quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Imperdível - Barbet

ASSISTA AQUI, em nosso siderbar, O FILME - O Petróleo Tem que Ser Nosso – Última Fronteira.

A menor aldeia do país, Guarani mbyá, ganhou uma área 60 vezes maior que a atual em São Paulo. Tudo por causa do Rodoanel.

Enquanto isso, 600 indíginas resistem e esperam até a solução definitiva do problema com o idioma na ponta da língua.

Na Reserva Extrativista Chico Mendes localizada no Estado do Acre as crianças superam as dificuldades para poderem estudar.

Alunos e professores empenhados na educação.

Temperatura mais alta e a aparente diminuição da gripe suína.

Outro indicador da queda é o número de exames que caiu de 140 para 50 por dia. MAS AINDA É CEDO PARA FALARMOS DEFINITIVAMENTE DA DIMINUIÇÃO DA DOENÇA. Uma coisa é certa devemos continuar cuidando da higiene.

O Brasil já possui 65.000.000 de internautas. Porém, apenas um entre quatro usa o computador para fazer compras.

O DESMANCHE DO PT - E DE LULA - Laerte Braga

Há um pensamento dominante entre petistas que qualquer crítica ao governo Lula signifique apoio, ou consentimento, ou ajuda, a manobras tucano/democratas para eleger José Serra em 2010. Ou o tresloucado governador de Minas Aécio Neves. Petistas não têm o hábito de olhar para o próprio umbigo e perceberem os equívocos cometidos pelo governo Lula e pelo partido numa trajetória errática que, mesmo com os altos índices de aprovação do presidente, não o exime de críticas.
Uma coisa são as alianças podres do governo e outra coisa são os podres tucanos e fétidos democratas. Eu não votaria em Aluísio Mercadante para nada. Mas entendo sua decisão de renunciar à liderança da bancada do partido no Senado. Não votaria nele, mas há diferenças abissais entre Mercadante e Jereissati ou qualquer tucano. Mercadante é um sujeito decente, tucano não sabe o que é isso.

O problema é que Sarney é um dos cânceres da política nacional e como todo câncer precisa ser extirpado. Do contrário todo o organismo fica comprometido. E não há nenhum milagre no fato de Lula ser mais popular que FHC. Qualquer um que não seja tucano ou democrata em qualquer canto do mundo.

O xis da questão é que quando os eleitores se libertaram do jugo corrupto dos tucanos, do governo FHC, elegeram Lula para fazer o contrário. Lula não fez. Dourou a pílula, evitou uma ou outra das costumeiras besteiras de FHC, o caráter entreguista do governo, mas não foi além do “capitalismo a brasileira”, perfeita definição de Ivan Pinheiro.

E isso, evidente, porque há uma diferença de caráter entre o atual presidente e o ex-presidente. Lula não é bandido. Mas também não é mocinho.

A senadora Marina da Silva viveu na pele, sofreu, agüentou, tentou de todas as formas, que políticas ambientais – era o que lhe cabia no governo enquanto ministra – obedecessem ao programa do seu partido, o PT.

Esbarrou no pragmatismo de setores do governo e do partido, numa aliança inacreditável que levou, por exemplo, o norte-americano Henry Meireles (algumas pessoas chamam de Henrique) à presidência do Banco Central.

Em busca de uma “governabilidade” que não tinha nada a ver com os anseios e aspirações dos brasileiros que o elegeram, Lula juntou-se a partidos e políticos inaceitáveis em qualquer circunstância.

O que foi o mensalão? A jogada perversa, mas fria, planejada e pensada de um político ligado à ditadura militar, com postura de extrema-direita, mas corrupto confesso, Roberto Jéferson, em favor de tucanos.

Por detrás da postura de Jéferson havia apenas um jogo de interesses e o ex-deputado não fez nada daquilo por acesso de bom caratismo, até porque nada do que disse ficou provado até hoje. Ao contrário da compra de votos para aprovar a emenda constitucional da reeleição no primeiro governo de FHC. Mas Lula deixou-se enredar e cada vez mais foi atolando seu governo e seu partido num PMDB tucano, sob a batuta de Michel Temer e noutra faceta, a do coronelismo, sob a regência de José Sarney.

Existe algo maior que Lula e o PT. Não inventaram nem a esquerda e nem a luta popular. Se faz parte do governo uma figura com a estatura de Celso Amorim, ou do secretário geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, do ministro da Saúde, que por sinal é do PMDB, José Carlos Temporão, fez parte até pouco tempo um embuste chamado Mangabeira Unger. Está no Ministério das Comunicações um político no mínimo complicado, Hélio Costa.

Quais os avanços reais e efetivos na reforma agrária? Por que a entrega de ponderável parte do pré sal?

A opinião pública foi iludida no governo FHC com a conversa fiada que privatizando o governo teria mais dinheiro para a saúde, a educação e políticas sociais de reais e efetivos avanços, na prática, o programa bolsa família, tocado com a competência e a seriedade do ministro Patrus Ananias (uma das exceções positivas), mas e daí?

O governo Lula caiu na armadilha da política rasteira de Brasília, uma espécie de ilha da fantasia e os aspectos positivos acabam se perdendo nessa “arraia miúda”, pagando o preço de defender um dos mais corruptos e venais políticos do Brasil contemporâneo, exatamente José Sarney.

O Senado todo é uma desnecessidade como afirma o jurista Dalmo Dalari de Abreu? Num projeto político de governo popular é sim. Não importa que existam cinco ou seis senadores decentes. A chamada Câmara Alta pratica a mais baixa forma de política.

Lula pensou pequeno.

A senadora Marina da Silva, à frente do Ministério do Meio-ambiente, tratou de defender interesses nacionais para além dos específicos de sua pasta.

A Amazônia é talvez o maior desafio para o País, ao lado do problema da Comunicação em poder de grupos controlados de fora. Por gente de fora. De olho na Amazônia.

Quando candidato a presidente Lula falava em projeto Brasil. Onde está? Nos acordos feitos com a MONSANTO para a produção de transgênicos? Na VALE privatizada? Na EMBRAER em mãos do capital estrangeiro?

Na PETROBRAS acossada dia e noite por bandidos do porte de Jereissati, FHC, Arthur Virgílio, de olho nas contas bancárias e nas contribuições das empresas estrangeiras do setor petrolífero?

Há dias a Marinha brasileira divulgou um comunicado oficial repudiando e desmentindo o jornal THE GLOBE (alguns conhecem como O GLOBO) sobre a questão dos submarinos movidos a propulsão nuclear. Já poderíamos ter pelo menos três desses submarinos tomando conta das costas, do litoral do Brasil e não o temos por conta do jogo de empurra e entrega do governo FHC e da falta de decisão do governo Lula. A decisão veio agora e como compensação política. Não como parte de um projeto de defesa da soberania nacional e da integridade de nosso território que passa pelo mar territorial brasileiro. São indispensáveis, os submarinos.

Pior ainda. A Aeronáutica brasileira está a mercê de interesses norte-americanos e de Israel no que diz respeito a ser reequipada com caças à altura das reais necessidades da segurança nacional. É um problema que rola desde os tempos de FHC e Lula não resolveu. Só procurou equilibrar-se na conversa de uma no cravo e outra na ferradura, ou em soluções paliativas.

Segurança não pode confundido com empregado do CARREFOUR levando um negro para um quartinho (a empresa é cúmplice, é bandida) pelo fato de ser negro e, portanto, suspeito de ser ladrão. Uai! FHC é branco. Sarney apesar de pintar cabelos e bigodes de preto é branco. E nunca ninguém levou os dois para quartinho escuro.

A política de Lula para a Amazônia, para além da questão ambiental, inexiste. Ou o que existe é um outro exercício de equilibrismo entre as mega concessões feitas a setores e grupos privados e as palhaçadas do ministro Minc com dados estatísticos que não comprovam coisa alguma no essencial.

Falta decisão política efetiva de uma integração latino-americana que exclui tropas no Haiti. E um monte de outras coisas.

Onde o governo Lula consegue avanços – e existem – é onde estão figuras que na verdade garantem o mínimo de credibilidade e visibilidade desses avanços. Do contrário seria só uma exibição fantástica de carisma de Lula, inegável, mas compreensível se comparado com alguém como FHC, uma figura que tipifica o ser amoral. Sem escrúpulos.

Ou você acha que Obama chama Lula de “o cara” por que?

O governo dá a sensação, outro ponto, que não atinou para a grave ameaça à soberania nacional e especificamente a Amazônia, no que diz respeito ao acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos. Sete bases militares para “combater o narcotráfico”? Ora, o narcotráfico, segundo o departamento de combate às drogas do governo dos EUA, está no governo colombiano. Em Álvaro Uribe.

E é o que menos importa. Importa o controle da Amazônia. Quando a GLOBO e outros se referem às FARCs como “terroristas” estão apenas tentando criar na opinião pública – e criaram – o monstro que devora criancinhas, mata idosos, não permite a democracia, quando no duro, as FARCs são um ponto de resistência ao avanço dos EUA sobre a Amazônia brasileira ou não.

Em seguida ao cancelamento da visita do presidente do Irã ao Brasil, o líder sionista (sinônimo de fascismo) que ocupa o ministério das Relações Exteriores de Israel apareceu por aqui para deitar falas sobre cooperação, de olho em comunidades palestinas no sul do País e na água, no controle da tríplice fronteira, onde agem às escancaras terroristas do MOSSAD.

Por que o governo brasileiro não rompeu relações diplomáticas com o governo golpista de Honduras? Qual a razão da presença de tropas brasileiras no Haiti num processo de ocupação e repressão ao sabor dos interesses dos EUA?

Marina da Silva não é a ponta de um iceberg. É o próprio. Não agüentou digerir tantos sapos assim. E existem diferenças fundamentais entre ela e Heloísa Helena. A senadora Marina tentou de todas as formas resistir dentro do PT. Não é uma temperamental como a alagoana. E não vai aqui nenhuma crítica sobre conduta em relação a Heloísa Helena, só a forma, ao jeito.

A decisão de deixar o partido foi consciente. Pensada e pesada. O que vai fazer daqui para a frente é outra conversa. Se se deixar ludibriar pelo canto de tucanos e democratas joga fora sua história. Não creio que faça isso. A senadora não dá mostras, nunca, de assimilar a convivência com pústulas padrão José Serra.

O problema Marina da Silva não é só Marina da Silva, o tamanho da perda (imenso). É o processo autofágico de Lula e do PT.

Isso significa que presidente e partido são absolutamente irresponsáveis no que diz respeito à luta popular e pensam apenas e tão somente na política menor de um institucional carcomido pela corrupção e pelo entreguismo.

Não se pode exigir das pessoas que fechem os olhos a isso e apóiem incondicionalmente o governo e seu partido.

Apoio incondicional, um político mineiro dos velhos tempos dizia que a gente “só presta a mãe”.

O que está em jogo é bem maior que Lula e o PT.

Os caminhos são outros. Ou esse País vira estado norte-americano, república de bananas, com bases militares no Nordeste como querem os EUA, sob a batuta de bandidos tucanos democratas à frente José Serra e toda a corte FIESP/DASLU.

Na luta pelo Brasil soberano, independente e justo, Lula e o PT são episódicos. Essa construção está acima deles. E a resistência se estende a atitudes e posturas como a de aliar-se a figuras como Sarney. Não se trata de sobreviver a nada, mas tão somente de criar condições de governabilidade dentro de um processo corrupto e anti-nacional.

É abrir as portas para José Serra em 2010. Ou pior, o irresponsável do governador de Minas. O tal que não tem dinheiro, mas compra apartamento de 12 milhões de reais.


Fatos que marcaram a trajetória do País. /Wladimir Palmeira - dia 22 de agosto às 21,00 horas TV CÂMARA - Vanderley Caixe

Vladimir Palmeira era pouco mais que um menino quando, em 1966, começou a despontar no movimento estudantil do Rio de Janeiro. Alagoano, chegou com a família quando a cidade era ainda a capital do País. O pai, senador Rui Palmeira, reunia-se com os integrantes da Arena, partido de apoio ao regime militar, na sala da casa e ele, com estudantes e integrantes do partido comunista, depois Dissidência Guanabara e finalmente MR-8, no quarto dos fundos.

Em 1968 já era o grande líder dos movimentos estudantis e populares que confrontavam os militares no centro do Rio. Época, em que o governo federal operava mais na cidade do que em Brasília, para onde iria se transferir lentamente. E é aqui que ele começa a contar a sua rica história no vídeo “Vladimir (68) Palmeira – A História Sem Mitos” produzido pela TV Câmara e dirigido por Roberto Stefanelli com edição de imagens de Joelson Maia.

Nada, ou quase nada, se fazia no movimento estudantil do Rio sem que Vladimir fosse consultado. Um período de muitas passeatas, depredações e violência no centro da cidade, que iria culminar com a Passeata dos 100 mil, a maior confrontação que o regime militar sofrera até então. Na verdade, nunca se soube o número exato desta manifestação. Pelas imagens da época, calcula-se hoje que reuniu mais de 700 mil pessoas, algo parecido com a grande concentração de 1 milhão das Diretas-já 15 anos depois.

Vladimir passou por várias prisões e temeu pela vida muitas vezes, até que fosse deportado junto com outros 14 presos políticos para o México, em troca do embaixador norte-americano Charles Elbrick, sequestrado por um grupo de várias facções de esquerda. Neste sequestro estavam pessoas como o atual ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, então um ativo líder estudantil, e o hoje deputado Fernando Gabeira. Foi para Cuba, “uma desgraça”, onde ficou por três anos, período que relata com total desapontamento. Depois rodou pela Argélia, a antiga Tchecoslovaquia, Chile, voltou ao México, acabou na Bélgica. Foi um dos últimos a retornar ao Brasil com a lei da anistia.

Elegeu-se deputado federal por dois mandatos, período em que voltaria ao centro do Rio para, em cima de um banquinho de madeira, “prestar contas do seu mandato”, como um servidor sustentado por dinheiro público. Tudo isso Vladimir, hoje um professor de história, relata com distanciamento crítico, desprezando mitologias que costumam de instalar na nossa história recente. E culmina com sérias críticas ao movimento estudantil de hoje.

Estreia: Sábado, 22 de agosto, às 21h
Reapresentações: Domingo, 23 de agosto, às 8h, 13h30 e 20h

Ficha Técnica

Direção e Edição: Roberto Stefanelli
Edição de Imagem: Joelson Maia
Videografismo: Jean Hernani
Pesquisa: André Bergamo e Joelson Maia
Narração: Claudio Lessa e Luiz Linhares
Produção: Rita Andrade e Ana Beatriz
Finalização: Joelson Maia
Cinegrafistas: Claúdio Adriano e Anari Souza
Trilha Sonora Original: Alberto Valério
Núcleo de Documentários – TV Câmara: Dulcídio Siqueira Neto


PRECONCEITOS - Ir Alberto


O pior inimigo da humanidade é o preconceito. Ele se apresenta sob várias facetas - cor, religião,nacionalidade, estatura, beleza, opção sexual, condição econômica. A lista é imensa.
Criar preconceito é próprio dos grupos humanos.
Fiquemos apenas com o preconceito religioso. Há grupos religiosos que consideram sua religião a unica verdadeira, a unica que leva o homem a Deus. Que as demais são falsas, heréticas.
Em nome de Deus milhares , milhões de inocentes perderam a vida. E continuam sendo mortos.
Moises, o criador da nação e religião israelita alimentava preconceito contra as nações e religiões dos povos vizinhos. Assim , ele criou um mandamento proibindo adorar imagens de escultura. Passados 6 mil anos ainda tem gente que acredita que adorar idolos é pecado

Moises tinha aversão a prostitutas e homossexuais e então ele criou um mandamento mandando matar estes individuos.

Passados 6 mil anos ainda tem gente que acredita que as prostitutas e homossexuais não tem direito de viver.

Sou um democrata . Sou contra qualquer tipo de preconceito, seja ele que natureza for.

Eu sou um idólatra e nunca vi nesta prática nenhuma ofensa a Deus como ensina Moises. Pelo contrário, sem a idolatria o mundo não teria alcançado o progresso tecnológico que hoje desfrutamos. Pensemos no que seria o mundo sem televisão, computador, gravuras, pintuas, esculturas etc etc

Portanto quando leio alguem afirmar que se deve combater as heresias eu logo rotulo esssa pessoa de preconceituosa e procuro ficar longe dela.

Ir alberto

Curso de Fé e Cidadania - CNLB - Bismarck Frota de Xerez


O Boletim Informativo do CNLB informou o início de um Curso de Fé e Cidadania baseado na Doutrina Social da Igreja, e possivelmente levou muitos leitores a um entendimento truncado.
Em verdade, o curso citado será oferecido na forma PRESENCIAL em Campinas- SP, agora a partir de 19 de setembro/2009.
Este mesmo curso, com 30 aulas-duplas divididas em 10 blocos, com todo o material, incluindo textos complementares e DVDs das aulas, gravados em estúdio, serão oferecidos, a partir do final do ano, na forma de EDUCAÇÃO À DISTÃNCIA.
Este curso de Fé e Cidadania, na forma de Educação à Distância será oferecido tanto para quem se utiliza da informática (através da internet) como na forma tradicional pelos Correios e Telégrafos, já que muitos e muitas não têm ainda, este meio de comunicação.
Mas queremos que tal curso não seja feito somente na forma pessoal. Ao contrário, queremos que grupos mínimos de 3 pessoas possam fazê-lo em conjunto, para que haja um aproveitamento maior.
Assim sendo, dentro de dois ou três meses o CNLB estará chamando à inscrição para o mesmo curso oferecido, agora à Distância.
Desta forma, vejam quem pode fazê-lo com vocês, e no momento certo, inscrevam-se.
Obrigado pela compreensão.
Carlos Signorelli
Presidente CNLB
Campinas-SP, 13/08/2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

KOYRA - Rito de Iniciação da Criança ao Mito e Cultura da Tribo, Família e ou Nação - Ademario Ribeiro


Taujé kurumim, taujé (Bis)
Endé pyri mo-sã-sãia
Ta’ poranga Monangareté! (Bis)
Ejori angekyia oré
Oré r-eyî (Bis)
Mingó rekó rupi
Jandé koyr iá-bé!

Taujé kó-pir
Só kaá-bo
(jabê turuçu poryb
jabê ipó!)
Oré r-eyî (Bis)

...Nhe-mo-saraîa
monhang-kaú!
Jabê turuçu poryb
Jabê ipó:
Oré r-eyî!... (Bis)

...Nhe-mo-saraîa
Monhang-kaú!
Jabê turuçu poryb
Jabê ipó!

Trecho do documentário do Michael Moore sobre Medicina em Cuba - Vale a pena assistir - Vanderley Caixe



Um trecho do novo documentário do Michael Moore (Sicko – $.o.$. (2008), comparando o sistema de saúde de Cuba, Inglaterra e França com o dos EUA) sobre a saúde pública dos Estados Unidos da America do Norte retirando o Canadá, México, Bermudas e Groelândia que também são países da América do Norte, só que não são estados.

ÍNDIO TEM QUE...- Ademario Ribeiro


Poema parido no constructo do meu sentimento ao participar da Conferência Indígena em Salvador e em outras caminhadas em porandubas e pensamentações com: Graça Graúna, Eliane Potiguara, Juvenal Payayá. Nádia Tupinambá, Jerry Matalawê, Ary Txay, Crisoston Terto Vilas Boas, Natalina e Yã Bomfim Ribeiro, Celene Fonseca, Heitor Kayowá, Oscar Charrúa, entre outr@s caminhantes que tanto me ensinam...

Índio tem que
botar o pé na massa
na estrada
na universidade
na ancestralidade
no tribunal
nas cotas!
Chega de pés em suas costas
ou de lhe virarem às costas
ou de lhe negarem as cotas

Índio tem que
botar p’ra correr
os que lhe roubam
- a mulher
- o filho
- as plantas
- as aves
- os bichos
- a terra
- a língua
- o sagrado
- o profano
- o sangue...

Índio tem que
se representar
não só se apresentar
como artistas natos
suas plumagens e pinturas e artesanatos...

índio tem que
sair da mata
fazer acontecer
porque senão
não vai acontecer...

Só vai acontecer
se índio
botar o pé
meter a borduna
botar o saber p’ra circular
contextualizar
retomar os rituais
a antropofagia
e meter a cara
a boca
dar a louca...

“Eles” meteram o pé
meteram a cruz
meteram as doenças
meteram o canhão
meteram o machado
meteram o trator
meteram as multinacionais
meteram a transposição
e são cheios de nhen-nhen-nhen!!!

Não somos a favor da revanche
nem à favor do desmanche
mas sabemos que o que era tudo teu
agora é de “todos” que aqui estão
e têm alguns que
já meteram a mão no rio,
no mar, na terra,
na lei, na bíblia, nos planaltos
e estão fazendo de tudo
para que “tudo” seja só deles
e há outros que deveriam ser
aliados como no passado de Pindorama
mas estão confusos pensando que
“a farinha é pouca...”
que é “tempo de murici...”

Mas eu digo que ainda é tempo
de mojar cecê! “unir o que foi cortado!”.
Nda s-ar-i abati ranhé!
“a espiga ainda não tem milho!”
Mas estamos no potyrõ:
nos adjutórios, mutirões
e é possível (ainda)
um pedaço p’ra tua gente
p’ra teu guri, curumim, mitã, kunhãtaí,
kybyra, anama, anakã ou ramuia!

Se um dia todos acordarem
deste sono que a serpente atiçou
ou da ganância voraz que a serpente envenenou
entenderemos que não precisamos partir,
apartar - e aí, virá o reino da yby mara-e’yma:
“a terra sem males” de todos os povos!

Índio tem que meter
Então que meta a sua meta
meta apito
meta borduna
meta o que puder
afinal, “eles” nunca tiveram pena de você.
Você até vestia e ainda veste pena
e pode despenar “eles”
e fazer um dabacuri
em pleno século XXI
ou você incorporou a pena cristã?!?!?!

A terra sem males está
para todos, enfim,
p’ra você,
p’ra “eles” e “elas”,
para juntos construirmos
os sonhos sonhados de todos os povos
do mundo inteiro!
este mundo é possível!

Não espere
não desespere
é só você continuar
neste movimento de pé ante pé
por aí, por aqui, por lá
em todo lugar
afirmando quem você é
o que você quer
porque você sabe quem você é
e sabe aonde quer chegar!

Índio tem que!

Abá am-iõ-te!
“Indio vai continuar de pé!”

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

COMO SERIA O BRASIL SE - Bismarck Frota de Xerez

A mata atlantica estaria inteira, intocavel, este imenso continente seria habitado pelos descendentes das nações que aqui estava em 1500, em toda a sua pureza genetica.
Não existiram mamelucos como a senadora Patricia Saboya do PSB do CE, o afrodescendente Ministro Palmeira do Tribunal de Contas da União, aquele que por ser chegado numa cachaça foi substituido pelo Marco Maciel na chapa do FHC, não existiria mulato, cafuso, etc.
O continente seria um imenso Museu a céu aberto.
MAS, POREM , CONTUDO, ENTRETANTO

nossos avós portugueses eram do norte de Portugal, descendentes dos visigodos, povo pragmático, professando a fé catolica, mas sabendo que Portugal só tinha um milhão de habitantes, para colonizara tres constinentes: America, Africa, e India.
Pragmáticos, o vice-rei Afonso Albuquerque, na India, ao aprisionar mulheres as entregava aos porugueses que lá estavam para criar o mestiço, assim quebrando a fidelidade cultural. O sobrinho dele, Jeronimo de Albuquerque praticou no nordeste brasileiro a mesma politica.
E os reis de Portugal explicitametne, como Politica de Estado, não instalaram a desgraçada da Inquisição no Brasil, mandando somente uma Visitação, assim DEIXANDO QUE OS PORTUGUESES TIVESSEM DIVERSAS MULHERES INDIAS, de preferencia uma de cada tribo, assim se fazendo "parente" e aliado. Idem com a escravas, pois era mais barato faze-los entre a senzala e a cozinha do que importa da ÁFrica.
Assim o pequenino povo lusitano povoou este imenso continente.
Com a ajuda do clero local! Iustres familias se orgulham de terem em sua árvore uma semente eclesiastica.
Os padres não tinham filhos, tinham afilhados.
Assim nasceu o Povo Brasileiro. Quinhentos anos desmatando, quinhentos anos avançando quando a Economia Global tem fome de algum produto. Nascemos do empreendedorismo luso-afro-indigena.
Quando fundamos oa Imperio, eramos escuros. Não ficava bem um imperador de povos escuros.
Começamos a importar PPO, linguagem de criador de gado. e começamos a clarear o plantel.
Mas para isso continuamos a nos miscigenar. SEGUINDO A MESMA NORMA MORAL.
Se nossos antepassados fossem moralistas, não existiriamos como somos, certamente parte do país não seria lusitana.
Aqui no Paraná, celebramos nosso intelectual maior, o afro-descendente Paulo Leminsky, filho de mãe negra, cuja foto é exibida na TV.
SE NOSSO ANTEPASSADOS TIVESSEM SIDO MORALISTAS, NÃO EXISTIRIAMOS.
nossas mulheres, que perda seria. A tez morena do William Bonner seria brancura rinso. Omo ainda não existia.
No verão ao sol ficariamos vermelhos, e não adquiriamos a cor dourada da garota de ipanema.
seria um mundo triste. Os olhinhos puxados do Tom Jobim, herança da avó Terebé, nativa que está na base de sua genealiogia. Chico Buarque nao faria poesia com seus avós pernambucanos , baianos, mineiros e paulistas.
Pedro (DuPin) Calmon não escreveria a historia da Casa da Torre de seus avós Garcia D´Ávila e a india Paraguaçu esposa de Caramuru. Os mais de trezentos ritimos musicais aqui desenvolvidos do encontro amoroso (na horizontal) entre o branco que não via pecado em nada, aprendido com a nativa e desenvolvido com a africana, não existiriam.
AINDA BEM QUE NOSSOS AVOENGOS NÃO ERAM MORALISTAS.

QUEM NÃO CANTOU "FRERE JACQUES" ? - Bismarck Frota de Xerez


"JACQUE" roupa curta usada pelos camponeses. Daí eles serem chamados de os "jacques".
Em 1358 em Creuil, região proxima de Paris os "jacques" começaram uma revolta chamada de "JACQUERIE", durou 14 dias mas se alastrou pelo centro e pelo norte da França, envolvendo as cidades.
Carlos, o Mau, acabou com a revolta com o grito de "morram os vilões". Agora cante "Frere Jacques" neste CONTEXTO, e sinta o precurssor da MARSELHESA.
O motivo da revolta era os altos impostos.
Diz o Sergio Buarque de Holanda que o brasileiro é cordial, reclama de altos impostos, mas não passa dos murmurios, só reclama.
"deitado em berço esplendido". Na França os jacques acordavam ao som do dim,dim dom.
O 14 de julho ocorrido na França do século XVIII foi continuação de uma Historia diferente da nossa Historia brasileria, onde lider de Quilombo tinha mulher branca (Vera Fisher), onde Santa Isabel de Portugal implantou a Festa do Divino.
Nesta festa seja em Portugal, no Brasil e nos bairros portugueses nos USA e Canadá um POPULAR se feste de Imperador do Divino, com direito a coroa, capa e todos os simbolos reais.
Transposta para o carnaval, nosso povo aguarda os tres dias doutro rei, o Momo, para ser seu cortesão vestido a carater com direito a peruca e salamaleques da Corte dos Luizes.
A rigor, em 1964, os militares não deviam se preocupar com o comunismo, acabaria em PPS, em samba, em Folia de Reis, em Carnaval, em Festa do Divino, e tantas festas folk (povo) sem "dim, dim dom", sem "Frere Jacques".
Aqui os "jacques" não precisam ser acordados, vivem em festas, bem animadas.
Aqui não usamos tal roupa "jacque", ninguem se chama Jacques, nem está dormindo, embora ´"deitado em berço esplendido" vive dizendo "sacode a poeira, dá volta por cima" e canta "foi um rio que passou em minha vida".

PERSONALIDADE DO POVO - Bismarck Frota de Xerez

"O Povo sobretudo é como criança , afeiçoa-se a quem lhe faz festa"
do romance DONA LEONOR TELES de Heloisa Maranhão, pg 39.
do dialogo entre o rei Fernando I , o Formoso, e seu meio irmão Dom João, Mestre de Avis, que virá a sucedê-lo mudando a dinastia portuguesa dos Borgonha (Capeto) para a de Avis em1385.

[Carta O BERRO] CONVITE - "O INTERROGATÓRIO " Segunda-feira 17 de agosto de ... - Vanderley Caixe

Camaradas,
nesta segunda-feira estarei no Teatro Anchieta (SESC-Consolação), na qualidade de convidado, participando da leitura dramática da peça "O Interrogatório", de Peter Weiss.
Nada mais adequado para estes 30 anos de Luta pela Anistia.
Gostaria muito que vocês estivessem presentes e, se puderem, que divulgassem para as suas listas.
Abraço,
Alipio

O Interrogatório


Segunda-feira
17 de agosto de 2009

19h30


Teatro Anchieta
Sesc-Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque


Produção
André Moretti
Messias Lima


Direção
Mika Lins
Ana Saggese

Convidados especiais
Alipio Freire
Dora Martins

Elenco
Abrahão Farc
Claudinei Brandão
Daniel Mazzarolo
Hércules Morais
Joca Andreazza
José Geraldo
Julio Machado
Maíra Dvorek
Marat Descartes
Marco Antonio Pamio
Nicolas Trevijano
Rubens Caribé
Tuna Fwek















RATO COMENDO RATO - Laerte Braga


Há uma diferença entre o modus operandi da quadrilha GLOBO e o da quadrilha RECORDE. Ou, mais precisamente, de Edir, o Macedo. A quadrilha GLOBO reveste-se da sofisticação FIESP/DASLU. Sugere que a rede seja povoada de príncipes, duques, marqueses, condes, viscondes e barões. Tenham, todos, perfeita noção de como se comportar em público, algo assim como bater carteira em uma dimensão impressionante, sem que as vítimas percebam e até sintam-se agradecidas pelo privilégio de poder assistir Xuxa aconselhando e formando as nossas crianças.
Olham para o outro lado quando cometem toda a sorte de crimes que pode um veículo de comunicação, uma rede com seu tamanho, cometer. Todos de terno, gravata, combinação perfeita até a roupa debaixo.
Edir, o Macedo, esse não. Tem consciência que existem métodos capazes de fazê-lo chegar a ingênuos e incautos e construiu um império na base do "dá ou desce".
GLOBO e RECORDE servem ao mesmo senhor.
As denúncias feitas pelo programa "REPÓRTER RECORDE", edição de domingo 16 de agosto, são todas verdadeiras, inclusive as que dizem respeito às promíscuas relações da REDE GLOBO com setores do Ministério Público de São Paulo. São Paulo! É preciso prestar atenção a esse detalhe. Um país vizinho que fala a mesma língua. E vêm com um exército de tucanos, democratas, mais alguns carregadores de mochilas dos senhores, caso de Roberto Freire, numa tentativa de transformar o Brasil, definitivamente, num estado norte-americano.

As denúncias sobre Edir Macedo, requentadas ou não, são reais.

O programa da RECORDE foi certinho, se é que nesse amontoado de bandidos existe alguma coisa ou alguém certinho "a não ser na bandidagem", até a entrevista de Edir, o Macedo.

A explicação do "bispo" sobre o vídeo em que aparece orientando seus pastores a tomar dinheiro dos fiéis é inacreditável em termos de cara de pau. A figura em questão dizia aos pastores que quem quiser doar bem, quem não quiser amém, só que de um jeito bem ao estilo Beira-mar. "Ou dá, ou desce".

"Cândido", "vítima", "salvador de almas", explicou que quem dá sobe no mundo espiritual e quem não dá desce no mundo espiritual.

Putz! É uma sem vergonhice próxima do absoluto.

Creio que nos dias seguintes deverão entrar em cena os representantes dos senhores de tudo e todos "ou quase todos" para explicar que essa briga não interessa a eles donos dos "negócios" e é preciso acabar antes que os danos sejam irreversíveis.

A cara de pau de Edir, o Macedo, quando falou de "fé emocional", sugerindo que a fé que vende seja racional, em crítica direta ao padre Marcelo Rossi, beira a perfeição. Foi assim como um piparote para quem entende que pingo é letra. Marcelo Rossi é a resposta da Igreja Católica, dos setores mais atrasados dessa Igreja (controlam Roma desde a ascensão de João Paulo II) ao avanço neopentecostal às suas fileiras. Não há diferenças entre o "bispo" e o padre, só de estilo.

E a ameaça de Macedo. Levar sua igreja aos muçulmanos. Insere-se no projeto político de dominação e domesticação dos povos do Islã. Os muçulmanos ocuparam a Espanha por três séculos e quando saíram os monumentos e igrejas cristãos estava intactos, preservados. Onde as hordas das cruzadas comandadas por papas passaram, no Oriente Médio, a política foi de terra arrasada contra os "impuros".

Edir, o Macedo, cumpre um papel político. Tanto se insere num contexto geral, dos donos do mundo, como se beneficia disso, gerindo um império de proporções impressionantes.

A GLOBO é a mesma coisa. Cumpre o mesmo papel. Ao longo de sua história construída sobre fraudes e sustentando-se na ditadura militar, serve hoje a Washington e ao modelo econômico neoliberal, logo, a esse modelo político asfixiante e que se constitui em termos de História, numa fase aguda da exploração do homem pelo homem.

Macedo já está em Miami, base das grandes quadrilhas que operam as mais variadas modalidades criminosas, desde as legalizadas, às chamadas do crime organizado. Joga, esperto que é, com a própria divisão entre os donos. O lado vaselina, que é o de Barak Obama (o garçom) e o lado areia, do esquema de Bush e outros.

Como donos são donos, eles se entendem e nesse esquema sórdido tanto um quanto outro, GLOBO e Macedo se tornam necessários. Desde, evidente, que não ultrapassem determinados limites e a briga entre ambos não prejudique os "interesses maiores". Aí, o que for mais fraco dança. Neste momento Macedo joga um jogo arriscado, mas escorado em oito milhões de fiéis, um eleitorado e tanto. Sabe que seu adversário, GLOBO, enfrenta dificuldades, sustenta-se de dinheiro público e o padrão chamado global começa a dar sinais de esgotamento.

A comunicação é fator de extrema importância nos dias de hoje. Você pode pegar um grupo de dentistas, por exemplo, que ao arrepio da ética vão dizer que Colgate é melhor e previne e evita cáries. Ganham um bom dinheiro para isso. É só um exemplo de um processo mais amplo que transforma o ser humano em rês. Em mero consumidor. Vazio e despido do mínimo espírito crítico diante de si mesmo, logo algo amorfo. Não contesta e admite as formas de escravidão sob as quais vive.

Amplie tudo isso é enxergue o mundo em que automóvel se transforma em anjo de guarda e bancos e grandes empresas, os grandes latifúndios, em templos do capitalismo. O deus mercado.

A GLOBO tem investido contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusando-o de restringir a "liberdade de imprensa", ao fechar rádios e tevês como a GLOBO e a RECORDE e a criar rádios e tevês comunitárias, ligadas a sindicatos, associações do movimento popular, ou mesmo à iniciativa privada, mas dentro de parâmetros de verdade, ética na informação e tudo o que não existe no Brasil nas "famílias" que controlam o setor.

A reação a RECORDE é apenas a reação a um novato que entra de cabeça no meio e afeta os "negócios" até então bem divididos entre redes de tevê, jornais, revistas e rádios.

Para melhor ilustrar, Mariel Mariscot era um policial ligado a grupos torturadores à época da ditadura. Corrupto, deixou a Polícia, transformou-se em estrela de televisão por uns breves momentos e resolveu ser banqueiro de jogo de bicho. Esbarrou nos donos do jogo do bicho. Não queriam concorrência no clube que geriam. Mariscot apareceu morto sem que se apurasse o culpado, ou culpados.

Não é o caso de Macedo, lógico. Tem respaldo no clube freqüentado pelos donos. Mas sabe, ele próprio, que não pode esticar a corda a ponto de arrebentá-la. Como sabe a GLOBO que há também um limite nessa história.

Está prevista uma conferência nacional de comunicação para dezembro. A idéia é discutir toda essa realidade e abrir caminhos para a efetiva democratização do setor. Nada de tratar o cidadão como idiota, definição de William Bonner para o telespectador do JORNAL NACIONAL.

Os bandidos sabem disso e já começam um movimento de cerco a essa conferência. A Fundação Ford, partícipe de vários golpes de estado na América Latina, se prontifica a ajudar a organização da conferência. Esse ajudar aí equivale a meter o tacão de ultra direita e manter o controle.

Chávez não restringiu liberdade alguma de informação. Chávez colocou o dedo na ferida. O papel que cumprem as grandes redes de tevê e rádio como a GLOBO e a RECORDE.

É necessário fazer o mesmo por aqui. Do contrário grandes complexos de comunicação irão se constituir, sempre, em fator de controle e alienação, como hoje GLOBO e RECORDE. Ou como VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, todo o espectro da informação em nosso País.

É preciso explicar, apurar cada centavo de dinheiro público dado à GLOBO, desde sua fundação, passando pela ditadura militar (da qual foi o principal instrumento de comunicação), aos convênios que geram programas educativos às cinco da manhã (para ninguém), aos socorros ilegais dados pelo BNDES em momentos de situação falimentar. Às ligações com os grupos que governam São Paulo. E começam em Mário Covas, passam por Geraldo Alckimin e chegam a José Serra.

O próprio governo federal, vítima constante de chantagens da rede. Como no episódio do falso dossiê nas vésperas das eleições de 2006. A GLOBO deixou de lado a queda do avião da GOL para cumprir seu papel dentro do esquema FIESP/DASLU. Notórios criminosos.

Como é necessária uma ampla discussão sobre o papel das redes de tevê e rádio no País. São concessões de serviço público e têm regras básicas definidas, ainda que falte legislação específica, como existe em países outros. Na Grã Bretanha, na matriz, os EUA.

Bem mais que isso. Ação do governo federal para coibir e redesenhar o setor, privilegiando a comunicação voltada para processos de formação e conscientização do brasileiro. Não o atual, de alienação e mentiras a serviço dos piores criminosos que se possa imaginar. Sejam eles os irmãos Marinho, seja ele um pilantra do "dá ou desce" como Edir Macedo. E todos os outros.

Do contrário vamos continuar assistindo ao filho de Renan Calheiros ganhando concessões de rádio. A José Sarney dono das afiliadas da GLOBO no seu feudo. A família de ACM na Bahia. A Collor de Mello em Alagoas. A tucanos/democratas no sul do País.

E a todas essas armações para transformar Brasil e brasileiros em terra de ninguém e num monte de "ninguéns".

Mas todos ávidos consumidores de coca cola, sanduíches da rede McDonalds, transgênicos da Monsanto, remédios dos laboratórios que montam pandemias como a gripe suína para auferir lucros fantásticos. E Colgate para os dentes brilharem até na hora que o distinto ou distinta estiver espirrando com sinais de gripe suína.

É isso o que querem, é esse o papel que cumprem. O caráter "religioso" da rede de Macedo não difere do da GLOBO. É a religião do consumo. Das legiões de zumbis. Uns fascinados com o "bispo" do "dá ou desce", outros com os heróis de Pedro Bial no bordel em casa, o BBB.

São iguais, rato comendo rato.


sábado, 15 de agosto de 2009

[Carta O BERRO] As bases americanas na Colômbia têm um alvo: o Brasil - Vanderley Caixe

As bases americanas na Colômbia têm um
alvo: o Brasil
O Conselho Sul-americano de Defesa da Unasul, uma inspiração brasileira, mostrou-se um tigre asiático. Num dos primeiros testes reais, as polêmicas bases estadunidenses na Colômbia não serão alvo de debate no Conselho, isso porque os EUA fizeram forte lobby para que o tema não seja discutido. Ainda mais: as bases americanas na Colômbia têm um alvo: o Brasil e não a Venezuela.
O artigo é de Juan Gabriel Tokatlian, professor de Relações Internacionais da Universidade Di Tella e membro do Clube Político Argentino em artigo publicado no jornal Página/12, 07-08-2009. A tradução é do Cepat.
Eis o artigo.

Tudo indica que os Estados Unidos poderá utilizar várias bases militares na Colômbia. O acordo, a ser confirmado brevemente, foi apresentado em Bogotá como continuação e complemento da luta contra o narcotráfico e o terrorismo, e em Washington como substituição da base de Manta, no Equador – que os EUA deve abandonar neste ano –, como localizações para levar a cabo “operações contingentes, logística e treinamento”, de acordo com a linguagem do Pentágono.

Visto a partir da situação concreta da Colômbia, não existe nenhum interesse nacional em jogo nesse tema: os avanços do Estado frente aos diferentes atores armados foram relevantes; os vizinhos ideologicamente antagônicos não ameaçam usar força militar contra o país; os vizinhos mais próximos com a situação interna não agridem a Colômbia, nem insinuam fazê-lo; as nações da América do sul não mostraram condutas oportunistas contra Bogotá nem antes, nem agora; e o hemisfério em seu conjunto está procurando deixar para trás a dinâmica custosa e agressiva da Guerra Fria.

Entretanto, o novo compromisso bilateral pode ser analisado e avaliado a partir de outra perspectiva. Uma delas é desde a ótica dos Estados Unidos e desde o prisma da geopolítica global e regional. Nesse sentido, há um conjunto de pressupostos básicos que não foram alterados com a chegada ao governo do presidente Barack Obama.

Nas últimas décadas – e em particular depois do 11-S – produziu-se um desequilíbrio notável entre o componente militar e o componente diplomático na política externa dos Estados Unidos. A militarização da estratégia internacional de Washington implicou num desproporcional gasto na defesa – em relação com qualquer potencial adversário ou individual ou hipotética coalizão, em comparação ao destinado a diplomacia convencional -, uma desmesurada e perigosa preponderância burocrática no processo de tomada de decisões, e uma ascendente autonomia frente aos civis na política pública do país.

Nesse contexto, desde meados dos anos noventa, o Comando do Sul foi se transformando na etnarca militar dos Estados Unidos para o Caribe e América Latina. Estacionado na Flórida, o Comando Sul tende a comportar-se como o principal interlocutor dos governos da área e o articulador decisivo da política exterior e de defesa estadunidense na região. O perfil pro - consular do Comando Sul se observa e comprova mediante a análise empírica do vasto conjunto de iniciativas, ações, desembolsos, exercícios, dados e manifestações que planeja e executa em torno das relações continentais. O restabelecimento da IV Frota é apenas um dos últimos indicadores de uma ambiciosa expansão militar na região que não contou com nenhum questionamento do Departamento de Estado, nem da Casa Branca.

Nesse sentido, o uso de várias instalações militares na Colômbia facilita ao Comando Sul conseguir parte do seu projeto pro - consular: ir facilitando – naturalizando – a aceitação na área de um potencial Estado gendarme no centro da América do Sul. A mensagem principal é para o Brasil e não para a Venezuela. Para além das coincidências políticas e de negócios entre Brasília e Washington, os Estados Unidos buscará restringir ao máximo a capacidade do Brasil no terreno militar e buscará acrescentar sua própria projeção de poder na Amazônia.

Agora, com uma simples manobra diplomática, os Estados Unidos demonstrou que o recente criado Conselho Sul-americano de Defesa (CSD) de inspiração brasileira, é até agora, um tigre de papel. América do Sul, uma região onde não existem ameaças letais para a segurança estadunidense, não há países que proliferem nuclearmente, não se encontram terroristas transnacionais de alcance global que operam contra interesses de Washington, é uma das regiões mais pacificas do mundo, tem regimes democráticos em todos os países e possui, conjuntamente, um baixo nível de anti-americanismo, não poderá discutir porque o Estados Unidos necessita usar bases militares da Colômbia. Nem Bogotá aceita debater o tema – e dali o desdobramento da diplomacia presidencial bilateral desses dias do presidente Alvaro Uribe – nem Washington necessita explicar sua política na região. Em todo caso, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o general James Jones, já visitou Brasília e informou ao governo do presidente Lula a decisão de seu governo.

Na medida em que a América do Sul continue criando instituições que não podem abordar os temas centrais da região, resultará evidente o seu nível de fragmentação e sua incapacidade de assumir os principais desafios da área. Caracas e ainda Brasília podem viver com ele; para Argentina é ruim. Uma vez que Buenos Aires não é um interlocutor chave (seja por amizade ou oposição) de Washington, carece de uma visão estratégica faz anos, e tem perdido influencia na América do Sul e não aporta uma melhor institucionalização regional. A situação do país é todavia mais delicada: o falido nascimento da CSD é muito custoso para a Argentina.

Com presença na Colômbia, EUA visam rotas do petróleo


"Aumento da presença militar no país aliado segue roteiro gestado há pelo menos cinco anos, ainda sob Bush; estratégia altera cenário de segurança na Amazônia", escreve Luiz Alberto Moniz Bandeira, cientista político, professor titular (aposentado) da Universidade de Brasília, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 09-08-2009.

Eis o artigo.

O projeto de instalar e ampliar as instalações militares dos EUA no território da Colômbia foi elaborado durante o governo do presidente George W. Bush, diante da perspectiva de fechamento da Forward Operating Location (FOL), isto é, da base militar instalada em Manta, no Equador, previsto para 2009.
Desde que o presidente Rafael Correa anunciou que não renovaria o acordo com os EUA, o Comando Sul das Forças Armadas americanas passou a excogitar a transferência da FOL, instalada em Manta, para a base aérea de Palanquero, em Puerto Salgar, cerca de 190 km ao norte de Bogotá.

Essa base aérea pode albergar mais de 2.000 homens e possui uma série de radares, além de cassinos, restaurantes, supermercados, hospital e teatro. E a pista do aeroporto, a mais longa da Colômbia, tem 3.500 metros de longitude, 600 metros maior que a de Manta, e permite a partida simultânea de até três aviões.

Os EUA terão assim um ponto de apoio, no centro da Colômbia, ainda melhor que o de Manta, com o Forward Operating Location, com a instalação de três bases militares nas localidades de Malambo, na costa do Caribe, Palanquero, próxima a Bogotá, e de Apiay, na Amazônia, na região fronteiriça com o Brasil e conhecida como Cabeça de Cachorro.

Novo componente

Em 2004, com a Iniciativa Andina Antidrogas, Bush já havia expandido o Plano Colômbia como um dos aspectos da estratégia dos EUA para assegurar sua presença militar na América do Sul e, em particular, na Amazônia. E o Congresso americano aprovou a duplicação do número de soldados estacionados na Colômbia, que subiu de 400 para 800; o de mercenários (ex-militares) empregados pelas companhias militares, mediante as quais o Pentágono terceiriza as funções militares, aumentou de 400 para 600.

Esses militares e mercenários americanos adestram e apoiam os cerca de 17 mil soldados que executaram o Plano Patriota, ampla ofensiva de contrainsurgência nas selvas no sul da Colômbia. Com razão, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, em sua obra "Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes", apontou "a crescente presença de assessores militares americanos e a venda de equipamentos sofisticados às Forças Armadas colombianas, pretensamente para apoiar os programas de erradicação das drogas, mas que podem ser, fácil e eventualmente, utilizados no combate às Farc e ao ELN", como um componente relativamente novo na questão de segurança da Amazônia.

Embora o governo dos EUA apresente o combate ao narcotráfico e ao terrorismo para justificar a concessão anual de US$ 700 milhões à Colômbia, a maior parte como assistência militar, um dos seus principais objetivos é proteger os oleodutos, sobretudo o de Caño Limón, já explodido cerca de 79 vezes, a fim de assegurar os suprimentos futuros de petróleo e inspirar confiança aos investidores estrangeiros.
É nessa região, a do oleoduto de Caño Limón, operado pela Occidental Petroleum e pela Royal Dutch/Shell, em Arauca, onde se concentra a maior parte dos assessores militares dos EUA e ocorrem as maiores violações de direitos humanos.

Militarização

Em 2009, a ajuda militar concedida à Colômbia, desde 2004, deve alcançar os US$ 3,3 bilhões. E assim, com os recursos dos EUA, o Exército da Colômbia se tornou o maior e o mais bem equipado, relativamente, da América do Sul. Com população de 44 milhões de habitantes, a Colômbia possui um contingente militar de cerca de 208,6 mil efetivos, enquanto o Brasil, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e mais de 190 milhões de habitantes, tem um contingente de somente 287.870, e a Argentina, com 40 milhões de habitantes e um território de 2,7 milhões de quilômetros quadrados, tem um efetivo de apenas 71.655.

A Colômbia, com um PIB de US$ 320,4 bilhões (2007 est.), de acordo com a paridade do poder de compra, destina 3,8% aos gastos militares, enquanto o Brasil, cujo PIB é de US$ 1,838 trilhões (2007 est.), gasta apenas 1,5%, e a Argentina, com um PIB de US$ 523,7 bilhões (2007 est.), gasta apenas 1,1%.

Em 2005, o Congresso estipulou para a região uma ajuda econômica de US$ 9,2 milhões e cerca de US$ 859,6 milhões para assistência militar. Entretanto, desde o lançamento do Plano Colômbia, no ano 2000, o Exército colombiano recebeu US$ 4,35 bilhões para combater as guerrilhas, e os soldados e policiais cometeram crescente número de assassinatos e abusos de direitos humanos -durante um período de cinco anos, que terminou em junho de 2006, o número de execuções extrajudiciais aumentou em mais de 50% em relação ao período anterior.


Brasil promove diálogo entre Chávez e EUA


O governo brasileiro está servindo de intermediário para um contato direto entre o presidente venezuelano Hugo Chávez e autoridades americanas, na tentativa de desarmar a crise surgida em decorrência do novo acordo entre a Colômbia e os Estados Unidos para o uso de bases colombianas por militares americanos.
O acordo levou Chávez a congelar as relações com a Colômbia pela quinta vez em seus dez anos de governo. O Brasil entrou como bombeiro, durante a visita que Marco Aurélio Garcia, o assessor diplomático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez a Chávez na última segunda-feira.

A reportagem é de Clóvis Rossi e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 09-08-2009.

Marco Aurélio encontrou Chávez "muito incomodado" com a situação. Na verdade, deu a impressão de estar menos incomodado com as bases e mais com o que considera retórica agressiva contra a Venezuela por parte de autoridades colombianas e americanas.

Foi a brecha para que Marco Aurélio sugerisse um contato direto com Washington. Chávez resmungou, resmungou, disse que ele não tomaria a iniciativa, mas que, se o Brasil tomasse, ele aceitaria.

Marco Aurélio transmitiu a proposta a Jim Jones, o assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama, com quem o brasileiro tem mantido contatos frequentes e bastante francos.

Jones limitou-se a dizer que achava "muito interessante" a proposta, mas deixou claro que precisava, antes de aceitá-la, conversar com seus superiores hierárquicos na Casa Branca e no Departamento de Estado.

Queixas

As conversas de Jim Jones com autoridades brasileiras (além de Marco Aurélio, ele esteve também com os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Nelson Jobim, da Defesa) serviram para que os brasileiros se queixassem, em primeiro lugar, da maneira como fora conduzida a informação sobre o novo acordo com a Colômbia.

Mas serviram também para expor um ponto de vista que foi muito pouco explorado no noticiário após os encontros: a grande preocupação do Brasil é com a Amazônia, "uma questão delicada para o Brasil, ainda mais ante as frequentes conversas sobre a internacionalização da floresta", como disse Marco Aurélio Garcia.

A Amazônia se estende também pelo território colombiano e, portanto, fica diretamente ao alcance das bases que militares americanos utilizarão.

Numa evidência adicional de quanto o Brasil busca preservar o bom relacionamento com os Estados Unidos, especialmente agora com Obama na Presidência, Marco Aurélio fez questão de dizer que não dá para pensar apenas em termos dos atuais governos, em Washington e Bogotá, mas dos futuros, que poderiam ter planos mais agressivos.

Jones aceitou que houvera um falha de comunicação. Ainda assim, defendeu o acordo com toda a firmeza.
No dia seguinte (a última quinta-feira), foi a vez de ouvir de Álvaro Uribe, o presidente colombiano, o mesmo ressentimento, em relação tanto a Chávez como ao equatoriano Rafael Correa, que Chávez transmitira dias antes ao enviado especial de Lula.

Resposta do lado brasileiro: "Não estamos aqui como advogados de Correa ou de Chávez, mas você precisa entender que foi criada, para o Brasil, uma situação muito ruim".

Como já foi informado, Uribe não atendeu ao apelo de Lula para comparecer à reunião da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), marcada para amanhã em Quito.

O governo brasileiro entendeu. "É complicado comparecer a uma reunião na capital de um país com o qual a Colômbia não mantém relações diplomáticas", diz Marco Aurélio.

O Equador rompeu relações com a Colômbia depois que foi bombardeada em território equatoriano uma base das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Consequência da recusa de Uribe: a reunião da Unasul ficou bastante esvaziada, pelo menos se vingar o sentimento do governo brasileiro, eterno bombeiro em todas as questões regionais. Serviria apenas para a transmissão formal da presidência de turno do Chile para o Equador.

Como fica, então, a crise das bases? No que depender do governo brasileiro, é esperar baixar a poeira para depois retomar iniciativas bilaterais e/ou multilaterais em busca de acordos. A primeira conversa bilateral com um dos atores da crise, o venezuelano Chávez, só se dará no fim do mês (no próximo dia 28, exatamente), o que indica que há um excesso de poeira no ar e, por extensão, se necessita um certo tempo para que ela assente.

Guerreiros do Brasil - Yanomani - Barbet

Guerreiros do Brasil, soldados índios. Ninguém conhece tão bem a Amazônia. Comidas, remédios e socorro nos pontos mais longínquos do Brasil. Grandes montanhas na Amazônia, tempo sempre nublado, um vilarejo no meio do nada. Próximo da Venezuela em uma reserva Yanomani. Os Jovens do exercito são recrutados entre os índios e outros moradores do local. Uma luta constante para proteger nossas fronteiras. Não existe choque entre a cultura indígena e o sistema militar devido ao entrosamento. O pelotão de fronteira trabalha de forma incansável. Um modelo a ser seguido. Negros, brancos e índios levando no corpo as cores da Nação.

Placar da Violência em Copacabana - Barbet

Triste mas verdadeiro.

[Carta O BERRO] UERJ debate os 30 anos da Lei de Anistia . nos dias 26, 2...- Vanderley Caixe

Durante o período da ditadura militar, o Brasil viveu uma das épocas mais difíceis de sua história: censura, fechamento do Congresso Nacional, ausência de liberdade de expressão, prisões arbitrárias, entre outras coisas. A anistia política, decretada em 1979, pelo então presidente João Figueiredo, foi uma brisa que soprou no país numa época em que, como diz a música, "amigos eram presos e sumiam assim para nunca mais". O Núcleo de Identidade Brasileira e História Contemporânea (NIBRAHC) da UERJ realizará, nos dias 26, 27 e 28 de agosto, o Simpósio Apesar de você - 30 anos da Anistia Política no Brasil . O evento será no auditório 13 da UERJ e terá a participação de nomes como: a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff ; ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, a Sub-Reitora de Graduação da UERJ, professora Lená Medeiros; o deputado estadual Marcelo Freixo, e o Reitor da UERJ, professor Ricardo Vieiralves.

Segundo os organizadores do Simpósio, o seu principal objetivo é garantir à comunidade acadêmica e à sociedade civil brasileira o acesso ao debate sobre esse tema que se desdobra em outros, como por exemplo: defesa dos direitos humanos; a abertura dos arquivos do período (1964 até a década de 1980); e a polêmica sobre a tortura no Brasil. Além disso, o simpósio terá como preocupação estabelecer o debate entre renomados especialistas e proporcionar aos pesquisadores, aos estudantes e à sociedade reflexão e esclarecimento sobre os temas em questão.

As inscrições para Apesar de você - 30 anos de Anistia Política no Brasil são gratuitas, porém limitadas a lotação do auditório. Haverá emissão de certificados. Para mais informações acesse o site: http://sites.google.com/site/30anosdaanistia

PROGRAMAÇÃO

26 de agosto de 2009 - quarta-feira

17h: Credenciamento

18h30: Mesa de abertura

Local: Auditório 13

Ministro Paulo Vannuchi (Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República)

Magnífico Reitor professor Ricardo Vieiralves de Castro

Professor doutor Adair Rocha (Minc)

Paulo Abrão (presidente da Comissão de Anistia)

Professor doutor Oswaldo Munteal (Facha, PUC-Rio e UERJ)

19h30: Mesa - A luta pela anistia e os direitos humanos no Brasil

Local: Auditório 13

Coordenadora: professora. Ms. Vivian Zampa (Feuc e PMERJ)

Conferencistas:

Professor doutor Antônio Carlos Peixoto (UERJ)

Cecília Maria Coimbra (presidente do Tortura Nunca Mais)

Professor doutor Marcos Antonio Pedlowski (Uenf)

Professor doutor Luiz Eduardo Motta (UFRJ)

Professor doutor Dalmo de Abreu Dallari (USP)

27 de agosto - quinta-feira

18h30 - Mesa: Tortura, repressão e luta armada na Ditadura Militar

Local: Auditório 13

Coordenador: professor doutor Luiz Edmundo Tavares (UERJ)

Conferencistas:

Professor doutor Fernando Sá (Facha, PUC-Rio)

Professor doutor George Tavares (advogado)

Jacques Dornellas (militar ex-Guerrilheiro de Caparaó)

Marcelo Freixo (deputado estadual)

Professor doutor Ivan Cavalcanti Proença (Facha)

28 de agosto - Sexta-feira

18h30 - Mesa: Abertura de Arquivos: o direito a verdade

Local: Capela Ecumênica

Coordenador: Verônica Dalcanal (UERJ)

Conferência Magna: ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)

Expositores:

Professor doutor Oswaldo Munteal (UERJ)

Professora doutora Lená Medeiros (Sub-Reitora de Graduação da UERJ)

Conferencistas:

Hevelize Jourdan (procuradora da Justiça Militar)

Gilberto Nascimento (jornalista, editor da revista Carta Capital)

Professor doutor Jaime Antunes (diretor-geral do Arquivo Nacional / UERJ)

Professor doutor Gustavo Senechal (PUC-Rio)

Professora doutora Iná Meireles (Hupe/UERJ)

Professor doutor Técio Lins e Silva (advogado)

João Vicente Goulart (presidente do IPJG)

[Carta O BERRO] Em São Paulo delação é d esejável. Seja um dedo-duro do Serra. - Vanderley Caixe


Sob o pretexto de preservar a saúde, leis fascistas vão sendo criadas sem que se perceba e, ao final as liberdades vão sendo suprimidas. Leia o texto da Maria Inês Nassif até o fim.
Sob a ditadura de 1964, por medo ou premiação surgiram os dedo-duros. Serra reedita isso. Em São Paulo delação é desejavel

Delatar é um ato não raro possuído por uma exuberante certeza - e desejo - de poder sobre a vida dos outros. A delação encontra trânsito e é incentivada pelo Estado policial (ou com vocação policial) e exerce o papel de controle do cidadão sobre o cidadão, no pressuposto de que cada indivíduo é potencialmente um fiscal, um agente do Estado capaz de apontar os pretensos inimigos da "ordem"; e cada indivíduo é pontencialmente um criminoso. Do lado do indivíduo que delata, o poder a ele conferido pela delação é o de sair da planície dos cidadãos com os mesmos direitos e regidos pelas mesmas leis e o de ascender ao aparelho de Estado, mesmo que pela porta da atividade repressiva.

Os dois lados, do delator e do Estado que incentiva a delação, são alimentados e justificam seus atos pela ideia de que sobre o que julgam verdade e justiça não há possibilidade de dissenso - a controvérsia é condenável, intolerável e em princípio pode ser criminosa. O nazismo, a União Soviética de Stálin e o Estado policial incentivado pela ação do senador Joseph Raymond McCarthy entre 1950 e 1956, nos Estados Unidos, são os exemplos clássicos da relação entre delação e autoritarismo. Nesses casos históricos, a delação serviu igualmente para alimentar ambientes políticos fortemente radicalizados e forçar "consensos" aparentes, formados na verdade por ações repressivas que incluíam a inserção do cidadão no papel de vigia de seu vizinho. Pelo medo, portanto.

A Lei Antifumo do governador José Serra parte de uma premissa altamente democrática - a de que o não-fumante tem o direito de preservar a sua saúde, ameaçada pelo uso do cigarro em ambientes fechados. A partir desse correto entendimento do direito do não-fumante, foi elaborada uma lei conceitualmente discutível. Todo o texto legal foi montado em torno da delação. A pessoa que fuma em locais públicos fechados não será punida, ou melhor, ela apenas será punida se for denunciada pelo dono do estabelecimento em que fumou. Quem delata fica com a razão; quem não delata assume o crime. Se o fumante acende um cigarro dentro de um restaurante e um fiscal flagra a transgressão, o dono do restaurante será multado. O fumante irá para casa sem que nada tenha acontecido a ele. Se, todavia, o dono do restaurante chamar a polícia e delatar o fumante, estará livre de punições, e o transgressor será punido. Nessa hipótese, o dono do restaurante será premiado pela delação e não sofrerá as sanções previstas na lei para os estabelecimentos cujo ambiente não está livre do fumo.

Pela lei, a delação passa a ter status de prova. Uma pessoa qualquer que estiver no restaurante quando alguém acender um cigarro lá dentro poderá ligar para um 0800 e fazer uma denúncia, ou preencher um "formulário" na internet. A sua palavra é prova contra o restaurante e dela decorrerão sanções legais. Para a lei, basta que o denunciante diga que não mentiu para que a sua denúncia seja considerada verdade. O estabelecimento acusado, no entanto, terá que provar que a denúncia foi mentirosa para ser considerado inocente.

Outra situação: o morador de um condomínio pode usar o mesmo 0800, ou o site da lei antifumo, para denunciar um vizinho que tenha fumado em áreas fechadas e públicas do condomínio. O vizinho-delator tem autoridade, pela lei, de autorizar a entrada dos fiscais no condomínio. Mais uma vez, a denúncia será a prova, e certamente não existirá uma outra: até que os fiscais cheguem ao condomínio, o morador delatado pelo uso do cigarro certamente já terá dado um sumiço no cigarro. É uma situação onde dificilmente ocorrerá um flagrante. Nesse caso também a multa é do condomínio. Aí também prevalece o conceito de que é preciso vigiar o vizinho para que não haja prejuízo coletivo.

A ideia da delação é central na lei, e essa intenção foi propagandeada pelo governo do Estado. O secretário de Justiça do Estado, Luiz Antônio Marrey, ao comentar uma pesquisa do Instituto GPP e da InformEstado que indicava que 64,9% dos entrevistados não pretendem denunciar locais com fumantes, disse que, num primeiro momento, a "metade que vai denunciar é suficiente para colaborar com a fiscalização". A tendência é que a delação aumente, para o bem de todos, disse o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata: "O uso do cigarro em ambiente interno é culturalmente aceito há anos. Começamos a mudar isso só agora. Por isso, nesse primeiro momento, a intenção de denunciar não aparece. Acredito que, com a aplicação da lei e os donos de bares se engajando em preservar os estabelecimentos, as denúncias vão surgir"

Portanto, o governo do Estado julga desejável que os paulistas se dediquem à delação. E seus representantes deixam claro que a intenção da lei é exatamente essa.

A tempo: sou ex-fumante e a fumaça do cigarro me incomoda profundamente, mas não mais do que o incentivo à deduragem.

Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras


E O "HOMER SIMPSON", COMO FICA? - Laerte Braga



GLOBO e RECORDE travam um duelo de baixarias que buscam sofisticar em torno da guerra pelo controle da audiência. E por audiência se entenda o “negócio”. Quem melhor vai vender a sua “mentira” para o que William Bonner, uma espécie de bispo global, chamou de Homer Simpson.
Não há diferenças entre uma e outra. A bem da verdade entre nenhuma das redes nacionais de tevê. Trabalham para os mesmos donos. Importante é vender o capitalismo lato senso, sem concessões, transformar o ser humano em mero consumidor. O caminho para isso é o definido por Bonner. Homer Simpson, que deixa de ser nome próprio para virar adjetivo. Qualidade de idiota com que o cidadão/telespectador é tratado.

Ao contrário do que ocorre em países ditos civilizados, Estados Unidos, Grã Bretanha e outros, o Brasil não dispõe de uma legislação que regule a comunicação eletrônica. Quando se tentou a GLOBO partiu para cima com tal voracidade que, a todos os governos, inclusive os do período da ditadura militar, faltou coragem para peitar a rede. O que era para ser um veículo de comunicação dos donos ganhou tal poder, cresceu de forma desmesurada e hoje a simples providência de mostrar tanto a GLOBO como a RECORDE que ambas são concessões de serviço público se transforma numa idéia impossível ou inimaginável, tamanha a força que têm.

Hélio Costa, ministro das Comunicações do governo atual, é preposto da GLOBO. Como prepostos foram os ministros anteriores.

Um dos mais poderosos instrumentos de comunicação deixa de cumprir seu papel de informar, educar, entreter, para mergulhar numa guerra em disputa de fiéis que se disponham a ficar estáticos ouvindo e repetindo as “verdades” de cada quadrilha. Fiéis sim, a GLOBO não busca outra coisa diferente do que a RECORDE.

Os incautos, os ludibriados.

Em toda essa guerra a RECORDE levantou a história da GLOBO, seus vínculos com a ditadura militar, sua origem no capital estrangeiro (em franco desrespeito à lei, mas ao sabor dos ditadores que viriam a seguir), seu silêncio na campanha das diretas já, no processo de impedimento de Collor, a fraude da PROCONSULT tentada nas eleições de 1982 contra Leonel Brizola, os fatos principais, maiores, mas nem de longe toca na sua origem. Ou na origem de Edir, o Macedo, pivô de toda a confusão.

E tampouco no processo permanente e muito bem montado de idiotização do telespectador/brasileiro. Que não está só na desinformação do JORNAL NACIONAL, mas nas besteiras de Fausto Silva, no oba oba intragável de Luciano Hulk, em todo o complexo, digamos assim, de colonização do brasileiro.

Na década de 60, século passado, o governo dos Estados Unidos (a partir de John Kennedy) criou e pôs em prática um programa assistencialista chamado Aliança para o Progresso. Kennedy referia-se ao programa como uma espécie de plano Marshall. Esforços no pós guerra (1945) para reconstruir a Europa devastada pelos nazistas.

Não era nada disso. Toneladas de leite em pó distribuídas às populações pobres do Brasil e que segundo o extraordinário Josué de Castro traziam junto componentes esterilizadores (havia e há interesse em evitar o crescimento populacional do Brasil) e, pastores da igreja ligada a Billy Graham, um dos maiores expoentes do império norte-americano durante governos democratas e republicanos. O auge do pastor, que chegou a vir ao Brasil a convite de um pool de empresas e transmissão ao vivo da GLOBO, foi no governo Reagan.

A tarefa desses pastores era simples. Formar “quadros” religiosos no País (na América Latina como um todo, chegaram ao Chile primeiro) capazes de se contrapor a uma Igreja Católica então progressista e vivendo a Teologia da Libertação, a Igreja que emergiu do Concílio Vaticano II. Hoje o problema não existe. Os norte-americanos se meteram no Vaticano, elegeram João Paulo II e detêm o controle acionário de Roma com o gerente Bento XVI.

O fascínio exercido nos latino-americanos pela revolução cubana (a perspectiva de liberdade e construção de nações livres e soberanas), o crescimento de movimentos sociais no campo (Ligas Camponesas no Brasil), a organização nas cidades, UNE, surgiu no governo Goulart o primeiro embrião de central única de trabalhadores, o CGT (Comando Geral de Trabalhadores), todos esses fatores somados e aliados a uma Igreja Católica capaz de compreender que a luta armada resta como recurso para um povo quando esgotado todos os outros (Mater et Magistra), gerou esse monte de Edir, o Macedo, tanto quanto, um monte de GLOBOS pelos países da América Latina.

É possível que Bonner sinta-se uma espécie de cardeal in pectori, aquele que ninguém sabe que é, mas Wall Street sabe. E Bonner pelo que ele simboliza, só por isso. Quando esgotar a data de validade entra outro.

Quem for esmiuçar os fatos vai encontrar, por exemplo, discursos candentes de Carlos Lacerda (extrema-direita) contra a GLOBO em seus primórdios. De Amaral Neto que chegou a apresentar uma edição especial do programa NOITE DE GALA – um dos mais vistos à época – denunciando a forma como a GLOBO vinha se impondo. Foram enquadrados após o golpe.

Edir, o Macedo, é isso. A disputa é pelo chapéu cardinalício conferido pelo esquema FIESP/DASLU – tucano/democrata – no Brasil, com as bênçãos de Washington.

Para uma e para outra não importam os fatos, têm sentido as versões. Se, eventualmente, estiverem em campos opostos é por conta dessa disputa. Que não é uma disputa de essência.

GLOBO e RECORDE cheiram mal.

Macedo chegou a ter sua prisão decretada nos Estados Unidos por várias práticas ilegais. Foi salvo por aquela personagem típica do país. O agente da CIA que se sobrepõe à lei em função dos “interesses nacionais”. Enquanto for capaz de defender esses “interesses” continua bispo.

A grande preocupação da GLOBO hoje é que o bispo não é nenhum bobalhão de meia tigela. Pelo contrário. Ganhou as concessões de tevê e tratou de montar uma rede com nível técnico capaz de disputar com a quadrilha Marinho. Ao contrário da BANDEIRANTES que decidiu permanecer uma rede paulista, ou o SBT, rede de um homem só.

As análises feitas por especialistas mostram que nos últimos anos a perda da média de audiência da GLOBO, vão levar a RECORDE a um ponto de empate e aí a verba para enganar e mentir aos brasileiros vai ser dividida. O sabão OMO não vai concentrar o grosso da publicidade na GLOBO. Vai ficando cada vez mais cara a manutenção de monopólios como no caso das transmissões do campeonato brasileiro de futebol e da copa do mundo. Isso a médio e longo prazos.

Ou de comprar eventos os mais variados para não exibir, mas evitar que a concorrência o faça. A GLOBO faz isso.

Esse é o xis da questão. E essa é aposta da GLOBO na eleição de José Serra, por exemplo. E já sai furada, pois tucanos têm se aproximado cada vez mais, ou tentado, de igrejas neopentecostais no País, exatamente por perceber que por trás da fé existe um projeto político claro e delineado e de extrema-direita.

O fiel nessa história, seja da GLOBO ou da RECORDE é só o trouxa. Foi o que Bonner quis dizer quando chamou o telespectador padrão do JORNAL NACIONAL (o da mentira) de Homer Simpson. Há um dado aí interessante. Ao citar um “herói” idiota de uma série norte-americana Bonner mostra que pensa como tal. Como norte-americano. Macedo já mora por lá.

E a série, anos a fio de sucesso, é crítica desse modelo.

Em Honduras o governo golpista financiado por grupos econômicos dos EUA, apoiado por militares norte-americanos, com a cumplicidade das elites ditas hondurenhas (ditas porque elites são apátridas), com o garçom Barak Obama olhando para o outro lado e fingindo que não vê a mesa da luta pela legalidade democrática, continua prendendo, torturando, estuprando mulheres, matando, impondo ao país um regime de terror, mas importante para GLOBO e RECORD é mostrar qual rede é mais bandida que a outra.

Quer dizer em Honduras. Se no Irã o presidente espirrar vão dizer que está espalhando o vírus da gripe suína.

Não tem mais nem menos, são iguais. Num país sério seriam advertidas, suspensas e até cassadas as concessões, mas aí já é demais. Imagine Gilmar Mendes analisando um pedido da GLOBO. A justiça não julgou até hoje o golpe que Roberto Marinho aplicou na compra da antiga RECORD em São Paulo. Vigarice pura, com direito a falsificar documentos, toda a sorte de trapaças.

Está faltando o Pedro Bial nessa briga para chamar alguém de “nossos heróis”. Ou a Míriam Leitão para dizer que o bispo Edir, o Macedo, é agente iraniano disfarçado. Ou um pastor desses para chutar o plim plim.

São farinha do mesmo saco.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Rede Globo - Terra Sem Males

O Brasil recebeu nesta terça-feira os primeiros lotes com a cepa do vírus da gripe H1N1, matéria-prima para a produção de vacinas contra a nova doença

SÃO PAULO (Reuters) - as primeiras doses devem ser produzidas a partir de outubro, informou o presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw. Nesta terça-feira, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tiveram novos registros de mortes pela doença.

Para Raw, de acordo com a Agência Câmara, o Brasil será pressionado para atender também a seus países vizinhos, já que o Butantan é o único instituto na América Latina habilitado para produzir vacinas. O governo pretende vacinar até 18 milhões de pessoas contra a doença até metade do ano que vem.

Nesta terça-feira, durante sessão na Câmara dos Deputados em Brasília, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a criticar a distribuição do medicamento usado no tratamento da gripe H1N1.

"É uma medida perigosa", afirmou. Temporão acrescentou que casos de resistência ao medicamento já foram registrados no Canadá e na China.

Na semana passada, o ministro havia classificado como "irresponsável" a distribuição indiscriminada do medicamento e disse que seu uso descontrolado poderia tornar o vírus mais resistente.

Temporão reafirmou que o ministério está atento à evolução da gripe H1N1 no país mas que não se deve transformar a nova doença em uma "peste".

"O sistema de saúde que construímos vai dar conta do recado", disse Temporão. "Gripe é uma doença complicada, que deve ter muita atenção e cuidado, não apenas agora".

Nesta terça-feira, o município paranaense de Cascavel proibiu a aglomeração de pessoas em locais fechados para evitar a disseminação da nova gripe.

Até o dia 17 de agosto, ficarão proibidas reuniões em cinemas, igrejas, faculdades, casas noturnas e shoppings. Bancos e supermercados permanecerão abertos, informou a prefeitura em nota.

O Paraná é um dos Estados com maior número de mortes pela nova doença -- 39 óbitos.

GRÁVIDAS: GRUPO DE RISCO

Temporão indicou que a nova doença já representa 77 por cento do total de casos de gripe registrados no Brasil. Segundo o ministro, 192 pessoas morreram no país em decorrência do vírus H1N1, o dobro de vítimas em relação ao último boletim do ministério, divulgado há uma semana, que contabilizava 96 óbitos.

Dados das Secretarias Estaduais de Saúde, no entanto, colocam o número de mortes no país em pelo menos 211.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a morte de mais seis pacientes vítimas pela nova gripe. O Estado soma 55 mortes pelo vírus H1N1.

No Rio de Janeiro, foram confirmadas duas novas mortes --um homem de 33 anos e uma gestante de 34 anos. São 35 óbitos pela doença no Estado, informou a Secretaria de Saúde.

As mortes foram confirmadas após a divulgação dos números de vítimas fatais por Temporão em sessão na Câmara.

Segundo Temporão, as gestantes correspondem a 14,5 por cento dos óbitos e 30 por cento delas apresentavam pelo menos um fator de risco adicional, como pressão arterial elevada.

"Eles se somaram à gravidez e contribuíram para uma evolução ruim do caso", afirmou.
Para evitar a contaminação de gestantes, a Secretaria de Saúde de São Paulo recomendou restrições ao trabalho de grávidas no Estado.
A medida recomenda a transferência de profissionais gestantes para setores nos quais não haja contato com pacientes da nova gripe.
"A Secretaria ainda estuda o motivo pelo qual a mortalidade tem sido alta entre as gestantes", afirmou a pasta em nota. "Mas um dos possíveis fatores é a redução da imunidade entre essas pacientes, além de diminuição da capacidade pulmonar".
São Paulo é o Estado com maior número de vítimas fatais (69). De acordo com a Secretaria de Saúde, dos óbitos registrados, 13 foram de mulheres grávidas.
(Por Hugo Bachega, com reportagem de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

T A M I F L U - Proibido no Japão - Barbet


Tamiflu é proibido para jovens no Japão
Ministério da Saúde do país afirma que medicamento pode aumentar chance de alucinações e morte em menores de 18 anos
REDAÇÃO ÉPOCA.
Recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como principal medicamento para o tratamento da gripe suína, o oseltamivir, nome genérico para o antiviral Tamiflu, teve sua prescrição para crianças e adolescentes proibida pelo governo japonês em março de 2007. As informações liberadas pelo Ministério da Saúde do Japão na época afirmavam que o remédio causava problemas neuropsicológicos que podiam levar a alucinações e suicídios. O primeiro aviso do governo japonês sobre desordens neurológicas ligadas ao Tamiflu foi feito em junho de 2004. Em fevereiro daquele ano, um garoto de 17 anos se matou entrando na frente de um caminhão; segundo o motorista ele estava sorrindo na hora do atropelamento. O garoto estava de pijamas, saiu de casa no meio de uma tempestade de neve, e tomou uma cápsula de Tamiflu antes de fazer tudo isso.

Segundo dados do governo do Japão, desde 2001 – quando o Tamiflu começou a ser comercializado no país –, 128 pessoas agiram de forma estranha após ingerir o medicamento. Dessas, 100 tinham menos de 20 anos. Oito morreram – incluindo três idosos – ao pular de um edifício ou em outros casos de comportamento irregular. A Roche, laboratório responsável pela fabricação e distribuição do Tamiflu, e o governo dos Estados Unidos afirmam que não há indícios que liguem as mortes ao uso de Tamiflu.

Em abril de 2009, um grupo de cientistas do Ministério da Saúde japonês, liderado por Yoshio Hirota, do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Osaka, afirmou que pacientes entre 10 e 17 anos tratados com Tamiflu tem 54% a mais de chance de desenvolver comportamentos anormais do que aqueles que não usaram o medicamento. A pesquisa foi feita com 10 mil jovens menores de 18 anos diagnosticados com gripe desde 2006. "A ligação com Tamiflu não pode ser excluída", afirma o relatório.



Saiba mais
»Como deter a pandemia (trecho)
»Gripe suína: o vírus é o menor dos problemas
»Tire suas dúvidas sobre a gripe suína
Uma outra pesquisa realizada no Japão, em outubro de 2006, com 2.800 crianças pesquisadas por Shumpei Yokota, professor de pediatria na Universidade de Yokahama, afirmou que não há diferenças entre pacientes tratados ou não com Tamiflu. Ichiko Fuyuno, correspondente da revista Nature no Japão, entretanto, publicou um artigo questionando a validade da pesquisa, pois o departamento de Yokota teria recebido US$ 105 mil da Chungai Pharmaceutical Co., empresa que distribui o Tamiflu no país e da qual mais de 50% das ações pertencem à Roche.

O Tamiflu ganhou fama internacional em 2005, quando foi apresentado como o principal medicamento para tratar uma possível epidemia de gripe aviária. Em novembro daquele ano, no pacote de US$ 7,1 bilhões (R$ 12,9 bi) que o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush pediu ao Congresso para financiar os preparativos contra a epidemia, US$ 1,4 bilhões (R$ 2,6 bi) seriam destinados para a compra de Tamiflu. Comercializado pela empresa suíça Roche, o único país em que o Tamiflu foi usado extensivamente foi o Japão – os japoneses usam o medicamento para tratar a gripe comum e, em 2007, consumiam 60% de toda a produção mundial de oseltamivir.

Os problemas apontados pelo governo japonês nunca foram oficialmente aceitos por outros órgãos reguladores. A Agência Reguladora de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) inclui na descrição das precauções necessárias para o uso do Tamiflu um trecho sobre "eventos neuropsiquiátricos", mas ligando-os à própria gripe. O FDA afirma que o vírus Influenza pode estar associado a "diversos sintomas neurológicos e comportamentais, que podem incluir alucinações, delírios, e comportamentos anormais, e pode em alguns casos resultar em morte". O texto da agência americana cita os casos pediátricos ocorridos no Japão, mas afirma que "a contribuição do Tamiflu nesses eventos não foi estabelecida". Completando esses dados, a Roche afirma que desde 1999 mais de 50 milhões de pessoas já foram tratadas com Tamiflu e que "casos de problemas neurológicos que levam a morte são extremamente raros, ocorrem aproximadamente em 1 de 5 milhões de casos de gripe. Nenhuma ligação entre esses problemas e o Tamiflu foi estabelecida".



A ERA OBAMA - Laerte Braga

Barak Obama é o mais completo e genuíno produto do marketing político. Peça por peça é uma dessas máquinas que se imagina perfeita e capaz de todas as luzes possíveis ou impossíveis, quando, na verdade, mantém e dá seqüência a escuridão imposta ao mundo pelo império norte-americano.
As legiões de César foram capazes de se tornar Roma senhora absoluta do mundo conhecido num determinado tempo e espaço. A grama não medrava por onde passavam os cavalos de Átila, o rei dos Hunos.

Obama tem ao seu dispor um arsenal capaz de destruir o planeta tantas vezes quanto desejar para impor sua “democracia”, sua “justiça”, sua “paz” e transformar todos os seres humanos em escravos a sustentar uma única nação.
É como se na Terra existissem dez famílias e todas as galinhas do galinheiro fossem para a mesa de uma só família. Por que? A família detentora da borduna.
São cerca de 800 bases militares dos EUA espalhadas pelo mundo. São mais de cinco mil ogivas nucleares, armas químicas e biológicas, dispostas em cada base, ou frotas, a criar a realidade desse mundo dominado e sujeito aos interesses desses senhores.
Nos seus oito meses de governo já foram mortos mais de dois mil civis no Afeganistão e em outros cantos, por conta de operações de “paz”. Cogitam de povoar a América Latina com bases militares num pais governado pelo tráfico – a Colômbia – e assegurar em futuro breve o controle da Amazônia.
Os EUA tem um aliado de peso, na verdade um pequeno estado terrorista no Oriente Médio, Israel, forjado na medida exata da barbárie do poder militar e econômico que se espalha numa velocidade bem maior e bem mais letal que qualquer epidemia de gripe.
Os grupos que controlam Israel são os mesmos que controlam os EUA.
Obama é só uma vitrine enganosa e enganadora.
O historiador inglês Arnold Toynbee, num dos seus últimos trabalhos, pouco antes de morrer, escreveu que o conflito nuclear era inevitável, pois não havia sentido em duas potências (EUA e União Soviética) gastarem tanto dinheiro em armas dessa natureza para não usá-las.
A União Soviética foi vencida sem um só tiro, mas a perspectiva de confronto permanece viva e real. Não é entre o regime soviético e os EUA. É entre a espécie humana como tal e os norte-americanos. E os soviéticos perderam pelas virtudes e não pelos defeitos.
Uma luta de sobrevivência.
A decisão de construir sete bases militares na Colômbia ultrapassa todo e qualquer limite de respeito às nações latino-americanas, notadamente as sul-americanas. Viola soberania de países como o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a Bolívia, todos.
É comum as forças armadas de países latinos por seus representantes emitirem constantes ordens do dia falando em patriotismo, em defesa das liberdades, dos valores isso e aquilo. É comum forças armadas latino-americanas golpearem as instituições populares, como agora em Honduras, escoradas nessa forma “patriótica”, que é o lado canalha e entreguista de militares em sua grande maioria.
A história está repleta de exemplos assim.
O complexo militar e industrial citado pelo ex-presidente dos EUA, um general, Eisenhower, comandante militar dos aliados na IIª Grande Guerra Mundial, envolve essas sub-forças espalhadas pelos países do mundo em sua grande maioria. E atrela elites econômicas.
Toda a arrogância européia não é nada. É só a aceitação passiva do controle exercido pelas bases da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE –.
Não existem inimigos visíveis, existem interesses.
O controle dos meios de comunicação, descrito de forma esplêndida pelo presidente do Equador Rafael Corrêa, deita sobre brasileiros, equatorianos, argentinos, o modelo norte-americano. A cultura norte-americana. O modo de ser norte-americano. Mas, se pensamos como eles, não vivemos como eles.
A posição do governo brasileiro na reunião da UNASUR – nações sul-americanas – de considerar problema da Colômbia a instalação ou não de bases dos EUA em seu território, equivale a aceitar num jogo incompreensível a perspectiva de controle da Amazônia brasileira – a maior parte da região – até pela existência de programas de cooperação mútua no combate ao narcotráfico, eufemismo para que tomem posse de parte do território nacional. O SIVAM, palco de corrupção ativas e desavergonhada no governo de FHC, até de chantagem, é um exemplo disso.
As constantes criticas de militares brasileiros ao sucateamento das forças armadas não fazem sentido se olhadas dentro da perspectiva histórica dessas forças armadas. As intervenções militares no Brasil sempre se fizeram em nome dos interesses internacionais. Foram raras as exceções e via de regra escoradas em chefes militares com consciência histórica e de fato patriótica, caso do marechal Lott em 11 de novembro de 1955.
Não existe um pacto de defesa nacional que envolva militares e civis no Brasil. Militares têm sido um estamento dentro da nação brasileira. Uma instituição à parte. Ou se constrói esse pacto, a partir da tomada de consciência dos militares, ou não há sentido algum em considerar forças armadas como garantia da soberania nacional e da integridade de nosso território. É só ouvir os discursos do general Augusto Heleno e entender seu “patriotismo”.
A ERA OBAMA quer acrescentar, definitivamente, jóias à coroa imperial dos EUA. O golpe militar em Honduras tem esse significado. Não aceitam discordâncias, ou posições contrárias aos seus interesses. Na terça-feira, 11 de agosto, o governo dos EUA falou em políticas de defesa da democracia (o pirulito) e do livre comércio (a razão de ser). A maior dessas jóias é o Brasil.
O jornal FOLHA DE SÃO PAULO, em edição da semana anterior, afirma que as bases militares na Colômbia são um assunto “trivial”. Não iria fazer de outra maneira, tratar o assunto com a importância que ele tem. A FOLHA, como os chamados grandes veículos de comunicação do País, faz parte da folha de pagamento dos donos, os norte-americanos. Foi partícipe do processo da ditadura militar no Brasil, imposta a partir de Washington e sob o comando de um general norte-americano Vernon Walthers.
As críticas à luta armada na Colômbia, FARCs e ELN (FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS COLOMBIANAS e EXÉRCITO DE LIBERTAÇÃO NACIONAL) não tratam do acordo político de paz costurado num período recente da história daquele país e nem na transformação da guerrilha num partido político, a UP – UNIDADE PATRIÓTICA –. César Benjamin, um dos protagonistas desse acordo, a convite do próprio governo colombiano à época, lembra em artigo divulgado ontem, que passadas as eleições três mil e quinhentos integrantes UP foram assassinados, entre eles o candidato presidencial e todos os que obtiveram mandato e mandatos foram obtidos em todos os cantos da Colômbia.
Nessa circunstância a luta armada na Colômbia é mais que válida. É legítima sob todos os aspectos.
O próprio César, em seu artigo, fala do golpe midiático que transformou as FARCs em organização do tráfico de drogas, quando o tráfico está no governo do presidente Uribe, ele próprio um narcotraficante.
Quando William Bonner baba histérico a expressão “terrorista” para referir-se aos inimigos dos EUA, está ajoelhando-se para Washington e Wall Street e inoculando um vírus em milhões de “Homer Simpson”.
Obama deu um prazo ao Irã para aceitar o diálogo em torno do programa nuclear daquele país. Quem dá prazo aos EUA diante dos programas de armas de destruição em massa?
A bomba atômica iraniana, por mais estúpidas que sejam armas nucleares e são, é uma imperiosa necessidade de sobrevivência de um povo que decidiu que não vai viver de joelhos.
E até hoje, duas bombas atômicas foram despejadas sobre populações civis. Hiroshima e Nagazaki, exatamente pelos libertadores do mundo, os norte-americanos. E quando a guerra já estava ganha. Foi apenas para testar os efeitos do artefato ao vivo e mostrar ao mundo a face real dessa gente.
Usam armas químicas no Iraque, no Afeganistão, balas de urânio empobrecido. Inventaram as forças armadas terceirizadas (mercenários), eufemismo para comprar e usar militares de outros países em função de seus interesses. Recriaram os campos de concentração à semelhança dos nazistas (Guantánamo e prisões em Israel)
A resistência, seja aqui, seja em Honduras, há de ser pacífica enquanto puder ser pacífica.
Não tenha dúvidas meu caro, num dado momento, qualquer que seja a correlação de forças, vai ser imperiosa a resistência armada.
É que nesse momento vai se tornar questão de sobrevivência de valores e princípios que se manifestam na soberania e na integridade do território seja do Brasil, seja da Venezuela, na essência, do ser humano como tal.
A ERA OBAMA é a continuação da boçalidade da ERA BUSH. É que a era real, é a do império norte-americano.
Obama é só um boneco vendido como qualquer Barbie.
O Brasil não vai sobreviver como nação soberana, independente, com o modelo político e institucional que temos. É controlado pelo econômico, o sistema FIESP/DASLU, que por sua vez, é parte do esquema maior, o que vem Washington.
É só olhar o Senado, ou o presidente do STF. E o monte de ramos que deita país afora. E um presidente que na hora agá acha que bases na Colômbia são um problema da Colômbia.
A resistência não passa por esse caminho.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Se For Para Complicar - Barbet


Vamos misturar,
Alegria e dor,
Amor e traição,
Luz e escuridão,
Doce e sal,
que tal?
Sorriso e choro,
Amor e desamor,
mais um pouco por favor!
Abraço e empurrão,
Vamos jogar no chão e dar a mão;
Destruir e depois enviar socorro,
Pregar a paz e fazer a guerra,
Dar um café amargo e achar gostoso;
Pegar um peixe e colocar no deserto,
Um camelo no aquário,
Comprar G3 no antiguário;
Tudo pode ser confuso,
em um mundo como o nosso.
Deus nos ajude.
***

ADVOGADOS - Barbet

No mês dos advogados temos mais que nunca de lembrar e tentar superar problemas seríssimos que enfrentamos em nosso dia a dia; Nossas prerrogativas muitas vezes são desrespeitadas, malgrado o esforço da OAB para coibir essa prática por parte de juízes, serventuários e policiais ou outros funcionários públicos.
Muitas vezes juízes recusam-se a nos receber descumprindo determinação expressa do Conselho Nacional de Justiça.
Por outro lado, a revista na porta do Fórum continua sendo motivo de constrangimento para nossa categoria profissional, particularmente para as mulheres advogadas. Tal atitude é uma DISCRIMINAÇÃO INACEITÁVEL, já que juízes, promotores, defensores públicos e serventuários não são revistados.
Nem vou falar da morosidade do judiciário que afeta de forma contundente os cidadãos que buscam na justiça o reconhecimento de seus direitos.
No Rio de Janeiro a lentidão ainda é maior na Justiça do trabalho, especialmente depois da introdução do SAPWeb.
Vamos refletir, lutar em defesa dos nossos direitos que também são os de todos os cidadãos.
Assim, neste mês que é nosso, reafirmamos a disposição de não descansar enquanto essas mazelas não forem superadas.
Contamos com o apoio da sociedade.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ESPECIALISTAS DIVERGEM SOBRE OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA DE JORNALISTA, DERRUBADA PELO STF - BARBET

AGOSTO - MÊS DO ADVOGADO - Ser Advogado - André Luiz da Silva Trombim


Ser advogado é viver o direito. Viver o direito e para o direito, sempre imbuído do espírito de Justiça, sem esquecer que a Justiça é feita pelos homens, seres falíveis.
Ser advogado é trabalhar muito. Trabalho duro, a qualquer hora, mas muito honroso para quem o faz com dedicação e honestidade.
Ser advogado é necessariamente ser estudioso. Estudo que é fundamental para o desempenho digno da profissão.
Ser advogado é gostar de ler. Ler, ler muito para convencer.
Ser advogado é ter paciência. Paciência para solucionar os conflitos e alcançar a paz.

Ser advogado é ter perseverança. Perseverança para não desistir quando encontrar obstáculos, que são muitos.
Ser advogado é viver a luta pelos direitos do cliente. Luta para defender os direitos do cliente, sem descurar da ética e da moral.
Ser advogado é ser humilde. Humilde para reconhecer seus erros, bem como para aceitar e compreender os entendimentos contrários.
Ser advogado é ser destemido. Destemido para defender os interesses do cliente, enfrentando, com respeito e acatamento, os adversários e as decisões adversas, lutando sempre para vencer, como se fosse a sua última demanda.
Ser advogado é ter coragem. Coragem para enfrentar as dificuldades e os problemas do dia-a-dia.
Ser advogado é saber sofrer derrotas. Derrotas que fazem parte da advocacia, que devem ser aceitas com naturalidade, sem, contudo, se acovardar ou desistir, pois aceitar a derrota não significa ser derrotado, mas sim respeitar o que não lhe é favorável, buscando, dentro dos procedimentos legais, reverter à situação, quando possível, e sobretudo fazer da derrota verdadeiro aprendizado.
Ser advogado é ter criatividade. Criatividade para buscar a solução para o problema do cliente, que nem sempre é através de ação judicial, bastando, muitas vezes, uma boa conversa.
Ser advogado é ser sincero. Sincero para dizer ao cliente que a causa é difícil, explicando de forma clara os riscos da demanda, não causando falsas expectativas naqueles que lhe confiaram a causa.
Ser advogado é saber ouvir. Ouvir não somente os mais velhos, mas também os mais novos, bem como o cliente, o adversário, o juiz e todos aqueles que trabalham com o direito, para assim adquirir experiência e confrontar idéias, defendendo melhor os interesses do cliente.
Ser advogado é lutar por um ideal. Ideal de Justiça e Paz, porquanto a paz é o desiderato último do Direito e da própria Justiça.
Ser advogado é, além disso tudo, buscar a paz social, pacificando os conflitos de interesse. Paz, sem a qual a sociedade não sobrevive, fim último da Justiça e do Direito, que buscam a convivência harmônica e pacífica dos homens.

Advogado em Criciúma/SC
Bacharel em Direito pela Universidade Luterana do Brasil – Ulbra de Torres/RS
Especialista em Direito Processual Civil pelo Instituto de Ciências Jurídicas – Incijur de Joinville/SC
Cursando MBA em Direito Civil e Processo Civil pela Fundação Getúlio Vargas – FGV de Florianópolis/SC