domingo, 15 de julho de 2012

A mensagem de Viktor Frankl - Antônio Amâncio


No dia 2 de setembro [de 1997] morreu, aos 92 anos, um dos homens realmente grandes deste século. Acabo de escrever isto e já tenho uma dúvida: não sei se o médico judeu austríaco Viktor Frankl pertenceu mesmo a este século. Pois ele só viveu para devolver aos homens o que o século XX lhes havia tomado - e não poderia fazê-lo se não fosse, numa época em que todos se orgulham de ser "homens do seu tempo", alguém muito maior do que o século.
Viktor Emil Frankl, nascido em Viena em 26 de março de 1905, foi grande nas três dimensões em que se pode medir um homem por outro homem: a inteligência, a coragem, o amor ao próximo. Mas foi maior ainda naquela dimensão que só Deus pode medir: na fidelidade ao sentido da existência, à missão do ser humano sobre a Terra.
Homem de ciência, neurologista e psiquiatra, não foi o estudo que lhe revelou esse sentido. Foi a temível experiência do campo de concentração. Milhões passaram por essa experiência, mas Frankl não emergiu dela carregado de rancor e amargura. Saiu do inferno de Theresienstadt levando consigo a mais bela mensagem de esperança que a ciência da alma deu aos homens deste século.
O que possibilitou esse milagre singular foi a confluência oportuna de uma decisão pessoal e dos fatos em torno. A decisão pessoal: Frankl entrou no campo firmemente determinado a conservar a integridade da sua alma, a não deixar que seu espírito fosse abatido pelos carrascos do seu corpo. Os fatos em torno: Frankl observou que, de todos os prisioneiros, os que melhor conservavam o autodomínio e a sanidade eram aqueles que tinham um forte senso de dever, de missão, de obrigação. A obrigação podia ser para com uma fé religiosa: o prisioneiro crente, com os olhos voltados para o julgamento divino, passava por cima das misérias do momento. Podia ser para com uma causa política, social, cultural: as humilhações e tormentos tornavam-se etapas no caminho da vitória. Podia ser, sobretudo, para com um ser humano individual, objeto de amor e cuidados: os que tinham parentes fora do campo eram mantidos vivos pela esperança do reencontro. Qualquer que fosse a missão a ser cumprida, ela transfigurava a situação, infundindo um sentido ao nonsense do presente. Esse senso de dever era a manifestação concreta do amor - o amor pelo qual um homem se liberta da sua prisão externa e interna, indo em direção àquilo que o torna maior que ele mesmo.
O sentido da vida, concluiu Frankl, era o segredo da força de alguns homens, enquanto outros, privados de uma razão para suportar o sofrimento exterior, eram acossados desde dentro por um tirano ainda mais pérfido que Hitler - o sentimento de viver uma futilidade absurda.
Frankl tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior que a vida. Após a libertação, reencontrou também a esposa e a profissão, como diretor do Hospital Policlínico de Viena.
Assim ele registra, no seu livro Man's Search for Meaning, uma das experiências interiores que o levaram à descoberta do sentido da vida:
"Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'."
Frankl transformou essa descoberta num conceito científico: o de doenças noogênicas. Noogênico quer dizer "proveniente do espírito". Além das causas somáticas e psíquicas do sofrimento humano, era preciso reconhecer um sofrimento de origem propriamente espiritual, nascido da experiência do absurdo, da perda do sentido da vida: "O homem, dizia ele, pode suportar tudo, menos a falta de sentido."
Das reflexões de Frankl sobre a experiência do absurdo nasceu um dos mais impressionantes sistemas de terapia criados no século dos psicólogos: a logoterapia, ou terapia do discurso - um conjunto de esquemas lógicos usados para desmontar os subterfúgios com que a mente doentia procura eludir a questão decisiva: a busca do sentido.
Mas o sentido não teria o menor poder curativo se fosse apenas uma esperança inventada. A mente não poderia encontrar dentro de si a solução de seus males, pela simples razão de que o seu mal consiste em estar fechada dentro de si, sem abertura para o que lhe é superior. Em vez de criar um sentido, a mente tem de submeter-se a ele, uma vez encontrado. O sentido não tem de ser moldado pela mente, mas a mente pelo sentido. O sentido da vida, enfatiza Frankl, é uma realidade ontológica, não uma criação cultural. Frankl não dá nenhuma prova filosófica desta afirmativa, mas o caminho mesmo da cura logoterapêutica fornece a cada paciente uma evidência inequívoca da objetividade do sentido da sua vida. O sentido da vida simplesmente existe: trata-se apenas de encontrá-lo.
Universal no seu valor, individual no seu conteúdo, o sentido da vida é encontrado mediante uma tenaz investigação na qual o paciente, com a ajuda do terapeuta, busca uma resposta à seguinte pergunta: Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo? O dever imanente a cada vida surge então como uma imposição da estrutura mesma da existência humana. Nenhum homem inventa o sentido da sua vida: cada um é, por assim dizer, cercado e encurralado pelo sentido da própria vida. Este demarca e fixa num ponto determinado do espaço e do tempo o centro da sua realidade pessoal, de cuja visão emerge, límpido e inexorável, mas só visível desde dentro, o dever a cumprir.
Em vez de dissolver a individualidade humana nos seus elementos, mediante análises tediosas que arriscam perder-se em detalhes irrelevantes, a logoterapia busca consolidar e fixar o paciente, de imediato, no ponto central do seu ser, que é, e não por coincidência, também o ponto mais alto. Eis aí por que é inútil buscar provas teóricas do sentido da vida: ele não é uma máxima uniforme, válida para todos - é a obrigação imanente que cada um tem de transcender-se. Discutir o sentido da vida sem realizá-lo seria negá-lo; e, uma vez que começamos a realizá-lo, já não é preciso discuti-lo, porque ele se impõe com uma evidência que até a mente mais cínica se envergonharia de negar.
A logoterapia tem uma imponente folha de sucessos clínicos. Porém mais significativa do que suas aplicações médicas talvez seja a função que ela desempenhou e desempenha - a missão que ela cumpre - no panorama da cultura moderna. Num século que tudo fez para deprimir o valor da consciência humana, para reduzi-la a um epifenômeno de causas sociais, biológicas, lingüisticas, etc., Frankl nadou na contracorrente e ninguém conseguiu detê-lo. Ninguém: nem os guardas do campo nem as hostes inumeráveis de seus antípodas intelectuais - os inimigos da consciência. Frankl apostou no sentido da vida e na força cognoscitiva da mente individual. Apostou nos dois azarões do páreo filosófico do século XX, desprezados por psicanalistas, marxistas, pragmatistas, semióticos, estruturalistas, desconstrucionistas - por todo o pomposo cortejo de cegos que guiam outros cegos para o abismo. Apostou e venceu. A teoria da logoterapia resistiu bravamente a todas as objeções, sua prática se impôs em inúmeros países como o único tratamento admissível para os casos numerosos em que a alma humana não é oprimida por fantasias infantis mas pela realidade da vida. Por isto mesmo a crítica cultural de Frankl, parte integrante de uma obra onde o médico e o pensador não se separam um momento sequer, tem um alcance mais profundo do que todas as suas concorrentes. Desde seu posto de observação privilegiado, ele pôde enxergar o que nenhum intelectual deste século quis ver: a aliança secreta entre a cultura materialista, progressista, democrática, cientificista, e a barbárie nazista. Aliança, sim: seria apenas uma coincidência que o século mais empenhado em negar nas teorias a autonomia e o valor da consciência também fosse o mais empenhado em criar mecanismos para dirigi-la, oprimi-la e aniquilá-la na prática? Dirigindo-se a um público universitário norte-americano, Viktor Frankl pronunciou estas palavras onde a lucidez se alia a uma coragem intelectual fora do comum:
"Não foram apenas alguns ministérios de Berlim que inventaram as câmaras de gás de Maidanek, Auschwitz, Treblinka: elas foram preparadas nos escritórios e salas de aula de cientistas e filósofos niilistas, entre os quais se contavam e contam alguns pensadores anglo-saxônicos laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado como inútil e que ao psicopata se acrescentem mais uns quantos povos inferiores: tudo isto não é senão raciocínio lógico e conseqüente." (Sêde de Sentido, trad. Henrique Elfes, São Paulo, Quadrante, 1989, p. 45.)
Com declarações desse tipo, ele pegava pela goela os orgulhosos intelectuais denunciadores da barbárie e lhes devolvia seu discurso de acusação, desmascarando a futilidade suicida de teorias que não assumem a responsabilidade de suas conseqüências históricas. Pois o mal do mundo não vem só de baixo, das causas econômicas, políticas e militares que a aliança acadêmica do pedantismo com o simplismo consagrou como explicações de tudo. Vem de cima, vem do espírito humano que aceita ou rejeita o sentido da vida e assim determina, às vezes com trágica inconseqüencia, o destino das gerações futuras.
Frankl era judeu, como foram judeus alguns dos criadores daquelas doutrinas materialistas e desumanizantes que prepararam, involuntariamente, o caminho para Auschwitz e Treblinka. Se ele pôde ver o que eles não viram, foi porque permaneceu fiel à liberdade interior que é a velha mensagem do Sentido em busca do homem: "SE ME ACEITAS, Israel, Eu sou o Teu Deus."
(Publicado na revista Bravo! de novembro de 1997, e reproduzido em "O Imbecil Coletivo II")






Sei que é tudo muito louco...
Barbet
15 de julho 2012

Em uma ciranda composta e equilibrada,
Alma e Espírito se abraçam e te enlaçam,
Uma trazendo sabedoria outra juventude,
Necessárias ao mais completo viver.

Não que sejam duas apenas uma,
Mas se apresentam de forma distinta para entenderes,
OS dias cinza e ensolarados que a vida há de te trazer,
Em jornada marcada a priori para viveres.

Quando em sonho o Espírito se solta quase por completo,
Alça voos tão distantes, quão belos,
Retratos do que há por vir em dias já bem perto,
A alma assombra-se com tal realidade.

Logo tuas lembranças afloram em todos os sentidos,
Velhos amores, trabalhos, lugares e vestidos,
Perfumes, cores, músicas e tudo mais,
Mas a manhã trata de apagar para que possas caminhar.

Por isso todo o espanto e desventura,
Duas realidades chocadas no mesmo ser ao mesmo tempo,
Alegria e tristeza, cores e silhuetas,
Tudo a mostrar a matiz de um final certamente,

Feliz.

***

Barbet

Canção justamente pra você, Canção um pouco triste, eu creio, Três tempos de palavras feridas, Algumas notas e todos meus lamentos, Todos meus lamentos de nos dois, Estão na ponta de meus dedos, Como do, ré, mi fa, sol, la, si, do. É uma canção de amor desvanecido, Como aquela que você cantou, Três vezes, nada de nossas vidas, Três vezes, nada como essa melodia, É o que resta de nós dois, No grito de minha voz, Como do, ré, mi fa, sol, la, si, do. É uma canção em recordação Para não se esquecer, sem nada dizer Se esquecer, sem nada dizer

COMO VENDER UM PAÍS - FHC - Laerte Braga

Ao mesmo tempo em que a Mercedes (e outras empresas) financiavam a Operação Bandeirantes para dar suporte à repressão contra os resistentes ao golpe de 1964, Fernando Henrique Cardoso desfilava de Mercedes em Santiago do Chile (onde estava “exilado”), já dentro do bolso da Fundação Ford.
Foi um dos fundadores de um organismo voltado para a América Latina cujo principal objetivo era abrir as portas para o controle norte-americano sobre essa parte do mundo e em particular o Brasil, até então, a principal potência latino-americana.
O grande receio dos EUA é que o Brasil retomasse programas nucleares com caráter militar, acentuasse o controle de tecnologias de foguetes e satélites e recuperasse o poder de empresas como a ENGESA e a IMBEL (indústria bélica).
Uma força armada bem equipada, detentora de tecnologias de ponta nesses setores considerados estratégicos para o domínio que mantêm sobre o mundo, não interessava e nem interessa aos norte-americanos.
E principalmente independente. Livre das lavagens cerebrais das escolas de formação de golpistas e torturadores espalhadas por todo o mundo.
Fernando Henrique foi decisivo nesse processo de submissão e isso vem a tona agora com novas revelações do site WIKILEAKS, como explica a sede que os Estados Unidos têm sobre Julian Assange, ora refugiado na embaixada do Equador em Londres.
Telegramas da Embaixada norte-americana em Brasília mostram o inteiro teor das pressões e do controle sobre as pretensões brasileiras e sobre FHC, homem chave no processo de recolonização do Brasil, como de resto, o tucanato.
Num dado momento as esperanças foram depositadas em Collor de Mello. Empossado na presidência da República o caçador de marajás foi até a Serra do Cachimbo fechar um “buraco”, aparentemente destinado a experimento com armas nucleares desenvolvidas pelo Brasil.
Os telegramas mostram as pressões sobre o governo da Ucrânia no caso do acordo de uso da base de lançamentos em Alcântara.
A mídia, dócil e no bolso dos EUA, nunca tratou dessa questão.
Para reconstruir a avidez com que FHC se jogava no braço do poder na tentativa de implementar o projeto norte-americano para o Brasil basta lembrar alguns episódios.
No início do processo de impedimento do ex-presidente Collor de Mello, em meio ao naufrágio, Collor tentou salvar-se oferecendo ao País a nomeação de FHC como uma espécie de primeiro-ministro, na presunção de dar credibilidade ao seu governo. Sem consultar a ninguém em seu partido, mas recebendo ordens de fora, o então senador disse a imprensa que estava pronto para colocar ordem na casa.
Houve fortes reações, a queda de Collor era inevitável e FHC ficou falando às moscas.
Quando Tancredo foi eleito presidente da República FHC ofereceu-se para ser ministro e foi rejeitado com um comentário jocoso e depreciativo do ex-presidente. Virou ministro de Itamar, terminou candidato a presidente e traiu ao próprio Itamar no golpe branco da reeleição.
E foi por aí que a venda do Brasil ganhou contornos nítidos através de privatizações, abertura do mercado financeiro para bancos estrangeiros, controle da mídia por grupos estrangeiros (o grupo Murdoch é sócio das Organizações GLOBO e se tirar o capital que tem lá a empresa quebra).
O fim do monopólio estatal do petróleo (na hora agá faltou peito para privatizar a PETROBRAS, nem a direita das forças armadas aprovava), mas entregou o subsolo de boa parte de nosso território à VALE, abriu as portas para a crescente internacionalização da Amazônia e entregou setores estratégicos como a EMBRAER, a essa altura, já detentora de tecnologias capazes de em curto prazo transformá-la em concorrente das grandes empresas do mundo, notadamente as norte-americanas.
Assinou o tratado de prescrição de armas nucleares e colocou o Brasil a reboque dos EUA, mais ou menos como nossas forças armadas responsáveis pelo trânsito nas ruas do Haiti, isso já no governo Lula.
Alcântara só não virou território norte-americano dentro do Brasil por conta da rejeição pelo Congresso e pelo governo Lula de um tratado nesse sentido.
O principal acionista dos EUA, o Estado terrorista de Israel, em função de toda essa engenharia de entreguismo tucano/FHC, é hoje o controlador também da indústria bélica brasileira.
A Lula coube, no início de seu governo, rejeitar o tratado que cedia Alcântara e depois escancarar o País no acordo de livre comércio com Israel (uma no cravo e outra na ferradura).
As tecnologias essenciais a uma independência real e efetiva nesse novo mundo neoliberal, capazes de permitirem uma alternativa a essa forma de totalitarismo capitalista, foram para o espaço. FHC foi mais ou menos 50 anos para trás.
O caráter de FHC pode ser visto em mais dois fatos determinantes.
Quando George Bush decidiu invadir o Iraque com a desculpa das armas químicas e biológicas a AGÊNCIA INTERNACIONAL NUCLEAR era presidida pelo embaixador brasileiro José Maurício Bustani, um dos mais categorizados diplomatas brasileiros. Bustani reagiu às pressões dos EUA e os relatórios dos inspetores enviados ao Iraque não eram conclusivos sobre a presença das ditas armas.
Bush passou por cima do Conselho de Segurança depois de criar armadilha para Bustani e destituí-lo da Agência com falsas acusações. Países que estavam em débito com a citada Agência tiveram suas dívidas quitadas pelos EUA e adquiriram direito de voto destituindo Bustani. FHC ficou calado, aceitou o insulto sem reagir, típico de canalhas. É remunerado pela Fundação Ford, está na “folha”.
Na eleição de 2010, fato denunciado por este jornalista com fotos e testemunhos, participou de um evento em Foz do Iguaçu, junto a investidores norte-americanos, onde anunciou que a eleição de Serra significaria a privatização de tudo aquilo que não fora possível privatizar em seu governo (a denúncia que fiz foi a partir de corajosos companheiros que fotografaram FHC no evento, anotaram seu discurso e o evento foi promivod por um “ex” diretor da GLOBO).
Por mais graves que sejam quaisquer outros fatos desta semana que termina, esse é o mais grave, pois mostra o tamanho do processo de ocupação do Brasil. É preciso repensar a luta. O governo Dilma é fraco, tem se mostrado incapaz de enfrentar e reverter esse processo, pratica políticas neoliberais, o PT hoje é um PSDB disfarçado no clube de amigos e inimigos cordiais do mundo institucional. O mundo do sai Demóstenes, entra outro empregado de Cachoeira.
Toda essa história pode ser lida, inclusive alguns telegramas, no artigo do jornalista Beto Almeida no link
Essa é a demonstração cabal que a luta é nas ruas, não no mundo institucional.

sábado, 14 de julho de 2012

Laerte Braga - On Time

“...no nosso iate”
 
Qualquer previsão sobre o resultado das eleições de novembro nos EUA é temerária, levando em conta que estamos no início de julho. A vantagem do atual presidente, hoje, é de seis pontos percentuais sobre seu adversário Milt Romney, o candidato republicano.

A lógica manda dizer que Obama vencerá. Nem sempre a lógica prevalece, ou acontece. Carter tinha todas as chances de se reeleger e foi derrotado por Reagan. Bush pai chegou a liderar as pesquisas contra Clinton e perdeu. A vitória de Kennedy sobre Nixon foi apertadíssima, tanto nos votos populares (pouco mais de cem mil), como no chamado Colégio Eleitoral, que é de fato quem elege.
Bush filho perdeu nos votos populares para Al Gore e se elegeu com maioria no Colégio Eleitoral. A vitória no estado da Flórida, até hoje apontada como fraudulenta (o governador era Jeb Bush, seu irmão) foi decisiva. No segundo mandato, a reeleição, a fraude teria se deslocado para Ohio.
Milt Romney muda apenas a dimensão da voracidade capitalista norte-americana em relação ao resto do mundo. Se Obama monta todo um espetáculo para fingir a paz, enquanto faz a guerra, Romney tem como característica a boçalidade travestida de requinte de milionários norte-americanos. Os que acham que Obama leva o país para o socialismo.
No último fim de semana esse espetáculo em que as eleições norte-americanas acabam se transformando teve cenas dignas de filmes de Hollywood. Romney saiu à cata de recursos. Funciona mais ou menos assim. Os adeptos pagam para ouvir o candidato. O candidato fala o que os adeptos querem ouvir. A cota era de 25 mil dólares, perto de 50 mil reais.
O que a mídia norte-americana mostrou às portas da mansão onde Romney se alojou era uma longa fila era formada por carros de alto luxo.
Um dos personagens ávidos de participar do evento, Ted Conklin, dono do American Hotel, em Sag Habor, New York, local de hospedagem de ricos e famosos em Hampton, sequer segurava ou escondia seu ódio a Obama.
"Obama é socialista. A idéia dele é encontrar um problema que não existe para fazer com que o governo intervenha". Disse isso de dentro de seu Mercedes dourado. A mulher Carol Simmons, como que querendo realçar o gesto do marido e mostrar o poder do casal disse ao repórter que cobria o evento – "diga a ele quem estará no nosso iate neste fim de semana! Diga a ele!"
Como o marido desejasse preservar o sigilo do hóspede famoso a própria mulher, incontida no desejo de mostrar poder revelou – "um alto executivo da companhia cinematográfica Miramax ficará hospedado no nosso iate de 23 metros de comprimento porque no hotel não há mais quartos disponíveis".
A figura que antecedeu o casal queria saber dos porteiros e seguranças da mansão se existia uma entrada para Vips (very important peoples). "Nós somos Vips, tem uma entrada para Vips?"
Romney é um gangster que ficou rico com trapaças bancárias, tem sido posto em cheque pela mídia de seu país por negócios nebulosos e é autor de uma frase que define bem o que poderá vir a ser o seu governo – "adoro demitir pessoas".
Alvo de investigações da própria mídia norte-americana suspeita-se que tenha depósitos em contas no exterior e sua poupança de aposentadoria ultrapassa os limites considerados máximos para milionários, ninguém sabe de onde veio o dinheiro.
Perguntado, diz que não fala sobre esse assunto.
Os ricos nos EUA pagam hoje cerca de 40% menos em impostos que pagavam nos anos 60 e 70 do século passado.
É grande o número de pessoas sem teto (os bancos executaram milhões de hipotecas do "milagre" Bush), os índices de desemprego são elevados, o que não afeta o consumo de catchup e mostarda e o hábito de limpar a boca com as costas das mãos e tampouco a vocação imperialista dos norte-americanos de acreditarem piamente que não existe nada melhor que o american way life, o modo, ou caminho americano de vida.
Romney já anunciou que vai abaixar os impostos dos ricos, que vai cortar o plano de saúde para classe média e pobres aprovado por Obama e ser duro e inflexível em relação a governos hostis contra os EUA. Tem a seu lado um pregador evangélico e carrega a certeza (hipocrisia) que é enviado divino para libertar o país do "socialismo" de Obama.
Terá sérias dificuldades em explicar seu patrimônio e se a imprensa conseguir furar o bloqueio de seus assessores e bancos estrangeiros onde mantém depósitos vai para o brejo sem qualquer chance de recuperação.
Para que possa ter uma idéia de quem seja, no caso Brasil, uma espécie de Carlos Cachoeira alçado à condição de líder supremo.
Se eleito vai gerir e decidir o destino de um país com cinco mil ogivas nucleares, guerras em quase todos os cantos do mundo, bases militares em todos os cantos do mundo e um apetite voraz e insano por recursos naturais que ao longo dos séculos sustentam o poder dos Estados Unidos.
A dívida de quase dois trilhões de dólares é mais ou menos como alguém sugerir a uma pessoa esquálida, faminta, mas que seja credor de um desses lutadores de vale tudo, que vá sozinho cobrar a dívida e de quebra faça ameaças.
Não vai ser paga, nunca pagaram, sempre cobraram e exploraram. Cobram e exploram.
O governo do "nosso iate".
Desde Reagan se constrói um processo político de transformação dos EUA numa grande corporação. Bancos, indústria petrolífera, indústria de armas e quejandos. Os próprios trabalhadores norte-americanos, antes levado em conta em alguns aspectos, estão sendo atirados às feras. A mansão onde Romney falou a um custo de 25 mil dólares para gente do "nosso iate" soa como o castelo dos antigos barões na nova Idade Média, a da tecnologia, a de destruição em massa, a de despersonalização do ser humano como tal e sua transformação em robô.
Um dos presentes e doadores disse estar ali em represália ao fato de Obama não ter visitado Israel, "o que foi uma desfeita". O Estado de Israel é o principal acionista da corporação surgida de um processo que resultou em ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A.
Num eventual governo de Milt Romney deverá mudar de razão social. ISRAEL/EUA TERRORISMO NO NOSSO IATE S/A.
De agora até novembro, mês das eleições, o maior show contemporâneo, com respingos imensos na mídia mundial. No Brasil, por exemplo, a principal rede de tevê, GLOBO, monta esquemas para cobrir o processo eleitoral norte-americano de uma tal forma que o brasileiro induzido pelo espetáculo, sonha virar eleitor em New York.
Registre-se que a rede é um dos braços do Departamento de Estado e emprega William Waack, preferido de Hilary Clinton para análises sobre nosso (nosso?) país.
E até novembro o Irã que se cuide. No jogo eleitoral norte-americano se invadir a antiga Pérsia render votos e for capital para a reeleição, o "socialista" Obama invade sem qualquer escrúpulo, cria logo o pretexto e pronto.
No Iraque foram armas químicas e biológicas que não existiam e no Irã será a bomba atômica que não existe ali, mas em Israel.
Tudo no "nosso iate".

terça-feira, 10 de julho de 2012

POMBA BRANCA COMOVE FIÉIS DURANTE VELÓRIO DE DOM EUGÊNIO SALES - Barbet
Uma cena comovente chamou a atenção de todos que estão acompanhando o velório de Dom Eugênio Sales, que está ocorrendo na Catedral Metropolitana, no Centro do Rio. Logo que o corpo chegou, vários pombas foram soltas. Uma delas pousou em cima do caixão, e de lá só saiu quando tiraram a tampa, e ela ficou embaixo, como uma espécie de guardiã de Dom Eugênio. Símbolo do Espírito Santo e da Paz, a pomba acabou emocionando a todos, que estão, até o fechamento dessa matéria, impressionados com a cena. Realmente, há coisa que fogem da explicação comum. Me tocou muito esse momento.

Morre Dom Eugenio Sales, aos 91 anos no Rio de Janeiro

Fiéis acompanham velório de dom Eugenio Sales na Catedral Metropolitana
Rio - Dezenas de fiéis e autoridades acompanham, na tarde desta terça-feira, o velório do arcebispo emérito do Rio, dom Eugenio Sales, que morreu na noite desta segunda, aos 91 anos. Um comboio seguiu o caminhão do Corpo de Bombeiros que transportou o caixão pelas ruas da cidade. Quando chegou à Catedral Metropolitana, no Centro, o corpo do religioso foi recebido por uma salva de palmas. Durante a cerimônia, um pomba branca pousou sobre o caixão e emocionou a todos. O enterro será nesta quarta-feira, no mesmo local.

Grupo de pessoas esperava pela chegada do corpo do religioso na Catedral Metropolitana | Foto: Leitor @jeff_teixeira
Estão presentes à cerimônia o governador Sérgio Cabral, pelo prefeito Eduardo Paes e o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, responsável por celebrar uma missa. Sobre o caixão, foi colocada uma bandeira do Brasil.


Papa lamenta morte

 O papa Bento XVI enviou nesta terça-feira um telegrama ao arcebispo dom Orani Tempesta lamentando a morte de dom Eugenio Sales. No texto, ele manifesta o pesar pelo falecimento do arcebispo emérito do Rio. "Quero manifestar meus pêsames aos bispos, seus auxiliares, ao clero, às comunidades religiosas e aos fiéis da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que tiveram por três décadas um intrépido pastor", escreveu o pontífice.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
O Governo e a Prefeitura do Rio decretaram luto oficial de três dias em todo o Estado, em homenagem ao religioso. Sales foi nomeado arcebispo do Rio em 13 de março de 1971 pelo então papa Paulo VI, ficando no cargo até julho de 2001, quando se retirou por motivos de saúde, após ter completado a idade obrigatória para a aposentadoria.
Em seus últimos anos como arcebispo foi considerado líder da ala conservadora da Igreja Católica, por sua defesa incansável da doutrina no país. Na sua trajetória, no entanto, chegou a ser apontado como "bispo vermelho" após ter fundado numerosas comunidades de base e sindicatos rurais durante o regime militar. Pública ou secretamente, ajudou milhares de perseguidos políticos do Brasil e de países vizinhos.
Também criou pastorais do episcopado voltado para presos, menores infratores e moradores de comunidades carentes. Em maio de 2000, o Cardeal revelou que, entre 1976 e 1982, ajudou cerca de 5 mil perseguidos políticos do Cone Sul, em sua maioria argentinos, durante o regime militar brasileiro. Dom Eugênio Sales contou que muitos deles foram hospedados em cerca de 80 apartamentos que a arquidiocese alugou
para refugiá-los, enquanto outros obtiveram ajuda para se viajar para outros países.

Pomba branca pousou sobre o caixão de dom Eugenio e emocionou fiéis | Foto: Reprodução TV
No entanto, o religioso garantiu que sua atuação era conhecida pelo regime militar e por agentes de inteligência de outros países que atuavam no Brasil. O religioso nasceu em Acari, no Rio Grande do Norte, em 8 de novembro de 1920 e ingresso no seminário 16 anos depois. Foi ordenado diácono em março de 1943, se tornando sacerdote oito meses depois. Em agosto de 1954, aos 33 anos, foi nomeado bispo titular de Tibica e auxiliar de Natal pelo papa Pio XII.
Foi administrador apostólico da arquidiocese de Natal entre 1962 e 1964 e da arquidiocese de Salvador entre 1964 e 1968, quando assumiu como arcebispo titular de Salvador. Um de seus irmãos, Heitor de Araújo Sales, também seguiu a carreira religiosa e atualmente é arcebispo emérito de Natal. Dom Eugênio Sales foi o principal organizador das visitas que o papa João Paulo II fez ao Brasil em 1980 e em 1997.

Barbet - On Time

Certamente chegará um momento em nossas vidas na qual teremos que constatar algumas de nossas experiências e uma delas certamente será a intensidade na qual escolhemos viver e não simplesmente quantas "ninharias de grande importância" deixamos que nos dominassem.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dilma - Cada vez menor - Laerte Braga

O grande equívoco de Dilma Rousseff é imaginar que seja presidente do Brasil. E por conseqüência sonhar com a reeleição. Não que isso, a reeleição, seja impossível. Seu partido o PT (Partido dos Trabalhadores) é cada vez mais um PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) com cores e nuances diversos. Nada além disso, o fundo é igual. Nesse jogo as políticas populistas que herdou de Lula funciona.


Cedo ou tarde Dilma Roussef vai perceber que está esquentando a cadeira para a volta de Lula e aí lhe restará decidir se de fato vai manter a cadeira quente para o ex-presidente, ou vai buscar vôo solo, enfrentando o seu criador. É esse o horizonte político da presidente, do ex-presidente e do clube de amigos e inimigos cordiais de Brasília.
Dilma é economista e pensa o Brasil segundo a nova ordem econômica mundial. É neoliberal na essência e a "presidente" não foge desses conceitos em sua política econômica, cerne do seu governo.
Tem um viés autoritário de quem sabe tudo e mostra não se importar de virar à direita sempre que a guinada for necessária. Bater de frente, no entanto, com o capitalismo e suas garras que começam a tomar ares golpistas na América Latina, isso de jeito nenhum.
Faz que grita, que protesta, mas engole, afinal o chanceler é Anthony Patriot (alguns chamam de Antônio Patriota) e neste momento o Brasil perde o chanceler do MERCOSUL, um dos mais qualificados diplomatas de toda a história da diplomacia brasileira, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.
O golpe "constitucional" contra o governo de Fernando Lugo no Paraguai foi a gota d'água. No meio da estrada, quando enxergou a bifurcação, um lado ou outro, Dilma fez que ia para o caminho da democracia e virou feio no caminho de disfarçar a legitimação da derrubada do presidente paraguaio.
As "sanções" contra o governo golpista do Paraguai são para inglês ver. Ganhou o sinal verde de Lula, quando o ex-presidente declarou que o Brasil deve manter distância do novo "governo", até que "eleições recoloquem o Paraguai no caminho da democracia". "Eleições" legitimaram o golpe militar em Honduras, também travestido de "constitucional.
Em entrevista ao jornal FOLHA DE SÃO PAULO, edição de 29 de junho, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães afirma que "há um neogolpismo na América do Sul, promovido pelas classes tradicionais, hegemônicas, que enfrentam governos populares. Essas classes tradicionais, diante da vitória de candidatos progressistas, constroem todo uma teoria que foram eleitos, mas não governam democraticamente, de que fazem políticas populistas, de que são contra a liberdade de imprensa (deles) e assim por diante. Constroem e favorecem na sua mídia uma imagem de que tais governos são não realidade ditaduras e criam o clima para sua derrubada, com auxílio muitas vezes externo"
E mais – "a reforma agrária pretendida pelo governo Lugo seria uma das principais razões para o golpe, assim como o início de um movimento popular para reformar o sistema eleitoral de listas fechadas que beneficia oligarquias agrárias e corruptas ligadas ao comércio exterior. Certamente a queda de Lugo não contraria a política exterior americana, assim como a erosão do poder e da unidade do MERCOSUL e o enfraquecimento dos governos progressistas do Uruguai, do Brasil e da Argentina. O projeto dos EUA para a América do Sul não é o MERCOSUL e sim as mini-Alcas bilaterais, Aliança do Pacífico".
Um dos acordos mais lesivos ao Brasil foi firmado no governo Lula o de livre comércio com Israel que permite a entrada de grupos sionistas em nosso País. Controlam em pouco tempo setores essenciais da economia e já provocam mudanças substanciais na política externa do Brasil. Como a reforma constitucional promovida por FHC que permitiu a participação de grupos estrangeiros em veículos de rádio e telecomunicações.
Sobre os riscos da democracia na América Latina, Samuel Pinheiro Guimarães disse o seguinte – "Sim, permanentemente. A América Latina é o continente de maior concentração de renda do mundo. Em regimes democráticos, os candidatos progressistas são eleitos para cargos majoritários (presidentes), enquanto os que representam as classes hegemônicas tradicionais controlam os Legislativos. A tentativa de realizar programas sociais, que implicam em distribuição de renda, encontra forte resistência e aí começam as manobras do neogolpismo".
Como o senador John McCain foi o principal introdutor do golpe contra o presidente Manoel Zelaya em Washington, passando por cima do presidente Barack Obama e obtendo o reconhecimento do processo golpista, o senador Álvaro Dias, do Paraná, por onde o Paraguai exporta – Porto de Paranaguá – cumpre esse papel no Brasil.
Há um detalhe no golpe contra Lugo. Cerca de 400 mil proprietários rurais no Paraguai são brasileiros, a maior parte formada por latifundiários que ganharam terras na ditadura Stroessner e hoje são associados tanto ao latifúndio brasileiro, como a empresas líderes no agronegócio, caso da MONSANTO e da DOW CHEMICAL.
Na prática o Paraguai hoje é BRASILGUAI S/A, uma corporação controlada por latifundiários, empresas do setor e as elites paraguaias, como sempre, servis e prontas a carregar pastas de figuras assim, padrão Álvaro Dias. Não por acaso o irmão do senador é o governador do Paraná, Osmar Dias.
No seu livro QUINHENTOS ANOS DE PERIFERIA, editado pela CONTRAPONTO em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 3ª. Edição, 2001, o embaixador afirma que "a grande estratégia militar dos Estados Unidos poderia ser resumida na idéia de manter a hegemonia militar adquirida na Segunda Guerra Mundial, em termos de presença e de liderança tecnológica, de modo a garantir a expansão econômica pacífica dos interesses americanos, o bem estar e a segurança da sociedade americana".
E mais além – "impedir a emergência de potências militares capazes de desencadear conflitos e de contestar ainda que regionalmente, a hegemonia americana". Ou – "além disso, a política de exportação de armas de segunda geração e mesmo de equipamentos sofisticados visa suprir a demanda das Forças Armadas em países periféricos ao mesmo tempo que contribui para reduzir a veleidade de desenvolvimento de indústrias bélicas nacionais".
No caso específico do Brasil a indústria bélica foi sucateada, caso da IMBEL e da ENGESA, como hoje o que resta está sob controle de grupos sionistas, no delírio lulista de Brasil potência. Nas privatizações de FHC, no caso a da EMBRAER.
"Proteger os interesses americanos em terceiros países, se necessário pela força e, em especial, assegurar o acesso a insumos básicos como o petróleo".
Que o digam o Iraque devastado pelo terrorismo norte-americano, a Líbia e todo o Oriente Médio submetido ao nazi/sionismo de Israel, ou o Irã, sob constante ameaça desse padrão terrorista que faz dos EUA um grande conglomerado e não mais a nação norte-americana. ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A.
"Manter uma capacidade de intervenção militar direta rápida em qualquer região do mundo". O presidente do Paraguai já está solicitando a presença de militares norte-americanos para "aconselhar" seu governo, numa região delicada para o Brasil. Itaipu, a binacional dos dois países e o Aqüífero Guarani, o quinto maior do mundo.
E o tal Conselho de Segurança da ONU – "implantar por tratado uma organização política internacional, de âmbito universal, de duração indefinida e garantir o direito de veto dos Estados Unidos nas decisões dessas organizações e a preponderância das decisões do governo americano sobre qualquer decisão internacional".
É, sem tirar nem por o que está acontecendo em todo o mundo, começa a acontecer na América Latina e Dilma pensa que preside o Brasil e que somos uma potência mundial.
Quando do anúncio do Ministério da presidente o noticiário da mídia norte-americana proclamou um "alívio" do governo dos EUA com a saída do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos.
Foi substituído por Moreira Franco, indicação do PMDB, nessas alianças que terminam em Paulo Maluf e mostram um Brasil cada vez mais submisso a interesses da matriz.
Na crise que resultou na derrubada do presidente do Paraguai e na transformação daquele país numa grande empresa de latifundiários brasileiros e brasilguaios, associados a empresas do agronegócio, Dilma saiu bem menor que já era. E pior, dois fatos negativos de uma só vez a mostrar a verdadeira dimensão da presidente (?). O fracasso da Rio + 20 e o golpe contra Lugo. O terceiro? O pedido de demissão de Samuel Pinheiro Guimarães.
Tem mais ainda – "a estratégia militar para a América Latina tinha como objetivo central manter as Américas como zona de influência militar exclusiva americano. Esse objetivo seria alcançado por meio de influências sobre o pensamento estratégico militar, através de programas de formação de oficiais e da defasagem tecnológica das Forças Armadas, de acordos de venda de equipamentos de segunda ou terceira geração e da garantia de acesso preferencial americano às matérias primas estratégicas da região".
Temos uma força armada que pensa como americana, em sua esmagadora maioria, é formada na escola militar golpista de Honduras, ocupa o Haiti para controlar o trânsito e reprimir movimentos populares como polícia da ONU e nossos equipamentos são de segunda e terceira gerações, tanto quanto matérias primas estratégicas, o caso do nióbio, é de fácil acesso aos donos do mundo.
Como o Manifesto do Partido Comunista escrito por Karl Marx e Engels, ao ser lido, sugere que foi escrito hoje, o livro de Samuel Pinheiro Guimarães é assim também.
O Brasil continua periférico e Dilma brinca de governar e de Brasil potência.

[Carta O BERRO] MULHERES VERMELHAS TEMPORADA EM SÃO PAULO - Vanderley Caixe

Espetáculo narra tortura e resistência de mulheres brasileiras à Ditadura Vargas e ao Golpe Militar de 64
Depois de estrear no Festival Internacional de Curitiba e permanecer em cartaz por 4 meses em Ribeirão Preto, “Mulheres Vermelhas”, chega a São Paulo para curta temporada no Teatro Studio 184, da Praça Roosevelt.
Dirigida pelo jornalista Gilson Filho e construída na linha do teatro narrativo, a peça traz ao palco memórias de uma geração de brasileiras que estiveram presentes nas diferentes instâncias da luta contra regimes totalitários. O espetáculo conjuga dois períodos históricos, proporcionando recorte temporal que tem seu início em 1928 na Alemanha Nazista, passa pela Era Vargas e Golpe Militar de 64, chegando a 1979 quando foi instituída a Anistia no Brasil.
Com depoimentos verídicos extraídos das obras “Mulheres que foram à luta armada”, de Luis Macklouf de Carvalho; “Luta, substantivo feminino”, de Tatiana Merlino; “A resistência da mulher à ditadura militar no Brasil”, de Ana Maria Collins e “Sombras da repressão, o outono de Madre Maurina Borges”, de Matilde Leone, o texto narra tempos de forte ideologia e participação massiva de mulheres brasileiras na luta revolucionária. Por setenta minutos, 25 atores, músicos e dançarinos profissionais, com música ao vivo, desfilam as historias de Olga Benário Prestes, Maria Werneck, Damaris Lucena, Rose Nogueira, Hecilda Fontelles Veiga, Marise Egger Moellwalde, Eleonora Menicucci, Maria Diva de Faria, Dulce Maia, Maria Amélia de Almeida Telles, Cecília Coimbra, Gilse Cocenza, Maria Aparecida Santos, Áurea Moretti, Madre Maurina Borges, entre outras
A temática, segundo Gilson Filho, não faz proselitismo político e está sintonizada com a necessidade de defesa dos direitos humanos, o mesmo que inspira a “Comissão da Verdade e Reconciliação”. Essa postura humanista, segundo ele, fortalece a prática democrática e o exercício da cidadania, com a preocupação de mostrar “fragmentos da vida privada de pessoas que se entregaram a uma causa pública, resistindo a ditaduras militares, ao nazifacismo e que foram mortas ou barbaramente torturadas.” A concepção do espetáculo foi inspirada no teatro narrativo com base em trabalhos teóricos de Walter Benjamin e Bertolt Brecht, que leva o espectador a se envolver mais criticamente. Renato Ferreira, terapeuta psicocorporal que preparou o elenco junto com o diretor, usando as técnicas de Etienne Dacroux e Rudolf Von Laban, disse que sensibilizou os atores para passar a informação no aqui e agora também através do físico. Gilson Filho, que já passou pelo teatro de São Paulo nos anos 60 e vive em Ribeirão Preto há quase 30, procurou fazer com que a encenação esteja “a serviço da busca de um equilíbrio entre a composição estética, a transmissão do enredo e o estímulo à reflexão”. Mesmo sem intenção, garante o diretor, “é difícil as pessoas não saírem emocionadas ao final do espetáculo, especialmente os que passaram pelos mesmos problemas e voltam ao clima da época ao som de Chico Buarque, Milton Nascimento e João Bosco, por exemplo”.
Serviço:
Mulheres Vermelhas – Cia Nuvem da Noite – IREC
Duração 75’
De 12 a 15 de Julho
Teatro Studio 184 – Praça Franklin Roosevelt 184 –São Paulo – 70 lugares
Horário: 21hs
Ingressos: R$ 20 e R$ 10
Reservas 016 32366930 ou pelo e-mail ribeiraoemcena@hotmail.com


Drauzio Varella conta como funciona o incrível processo da morte -Barbet

A pele do corpo humano continua viva por mais 37 horas.

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Nossos filhos se tornaram adultos e tiveram filhos. O nascimento de um neto é evidência de que não somos mais necessários para a perpetuação de nossos genes. Desse momento em diante a vida seguirá em frente, estejamos ou não por perto.

Em 70 anos, uma recém-nascida se tornou avó ou bisavó. Quando nos aposentamos, a vida corre mais devagar. Nossos movimentos também estão mais lentos. Os sinais externos da idade ficam mais evidentes. Nossos sentidos estão menos sensíveis.

Desde o nascimento, começamos a perder os cílios responsáveis pela captação dos sons, no interior do ouvido. Nessa idade já temos dificuldade para escutar os sons de alta freqüência.
Devagar, com o tempo, perderemos até os que captam freqüências baixas.
Os ossículos que transmitem as ondas sonoras da membrana do tímpano para dentro do ouvido endurecem. Fica difícil ouvir o que os outros falam.

A visão também piora. A vida inteira expostos aos raios de sol, o cristalino, a lente dos olhos, perde a elasticidade e escurece. Pode até mudar a cor dos olhos. O cérebro precisa fazer acrobacias para compensar essas alterações.

O esqueleto reflete bem o desgaste de muitos anos. Os ossos continuam fabricando células novas para substituir as velhas, mas os osteoblastos já não dão conta de repor as células perdidas.
A perda constante de massa óssea torna os ossos quebradiços: é a osteoporose, um perigo permanente. Sofrer uma fratura é muito mais fácil. Isso acontece com ambos os sexos, mas as alterações hormonais da menopausa aceleram o processo nas mulheres.

Por que a aparência de nosso corpo muda tanto entre os 40 e os 70 anos? É bem mais do que uma questão de uso e desgaste. O envelhecimento é um processo que afeta uma por uma de nossas células.

A cada dia, bilhões de nossas células se dividem em duas. Para isso, precisam duplicar o DNA, e destinar uma cópia para cada célula-filha. Enquanto as células mais velhas morrem, as recém criadas ocupam o lugar deixado por elas.

O problema é que o mecanismo de divisão celular é sujeito a pequenos erros. Quando o DNA é copiado, as imperfeições contidas nele também são duplicadas.

Cada um desses erros é transmitido às células-filhas, às células-netas e, assim, sucessivamente, para todas as descendentes.

É como nas fotografias: cópias de cópias perdem a nitidez. Desde o nascimento trocamos todos os ossos do nosso rosto a cada dois anos.

Aos 70 anos, nossa face é a trigésima quinta cópia da que tínhamos ao nascer. A cada cópia as imperfeições se tornaram mais aparentes. É por isso que parecemos tão diferentes quando estamos mais velhos.

Outra causa do envelhecimento está no ar que respiramos. Sem oxigênio não podemos sobreviver, mas ele nos corrói lentamente. Dentro de cada célula, as mitocôndrias são nossas centrais energéticas, nossas fábricas de energia.

Elas combinam o oxigênio com os nutrientes para produzir a energia necessária ao funcionamento do organismo. Nesse processo são liberados poluentes, chamados de radicais livres, que agridem as próprias paredes das mitocôndrias e comprometem a produção de energia.

Como conseqüência, não conseguimos mais repor as células necessárias, nem corrigir os defeitos ocorridos em seu DNA. O funcionamento dos órgãos fica comprometido. Eles podem falhar.

A morte, como a vida, é um processo construído no interior de nossas células. Da mesma forma que o DNA controla nosso desenvolvimento, também limita a duração de nossas vidas.

Em cada cópia de si mesma, a célula perde um pequeno fragmento de DNA. Depois de bilhões de divisões, foi perdido tanto DNA que a capacidade de formar novas células fica comprometida.

A morte não é um acontecimento instantâneo. É um processo através do qual os órgãos pouco a pouco entram em falência. Ao dar as últimas batidas, o coração espalha pelo corpo um hormônio que aliviam a dor: as endorfinas. Sem oxigênio, os órgãos param de funcionar.

Em dez segundos a atividade cerebral cai. Em quatro minutos o cérebro será lesado irreversivelmente. Perderemos a condição humana.

A audição é o último sentido a nos abandonar. Mas algumas células permanecem vivas até mesmo depois da morte: as da pele ainda se dividem por 24 horas. E são necessárias 37 horas para que o último neurônio encerre a sua atividade.

Para alguns de nós, a vida pode durar muito tempo. Quem nasce hoje tem expectativa de viver 80 anos ou mais.

Mas todas as jornadas um dia devem terminar.

Depois de nossa morte, nossos filhos e netos carregarão nossos genes no interior de suas células, e vão transmiti-los para seus descendentes. Nossa vida continuará dentro deles. As memórias que deixamos, também.

A nossa Viagem Fantástica chegou ao fim. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Éblouie Par La Nuit - Barbet

Ofuscado Pela Noite Ofuscado pela noite por golpes de luzes mortais A arranhar os carros os olhos como cabeças de alfinetes Eu esperei 100 anos nas ruas em preto e branco Você veio assobiando Ofuscado pela noite por golpes de luzes mortais A chutar as latinhas assim como um navio perdido Se perdi a cabeça, eu te amei e talvez até pior Vôce veio assobiando Ofuscado pela noite por golpes de luzes mortais Você amou a vida ou apenas a viu passar? Das nossas noites de fumo não sobrou quase nada a não ser tuas cinzas pela manhã Nesse metrô repleto de vertigem da vida Até a próxima estação, pequenos europeus Coloque tua mão, desça lá abaixo ao meu coração Ofuscado pela noite por golpes de luzes mortais Um último passeio com a mão na ponta Ofuscado pela noite por golpes de luzes mortais A arranhar os carros os olhos como cabeças de alfinetes Eu esperei 100 anos nas ruas em preto e branco, Você veio assobiando. [A.B]

domingo, 1 de julho de 2012

Tesseract um hipercubo de 4 dimensões - Barbet

Projeção em 3D de um hipercubo realizando uma rotação simples em torno de um plano que corta a figura de frente para trás e de cima para baixo.
O conceito de uma quarta dimensão é algo frequentemente descrito considerando-se suas implicações físicas; isto é, sabemos que em três dimensões temos as dimensões de comprimento (ou profundidade), largura e altura. A quarta dimensão (espacial) é ortogonal às outras três dimensões espaciais. As direções principais nas três dimensões conhecidas são chamadas de em cima/baixo (altitude), norte/sul (longitude) e leste/oeste (latitude). Quando falamos da quarta dimensão, um par de termos adicional é necessário. Entre aqueles comumente empregados, incluem-se ana/kata (algumas vezes chamados de spissitude/spassitude), vinn/vout (usados pelo escritor Rudy Rucker) e upsilon/delta.
Para ser mais preciso, a quarta dimensão deveria ser identificada com o tempo (ou dimensão temporal). Todavia, entre as décadas de 1870 e 1920 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, a expressão caiu no gosto popular com o significado de "quarta dimensão espacial" (ou seja, seria na verdade uma "quinta dimensão") e daí disseminou-se por todos os campos das artes e ciências, tornando-se "uma metáfora para o estranho e o misterioso" (Kaku, 2000, p. 41). Portanto, este artigo discute as implicações da quarta dimensão como mais uma dimensão espacial, e não no sentido que lhe é dado, por exemplo, para explicar as teorias sobre o espaço-tempo de Einstein.

Visita de um ser tridimensional à Planolândia - Barbet

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Je Veux - Barbet

Eu Quero
Dá-me uma suíte no Ritz, eu não quero! Joias da Channel, eu não quero! Dá-me uma limusine, o que é que eu faria? Papalapapapala Deem-me empregados, o que é que eu faria? A mansão Neufchatel, isso não é para mim. Dá-me a Torre Eiffel, o que é que eu faria? Papalapapapala Eu quero amor, alegria, bom humor Não é o dinheiro que me trará felicidade, Eu quero morrer com a mão no coração Papalapapapala Juntos, descobrir a minha liberdade, Portanto, esqueçam todos os vossos padrões, Bem-vindo à minha realidade! Estou cansada das boas maneiras, são muito para mim! Eu como com as mãos, e eu sou assim! Eu falo alto e sou sincera, desculpem-me! Acaba a hipocrisia vou-me embora! Estou cansado dos linguarudos! Olhem para mim, De qualquer maneira eu não vos culpo, e eu sou assim Eu sou assim papalapapapala Eu quero amor, alegria, bom humor Não é o dinheiro que me trará felicidade, Eu quero morrer com a mão no coração Papalapapapala Juntos, descobrir a minha liberdade, Portanto, esqueçam todos os vossos padrões, Bem-vindo à minha realidade! Eu quero amor, alegria, bom humor Não é o dinheiro que me trará felicidade, Eu quero morrer com a mão no coração Papalapapapala Juntos, descobrir a minha liberdade, Portanto, esqueçam todos os vossos padrões, Bem-vindo à minha realidade! Eu quero amor, alegria, bom humor Não é o dinheiro que me trará felicidade, Eu quero morrer com a mão no coração Papalapapapala Juntos, descobrir a minha liberdade, Portanto, esqueçam todos os vossos padrões, Bem-vindo à minha realidade! Eu quero amor, alegria, bom humor Não é o dinheiro que me trará felicidade, Eu quero morrer com a mão no coração Papalapapapala Juntos, descobrir a minha liberdade, Portanto, esqueçam todos os vossos padrões, Bem-vindo à minha realidade!

mon premier vélo - Barbet

Hipocrisia, desonestidade e corrupção , já são padrões de comportamento dos jovens e adolescentes !!! - Haroldo Oliveira




Lula, Collor, FHC e José Sarney, assim como Lula, Maluf e Haddad são algumas das centenas de associações de gente da escória da sociedade para fazer do país uma corruptocracia fascista. Os reflexos estão nos incontáveis casos de desvio do dinheiro público que continuam sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, envolvendo relações criminosas entre o público e o privado que, em sua maioria ficam impunes diante de uma Justiça feita desqualificada pelas gangs que tomam conta do poder público.

A sociedade fala e escreve o que quiser. Os podres Poderes da República fazem o que querem sob a liderança do Poder Executivo, ignorando o que a sociedade fala escreve sem qualquer receio de protestos de qualquer magnitude a partir do momento que o Poder Judiciário já foi dominado pelo PT, o Poder Legislativo foi subornado pela gang do Mensalão, as oligarquias e as burguesias foram subornadas pelos agentes da corrupção e as Forças Armadas foram moralmente e materialmente dilaceradas com a cumplicidade e a omissão de comandantes militares que não possuem mais a honra, a dignidade e nem o patriotismo que justifiquem continuarem usando suas fardas.

Essa foi a democracia sempre desejada pelos desgovernos civis e seus cúmplices infiltrados nas instituições públicas e privadas, todos pactuados para fazer do Poder Público um Covil de Bandidos, do país um Paraíso de Patifes, e da impunidade a garantia de poderem continuar roubando bilhões de reais dos contribuintes ao longo dos anos com muito pouco risco de serem presos para pagarem pelos seus crimes.

Uma sociedade em que esclarecidos canalhas públicos e privados, juntamente com seus cúmplices, se associam ou se subordinam aos bandidos que tomaram conta do poder público sob o comando de representantes do PT, é uma sociedade sem futuro.

O Brasil está se mostrando ao mundo como um país em que o culto à corrupção através de suas oligarquias e burguesias públicas e privadas tem se tornado sua principal forma de imposição de poder político interno durante toda a sua história.

A corruptocracia como sistema político se impôs ao longo da Fraude da Abertura Democrática e o politicamente correto para a escória da sociedade é a omissão ou a cumplicidade diante da degeneração moral das relações públicas e privadas.

Na falta de homens dignos para comandar o país a única saída para evitar a continuidade dessa desgraça moral será uma revolução no Poder Judiciário ou uma dura intervenção civil-militar. Tendo em vista o domínio do Poder Judiciário pelos canalhas da corrupção, fica a segunda opção, em princípio, como a única forma para desmantelar as estruturas do Covil de Bandidos – o Poder Público.

O feliz encontro de Lula, Maluf e Haddad com direito a foto amplamente divulgada na Internet demonstra, para quem tiver mais de dois neurônios, não for subornado, não for subornador, não for um esclarecido canalha, ou um beneficiado pelo assistencialismo comprador de votos do desgoverno petista, que a política praticada no país é a mais calhorda que se possa imaginar.

Nas próximas eleições municipais uma inimaginável vitória para a prefeitura de São Paulo desse outro apadrinhado do mais sórdido político de nossa história marcará uma tragédia moral para os eleitores.

A impunidade garantida pela Justiça e pelos votos de quem quer o pior para o país, partindo-se do princípio que na capital paulista os esclarecidos são absoluta maioria, será um trágico referencial para as eleições presidenciais de 2014 e, nesse cenário fica muito provável a reeleição da presidente Dilma ou a volta de Lula ao cargo de presidente.

Não existem pejorativos suficientes para qualificar a essência corrupta de nossa sociedade que permitiu que o país tivesse seu destino ditado por canalhas pertencentes à academia, à classe dos artistas, à classe do jornalismo marrom, à classe dos estudantes universitários e a outros grupamentos sociais organizados.

Durante a Fraude da Abertura Democrática permitiu-se que os Poderes da República fossem aliciados e corrompidos por presidentes que nunca pensaram no progresso do país e no bem estar de sua população, mas essencialmente no fortalecimento material, financeiro e político de oligarquias e burguesias públicas e privadas que detêm o monopólio da vergonhosa corrupção que domina as relações públicas e privadas.

Enquanto a escória da política e seus cúmplices tramam o fortalecimento do fascismo petista para um continuado domínio do país, milhões de cidadãos trabalham mais de cinco meses por ano para sustentar essa canalhada que se deixa fotografar – sem qualquer constrangimento – demonstrando a liderança espúria sobre as relações públicas e privadas que está transformando o banditismo da corrupção em uma carreira “profissional” quase sempre vitoriosa, a quem interessar possa.

É muito triste acompanhar o crescente acovardamento das Forças Armadas diante dessa escória que domina o país como se na Constituição tivesse escrito: “o presidente da República seja qual for o seu caráter bandoleiro sempre será, sem contestação, o comandante a ser obedecido” mesmo que tenha sido eleito por estelionatos eleitorais descarados.

A fraude da Abertura Democrática vem transformando os canalhas da corrupção em heróis a serem admirados, as vítimas da falência cultural e educacional em massas de manobras assistencialistas, os pulhas esclarecidos em dominadores de uma sociedade sem rumo, e as pessoas dignas, honradas e patriotas em otários, imbecis e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.

No nosso país ser corrupto, desonesto, patife, leviano, safado, hipócrita, mentiroso entre outros, já são os valores básicos de sobrevivência que estão formando as gerações futuras e, visivelmente, já se apresentando como padrões de comportamento de milhões de jovens e adolescentes.

Geraldo Almendra
23/06/2012