que a próxima geração não desfrutará do bem-estar europeu dos últimos 20 anos.
Não é preciso ser economista para perceber a grave turbulência que afeta a economia globalizada. Se a locomotiva freia, todos os vagões se chocam, contidos em seu avanço. E o Brasil, apesar do PIB de US$ 2,5 trilhões, ainda é vagão. Todo ano, desde 1980, cumpro a maratona de uma semana de palestras na Itália. Desde o início deste milênio eram evidentes os sintomas de que a próxima geração não desfrutará do mesmo nível de bem-estar dos últimos 20 anos. Nenhuma economia podia suportar tamanho consumismo e a monopolização crescente da riqueza. Agora, a realidade o comprova. A carruagem da Cinderela virou abóbora. A União Europeia patina no pântano.
Muitas são as causas da atual crise econômica. Apontá-las com precisão é tarefa dos economistas que não cultivam a religião da idolatria do mercado. Como leigo no assunto, arrisco o meu palpite. Desde os anos 80, a especulação se descolou da produção. O mundo virou um cassino global. Sem passaporte e sem vistos, bilhões de dólares trafegam livremente, dia e noite, em busca de investimentos rentáveis. Enquanto o PIB do planeta é de US$ 62 trilhões, o cacife do cassino é de US$ 600 trilhões. A famosa bolha! Haja papel sem lastro!
A lógica do lucro supera a da qualidade de vida. A estabilidade dos mercados é, para os governos centrais, mais importante que a dos povos. Salvar moedas, e não vida humanas. Todos sabemos como a prosperidade da Europa ocidental foi alcançada. Para se evitar o risco do comunismo, implantou-se o Estado de bem-estar social. Combinaram-se Estado provedor e direitos sociais. Reduziu-se a desigualdade social, e as famílias de trabalhadores passaram a ter acesso à escolaridade, assistência de saúde, carro e casa própria.
Em contrapartida, para não afetar a robustez do capital, desregularam-se as relações de trabalho, desativou-se a luta sindical, sepultou-se a esquerda. Tudo indicava que a prosperidade, que batia à porta, viera para ficar. Não se deu a devida importância a um pequeno detalhe aritmético: se há duas galinhas para duas pessoas, e uma se apropria das duas, a outra fica a ver navios... E quando a fome bate, quem nada tem invade o espaço de quem muito acumulou.
Assim, os pobres do mundo, atraídos pelo novo Eldorado europeu, foram em busca de um lugar ao sol. Ótimo, a Europa, como os EUA, necessitava de quem, a baixo custo, limpasse privadas, cuidasse do jardim, lavasse carros. A onda migratória viu-se reforçada pela queda do muro de Berlim. A democracia política chegou ao Leste europeu desacompanhada da democracia econômica. Enquanto milhares tomaram o rumo de uma vida melhor no Ocidente, seus governos acreditaram que para chegar ao paraíso era preciso ingressar na Zona do Euro.
A Europa entrou em colapso. A culpa é de quem? Ora, crime de colarinho branco não tem culpado. Quem foi punido pela crise americana em 2008? Os desmatadores do Brasil não estão sendo anistiados pelo novo Código Florestal? Culpados existem. Todos, agora, se escondem sob a barra da saia do FMI. E nós, brasileiros, sabemos bem como esse grande inquisidor da economia pune quem comete heresias financeiras: redução do investimento público, arrocho fiscal, desemprego, aumento de impostos, corte de direitos sociais, punição a países com déficit público etc. O descaramento é tanto que o pacote do FMI inclui menos democracia e mais intervencionismo. Quando Papandreu, primeiro-ministro da Grécia, propôs um plebiscito para ouvir a voz do povo, o FMI vetou a proposta, depôs o homem e nomeou Papademos, um tecnocrata, para o seu lugar. Também o governo da Itália foi ocupado por um tecnocrata. Como se o fim da crise dependesse de uma solução contábil.
A história recente da Europa ensina que a crise social é o ovo da serpente – chocado pelo fascismo. Sobretudo quando a crise não é de um país, é de um continente. Não adianta mobilizações em um país, é preciso que elas se expandam por toda a Europa. Mas como, se não existem sindicalismo combativo nem partidos progressistas? As mobilizações tipo Ocupe Wall Street servem para denunciar, não para propor, se não houver um projeto político. Quem se queixa do presente e teme o futuro corre o risco de se refugiar no passado – onde se abrigam os fantasmas de Hitler e Mussolini.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vanderley Caixe



LendasLogo_03
Brasileiras
Mitos e lendas que foram construídos ao longo de muitas gerações ajudaram e continuam ajudando a formar a nossa sociedade e a enriquecer a nossa cultura. Algumas lendas e mitos nós ouvimos e damos risada, pois parece óbvio que é mentira. Mas algumas histórias ainda deixam em dúvida até os mais céticos. O fato é que acreditando ou não, as lendas brasileiras são no mínimo divertidas, por isso separamos aqui 10 delas, olha só:
A Loira do Banheiro
loira
Essa é sem dúvida a lenda mais conhecida da lista. Uma aluna (algumas vezes uma professora) loira e muito bonita que aparece nos banheiros dos colégios assustando os estudantes que matam aula. Algumas versões a retratam como um professora que foi assassinada por alunos revoltados, que não satisfeitos, a torturaram fazendo cortes profundos em sua pele e enfiando algodão nas feridas. Em outras versões ela é uma aluna que morreu no banheiro da escola enquanto matava aula (às vezes devido a um escorregão que terminava com sua cabeça na privado, outras vezes ela morria sufocada com um mau cheiro que saía do ralo, bizarro mesmo!), após sua morte, seu espirito passou a ficar vagando pelos banheiros assustando os alunos que matam aula como ela fazia. Há ainda quem diga que pode-se invocar a Loira do Banheiro dando descarga três vezes, depois chutando o vaso uma vez e por fim virando-se rapidamente para o espelho.
A brincadeira do copo
copo
Junto com a Loira do Banheiro, essa é outra das mais famosas, até porque muitos dos que estão lendo isso agora já devem ter “brincado” de invocar espíritos com um copo alguma vez durante sua adolescência. A lenda em torno dela (fora a própria efetividade da brincadeira) é a de um grupo de amigos que resolveu fazer a famigerada brincadeira durante uma festa, um deles era descrente e só de sacanagem resolveu perguntar se alguém naquela mesa iria morrer recentemente, a resposta foi sim e logo em seguida o copo (em algumas versões ele é substituído por uma lapiseira) se estilhaça na frente de todos. Algum tempo depois, eles ficam sabendo que o rapaz cético que não “respeitou” o espírito havia morrido num acidente de carro.
O Homem do Saco
Derivada dos mendigos que permeiam todas as cidades, essa lenda é usada pelas mães para assustar os meninos malcriados que saem para brincar sozinhos na rua. De acordo com ela, um velho malvestido, e com um enorme saco de pano nas costas, anda pela cidade levando embora as crianças que fazem “arte”. Em algumas versões, o velho é retratado realmente como um mendigo, outras ainda o apresentam como um cigano; creio que isso dependa da região do país onde ela é contada. Há ainda versões mais detalhadas (entendam como cruéis) em que o velho (mendigo ou cigano) leva a criança para sua casa e lá faz sabonetes e botões com elas.
O Bebê Diabo
bebediabo
Essa lenda foi popularizada pelo famoso (e extinto) jornal NP (Notícias Populares) que circulou por 20 anos no Brasil e criou diversas das lendas urbanas que conhecemos, dentre elas está a do Bebê Diabo. Segundo o jornal ele era um bebê que nasceu com chifres, cascos e rabo e, de acordo com a mãe da criança, o próprio capeta era o pai. Provavelmente ele não passava de um criança que nasceu com algum defeito genético, mas como “bebês satânicos” vendem mais que “crianças deformadas”, ele acabou ganhando esse estigma.
A Mulher da Estrada
mulher estrada
Essa também é muito conhecida, seu surgimento ocorreu em meados dos anos 50/60 devido ao grande crescimento de rodovias que se deu nesses anos. Na maioria das vezes, a lenda fala de uma mulher loira (que pode ser trocada por uma índia ou prostituta) que fica na beira da estrada pedindo carona para os motoristas que passam, quando um resolve parar (muitas vezes caminhoneiros) ela conduz a pessoa até um cemitério próximo, chegando lá a bela mulher desaparece deixando o motorista sem entender nada, logo depois ele a reconhece na foto de uma das lápides. Em outras versões ela simplesmente desaparece dentro do próprio veículo, depois o motorista descobre pelos moradores das redondezas que a moça havia sido atropelada há muitos anos naquela mesma estrada. Outras versões dessa lenda se passam em cidades grandes e são protagonizadas por motoristas de táxi, nelas o taxista recebe uma passageira muito bela e jovem, ela pede uma corrida até um cemitério qualquer da região, chegando lá ela dá ao motorista o endereço de sua casa e diz que lá ele irá receber seu pagamento, no dia seguinte, quando o motorista vai receber o dinheiro, o pai da menina lhe diz que é impossível sua filha ter feito essa corrida, afinal, ela havia morrido há muitos anos. O taxista, sem entender nada, fica ainda mais confuso ao reconhecer numa foto a menina que ele conduziu no dia anterior.
Os bonecos malditos
bonecofofao1[1]
Essa história tem várias versões, alguns dizem que a boneca da Xuxa era amaldiçoada e que à noite ela ganhava vida e matava as criancinhas (há também quem diga que ao invés de matar as crianças, a boneca fazia com que elas matassem seus pais). Outros dizem que o boneco do Fofão vinha com uma adaga (ou uma vela negra, ou ainda um revólver) dentro dele. Algumas versões mais estendidas diziam que esses bonecos eram fabricados por uma seita satânica e que essa seita os “carregava” com energias “demoníacas” para levar as crianças para o “mal”. Foram tantas versões sobre o assunto que chegaram a chamar os inocentes brinquedos de Caixas de Pandora.
A Kombi (ou gangue) do Palhaço
gangue palhaco
Essa é uma das que mais assusta. Ela foi bem difundida em meados dos anos 90. Grande parte de sua fama deriva do supra citado Notícias Populares, de acordo com ele, uma gangue de palhaços (que às vezes tinham também uma bailarina entre eles) rondava os grandes centros numa Kombi branca, parando nas praças onde apresentavam seu show; no meio da bagunça eles raptavam as crianças. Seus fins eram dos mais diversos: seqüestro, tráfico de órgãos e prostituição são somente algumas das suposições. Uma outra versão ainda diz que não era uma gangue e sim um único palhaço que raptava as crianças com o intuito unicamente de matar, como um serial killer mesmo.
O Cadáver nas Garrafas de Coca-Cola (ou na Caixa D’água)
drowning_by_alsebka[1]
De acordo com a lenda, um funcionário da Coca-Cola teria sofrido um infarto enquanto operava um dos tanques de refrigerante, seu corpo teria caído dentro do tanque, que, de tão fundo, ninguém via o corpo mergulhado na Coca-Cola. Ele teria ficado lá por dias se decompondo e sendo engarrafado. Essa lenda foi tão forte que em seu ápice ela chegou a diminuir as vendas da Coca-Cola em todo território tupiniquim. Uma variação dessa lenda acontece na maior caixa-d’água de uma cidade pequena, água essa que supria a cidade inteira.

Politíca e CORRUPÇÃO - texto falado, Rolando Boldrin - Haroldo Oliveira


Origens da corrupção


Sigilo não pode servir de blindagem para infratores


por Rodrigo Haidar e Lilian Matsuura


Antes do Iluminismo, da Revolução Francesa e de todas as idéias que construíram o Direito Penal, o sigilo era regra. Depois, adotou-se o princípio da publicidade e o sigilo virou exceção. As prerrogativas dos advogados devem ser respeitadas, mas o sigilo não pode servir de blindagem para trazer impunidade e imunizar infratores. Essa foi a reposta do promotor de Justiça Roberto Livianu, quando questionado sobre a tendência de relativizar o sigilo entre cliente e advogado.


O promotor defende que todas as pessoas sejam revistadas ao entrar em um presídio. Se existe uma regra, ela deve ser respeitada tanto pelo presidente da República quanto pelo faxineiro, passando pelo advogado ou pelo promotor, acredita.


Em entrevista à Consultor Jurídico, Livianu defendeu a reforma no Código de Processo Penal. Isso porque o promotor é obrigado a propor ação penal, mesmo quando não quer. “Ele funciona como uma máquina que é obrigada a produzir as acusações”, afirma. E ressalta que se deixar de propor a ação está praticando crime de prevaricação.


Na conversa, o promotor falou essencialmente sobre corrupção e das formas de punição daqueles a praticam. Para ele, a corrupção é decorrente do individualismo e da falta de interesse do brasileiro pelos temas de interesse público. “Não cuida das praças públicas, das bibliotecas públicas, nem da rua onde mora. O público não é de ninguém”, diz. Para ele, o combate à corrupção começa com uma nova cultura, em que o interesse coletivo esteja acima do particular.


Para punir os corruptos, o promotor recomenda a Lei de Improbidade Administrativa, ironicamente aprovada durante a presidência de Fernando Collor. Na prática, o Direito Penal não é um bom instrumento para combater a corrupção porque permite atalhos e subterfúgios para que os infratores escapem. Além do que, segundo Livianu, a Lei de Improbidade inverte o ônus da prova e faz com que o acusado tenha que comprovar a licitude de todo o patrimônio que possui.


Roberto Livianu é promotor de Justiça de São Paulo. Ele se formou em Direito pela Universidade de São Paulo e, orientado por Miguel Reale Jr., se fez doutor defendendo tese sobre Corrupção e o Direito Penal — que virou seu mais novo livro.


É integrante do movimento do Ministério Público Democrático. A entidade nasceu em 1991, seguindo uma tendência européia, em que juízes e promotores se juntaram para lutar por uma Justiça mais dinâmica e próxima da comunidade. O MPD tem um programa na TV Justiça e na TV Comunitária que trata de questões de Direito com uma linguagem acessível. Fechou parceria com a Secretaria de Justiça do estado para dar cursos de noções de Direito na periferia. A maior preocupação do MPD é lutar por maior acesso à Justiça e para que esse acesso seja democrático.


Leia a entrevista


ConJur — Ao oferecer caixinha para o guarda de trânsito não multá-lo ou comprar produtos piratas, a impressão que se tem é a de que o brasileiro convive bem com a corrupção. O brasileiro é um fora da lei?


Roberto Livianu — Não. Esse relacionamento com a corrupção tem uma explicação mais profunda e complexa, que é a falta de uma nítida linha divisória entre o público e o privado. O mundo vive um momento de excessivo individualismo. As questões públicas não fazem parte da agenda do brasileiro. Ele só se preocupa com os interesses individuais. Não cuida das praças públicas, das bibliotecas públicas, nem da rua onde mora. O que é público não é de ninguém. Um exemplo simples disso é a dificuldade de mobilizar os moradores para as reuniões de condomínio, em que se discutem interesses coletivos. Em países europeus, as pessoas se engajam, denunciam e se preocupam com as questões da comunidade. Há uma democracia participativa num sentido profundo, verdadeiro e pleno.


ConJur — Isso explica o problema da corrupção?


Roberto Livianu — Não apenas. Outra faceta do problema é a questão dos privilégios. A Constituição prevê o princípio da igualdade como direito fundamental. Se perguntarmos a opinião da população sobre o princípio da igualdade, a maioria vai dizer que é um princípio fundamental, nobre e importante. Se reformularmos a pergunta para saber o que acham de receber privilégios, a opinião já não será a mesma. As pessoas gostam de privilégios. As empresas fundamentam as suas campanhas de marketing nos privilégios que o produto ou o serviço pode oferecer. O problema é que privilégios vão contra as conquistas democráticas. Em uma sociedade fundada no privilégio e que não se preocupa com o coletivo, é difícil imaginar que o combate à corrupção será um item prioritário.


ConJur — Principalmente na política.


Roberto Livianu — Dois meses depois da eleição, as pessoas não lembram mais em quem votaram. Os mandatos parlamentares perderam o caráter público. Deputados e senadores negociam as questões nacionais como se fossem bens de mercado. Muitos focos de corrupção vêm dessa perda de identidade e do aspecto público do mandato parlamentar. A história do mensalão vem daí: falta de transparência em relação à origem dos recursos, falta de fiscalização e do esfacelamento dos partidos políticos. No Brasil, a fidelidade partidária é uma utopia. Não há como ter uma democracia sólida sem partidos sólidos. E aí fica difícil ter um quadro de corrupção diferente desse.


ConJur — Por onde começa o combate à corrupção?


Roberto Livianu — Começa com uma nova cultura, em que o interesse da coletividade seja preponderante. Isso também vai se projetar no Congresso Nacional. Os parlamentares têm de ter vínculo com uma ideologia partidária e não ficar migrando de uma legenda para outra. Lembro de uma nota publicada na Folha de S. Paulo em que se usava a expressão “deputado pré-pago”, numa alusão aos contratos de telefonia celular. Essa visão mercadológica é incompatível com uma perspectiva diferente em relação à corrupção.


ConJur — A quantidade de cargos de confiança no serviço público tem relação com a corrupção?


Roberto Livianu — O inchaço da máquina com cargos de confiança tem relação indireta com a corrupção, sim. Quando se tem poder para nomear alguém sem critério e sem compromisso com a eficiência no serviço, cria-se um ambiente propício para a corrupção. Lembro de uma reportagem em que o prefeito de uma cidade no interior de São Paulo era acusado de nepotismo. Vários membros da família eram empregados em seu gabinete. Quando a repórter perguntou o que ele tinha a dizer sobre o fato, com uma impressionante tranqüilidade, ele evocou trecho do evangelho de Mateus da Bíblia, que diz: “Primeiro os Teus”. O ingresso na administração pública mediante concurso não é imune e pode sofrer desvios, mas é um instrumento de controle que coíbe desmandos e esquemas ilícitos.


ConJur — O que é preciso para desenvolver essa responsabilidade em relação ao que é público?


Roberto Livianu — Ameaça de prisão não adianta. Não é por lei que o problema será resolvido. Não há medida de curto prazo para mudar isso. Há de se plantar uma nova cultura para as novas gerações. Hoje, ao invés de criar bons cidadãos, as escolas criam bons consumidores. Precisamos educar para a cidadania. Ensinar o que e quais são os Direitos Humanos. Na época da ditadura militar, tinha-se Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil. Essas disciplinas eram transmitidas com o objetivo de ter massa de manobra. Os estudantes aprendiam os valores que os militares queriam. Seria bom que os valores da cidadania voltassem à grade curricular, mas o conteúdo precisa ser outro e integrado às outras disciplinas, de maneira transversal. Quando se ensina biologia, os exemplos devem estar atentos à ética ambiental.


ConJur — Falando em ética, o país vive uma crise ética?


Roberto Livianu — Sim. Infelizmente as pessoas não compreendem que o direito de um termina quando começa o do outro. Passeiam com seu cachorrinho e não recolhem as fezes dele. O interesse individual está em primeiro lugar e isso traz conseqüências em todos os planos. Na questão da criminalidade é a mesma coisa. As pessoas só se apavoram quando a vítima é de classe média ou alta. Ficam preocupadas em reverter esse quadro, porque a violência pode estar próxima. Colocam grades nas janelas, blindam o carro e desprezam o indivíduo que pratica o crime. Querem distância.


ConJur — E o Estado, não tem sua parcela de culpa sobre esse fato?


Roberto Livianu — Há omissões públicas que geram essa situação, mas a sociedade não quer saber de assumir a sua parcela de responsabilidade em um crime e muito menos da preservação do patrimônio público. Quando aquele casal de adolescentes foi assassinado em Embu-Guaçu, o Champinha foi satanizado. A Hebe Camargo, em rede nacional, disse que queria cortar pedacinho por pedacinho dele. Isso só aumenta o ódio da população. Não estou entrando no mérito, para dizer se Champinha é bom ou mau. O fato é que ele era um menino pobre, que não teve dinheiro para pagar escola particular e que tinha desvio de comportamento. O Estado que deveria cuidar da sua saúde, e não cuidou.


ConJur — O sentimento de impunidade funciona como um fermento para a corrupção?


Roberto Livianu — Esse é um dos maiores problemas. A população acha que não se pune a corrupção no Brasil. Existem vários processos e várias pessoas condenadas. O Ministério público de São Paulo conseguiu repatriar US$1,3 milhão desviados pelo Celso Pitta [ex-prefeito de São Paulo]. A notícia de um escândalo de corrupção tem muito espaço na mídia. O repatriamento do dinheiro desviado ou a punição não encontram o mesmo espaço. A desproporção de espaço é brutal. Quem lê o jornal conclui que a impunidade é a regra. Se houvesse igualdade na publicação, tanto dos escândalos, quanto da punição, o sentimento da população seria diferente. A mídia tem responsabilidade nisso. Vivemos a Era do Espetáculo. Guy Debord [cineasta, cientista político e intelectual francês] falou muito bem da espetacularização. Tudo que é espetáculo tem apelo midiático. O que não é espetáculo, não tem espaço na mídia. Promover a responsabilidade, aplicar punição pela prática de corrupção não é espetáculo, não tem espaço na mídia.


ConJur — Certamente, muitas vezes a imprensa força a tinta na acusação. Mas não é um pouco impulsionada pelo Ministério Público, que também exagera nas suas acusações?


Roberto Livianu — Em matéria de persecução penal, o Código de Processo Penal estipula como regra o princípio da obrigatoriedade da ação penal. Diante desse princípio, o promotor não tem opção. Ele funciona como uma máquina que é obrigada a produzir as acusações. Não pode pensar como um gerenciador de conflitos sociais, que separa o joio do trigo e só promove as responsabilidades pelas coisas mais graves. Quando ele não produz, está praticando crime de prevaricação. Se quisermos melhores resultados e menos exageros, precisamos rever as regras. Nos Estados Unidos existe o instituto da bargaining. Por exemplo, se o Ministério Público está investigando um mega-esquema de crime organizado, não consegue chegar ao topo da pirâmide. Fez uma investigação com base nas pessoas que formam a base do esquema e percebe que elas podem contribuir para chegar ao topo. Mas o MP não pode abrir mão do direito de acusar quem está na base em troca de informação para chegar aos mentores. Essa barganha processual é proibida pela legislação brasileira.


ConJur — Seria o caso de reformar o Código de Processo Penal?


Roberto Livianu — Claro. Ele é de 1940. É uma vergonha. Em 1998, instituímos a responsabilidade penal da pessoa jurídica e o Código não foi revisto. Só depois pensaram: como posso responsabilizar uma pessoa jurídica por um crime com regras de processo penal que são inerentes à responsabilização de seres humanos? Tivemos que fazer emendas para que a lei fosse aplicada. Seria mais fácil escrever um novo Código, adequado aos novos tempos. Acontece que, no Brasil, refazer um código é uma experiência épica. O Código Civil levou 20 anos para ser reescrito e já nasceu defasado. Isso é decorrente da falta de compromisso com a comunidade.


ConJur — Essa barganha processual permitida nos Estados Unidos não é parecida com a delação premiada, que recentemente ganhou força no Brasil?


Roberto Livianu — É diferente. A delação premiada pode ser concedida ou não pelo juiz na hora de julgar. O Ministério Público pode apenas sugerir que ele acolha o pedido e reduza a pena de quem colaborou para desvendar o esquema.


ConJur — O Ministério Público deve investigar criminalmente?


Roberto Livianu — Claro. Como é que se combate a corrupção na Polícia? Não adianta colocar a Corregedoria da própria organização para investigar. Essa é uma situação que mostra o quanto é óbvia a necessidade de atuação do MP. O Tribunal Penal Internacional foi criado para garantir uma Justiça que seja imparcial. A globalização sucateou os direitos sociais em todo o mundo. O Tribunal Internacional tem a missão de não permitir que crimes contra a humanidade fiquem impunes. O sistema de Justiça dos países pode falhar. Além disso, o Brasil é subscritor do Estatuto de Roma, que cria o Direito Penal em plano internacional. Os países signatários são favoráveis ao Ministério Público investigar. Não podemos assumir uma posição perante a comunidade internacional e internamente entender que o MP não pode investigar. Advogados e policiais argumentam que o promotor é parte do processo, porque a prova é dirigida a ele. Se ele é o destinatário da prova, por que não pode colher a prova? No inquérito civil, o MP atua colhendo provas. Na área criminal deve ser assim também. Todo poder concentrado é nocivo ao interesse do cidadão. Não há porque concentrar esse poder nas mãos da Polícia Civil.


ConJur — O que o senhor acha dessa tendência, que parece ser mundial, de relativizar o sigilo entre cliente e advogado?


Roberto Livianu — É importante dizer que depois das reformas introduzidas pelas idéias iluministas, o sigilo, que antes era regra, se tornou exceção. Antes do Iluminismo, da Revolução Francesa e de todas as idéias que construíram o verdadeiro Direito Penal, era o rei quem decidia. Ele não ia com a cara do indivíduo e mandava enforcar. Sem processo, sem debate. A partir daí, adotou-se o princípio da publicidade. O mundo vive o tempo da transparência. Não é a toa que a principal organização não governamental que cuida do combate à corrupção é a Transparência Internacional. A palavra chave no combate à corrupção é transparência. Ou seja, o sigilo precisa ser absolutamente excepcional. Essa é a ótica que deve prevalecer. É claro que existem situações em que as prerrogativas inerentes à advocacia devem ser respeitadas. Não é porque maus advogados usam a carteira funcional para praticar crimes como cúmplice do PCC [organização criminosa radicada em São Paulo] que eu vou dizer que todos os advogados são bandidos. Isto é um absurdo. No entanto, aqueles que se desviam do exercício regular da profissão e se utilizam das prerrogativas para contribuir com o crime organizado precisam ser responsabilizados. Trocando em miúdos, o sigilo não pode ser blindagem que traga impunidade e imunize essas pessoas diante da lei. Isso é inadmissível.


ConJur — O senhor acha que os advogados devem passar por revista eletrônica quando entram em presídios?


Roberto Livianu — Todas as pessoas que circulam dentro dos presídios precisam se submeter de maneira isonômica aos controles inerentes a essa segurança. O advogado não é melhor nem pior do que ninguém. Voltamos à questão dos privilégios. Precisamos acabar com eles. Se existe uma regra para cuidar da segurança dos presídios, todo mundo tem que se submeter a essa regra. Desde o presidente da República até o faxineiro.


ConJur — E qual a parcela de culpa do Judiciário pela corrupção?


Roberto Livianu — Precisamos de uma nova reforma do Judiciário. A reforma avançou com a Emenda Constitucional 45. Tivemos inovações importantes como o Conselho Nacional de Justiça, que combateu o nepotismo. Apesar de eles falarem em aumentar absurdamente os seus vencimentos, o saldo é positivo. A súmula vinculante surtirá efeito. Mas tem muito mais itens que não puderam ser resolvidos com a EC 45. Não é possível que o processo seja um instrumento de eternização das discussões e da impunidade. Não é possível que o indivíduo conte com a burocracia do processo para sair impune.


ConJur — Como esse problema pode ser resolvido?


Roberto Livianu — A estratégia processual precisa ser revista. Diminuir algumas excrescências ou os prazos para recurso. Na Justiça Eleitoral temos um trâmite mais rápido. Por que não termos um procedimento célere também em relação ao julgamento de casos de corrupção? É preciso mudar a cultura da operação do sistema de Justiça, principalmente da magistratura. É muito difícil ver rigor punitivo em relação a quem pratica crime do colarinho branco. Não só de corrupção, mas também sonegação fiscal, crimes econômicos e crimes financeiros. O juiz deixa preso o indivíduo que assalta um ônibus e leva R$ 10 em vales-transporte. Aquele que desviou R$ 200 milhões, e que há provas, não fica preso porque não houve violência. A mão da Justiça é leve demais em relação aos crimes de colarinho branco.


ConJur — Lugar de corrupto é na cadeia?


Roberto Livianu — Não defendo que saiam prendendo todos os corruptos. É um grande erro dizer que lugar de bandido é na cadeia. A privação de liberdade representa um mal necessário. E deve ser reservado para situações em que não haja outra saída. O Maníaco do Parque estuprou e matou mulheres. Não há outro instrumento de controle social que possa ser eficaz para lidar com essa situação a não ser a prisão. Mas a sociedade não pode viver em função da construção de presídios. Nos casos de corrupção, defendo que o melhor caminho é trabalhar para recuperar o dinheiro e confiscar o patrimônio. O indivíduo desviou cem, então temos que trabalhar para trazer os cem de volta. Se ele tiver patrimônio incompatível com os seus ganhos e existirem fundadas suspeitas da ilicitude, vamos confiscar esse patrimônio. O Direito Penal não é o melhor instrumento para combater a corrupção.


ConJur — Qual o melhor instrumento para punir os casos de corrupção?


Roberto Livianu — A Lei de Improbidade Administrativa, de 1992. Por ironia do destino, promulgada por Fernando Collor, que sofreu impeachment sob acusação de corrupção. Essa é a melhor lei para combater a corrupção, porque não tem os mesmos rigores de provas que tem o Direito Penal. Para condenar alguém com base no Código Penal, é preciso comprovar o dolo e comprovar a conduta com todos os elementos do tipo penal. Permite uma série de atalhos e subterfúgios por onde as pessoas escapam. A Lei de Improbidade inverte o ônus da prova. Se um agente público é acusado pela prática de desvios e tem patrimônio incompatível com a sua renda, não é o promotor que precisa provar que o valor foi desviado. Ele é quem tem de provar que licitamente acumulou aquele patrimônio. Em segundo lugar, o processo civil flui de uma maneira diferente do processo penal. A construção de provas é muito mais acelerada. Além do que, as punições são as melhores para os casos de corrupção: perda do produto de desvio, confisco de patrimônio, suspensão de direitos políticos e a proibição de contratar com o Poder Público.


ConJur — Então, corrupto não deve ser preso?


Roberto Livianu — Os grandes corruptos, sim. Aqueles que detêm poder político e econômico, para mostrar que eles não estão acima da lei. Mas o melhor caminho é investir na prevenção, eliminar as oportunidades para a prática de corrupção. Na iniciativa privada, guiada pela lógica do lucro, o indivíduo é demitido se não produz. Na esfera pública, a lógica da eficiência não é colocada em prática. Se não há plano de carreira, a remuneração é baixa e não há indicadores de eficiência, como é que vamos eliminar a corrupção? O desmantelamento da esfera pública cria um ambiente propício para a corrupção.


ConJur — Como a internet pode ajudar a combater a corrupção?


Roberto Livianu — É preciso disponibilizar o maior número de informações possíveis em sites. Os partidos têm que prestar contas à sociedade na internet. As licitações públicas e os concursos públicos precisam ser colocados com transparência na internet. Todos os instrumentos de controle precisam ser fortalecidos quando pensamos em medidas para controlar a corrupção. A internet é fundamental, porque é democrática e qualquer pessoa pode fazer esse controle. Mas há outro fator extremamente importante, que é o fortalecimento dos instrumentos de cooperação internacional. O desvio de dinheiro acontece no Brasil, mas é mandado para o exterior. Por isso, os países têm que fortalecer os instrumentos de cooperação permanentemente. Senão, o individuo é processado e condenado, mas o dinheiro está lá fora e fica a sensação de impunidade. O que dá a sensação de Justiça feita é o resgate do dinheiro e o patrimônio confiscado. A Europa já percorreu etapas importantes em relação a isso. No passado, quando alguém cometia um crime e saía do país, era necessário recorrer ao instituto da extradição. No bloco europeu isso não existe mais. Quando um indivíduo comete um crime na França e vai para a Itália, o juiz francês emite um mandado de prisão que é cumprido na Itália sem qualquer intervenção do governo. A mesma coisa está sendo construída na União Européia em relação à recuperação de dinheiro desviado.


ConJur — Cada vez mais o governo dos países, impotentes frente ao crime organizado, chamam o cidadão para compartilhar responsabilidades. A obrigação de comunicar operações suspeitas ao Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] é um exemplo disso...


Roberto Livianu — O Coaf é um instrumento fundamental. A fiscalização das movimentações financeiras permite rastrear a lavagem de dinheiro. Cada vez mais, os países colocam o combate à corrupção nas suas agendas. Há dez anos, era diferente. O assunto preocupa os governos e eles estão construindo instrumentos de cooperação para que esse dinheiro possa ser recuperado.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

[Carta O BERRO] 35 anos da chacina da Lapa - Vanderley Caixe

MINHA MENSAGEM DE FELIZ NATAL , FELIZ ANO NOVO PARA VOCÊ MEU AMIGO , MINHA AMIGA ! - Ray Pinheiro

É Natal, chega ao fim mais um ano, com ele os eternos anseios
de que no coração dos homens
tenha sempre a luz
que renova as esperanças
e move a humanidade para um mundo.
Onde possamos acreditar em sonhos
e torná-los realidade.
É tempo de compartilharmos
de abrirmos o nosso coração
expressarmos com atos e palavras
todos os bons sentimentos.
Desejo que esta esperança
que ora nos irradia possa espalhar-se,
crescer e fortificar-se em cada ser humano,
através da bondade que emana de Deus.
Leve sempre consigo
a esperança de um mundo mais digno de se viver
pleno de paz, equilíbrio e harmonia!
É tudo o que desejo a você, todos os dias. Nesse espírito natalino meu especial agradecimento aos amigos irmãos Antônio Carlos Patrocínio da Silva (Don Patrô) e Valdomiro Cimino (Don Valdomiro) que, ao longo do ano,
  sempre me ajudaram dando vida as reflexões e aos delírios de Ray Pinheiro. Namastê... "Feliz Natal , Feliz Ano Novo"
 EU SOU RAY PINHEIRO.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

''Vem, gente, tá na mesa'' - Laerte Braga

A convocação foi feita pela empresária Marlene Tuffi, namorada do playboy Chiquinho Scarpa. Foi dirigida aos convidados de uma bacalhoada em sua residência para comemorar os cinco meses de namoro do casal Marlene/Chiquinho. A dupla acaba de regressar de um tour por Lisboa e Porto e recebeu algo em torno de 50 convidados – socialites – para o evento.
Segundo os colunistas do assunto Marlene é “socialite recente”. A anfitriã confessou não conhecer todos os convidados, o objetivo para além da comemoração era o de apresentar-se ao grand monde quatrocentão, na prática, hoje, um amontoado de falidos qual moscas em torno de novos ricos. Chiquinho Scarpa é o troféu de Marlene. “Um dia ele dorme em minha casa, outro dia eu durmo na casa dele”. Um dos filhos de Marlene confessa que nos finais de semana costumam fretar ônibus para levar convidados a uma propriedade da empresária e sua família no interior do estado. Uma casa com 24 suites e não menos que cem convidados. A moça em questão, Marlene, é dona de uma rede de escolas de computação, levanta as sete, vai a academia fazer ginástica, trabalha o dia inteiro e só chega a casa de volta às oito horas da noite. “Não é esnobe” e só pega helicóptero para ir ao trabalho quando está muito atrasada. Há bons anos atrás Federico Fellini o notável diretor italiano escreveu essa história que é igual em vários cantos do mundo e chamou-a de LA DOLCE VITA. Termina de forma trágica. Isso não significa que essa burguesia podre e louca por manchetes de jornais igualmente podres vá se explodir. Não. O trágico está na comédia da vida para além da compreensão de seu sentido, sua razão de ser, sua essência. Tal e qual os que lutam por um mundo alternativo, se um se atira do alto do prédio por não ter mais caviar no dia a dia, um camponês é assassinado de forma brutal pelos trogloditas das elites e sempre nascem outros. O nome é luta de classes. O cartão de visitas de Chiquinho Scarpa, segundo o próprio, contém apenas a frase “meu cartão”, para evitar incômodos de pedidos, telefonemas indesejáveis, etc. No mais, Dani Bolina caminhou pela orla marítima do Rio de Janeiro – Leblon – com o celular entre os seios. A matéria sobre Marlene e Chiquinho Scarpa, naturalmente, foi paga. A mídia não vive só das mentiras dos grandes jornais, redes de tevê, rádios, etc, vive também da vaidade desmedida e sem senso desse tipo de gente É o preço que paga por esse festival de mediocridade. O sonho é o de ser recebido no palácio de Elizabeth II, em Londres, quem dera, ser ungido com aquele negócio de espada sobre cada ombro mostrando a natureza nobre do “vem gente está na mesa”. Milhões de pessoas no mundo inteiro provavelmente não têm nem idéia do que seja mesa tamanha a dor do tamanho da fome. Os chefes de Estados e Governos dos países da América Latina e do Caribe se reuniram em Caracas, Venezuela, cumprindo a III CUMBRE DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIB E SOBRE INTEGRACIÓN Y DESARROLLO (CALC) e a XXII CUMBRE DEL GRUPO DE RIO I EN EL AÑO DE LA COMEMORACIÓN DEL BICENTENÁRIO DE LA INDEPENDÊNCIADE VENEZUELA. Os compromissos reafirmados pelos signatários da nota final do encontro giram em torno de maior integração dos países que formam o grupo, construção de processos democráticos com ampla participação popular, plena independência diante de uma realidade que marca o início do século XXI como o da “recolonização (César Benjamin é o autor do diagnóstico em dezembro de 2004) e declaração de 2010 no México, de “constituir la Comunidad de Estados Latino Americanos y Caribeños (CELAC), que envolve os 33 estados soberanos de “nuestra región”. É ampla a nota e abre espaços para a integração efetiva desses países em todos os setores através de fóruns específicos, com foco nas questões ambientais, energéticas, financeiras e comerciais. Ao contrário do que acontece na Comunidade Européia reafirma compromissos sociais de inclusão, crescimento com igualdade, desenvolvimento sustentável e integração. Do encontro participaram comunidades indígenas, afro-descendentes o que resultou numa declaração de reconhecimento das diversidades e da importância de espaço para todas elas no processo de integração latino-americana. O CELAC sepulta uma morta/viva, a OEA – ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS –, tentáculo do imperialismo terrorista dos EUA. Se transforma no fórum legítimo ao proclamar que “la CELAC, único mecanismo de diálogo y concertación que agrupa a los 33 países de América Latina y el Caribe, es la más alta expressión de nuestra voluntad de unidad em la diversidad donde em lo sucesivo se fortalecerán nuestros vínculos políticos, econômicos, sociales y culturales sobre la base de uma agenda común de bienestar, paz y seguridad para nuestros pueblos, a objeto de consolidarnos como uma comunidad regional”. As FARCs-EP (FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS COLOMBIANAS-EXÉRCITO POPULAR) decidiram após mediação de figuras interessadas no processo de paz na Colômbia, entregar seis prisioneiros de guerra em seu poder, libertá-los. Operação montada, dados definidos, para o local se dirigiram os mediadores internacionais e o grupo das FARCs-EP que levava os prisioneiros. Foram emboscados no caminho por militares colombianos (o exército da Colômbia é controlado numa ponta pelos EUA e noutra pelo tráfico de drogas) e quatro dos seis prisioneiros morreram. O governo do presidente Manoel Santos não desejava a entrega dos prisioneiros vivos. Seria um golpe político ao processo de barbárie que impõe aos colombianos escorado na mentira da mídia. No Brasil redes como a GLOBO, parte dos tentáculos imperialistas norte-americanos noticiaram o fato ao sabor dos interesses dos terroristas fardados. Os mediadores internacionais denunciaram a ação determinada pelo presidente Manoel Santos como farsa e com o objetivo de invalidar qualquer tentativa de acordo de paz. O mesmo que acontece em relação a Israel e Palestina. A chamada indústria do anti-semitismo é financiada por Israel para justificar a boçalidade do dia a dia contra os palestinos. O comunicado das FARCs-EP revela que os prisioneiros pouco antes da chegada ao local onde seriam entregues aos observadores internacionais e os guerrilheiros que os conduziam foram atacados por militares – que haviam se comprometido a respeitar o acordo com os mediadores –. Forças armadas latino-americanas, notadamente a colombiana, a chilena, a hondurenha, a maioria dos militares brasileiros, de boa parte dos países da região são entraves à paz, ao progresso e a liberdade. A mídia que mente e distorce os fatos é uma telenovela para “idiotas”, como o jornalista brasileiro William Bonner chama os telespectadores do jornal que apresenta – JORNAL NACIONAL – (“Homer Simpson), nas lágrimas da apresentadora Fátima Bernardes ao transmitir a coroa de rainha do JORNAL NACIONAL para Patrícia Poeta. Na nota das FARCs-EP, corroborada pelos observadores internacionais, omitida pela mídia a indignação diante do desrespeito aos direitos internacionais – “Indigna la manipulación mediática del infausto suceso por parte del gobierno colombiano. La enrevesada explicación del ministro de Defensa, Juan Carlos Pinzón, de que no se trató de un operativo de rescate, sino de búsqueda, no es más que un precario eufemismo que no alcanza a tapar la perfidia de un gobierno ni su desprecio a normas esenciales del Derecho Internacional Humanitario. Si universalmente es aceptado que el rescate militar entraña un riesgo, la responsabilidad del éxito o fracaso, siempre es imputable a quien lo asume”. A integração latino-americana depende ainda de percepção que países como o Chile, a Colômbia, Honduras, Guatemala, México e outros, além da ocupação do Haiti são problemas que têm de ser resolvidos. É simples entender isso. O Chile está de novo em mãos de líderes do que chamam “pinochetismo”, a cruel ditadura que marcou a história do país. Há um levante de estudantes contra a privatização da educação. Vai em linha contrária ao documento Da CELAC. A Colômbia é uma possessão norte-americana e os outros extensões do território/bases militares dos EUA. O Brasil, nesse contexto, é apenas um país que vacila e arrota ares de potência mundial, sem sentir que está sendo tragado pela voracidade do capitalismo e sua face terrorista seja econômica ou militar. Maior economia e maior território dentre os países latino-americanos as principais contradições que caracterizam o Brasil não foram resolvidas nem pelo governo Lula e muito menos pelo governo Dilma, por um ou outro avanço que seja real. É o contrário. Cada dia mais nos caracterizamos como uma espécie de entreposto do capitalismo internacional, na política de concessões e proceder de um subimperialismo na região. Acabamos não sendo nada. Foram tantas as concessões que o governo Dilma hoje é como uma casca de ovo, fragilizado no fato da presidente ser menor que o cargo que ocupa – solução doméstica única do PT – e equilibrando-se em alianças precárias com os setores mais perigosos das elites políticas e econômicas do País. Joga o jogo por dentro e o “vem gente tá na mesa” é exatamente isso. A classe trabalhadora devorada por elites vorazes, inconsequentes e predadoras. E num momento que o terrorismo capitalista, falido, monta em cima de um arsenal militar de destruição e inconsequência.

Mon Cher Poète - Barbet

domingo, 4 de dezembro de 2011

Você pode ver tudo que está acontecendo agora na Capelinha de Fátima - Haroldo Oliveira

Vidente portuguesa que previu a própria morte se mata com medo de morrer e acerta previsão - Ir. WALDEMARTINS  B. De  OLIVEIRA
 
A vidente portuguesa Maria das Dores do Socorro acertou em cheio a sua última previsão. Na semana passada ela viu a própria morte em seus búzios. Desde então, Maria das Dores passou a repetir pelos quatro cantos que morreria em uma semana. Atordoada, ela acabou se matando – e acertou. Autoridades portuguesas estão investigando o suicídio. “Aqui é crime se matar. Se ficar comprovado que ela se matou, ela poderá ser presa”, disse o chefe de polícia da capital, Manoel Tobias dos Anjos.
Maria das Dores era uma vidente conhecida na zona norte de Lisboa. Ela virou uma atração no bairro ao receber pombagiras com sotaque lusitano.

Madre Tereza e o PAPA João Paulo - Evandro

(Olhe para a foto e faça um desejo)
clip_image002
Se você não sabe, a Madre Teresa é conhecida como a santa dos pequenos caminhos, o que significa que ela acreditava em fazer as pequenas coisas da vida bem e com grande amor. Ela é representada pelas rosas. Que todos os que recebem esta mensagem sejam abençoados.
A Oração de Madre Teresa não deve ser excluída. Lembre-se de fazer um desejo antes de ler a oração. Isso é tudo que você tem que fazer. Não há nenhum custo, apenas compartilhá-lo com as pessoas e ver o que acontece no quarto dia. Lamento que você tem que enviar a mensagem, mas não a quebre. Oração é um brinde que recebemos. Leia a sentença.
Sossegado hoje.
Confie em Deus. Você está exatamente onde você tem que estar. Não se esqueça das infinitas possibilidades que nascem da fé. Você pode usar os dons que você recebeu, e compartilhar o amor que foi dado. Que você seja feliz em saber que você é um filho de Deus. Deixe que Sua presença penetre seus ossos e permita a sua alma a liberdade de cantar, dançar, rezar e amar. Existe um lugar para todos e cada um de nós.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Uma verdadeira canção poética que nos leva a sonhar muito além do além pela voz do grande Doménico Modugno em 1958 - Mon Poète

A GOTA D'ÁGUA - OS "´NEGÓCIOS" DE KASSAB, SERRA, OS AMIGOS DE AGRIPINO MAIA - Laerte Braga

Tem horas que nem a chamada grande mídia consegue evitar que um ou outro, ou outros, dos bandidos que integram a grande quadrilha das elites políticas e econômicas do País, além de seus prepostos no Congresso, nas prefeituras, governos estaduais, em mandatos públicos, saiam ilesos de tanta bandalheira Quando isso acontece a maior parte da mídia ignora o fato, ou noticia superficialmente. O dinheiro que sustenta essa turma vem dessas quadrilhas (lembre-se do contrato de Alckimin com a Editora Abril sem licitação, foi feito também por José Serra) e o jeito acaba sendo a crucificação de um dos aliados, o bode expiatório, um anel para salvar os dedos dos esquemas podres que sustentam o capitalismo no Brasil. É o que começa a acontecer com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab acusado de corrupção num inquérito policial sobre contrato sem licitação com uma empresa de nome CONTROLAR. Cuida da vistoria de veículos e outras coisas mais. Opera também no Rio Grande do Norte, braço da quadrilha, ou vice versa, versa vice, tanto faz. No caso de Kassab são dois aspectos. A necessidade de um bode expiatório para livrar a cara de José Serra – Kassab e outros – e isolar o prefeito de São Paulo. É que Kassab ao fundar o PSD imaginou-se maior do que é e nesse jogo sórdido tentou criar um partido/moeda para trocas vantajosas em curto e médio prazo num primeiro momento, consolidando a longo prazo um poder sem tamanho nos subterrâneos do Poder Público. Pensou que pudesse virar Serra, ou FHC. Pelo jeito vai se estrepar nos “negócios”, ou nos sonhos. Nem por isso deixa a Prefeitura pobre ou vai para a cadeia em termos de condenação, de cumprir sentença (tem sempre um Gilmar Mendes para salvar essa turma). O que significa dizer que, numa certa e boa medida, o crime compensa. Quando viajou para Londres Kassab estava informado que poderia ser preso, a tal prisão administrativa e tratou de “negociar” com seu comparsas um jeito de evitar o incômodo, digamos assim. A Operação Sinal Fechado (Polícia Federal, Ministério Público Federal e juízes decentes), entre outras, resultou na prisão de João Faustino, suplente do senador Agripino Maia (DEM/RN) e tucano de filiação. Foi sub-chefe da Casa Civil do governo de José Serra em São Paulo (o chefe da Casa Civil é o atual senador Aluísio Nunes, ex-ministro da Justiça de FHC), deputado federal pelo Rio Grande do Norte em três mandatos e encarregado de arrecadar fundos para a campanha presidencial do tucano em outros estados que não São Paulo. O filho de Faustino foi solto no fim de semana passado de uma prisão em Minas Gerais. Estava detido para responder sobre os “negócios”. Kassab foi da base política de Paulo Maluf, secretário do governo de Celso Pitta e vice-prefeito na chapa de José Serra (2004). Assumiu a Prefeitura de São Paulo quando Serra saiu para ser candidato a governador. Foi reeleito em 2008 depois de uma disputa intra muros tucano/democratas com Geraldo Alckimin. O governador José Serra peitado pelos DEMocratas mandou Alckimin às favas – liderava as pesquisas, Kassab era o terceiro colocado – e colocou todo o esquema a trabalhar para o seu sucessor. Peitar Serra equivale dizer a chantagear. Naquele momento Serra não tinha como sair da chantagem, iria liquidar com sua campanha presidencial em 2010, pagou o preço. Mais ou menos como FHC no escândalo da concorrência do SIVAM, logo no início de seu primeiro mandato. Chantageado engoliu em seco, aceitou o acordo e pagou. São fatos comuns entre bandidos, o tal rabo preso. Um com outro. No Rio Grande do Norte esse esquema envolve desde João Faustino, um coordenador geral, ao senador Agripino Maia, ao senador Garibaldi Alves, a ex-governadora Wilma qualquer coisa, todos em partidos diferentes (PSDB, DEM, PMDB e PSB), uma oligarquia que tem o controle da máquina pública e se reveza no saque aos cofres públicos, mais primos, sobrinhos, cunhados, genros, filhos, etc. O ex-governador de Brasília José Roberto Arruda, quando preso, era o preferido de José Serra para seu companheiro de chapa. Os inquéritos abertos contra Arruda mostravam que recursos públicos estavam, entre outros cofres particulares, sendo desviados para a pré-campanha do candidato tucano. Serra, numa reunião em Brasília, chegou a dizer que a chapa seria de “dois carecas”, ele e Arruda. A quadrilha opera em todo o País. Outro fato que chama atenção são os telegramas da embaixada dos EUA para Washington, dando conta da “indignação” das companhias petrolíferas estrangeiras com a decisão de manter a PETROBRAS como operadora do pré-sal, o fracasso do lobby no Congresso (compraram muitos, mas tem quem não se vende) e a declaração de José Serra, num dos telegramas. O então pré-candidato às eleições de 2010 dizia que era para deixar eles fazerem o que bem entendessem que quando fosse ele, Serra, o presidente, tudo chegaria ao desejado pelos chefes maiores. O fecho de ouro do esquema iniciado com FHC. O Brasil entreposto do capital estrangeiro. Uma espécie de vice-reinado para a América Latina. A CONTROLAR começou a operar o esquema de vistoria de veículos no governo Paulo Maluf, se manteve no governo Celso Pitta – já com restrições do MP e do Tribunal de Contas, além de técnicos da Prefeitura –, saiu do circuito no governo Marta Suplicy e voltou a toda no governo Serra. Permanece intocada no governo Kassab. Estendeu seu esquema para o Rio Grande do Norte e os planos de João Faustino eram de um faturamento de um bilhão de reais neste ano com os “negócios. A íntegra da denúncia do Ministério Público pode ser vista em https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=133ea8c11a69f31d&mt=application/pdf&url=https://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3Da2c5e2c82a%26view%3Datt%26th%3D133ea8c11a69f31d%26attid%3D0.1%26disp%3Dsafe%26zw&sig=AHIEtbRw8o9JCL1XpTcQzBjbt7ew2nqaRA&pli=1 Já no governo de Celso Pitta, promotores e juízes conseguiram impedir que o “negócio” funcionasse. Para se ter uma idéia só dos ganhos em São Paulo, o quarto maior aglomerado urbano do mundo e uma frota de sete milhões de veículos, a CONTROLAR inspecionou cerca de um milhão e quinhentos mil desses veículos em 2009 e quatro milhões e meio em 2010, a um custo de R$ 61,98 cada e um faturamento estimado para o ano passado da ordem de R$ 278,91 milhões. O dono de veículo que não pagasse a tarifa estaria impedido de renovar o licenciamento e a multa para tal era de R$ 550,00. Negócio da China. A grande mídia nem toca no assunto, ou toca de leve. Esse tipo de maracutaia não vai para a capa de VEJA. VEJA está no bolso, foi comprada por nove milhões de reais e mais outros contratos semelhantes, só que em outras áreas de operação da quadrilha. A CONTROLAR opera no Rio Grande do Norte, como os “negócios” da quadrilha se estendem por todo o Brasil. Foram feitas prisões em vários estados na Operação Sinal Fechado, o Brasil para esse tipo de gente é apenas um “negócio” a mais. Nada além disso. O esquema da CONTROLAR no Rio Grande do Norte foi montado após o de São Paulo e José Serra, como governador, estendeu as “operações” a outros 217 municípios paulistas E no meio do caminho a CONTROLAR foi vendida ao grupo CAMARGO CORRÊA, “patrióticos” empreiteiros e bandidos que operam em todos os ramos de “negócios” no Brasil. O assunto foi ignorado pelo jornal O GLOBO, pelo portal de Daniel Dantas, o IG, um ou outro toque num ou noutro esquema da mídia e sempre de leve, como é que a mídia vai sobreviver sem o dinheiro dessa turma? Edson José Fernandes Ferreira, o “Edson Faustino” foi preso em Minas, na Operação João Barro, solto agora no dia 25 de novembro. É filho de João Faustino, o do Rio Grande do Norte que operava em São Paulo e no estado nordestino. Serra não trouxe só esse esquema do Rio Grande do Norte não. Roberto Freire veio também, virou conselheiro dum trem qualquer em São Paulo, havia perdido as eleições em Pernambuco e acabou de novo deputado, agora por São Paulo. Fundiu o PPS com a quadrilha DEM/PSDB/PMDB tucano/PSB e outros. O volume de “negócios” da quadrilha é maior que o revelado pela operação Sinal Fechado. Cobre todos os setores do Estado brasileiro, das máquinas estaduais onde a quadrilha colocou as garras, envolve as elites empresariais, financeiras e latifundiários no País e fora do País. Vai da inspeção de veículos ao lixo, aos serviços de saúde terceirizados, tem campo fértil em Minas Gerais onde Aécio pontifica com a aberração Antônio Anastasia. As brigas internas são brigas de poder, coisa comum e corriqueira em máfias. Às grandes obras públicas, não há um setor onde não tenham presença, tudo. As informações obtidas e reveladas aqui passam pelo NOMINUTO, como por http://www.blogdobg.com.br/2011/11/sinal-fechado-vejam-como-funcionava-o-esquema-e-quem-esta-envolvido/ ou http://lauritaarruda.com.br/ e, ainda http://www.ailtonmedeiros.com.br/ mais http://www.thaisagalvao.com.br/2011/11/27/peticao-do-mp-mostra-que-acusado-de-chefiar-esquema-foi-chamado-a-brasilia-pelo-senador-jose-agripino/ Há um monte de operações da Polícia Federal onde a turma está envolvida, com um detalhe fundamental. É grande o número de prefeituras em todo o País onde a quadrilha tem ramificações. Em todos os estados sem exceção. Como se vê, de tudo isso se pode inferir que o grande erro de Lula foi não ter percebido que esse esquema era e é maior que seu carisma, que a forma escolhida para contornar esses obstáculos em seu mandato, que figuras como Luppi, Orlando Silva e outros se beneficiaram do modelo implantado a partir do governo FHC, ideal das máfias que vem desde Collor de Mello. Sarney era e é amador perto dessa gente. Não existe alternativa dentro desse modelo, do chamado mundo institucional. O cineasta Sílvio Tendler em proposta que faz para o Congresso Nacional mostra a falência de toda essa estrutura e propõe reações que, certamente, os mafiosos montados em cavalos com a bandeira da integridade – para inglês ver – não vão aceitar. O que acontece em São Paulo, no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo, em Minas, no Rio com Sérgio Cabral e no Espírito Santo com Casagrande (fantoche), a luta pelos royalties é fachada para a entrega do pré-sal. Os caras são criminosos e o faturamento de Nem da Rocinha perto dessas quadrilhas faz do traficante “micro-empresário”. Acabar com essas máfias é só querer. Não vão querer, eles próprios se julgam e se auto absolvem a despeito de promotores e juízes dignos (tem sempre um Gilmar Mendes). A luta é nas ruas, é contra eles e o modelo. E antes que o vendaval de podridão caia sobre os trabalhadores e a própria classe média, embevecida porque troca de carro todos os anos perca o sono, porque vai acabar andando a pé. Nessa altura do campeonato Nem, Fernandinho Beira-mar e outros devem estar imaginando em suas celas que teria sido melhor virar tucano e tentar um mandato qualquer, ou em qualquer partido. Esse modelo político e econômico foi desenhado para quadrilhas e os que lutam com bravura de caráter, dignidade, acabam como na igreja onde o sino é de madeira. Não ecoa.