quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

[Carta O BERRO] Televisão: fábrica de mais-valia ideológica. - Vanderley Caixe

Palavras Insurgentes - [Elaine Tavares] A televisão é uma usina ideológica. Gera milhares de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça ser.


E ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade, engano, ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria da população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e se forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa intelectual de todo aquele que pensa o mundo. Afinal, como bem afirma Chomsky, no seu clássico "Os Guardiões da Liberdade", os meios atuam como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão médio. "Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade". Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal forma que a reprodução é imediata e sistemática.
Um termômetro dessa usina é a famosa "novela das oito", que consolidou um lugar no imaginário popular desde os anos 60, com a extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e vem se repetindo nos demais canais. O horário nobre é usado pela teledramaturgia para repassar os valores que interessam à classe dominante, funcionando como uma sistemática propaganda que visa a manutenção do estado de coisas. É clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o bem e o mal, o pobre e o rico, com clara vinculação entre o bem e o rico. Sempre há um empresário bondoso, uma empresária generosa, um fazendeiro de grande coração, que são os protagonistas. E, se a figura principal começa a novela como pobre é certo que, por sua natural bondade, chegará ao final como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o que fica implícito que o bem está colado à riqueza, vide a Griselda de Fina Estampa, a novela da vez.
Outro elemento bastante comum nas novelas é o da beleza da submissão. Como os protagonistas são sempre pessoas ricas, eles estão obviamente cercados dos serviçais, que, no mais das vezes os amam e são muito "bem-tratados" pelos patrões. Logo, por conta disso, agem como fiéis cães de guarda. Um desses exemplos pode ser visto atualmente na novela global. É o empregado-amigo (?) da vilã Tereza Cristina. Ele atua na casa da milionária como um mordomo, cúmplice, saco de pancadas, dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe conta os dramas, ora lhe bate na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que já lhe deu. E ele, premido pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe as mãos como um cachorrinho amestrado. Tudo é tão sutil que não há quem não se sinta encantado pelo personagem. Ele provoca o riso e a condescendência, até porque ainda é retratado de forma caricata como um homossexual cheio de maneios, trejeitos e extremamente servil.
Mas, se o servilismo de Crô pode ser questionado pela profunda afetação, outros há que aparecem ainda mais sutis. É o caso da turma da praia que, na pobreza, hostilizava Griselda e, agora, depois que ela ficou rica, passou para o seu lado, vindo inclusive trabalhar com a faz-tudo, assumindo de imediato a postura de defensores e amigos fiéis. Ou ainda a relação dos demais trabalhadores com os patrões "bonzinhos", como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da barraquinha de sucos, e o Renê. Todos são "amigos" e fazem os maiores sacrifícios pelos patrões, reforçando a ideia de que é possível existir essa linda conciliação de classe na vida real. O grupo que atua com o cozinheiro Renê, por exemplo, foi demitido pela vilã, não recebeu os salários, viveu de brisa por um tempo e retomou o trabalho com o antigo chefe por pura bem-querença. Coisa de chorar.
Nesses folhetins também os preconceitos que interessam aos dominantes acabam reforçados sob a faceta de "promoção da democracia". O negro já não aparece apenas como bandido, mas segue sendo subalterno. No geral faz parte do núcleo pobre, mas é generoso e sabe qual é o "seu lugar". É o caso do ético funcionário da loja de motos. Um bom rapaz, que, no máximo, pode chegar a gerente da loja. As pessoas que discutem uma forma alternativa de viver aparecem como gente "sem-noção", no mais das vezes caricaturada, como é o caso da garota que prevê o futuro, a mulher negra que era bruxa, o rapaz que brinca com fogo ou os donos da pousada que em nada se diferem de empresários comuns, a não ser nas roupas exotéricas. Ou o personagem do Zé Mayer, numa antiga novela, que via discos voadores, não aceitava vender suas terras e, no final, "fica bom", entregando sua propriedade para a empresária boazinha que era dona de uma papeleira. Os homossexuais também encontram espaço nas novelas, dentro da lógica da "democratização", mas continuam sendo retratados de forma folclórica, como é o caso do Crô, na novela das oito, ou do transexual da novela das sete. Já o índio, como é invisível na vida real, tampouco tem vez nas tramas novelistas e quando tem, como a novela protagonizada por Cléo Pires, vem de forma folclórica e desconectada da vida real. E assim vai...
Gente há que fica indignada com os modelos que as telenovelas reproduzem ano após ano, mas essa é realidade real. Os folhetins nada mais fazem do que reforçar as relações de produção consolidadas pelo sistema capitalista. Até porque são financiados pelo capital, fazendo acontecer aquilo que Ludovico Silva chama de "mais-valia ideológica". Ou seja, a pessoa que está em casa a desfrutar de uma novela, na verdade segue muito bem atada ao sistema de produção dessa sociedade, consumindo não só os produtos que desfilam sob seu olhar atento, enquanto aguardam o programa favorito, mas também os valores que confirmam e afirmam a sociedade atual. Prisioneira, a pessoa permanece em estado de "produção", sempre a serviço da classe dominante. Assim, diante da TV – e sem um olhar crítico - as pessoas não descansam, nem desfrutam.
É certo que a televisão e os grandes meios não definem as coisas de forma automática. Como bem já explicou Adelmo Genro, na sua teoria marxista do jornalismo, os meios de comunicação também carregam dentro deles a contradição e vez ou outra isso se explicita, abrindo chance para a visão crítica. Momentos há em que os estereótipos aparecem de maneira tão ridícula que provocam o contrário do que se pretendia ou personagens adquirem tanta força que provocam um explodir da consciência. E, nesses lampejos, as pessoas vão fazendo as análises e podem refletir criticamente. Mas, de qualquer forma, esses momentos não são frequentes nem sistemáticos, o que só confirma a função de fabricação de consenso que é reservada aos meios. Um caso interessante é o do transexual que está sendo retratado na novela da Record, que passa às dez horas. "Dona Augusta" é nascida homem e se faz mulher, sem a folclorização do que é retratado na Globo. É "descoberta" pelo filho que a interna como louca. Toda a discussão do tema é muito bem feita pelos autores, sem estereótipos, sem falsa moral. Mas, é a TV dos bispos evangélicos, que, por sua vez, na vida real pregam a homossexualidade como "doença". São as contradições.
De qualquer sorte, a teledramaturgia brasileira deveria ser bem melhor acompanhada pelos sindicatos e movimentos sociais. E cada um dos personagens deveria ser analisado naquilo que carrega de ideologia. Não para ensinar aos que "não sabem", mas para dialogar com aqueles que acabam capturados pelo véu do engano. Assim como se deve falar do que silencia nos meios, o que não aparece, o que não se explicita, também é necessário discutir sobre o que é inculcado, dia após dia, como a melhor maneira de se viver. Pois é nesse entremeio de coisas ditas, malditas e não ditas, que o sistema segue fabricando o consenso, sempre a favor da classe dominante.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"VÂNDALOS - A SÍRIA É AQUI - NO PINHEIRINHO - Laerte Braga

A invasão do bairro do Pinheirinho em São José dos Campos, São Paulo, foi um ato claro de terrorismo de Estado. O governador Geraldo Alckmin – integrante da organização criminosa OPUS DEI – fiel ao seu estilo traiçoeiro e covarde negociava pela frente enquanto armava a ocupação pelas costas.
A área onde viviam oito mil pessoas de mais ou menos duas mil famílias tinha ruas asfaltadas e rede de água e esgoto construídas pela municipalidade o que, por si só, caracteriza a condição de bairro.
O governo federal já havia manifestado interesse em encontrar uma solução para a permanência das famílias e o governador de São Paulo, laranja das várias máfias que gravitam em torno do tucanato, inclusive juízes, desembargadores e ministros de cortes superiores, devidamente propinado, coordenou a operação montada pelo mafioso Naji Nahas (envolvido em vários inquéritos e processos por fraudes, lavagem de dinheiro, etc, dos quais tem se safado comprando autoridades do Judiciário), um dos donos da massa falida da qual faz parte o terreno/bairro de Pinheirinho.
O interesse? Um grande projeto imobiliário com ganho para todos os que participaram do ataque terrorista de domingo, 22 de janeiro, contra os moradores do bairro.
O sócio/parceiro de Naji Nahas é o banqueiro Daniel Dantas, um dos responsáveis pelo Plano Nacional de Privatizações do governo FHC. A decisão de atacar Pinheirinho já estava tomada e fora alvo de advertência de jornalistas e moradores uma semana antes do dia em que aconteceu. A chamada “reintegração de posse” foi determinada em seguida suspensa por um desembargador de um tribunal regional federal e no domingo, 22, autorizada por uma juíza venal e com cobertura do corrupto Ivan Sartori que preside o Tribunal de Justiça (?) do Estado de São Paulo. Tudo isso com a certeza que na noite daquele mesmo dia o inútil e dispendioso STJ – Superior Tribunal de Justiça – garantiria a competência da justiça estadual.
Ou seja, todo o esquema montado sem qualquer respeito pela vida, pelo ser humano. Os “negócios” valem mais que a vida no capitalismo. E não existe banqueiro, grande empresário ou latifundiário que seja humano.
Os acessórios desse esquema são governadores, prefeitos, senadores, deputados, juízes, desembargadores, ministros de cortes superiores, que têm seus mandatos comprados ou suas indicações bancadas por essas máfias. O PSDB é o principal agente de execuções do esquema.
Ivan Sartori no seu despacho que autorizou, no domingo, a ação policial, ou seja, dentro do combinado e pago, chegou a afirmar, escrever, que “repelindo-se qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal”.
Como disse o presidente nacional da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – a ação do governo de São Paulo “rompeu o pacto federativo”. Vale dizer que o governo federal e nada são a mesma coisa na visão das elites políticas e econômicas que comandam de fato esse arremedo de democracia que temos.
Homens, mulheres, crianças, idosos arrancados de suas casas por “policiais militares” – polícia militar é uma aberração. As PMs são braços das elites e agem em função de seus interesses – marcados e levados para acampamentos improvisados, espancados, tendo seus pertences violados, vítimas da violência e da barbárie que é a marca registrada dessas “corporações” corruptas e com práticas que trazem de volta os tempos da ditadura.
A mídia de mercado mal tratou do assunto. Optou pelo início da temporada futebolística nos estados brasileiros e uma das redes nacionais, por fustigar a concorrente mais próxima, por conta de um estupro estimulado pelo diretor de um dos programas da rival.
A maior rede de tevê do País, a GLOBO, parte principal dessa mídia de mercado, podre e venal, chamou de “vândalos” os moradores do bairro de Pinheirinho. É uma das máfias que integra a grande máfia que controla o País.
As manifestações em Damasco, Síria, ou outras cidades daquele país, todas contra o governo central, são mostradas pela mesma GLOBO e ao contrário do aconteceu com os moradores de Pinheirinho, os agentes policiais do governo são chamados de braço de um ditador. Os manifestantes que reagem à violência policial/militar de “defensores da democracia”.
É claro que a questão Síria é a questão Síria e a questão Pinheirinho é a questão Pinheirinho, mas em ambas está presente a barbárie capitalista. A forma como a mídia de mercado encara o assunto e mostra, exibe, é dentro do leque de interesses das grandes máfias capitalistas.
Neste caso, Pinheirinho, a Síria é aqui também.
A omissão do governo Dilma Roussef, como que paralisado no domingo, apresenta, por outro lado, uma presidente sem autoridade para intervir em situações assim, na prática houve uma insurreição em São Paulo, um desafio claro do governo estadual. Ficou por isso mesmo. Declarações “cautelosas” de ministros como a de Gilberto Carvalho, sumiu o ministro da Justiça (existe isso?), nem se teve notícia da presidente, o tal “poste” que Lula elegeu. Isso pode ser entendido sem receio de erro como covardia.
A realidade brutal é que milhares de seres humanos tiveram seus direitos fundamentais violados por quadrilhas que controlam o Estado instituição e pelo jeito, vai ficar por isso mesmo.
Pinheirinho reforça uma convicção e deixa um exemplo pronto e acabado da realidade brasileira, ou do “capitalismo a brasileira” inventando por Lula.
Somos um País onde o governo não tem poder. O poder é exercido por máfias de banqueiros, grandes empresários e latifundiários que infiltrados na máquina estatal imobilizam o Executivo, têm no bolso a maioria dos deputados e senadores e agora partidariza o Poder Judiciário.
Pagar setecentos mil reais a César Peluso – presidente da suposta suprema corte – e a Ricardo Lewandovsky de forma indevida, ilegal, pode, Marco Aurélio Melo garante que o assunto não será investigado castrando os poderes do CNJ – Conselho Nacional de Justiça –, atropelando a Constituição.
Colocam-se à margem da lei.
Prender e arrebentar Pinheirinho também pode. É o desejo consumado dos grandes investidores, os que trazem “progresso” ao País.
Que progresso? Somos o paraíso das máfias internacionais, sequer um automóvel nacional de fato temos. O livro A PRIVATARIA TUCANA mostrou toda a podridão em que estamos imersos por conta do governo de FHC (presidente honorário e vitalício da grande máfia). Israel controla a indústria bélica do Brasil. O sistema financeiro está todo ele – a exceção dos dois bancos estatais – sob controle de grupos internacionais, majoritários ou não. Empresas francesas diante da dissolução em água fervente da Comunidade Européia correm para o Brasil naquele negócio que aqui o crime compensa, é garantido o retorno.
E para mídia trabalhadores brasileiros são “vândalos”. Naji Nahas, um criminoso sem qualquer escrúpulo, um pústula no sentido absoluto da palavra, escorado em seus laranjas, dentre eles os tucanos e lógico, Geraldo Alckmin, ganha o epíteto de empresário e no caso de Pinheirinho, ao lado de toda a violência, vai nascer mais um grande empreendimento imobiliário.
A ação da “polícia” mostrou que a Síria é aqui também.
E a ação e omissão dos governos exibem ao mundo que no Brasil o crime compens

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Je t'aime... moi non plus" - versão original da canção, interpretada por Bardot, foi finalmente lançada, a pedido da própria atriz, que se arrependeu por não a ter liberado antes - Barbet


22 de setembro, é comemorado o Dia dos Amantes e, em homenagem aos enamorados, o Passeando conta a história de uma das músicas mais sensuais de todos os tempos, "Je t'aime... moi non plus", canção francesa escrita por Serge Gainsbourg (cantor, compositor, ator e diretor francês). O título da canção, cuja tradução em português é "Eu te amo... Eu também não", foi inspirado em uma famosa frase do pintor espanhol Salvador Dali que, quando perguntado sobre o que o diferenciava de Pablo Picasso, teria respondido: "Picasso é espanhol, eu também. Picasso é um gênio, eu também. Picasso é comunista, eu também não". A canção foi escrita originalmente para Brigitte Bardot, com quem Gainsbourg teve um ardente caso de amor no final de 1967. Bardot pediu a Gainsbourg para escrever "a canção de amor mais bonita que podia imaginar", e ele escreveu "Je t'aime" e "Bonnie e Clyde". O casal gravou a música em um estúdio de Paris, em uma sessão de duas horas, em uma pequena cabine de vidro. No entanto, o single não foi lançado. Há a versão de que a notícia da gravação teria vazado para a imprensa, o que teria irritado o marido de Bardot, o empresário alemão Gunter Sachs. Bardot teria então pedido a Gainsbourg que não liberasse a gravação. Entretanto, uma outra versão diz que o que impediu o lançamento da gravação foram os protestos do representante de Bardot, que temia pela imagem da atriz. Insatisfeito, Gainsbourg teria dito que "a música era muito pura, e que pela primeira vez na vida havia escrito uma canção de amor e ela tinha sido mal interpretada", porém, atendeu o pedido de Bardot. Em 1968, Gainsbourg se apaixonou pela atriz inglesa Jane Birkin (na foto com Gainsbourg), que conheceu no set de seu filme "Slogan". Ele então pediu que Birkin gravasse a música com ele. Lançado em fevereiro de 1969, o single tinha uma capa simples, com as palavras "Interdit aux moins de 21 ans" (proibido para menores de 21 anos). A letra de "Je t'aime... moi non plus" é um diálogo entre dois amantes durante um encontro sexual. "Eu vou e venho, entre suas partes íntimas", "Você é a onda, eu a ilha nua" e "O amor físico é sem sentido" são alguns trechos da canção. A letra é cantada, falada e sussurrada, e com muitos gemidos de prazer, culminando em um aparente orgasmo no final da canção (houve rumores de que o casal havia realmente praticado sexo durante as gravações).
Apesar do indiscutível sucesso em toda a Europa e de ter atingido o posto número 1 em vendas no Reino Unido e o 58 nos Estados Unidos, a canção (que muitos consideravam pornográfica) foi censurada nas rádios da Itália, Polônia, Islândia, Suécia, Espanha, Iugoslávia e Reino Unido, além de ter sido denunciada pelo Vaticano. Em 1986, a versão original da canção, interpretada por Bardot, foi finalmente lançada, a pedido da própria atriz, que se arrependeu por não a ter liberado antes. "Je t'aime... moi non plus" foi regravada mais tarde por Donna Summer e Ray Conniff, entre outros.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Os dois lados da moeda - Barbet

Todas as possibilidades nos são dadas para o progresso. A evolução é inevitável, agora quando pensamos no bom ou mau uso que podemos fazer de cada descoberta, isso vai diretamente de encontro com a evolução moral de cada um em todos os níveis humanos. Não podemos negar a beleza das coisas simplesmente por ela ter duas faces. A mão que cura é a mesma que pode matar.

OBSERVEM AS MARAVILHAS DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS DISPONÍVEIS EM COMPUTAÇÃO GRÁFICA - Barbet

sábado, 21 de janeiro de 2012

Não podemos permitir - O Congresso dos EUA estava prestes a aprovar leis que permitiriam que seus funcionários censurassem o acesso a qualquer site em todo o mundo - com a Avaaz nesta luta - Barbet

Salve a Internet - a pressão está funcionando!

Para todos os Membros do Congresso dos EUA:

Enquanto cidadãos preocupados, apelamos aos senhores e senhoras para que lutem por uma Internet livre e aberta, e votem contra o Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (PIPA) e a Lei de Combate à Pirataria Online (SOPA). A Internet é uma ferramenta muito importante para as pessoas ao redor do planeta trocarem ideias e trabalharem coletivamente na construção de um mundo que todos queremos. Insistimos que mostrem uma verdadeira liderança global e façam tudo que estiver ao seu alcance para proteger esse pilar fundamental das nossas democracias mundo afora.

Laerte Braga

LA PHRASES LES PLUS BELLES DE L’AMOUR EST DIT DANS LE SILENCE PENDANT UN OEIL - Barbet

Fragile
Barbet
22 Janeiro 2011


Ah! Como é frágil o ser "humano".
Na sua fragilidade alguns conseguem alçar vôos tão altos, que sequer conseguiríamos imaginar.
A capacidade de sonhar que tem o "homem",
Pobre coração que passa a vida a bater e por vezes quase consegue parar de tanta dor.
Mas OS sonhos permanecem,
Em alguns momentos se transformam em pesadelos.
Quando a dor é muito Grande e a mente se perde no emaranhado de idéias,
Quando não pode ver o "inimigo",
Na busca insana de culpar alguém,
Chega a "Deus".
Ele é o culpado!
Neste momento tudo que está a sua Volta torna-se pesado,
Calado, cai numa roda viva,
Lutando contra a própria
Vida.
***

ESTE VIDEO É A MINHA CARA ENTÃO SINTA-SE ABRAÇADA(O) POR MIM !!! ( ABRAÇOS DO RAY PINHEIRO )

O CIDADÃO OBJETO– O CASO PINHEIRINHO
Laerte Braga
Um relatório divulgado por organizações sindicais européias mostra que os cortes em pensões, aposentadorias, salários e as demissões em massa tanto nos serviços públicos como na iniciativa privada não resolvem o problema da insolvência de países como a Grécia, a Itália, Portugal, Espanha e num efeito dominó, França, começando a aproximar-se da Alemanha.
Os tais cortes orçamentários em serviços básicos, direitos do cidadão, saúde, educação, transportes, lazer, segurança, nada disso modifica a situação, sequer faz cócegas em todo esse emaranhado de “crises”, que é parte do capitalismo e por assim o ser, é parte do processo de exploração do homem pelo homem.
Mobilizações populares por democracia – no sentido de participação popular – não têm sentido e nem alcançam seus objetivos, é o que demonstra a chamada Primavera Árabe. Saiu Mubarak no Egito, permanece a ditadura exercida pelos militares e toda a ordem repressiva construída ao longo de todos esses anos.
Governos não governam segundo a vontade popular. Representam interesses de bancos, grandes corporações e latifúndios.
Para manter essa situação se valem de dois instrumentos poderosos. Um, de alienação absoluta e completa, a mídia de mercado. Outro de dissuasão, o poder das armas.
Nações como tal desaparecem e dão lugar a corporações. Mitt Romney, principal pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos tem feitos sistemáticas afirmações que o país precisa de um gerente. Reflete essa vocação de governos a serviço de corporações ao afirmar que “adoro demitir pessoas”.
O movimento sindical, com exceções como a Grécia, num ou outro país, transforma-se gradativamente em braço desse poder na presunção que concessões garantem empregos e abrem perspectivas de que mais à frente o bolo será refeito – sem nunca ter sido feito – e repartido de maneira justa.
A chamada nova ordem política e econômica tem dois pilares fundamentais. Ou se impõe sem maiores dificuldades se o processo de alienação gerado pela mídia de mercado alcançar êxito, ou caso contrário, pelas armas. É o que se viu na Líbia, como antes no Iraque e tentam a todo custo no Afeganistão, isso de forma explícita. No duro mesmo a Comunidade Européia, hoje, é apenas uma grande base militar desse complexo político e econômico, escorado no terrorismo de Estado e países de outras partes do mundo, vão sendo ocupados e recolonizados naquilo que, em 2002, César Benjamin chamou de “o século da recolonização”. Colômbia, Haiti, a Palestina negada aos Palestinos.
No Brasil o governo Lula desde os seus primeiros momentos foi atropelado pelos desmandos do governo FHC. País falido e privatizado. O presidente petista optou por consertar o inconsertável, equilibrou-se em precárias alianças políticas – precárias e caras –, quase escorrega e cai no episódio do mensalão, abriu seu espaço populista e mercê de indiscutível empatia com a grande maioria dos brasileiros, sinalizou estar gerando uma etapa de desenvolvimento com justiça social, quando, na verdade, criava apenas o “capitalismo a brasileira”
O ex-ministro chefe do Gabinete Civil José Dirceu é hoje um dos grandes consultores de empresas privadas do País e estreitamente ligado a Eike Batista, outro grande, mas esse predador em todos sentidos. Só fez colocar na testa - já que não pode fazê-lo mais no biquíni de Luma de Oliveira – o cartaz gerador de “progresso”.
É o que basta para no modelo e todo o seu entorno se possa acreditar que isso seja realidade.
Tucanos estão desmoralizados com o livro A PRIVATARIA TUCANA do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Toda a podridão do governo FHC e muito mais que isso, seus objetivos de criação de um grande entreposto do capital internacional, estão claros no trabalho do jornalista.
Mas nem um passo foi dado no sentido de retomar um caminho diverso do traçado por FHC e sua quadrilha. Os governos Lula e Dilma tentam sobreviver a armadilhas de efeito retardado deixadas nos seus percursos pelo tucanato e administram o inadministrável na torcida para que a crise que dissolve a Comunidade Européia não nos atinja com vigor maior que as dificuldades já visíveis num horizonte não tão distante assim.
A maior potência do mundo, como urso ferido, neste momento, reage de forma aguda e boçal – sua característica – à sua necessidade de sobrevivência como corporação.
Com uma característica que se percebe cada dia mais presente. Dilma virou definitivamente o comboio governamental a políticas neoliberais. Afasta-se aos poucos das políticas de integração latino-americana, abandona pilares da política externa do governo Lula, que foi decisiva na arquitetura do ex-presidente.
O resultado disso? Um absoluto vazio por maiores que sejam os índices de aprovação da presidente. Uma visão nebulosa dos dias futuros. Como se o Brasil fosse um corpo estranho a todo o mundo globalizado na ótica militar/econômica do grande irmão, os EUA, não importa que estejam decadentes.
Nesse conjunto desafinado e lembrando a música das beatas – a letra feita numa casa, a música feita noutra e uma tragédia no dia da procissão – o cidadão deixa de ser pessoa e vira “não pessoa” como conceitua o pensador norte-americano Noam Chomsky (um dos integrantes do 1% de norte-americanos que sabem que a Nicarágua fica na América Central).
É o caso do bairro Pinheiro na maior metrópole do Brasil, São Paulo.
Um criminoso comum, bandido sem entranhas, com varias prisões, respondendo a inúmeros processos e sabidamente especulador, em manobras que envolvem o prefeito Kassab, o governador Alckimin, setores do Judiciário (onde há resistência de poucos juízes íntegros), numa de suas massas falidas nas fraudes do dia a dia (é possível encontrá-las nos noticiários da bolsa de valores, sede principal dessas máfias) está prestes a conseguir que um bairro inteiro seja despejado para pagar suas dívidas junto a órgãos federais, estaduais e municipais e, no futuro, depois de todos regados a grossas propinas, seja transformado em mais um shopping (edificações destinadas a formar idiotas).
Milhares de pessoas em vias de serem postas no olho da rua por conta desse processo que privatiza a cidadão, tanto quanto vai transformando o Brasil em imenso país/continente de propriedades que se estendem, por exemplo, aos condomínios fechados no litoral (as praias privatizadas).
Se a juíza federal Roberta Monza Chiari compreendeu a relevância social do fato, concedendo liminar para suspender o despejo, o juiz Carlos Alberto Antônio Júnior tratou de liquidar com essa relevância social e em meio a firulas jurídicas retomar o caminho da reintegração de posse de uma área conseguida por um pilantra, através de pilantragem, numa jogada de pilantras.
Não há vontade manifesta do poder público, seja em que instância for – federal, estadual ou municipal – em resolver o problema com uma simples desapropriação por interesse social. Há submissão ao poder econômico, à máquina burocrática controlada por esses donos do País, há total e absoluta privatização do cidadão comum, o objeto que não interessa ao novo conceito que substitui o de nação. Os grandes conglomerados financeiros, empresariais e o latifúndio.
A resistência dos moradores de Pinheirinho transcende a Pinheirinho. Pinheirinho neste momento é o trabalhador brasileiro. Não queremos ser um país de classe média como afirma a presidente Dilma Roussef. E muito menos um país moldado pela mídia de mercado e suas catástrofes construídas na alienação geral e absoluta que buscam promover.
O sentido dessa luta é de todos nós e é o de uma história consciente. Onde o quantitativo se transforma em apropriação histórica qualitativa. De todos os instrumentos de produção o maior poder produtor é a própria classe revolucionária, é o que ensina Marx.
Já andam lendo Marx até em Wall Street. Não com esse sentido, de promover uma revolução socialista. Mas de apertar mais o torniquete, o garrote.
Ao longo dos tempos a burguesia é a única classe que sempre venceu.
Pinheirinho é o símbolo de uma luta que tem que buscar as ruas, como os estudantes em Vitória, em Teresina, os professores em todos os cantos do Brasil. Os estudantes no Chile e as multidões em praças de países árabes.
Não há a menor possibilidade de deixarmos de ser “não pessoas” para esses senhores se não formos às ruas, com objetivos claros e definidos e percebendo que vivemos uma etapa do processo histórico em que pouco importa qual seja o governo, pois um é com areia, outro é com vaselina, no fundo são a mesma coisa.
Do contrário daqui a pouco estaremos decidindo sobre se o melhor candidato é aquele que não sua meia soquete branca. Eleições nessa estrutura político institucional que temos não nos levam a lugar algum. Mas organização popular e luta popular, essas sim.
E não há outra alternativa. É questão de sobrevivência. Ou breve, legiões de zumbis pelas ruas das grandes metrópoles e das não metrópoles.
E pior que isso, começam a sair das catacumbas as vozes de 1964. Que a rigor, só trocaram de roupa e aparência. O jeito truculento de ser permanece, mas nos lábios um sorriso “democrático”. Tem razão Fidel Castro quando afirma que marchamos para um abismo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Participem da Manifestação Nacional Crueldade Nunca Mais - Os animais precisam da sua voz! - Evandro


DATA DA MANIFESTAÇÃO: 22 DE JANEIRO DE 2012 (DOMINGO) - HORÁRIO: 10h00
Todos juntos sairemos na luta pelo respeito aos animais. A manifestação acontecerá simultaneamente em várias cidades do Brasil.
CLIQUE AQUI para ver todas as cidades e locais confirmados.

REIVINDICAÇÃO:
PENALIZAÇÃO CORRETA E EFETIVA PARA QUEM COMETE CRUELDADES E MAUS TRATOS AOS ANIMAIS!OS ANIMAIS PEDEM JUSTIÇA!
A lei atual é branda e não pune devidamente quem comete crimes contra animais.
Esta manifestação é o início de uma série de ações para uma penalização correta contra a crueldade aos animais.
A petição oficial do movimento (abaixo assinado) tem por objetivo coletar 1 milhão e meio de assinaturas em todo país, e já está sendo elaborada.
Para assiná-la, cadastre seu e-mail no site www.crueldadenuncamais.com.br e aguarde nosso contato.
SUA PARTICIPAÇÃO É FUNDAMENTAL!
JUNTE-SE A NÓS E LUTE POR ELES!

NORMAS:
- A manifestação CRUELDADE NUNCA MAIS é um movimento PACÍFICO e respeitador das leis, idealizado e organizado pelos protetores de animais do Brasil, o qual será o início de uma série de ações que visam a penalização correta para crimes de maus tratos aos animais.
- Os animais não deverão ser levados à manifestação.
- Cada cidade organizará o formato da manifestação de acordo com as normas e condições locais.
- Os manifestantes deverão levar sacolinhas para a coleta do lixo.
- Os manifestantes poderão levar cartazes e faixas com as seguintes frases:

OS ANIMAIS PEDEM JUSTIÇA!
CRUELDADES CONTRA ANIMAIS: LEIS MAIS RÍGIDAS E CADEIA!
OS ANIMAIS NÃO VOTAM, MAS NÓS SIM!
CRIMES CONTRA ANIMAIS DEVEM SER PUNIDOS COM RIGOR!
CHEGA DE IMPUNIDADE PARA CRIMES CONTRA ANIMAIS!
BRASIL, MOSTRA A TUA CARA LIMPA DE CRUELDADE!
- As faixas deverão ter no máximo 2m de largura.
- Frases ofensivas e que incitam a violência não serão permitidas.


CLIQUE AQUI PARA VER AS DIRETRIZES ESTABELECIDAS PARA A MANIFESTAÇÃO DE SÃO PAULO - SP.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

[Carta O BERRO] O mundo do dinheiro e seus heróis. por Emir Sader - Vanderley Caixe

Emir Sader: O MUNDO DO DINHEIRO E SEUS HERÓIS

Por Emir Sader

Até certo momento, os ricos ou escondiam sua riqueza ou tratavam de passar despercebidos, como se não ficasse bem exibir riqueza em sociedades pobres e desiguais. Ou até, também, para escapar da Receita.

De repente, o mundo neoliberal - esse em que tudo vale pelo preço que tem, em que tudo tem preço, em que tudo se vende, tudo se compra – passou a exibir a riqueza como atestado de competência. Nos EUA, se deixou de falar de pobres, para falar de “fracassados”. Numa sociedade que se jacta de dar oportunidade para todos, numa “sociedade livre, aberta”, quem não deu certo economicamente é por incompetência ou por preguiça.

Ser rico é ter dado certo, é demonstrar capacidade para resolver problemas, ter criatividade, se dar bem na vida etc., etc. Até certo momento. as biografias que se publicavam eram de grandes personagens da historia universal – governantes, líderes populares, gênios musicais, detentores de grandes saberes. A partir do neoliberalismo, as biografias de maior sucesso passaram as ser as dos milhardários, que supostamente ensinam o caminho das pedras para os até ali menos afortunados.

Todos dizem que nasceram pobres, subiram na vida graças à tenacidade, à criatividade, ao trabalho duro, ao espírito de sacrifício. Tiveram tropeços, mas não desistiram, leram algum guru de autoajuda que os fez aumentarem sua autoestima, acreditarem mais em si mesmos, recomeçarem do zero, até chegarem ao sucesso indiscutível.

Seus livros se transformam em ‘best-sellers’, vendem rapidamente – até que vários deles caem em desgraça, porque flagrados em algum escândalo -, eles viajam o mundo dando entrevistas e vendendo seu saber que, se fosse seguido por seus leitores, produziria um mundo de ricos e de pessoas realizadas e felizes como eles.

Quem vai publicar um livro de um “fracassado”? Só mesmo se fosse para que as pessoas soubessem quais os caminhos errados, aqueles que não deveriam seguir, se querem ser ricos, bonitos e felizes. O mundo do trabalho, da fábrica, do sindicato, dos movimentos de bairro, das comunidades – mundo marginal e marginalizado.

Programas de televisão exaltam os ricos, os bem-sucedidos, as mulheres que exibem sua elegância, sua falta de pudor de gastar milhões na Daslu e nas viagens a Nova York e a Paris. Ninguém quer ver gente feia, pobre, desamparada, que só frequenta os noticiários policiais e de calamidades naturais. As telenovelas têm como cenários os luxuosos apartamentos da zona sul do Rio e dos jardins de São Paulo, com belas mulheres e homens que não trabalham, no máximo administram empresas de sucesso. Os pobres giram em torno deles – empregadas domésticas, entregadores de pizza, donos de botecos -, sempre como coadjuvantes do mundo dos ricos, que propõem o tipo de vida que as pessoas deveriam ter, se quiserem ser ricos, bonitos, felizes.

Esse mundo fictício esconde os verdadeiros mecanismos que geram a riqueza e a pobreza, os meios sociais – os bancos por um lado, as fábricas por outro – em que se geram a riqueza e a fortuna, a especulação e a expropriação do trabalho alheio. Em que estão os vilões e os heróis das nossas sociedades.”

FONTE: escrito por Saul Leblon no site “Carta Maior” (http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=856).

[Carta O BERRO] El Pacto: Série argentina mostra como principais órgãos de comunicação do país usaam a ditadura para ficar com a Papel Prensa. - Vanderley Caixe

El Pacto: Série argentina mostra como principais órgãos de comunicação do país usaram a ditadura para ficar com a Papel Prensa -


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"El golpe cívico militar que se efectuó em 1976 tenía como objetivo cambiar el mapa económico argentino.

Repartir más entre los que más teníam.
Y terminar com la idea de um país más justo e inclusivo.

Para eso necesitaban desaparecer y asesinar a miles de personas, además de la apropriación de bebés y el robo de empresas.

Uno de los botines mas preciados fue la fábrica de papel celulosa que se venía desarrollando desde un tiempo antes.

Ese despojo fue organizado por la Junta Militar, en complicidad com los dueños de los diarios más importantes del país.

Esta serie se refiere a los hechos de ese caso."

Assim começa o 13º e último capítulo da série argentina El Pacto, que foi ao ar no último dezembro na TV argentina.

"El pacto" es la historia de una abogada especializada en delitos económicos que investiga un caso que cambiará su vida y la de su familia.

Lucía Córdova (Cecilia Roth) comienza a investigar el caso de la liquidación de una empresa con el fin de restablecerle a su anterior dueño las garantías del proceso judicial. Pero internándose en los avatares del caso y viendo los nombres que aparecen (todos importantes personajes históricos del pasado más reciente), se da cuenta que detrás de eso hay algo más grande, un delito mayor. Pronto, las víctimas de aquel despojo comienzan a interesarla en continuar y profundizar la investigación, llegando a inquietar al empresario más comprometido en la causa, que es el dueño de un diario muy importante quien cometió uno de los delitos más aberrantes: su complicidad con la dictadura para obtener una empresa.

"El pacto" es una serie de 13 capítulos, un thriller de suspenso cruzado por historias melodramáticas.

Este unitario es uno de los ganadores del concurso "Ficción para Todos", junto con "Maltratadas", "Historias de la primera vez" y "Vindica" (transmitidos también por América), y "Decisiones de vida", "Televisión por la inclusión", "Proyecto Aluvión", "Los sónicos" (emitidos por Canal 9) y El paraíso, con los cuales el Instituto Nacional de Ciencias y Artes Audiovisuales (INCAA) promueve la realización de programas para ser emitidos en alta definición.

La historia se centra en la venta de Papel prensa durante la última dictadura militar, y Mike Amigorena encarna a un controvertido personaje similar a Héctor Magnetto, CEO del Grupo Clarín. [Fonte]

Para assistir a todos os 13 capítulos do seriado em alta definição, clique aqui e vá ao site oficial de El Pacto.

Enquanto isso, ficamos no aguardo do prometido filme "O dia que durou 21 anos", realizado a partir de material da excelente série apresentada na TV Brasil no ano passado, que comentamos e publicamos aqui.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Bunker Roy: Aprendendo com um movimento pés descalços - Mon Poète

No Rajastão, na Índia, um professor extraordinário ensina pessoas (mulheres e homens) em comunidades rurais – muitas delas iletradas – como tornarem-se engenheiras de energia solar, artesãs, dentistas e médicas em seus próprios povoados. É a chamada Universidade Barefoot (Pés Descalços) e seu fundador, Bunker Roy, nos explica como ela funciona.

[Carta O BERRO] O imperialismo e o “anti-imperialismo” dos tolos - Vanderley Caixe

O imperialismo e o “anti-imperialismo” dos tolos
por James Petras
Um dos grandes paradoxos da história são os políticos imperialistas que apregoam estar empenhados numa grande cruzada humanitária, um "missão civilizadora" histórica destinada a libertar nações e povos, enquanto praticam as mais bárbaras conquistas, guerras destrutivas e banhos de sangue em grande escala de povos conquistados de que há memória histórica.
Na moderna era capitalista, as ideologias dos dominadores imperiais variaram ao longo do tempo, desde os primitivos apelos ao “direito” à riqueza, poder, colônias e grandeza até as afirmações posteriores de uma “missão civilizadora”. Mais recentemente os dominadores imperiais têm propalado justificações muito diversas, adaptadas a contextos, adversários, circunstâncias e públicos específicos.
Este ensaio estará concentrado na análise dos argumentos ideológicos contemporâneos do império estadunidense para legitimar guerras e sanções a fim de manter a dominação.
Contextualizando a ideologia imperial
A propaganda imperialista varia consoante seja dirigida contra um competidor pelo poder global ou como uma justificação para a aplicação de sanções ou ainda a entrada em guerra aberta contra um adversário sócio-político local ou regional.
Em relação a competidores imperiais estabelecidos (Europa) ou em ascensão na economia mundial (China), a propaganda imperial dos EUA variou ao longo do tempo. Antigamente, no século XIX, Washington proclamou a “Doutrina Monroe”, denunciando esforços europeus para colonizar a América Latina, privilegiando os seus próprios desígnios imperiais naquela região. No século XX, quando os decisores imperiais dos EUA estavam deslocando a Europa dos recursos primários baseados nas colônias no Oriente Médio e África, aproveitou-se de vários temas. Condenou “formas de dominação colonial” e promoveu transições “neo-coloniais” que acabaram com monopólios europeus e facilitaram a penetração corporativa de multinacionais estadunidenses. Isto ficou claramente evidente durante e após a IIa. Guerra Mundial, nos países petrolíferos do Oriente Médio.
Durante a década de 1950, quando os EUA assumiram o primado imperial e surgiu o nacionalismo anti-colonial, Washington forjou alianças com potências coloniais em declínio para combater um inimigo comum e incentivar poderes pós coloniais a combatê-lo. Mesmo com a recuperação económica pós IIa. Guerra Mundial, com o crescimento e unificação da Europa, ela ainda atuou em conjunto e sob a liderança dos EUA na repressão militar de insurgências e regimes nacionalistas. Quando se verificavam conflitos e competição entre os EUA e regimes, bancos e empresas europeias, os mass media (IMPRENSA) de cada região publicavam “descobertas de investigação” revelando as fraudes e malfeitorias dos seus competidores – e as agências reguladoras dos EUA impunham multas pesadas sobre os seus colegas europeus, fazendo vistas grossas à práticas semelhantes das firmas financeiras da Wall Street.
Em tempos recentes a maré ascendente do imperialismo militarista e das guerras coloniais alimentadas por procuradores israelenses no estado dos EUA levaram a algumas sérias divergências entre o imperialismo estadunidense e o europeu. Com a exceção da Inglaterra, a Europa assumiu um mínimo compromisso simbólico com as guerras dos EUA e a ocupação do Iraque e Afeganistão. A Alemanha e a França concentraram-se em expandir seus mercados de exportação e suas capacidades econômicas, deslocando os EUA em grandes mercados e locais com recursos. A convergência dos EUA e de impérios europeus levou à integração de instituições financeiras e às subsequentes crises e colapso comuns mas sem qualquer política coordenada de recuperação. Ideólogos dos EUA propagaram a ideia de uma “União Europeia em declínio e decadência”, ao passo que ideólogos europeus enfatizaram os fracassos dos “mercados livres” anglo-americanos e as fraudes da Wall Street.
Ideologia imperial, potências econômicas em ascensão e desafios nacionalistas
Há uma longa história de “anti-imperialismo” imperialista, condenações, revelações e indignações morais patrocinadas oficialmente dirigidas exclusivamente contra rivais imperialistas, potências emergentes ou simplesmente competidoras, as quais em alguns casos estão simplesmente a seguir as pegadas das potências imperiais estabelecidas.
No seu auge, os imperialistas ingleses justificavam sua pilhagem em escala mundial de três continentes perpetuando a "Lenda negra" da “crueldade excepcional” do império espanhol para com povos indígenas da América Latina, enquanto empenhava-se no maior e mais lucrativo tráfico africano de escravos. Enquanto os colonialistas espanhóis escravizavam os povos indígenas, os colonizadores anglo-americanos exterminavam-nos...
Na preparação para a IIa. Guerra Mundial, as potências imperiais europeias e dos EUA, enquanto exploravam colônias asiáticas condenavam a invasão e colonização da China pela potência imperial japonesa. O Japão, por sua vez, afirmava estar a liderar forças da Ásia no combate contra o imperialismo ocidental e projetava uma esfera de “co-prosperidade” pós colonial de parceiros asiáticos em pé de igualdade.
A utilização imperialista da retórica moral “antiimperialista” foi concebida para enfraquecer rivais e era destinada a diversos públicos. De fato, em momento algum a retórica antiimperialista serviu para “libertar” qualquer dos povos colonizados. Em quase todos os casos a potência imperial vitoriosa apenas substituía uma forma de domínio colonial ou neocolonial por outra.
O “antiimperialismo” dos imperialistas é destinado aos movimentos nacionalistas dos países colonizados e ao seu público interno. Imperialistas britânicos fomentaram levantamentos entre as elites agro-mineiras na América Latina prometendo “comércio livre” contra o domínio mercantilista espanhol; eles apoiaram a “autodeterminação” dos proprietários escravocratas de plantações de algodão nos Sul dos EUA contra a União; eles apoiaram as reivindicações territoriais dos líderes tribais iroqueses contra os revolucionários anticoloniais estadunidenses explorando agravos legítimos para fins imperiais.
Durante a IIa. Guerra Mundial, os imperialistas japoneses apoiaram um setor movimento nacionalista anticolonial na Índia contra o Império britânico. Os EUA condenaram o domínio colonial espanhol em Cuba e nas Filipinas e foram à guerra para “libertar” os povos oprimidos da tirania e ali permaneceram para impor um reino de terror, exploração e domínio colonial...
As potências coloniais procuram dividir os movimentos anticoloniais e criar futuros “dominadores clientes” quando e se tiverem êxito. A utilização da retórica antiimperialista foi concebida para atrair dois conjuntos de grupos. Um grupo conservador com interesses políticos e econômicos comuns com a potência imperial, os quais partilhavam a sua hostilidade para com nacionalistas revolucionários e que procuram acumular maior vantagem ligando as suas fortunas a uma potência imperial e ascensão. Um setor radical do movimento aliava-se taticamente com a potência imperial em ascensão, com a ideia de utilizá-la para assegurar recursos (armas, propaganda, veículos e ajuda financeira) e, uma vez assegurado o poder, descartá-lo. Na maioria dos casos, neste jogo de manipulação mútua entre império e nacionalistas, os primeiros venceram tanto antes como hoje.
A retórica imperialista “antiimperialista” era igualmente destinada ao público interno, especialmente em países como os EUA que valorizavam sua herança anticolonial do século XVIII. O objetivo era ampliar a base da construção do império para além dos empedernidos lealistas, militaristas e beneficiários corporativos do império. O seu apelo procura incluir liberais, pessoas humanitárias, intelectuais progressistas, moralistas religiosos e laicos e outros “formadores de opinião” que tivessem uma certa influência entre o público mais amplo, as pessoas que teriam de pagar com as suas vidas e dinheiro para impostos pelas guerras inter-imperialistas e coloniais.
Os porta-vozes oficiais do império publicitam atrocidades reais e falsificadas dos seus rivais imperiais e destacam os infortúnios das vítimas colonizadas. A elite corporativa e os militaristas empedernidos pedem ação militar para proteger a propriedade, ou tomar recursos estratégicos; as pessoas com sentimentos humanitários e progressistas denunciam os “crimes contra a humanidade” e refletem os apelos “a fazer algo concreto” para salvar as vítimas do genocídio. Setores da esquerda juntam-se ao coro, descobrindo um setor de vítimas que se ajusta à sua ideologia abstrata e pedem às potências imperiais para “armarem o povo para que se liberte” (sic).
Ao conceder apoio moral e um verniz de respeitabilidade à guerra imperial, com a deglutição da “guerra para salvar vítimas” os progressistas tornam-se o protótipo do “anti-imperialismo dos tolos”.
Tendo assegurado vasto apoio público na base do “antiimperialismo”, as potências imperialistas sentem-se livres para sacrificar vidas de cidadãos e o tesouro público, para prosseguir a guerra, alimentada pelo fervor moral de uma causa justiceira. Quando a carnificina se arrasta e as baixas crescem e o público aborrece-se com a guerra e o seu custo, o entusiasmo de progressistas e esquerdistas transforma-se em silêncio ou pior, hipocrisia moral com afirmações de que “a natureza da guerra mudou” ou “que isto não é a espécie de guerra que tínhamos em mente...”. Como se os feitores da guerra alguma vez pretendessem consultar os progressistas e a esquerda sobre como e porque deveriam empenhar-se em guerras imperiais!
No período contemporâneo as guerras imperiais “antiimperialistas” e a agressão foram grandemente ajudadas pela cumplicidade de “bases” bem financiadas chamadas “organizações não governamentais”(ONGs) as quais atuam na mobilização de movimentos populares que podem “convidar” à agressão imperial. (P. ex., é o que a AVAAZ esta fazendo na Síria – Nota da redecastorphoto)
Ao longo das últimas quatro décadas o imperialismo estadunidense fomentou pelo menos duas dúzias de movimentos “de base” que destruíram governos democráticos ou dizimaram estados de previdência colectivista ou provocaram grandes danos às economias de países alvos.
No Chile, durante os anos 1972-73 sob o governo eleito democraticamente de Salvador Allende, a CIA financiou a proporcionou apoio importante – via AFL-CIO – a proprietários privados de caminhões para paralisar o fluxo de bens e serviços. Também financiaram uma greve de um setor do sindicato de trabalhadores do cobre (na mina El Teniente) a fim de reduzir a produção de cobre e as exportações, na preparação para o golpe. Depois de os militares tomarem o poder vários responsáveis do sindicato democrata-cristão “da base” participaram no expurgo de ativistas de esquerda eleitos do sindicato. Não é preciso dizer que imediatamente os proprietários de caminhões e trabalhadores do cobre acabaram a greve, abandonaram suas exigências e a seguir perderam todos os direitos de negociação!
Na década de 1980 a CIA, através de canais do Vaticano, transferiu milhões de dólares para apoiar o “Sindicato Solidariedade” na Polónia, transformando num herói o líder dos trabalhadores dos estaleiros de Gdansk, Lech Walesa, o qual atuou como ponta de lança na greve geral para deitar abaixo o regime. Com o seu derrube também foram derrubadas a garantia de emprego, a segurança social e a militância sindical: os regimes neoliberais reduziram a força de trabalho em Gdansk em cinquenta por cento e finalmente encerraram o estaleiro, dando um pontapé em toda a força de trabalho.
Walesa aposentou-se com uma magnífica pensão presidencial, enquanto os seus antigos colegas de trabalho vagueavam nas ruas e os novos dominadores “independentes” da Polônia proporcionavam bases militares para a NATO e mercenários para guerras imperiais no Afeganistão e no Iraque.
Em 2002 a Casa Branca, a CIA, a AFL-CIO e ONGs, apoiadas por militares, homens de negócios e burocratas sindicais venezuelanos dirigiram um golpe “das bases” que derrubou o presidente Chavez democraticamente eleito. Em 48 horas uma mobilização autêntica com um milhão de pessoas dos pobres urbanos apoiados por militares constitucionalistas derrotou os ditadores apoiados pelos EUA e repôs Chávez no poder. Subsequentemente, executivos do petróleo dirigiram um lockout apoiado por várias ONGs financiadas pelos EUA. Eles foram derrotados pela tomada da indústria do petróleo pelos trabalhadores. O golpe fracassado e o lockout custaram à economia venezuelana bilhões de dólares em rendimento perdido e provocaram um declínio de dois algarismos no PIB.
Os EUA apoiaram “bases” de jihadistas armados para libertar a “Bósnia” e armaram as “bases” terroristas do Exército de Libertação do Kosovo para despedaçar a Iugoslávia. Quase toda a esquerda ocidental alegrou-se quando os EUA bombardearam Belgrado, degradaram a economia e afirmaram estar “respondendo a um genocídio”. O “livre e independente” Kosovo tornou-se um enorme mercado de escravas brancas, passou a abrigar a maior base militar dos Estados Unidos na Europa, com a mais elevada migração per capita de qualquer país da Europa.
A estratégia imperial das “bases” combina retórica humanitária, democrática e antiimperialista com ONGs pagas e treinadas, com blitzes de IMPRENSA para mobilizar a opinião pública ocidental e especialmente “prestigiosos críticos morais de esquerda” (caso típico da Anistia Internacional “Human Rights Watch”– Nota da redecastorphoto) por trás das suas tomadas de poder.
A consequência de movimentos imperiais promovidos a “anti-imperialistas”: Quem ganha e quem perde?
O registo histórico dos movimentos “de base” imperialistas promovidos a “antiimperialistas” e “pró democracia” é constantemente negativo. Vamos resumir brevemente os resultados. No Chile a greve “de base” dos proprietários de caminhões levou à brutal ditadura militar de Augusto Pinochet e a cerca de duas décadas de tortura, assassinatos, prisão e exílio forçados de centenas de milhares, à imposição de brutais “políticas de mercado livre” e à subordinação às políticas imperiais dos EUA. Em resumo, as corporações multinacionais do cobre estadunidenses e a oligarquia chilena foram os grandes vencedores e a massa da classe trabalhadora e os pobres urbanos e rurais os grandes perdedores.
Os EUA apoiaram “levantamentos da base” na Europa Oriental contra a dominação soviética levou à dominação estadunidense; à subordinação à OTAN ao invés do Pacto de Varsóvia; à transferência maciça de empresas públicas nacionais, bancos e imprensa para multinacionais ocidentais.
A privatização de empresas nacionais levou a níveis sem precedentes de desemprego com dois algarismos, disparo de rendas e o crescimento da pobreza entre pensionistas. As crises induziram a fuga de milhões dos trabalhadores mais educados e qualificados e à eliminação da saúde pública gratuita, da educação superior e estabelecimentos de férias para trabalhadores.
Nos estados hoje capitalistas da Europa Oriental e da URSS gangs criminosas altamente organizadas desenvolveram prostituição em grande escala e redes de droga; “empresários gangsters” estrangeiros e locais apresaram empresas públicas lucrativas e formaram uma nova classe de super oligarcas. Políticos de partidos eleitorais, pessoas de negócios locais e profissionais ligadas a “parceiros” ocidentais foram os vencedores socioeconômicos. Pensionistas, trabalhadores, agricultores coletivos, juventude desempregada foram os grandes perdedores juntamente com os anteriormente subsidiados artistas culturais. Bases militares na Europa Oriental tornaram-se a primeira linha do império para ataque militar à Rússia e o alvo de qualquer contra-ataque.
Se medirmos as consequências da mudança no poder imperial, é claro que os países da Europa Oriental tornaram-se ainda mais subservientes sob os EUA e a UE do que sob a Rússia. Crises financeiras induzidas pelo ocidente devastaram suas economias.
Tropas da Europa Oriental serviram em mais guerras imperiais sob a OTAN do que sob a influência soviética; a IMPRENSA e a cultura estão sob o controle comercial do ocidente. Acima de tudo, o grau de controle imperial sobre todos os setores econômicos excedeu de longe qualquer coisa que tenha existido sob os soviéticos. O movimento“de bases” na Europa Oriental teve êxito em aprofundar e estender o Império dos EUA; os advogados da paz, justiça social, independência nacional, de um renascimento cultural e bem-estar social com democracia foram os grandes perdedores.
Liberais ocidentais, progressistas e gente de esquerda que se apaixonou pelo “antiimperialismo” promovido pelos imperialistas são também grandes perdedores. Seu apoio ao ataque da OTAN à Iugoslávia levou ao despedaçar de um estado multinacional e à criação de enormes bases militares da OTAN e a um paraíso para traficantes de escravas no Kosovo. Seu apoio cego à promovida “libertação” imperial da Europa Oriental devastou o estado previdência, eliminando a pressão sobre os regimes ocidentais da necessidade de competir em disposições de bem-estar.
Os principais beneficiários dos avanços imperiais do ocidente via levantamentos “de base” foram as corporações multinacionais, Pentágono e os neoliberais do livre mercado de extrema direita. Quando todo o espectro político se move para a direita um setor da esquerda e progressistas finalmente salta para o comboio. Os moralistas de esquerda perderam credibilidade e apoio, seus movimentos de paz minguaram, suas “críticas morais” perderam ressonância. A esquerda e progressistas que foram a reboque dos “movimentos de base” apoiados pelo império, quer em nome do “anti-stalinismo”, “pró democracia” ou “antiimperialismo” nunca se empenharam em qualquer reflexão crítica; nenhum esforço para analisar as consequências negativas a longo prazo das suas posições em termos de perdas de bem-estar social, independência nacional ou dignidade pessoal.
A longa história da manipulação imperialista de narrativas “antiimperialistas” encontrou expressão virulenta nos dias de hoje. A Nova Guerra Fria lançada por Obama contra a China e a Rússia, a guerra quente que fermenta no Golfo sobre a alegada ameaça militar do Irã, a ameaça intervencionista contra “redes de droga” da Venezuela e o “banho de sangue” da Síria são parte integrante da utilização e abuso do “antiimperialismo” para promover um império em declínio.
Esperançosamente, os escritores de esquerda aprenderão com as ciladas ideológicas do passado e resistirão à tentação de terem acesso à IMPRENSA proporcionando uma “cobertura progressista” a dúbios “rebeldes” imperiais.
Já é tempo de distinguir entre movimentos antiimperialistas e pró democracia genuínos e aqueles promovidos por Washington, OTAN e a IMPRENSA.
30/Dezembro/2011

"Rumo ao abismo" - Laerte Braga

Quando se olha a História ao longo dos tempos é possível, até nos mais simples livros escolares, independente da convicção de um ou outro, identificar líderes que foram capazes de provocar mudanças extraordinárias na caminhada do ser humano.


É claro, que na perspectiva do processo histórico e suas condições objetivas, até porque Trotsky disse com propriedade que “as massas estão sempre à frente dos dirigentes”. A frase veio antes dos dirigentes descobrirem a mídia como fator de alienação, como anestesia. Basta olhar a chamada Primavera Árabe. Deu em que? Sem direção, sem caminhos definidos, em nenhum dos dois países onde os governantes foram derrubados por protestos populares, Tunísia e Egito, houve qualquer mudança.
A afirmação de Fidel Castro em seu primeiro pronunciamento no ano de 2012 fala em um robô para governar os EUA e numa marcha, que segundo o líder cubano, poderia ser chamada de inexorável para o abismo. Guerras insanas e degradação ambiental.
Afirmar que o capitalismo esgotou-se não significa estar afirmando que o capitalismo vai dar lugar a um modelo político e econômico diverso. O momento mostra a insânia capitalista, a voracidade capitalista num ataque de terra arrasada numa tentativa tanto de sobrevivência, como de “depois de mim o caos”.
Toynbee escreveu sobre esse caos. Segundo o notável historiador inglês o gasto excessivo e inacreditável com armas e o poder cada vez mais destruidor dessas armas, por si só indicava o caminho de uma guerra de destruição total. Foi mais além. Destruição seguida de uma retomada do puritanismo mais agudo que se possa imaginar.
Quem olha Obama, ou qualquer governante recente dos EUA, enxerga apenas uma figura minúscula aos olhos da História, um blefe, uma farsa, produto do marketing que permeia o mundo contemporâneo, do espetáculo que dá o norte de nossos dias.
Fidel é o último dos grandes líderes da História a sobreviver à mediocridade. Por essa razão capaz de enxergar para além do noticiário de todos os dias que a mídia despeja sobre o ser humano em forma de verdade, vendendo as mentiras do capitalismo.
As escavações feitas por arqueólogos em várias partes do mundo mostram uma riqueza transformadora – sem análise de mérito ou modelo – impressionante. Daqui a mil anos os arqueólogos do futuro irão se espantar apenas com as suntuosas sedes dos bancos e das grandes corporações.
É nessa fase do processo que se esvai o conceito de nação e nações. São substituídas por complexos formados pelo sistema financeiro, pelas grandes corporações e em países como o Brasil, também pelo latifúndio (o latifundiário é um sobrevivente da pré-história, bestial, animalesco e predador).
Não há um único país capitalista que seja governado segundo a vontade popular. Governos eleitos pelo voto, naquilo que conhecemos e chamamos de democracia, governam para clubes de amigos e inimigos cordiais (às vezes nem tanto).
O que é a junta militar que governa o Egito? Ou o governo da Grécia? Os índices de rejeição de Nicolas Sarkozy na França são os mais altos desde que assumiu o governo, mas a perspectiva de reeleição de Sarlozy ainda existe, é real.
O capitalismo vende crises porque necessita de crises para sobreviver. Guerreia, porque necessita das guerras para sobreviver. E cada vez mais.
O primado da boçalidade instala-se com todo o vigor possível, com todo os seus requintes tecnológicos de uma nova Idade Média. A Idade Média da Tecnologia.
Marchamos para um abismo sim. O diagnóstico de Fidel Castro é o diagnóstico preciso de um líder que foi capaz de numa minúscula ilha (território) desfechar um processo revolucionário que por mais que possa parecer inacreditável, atemoriza os senhores do mundo.
De quem enxerga a História e sabe entender e situar o seu processo. De quem os encontrou em Marx.
Um robô governaria os EUA sem os atropelos de um farsante como Barack Obama. Ou um louco como George Bush. A máquina de guerra, na contradição de 40 milhões de indigentes, é como uma besta fera alimentando-se do mundo em seu apetite insaciável de império que vive a decadência.
O que é a Europa Ocidental hoje? Um amontoado de bases militares dos EUA. Países colonizados pelo modelo e submetidos a governos minúsculos a partir de Washington. O que é a Rússia hoje? Um país devastado pelo capitalismo e todos os seus efeitos colaterais, submetido a uma ditadura disfarçada de um líder menor, Vladimir Putin. E atrás da Rússia todos os países da antiga União Soviética. E assim a África e a Ásia, sem falar no “milagre” capitalista da China.
O líder cubano Fidel Castro sugeriu nesta segunda-feira que um robô seria a melhor solução para substituir o presidente Barack Obama na Casa Branca, diante da ausência de ‘um candidato capaz de evitar uma guerra que acabe com a espécie humana’.
"Não é por acaso óbvio que o pior de tudo é a ausência na Casa Branca de um robô capaz de governar os Estados Unidos e impedir uma guerra que ponha fim à vida de nossa espécie?”
"Estou certo de que 90% dos americanos inscritos (para as eleições de novembro), especialmente os hispânicos, e o crescente número da classe média empobrecida, votariam no robô’.
Fidel Castro destacou que, para Obama, um bom articulador de palavras, imerso em sua busca desesperada pela reeleição, os sonhos de Martin Luther King distam mais anos-luz do que a Terra do planeta habitável mais próximo’.
"Pior ainda: qualquer dos congressistas republicanos presidenciáveis, ou um líder do (movimento republicano conservador) Tea Party carrega mais armas nucleares em suas costas do que idéias de paz em sua cabeça’.
“Os povos gostam do espetáculo. Através dele dominamos seu espírito e seu coração” – Luís XIV –
É o que faz o capitalismo nos dias de hoje. Um show de pirotecnia de bombas inteligentes matando centenas de milhares de líbios, afegãos, iraquianos, colombianos, assassinando mundo afora “inimigos de Estado”, enquanto milhões de postam em filas quilométricas pela última invenção do “gênio” morto precocemente, nos vários magazines desse espetáculo.
“Escolhido o papel, falta montar o espetáculo. Buscando inspiração nas técnicas teatrais ou cinematográficas, para melhor confundir a arte política e o artifício. Ajustando-se à mediapolítica, à política tal como a degradaram os mass media, a grande imprensa, o rádio e a televisão. Entregando-se à indústria do espetáculo político animado pelos compaign managers (Roger Gérard Schwartzenberg, O ESTADO ESPETÁCULO, 1978, DIFEL, RJ).
Se no Brasil tivemos FHC e seu espelho mágico, nos EUA existe Obama, como existiram Bush, Clinton, Reagan e outros, a perguntar se existe alguém maior que eles.
Existe. Fidel Castro. E não foram poucas as vezes que tentaram envenená-lo.