domingo, 18 de novembro de 2012

A QUERELA DO DIPLOMA (JORNALISTA)

Na segunda metade do século passado, no ano de 1969, com o decreto 972, o Poder Militar tornou obrigatório o diploma universitário de jornalismo para o exercício dessa profissão.

No início deste segundo milênio, no ano de 2009, o Poder Judiciário, Supremo Tribunal Federal, derrubou aquela imposição castrense, tornando o exercício da profissão de jornalista livre da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.
Agora, neste ano de 2012, a querela voltou à tona para tornar obrigatório o diploma, e desta vez com a atuação do Poder Legislativo, por meio da proposta de Emenda Constitucional 33/09.
Ninguém sabe ao certo o que é democracia, mas quase todos sabem o que não é democracia. Investir contra a liberdade de imprensa é a negação absoluta da democracia.
A questão é saber se a imposição do diploma de jornalismo de fato constitui uma ameaça à liberdade de imprensa.
Os que são contra a exigência do diploma afirmam que essa exigência configura uma insuportável restrição à liberdade de imprensa, e um atentado contra a democracia.
Enquanto que os que são favoráveis à exigência do diploma afirmam que o interesse público exige a atuação de um profissional qualificado, e que tais qualidades só podem ser adquiridas em uma faculdade de jornalismo.
McQuail apresenta três teorias sobre o interesse público: a teoria da preponderância, que implica em uma Consulta plebiscitária à população; a teoria do interesse comum, que se baseia numa suposição que os governantes fazem sobre o que seja o interesse público; a teoria unitária, que é aquela teoria do comunismo
ou do nazismo, que faz imposições ditatoriais, declarando, por decreto, serem essas imposições "do interesse público".
No caso em discussão a bandeira do interesse público, hasteada pelos que querem impor o diploma, escancara a adoção da teoria unitária, pois eles não se dão ao trabalho de explicar a quem quer que seja o que eles entendem por interesse público.
A imprensa atual é altamente crítica e denuncia os abusos cometidos pelos governantes.
Se a exigência do diploma partiu da ditadura militar, sufocadora de toda liberdade de imprensa, é claro que a exigência do diploma constitui um atentado contra essa liberdade, e um perigo para a democracia
Filipe de Sousa
FENAI: 1142/09-
Texto retirado do jornal: GAZETA VALEPARAIB

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

APENAS PARA AS MULHERES ! QUALQUER GATO VIRA-LATA - Barbet

Sinopse: Tati (Cléo Pires) é apaixonada por seu namorado, o mimado e riquinho Marcelo (Dudu Azevedo), fazia tudo para mantê-lo sobre controle, mas o cara era um mulherengo e eles acabaram dando um tempo. Disposta a reconquistá-lo, ela acaba se oferecendo como "cobaia" para o professor de Biologia Conrado (Malvino Salvador), que defende uma tese polêmica sobre a harmonia entre as conquistas amorosas dos humanos e as atitudes dos animais. No começo, a experiência acaba dando certo, mas na medida que os dias passam, aluna e professor começam a vivenciar um novo momento e pintou um cheiro de romance no ar.

Philippe, résident du Centre d'hébergement des... por mairiedeparis ▸ Philippe, résident du Centre d'hébergement des Enfants du Canal - ontem Depuis 18 mois, Philippe a une petite chambre au centre d'hébergement des Enfants du Canal. Sa chambre. Une chambre qui va lui permettre, après 15 ans passés dans la rue, de se reconstruire peu à peu. Avec un objectif : retrouver du travail, et revoir ses enfants.

UM CRIME - Barbet




Patê de fígado de ganso (foie Gras)

O foie Gras (pronúncia [fwɑ gʁɑ], ou "fuá-grá") – termo que em francês significa "fígado gordo" – é o fígado de um pato ou ganso que foi super-alimentado. Junto com as trufas, o foie Gras é considerado uma das maiores iguarias DA culinária francesa. Possui consistência amanteigada e sabor mais suave em relação ao fígado normal de pato ou ganso.
Wikipédia
Bem, o famoso "foie Gras" nada mais é do que uma lipidose hepática, ou seja, uma doença do fígado. Como consequência de uma alimentação forçada durante 4 semanas, OS fígados dos gansos e dos patos incham 6 a 12 vezes o tamanho normal.
Cada ano, cerca de 10 milhões de gansos e patos são criados com esse fim, produzindo 16800 toneladas dos seus fígados em todo o mundo (números de 1998). A França é a maior produtora, com quase 80. O restante "foie Gras" é produzido pela Hungria, Espanha, Israel, EUA, Bélgica, Bulgária e Roménia. A produção de fígado de ganso já foi banida na Alemanha, Dinamarca, Noruega e Polónia. Recentemente, Arnold Schwarzenegger, governador DA Califórnia, também aprovou uma lei que proíbe a alimentação forçada de gansos e patos para a produção de "foie Gras". No entanto, a lei só entrará em vigor depois de 2012 para Dar um prazo aos produtores para alterarem essa prática.

Durante 4 semanas OS patos e gansos têm uma alimentação forçada e são mantidos em pequenos compartimentos. Isso torna mais fácil agarrar as aves pelo pescoço e inserir-se, pela garganta abaixo, funis e tubos metálicos de alimentação. As aves são presas e forçadas a abrirem OS bicos para lhes introduzirem um cano de metal de 20 a 30 cm que vai até ao estômago. Então é accionada uma alavanca, que bombeia a ração de milho directamente para o estômago DA ave.

Em alguns casos colocam um anel elástico apertado no pescoço DA ave para o caso de ela tentar regurgitar a ração. Este processo ocorre 3 a 5 vezes por dia. E a ração é composta de milho cozido e às vezes inclui gordura de porco ou de outros gansos com sal.

Cada ave é forçada a ingerir até 3,5 kg de ração por dia, o que equivale a um humano ser forçado a comer 12,5 kg de macarrão. Como consequência DA alimentação forçada OS animais têm dificuldades em andar e respirar, entre outros danos físicos.

Um estudo concluiu que quase 10% das aves morrem com o estômago rebentado e com alimento a entrar no pulmão. Algumas apresentam também deformações nos bicos e doenças e infecções causadas pela sujidade dos tubos de alimentação.

Depois das 4 semanas de alimentação forçada OS patos e OS gansos são abatidos. Na maior parte das vezes OS fígados estão inchados de 6 até 12 vezes o tamanho normal, formando massas pálidas e inflamadas do tamanho de melões em vez de órgãos firmes, pequenos e sadios.

Apenas OS patos (machos) são usados para fazer o patê por produzirem fígados maiores e serem considerados mais resistentes às 4 semanas de tortura. As aves fêmeas são tratadas como lixo. Normalmente as fêmeas recém-nascidas são entulhadas em sacos de nylon, que são amarrados e colocados em latões com água a escaldar.

O "foie Gras" tem também consequências negativas para a saúde humana. 85% das calorias do patê são de gorduras - mais do dobro do que apresenta um hambúrguer. Essa gordura é em Grande parte ácido palmítico, uma gordura saturada conhecida por aumentar OS níveis de colesterol.
Veto ao foie Gras alimenta a Ira francesa
O presidente François Hollande e produtores do país criticam a decisão DA Califórnia de proibir venda DA iguaria
Donos de granja na França se amparam no Código Rural do país; ativistas condenam alimentação forçada

KIM WILLSHER
DO “OBSERVER”, EM FRESPECH, FRANÇA
O produtor de foie Gras Yves Boissière promete aos visitantes um giro abrangente pela sua granja em Frespech, no sudoeste DA França.
O ponto inicial é o "berçário" aquecido que abriga 800 filhotes de pato de dois dias de idade. O dia termina com um jantar com foie Gras no restaurante DA granja.
Mas uma parte importante do processo está ausente: trata-se do "gavage", a alimentação forçada dos animais. É isso que causa indignação nos defensores dos direitos dos animais e resultou em proibição à venda e produção de foie Gras no Estado DA Califórnia, nos EUA.
O presidente francês, François Hollande, assumiu o compromisso de combater a decisão californiana, que entrou em vigor em 1º de julho.
Não é a queda nas vendas que preocupa OS produtores franceses -o produto não tem Grande mercado do outro lado do Atlântico- e sim o medo de que a proibição se torne contagiosa, arruinando porção relevante DA herança gastronômica francesa.
Boissière não hesita em falar sobre OS detalhes do "gavage". Descreve como seus empregados bombeiam ração para OS estômagos dos patos a fim de tornar seus fígados gordurosos -é isso que significa "foie Gras"- elevando o peso dos órgãos a cerca de 500g, ou dez vezes o normal.
Ele oferece números e fatos: OS filhotes passam duas semanas "se aclimatando" no berçário, 12 semanas ao AR livre e depois por 13 dias de alimentação intensiva, começando com 200g de milho ao dia e subindo gradualmente para um quilo diário.
Mas a alimentação forçada não consta na visita guiada. Se OS visitantes pudessem assisti-la, teriam visto uma funcionária introduzindo OS tubos de alimentação na garganta dos animais, enquanto OS acalma com carícias nas suas penas peitorais.
Não há sinal evidente de crueldade, o que torna curiosa a omissão de Boissière.
NA TRINCHEIRA
Um estudo científico aceito em 1998 pela Comissão Europeia constatou que o índice de fatalidade entre OS animais alimentados à força era até 20 vezes superior ao registrado entre animais alimentados normalmente.
O relatório descreve o foie Gras como "fígado patológico" de uma ave "com esteatose hepática" -acumulação de células gordurosas que, em seres humanos, seria usualmente causada por abuso de álcool ou obesidade.
Como resultado, a alimentação forçada está proibida em países como Reino Unido, Alemanha e Itália.
Os produtores, entretanto, contam com um trunfo: segundo o Código Rural francês de 2006, "o foie Gras é parte DA herança cultural e gastronômica protegida DA França. Por 'foie Gras', entende-se o fígado de um pato ou ganso engordado especificamente por alimentação forçada".
Argumentam que patos migratórios se enchem de comida para longas jornadas, e o "gavage" é extensão desse processo natural.
VOTOS E PATOS
Boissière diz que a decisão californiana é um erro e quer que o governo francês a conteste. "Creio que resulte DA incompreensão e que tenha sido adotada porque é um jeito fácil de conquistar votos, mas se baseia na ignorância quanto aos fatos", afirma.
Brigitte Gothière, do grupo "Stop Gavage", surgido na França, discorda completamente. "Não estamos falando em conceder o direito de voto aos patos. O ponto é o respeito a um ser vivo. Os patos usados para o foie Gras jamais migraram", diz. "Os granjeiros argumentam que a alimentação forçada é reversível e não causa doenças. Isso não é verdade".
...

RICO, RICO, RICO - Barbet

"Je suis pauvre, pauvre, pauvre, du Marais, Marais, Maraia, Je suis riche, riche, riche Jê m´arrete ici" quando descobri a verdadeira pronúncia deste bairro, logo me vio à cabeça esta cançao infantil. embora não possa afirmar com certeza que a letra se refira ao bairro parisiense, durant uma breve pesquisa, descobri algumas explicações interessantes para a palavra "marré" na música, uma delas diz que a letra original seria a que escrevi acima, cuja tradução seria: "Eu sou pobre, pobre, pobre, do Marais, Marais, Marais. Eu sou rico, rico, rico e vou parar aqui". adorei esta explicação.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Aimer sans perdre la raison - Antonio Xisto

315479_10151173924848185_333076813_n.jpg

L’amour ce mot élimé par le temps. Et pourtant, il est utilisé chaque jour et même aux tréfonds de nos nuits. Aimer est la plus sublime action de l’Humain, dit-on. Mais, lorsque nous employons ce verbe actif, sommes-nous dans la même définition ? Avons-nous une approche universelle de ce mot employé ?
Et voilà, que les conflits naissent, fleurissent à l’unique évocation de ces diverses questions pourtant essentielles. Et s’il suffisait d’aimer sans se poser mille questions. Nous donnerions alors une dimension " magique " , "sectaire " du mot Amour. Nous serions en danger psychologique et mettrions les autres dans ce même précipice. Aimer à perdre la raison, chante le poète. Il vaut mieux aimer et raison garder. Sinon, nous sommes dans l’expression du fusionnel qui empêche l’autre de respirer. Nous sommes alors dans le chantage affectif. Et lorsque l’objet de mes désirs tend à disparaître, je suis prêt à tuer. L’être que je pensais aimer faisait partie intégrante de moi et le fait que cette personne me quitte, je n’existe plus. Et pourtant, l’Homme a un besoin existentiel de poétiser son existence. Que serait une vie sans Amour ?
Une cymbale qui ne teinte plus.
L’expression de nos sentiments est le miroir de notre propre imaginaire érotique. L’érotisme est la métaphore poético-existentielle de notre amour. Nous sommes des êtres profondément sexués et érotisés.
Il faut savoir se construire intérieurement pour mieux vivre son couple ou sa relation amoureuse. L’Amour n’est jamais captation de l’autre. L’Amour n’est jamais une jalousie pathologique qui démontre un manque de confiance en soi. Il faut simplement s’aimer avant de vouloir aimer. N’oubliez jamais qu’un individu qui affirme se détester et honnir son environnement est dans l’incapacité absolue de vous aimer. Si vous tombez sur ce genre de personnes, sachez que votre présence les sécurise. Ils peuvent justement érotiser les liens qui vous unissent et qui sont purement imaginaires. Ils ne sont pas réciproques. Et les mal-entendus apparaissent...
Dans ce contexte de crise économique, nous avons une urgente et vitale nécessité de nous relier. Et non de nous briser sur les rochers de la fatalité. Nous devons communiquer autrement que virtuellement, pour éviter des fantasmes malsains. Voir la personne en face. Rire, réfléchir, manger, désirer, partager ses mystères et secrets avec elle. Il faut nous tenir sur ce chemin qui mène vers l’épanouissement personnel.
La fleur a besoin de lumière pour déployer ses pétales dont les couleurs nous émerveillent. L’Amour est un émerveillement constant, une redécouverte de l’autre comme au premier jour. L’Amour est inventif aussi bien dans le choix des cadeaux que dans l’exultation des corps. A vous d’aimer sans posséder ! A moi aussi, parfois.
Il nous faut aimer avec pureté tels des explorateurs qui pénètrent sur une terre inconnue. Aimer, c’est mûrir chaque jour au soleil du Respect, de la délicatesse des gestes. Aimer, c’est mettre la douceur dans les méandres du cœur. Aimer, c’est regarder différemment pour offrir sa vision à l’autre. Les chiens ne font pas des chats, dit-on. Rien de plus stupide que cette phrase. Combien de fois n’ai-je vu des êtres totalement métamorphosés par l’amour vrai. N’écoutez pas ceux ou celles qui veulent absolument plaquer leur morale sur vos comportements. Chacun est suffisamment adulte pour savourer l’amour qui l’enflamme.
Ce qu’il y a d’encombrant dans la morale des autres, c’est qu’elle n’est que des autres disait en substance Léo Ferré. En effet, un individu responsable est tout à fait capable de se construire sa propre éthique.
Les chrétiens disent que Dieu seul est Amour. D’ailleurs, les juifs, les musulmans aussi. Mais, si vous désirez vous accaparer Dieu, alors les guerres empourpreront notre planète.
Aimer dans la liberté est le plus beau fruit à déguster. Même si vous êtes mariés ou en couples depuis plus de vingt ans. L’Amour est à réinventer chaque jour. Cette dernière phrase n’est pas de moi mais de saint François. Les saints aussi sont des experts en amour et peut-être plus que nous. Alors, allons vers ces océans qui nous font naviguer dans les embruns des sentiments heureux. Il faut fêter l’amour au quotidien. Mais, il est bien qu’une journée soit consacrée à ce Saint Valentin qui aimait avec la folie de la Foi et la raison des circonstances.
Prenons l’être que nous aimons dans nos bras et demandons-lui ce qui pourrait améliorer la vie commune. Ne sombrons point dans la symbiose de l’amour-fusion qui est amour-pouvoir. Mais embrassons les myriades de visages de la philia, l’agapè..etc. Toutes ces sources qui nous font aimer aussi bien notre voisin, quelqu’un rencontré dans le destin d’une rue ou l’épouse, l’ami ( e ) de l’âme. L’amour n’est pas une pulsion orgasmique. L’amour est édification de notre univers intérieur pour mieux en saisir la quintessence. L’amour peut s’écrire en plusieurs dialectes. L’amour, c’est toi, c’est moi sur cet immense navire glissant sur les flots de la mort. L’amour est la mort se rejoignent en étranges paradigmes. L’amour fait oublier que nous sommes mortels. Et permet d’assumer cette dernière expérience.
Donc, l’amour est tout ce que nous pouvons espérer de plus haut. Il est souffle de vie pour l’éternité. Ne mettons point de barrages sur sa route, laissons-le vivre et battre en nous. Comme la flamme d’une bougie qui perce nos obscurités. L’amour est le brasier qui nous fait brûle et aimer la Vie par-dessus tout. Avant d’aimer autrui aimons d’abord notre vie, telle qu’elle est et non telle que nous voudrions qu’elle soit. Et faisons tout pour avancer dans une intériorisation de l’acte d’aimer. Aimer, c’est revivre chaque jour et intégrer les cristaux qui scintillent au fond des yeux de notre compagne ou compagnon. Aimer, c’est ne jamais cesser de vivre dans le regard des autres ou de l’Autre. Aimer, c’est tout ce que j’ai écrit et tout ce que je n’ai pas dit. Je t’Aime, mon Tendre Amour. Et cela je te le dis avec les mots de l’âme.
Bruno LEROY.

domingo, 11 de novembro de 2012

PASSEIO SOCRÁTICO - Frei Betto

 
 
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé, pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”
A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi¬nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,¬ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba¬ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su-gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.

ACAUÃ - BBT

La perle du jour - audio - Le riche insensé - Antônio Xisto

Le riche insensé (Lc 12,13-21)
Quel Dieu
  La perle du jour
 

MAYOR CABARET DEL MUNDO -- INCREIBLE! - DI

domingo, 4 de novembro de 2012

20 REAIS - O PREÇO DE UMA ÍNDIA/VIRGEM - Laerte Braga

Uma jovem brasileira de 20 anos leiloou sua virgindade na internet e fechou um contrato no valor de 1,5 milhão com um comprador japonês. O “evento” vai acontecer a bordo de um avião e as tratativas estão sendo feitas, mais ou menos o que pode e o que não pode, acerto de data, etc.
Uma jovem índia de 12 anos de idade vale 20 reais para um latifundiário, um vereador, um comerciante e dois militares do Exército no município de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas. E dependendo das circunstâncias os 20 reais podem se transformar num celular, ou numa caixa de bombons.
A negativa a uma oferta dessas pode implicar em morte. A denúncia também. A Polícia do estado investiga o caso faz tempo, não chega a conclusão alguma, lógico, o que valeu agora a entrada da Polícia Federal na história.
O de sempre. Testemunhas ameaçadas, famílias coagidas, na cabeça dessa gente índio não é gente, é bicho. Preconceito puro. Quem tiver oportunidade de conversar com militares brasileiros que servem na região vai ouvir que “índios são sujos”, “índios vivem bêbados” e “índias são prostitutas”. É a formação humana que recebem nas academias onde se cultua o golpe de 1964. Em hipótese alguma admitem que o avanço sobre as terras indígenas e toda a barbárie do homem branco são alguns dos fatores responsáveis pela degradação de várias tribos.
A exploração sexual de meninas indígenas, algumas até com 10 anos, está denunciada desde 2008 e permanece intocada. Os governos estaduais e o governo federal costumam olhar publicamente para um lado e de fato para outro. O prefeito eleito de Manaus, o ex-senador Artur Virgílio, fez o diabo, o que pode e não pode, para escapar de ser indiciado na CPI dos menores, acusado de crime de pedofilia. Conseguiu, é claro, o Congresso, em sua grande maioria, é clube de amigos e inimigos cordiais.
É uma das faces da falência do institucional. Há uma decisão do ministro Marco Aurélio Mello, paladino da moral e dos bons costumes, absolvendo um latifundiário do crime de relações sexuais com uma adolescente de 12 anos. Tem tempo, mas não tanto assim. O ministro alegou, em seu voto, que a menina tinha consciência do que fazia. Tinha sim. Era vendida pela própria mãe. Do que restam dois criminosos. O que vende e o que compra.
A despeito da decisão de uma desembargadora do Tribunal Regional Federal garantindo a posse da terra dos Guarani-Kiowás no Mato Grosso do Sul ainda não está resolvido o problema. Suspende o despejo dos índios. De passagem é bom dizer que suspende o despejo dos índios em suas próprias terras. Prevalece o poder do latifúndio. É um dos grupos que forma a base de apoio do governo. No duro mesmo, base de chantagem que o governo aceita.
Quem poderia imaginar Nova Iorque semi destruída por um furacão? Um dos principais cartões de visita dos EUA quase foi varrido do mapa pelo Sandy. Nada a ver com a cantora brasileira e nem com o propalado protesto de outra cantora brasileira, Vanessa Camargo que quer um furacão com seu nome. Do contrário não renova contrato com a sua atual gravadora. É só uma demonstração da mediocridade que assola a sociedade do espetáculo.
Pior que isso só a “comentarista” Leilane Neubarth, no jornal da seis, na GLOBONEWS, lamentando que o furacão tenha afetado Nova Iorque, a dor das pessoas, “afinal isso poderia acontecer a qualquer um de nós”. Quem cara pálida? Uma jovem índia do Amazonas valendo 20 reais?
Como estamos chegando ao fim do ano, época de troféus, leva a indicação para o de “maior besteira dita ao vivo num jornal de tevê”. É que as ditas por Willian Bonner, ou Willian Waack o são com um tom de seriedade e “certeza”, pois é fundamental no processo de limpar o cérebro de milhões de Homer Simpson, destinados a acreditar na salvação eterna a partir do JORNAL NACIONAL.
São Paulo, onde estão as principais bases operacionais do PT e PSDB, dois dos três principais partidos políticos brasileiros (em números eleitorais), está em guerra civil. O governo nominal da OPUS DEI através de um dos seus principais próceres, Geraldo Alckmin e o governo real, do PCC. Primeiro Comando da Capital. Media de 10 mortes por noite mais ou menos. Deve estar próximo do acontece no Iraque, no Afeganistão e adjacências.
E Alckmin conta passar a perna em Aécio Neves e vir a ser o candidato do seu partido, PSDB, à presidência da República, em 2014.
A GLOBO está anunciando a transmissão das eleições presidenciais nos Estados Unidos full time, o que inclui a apuração em “tempo real”. As simpatias da rede norte-americana em operação no Brasil são pelo republicano Mitt Romney. Tentam disfarçar, mas volta e meia a mão direita escapa e alguém grita Herr Romney.
Romney já anunciou chuva de bombas por todos os cantos do mundo se for eleito. E um grande número de demissões, segundo ele, “o que eu mais gosto de fazer, demitir pessoas”
O ex-presidente de Cuba Fidel Castro disse que o que aconteceu com os EUA, a destruição provocada pelo furacão Sandy, o número de mortos, não acontece em situações semelhantes em Cuba, por uma razão muito simples. Em Cuba o ser humano é prioridade, nos EUA a propriedade privada é a razão de ser do conglomerado.
Na Espanha está suspenso o auxílio natalidade. Uma tentativa do governo de direita de garantir o pagamento das dívidas junto aos bancos. Imposição de equilíbrio fiscal imposta pelo governo do partido nacional socialista da Alemanha, herr Ângela Merkel.
As taxas de desemprego na Espanha e na Grécia atingem níveis absurdos e a crise bate em Portugal e na Itália. A saída à Islândia, uma banana para os bancos e a vontade popular prevalecendo não é sequer citada pela mídia aqui no Brasil. Não interessa, a mídia é controlada entre outros pelo sistema financeiro.
Na onda de privatizações que vem desde FHC, Israel entrou na EMBRAER, é sócia, já controla a indústria bélica brasileira, tudo na esteira do acordo de livre comércio firmado por Lula, o pai dos pobres e mãe dos ricos.
E um detalhe, as operadoras de telefonia fixa e celular, em algumas regiões do Nordeste, nos seus serviços de call Center, recomendam aos “funcionários”, na prática escravos, que ao invés de saírem para ir aos banheiros em caso de necessidade, usem fraldões. O rendimento no “trabalho” é integral. São empresas estrangeiras associadas a brasileiras, que prestam serviços de péssima qualidade, assaltam o usuário no dia a dia, mas é como dizem, o milagre do progresso, da tecnologia.
Que é deles. Nesse aspecto somos um País manco. Dependente. E Dilma, em nome da Copa do Mundo vai privatizar (chama de concessão) portos e aeroportos. A porta de entrada do Brasil.
Já não tem a menor idéia de por onde anda, mesmo com altos índices de popularidade. Conseqüência dos coronéis eleitorais chamados bolsa família
Um detalhe final. A decisão para garantir, pelo menos momentaneamente, a posse de suas terras aos índios Guarani--Kiowás, saiu depois que o assunto ganhou a mídia internacional. Mobilizou entidades de direitos indígenas e humanos em todo o mundo e revelou a importância das redes sociais, a grande campanha no Facebook em favor da permanência dos índios em suas terras
Mas o estupro de uma índia continua coberto por um véu de silêncio. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Lúcifer, Satã, Diabo (Caligástia), Belzebu - Barbet

Tudo que falamos é muito menos do que pensamos.
Lúcifer

Lúcifer, Satã e o Diabo (Caligástia), ainda temos a figura de Belzebu em segundo plano, todos são seres diversos que trabalharam juntos em nosso planeta.
Interessante que as iniciais de cada um forma LúciferSatãDiabo é o acrônimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.Pode ser apenas uma coincidência mas é interessante.

Allez étudier , Vamos tentar entender:

Quase nada se sabe sobre Lúcifer na Terra, devido ao fato de haver designado o seu primeiro assistente, Satã, para advogar a sua causa no nosso planeta. Satã, jamais funcionou como um Soberano de Sistema; mas participou totalmente da insurreição de Lúcifer. E o “diabo” não é nenhum outro senão Caligástia, o Príncipe Planetário deposto da Terra há 200.000 anos atrás. Abaddon era o dirigente do corpo de assistentes de Caligástia. Ele seguiu o seu chefe na rebelião de LUcifer e, desde então, atuou como dirigente executivo dos rebeldes DA Terra. Belzebu foi o líder das criaturas intermediárias desleais que se aliaram às forças de Caligástia.Na época em que Jesus esteve na carne na Terra,Lúcifer, Satã e Caligástia aliaram-se para, juntos, tentar causar o insucesso da sua missão de auto-outorga. Todavia, tiveram um fracasso notável como já sabemos.

LÚCIFER era brilhante, possuía experiência de serviço em muitos sistemas, havia sido um alto conselheiro do seu grupo e distinguira-se pela sabedoria, sagacidade e eficiência. Era o número 37 DA sua ordem e fora distinguido como uma das cem personalidades mais capazes e brilhantes entre mais de setecentos mil DA sua espécie. Vindo de um começo tão magnífico, por meio do mal e do erro, abraçou o pecado, e agora está numerado como um dos três Soberanos de Sistemas que sucumbiram ao impulso do ego e renderam-se aos sofismas de uma liberdade pessoal espúria — a rejeição DA lealdade universal, a desconsideração pelas obrigações fraternais e a cegueira para as relações cósmicas.




Halloween - Doçura ou travessura? - Barbet

A festa do Halloween é de origem celta.
Uma festa tão popular na antiguidade que nem a igreja católica com todo seu poder de convencimento conseguiu mudar do calendário popular.
Segundo a tradição, nesse dia se abria um portal entre os dois...Mundos e OS parentes podiam visitar seus - familiares encarnados.
O catolicismo criou o dia de finados para apropriar-se DA data, assim como depois criou o natal para apropriar-se das festas de Mitra, que eram festejadas nessa época.
A própria lenda de Mitra se mistura a historia que a igreja contou sobre Jesus.
Portanto essa historia de dias dos Santos, dia de finados, na verdade faz parte de uma tradição ancestral...
O respeito aos entes queridos que partiram antes de nós é fundamento de caráter.
Façamos por esses dias um pensamento de carinho aos que já foram. Nenhum pensamento deixa de chegar para aonde foi enviado e quando esse pensamento é bom, de alegria e gratidão, para quem esta do outro lado é um lenitivo, um estimulo fabuloso.

- Doçura ou travessura? Perguntam as crianças.
- as crianças também participam desta festa, onde com a ajuda dos pais colocam fantasias assutadoras e partem para a vizinhança onde soltam a frase -doçura ou travessura? E felizes terminam seu dia 31 cheio de guloseimas, balas, chocolates e doces.
- Uma festa com mais de 2500 anos.
- Surgiu com o povo celta que acreditava que no último dia do verão lá na Europa (31 de outubro)

OS espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos vivos.

- Para assustar estes fantasmas OS celtas colocavam em suas casas objetos assutadores como ossos, caveiras e aquelas conhecidas e lindinhas abóboras com uma vela dentro.
- por ser uma festa pagã foi condenada na idade média quando começou a ser chamada de Dia das Bruxas.
- Quem a fizesse era condenado e levado à fogueira pela Inquisição.
- foi criado nesta época, Idade média, o dia de finados (02 de novembro) pela igreja católica para tentar diminuir as influências pagãs já bem fortes.
- no Brasil, foi criado em 2005 pelo governo, o dia do Saci (comemorado também, hoje dia 31 de outubro).

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O SAQUINHO DE BOLAS, OS GUARANI-KAYOWAS E REGINA DUARTE - Laerte Braga

Laerte Braga
Nos antigos colégios internos era comum a realização de “assembléias”, onde diretores, professores e convidados transmitiam lições de moral e cívica. Numa dessas assembléias, em meu tempo de ginásio, ouvi uma história interessante (muitas ilustrações orais usadas pelos palestrantes o eram).
Falava de duas mulheres, a patroa viúva e a empregada solteira. As duas com forte dose de religiosidade. Num dado momento a patroa propôs a empregada que cada uma delas tivesse um saco e ali depositassem uma bola cada vez que pecassem. Ao final do ano saberiam qual das duas era a mais pecadora, ou apenas a pecadora.
A patroa viúva vivia em casa a maior parte do tempo e a empregada após o seu trabalho ia se encontrar com o namorado.
Ao final do ano, no momento de contar as bolinhas, a empregada chegou à sala arrastando um saco pesado ao contrário da patroa um saco leve. Ao virar o seu saco para contar as bolas a empregada espantou-se, pois nenhuma bola caiu e de repente o saco se mostrou vazio. O saco vazio da patroa, ao contrário, deixou cair 365 bolas, simbolizando 365 “pecados”.
Segundo o palestrante e ante o espanto de ambas um anjo desceu até o centro da sala e diante das duas ajoelhadas e contritas, explicou o fato. As 365 bolas que não caíram do saco da empregada, haviam sido postas ali por ela, sumiram por um motivo simples. Nas noites em que saíra com o namorado e (vou usar a expressão do palestrante) tiveram “relações carnais”, houve em cada dia um ato de amor. Ao contrário, na única vez que “pecou” (vou usar outra vez a expressão do palestrante, que certamente quis dar maior ênfase ao “pecado”), a patroa o fez por hipocrisia com “um amigo da família”, já que toda a “pureza exibida apenas encobria pensamentos sujos”.
É característica das nossas elites políticas e econômicas. A presunção da “pureza”, que aqui pode ser substituída por mais que hipocrisia, mas por absoluta desfaçatez e não em “relações carnais”, mas no aspecto político de dominação. Se vê isso muito hoje em igrejas neopentecostais, que no simples trato de questões do cotidiano se transformam em agentes do conformismo e do fanatismo religioso a serviço de interesses dos senhores.
A crítica pública a uma pessoa só tem sentido ser for conseqüência de uma atitude, um desempenho, se for política. Do contrário se ganha um cunho pessoal, meramente pessoal não tem razão de ser. Acaba não sendo crítica.
A situação dramática dos índios brasileiros, agora com repercussão internacional face à chacina contra Guarani-Kaiowás, é a mesma que transformou o general Custer e sua cavalaria em herói de vários filmes de John Wayne dizimando índios para que o “progresso” pudesse chegar. Há uma prática de longos anos de criminalizar o índio, de transformá-lo em bárbaro, em um ser cruel e atrasado e a mania de catequizá-lo com as idéias do “homem branco”. Não busca transformá-lo em branco, mas em escravo, ir eliminando os povos nativos, no caso do Brasil por exemplo, enquanto o tal progresso não passa do transgênico/veneno que comemos todos os dias nas tecnologias capitalistas de empresas como a MONSANTO, associada a boçais que permanecem assim desde o primeiro pingo de vida no Planeta, falo dos latifundiários. E são parte do governo na tal base aliada.
O genocídio que se estende a todas as nações indígenas do Brasil, como em outros países, como antes nos EUA, é o mesmo, por exemplo, que criminaliza muçulmanos, negros, pobres, que despeja Pinheirinhos e que implanta modelos cosméticos, mas violentos de “pacificação”, sem que o trafico de droga, alvo das UPPs, sofra um só arranhão. Permaneça intacto, até com a cumplicidade dessa aberração chamada Polícia Militar, inaceitável num estado dito democrático.
Pessoas. Marilyn Monroe num determinado momento de sua carreira, quando atingiu o ápice, fez uma declaração interessante e definitiva sobre determinadas situações que viveu. “Agora não preciso mais fazer trabalho de blow job em donos de estúdio para conseguir papéis. Sou uma mina de ouro para eles”.
Quando o privado se mistura ao público a crítica à pessoa é correta, necessária e importante para que se possa ter a real dimensão do problema, refiro-me à questão dos índios, ao genocídio impune, com guarida no STF (Supremo Tribunal Federal) e, especificamente a ex-atriz Regina Duarte. É necessária porque a pessoa se transforma em instrumento da classe dominante por si e por seu mau caratismo.
Tentar compará-la, por exemplo, em qualquer plano, a Marilyn Monroe seria um ato de insanidade, o problema é outro. O blow job é um expediente usado e pode ser em si, ou como conceito de forma de ser. O que em muitos momentos é um ato de amor vira um aríete a serviço dos donos.
“Tenho medo, estou com muito medo”. Foi uma declaração da ex-atriz feita em 2002, pouco antes da eleição de Lula, atendendo a um pedido de FHC. Protagonizou situações constrangedoras ao ex-presidente, quando ainda senador e era a principal “cabo eleitoral” de FHC em São Paulo. Constrangedoras do ponto de vista público e do ponto de vista familiar.
Entre atores é considerada por muitos como “mau caráter”, por ter usado todos os expedientes para alcançar papéis, até consolidar uma situação, ou seja, a hipocrisia da patroa e sua única bolinha que acabou se transformando em 365 bolas.
Celso Furtado, um dos maiores pensadores do País, do mundo, fez uma constatação importante já no final do século XX. “A revolução feminista foi a mais importante revolução do século XX”. Segundo ele, maior que a própria revolução bolchevique. Estendia-se ao mundo inteiro e trazia, como trouxe, a mulher para o centro do palco, tirava-a da condição de espectadora para a de protagonista do processo político e econômico.
Quem vê as fotos de Ernesto Chê Guevara em camisas dos mais variados tipos, cores, etc, muitas vezes não percebe que o capitalismo se apropriou do Chê e o transformou em lucro, o que não diminui sua extraordinária importância histórica e seu exemplo de conduta como “lutador do povo” (expressão criada por César Benjamin). Mostra a amoralidade do capitalismo.
Ao perceber a ascensão da mulher ao centro do protagonismo político e econômico o capitalismo se apropriou dessa conquista fantástica, para criar a mulher objeto. Ou seja, a liberdade da mulher continua sendo uma luta para que possa ser mulher e não mercadoria. O machismo é bem mais que ser senhor de alguma mulher, mas é manter intocado o sistema capitalista preso ainda à Idade Média, agora a Idade Média da Tecnologia, os castelos complexos dessa tecnologia. São simples – exploradores e explorados.
Regina Duarte nesse contexto é mercadoria. Ao comparecer a um seminário da Sociedade Interamericana de Imprensa está vendendo sua imagem (ou o que resta dela) à defesa da “liberdade de expressão”, a intocabilidade das famílias que controlam a mídia de mercado no País. Ou seja, lutando para o JORNAL NACIONAL continue sendo o símbolo de um poder que se criou na ditadura militar e tem o telespectador em tudo o que envolve a GLOBO, o grupo, estou tomando-o aqui como síntese, na conta de idiota, ou “Homer Simpson”, o ingênuo que acredita piamente em tudo o que se lhe é passado em nome do patriotismo, do modelo, do sistema. Ou defendendo as mentiras largamente demonstradas de VEJA e todo o contexto que significa mídia como braço do capitalismo, da classe dominante.
Na novela ROQUE SANTEIRO, de um dos maiores autores teatrais do País, Dias Gomes, a moça de um cabaré, o cabaré da cidade, sonha com um rico fazendeiro se apaixonando por ela e levando-a, depois do pedido de casamento, para sua grande fazenda. No último capítulo o fazendeiro se materializa em Tarcisio Meira e a moça, Isis de Oliveira alcança seu sonho.
Latifundiários desprezam o romantismo/crítico que Dias Gomes imprimiu ao fato, para simplesmente comprar quem se dispõe ao blow job.
A mercadoria/latifundiária Regina Duarte é, neste momento, o principal porta-voz da barbárie capitalista contra os índios Guarani-Kayowas. Não entende nada de revolução feminista e nem do papel da mulher na construção de um modelo alternativo que, entre outras coisas, exclua a barbárie, a vitória pelo blow job, ou aquele em que o blow job seja um ato de amor como o da empregada/trabalhadora. Bem longe da hipocrisia da patroa.
E até na visão do anjo segundo a historinha.
VITRINE DO MUNDO
Barbet
26 de outubro 2012

Instintivamente,
Em passos incertos ia,
No amanhecer do "dia",
Ainda não percebia.

Depois observando,
Nos tropeços do caminho
E mesmo assim caindo,
Mãos se estendiam.

Mas, são tantos os irmãos,
Caídos e maltratados,
Pelas ruas encontrados,
Chega-me uma preocupação.

Tira-me o sossego,
Tal estado de coisas,
O mundo continua rodando,
OS "invisíveis" padecendo.

Será que as possiblidades,
Ocasionalmente ofertadas
E muitas vezes retiradas,
Seguem um padrão?

Haverá um "Patrão",
Que hora mal humorado,
Tire OS sonhos, sonhados,
De tão infeliz cidadão?

Haverá um manual,
Um guia a ser seguido,
Para se adquirir na vida,
OS elementos apetecidos?

Ou já viemos marcados,
Data de validade vencida
E só alguns conseguem
Alegria na vida?

Se assim fosse,
Por certo algo teria,
Muito errado neste contrato,
Devendo ser derrogado.

Como isso não acontece e
O contrato permanece,
Carece de muita atenção,
O comportamento de ocasião.

As escolhas devem seguir,
Critério do coração,
Não podemos esquecer,
Quase tudo fica no chão.

O que levamos na "mala"
Não tem peso, mas valor,
Leve, viaja nas asas do vento,
Desperta no pensamento
Do mais atento autor.

***

Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
---------
Portal A ERA DO ESPÍRITO

http://www.aeradoespirito.net/


Planeta ELIO'S (Temas Espíritas)
http://emollo.blogspot.com.br/



Planeta ELIO'S (Poemas)
http://planetaelios.blogspot.com/

STFG OU PRG? - O BRASIL "INVISÍVEL" - Laerte Braga

Laerte Braga
Ou Lula é um idiota, ou Lula é um farsante. O mensalão foi uma das armadilhas das muitas nas quais caiu. A carta de intenções que assinou quando FHC era presidente e o País estava falido, tentando se mostrar um “candidato responsável”. Correu ao Palácio, abraçou o presidente, recebeu afagos de um “Lula está maduro” e eleito para mudar, inventou um “capitalismo a brasileira” misturado a políticas assistencialistas, o Brasil continua debaixo do tacão do sistema financeiro, dos grandes conglomerados empresariais, do latifúndio e sob a ameaça de retorno à idade das trevas na ação da chamada bancada evangélica.
Uma combinação de canalhas aos quais se associa a mídia de mercado.
Supremo Tribunal Federal da Globo, ou Partido da Rede Globo? Esse é o Brasil “visível” e mostrado todos os dias como se essa fosse a nossa realidade. É a deles, dos donos.
A armadilha Haiti. O assunto já estava decidido no governo FHC e Lula não hesitou um só instante em enviar tropas brasileiras para aquele país numa ocupação interminável e que não melhorou em nada a vida dos haitianos, tampouco promoveu a democracia. É parte do processo de ocupação e recolonização do Brasil, hoje relegado à condição de Grande Colômbia, o nome que o conglomerado ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A dá a todo esse conjunto de ações.
Cerca de 150 haitianos alojados numa casa no município de Basiléia, no Acre, 235 quilômetros de distância da capital, Rio Branco, próximo à fronteira com a Bolívia, passam fome. O governo do estado deixou de pagar o aluguel da casa e não fornece mais alimentação.
Vieram para o Brasil perto de cinco mil haitianos, logo após o terremoto que devastou aquele país. O governo federal afirma que não tem mais recursos para ajudar imigrantes. O mesmo tipo de comunicado veio da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre. Uma doação permitiu que os haitianos em Basiléia vissem a cor e sentissem o gosto de comer, depois de dois dias sem qualquer alimentação. Na casa estão 40 mulheres e algumas crianças, uma delas recém nascida.
O pesquisador Foster Brown, cientista do Experimento de Grande Escala Biosfera Atmosfera na Amazônia (LBA) e membro do MAP - de Madre de Dios (Peru), Acre (Brasil) e Pando (Bolívia)- uma iniciativa de direitos humanos, esteve em Brasiléia na quarta-feira. Inspeção camuflada de ONG.
O que fazem os militares brasileiros no Haiti? Comandam de brincadeira as forças das Nações Unidas. À época do terremoto, militares norte-americanos tomaram a si o poder de decisões e o comando, em tese de um general brasileiro, foi para o brejo. A exceção dos hospitais de campanha que o governo de Cuba montou no país e salvaram milhares de vidas, os norte-americanos guardaram os bens e propriedades das elites do Haiti, as regiões litorâneas onde se descobriu petróleo (um pré sal em dimensões mínimas, mas máximas para a extensão territorial do Haiti). Nessas ações foi permitida inclusive a volta do ex-ditador Jean Claude Duvalier, anos atrás caçado pelos EUA por crimes contra a humanidade e corrupção. Vive a larga entre Porto Príncipe e paraísos europeus.
Entre os militares brasileiros não só integrantes das forças armadas, mas das polícias militares. Recebem treinamento para a ocupação de áreas consideradas de risco no Brasil, as experiências estão sendo feitas nas favelas do Rio de Janeiro sob o nome de UPP – UNIDADE DE POLÍCIA PACIFICADORA –, que mantém intocado o tráfico de droga, quando não raro está, a polícia militar, envolvida no esquema.
Essa “experiência” tem base também em Medelín na Colômbia, freqüentada por militares e policiais brasileiros para “aprendizado” e já vai chegar ao Espírito Santo segundo declarações do porta-voz do governo estadual Renato Casagrande (ocupa nominalmente o cargo de governador, Paulo Hartung detém a palavra final).
É parte dos desdobramentos da Operação Condor, agora no período de abertura democrática. Eliminar toda e qualquer resistência, ou todo e qualquer risco ao controle que os acionistas do Estado possam vir a sofrer ou a correr.
O mesmo se aplica ao massacre de índios no País. A questão Guarani/Kaiowás está ligada a ocupação da terra pelo latifúndio, ainda mais agora no delírio de produzir etanol e transgênicos à larga. O controle é de empresas estrangeiras, até a figura do usineiro nacional está sumindo.
Essa armadilha tem outro viés. O tratado de livre comércio firmado por Lula com o governo de Israel. Agentes da MOSSAD – serviço secreto – agem no Brasil de forma descarada. O golpe no Paraguai, por exemplo, foi articulado em função desses interesses, outro capítulo do plano GRANDE COLÔMBIA.
A figura que chamam de chanceler no Brasil, Anthony Patriot, por pouco não foi escorraçada de Assunção quando tentou (de brincadeira, para inglês ver) evitar a deposição branca de Fernando Lugo.
Dilma governa o Brasil visível, o das elites. Mantém os programas assistencialistas do governo Lula e tenta evitar de todas as formas que a crise internacional que cobre a União Européia, por exemplo, chegue ao nosso País. Ou até a dos EUA, onde 30 milhões de pessoas vivem na linha da miséria, o que levou o ator Jeff Bridges a declarar que “se outro país fizesse com nosso povo o que as nossas elites estão fazendo, já teríamos entrado em guerra”.
Sabe que se não for assim, se não se equilibrar com muito cuidado vai para o limbo dos golpes brancos.
Paulo Maluf é deputado federal, aliado de Lula nas eleições municipais de São Paulo capital e procurado pela INTERPOL. Não pode sair do País do contrário será preso. Fernando Henrique, José Serra, Geraldo Alckmin, Daniel Dantas, Gilmar Mendes, Eduardo Azeredo, Aécio Neves, etc, passeiam sem problema algum, sem nenhum Joaquim Barbosa para fazer cumprir a lei, ou fazer andar inquéritos e processos e ainda deitam falação sobre “honra”. Que o diga o Procurador Geral da República sentado numa pilha de inquéritos.
Uma das edições do JORNAL NACIONAL, porta-voz dos acionistas do Estado ocupou 18 minutos de pouco mais de 40 da edição normal, para tentar alavancar a candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo e outros menos votados, como ACM Neto.
É o Partido da Rede Globo, face visível desse modelo perverso. Pode ser também o Supremo Tribunal Federal da Globo. Um partido que se ocupa da “justiça”.
A decisão dos índios Guarani/Kaiowás de morrer coletivamente caso sejam removidos de suas terras no Mato Grosso do Sul começa a ganhar o noticiário internacional e isso desagrada a latifundiários e seus pistoleiros, prontos a fazer cumprir a “lei”. Lula se eximiu e culpa ao dizer que não deu tempo, que “fiquei devendo aos Guarani/Kaiowás”. Uma liminar de Gilmar Mendes suspendeu um decreto presidencial garantindo a terra aos índios. Gilmar Mendes tem interesses diretos nos dois estados do Mato Grosso. Políticos e econômicos. É ligado a latifundiários e seu instituto de estudos jurídicos foi salvo da falência com verbas públicas. É paladino da “moral, da justiça” e hoje aliado de Joaquim Barbosa.
Joaquim Barbosa que chamou Gilmar Mendes de cangaceiro e disse não temer seus “jagunços”, “capangas”, hoje ama Gilmar Mendes, que ama FHC, que ama a Fundação Ford, que ama o Departamento de Estado, que ama o terrorismo sionista do governo de Israel e que desamam, todos, os povos da América Latina, da África, da Ásia, que controlam a União Européia (uma grande base militar da OTAN e nada mais além disso) e promovem o terrorismo de Estado em larga escala, em qualquer parte do mundo. Trazem agora a ameaça de substituir a vaselina de Obama pela areia de Mitt Romney.
Supremo Tribunal Federal da Globo, ou Partido da Rede Globo são apenas instrumentos de um monstro chamado capitalismo, conhecido também como nazi/sionismo, assim como o Partido da Veja (uma espécie de PPS em relação ao PSDB).
Em todas essas histórias Lula entrou de gaiato, Dilma não sabe para que lado está a biruta e os verdadeiros donos governam o país invisível aos brasileiros, mas visível a eles. Foi por isso que William Bonner chamou os telespectadores do JORNAL NACIONAL DE Homer Simpson, com o sentido de idiotas. 
O partido de Lula está esfacelado, figuras históricas estão indo para a cadeia (sem juízo de mérito) e o plano GRANDE COLÔMBIA em marcha. O golpe de 1964 foi comandado por um general norte-americano, Vernon Walthers (falava português, ficava mais fácil ser entendido em suas ordens, as ordens que dava aos militares brasileiros). Esse é mais sofisticado, mas os objetivos são os mesmos.
Em todo caso tem Salve Jorge, a nova novela da GLOBO, tem Edir Macedo noutra ponta lutando pela primazia junto aos donos, todos farinha do mesmo saco e vem aí a COPA DO MUNDO.
É hora de ir às ruas e reencontrar a luta popular, muitas vezes perdida na cooptação do poder representado por uma cadeira, mesa, telefone e alguns cartões de crédito, além do “direito” de ser governo.
De onde? De quem?