quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mendes compara jornalista a cozinheiro e vota contra exigência de diploma - Terra sem Males


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, defendeu nesta quarta-feira a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Mendes é relator do recurso.
A ministra Carmen Lucia seguiu o voto do relator. Na avaliação do presidente do STF, o Decreto-Lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, não atende aos critérios da Constituição de 1988 para a regulamentação de profissões.

Mendes disse que o diploma para a profissão de jornalista não garante que não haverá danos irreparáveis ou prejudicar direitos alheios.

"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.

Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores", disse.

O presidente do STF disse ainda que não acredita que a queda do registro profissional de jornalista feche as faculdades de comunicação. "Tais cursos são importantes e exigem preparo técnico e ético dos profissionais para atuarem. Os jornalistas se dedicam ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada", afirmou.


MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST - Secretaria Regional de Ribeirão Preto - Reforma Agrária - Vanderley Caixe


Fone: (016) 3975 2343
email: centrodeformacao@anca.org.br
Reforma Agrária: por Justiça Social e Soberania Popular!
Companheiros e Companheiras
Pedimos que leiam com atenção o comunicado abaixo.
É sobre o nosso acampamento Alexandra Kollontai na região de Ribeirão Preto. No dia 11 de junho, ocupamos as terras da Usina Nova União pela quarta vez em menos de um ano e os jagunços do agronegócio estão tentando amedrontar as famílias e impedir a Reforma Agrária naquela área que tem dívida com o Estado, superior ao que vale terra, cana e usina (com tudo o que tem dentro). A pistolagem do agronegócio chegou a atirar no nosso Acampamento. PRECISAMOS NOS MOBILIZAR!
Um grande abraço.
Kelli p/ Direção Regional do MST

Ribeirão Preto, 13 de junho de 2009.

Amigos e Amigas do MST da região de Ribeirão Preto

No último dia 11, na madrugada, reocupamos pela quarta vez, em um ano, as terras da Usina Nova União – Fazenda Martinópolis, em Serrana, na região de Ribeirão Preto. A Fazenda é toda plantada com cana, e está arrendada para outra usina da região.

Corre um processo na Justiça por parte do Governo do Estado, para arrecadação da mesma por dívidas de ICMS. Segundo o procurador do estado em Ribeirão Preto – Dr. Paulo Neme, as terras e a usina, com tudo o que tem dentro (incluindo obras de arte), não pagam a dívida com o Estado.

A ocupação foi feita por cerca de 80 membros do MST. A maioria faz parte do Acampamento Alexandra Kollontai, que é fruto de um trabalho de base permanente realizado nas cidades de Serrana, Serra Azul e Cajuru. A demora e a falta de prioridade do Governo para a Reforma Agrária, causam uma desmobilização no número de famílias nos acampamentos.

Violência e criminalização

Desde o período da primeira ocupação, começou a funcionar na Fazenda e na Usina um esquema de segurança, que compreende: empresa de segurança privada, armada (a noite) e seguranças particulares (durante o dia), aparentemente desarmados. Os próprios seguranças afirmam que o esquema de segurança é chefiado por Paulo Junqueira, proprietário de outra Fazenda já ocupada na região em 2006, que é a Santa Maria. Paulo Junqueira foi premiado pela BUNGE em 2005, na modalidade produtividade. Existe um processo contra militantes do MST em curso sobre esse caso.

A imprensa tem sido pautada pela Usina que vende uma imagem violenta do MST, com acusação de que fizemos os seguranças reféns etc. Numa clara intenção de criminalização e isolamento da sociedade.

Logo pela manhã do último dia 11, dois carros com seguranças armados se aproximaram do acampamento, chamando para uma conversa “com o líder” e exibindo duas armas, identificadas como “765 cromada”. E no dia 12, por volta das 19h, um carro se aproximou novamente do acampamento e disparou um tiro. E depois disso, fizeram mais algumas “visitas” mostrando as armas, causando um clima de medo entre as famílias, com a intenção de que desistam da luta.

Essa situação traz uma possibilidade de desgastarmos ainda mais a imagem do agronegócio, que em sua dita capital, usa de métodos da pistolagem e evitar que a violência avance.

Necessidade de apoio político dos amigos e amigas do MST e solidariedade às famílias acampadas

Estamos organizando uma atividade para o próximo sábado (dia 20/06/2009). A princípio em caráter de almoço, nos esforçando pra trazer aliados locais. Estamos fazendo os contatos, e caso haja adesão, isso pode crescer para um ato. A idéia é nos reunirmos por volta das 11h30 no próprio Acampamento. Caso haja dificuldade de ir até lá, podemos organizar um esquema de caronas ou irmos em comboio pra ninguém se perder no canavial.

Sabemos da enorme dificuldade de articulação da esquerda e dos setores populares, mas é fundamental nos organizarmos para esta e outras lutas. Caso alguém já tenha compromisso nesta data, seria importante se esforçar para fazer uma visita em outra data e também enviar mensagens de apoio que podem ser lidas durante a atividade do dia 20/06. POR FAVOR, DEÊM UM RETORNO SOBRE A PARTICIPAÇÃO PARA NOS ORGANIZARMOS!

Há uma grande possibilidade de sofrermos uma reintegração de posse, antes desta data, mas garantiremos a atividade.

Outra questão, é que está fazendo muito frio. Portanto uma arrecadação de agasalhos e cobertores, bem como alimentos, será muito bem vinda.

Histórico do Acampamento Alexandra Kollontai: no mês de abril, o MST realizou em nível nacional sua Jornada de Lutas. No estado de São Paulo, foram mobilizadas cerca de 1000 famílias, e na região de Ribeirão Preto, ocorreu a mobilização na Procuradoria do Estado e na Prefeitura de Ribeirão Pretoo. No 1° de Maio, reocupamos a Fazenda Martinópolis, no município de Serrana e após 25 dias, sofremos uma reintegração de posse e saímos da área.

Temos a certeza que nossa insistência e apoio da sociedade são fundamentais para a conquista desta área. O acampamento Alexandra Kolontai completou no dia 22 de maio, uma ano de luta e persistência. A primeira ocupação foi na antiga Fazenda Bocaina, no município de Serra Azul. Neste período de um ano, esta comunidade já enfrentou 5 mudanças na luta pela tão sonhada Reforma Agrária. Somente na Fazenda Martinópolis, essa já é a 4ª ocupação.

A Fazenda foi arrematada pelo Governo do Estado por adjudicação fiscal durante o período de 1991 a 2002 e não foi destinada para a Reforma Agrária, conforme o processo 7863/86 que se encontra na 1° Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ribeirão Preto. Portanto a área esteve nas mãos do Governo do Estado como parte do pagamento de dívidas, que não executou nenhum projeto para o benefício da população e até hoje esta dívida com o povo brasileiro não foi paga.

Local do Acampamento: Rodovia Abraão Assed, acesso pelo Km 31, à esquerda (sentido Cajuru), atrás do Assentamento Sepé Tiarajú, municípios de Serrana e Serra Azul – SP.

Direção Regional do MST

Contatos: (16) 9238 6951 Veríssimo, (16) 9231 7866 Frei,
(16) 9231 6280 Kelli ou (16) 9245 8115 Glaucia.


DE UM POLICIAL A UM BANDIDO - Coragem de Dizer


No dia anterior a veiculação deste artigo pelo Jornal O LIBERAL, edição de 14 de junho de 2009, dois presos provisórios, algemados, que eram conduzidos por dois investigadores de policia bastante experientes, com anos de experiência na Policia, conseguiram evadir-se. Os dois policiais os perseguiram . Eles conseguiram dominar um policial , retirar sua arma e mataram os dois . E depois na maior tranquilidade fugiram.
Esta é a cara que um Delegado de Policia de Belem escreveu a um destes facínoras
DE UM POLICIAL A UM BANDIDO

Senhor Bandido

Este termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinqüente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade ,orientações de entidades de defesa de direitos humanos

Durante 24 anos de atividade policial, tenho acompanhado suas conquistas quanto a preservação de seus direitos, pois os cidadãos, especialmente nós policiais, estamos atrelados as suas vitórias, ou seja, quanto mais direitos você adquire,maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e encaminhar você para que tenha um julgamento justo,apesar de muitas vezes você não dar esse direito as suas vitimas

Todavia não cabe a mim contrariar a lei penal, pois me ensinaram que Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim como o Direito do Trabalho protege o trabalhador e assim por diante

Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente quando você avistava um carro da policia se escondia., hoje você atira porque abe que numa troca de tiros , o policial será sempre irresponsável em revidar. Não existe bala perdida., pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos a arma dele é a primeira a ser suspeita.

Sei que você é um pobre coitado.,que quando encarcerado não possuímos dependências dignas para você se ressocializar, porém construímos mais penitenciárias que escolas ou espaços sociais ,ou seja gastamos mais dinheiro para você voltar ao o seio da sociedade de forma digna do que com segurança pública para que a sociedade viva com dignidade.

Quando você mantém um refém, são tantas as exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete a prova de bala, parentes, até juizes e promotores você consegue que saiam dos seus gabinetes para protegê-los, mas se isso é direito, vamos respeitá-lo.

Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará . Precisamos nos proteger . Ter nossos direitos não de matar ,mas de viver sem medo de ser um policial
Dois colegas de vocês morreram , assim como dois de nossos policiais sucumbiram,devido ao escasso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil ,não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos direitos humanos . Afinal vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.

Dr Wilson Ronaldo Monteiro
Delegado de Policia Civil

Alucinógenos, Toxicomania e Loucura - Do livro: Após a Tempestade


Dentre os gravames infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao futuro.
Paisagem humana triste, sombria e avassaladora, pelos miasmas venenosos que distilam os grupos vencidos pelo uso desregrado dos tóxicos, constitui evidência do engano a que se permitiram os educadores do passado: pais ou mestres, sociólogos ou éticos, filósofos ou religiosos.

Cultivado e difundido o hábito dos entorpecentes entre povos estiolados pela miséria econômica e moral, foi adotado pela Civilização Ocidental quando o êxito das conquistas tecnológicas não conseguiu preencher as lacunas havidas nas aspirações humanas—mais ampla e profunda integração nos objetivos nobres da vida.

Mais preocupado com o corpo do que com o espírito, o homem moderno deixou-se engolfar pela comodidade e prazer, deparando, inesperadamente, o vazio interior que lhe resulta amarga decepção, após as secundárias conquistas externas.

Acostumado às sensações fortes, passou a experimentar dificuldade para adaptar-se às sutilezas da percepção psíquica, do que resultariam aquisições relevantes promotoras de plenitude íntima e realização transcendente.

Tabulados, no entanto, programados por aferição externa de valores objetivos, preocuparam-se pouco os encarregados da Educação em penetrar a problemática intrínseca dos seres, a fim de, identificando as nascentes das inquietações no espírito imortal, serem solvidos os efeitos danosos e atormentadores que se exteriorizam como desespero e angústia.

Estimulado pelo receio de enfrentar dificuldades, ou motivado pela curiosidade decorrente da falta de madureza emocional, inicia-se o homem no uso dos estimulantes—sempre de efeitos tóxicos—, a que se entrega, inerme, deixando-se arrastar desde então, vencido e desditoso.

Não bastassem a leviandade e intemperança da maioria das vítimas potenciais da toxicomania, grassam os traficantes inditosos que se encarregam de arrebanhar catarmas que se lhes submetem ao comércio nefando, aumentando, cada hora, os índices dos que sucumbem irrecuperáveis.

A má Imprensa, orientada quase sempre de maneira perturbante, por pessoas atormentadas, colocada para esclarecer o problema, graças à falta de valor e de maior conhecimento da questão por não se revestirem os seus responsáveis da necessária segurança moral, tem contribuído mais para torná-lo natural do que para libertar os escravizados que não são alcançados pelos "slogans" retumbantes, porém vazios das mensagens, sem efeito positivo.

O cinema, a televisão, o periodismo dão destaque desnecessário às tragédias, aumentam a carga das informações que chegam vorazes às mentes fracas, aparvalhando-as sem as confortar, empurrando-as para as fugas espetaculares através de meandros dos tóxicos e de processos outros dissolventes ora em voga. . .

Líderes da comunicação? ases da arte, da cultura, dos esportes não se pejam de revelar que usam estimulantes que os sustentam no ápice da fama, e, quando sucumbem, em estúpidas cenas de auto-destruição consciente ou inconsciente, são transformados em modelos dignos de imitados, lançados como protótipos da nova era, vendendo as imagens que enriquecem os que sobrevivem, de certo modo causadores da sua desgraça...

Não pequeno número, incapaz de prosseguir, apaga as luzes da glória mentirosa nas furnas imundas para onde foge: presídios, manicômios, sarjetas ali expiando, alucinado, a leviandade que o mortificou . . .

As mentes jovens despreparadas para as realidades da guerra que estruge em todo lugar, nos países distantes e nas praias próximas, como nos intrincados domínios do lar onde grassam a violência, o desrespeito, o desamor arrojam-se, voluptuosas, insaciáveis, ao prazer fugidio, à dita de um minuto em detrimento, afirmam, da angustiosa expectativa demorada de uma felicidade que talvez não fruam. . .

Fixando-se nas estruturas mui sutis do perispírito, em processo vigoroso, os estupefacientes desagregam a personalidade, porquanto produzem na memória anterior a liberação do subconsciente que invade a consciência atual com as imagens torpes e deletérias das vidas pregressas, que a misericórdia da reencarnação faz jazer adormecidas... De incursão em incursão no conturbado mundo interior, desorganizam-se os comandos da consciência, arrojando o viciado nos lôbregos alçapões da loucura que os absorve, desarticulando os centros do equilíbrio, da saúde, da vontade, sem possibilidade reversiva, pela dependência que o próprio organismo físico e mental passa a sofrer, irresistivelmente...

Faz-se a apologia de uns alucinógenos em detrimento de outros e explica-se que povos primitivos de ontem e remanescentes de hoje utilizavam-se e usam alguns vegetais portadores de estimulantes para experiências paranormais de incursão no mundo espiritual, olvidando-se que o exercício psíquico pela concentração consciente, meditação profunda e prece conduz a resultados superiores, sem as conseqüências danosas dos recursos alucinatórios.

A quase totalidade que busca desenvolver a percepção extra-sensorial, através da usança do estupefaciente, encontra em si mesmo o substractum do passado espiritual que se transforma em fantasmas, cujas reminiscências assomam e persistem, passada a experiência, impondo-se a pouco a pouco, colimando na desarmonização mental do neófito irresponsável. Vale, ainda, recordar que, adversários desencarnados, que se demoram à espreita das suas vítimas, utilizam-se dos sonhos e viagens para surgirem na mente do viciado, no aspeto perverso em que se encontram, causando pavor e fixando matrizes psíquicas para as futuras obsessões em que se repletarão emocionalmente, famílias da infelicidade em que se transformam.

A educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções; a conscientização espiritual sem alardes; a liberdade e a orientação com bases na responsabilidade; as disciplinas morais desde cedo; a vigilância carinhosa dos pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição fraternal constituem antídotos eficazes para o aberrante problema dos tóxicos—auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão insensatos da frivolidade.

O problema, portanto, é de educação na família cristianizada, na escola enobrecida, na comunidade honrada e não de repressão policial...

Se és jovem, não te iludas, contaminando-te, face ao pressuposto de que a cura se dá facilmente.

Se atravessas a idade adulta, não te concedas sonhos e vivências que pertencem à infância já passada, ansiando por prazeres que terminam ante a fugaz e enganosa durabilidade do corpo.

Se és mestre, orienta com elevação abordando a temática sem preconceito, mas com seriedade.

Se és pai ou mãe não penses que o teu lar estará poupado. Observa o comportamento dos filhos, mantém-te, atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade podes auxiliá-los e preservá-los.

Se, porém, te surpreenderes com o drama que se adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em conivência de ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil. Conversa, esclarece, orienta e assiste os que se hajam tornado vitimas, procurando os recursos competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguires a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina te confiou para a tua e a ventura deles.

Perú: la sangre fluye en el Amazonas - Vanderley Caixe


A principios de junio el presidente peruano Alan García, aliado de Barack Obama presidente de EEUU, envió blindados de transporte, helicópteros con artillería, cientos de buques fuertemente armados, y tropas de asalto para dispersar una manifestación pacífica y legal, una protesta organizada por los miembros de las comunidades indígenas de la Amazonía del Perú que rechazaban la entrada de multinacionales mineras en sus tierras tradicionales. Decenas de indígenas fueron asesinados o están desaparecidos, decenas han sido heridos y detenidos por la policía peruana, mantenidos como rehenes. El presidente García declaró la ley marcial en la región a fin de hacer cumplir su mandato unilateral e inconstitucional de concesión de derechos de explotación de la minería a empresas extranjeras, lo que viola la integridad de las tierras comunales de los indígenas amazónicos.

James Petras

Alan García no es extraño a las matanzas patrocinadas por el gobierno. En junio de 1986, ordenó a los militares bombardear a los prisioneros hacinados en las cárceles de la capital con cientos de presos políticos que protestaban contra las condiciones de su encierro , resultando más de 400 las víctimas conocidas. Más tarde, la existencia de siniestras fosas comunes reveló decenas más. Esta notoria masacre tuvo lugar mientras García era el anfitrión de una reunión en Lima de la denominada "Internacional Socialista Internacional”. Su partido político, el APRA (Alianza Popular Revolucionaria Americana), un miembro de la «Internacional», se vio ante la vergüenza de la exhibición pública de sus tendencias "nacional-socialistas", ante cientos de funcionarios del Partido Socialdemócrata Europeo. Acusado en 1990 de apropiación indebida de fondos del gobierno y dejar su cargo con una tasa de inflación de casi 8.000%, acepto apoyar a candidato presidencial Alberto Fujimori a cambio de una amnistía. Cuando Fujimori impuso una dictadura de en 1992, García se auto-exilió en Colombia y más tarde en Francia. Regresó en 2001, cuando los cargos en su contra habían prescripto y Fujimori se vio obligado a renunciar en medio de acusaciones de crear escuadrones de la muerte y espionaje contra sus adversarios. García ganó las elecciones presidenciales de 2006 en una segunda vuelta contra el candidato indigenista y nacionalista ex oficial del Ejército Ollanta Humala, gracias al apoyo financiero y a los medios de comunicación de la derecha de Lima, los oligarcas descendientes de europeos, y las agencias de “ayuda” de EE.UU.

Ya en el poder, García no dejó dudas acerca de su programa político y económico. En octubre de 2007 anunció su estrategia de colocar a las multinacionales mineras en el centro de su programa económico de "desarrollo", mientras justificaba el brutal desplazamiento de los pequeños productores de las tierras comunales y pueblos indígenas en el nombre de "modernización".

García presionó al Congreso para aceptar el ALCA promovido por EEUU. Perú fue uno de tres únicos países de América Latina en apoyar esa propuesta de los EE.UU., y se abrió al saqueo sin precedentes de recursos, mano de obra, tierra y mercados por las multinacionales. A finales de 2007, García empezó a conceder enormes extensiones de tierras tradicionales de los indígenas en la región del Amazonas para la explotación de la minería y la energía a multinacionales extranjeras. Esto fue una violación del acuerdo de la OIT de 1969 que obliga al gobierno peruano a consultar y negociar con los indígenas lo que tenga que ver con la explotación de sus tierras y ríos. Bajo su política de "puertas abiertas", el sector de la minería de la economía se expandió rápidamente y obtuvo enormes ganancias a partir del récord mundial de precios de productos básicos y aumento de la demanda de materias primas por parte de Asia (China). Las empresas multinacionales fueron atraídas por la baja de impuestos y un prácticamente libre acceso al agua con cánones baratos y la subvención del gobierno a las tarifas de electricidad. La suspensión de los reglamentos ambientales en estas regiones ecológicamente frágiles, aumenta la contaminación de los ríos, aguas subterráneas, el aire y el suelo en los alrededores de las comunidades indígenas. El envenenamiento provocado por las operaciones mineras, llevó a la muerte en masa de peces y hacen que el agua no sea apta para beber. El diezmado de bosques tropicales socava el sustento de decenas de miles de pobladores que participan en el trabajo artesanal tradicional de subsistencia, en la recolección forestal y las actividades agrícolas.

Los beneficios de la bonanza de la minería van principalmente a las empresas extranjeras. El régimen de García distribuye los ingresos del Estado a sus partidarios financieros y especuladores inmobiliarios, los importadores de artículos de lujo y la camarilla política en la Lima fuertemente custodiada de barrios residenciales y clubes exclusivos. Mientras los márgenes de beneficio de las multinacionales llegan a un increíble 50% y los ingresos del gobierno superan los mil millones de dólares, las comunidades indígenas carecen de caminos pavimentados, agua potable, servicios básicos de salud y escuelas. Peor aún, han experimentado un rápido deterioro de su vida cotidiana porque la afluencia de capital minero provocó un aumento de los precios de los alimentos básicos y medicinas. Incluso el Banco Mundial en su Informe Anual para 2008 y el Financial Times de Londres, instaron al régimen de García a hacer frente a la crisis y el descontento creciente entre las comunidades indígenas. Delegaciones de las comunidades indígenas habían viajado a la ciudad de Lima para tratar de establecer un diálogo con el Presidente a fin de evitar la degradación de sus tierras y comunidades. Los delegados se encontraron con las puertas cerradas. García sostuvo que "el progreso y la modernidad proviene de las grandes inversiones realizadas por las multinacionales ..., (y no) los pobres campesinos que no tienen un centavo para invertir “. Interpretó los llamamientos al diálogo pacífico como un signo de debilidad de los habitantes indígenas de la Amazonia y aumentó las sus concesiones de explotación a las multinacionales extranjeras, incluso más adentro en el Amazonas. Cortó prácticamente toda posibilidad de diálogo y compromiso con las comunidades indígenas.

La respuesta de las comunidades indígenas amazónicos fue la formación de la Asociación Inter-étnica para el Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP). Se celebraron protestas públicas por más de 7 semanas que culminaron en el bloqueo de dos carreteras transnacionales. Esto enfureció a García, quien se refirió a los manifestantes como "salvajes y bárbaros" y envió unidades policiales y militares para reprimir la acción de masas. Lo que García no tuvo en cuenta fue el hecho de que una proporción significativa de los hombres indígenas en esas aldeas se había desempeñado como conscriptos en el ejército que peleó en la guerra de 1995 contra Ecuador, mientras que otros habían sido entrenados en la defensa de la autonomía local por las organizaciones de la comunidad. Estos veteranos combatientes no se dejaron intimidar por el terror del Estado y su resistencia ante los primeros ataques de la policía resultó en bajas de ambos bandos, la policía y los indígenas. García declaró "la guerra a los salvajes" y envió una gran fuerza militar con helicópteros, blindados y tropas con órdenes de "tirar a matar". Los activistas de la AIDESEP cuentan más de un centenar de muertos entre los manifestantes indígenas y de sus familias: los indios fueron asesinados en las calles, en sus hogares y lugares de trabajo. Se cree que los restos de muchas víctimas han sido arrojados en las quebradas y ríos.

Conclusión

Como era previsible el régimen de Obama no emitió ni una sola palabra de preocupación o de protesta ante una de las peores masacres de civiles en esta década perpetrada por uno de sus más cercanos aliados en América Latina. García, tomando su libreto de una conversación con el Embajador de los EE.UU., acusó a Venezuela y Bolivia de haber instigado el "levantamiento indígena", citando como “prueba” una carta de apoyo que el presidente de Bolivia Evo Morales envió a una conferencia intercontinental de las comunidades indígenas celebrada en Lima en mayo. Se impuso la ley marcial y toda la región amazónica del Perú está siendo militarizada. Están prohibidas las reuniones y los miembros de las familias tienen prohibida hasta la búsqueda de sus parientes desaparecidos.

A lo largo de América Latina, las principales organizaciones indígenas han expresado su solidaridad con los movimientos indígenas del Perú. En ese país, los movimientos sociales, sindicatos y grupos de derechos humanos han organizado una huelga general para el 11 de junio. Temiendo la propagación de las protestas masivas, El Comercio, el diario conservador de Lima, aconsejó a García adoptar algunas medidas de conciliación para evitar un levantamiento urbano generalizado. Un día antes, el 10 de junio, se declaró una tregua, pero las organizaciones indígenas se negaron a poner fin al bloqueo de las carreteras a menos que el gobierno derogue su decreto de concesión ilegal de tierras.

En el ínterin, un extraño silencio se cierne sobre la Casa Blanca. Nuestro Presidente, el habitualmente bullanguero Obama, experto en recitados acerca de la diversidad y la tolerancia y alabar la paz y la justicia, no puede encontrar en su secuencia de frases preparadas, una sola para condenar la matanza de decenas de habitantes indígenas de la Amazonía peruana. Cuando se cometen graves violaciones a los derechos humanos en América Latina, EE.UU. respalda a un presidente- cliente que sigue las fórmulas de Washington de "libre comercio", desregulación de la protección del medio ambiente y hostilidad hacia los países anti-imperialistas (Venezuela, Bolivia y Ecuador). Obama está a favor de la complicidad, no de la condena.




IRÃ - A FRAUDE DA MÍDIA - Laerte braga


Quem se der ao trabalho de compulsar (típica palavrinha/palavrão) edições de jornais ou relembrar noticiários de tevês nos últimos dez dias, mais precisamente, desde que o presidente do Irã cancelou sua visita ao Brasil e for um pouco mais atrás, digamos assim, em 2002, nos dias que antecederam a tentativa fracassada de golpe contra o presidente Chávez – Venezuela – vai ver que o esquema dos donos do mundo não mudou nada, é sempre o mesmo, precisão matemática na mentira, na fraude, na tentativa de iludir a opinião pública e dar como consumado um fato que não é real.

No caso da tentativa de golpe contra Chávez é só buscar edições antigas do JORNAL NACIONAL – principal porta-voz da mentira neoliberal/sionista no Brasil –. Duas semanas antes do golpe, dentro do cronograma armado pelo governo do então presidente Bush e empresários, banqueiros e latifundiários venezuelanos, a rede enviou à Venezuela a consagrada mentirosa Míriam Leitão para uma série de reportagens sobre aquele país, o governo Chávez e exibiu o “trabalho” na semana que antecedeu ao golpe. A conclusão da senhora Miriam Leitão na série foi a seguinte –“o povo da Venezuela não agüenta mais Chávez –.

Na semana seguinte o presidente foi preso e conduzido a local ignorado, o empresário Pedro Carmona – notório sonegador e contrabandista – foi empossado presidente, a Casa Branca anunciou que uma ditadura havia sido deposta por ter cometido barbárie e violência contra o povo, isso na quinta-feira. Abril de 2002 e Bonner aqui leu o boletim do Departamento de Estado e do porta-voz de Bush distribuído às tevês/departamentos da Casa Branca e seus tentáculos.

No domingo Chávez voltou ao poder. Milhões de venezuelanos, em Caracas e em todo o país saíram às ruas e não houve força militar ou empresarial, ou banqueiros e latifundiários que segurassem a vontade popular. Cercaram o palácio de governo onde se encontrava Carmona e sua quadrilha – limparam o cofre antes de fugir –, cercaram a Câmara dos Deputados, a Suprema Corte – lá não existe nenhum Gilmar Mendes mais – e exigiram a volta de Chávez. Militares democráticos e comprometidos com o seu país, não esse tipo de general Heleno que temos aqui, empregado da VALE, garantiram o resto.

Bonner passou de liso sobre o assunto, d. Miriam Leitão fez de conta que não era com ela e assim os seus superiores, inclusive Bush. Um documentário chamado “a revolução não será traída”, de dois cineastas irlandeses, mostrou toda a farsa com cenas reais e ao vivo.

No caso da reeleição do presidente do Irã o esquema é o mesmo. Nos dias que antecederam o pleito trataram de vender a idéia de eleições difíceis para Mahmud Ahmadinejad, da insatisfação popular – jovens e mulheres principalmente – e criaram a sensação que o mundo seria melhor sem Ahmadinejad, a paz no Oriente Médio poderia vir a ser uma realidade, tudo com a vitória do candidato que rotularam de “moderado”, Mir Hosein Moussavi.

No documentário “a revolução não será televisionada”, onde se mostra o golpe urdido contra Chávez, há um momento em que se revela o verdadeiro caráter da elite venezuelana. É numa reunião num bairro nobre, gente assim tipo Lúcia Flecha de Lima e ACM, quando o “presidente da mesa” alertava as senhoras e senhores presentes para terem cuidado com os “empregados domésticos”, todos eles moradores de favelas e bairros pobres e “chavistas”.

O noticiário sobre as eleições na república popular e islâmica do Irã dizia que Moussavi era da classe média alta do Irã, tinha pontos de contato com o Ocidente e estava interessado em gestos de paz, ao contrário de seu principal adversário. E como Miriam Leitão havia dito que “o povo da Venezuela não agüenta mais Chávez – venderam a idéia que os iranianos jovens e as mulheres – jogando com o inconsciente das pessoas, o preconceito contra muçulmanos – queriam mudanças no país.

Esqueceram-se de dizer que os “empregados domésticos” do Irã e as populações das regiões mais pobres do país apoiavam o presidente Ahmadinejad por conta dos seus programas sociais e da ausência de corrupção no governo, o que não se pode dizer de Moussavi, corrupto, venal e contratado pelo Ocidente para desmontar o processo revolucionário iraniano.

Empresário. Precisa dizer mais alguma coisa?

O discurso do presidente Barak Obama no Egito desagradou a Israel (que não aceita a menor concessão, são os eleitos de Deus e não há o que discutir, podem roubar, torturar, matar, estuprar e o que for preciso para garantia de banqueiros, etc). Os israelenses, que não conhecem ainda a vaselina e seus predicados, não perceberam que Obama estava tentando evitar a vitória do Hezbollah no Líbano (e conseguiu) com aquele lero lero de paz e ao mesmo tempo, sinalizando aos iranianos que poderia ser bonzinho também com o Irã, permitindo o estado palestino. Tipo assim palestinos carregando malas de israelenses, limpando banheiros, essas coisas e estou sendo gentil.

No Irã não colou, não funcionou. A vaselina de Obama chegou lá com data vencida.

A mídia no mundo ocidental, cristão e democrata cumpre o papel que lhe cabe na parceria com o terrorismo de Israel. Fala em fraude. Moussavi buscar criar condições para uma convulsão social no Irã, tenta desconhecer a realidade. Mais de 60% dos iranianos não escolheram um representante do governo dos EUA e traidor dos ideais da revolução islâmica e popular do Irã, um empresário cooptado pelo terrorismo nazi/sionista de Israel.

A esmagadora maioria dos eleitores iranianos percebeu que Moussavi iria cair de joelhos diante de Obama, interromper o programa nuclear do país – vital para a garantia de sua independência – e que os palestinos e muçulmanos de um modo geral não ganhariam mais que um pirulito para achar que de fato os de Israel são superiores e norte-americanos completam o duo terrorista e nazista.

É preciso agora mostrar aos incautos do resto do mundo que houve “fraude”. Que a vontade popular foi desrespeitada. O problema é que a diferença entre um e outro candidato não foi de um ponto percentual, mas Ahmadinejad teve o dobro dos votos de seu adversário. Difícil falar em fraude.

O governo de Israel considera que o resultado das eleições no Irã soa como um “tapa na cara”. Falharam os planos de um governo colaboracionista. Submisso como os do Egito, da Jordânia, da Arábia Saudita, do Iraque ocupado e vai por aí adiante.

Ou seja, para o “povo superior”, os “escolhidos por deus”, o deles, o povo do Irã tinha que eleger o candidato deles. Como não foi assim o tapa na cara soa como tapa no deus deles. O dos saques, do terror, da violência da tortura e dos estupros contra mulheres palestinas, toda a sorte de atrocidades típicas e intrínsecas ao sionismo.

Não houve fraude alguma no Irã. Não há tentativa de golpe de Ahmadinejad, pois venceu as eleições com o dobro de votos de seu adversário. As manifestações de rua de partidários da ocidentalização do Irã, de transformação do país num Egito da vida, palco para os jogos de cena padrão Hollywood de Obama, são parte do processo golpista, esse sim, de Moussavi.

Tem dinheiro de sobra para tentar o golpe, é financiado pelos grandes piratas e saqueadores da atualidade – norte-americanos e israelenses.

Fraude é a mídia ocidental. Fraude é a GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO, fraude são os defensores dessa “democracia” padrão Lúcia Flecha de Lima, onde se privatiza a vida embaixo dos lençóis do poder, no afã de vender um país, caso do governo FHC. Liberdade deve ser abrir a jaula para essa gente soltar as bestas da PM paulista e mandar baixar a borduna em estudantes, professores e funcionários de uma universidade pública. Com certeza uma Lúcia Flecha de Lima vai estar embaixo de um lençol no mundo cristão, ocidental e democrata, negociando a privatização da USP.

A vitória de Ahmadinejad foi a vitória do povo do Irã. Só isso. O negocio de abóbora viver carruagem que Obama arranjou no seu discurso no Cairo não funcionou por lá.











terça-feira, 16 de junho de 2009

O Tempo - Ir Alberto

O TEMPO

O tempo é muito lento para os que esperam;
Muito rápido para os que tem medo;
Muito longo para os que lamentam;
Muito curto para quem festeja;
Mas, para os que amam, ele é eterno.

Ir alberto

sábado, 13 de junho de 2009

Um ótimo video para entender a complexidade financeira - Elio Mollo

VOCÊ TEM CERTEZA QUE NÃO É CLONE? - Laerte Braga


Eu já não tenho tanta certeza assim. Mas uma certeza eu tenho. José Serra é clone de Jarbas Passarinho. Sabe aqueles cientistas malucos que montam laboratórios em subterrâneos, com aquelas portas de pedras – blocos imensos de pedras – e para entrar é preciso achar uma alavanca, ou uma parte das pedras que aciona o mecanismo de abertura?
Quando o “mocinho” entra para salvar a mocinha, ou a humanidade, a primeira coisa com que se depara é um monte de máquinas e duas delas são essenciais. Eu diria que a maneira correta de chamá-las seria forma. Assim como tem forma de pudim, de bolo, tem forma de José Serra.


É uma forma antiga, em 1964 foi usada para fabricar ministros da Educação e dentre eles o mais tétrico dentre todos os monstros que ocuparam aquele Ministério, o “coronel” Jarbas Passarinho.

Dali saiu José Serra. A máquina foi aperfeiçoada, seu leque de produtos ampliada. Você vai dizer que isso é loucura que Serra foi presidente da UNE e enfrentava os esbirros da ditadura militar e que eu sou maluco. O cabo Anselmo também. Liderou a revolta dos fuzileiros navais pouco antes do golpe de 1964 numa operação montada e planejada pelos golpistas para criar o clima necessário à derrubada de João Goulart.

Consumado o golpe transformou-se no maior dedo duro, num dos maiores pelo menos, dentre todos os dedos duros que ajudavam a encher as prisões/câmaras de tortura do golpe militar de 1964, provocando as risadas típicas de cientistas malucos assim que nem Brilhante Ulstra.

FHC que foi forjado numa câmara especial, essa com algum requinte a mais de perversidade, em Wall Street, para ser preciso uma sub-câmara daquelas que montam banqueiros, empresários da GM, Dick Chaney, primeiros ministros terroristas de Israel, coisas – são coisas – no gênero, FHC repito, ainda tem aquele negócio de parecer guia supremo. Serra não. É estúpido desde a criação. Traz a estupidez embutida dentro de si desde o primeiro momento.

Um parênteses. Latifundiários assim tipo a senadora Kátia de Abreu não necessitam ser montados em câmaras, ou máquinas cheias de fio. Chocadeiras são suficientes.

A mistura Serra/PM é um processo de fusão com pitadas de Paulo Renato e uma reitora inconseqüente e que imagina que universidade seja bordel tucano. Não poderia dar noutra coisa, não poderia resultar em algo diferente da barbárie e da boçalidade ocorridas na USP.

FHC quando ministro da Fazenda do governo Itamar dizia que a liberação de verbas para a saúde iria transformar o brasileiro em hipocondríaco ao extremo, já que temos essa vocação. Era preferível deixar a saúde como estava, vale dizer, bagunçada. O custo para os donos do poder era menor e afinal povo saudável é risco para os de cima.

Esse raciocínio vale para tudo o que diga respeito a tucanato.

Da mesma forma que Drácula é vencido por um dente de alho, um crucifixo, Serra e tucanos são vencidos por universidades públicas ou pela verdade.

As declarações da reitora da USP feitas hoje que não vai renunciar são típicas de quem não tem a menor consciência de coisa alguma. O cérebro foi retirado numa daquelas máquinas e lá, na caixa craniana existe apenas “o meu cargo.”

Mais ou menos a expressão da major “Lábios Quentes” no célebre e clássico filme MASH, que desmonta a farsa norte-americana de sempre em favor da democracia, da liberdade, etc, etc e que escudada, a major, na moral, nos bons costumes, na disciplina, no amor acendrado à pátria, às forças armadas, cai em prantos quando vê seu cargo, “minha chefia” ruir na hipocrisia do modo de ser tucano – no Brasil é a versão desse esquema doentio –. O deus mercado.

O problema da reitora é esse. Não tem nada a ver com a universidade pública, cumpre o papel que lhe foi designado por Paulo Renato no mundo tucano sob a batuta agora de José Serra.

Nesses filmes padrão Stephen King – autor dos livros, dos roteiros e das fórmulas –. Via de regra aparece em determinados momentos, quando o mocinho acha o caminho para salvar a mocinha, ou vice versa, uma gosma que se espalha por todos os cantos, tipo chicletes, prende as pessoas e impede-as de andar, até que chegue alguém com o antídoto. A gosma é quase sempre verde, meio marrom. Nos filmes o mocinho ou a mocinha chegam a tempo. Existem alguns em que a vítima é o pai da mocinha e o mocinho trata de mostrar ao sogro que é capaz de amar e proteger sua filha. Tudo no melhor estilo a família americana para o resto do mundo. Férias duas vezes por ano e uma delas na Disneyworld. A bandeira vai na mala, ou valise como gostam de dizer.

Só falta nesse bolo tucano um Rambo para detonar os “baderneiros” da USP. Mas isso é o de menos. Qualquer Polícia Militar, em qualquer estado brasileiro já adotou a denominação para um ou outro do “exército” dos cientistas malucos, no caso cientista sem vergonha, o governador José Serra. Se bem que Serra é produto das máquinas promovido a assistente pela fidelidade.

O Brasil, como os Estados Unidos, são países que mantêm presos políticos. Caso do ex-guerrilheiro italiano Cesare Battisti, preso nos fundos de Gilmar Mendes por conta dos fundos do embaixador da Itália.

Polícia Militar no Brasil tem sido instrumento de barbárie e violência contra os três “p” – pobre, preto e puta –. São sub-produto do regime dos coronéis que permanece hoje com requintes da tecnologia de nossos tempos (bombas de gás, bombas de gás pimenta, etc) e alguns até na Academia Brasileira de Letras, caso de José Sarney.

O negócio é tão bravo que fica a dúvida se somos gente ou se somos clones desse mundo de máquinas e luzes coloridas num espetáculo fantástico que termina com a dança dos famosos no Faustão e a borduna comendo solta contra estudantes, professores e funcionários da USP.

Se a coisa apertar, se o blog da PETROBRAS desestabilizar a “interpretação” mentirosa que a mídia dá aos fatos, impedi-la, eles prendem um pacato cidadão libanês acolhendo indicação do FBI e do MOSSAD, rotulam-no de terrorista, montam uma base na região de Foz do Iguaçu e Serra desce numa nuvem de tempestades como a que derrubou o vôo da AIR FRANCE, congelando esperanças e perspectivas de um País livre, soberano, senhor dos seus narizes e Paulo Renato vira ministro da Educação outra vez.

Aí, arranjam um jeito de nomear um dos Andradas – chegaram ao Brasil em navio chapa branca – para magnífico reitor de uma arapuca qualquer como a que mantém em Minas Gerais, a tal UNIPAC – Universidade Presidente Antônio Carlos – e colocam lá as máquinas para fabricar desde monstros padrão Serra, a boçais padrão PM paulista e a legiões de Homer Simpson, na fórmula e receita de William Bonner.

A reitora da USP vira porteira do gabinete de Paulo Renato.

Por causa dessas coisas assim sem importância não deixe de comprar. Use o cartão, cheque pré, pegue um empréstimo a juros baixos, mas é importante ser um outdoor ambulante. Marcas dos pés à cabeça. Do contrário nenhuma chance do currículo emplacar no BBB. Ou virar príncipe ou princesa da Xuxa.

E se ficar em duvida num ou noutro momento sobre o “mundo real” dessa turma chame o Pastinha. Ele ajuda.

O QUE OS ÍNDIOS DO PERU TÊM A VER COM OS ESTUDANTES DA USP? - Laerte Braga


O presidente Alan Garcia determinou à semana passada o maior massacre já cometido na história do seu país desde os tempos da colonização espanhola contra o povo indígena. Garcia quer abrir parte da Amazônia peruana para o que chama de desenvolvimento. Exploração de petróleo e riquezas minerais essencialmente.
O xis da questão é que toda essa riqueza resultará em benefício algum para os peruanos, sejam índios ou não. Garcia quer entregar aquela parte do seu território a empresas estrangeiras, norte-americanas principalmente, depois de um acordo bi-lateral de livre comércio com o governo dos EUA. Inclui, no seu projeto, uma base militar.

Alan Garcia e Álvaro Uribe são presidente corruptos, envolvidos em assassinatos de lideranças políticas adversárias e ligados ao narcotráfico. Peru e Colômbia em várias oportunidades foram denunciados pelo Departamento de Combate às Drogas dos EUA por conta das ligações de seus presidentes com os grandes cartéis do tráfico de drogas.

Quando o general Garrastazu Médice era “presidente” do Brasil, indicado pelas forças armadas que controlavam o País no mais brutal regime de nossa história, o presidente dos EUA era Richard Nixon. Advertido por funcionários do Departamento de Estado que o governo Médice violava sistematicamente os direitos humanos, que a tortura corria solta nos quartéis brasileiros, que lideranças de oposição estavam sendo assassinadas, respondeu assim ao assessor – “é uma pena, mas fazer o que? O presidente do Brasil é um aliado. Vamos fingir que não vemos” –.

A frase de Nixon veio a público quando os documentos de seu governo igualmente vieram a público como determina a legislação daquele país.

A ação de policiais militares de São Paulo – chamam esse bando de vândalos de Força Pública – contra estudantes, funcionários e professores da USP ultrapassou as raias da barbárie. Bestas humanas com escudos, armas, bombas, cassetetes invadindo uma universidade e espancando a torto e a direito. A determinação partiu do governador do estado José Serra.

O secretário de Educação do governo Serra é Paulo Renato. Foi ministro da Educação do governo FHC por oito anos e sua tarefa era – cumpriu – desmontar o ensino público no País e privilegiar o ensino privado – É deputado e virou deputado com farta contribuição de empresas privadas do setor de educação. Foi chamado por Serra para cumprir semelhante tarefa em seu governo.

Ditadura e Serra combinam ponto por ponto, a despeito do governador em tempos passados ter tido militância à esquerda. Foi comprado. Isso mesmo. Comprado, literalmente. Além de subordinado aos grupos políticos e econômicos mais corruptos e podres do Brasil é, em si, corrupto e podre, além de ser, hoje, um grande empresário através de laranjas – tem participação em empresas de medicamentos genéricos –.

Conseguiu juntar em São Paulo algumas das figuras mais repulsivas da política brasileira, caso do ex-honesto Roberto Freire, presidente do PPS. Roberto Freire deputado e senador de vários mandatos no Congresso, com aposentadoria integral, é hoje conselheiro a 12 mil reais por mês de uma arapuca em São Paulo. Arapuca pública é óbvio.

Prepara-se para tentar o seu grande salto. Tomar de assalto – sem trocadilho – o governo do Brasil nas eleições de 2010 e fechar negócios semelhantes aos que Alan Garcia está fechando no Peru com empresas dos EUA. A maior parte da Amazônia está em território brasileiro e a senadora Kátia Abreu, do DEM, relatora da medida provisória 458 que legitima a grilagem e as terras ocupadas por grandes grupos com falsificação de documentos e compras de tabeliões em cartórios, é outra parte de um processo que, como um todo, tem o objetivo de transformar o Brasil numa grande roça de cana, casa da mãe Joana.

Ela própria dona de grandes extensões de terra em Tocantins.

Quando o atual presidente dos EUA em discurso de fez no Cairo estendeu as mãos aos muçulmanos, entre outras coisas, estava tentando enfraquecer e conseguiu, o poder eleitoral do Hezbollah no Líbano e abrir espaços para a derrota do atual presidente do Irã nas eleições desta sexta-feira, dia 12 de julho.

Noutro discurso, assim en passant, como quem não quer nada, usou a expressão ALCA, sepultada desde a reação de governos democráticos e populares da América Latina.

Todos esses fatos têm um ponto em comum. O avanço sistemático, contínuo e sem escrúpulo algum do neoliberalismo, apesar da crise do modelo e até pela crise, pois a maior potência do mundo necessita de sugar cada vez mais países como o Brasil, o Peru, a Colômbia e outros, para sustentar-se e sobreviver.

Qualquer obstáculo, por menor que seja tem que ser removido à força. Sejam trabalhadores numa ocupação em Belo Horizonte, a DANDARA, é só acertar o jogo de cartões vips com um desembargador acertável – digamos assim – ou sejam estudantes em São Paulo, ou índios no Peru, ou trabalhadores rurais sem terra na Amazônia brasileira. Ou o Homer Simpson cá embaixo que nem formiga acreditando estar num mundo real porque calça Nike e come sanduíches do McDonalds.

Em caso de emergência Gilmar Mendes, presidente da STF DANTAS INCORPORATION LTD pára o seu carro, estaciona, na vaga reservada a deficientes.

Esperar que a mídia denuncie toda essa corja é sonhar com fadas e duendes. A mídia é parte deles. A simples decisão da PETROBRAS de montar um blog para informar diretamente à população todos os seus procedimentos em todos os seus setores, enfurece essa gente, pois coloca frente a frente a mentira com a verdade.

Não são fatos isolados. São parte do processo que se vai impondo goela abaixo das pessoas e não foi por outra razão que William Bonner chamou o telespectador padrão, na verdade o alvo padrão das mentiras globais e da mídia como um todo, de Homer Simpson. É mais que isso, é fabrica de Homer Simpson. Há quem ache engraçado, ou seja, esteja no último estágio do ato de ficar de quatro.

Lula tem uma grande parcela de responsabilidade nisso. Se foi capaz de criar o que chama de “pilares econômicos estáveis”, não foi capaz de criar condições seguras para que o Brasil ganhe uma cara própria e seja senhor de sua soberania e seu território. Os tais “pilares” obedecem a lógica dos donos.

O pré-sal está sendo levado pelas empresas norte-americanas e suas subsidiárias européias.

Há uma discussão em torno de um plebiscito sobre um eventual terceiro mandato do atual presidente. Não passa por aí a questão mais importante. Passa por um compromisso explícito dos grandes partidos de esquerda, no caso do PT – supostamente de esquerda e o maior deles – em torno de um “projeto Brasil”. A expressão é de Lula e foi usada na campanha de 2002.

Um compromisso dessa natureza não pode envolver alianças com políticos venais como José Sarney. Não pode incluir entre eventuais hipóteses para a sucessão presidencial o tresloucado governador de Minas.

Como não se pode abrir espaços para que Serra seja ele o presidente e acabe de vez com qualquer perspectiva de Brasil como tal.

Passa por perceber a falência do Estado. Entender eleições como instrumento, meio e não fim no processo de construção da democracia popular e que por ser popular, há que ser resultado de uma nova combinação de forças, ou pacto social como gostam de dizer, que inclua a participação dos brasileiros.

Uma realidade dessa não vai ser obtida com um terceiro mandato, nem com a eleição de A ou B (mas certamente será pior com Serra ou o maluco do Aécio).

Quando a GLOBO joga para o ar toda a sujeirada do Congresso Nacional não está nem um pingo preocupada com a corrupção, pois transpira-se corrupção em cada corredor global, é parte intrínseca da rede, como da mídia dita grande.

Está apenas fazendo o jogo de cena para introduzir no cenário figuras sinistras como o governador de São Paulo. Tipo a caravana da cidadania montada em mentiras jogadas por terra pelo governador Requião – e com o dedo no nariz dos mentirosos – ou os falsos dossiês montados às pressas.

O dilema do cidadão brasileiro é simples. Resistir e sobreviver como tal, ou virar rês no mundo do espetáculo que essa gente proporciona.

Índios no Peru, estudantes, funcionários e professores na USP, sem terras em todo o País, ocupantes do Céu Azul, DANDARA, reagem e lutam. Governos como o de Chávez, Morales, Lugo, Ortega, o de El Salvador, o de Corrêa no Equador se impõem como forças da vontade popular.

E assim o do Irã. O povo palestino não é massacrado por terroristas de Israel só pela bestialidade do nazi/sionismo. São os “negócios”. Gaza está sendo reconstruída com tijolos de barro feito em fundo de quintal na coragem e determinação de um povo.

A coisa corre por aí. Se juntarmos as pontas – várias – desse novelo vai ser fácil perceber que é tudo um amontoado só de barbáries e atrocidades capitalistas.

A luta é de resistência e nem importa que seja a minoria a lutar. Azar da maioria se acredita nessa “normalidade”. Nesse “mundo real”. Os caras vão vender toneladas de anti depressivos para essa gente, ou um monte de Edir, falo do Macedo, vai ajudar todo mundo a safar-se.

Se a coisa apertar faça uma plástica e um monte de papagaiadas num vídeo, mande para a GLOBO, já está selecionando o gado para o BBB-10.

Resistir é fundamental. Nunca aceitar a borduna de bestas humanas como os policiais de São Paulo. São só robôs, como os militares peruanos, os soldados de Israel e assim por diante. E querem que todos sejamos robôs.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

GLOBALIZAÇÃO - Bismarck Xerez


conferência "Igrejas contra o racismo", que acontecerá de 14 a 17 de junho em Doorn, perto de Utrecht, nos Países Baixos, celebrará o 40º aniversário da conferência de Notting Hill, na qual se estabeleceram os fundamentos do Programa de Luta contra o Racismo (PLR) do Conselho Mundial das Igrejas (CMI).
O PLR contribuiu nas lutas para colocar fim aoapartheid na África do Sul e inspirou e apoiou povos indígenas de diferentes partes do mundo, grupos oprimidos na Austrália, Nova Zelândia, América do Norte e do Sul, e comunidades dalits na Índia, informa o site do CMI.

"Nos Países Baixos, onde muitas pessoas têm vínculos familiares com a África do Sul, a maioria (se é maioria não é totalidade) das igrejas apoia firmemente os esforços do PLR contra o apartheid, já que comprova que o apelo em favor da justiça correspondia ao apelo do Evangelho", afirma o reverendo Klaas van der Kamp, secretário-geral do Conselho de Igrejas dos Países Baixos.
Depois de 40 anos, o Conselho de Igrejas dos Países Baixos decidiu hospedar outra conferência contra o racismo, porque, como diz Van der Kamp, "comprovamos que a luta pela inclusão ainda continua".
Inclusive em um país liberal e tolerante como os Países Baixos, "registraram-se em 2007 mais de 4.200 queixas oficiais de pessoas que sofrem racismo e exclusão. Em outros países com antecedentes menos democráticos, esta injustiça chega a ser aceita inclusive como normal".
Os participantes da conferência - cerca de 50 líderes eclesiais, ativistas e teólogos de diferentes partes do mundo - expressarão a unidade em seu compromisso por construir igrejas e comunidades inclusivas, resistir à discriminação étnica dentro de suas sociedades e dar poder aos excluídos.
"A conferência deve encontrar estratégias que sejam mais potentes que as armas militares, a fim de mudar a situação das minorias em diferentes países - assegura van der Kamp. Pensemos nos dalits da Índia, nas pessoas de origem africana na América Latina, nos aborígines na Austrália e nos ciganos da Europa."
Será inaugurada a conferência com um serviço de ação de graças pelo testemunho oferecido pelo PLR, no domingo, 14 de junho, na Maartenskerk (Igreja de São Martinho) de Doorn. Quem pregará o sermão é o secretário-geral do CMI, reverendo Samuel Kobia.
No encerramento da conferência, em 17 de junho, será lida uma mensagem de compromisso durante o serviço de culto.
A Rainha Beatriz, dos Países Baixos, assistirá ao serviço de encerramento e falará depois em uma recepção.
A análise, a reflexão teológica e a construção de redes para a ação comum serão os instrumentos mediante os quais a conferência procurará promover a inclusão como resposta teológica e ética ao racismo.
Para saber mais: http://www.oikoumene.org/es/cmi.html

Dilma pede indenização por prisão e tortura durante a Ditadura - Coragem de Dizer

Esta noticia pode ser vista no site www.igrejacatolicacarismatica.org.br ,pagina NOTICIAS

Presa e torturada durante a ditadura, a hoje ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reivindicou indenização de três Estados -São Paulo, Rio e Minas Gerais- onde, em suas palavras, foi "interrogada, processada, julgada e condenada". Pediu ainda reparação à União. Fixadas em diferentes leis estaduais, as indenizações somam R$ 72 mil: R$ 22 mil em São Paulo, R$ 30 mil em Minas e R$ 20 mil no Rio de Janeiro. A assessoria da Casa Civil afirma que "o ato de reivindicar a indenização tem um caráter simbólico, independentemente dos valores": "A ministra Dilma esteve presa em três Estados. Quando o Supremo Tribunal Militar julgou e condenou a ministra a dois anos e um mês de prisão, ela já havia cumprido três anos". Segundo a Casa Civil, Dilma solicitou que o julgamento dos pedidos de indenização só ocorresse após sua saída da administração pública. Noticiou o jornal Folha de S. Paulo.

VEM AÍ UMA NOVA TEOLOGIA - Bismarck Frota de Xerez


recebo muitos emeios.
De várias naturezas.
leio-os, reflito-os, como mensagens do Espirito Santo dirigidas a mim, via fulano, via cicrana.
eles refletem o nivel de consciencia que os remetentes têm da REALIDADE complexa de um mundo onde no continente brasileiro 80% dos seus duzentos milhões vivem em cidades, já não conhecem galinha viva, nem porco, onde 50% vivem em nove regiões metropolitanas.

...são 160 milhões de pessoas conectadas, digitalmente, RE-tribalizadas em diferentes tribos, experimentando um mundo NÃO sonhado duas décadas atrás.
Se o brasileiro desde 1534 pratica migração interna, graças a esta nossa caracterisca Minas se tornou a MATRIZ da cara brasileira, foi graças a cem anos (século XVIII) de migração interna, N, NE e S se encontraram nas minas gerais.
Cora Coralina, goiana, prolongamento das minas, é a Ana LINS dos Guimaraes Pedroso Baeta, LINS familia chegada a Pernambuco no final do século XVI.
este povo nascido mestiço, comemorou cem anos da imigração japonesa, onde 60% dos descendentes são mestiços, têm a cara do brasileiro.
Este povo está nos ORKUTes, troca emeios, busca RE-conetar-se com a REALIDADE, tomar pé, para poder continuar sendo protagonista da nossa Historia, como fizemos até aqui, apesar da Historia escrita pelos filhos ( ) da elite, cevados na USP e congeneres, escreverem a Historia escrita por suas familias, como se fosse a Historia do Brasil.
A tecnologia democratica digital abre novos caminhos de INTEGRAÇÃO, de PROTAGONISMO historico, onde a DIVERSIDADE DIALOGA, dialogo este visto numa projeção da caracteristica da atual civilização que é DIALOGAL.
Quem está vivo de vivo, dela participa, e nesta civilização maravilhosa que estamos construindo, SOMOS TODOS APRENDIZES.
A Igreja Romana sobrevive e sobreviverá porque ao longo da Historia carregou os mortos vivos, mas incentivou os vivos vivos a prosseguirem a Caminhada de Abraão, Isaque, Jaco, Moisés, dos profetas, de Jesus e seus disicipulos, que não tinham devoções, em vez de, SE conectaram com o MUNDO sem internet, porque o mundo é para vivos-vivo, é para PROTAGONISTAS.
Expectadores veem a CARAVANA passar e batem palmas, ciao.
o ANEXO é para os vivos-vivos, para PROTAGONISTAS.
As palmas dos expectadores são bem vindas, agradecidas.
O FUTURO nos espera, até lá.
Não há Caminho (Pai Abraão o sabia), há que caminhar, nós seus descendentes, o sabemos.

Bismarck Xerez

BOGOTÁ, quinta-feira, 4 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O representante de Bento XVI para a pastoral da comunicação inaugurou nesta quarta-feira a XI Reunião Continental da Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), traçando o perfil do missionário da era digital.
O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, apresentou na Eucaristia de abertura dois ícones que servem de inspiração para o crente que se põe ao serviço deste novo cenário, chamado também de cultura digital.
O primeiro modelo que propôs é Jesus Cristo, que na Última Ceia se inclina para lavar os pés de seus discípulos. A RIIAL, como Igreja que é, tem de identificar-se com seu Senhor e assim realizar e viver o amor que se torna serviço, considerou.
Em suas palavras durante a abertura solene, o arcebispo Celli assinalou que a RIIAL não é uma associação a mais que se dedica às novas tecnologias; é a própria Igreja que dialoga e serve essa nova cultura marcada pela comunicação.
Neste contexto, apresentou o segundo ícone ou imagem que serve de modelo para os crentes que vivem no mundo da comunicação, tomado do capítulo 8 do livro dos Atos dos Apóstolos.
O diácono da Igreja nascente, Felipe, é enviado pelo Espírito Santo para que vá a um caminho quase desértico e lá encontre um etíope, empregado da rainha Candace, que vai lendo a Escritura mas sem compreender seu significado. Felipe caminha junto ao carro do eunuco, escuta-o e lhe pergunta se compreende o que lê.
O etíope responde com humildade que precisa de alguém que lhe explique. Felipe entra no carro e lhe explica as Escrituras, anunciando-lhe o Senhor Jesus Cristo. O homem pede para ser batizado e, depois de fazê-lo, Felipe é arrebatado pelo Espírito. Aquele novo cristão continua seu caminho, muito contente.
O arcebispo Celli convidou os participantes a exercerem uma autêntica diakonia da cultura, ou seja, um serviço específico às pessoas que estão em busca de um sentido para a vida, muitas vezes sozinhas, ainda que às vezes dotadas de numerosos meios de comunicação, para escutá-las, caminhar com elas, ir no seu ritmo, em uma companhia autêntica, e proclamar-lhes, de uma maneira adequada à sua cultura, a Boa Nova de Jesus Cristo.
A RIIAL é uma realidade surgida no âmbito do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais em colaboração com o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).
Por este motivo, junto aos comunicadores e especialistas de 20 países que participam do encontro, estão presentes o bispo mexicano Guillermo Ortiz Mondragón, responsável da seção Comunicação Digital e RIIAL no seio do CELAM, e o bispo salvadorenho Gregorio Rosa Chávez, responsável da seção Comunicação social do Departamento de Comunicação do CELAM.
Na inauguração, Ortiz Mondragón, bispo de Cuautitlán, pôs as bases de uma teologia da comunicação, apresentando a era da comunicação como um sinal dos tempos: “Pela comunicação, a Igreja se faz comunhão, pela comunicação realiza sua missão”, afirmou.
Por sua parte, Rosa Chávez, bispo auxiliar de San Salvador, expressou que a rede deve manter o crente sempre em permanente presença com Cristo, com paixão pelo Reino, e ao mesmo tempo deve levá-lo a mostrar compaixão pelo pobre, marginalizado ou necessitado.
Também Fabián Marulanda López, secretário-geral da Conferência Episcopal da Colômbia, assinalou que “a Igreja tem o desafio de penetrar no mundo da tecnologia para trabalhar, sem temor e sem medo, no advento de um mundo melhor”.

LENCINHO DE PAPEL UMEDECIDO – A CURA PARA TODOS OS MALES - Laerte Braga



O pior de toda essa movimentação em torno do acidente com o avião da AIR FRANCE é a forma como a mídia tenta definir as razões da queda do AIRBUS. Nessa correria para chegar à frente e mostrar-se melhor canal para as verbas publicitárias da empresa – e das outras, evidente – cada veículo de comunicação vai dando seus chutes, seus tiros, sem que se esqueçam das caras ou textos compungidos com a situação das vítimas e seus familiares, parte do programa lencinho de papel umedecido.

E destilando seus interesses políticos em função do esquema que representam. Caso da REDE GLOBO. Segundo os jornais, rádios e as tevês do grupo, o presidente francês Nicolas Sarkozy chegou logo ao aeroporto Charles De Gaulle para estar ao lado de parentes da vítima e Lula estava ausente, fez-se representar pelo vice-presidente José Alencar.

Sem uma única palavra nesse sentido criaram a sensação que o presidente do Brasil deveria ter deixado de lado a visita a El Salvador – posse do novo presidente daquele país – e retornar imediatamente. Não sei se esse cinismo GLOBAL teria poderes para retroagir ao momento em que o AIRBUS caiu e evitar que isso acontecesse. A aeronave pousasse suave e docemente em Paris, como previsto.

Ou tampouco se o vice-presidente da República, no exercício da presidência, não teria as credenciais que a rede julga necessárias para representar o Governo Federal num momento dramático e doloroso como esse.

Não disseram que antes de tomar o caminho para o aeroporto Charles De Gaulle, Sarkozy estava numa reunião com a SECURITÉ francesa para tentar impedir que algumas revistas publicassem a foto de sua mulher, Carla Bruni, nua, cujo original seria vendido num leilão no dia seguinte.

Transformam tragédia em espetáculo e enchem telas de tevês e páginas de jornais e revistas de gráficos inúteis mostrando pontos equivocados sobre a queda do AIRBUS, sem uma única palavra sobre a disputa que se dá entre as principais empresas fabricantes de aeronaves desse porte e a guerra surda travada tipo “o meu não cai”, “o seu cai”. O que seria mais ou menos “viaje em BOEINGS e chegue a Paris”. Mais ainda – “nossos aviões suportam tempestades de qualquer porte, os do concorrente não” –.

Como a AIR FRANCE tomou cuidados e cautelas para evitar expor os familiares das vítimas nenhum meio de comunicação conseguiu, pelo menos até agora, declarações dramáticas, arrancadas em momentos de dor e sofrimento, como fez a GLOBO quando da morte do cantor Agostinho dos Santos. Um episódio bem ao estilo Ali Kamel e todo o conjunto William Bonner e seus miquinhos.

O “espetáculo” de uma tragédia ao gosto dessa mídia manteve-se contido e frustrou editores e a turma que gosta de sangue e dor no estilo infográfico.

Uma coisa é certa. Como os últimos grandes acidentes aéreos têm acontecido com os AIRBUS a empresa vai ter que gastar uma nota de propaganda para restaurar a credibilidade. Isso é fácil. Tem sempre uma VEJA da vida disposta a culpar o piloto.

E com certeza Faustão vai mencionar o acidente em seu programa dominical lamentando o ocorrido e exigindo providências das autoridades responsáveis. É a versão GLOBO da tragédia DATENA da Bandeirantes. Naquele negócio de comentar o fato em cima do fato, falou em 11 mil quilômetros de altitude, um monte de barbaridades, mas solidário em defesa das famílias.

O ator Brad Pitt, casado com a atriz Angeline Joie, considerada uma das mais belas mulheres do mundo, revelou que nem sempre tem tempo de tomar uma ducha tal a agenda de trabalho e os compromissos familiares. Vive de lá para cá e de cá para lá.

Resolveu o problema de um jeito simples. Tem sempre ao alcance das mãos, ao final de cada dia, uma caixa de lenços de papel umedecidos. Usa-os para limpar as axilas, declarações dele e as parte ditas pudentas do corpo. Não citou a marca preferida, mas em breve, com certeza, nas telinhas o lenço de papel umedecido – e perfumado lógico – que mantém Brad Pitt ao alcance de paixões, frenesis e sempre com o frescor de quem saiu de uma ducha.

“Suo muito a camisa quando trabalho e os lenços me ajudam se não tenho tempo de tomar uma ducha”.

É considerado pela revista FORBES como a nona pessoa mais influente do mundo. FORBES é chamada de bíblia dos milionários.

Usar lenços umedecidos, não tomar duchas, é problema de Brad Pitt. No máximo diz respeito a Angeline Joie, seus filhos e os que eventualmente estejam ao seu redor.

O risco desse trem todo é o tucanato no Brasil entender que lenços umedecidos e com perfumes variados possam vir a ser a solução para a gripe suína, por exemplo. Ou para a dengue. Ou para os excluídos que não têm acesso a água potável.

Já posso supor o governador de São Paulo José Serra em campanha eleitoral dizendo que no seu estado adotou a solução lenço de papel umedecido para atender à população carente e com isso transformou aquela unidade da Federação na mais perfumada e higienizada do Brasil, diminuindo os riscos para a saúde pública.

A EDITORA ABRIL, sem concorrência é claro, passa a fabricar lenços de papel umedecidos e perfumados e o item passa a fazer parte das prioridades na área de saúde.

Para a distribuição a todos os cidadãos dentro do princípio que somos todos iguais perante a lei em direitos e obrigações, o governador terceiriza esses serviços de distribuição dos lenços. Contrata uma empresa de fogos de artifício para registrar a chegada do caminhão dos lenços a Sapopemba e discursa dizendo que para não pegar a gripe suína “é só não chegar perto do porquinho”. E como gosta de exportar seus feitos para o resto do País na ânsia de votos, veicula filmes em todo o Brasil mostrando que Serra age. Como fez com a companhia de águas de São Paulo.

E, na certa, Aécio, que disputa a indicação tucana com Serra vai retrucar com lenços perfumados, umedecidos e nas mais variadas cores. A distribuição fica a cargo das empresas que o secretário de Saúde de Minas Marcus Pestana contrata – terceirizadas – depois de montá-las através de laranjas, nos caminhões de outro laranja, que presta serviços ao seu sócio, o ex-líder da bancada tucana na Câmara Federal, Custódio Matos, ora saqueando a Prefeitura de Juiz de Fora.

Um laranjal.

E pronto, em dois tempos tucanos terão lenços umedecidos, coloridos, perfumados em todo o Brasil, grande economia de água, com uma beirada para os parceiros democratas. O ex-senador e ex-honesto Roberto Freire vai ficar encarregado de presidir o Conselho de Controle de Qualidade dos Lenços Umedecidos, Perfumados e Coloridos para o bem e a Saúde dos Brasileiros.

E todo ano, num dia do ano, como acontece com as campanhas de vacinação, haverá o dia de distribuição obrigatória dos lenços, obrigatória também para cidadãos que sejam pais de menores de 10 anos e assim passíveis de sanções caso mostrem-se descurados na educação e formação de seus filhos.

E tudo estará salvo. O JORNAL NACIONAL vai ser patrocinado pelos lenços. Ao lado de Bonner e sua parceira ficarão visíveis caixinhas contendo as preciosidades que fazem de Brad Pitt o nono homem mais influente do mundo.

Quem quiser entender melhor aguarde. Assim que tudo estiver pronto a FOLHA DE SÃO PAULO monta um infográfico com setas indicando. “Entenda os efeitos terapêuticos e curativos dos lenços ABRIL e seja você como Brad Pitt”. Um monte de linha, desenhos, curvas, etc, etc, para ninguém entender nada, mas fazer um ar de sabedoria e dizer que entendeu tudo.

É um show onde as cortinas não se fecham. E por isso mesmo dona Lu Alckimin vai lançar lenços estilizados na DASLU. Com direito a sonegação.

Índios e camponeses mais preservam a natureza - Cristiano Fádel


O fato é que, até hoje na história do Brasil, quem mais preservou foram os camponeses e os índios. A agricultura familiar produz e preserva

04/06/2009

Editorial ed. 327

A questão ambiental tem hoje a dimensão da humanidade. Os problemas provocados pela elevação da temperatura da Terra estão apenas começando e os dramas humanos e sociais que se seguem às mudanças climáticas bruscas, cujas causas estão no referido aquecimento global, são cada dia mais comuns.

O Brasil já está sendo atingido em cheio pelas conseqüências da mudança climática. Basta elencar alguns fatos ocorridos nos últimos anos: seca na Amazônia e no Sul do país, enchentes no Nordeste, destruições por chuvas torrenciais em Santa Catarina e Minas Gerais, avanço da desertificação, riachos desaparecendo. A alteração do regime de chuvas é a primeira conseqüência que atinge todo o território nacional.

Em uma situação como essa, era de se esperar uma grande mobilização da sociedade para diminuir e controlar as emissões dos gases de efeito estufa e ao mesmo tempo aumentar a cobertura florestal, de modo a contribuir com a descarbonização do planeta.

Não é o que se vê da parte do agronegócio brasileiro e das transnacionais que o sustentam. Até hoje, apenas devastaram. Só para se ter idéia, o setor pecuário na Amazônia é responsável por quase 14% do desmatamento anual global – 1,72 milhão de hectares são desmatados na floresta todos os anos e 12,57 milhões de hectares por ano são desmatados globalmente.

Destruíram nossos principais biomas (Mata Atlântica, Pinheirais, Cerrado) e agora avançam celeremente para acabar com o que resta dos biomas Amazônia, Pantanal e Pampa. A pecuária brasileira é hoje o maior vetor de desmatamento no mundo e a principal fonte de emissões de gases do efeito-estufa do Brasil, segundo um estudo do Greenpeace. Em seu relatório “A farra do boi na Amazônia”, sobre a indústria da pecuária brasileira, a ONG revela que transnacionais de marcas de fama mundial como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, WalMart e Carrefour, têm contribuído para o desmatamento da Amazônia.

Um outro levantamento, feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mostra que empresas da cadeia da pecuária contribuem para a devastação na Amazônia, comercializando bois criados em áreas desmatadas ilegalmente. O MPF iniciou 21 processos judiciais contra fazendas e frigoríficos, pedindo o pagamento de R$ 2,1 bilhões em indenizações pelos danos ambientais à sociedade brasileira. Carrefour, WalMart, Bompreço e Pão de Açúcar estão entre as empresas notificadas. Um dos frigoríficos processados é a Bertin S.A., que comprou gado de fazendas multadas pelo Ibama e de uma que fica dentro de uma reserva indígena. Dentre as fazendas irregulares, nove pertencem à agropecuária Santa Bárbara, da empresária Verônica Dantas Rodenburg.

Ora, o Estado brasileiro, que tem entre suas atribuições zelar pela conservação da Floresta Amazônica, tem sido aliado das transnacionais, dos pecuaristas, subsidiando-os e incentivando-os nessa criminosa destruição.

Como a sociedade lhes cobra estes crimes, querem agora destruir a legislação ambiental, de modo especial o Código Florestal, que nunca foi cumprido nem exigido, como uma licença para continuar devastando. Articulam-se no Congresso Nacional e nos Estados, com o argumento torto e falso de que cuidar do meio-ambiente impede a produção e trava o desenvolvimento econômico do país, para criar uma legislação ambiental permissiva que lhes dê carta branca para devastar o que resta e se apropriar dos recursos naturais do país. Quem perderá com isso, novamente, é o povo brasileiro.

Um outro exemplo, é a tentativa de aprovar a medida provisória 458, que legaliza terras griladas de até 2.500 hectares na Amazônia. Por isso, organizações e ambientalistas estão no Senado Federal acompanhando, entre os dias 2 e 3, a votação da MP. Como parte de uma Jornada de Luta pelo Meio Ambiente, que teve início no dia 1º e vai até o dia 6, os ativistas protestam em Brasília contra a desconstituição da legislação e da política nacional ambiental. Em maio, essa MP 458 foi aprovada com alterações pela Câmara dos Deputados. E, caso ela seja aprovada pelo Senado como está, a União poderá transferir, sem licitação, terras de até 2.500 hectares na Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão) para quem detinha sua posse antes de 1º de dezembro de 2004. Ou seja, o que hoje é feito de forma ilegal na Amazônia vai ser legalizado. Isso significa mais desmatamento, mais concentração das terras e aumento da violência no campo.

O fato é que, até hoje na história do Brasil, quem mais preservou foram os camponeses e os índios. A agricultura familiar produz e preserva. O Código Florestal precisa ser adequado e não alterado. Seus princípios básicos são sensatos e corretos. Práticas de manejo florestal e agroflorestal devem ser implementadas. Um amplo programa de educação ambiental deve ser feito e o Estado brasileiro precisa construir políticas de apoio aos sistemas de produção que preservem o meio ambiente e cuidem do patrimônio natural do povo.

Portanto, a sociedade brasileira precisa agarrar em suas mãos a luta coletiva para defender um ambiente saudável para esta e para as futuras gerações. E, para isso, precisa enfrentar e derrotar os destruidores de sempre que só agem em função do lucro fácil.

Abraços

Cristiano Fádel

www.cristianofadel.com.br


1ª Conferência Internacional do Teatro do Oprimido - Vanderley Caixe

Um tributo a Augusto Boal e à continuidade de sua obra 20 a 26 de julho de 2009, no Rio de Janeiro
Com alegria e esperança renovadas, confirmamos a realização da 1ª Conferência Internacional do Teatro o Oprimido a realizar-se de 20 a 26 de julho de 2009 no Conjunto Cultural da Caixa - Teatro Nelson Rodrigues e Teatro de Arena -, na cidade do Rio de Janeiro. O evento será um tributo a Augusto Boal e sua obra, e um marco histórico para a continuidade de seu trabalho e desenvolvimento de seu Método. Informações atualizadas poderão ser lidas no site www.ctorio.org.br.

Conferência Internacional do Teatro do Oprimido:

A programação relacionada à Conferência será gratuita e aberta ao grande público, mediante inscrição. Os interessados devem preencher e enviar a ficha de inscrição anexa para helensarapeck@ctorio.org.br c/c geobritto@ctorio.org.br, até 20 de junho de 2009. A inscrição será confirmada através de carta-convite.

20/07 - Cerimônia de abertura com coquetel de lançamento da sexta edição da revista Metaxis, a publicação do Centro de Teatro do Oprimido, instituição da qual Augusto Boal foi o diretor artístico por vinte anos;

21 a 23/07 - Painéis de discussão sobre o impacto da aplicação do Teatro do Oprimido em diversas regiões do mundo e em diferentes áreas temáticas;

21 a 24/07 - Mostra Internacional de Vídeos;

21 a 24/07 - Apresentações de espetáculos de Teatro-Fórum com sessões de Teatro Legislativo;

21 a 26/07 - Exposição de produções da Estética do Oprimido.

Encontro Internacional de Praticantes do Teatro do Oprimido:

De 24 a 26 de julho, acontecerá o Encontro Internacional de Praticantes do Teatro do Oprimido, exclusivo para convidados. Grupos, projetos e instituições com reconhecida atividade com o método do Teatro do Oprimido em suas regiões e países, interessados em participar do Encontro devem preencher e enviar o questionário em anexo, em nome do representante escolhido, para barbarasantos@ctorio.org.br, até 05 de junho. Por se tratar de um Encontro Internacional haverá limite de vagas por país. A seleção dos participantes levará em conta nível de formação, tempo de experiência, relevância, dimensão e impacto das ações realizadas. A participação será confirmada através de carta-convite.

Atenciosamente,

Bárbara Santos, socióloga e curinga do

Centro de Teatro do Oprimido

www.ctorio.org.br

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FICHA DE INSCRIÇÃO

1.. Identificação (Nome - Idade - Endereço - Telefones - E-mail - Website):
2.. Qual a sua área de atuação?
3.. Tem ou teve alguma experiência com o Teatro do Oprimido? Em caso positivo, solicitamos um breve relato.
4.. Qual a motivação em participar desta Conferência?
5.. Teria interesse em fazer parte da mala de contatos do Centro de Teatro do Oprimido e passar a receber os informes da instituição?
6.. Gostaria de ser informado sobre oficinas e cursos de Teatro do Oprimido? Tem interesse por alguma técnica em especial?

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QUESTIONÁRIO

1.. Identificação (Nome - Idade - Endereço - Telefones - E-mail - Website):
2.. Qual sua qualificação em Teatro do Oprimido? Quando ocorreu? Por quanto tempo? Com quem?
3.. Qual sua experiência na Multiplicação do Teatro do Oprimido (organizações, grupos, projetos)?
4.. Qual organização, grupo ou projeto você representa no momento?
5.. O que te leva a ser um(a) praticante do Teatro do Oprimido?
6.. Descreva com qual tipo de participante você tem trabalhado e em quais condições sociais.
7.. Como pode definir a palavra opressão relacionada ao trabalho que tem sido feito por sua organização ou grupo?
8.. Que tipo de confronto tem enfrentado para realizar esse trabalho? Você encontrou algum tipo de ajuda, de quem?
9.. Pode identificar se o trabalho realizado por seu grupo ou organização tem transformado a realidade? Como? Você tem algum exemplo de transformação da realidade conquistado por outros grupos que atuam nas mesmas condições?
10.. Quais desafios práticos e teóricos, relacionados ao Teatro do Oprimido, têm sido enfrentados por sua organização ou projeto e quais as alternativas encontradas para superá-los?
11.. Quais as suas observações sobre o movimento do Teatro do Oprimido em seu país e no mundo? Qual a sua sugestão para estruturar melhor esse movimento?



A TRADIÇÃO, A FAMÍLIA E A PROPRIEDADE - Laerte Braga

A idéia que tucanos só existam no Brasil é equivocada. Os daqui são conseqüência dos de fora. Ser tucano é uma espécie de estado de espírito. Espírito de porco. O jornal espanhol EL PAIS publica na edição desta sexta-feira, cinco de junho, fotos de uma festa numa das mansões existentes na região da Sardenha, Itália. Até aí tudo bem, estou passando pelo décimo andar quero ver quando chegar ao chão.

A casa é de sua excelência o primeiro ministro Sílvio Berlusconi. A foto mostra jovens descontraídas em companhia da histriônica figura e algumas em confortável topless na piscina. Uma das fotos mostra um homem nu em companhia de algumas das jovens.

Alphonsus Gabriel Capone era filho de um barbeiro e uma costureira italianos que imigraram para os Estados Unidos e nasceu no Brooklyn, na cidade de New York. Transformou-se num dos maiores chefes mafiosos dos EUA. Cuidava de contrabando e venda de bebidas durante o período da lei seca, da prostituição, do jogo e bancas específicas de corridas de cavalos.

Em 1929, aos 26 anos de idade foi escolhido um dos três homens do ano. Seus dois outros “companheiros” foram o físico Albert Einstein e o líder pacifista Mahatma Ghandi. Aqui no Brasil, em qualquer lugar do mundo, qualquer GLOBO da vida vende esse tipo de título, que nem comendador, desde que a verba seja boa. Vira “paladino do progresso e da liberdade”. Coisas assim.

Do mesmo jeito que tucanos têm bancadas na Câmara e no Senado do Brasil, Capone tinha bancada em assembléias legislativas – os tucanos também seguem à risca o modelo – senados estaduais, Câmara dos Representantes e Senado Federal nos EUA. Controlava juízes e como os tucanos, ministros da suprema corte. Lá AL CAPONE SUPREMA CORTE INCORPORATION, aqui STF DANTAS INCORPORATION LTD.

Se, porventura, seus pais o tivessem chamado de Fernando Henrique ou José Serra, ou Aécio Neves, ou Gilmar Mendes seria a mesma coisa. São apenas nomes e designam, no caso, a patologia tucana.

Sílvio Berlusconi é banqueiro – não tem diferença nenhuma de qualquer criminoso de maior porte, são iguais -, empresário – a mesma coisa – e fundou um partido político para ser o primeiro-ministro da Itália. Já está no segundo partido político continua primeiro-ministro e suas relações mais próximas com o Brasil se dão através do seu embaixador em nosso País. O dito cujo detém a chave da porta dos fundos do gabinete de Gilmar Mendes. Entra ali para tratar dos assuntos relativos a Cesare Battisti. Um ex-ativista da luta armada na Itália – década de 60 – e mantido vergonhosamente na cadeia aqui no Brasil.

Tanto por porta dos fundos, como por fundos.

Daniela Santanche, líder do Movimento para a Itália – envolve partidos fascistas e OPUS DEI – ao tomar conhecimento das fotos publicadas pelo jornal espanhol declarou que Berlusconi é um homem que se “sacrifica” pela família, pelos italianos e pela propriedade. Segundo a senhora em questão, a mulher do primeiro-ministro Verônica Lario tem um amante há algum tempo e Berlusconi aceita a situação para não prejudicar a família, a pátria e lógico, o patrimônio. É o homem mais rico da Itália e considerado um dos 20 mais ricos do mundo.

O problema é que Verônica Lario quer o divórcio. Disse isso quando viu as fotos do estóico marido ao lado de uma menor de idade. Noemi Letizia é o nome da moça. Berlusconi esteve na festa de aniversário de Noemi, convidou Noemi para a festa de Natal em sua casa na Sardenha e a moça em recente entrevista disse que ele é apenas “um papai”.

“Sou virgem” proclamou a moça em entrevista coletiva. Faltou dizer que não tem nada a ver com a Ferrari meio que desconjuntada no campeonato mundial de fórmula 1. Ou com a crise que abala países da Comunidade Européia, entre eles, lógico, a Itália. Quinto maior PIB – Produto Interno Bruto – do grupo e décimo do mundo.

O primeiro-ministro Sílvio Berlusconi é o favorito para as próximas eleições italianas. O que não significa que vá ganhar. A verdade é que segundo analistas políticos daquele país Berlusconi é produto de um vazio. A roupa suja que até então não tinha causado maiores estragos ao banqueiro, empresário e dono da AC Milan, começa a abalar a reputação de sua excelência, justo no país onde se acha o enclave chamado Vaticano, sede da Igreja Católica Romana.

Intra-muros já se diz que respeitáveis integrantes do cardinalato católico fizeram chegar a Berlusconi, católico de quatro costados, que é necessário maior comedimento nesses eventos pagãos. Vale dizer, tomar providências para que os escândalos não venham a público. E se a denúncia de Daniela Santanche se confirmar, um suposto amante da mulher de Berlusconi a fama de super-homem vai para o espaço e aí nem um golaço de Kaká, nem Sophia Loren a notável atriz italiana, mas simpatizante declarada do fascismo.

A coisa está mais para Cicciolina que para tradição, família e propriedade, valores que Berlusconi vive a repetir e dos quais se proclama principal guardião na Itália.

Toda essa confusão deveria dizer respeito apenas a Berlusconi e ao resto da turma envolvida. Estende-se a todo o mundo quando o cidadão em epígrafe é primeiro-ministro da Itália e mistura a res pública com a res privada.

Não tem como dar descarga.

Exceto se morasse no Brasil. Deu bobeira, poderia ter aprendido com FHC. Bastava namorar uma jornalista da GLOBO – o que não significa que todas sejam namoráveis nesse nível – e no contratempo de um filho renegá-lo, conseguir a transferência da namorada para o exterior, polpudo salário e verbas públicas para regar a mídia. Por aqui foi a GLOBO. Que é também uma espécie de guardiã desses valores – tradição, família e propriedade –, mas segundo os critérios de gente como Berlusconi. Depende de quanto vai ser pago.

O deles no bolso. O resto é fachada, hipocrisia.

Qualquer semelhança com o diretor de jornalismo da GLOBO Ali Kamel não é coincidência, é mau caratismo mesmo. O dito vai e faz uma palestra onde estudantes contrários e que protestam contra o jornalismo marrom da rede são proibidos pelo reitor da Universidade – cumprindo ordens do todo poderoso do jornalismo global – de entrar. E quando entram, na marra, com apoio de professores, Kamel diz que não sabia de nada.

Como FHC. Não sou o pai. Ou como Berlusconi, na visão de Daniela Santanche no Movimento pela Itália. “Sílvio sacrifica-se pela sua família, pela pátria e pela propriedade valores da grande Itália que sonhamos e estamos construindo”. É importante notar que num país europeu onde o hábito é referir-se a quem não se conhece ou a autoridades pelo sobrenome, a senhora em questão, dona Daniela, chama o primus inter pares de “Sílvio”. Deve ter confundido com o lateral esquerdo do Barcelona, o brasileiro Silvinho. Futebol é um dos ramos de Berlusconi e quando Lula lá esteve o “notável” homem público disse ao brasileiro que “sou o dono de Kaká e Ronaldinho Gaúcho”.

Esqueceu-se de dizer que é dono de Gilmar Mendes ainda no Brasil. Que se acha dono da Itália e dos italianos e que foi admoestado – termo exato afinal trata-se de uma rainha com cinqüenta anos de coroa – pela rainha Elizabeth II por ter chamado o presidente Obama dos EUA com um grito ao fim de uma dessas fotos coletivas de chefes de governo.

“Mr. Obama...”

“Senhor Berlusconi mais respeito com as pessoas, não se fala aos gritos aqui”. Foi o que disse sua majestade que levou um baita susto com a voz de tenor do primeiro-ministro.

Al Capone tinha fama de devasso. Valeu-lhe uma sífilis. Doença quase fatal à época e hoje ainda de muita gravidade. Berlusconi já nasceu com sífilis. Só que numa etiologia ainda desconhecida da medicina – sífilis mental –.

Capone era uma variável do tucanato. Um dos precursores dos DEMocratas. São seres unicelulares que juntaram ao longo da história se transformando em multicelulares – não confundir com o telefone – e gerando epidemias as mais variadas nos mais diversos países do mundo e que se voltam diariamente para New York, Wall Street, assim que o sino toca. Aí deu a pandemia capitalismo.

Sacam os revólveres, podem ter a forma de juros, extorsões, chantagens, neoliberalismo, casas bancárias, montadoras de automóveis, etc, etc, mineradoras e cultuam o deus mercado. Os coroinhas via de regra são conhecidos como Pastinha.

Ah! Berlusconi apóia o estado terrorista de Israel. O governo de Tel Aviv encheu uma determinada região de Londres de cartazes imensos com propaganda das excelências do país para turistas. Entre as regiões incluiu Gaza e Cisjordânia, terras palestinas. São golpistas antigos, acostumados à arte de larapiar. Foram obrigados a retirar os cartazes pela justiça britânica.

A culpa disso tudo é do Irã.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

VIVER EM PAZ É UMA ARTE DA GUERRA - Barbet



















VIVER EM PAZ É UMA ARTE DA GUERRA
Barbet

Viver em paz é uma arte,
e a guerra também o é;
o grande mestre SUN TZU já bem disse:
"Lutar só em última opção"
mas muitas vezes é necessário lutar;
o mundo está cheio de estudiosos da humanidade que nada fazem,
de políticos que enganam e substimam,
de religiosos que se isolam em suas abstrações;
porém o mundo é real,
machuca seus pobrezinhos,
seus filhos sem teto,
suas crianças,
seus velhos ao desamparo,
tantos pratos vazios,
não dá para fingir que não existe.
Não dá para ser muito feliz;
Por isso temos que ser guerreiros,
da vida e na vida,
e após cada dia vivido nesta luta
não só minha, nem tua, mas nossa,
deitarmos a cabeça no travesseiro
e dormir, não o sono dos justos,
pois não o merecemos ainda,
mas ao menos,
o sono dos que nunca desistem de um mundo melhor,
pois,
já disse um grande espírito:
"enquanto uma pessoa for infeliz no mundo, não poderemos viver em paz e sermos realmente felizes"

* * *

INDIGENAS TEM DIREITOS VIOLADOS NO BRASIL - Ir Alberto


Quinta-feira, 28/05/2009, 10:42h Tamanho da Texto: - A + A
AI: indígenas têm direitos violados no Brasil
A luta da população indígena do Brasil pela demarcação de terras gerou mortes, violência, intimidações e outras violações dos direitos humanos em 2008, segundo um relatório anual divulgado nesta quinta-feira pela organização não-governamental Anistia Internacional.

O documento, intitulado "O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2009", com dados relativos ao ano passado, destaca o atraso nas decisões judiciais para demarcação de terras e afirma que "a persistente discriminação deve ser o fundamento para a formação de políticas, prestação de serviços e aplicação da Justiça".
O relatório cita o episódio ocorrido em maio do ano passado, quando homens encapuzados atiraram e lançaram bombas incendiárias contra um grupo de índios da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, ferindo dez pessoas.
"Os ataques foram atribuídos aos fazendeiros de arroz que ocupavam ilegalmente a terra que havia sido demarcada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005", afirma o relatório.
A situação dos indígenas foi ainda um dos pontos de maior destaque na sessão do relatório dedicada às Américas.
"Da região mais ao norte, próxima ao Ártico, à extremidade sul da Terra do Fogo, populações indígenas das Américas vivem um histórico de marginalização e discriminação", afirma o relatório.
"Muitos ainda não contam com reconhecimento constitucional e os direitos às terras de seus ancestrais são ignorados".
Economia x Direitos Humanos - A parte do relatório dedicada ao Brasil ainda ressalva que, apesar da expansão econômica do país e projetos sociais financiados pelo governo, "as desigualdades na distribuição de renda e riqueza permaneceram uma das mais altas da região".
O porta-voz da instituição para o Brasil, Tim Cahil, disse, em entrevista à BBC Brasil, que, apesar do destaque que o país conquistou nos cenários regional e internacional recentemente, o Brasil "falha" em implementar políticas efetivas de direitos humanos.
"A mensagem é que o Brasil tem a responsabilidade de garantir os direitos humanos dentro de casa. Esse crescimento econômico e a liderança regional e internacional não deveriam acontecer em detrimento dos diretos humanos", disse Cahil.
"As políticas de investimento como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o crescimento agroindustrial não se refletem na melhoria de vida das comunidades mais precárias, como os indígenas e as populações das favelas".
"As comunidades mais pobres continuaram a ter acesso negado a serviços, a sofrer atos de violência comandados por gangues e violações sistemáticas dos direitos humanos por parte da polícia".
Sem-terra - A Anistia ainda destacou que a violência contra trabalhadores sem-terra continuou no ano de 2008, com "tentativas de criminalizar movimentos que, no seu esforço para tentar garantir a reforma agrária, apoiam pessoas sem terra".
O relatório voltou a criticar, em sua edição de 2009, o sistema de justiça criminal brasileiro, salientando que a estrutura é caracterizada por "negligência, discriminação e corrupção".
"Apesar de ter havido uma redução nas taxas de homicídio, comunidades pobres nos centros urbanos e pequenas cidades do interior continuaram a registrar altos índices de crime e violência". (BBC Brasil)