quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tornado atinge a Baixada Fluminense e assusta moradores - BBT


O encontro de uma massa de ar quente com outra fria formou um tornado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense na tarde desta quinta-feira (20). O fenômeno meteorológico destelhou casas e lançou objetos e animais para o ar com ventos que chegavam a 90 km/h. A Defesa Civil cadastrou as famílias desabrigadas para que possam receber aluguel social.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mais um excelente trabalho do Leonardo Amaral nessa animação da música Eduardo e Mônica do Legião Urbana. Site do artista: http://peixeaquatico-amaral.blogspot.com - Barbet


Eduardo e Mônica animado por peixeaquatico no Videolog.tv.

ENQUANTO CHOVE - Laerte Braga

O xerife (ainda existe esse tipo de figura) do Arizona disse a jornalistas que “o estado se tornou a Meca do preconceito e do racismo”. Clarence Dupnik declarou que “os apresentadores de tevê e rádio vão ter que repensar suas atitudes”.
Referia-se a Rush Limbaugh e Glenn Beck, ambos de extrema-direita. Mandam mensagens que são definidas como “iradas” contra adversários políticos, inclusive o dublê de presidente e garçom Barack Obama. No auge das denúncias contra Julian Assange, fundador do WIKILEAKS, chegaram a pedir, junto com outros, que Julian fosse eliminado por algum “patriota”. “Basta um tiro na cabeça”, disse um deles.
É um conglomerado terrorista e o entorno vai ficando cada vez mais doente.
Sarah Palin, a musa da direita, decidiu dar um tempo em suas investidas patrióticas, depois de relacionada ao massacre em Tucson, onde a deputada democrata Gabrielle Giffords foi ferida a tiros e permanece em estado grave. Em estudos posar para uma revista masculina como forma de atenuar o impacto de seus discursos furibundos e irresponsáveis.
Por aqui a extrema-direita, através da OPUS DEI, o governador de São Paulo Geraldo Alckimin prefere usar veículos de uma funerária do cunhado para transportar merenda escolar.
Já nem há mais tanto espanto com o comportamento do primeiro-ministro (extrema-direita) italiano Sílvio Berlusconi. O dito cujo contratou os serviços de uma garota de programa de dezessete anos de idade, hoje com dezoito e se diz muito bem, cheio de vitalidade.
Segundo a moça, Berlusconi é “um solitário”. Karima El Mahroug é marroquina e o primeiro-ministro conseguiu inclusive que fosse solta depois de presa por furto. É conhecida como “Ruby Rubacuori” – Ruby, a ladra de corações. Fatura mais que qualquer sister do BBB e num espaço de tempo bem menor.
Os principais jornais da Itália têm provas – gravações telefônicas – onde Berlusconi é informado pela própria moça que a dita é menor de idade.
Nada deve acontecer, vão continuar achando que “terrorista” é Cesare Battisti.
Anos após a “reconstrução” do Haiti o ex-ditador Jean-Claude Duvalier retorna ao país, é recebido por uma multidão no aeroporto e aparentemente está em segurança. Duvalier não pode ter retornado sem o conhecimento prévio dos EUA. O Brasil tem forças militares no Haiti e nominalmente um general brasileiro comanda o esquema de “reconstrução” e “pacificação”.
É possível que no fundo se ache uma ligação entre isso e a decisão da presidente Dilma Roussef de rever todo o processo de compra de caças para a FAB – FORÇA AÉREA BRASILEIRA –, atendendo a “ponderações” do ministro da Defesa Nelson Jobim e do brigadeiro Juniti Saito, “representantes” da norte-americana BOEING no governo do Brasil.
Dilma teria escrito a senadores dos EUA pedindo garantias de transferência de tecnologia, vale dizer que, pelo menos tudo indica, os franceses (escolha de Lula) dançaram.
Na prática a EMBRAER teria tido condições de desenvolver um projeto de caça com tecnologia nacional, capaz de atender às necessidades da FAB e da segurança do espaço aéreo brasileiro, da soberania nacional, etc, etc, se o governo de Lula e agora o de Dilma tivessem peito para reestatizar a empresa privatizada por FHC, exatamente por ser um excelente negócio para o Brasil e péssimo para os norte-americanos.
A ligação entre esse fato e a volta de Jean Claude? Começam a dizer que lógica não existe, é ficção.
A tragédia que se abateu sobre alguns estados brasileiros por conta de fortes chuvas (Minas, São Paulo e Rio de Janeiro principalmente), causou mais de 630 mortes, deixa desabrigadas milhares de pessoas, destruídas cidades como Teresópolis, Friburgo, Sumidouro e outras, é conseqüência da absoluta falta de política ambiental de governos em todos os níveis (federal, municipal e estadual), incúria de governadores e prefeitos e como disse o pároco de uma dessas cidades em ato religioso celebrado pelas vítimas, “a natureza às vezes busca vingança”.
Milton Temer, ex-deputado, cassado pela ditadura militar, um dos combatentes socialistas de primeira linha, manifesta sua preocupação com o decreto de “estado de calamidade pública” no Rio de Janeiro. Prefeitos que chama adequadamente de “relapsos” passam a ter o direito de usar verbas de emergência ou não, a seu talante, sem licitações, sem qualquer dever de prestação de contas ou debate público.
É hora de criar mecanismos de participação popular para definir critérios, prioridades e exercer o direito de definir e fiscalizar o uso do dinheiro e doações a essas cidades. Do contrário o lucro é de empreiteiras, prefeitos e vereadores (ávidos de leis que favoreçam a “categoria”). Conselhos populares antes que prefeitos joguem dinheiro em vitrines e guardem parte em seus próprios cofres.
E olho vivo no escritório de advocacia da primeira-dama do estado do Rio. Legaliza propriedades em áreas de preservação (como o fez com a casa do apresentador da GLOBO Luciano Huck) e no próprio governador Sérgio Cabral. Doa dinheiro de verbas destinadas a obras de contenção de encostas, saneamento, etc, para a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO.
Um desses parasitas declarou que uma das primeiras providências para “confortar” as vítimas e seus parentes, os desabrigados, seria providenciar aparelhos de tevê para que todos pudessem “minorar seus sofrimentos” vendo suas novelas preferidas e o Big Brother”.
E olha que condenam apedrejamento no Irã no pressuposto que barbárie é privilégio de radicais islâmicos. A propósito o governo daquele país suspendeu (tudo indica) a pena de morte aplicada a Sakineh.
A mulher do ditador Zine El Abidine Ben Ali, da Tunísia, em fuga para a Arábia Saudita em meio a revolta popular contra o governo do marido, levou uma tonelada e meia de ouro em barras. O marido estava no poder desde 1987.
Isso tudo enquanto chove e seres que vivem no entorno desses conglomerados maiores ou menores, tratados como objetos na Idade Média da Tecnologia, vão morrendo, sendo largados à própria sorte, mas...
...Tem políticos e empresários que não dormem com a ameaça de um ex-banqueiro suíço de divulgar os nomes dos que têm polpudas contas em bancos daquela empresa (a Suíça é uma empresa).
E entre eles não está Paulo Maluf, padrão de honestidade e ficha limpa. Se seu nome surgir, certamente vai dizer que é um “homônimo” e se o CPF ou a identificação for a mesma, vai dizer que “mera e desagradável coincidência”.
As previsões ainda são de fortes chuvas, pelo menos por mais alguns dias.
A despeito da falta de notícias adequadas, digamos assim, no JORNAL NACIONAL, não se sabe ao certo se a Europa ainda existe, ou se já afundou, a nova Atlântida, em bases militares dos EUA.
Como Berlusconi anda aprontando e conta com o apoio de Gilmar Mendes e Cesar Peluso o continente pode ainda “salvar-se”, quem sabe?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Governo anuncia "reestruturação" do Sistema de Defesa Civil Nacional - Projeto inclui novos radares para previsão e ações de prevenção - BBT

A presidente Dilma Rousseff reuniu nesta segunda-feira (17) quatro ministérios para determinar a “reestruturação” do Sistema de Defesa Civil Nacional.
O sistema será focado na melhoria da estrutura de alerta e em ações coordenadas de prevenção para evitar tragédias causadas por desastres naturais, como as enxurradas que já mataram mais de 600 pessoas no Rio de Janeiro.
O projeto, que levará quatro anos para ser concluído, inclui a compra e integração de radares para previsões climáticas mais exatas, levantamento geofísico para localizar áreas de risco para vários tipos de desastres e aquisição de equipamentos para calcular o volume de chuvas.
O objetivo final, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, é coordenar as defesas civis do governo federal, Estados e municípios para retirar moradores de áreas de risco antes dos desastres e evitar mortes.
- Nós sabemos que muitas prefeituras e alguns Estados têm baixa capacidade na elaboração de projetos. O risco é conhecido, mas não se tem definido o tipo e a qualidade da intervenção a ser feita para que a gente possa prevenir e não remediar as conseqüências das tragédias naturais.
O custo do novo sistema ainda será avaliado junto aos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Mas, segundo o titular de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, as áreas mais críticas já são conhecidas e já deverão ser atendidas no próximo verão.
- Isso vai ser um processo a ser implantado progressivamente. Nós vamos começar com as áreas potencialmente mais críticas.
O sistema nacional de alerta, com radares e uso de um supercomputador, em operação no interior de São Paulo há cerca de um mês, será coordenado pelo meteorologista Carlos Nobre.
O novo equipamento permite monitorar áreas de 5 km2; hoje, isso é feito numa área de 20 km2. Serão comprados e adquiridos novos radares e ainda 700 pluviômetros, que medem o volume de chuvas, para instalação em todo o território nacional.
Outra determinação é que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas participem com ações de “pronta-resposta” após os desastres, atuando principalmente na logística da ajuda e socorro às vítimas, mobilidade de pessoal e equipamentos, e eventual comando das operações, quando solicitado pelos governos locais e autorizado pela Presidência da República.
Segundo levantamento preliminar do Ministério de Ciência e Tecnologia, há hoje 800 áreas de risco estimadas: 500 vulneráveis a deslizamentos e 300 a inundações. Nesses locais, vivem cerca de 5 milhões de pessoas. Ainda segundo a pasta, 58% dos desastres naturais são inundações e 11% são deslizamentos.
Na terça-feira (17), os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa) voltarão ao Rio para visitar as cidades mais atingidas. A ordem de Dilma é para que reforcem a cooperação com o governo estadual e monitorem de perto as áreas que ainda podem sofrer tragédias com as chuvas.

Brasil admite à ONU despreparo em tragédias - Barbet

O governo brasileiro admitiu à ONU (Organização das Nações Unidas) que grande parte do sistema de Defesa Civil do país vive um "despreparo" e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes. O jornal O Estado de S.Paulo obteve um documento enviado em novembro de 2010 por Ivone Maria Valente, da Sedec (Secretaria Nacional da Defesa Civil), fazendo um raio X da implementação de um plano nacional de redução do impacto de desastres naturais. Suas conclusões mostram que a tragédia estava praticamente prevista pelas próprias autoridades. No documento, o Brasil é obrigado a dar uma resposta à ONU. A região serrana do Rio de Janeiro foi devastada pelas chuvas que atingiram a área no início da semana passada. Até a tarde deste domingo (16), foram contabilizados 630 mortos.

Deslizamento na região serrana do Rio é um dos dez maiores do mundo, diz ONU - Barbet

Acumulado de Chuva - BBT

Canal do tempo - BBT

MILHÕES DE BRASILEIROS LESADOS POR “FRAUDE OFICIAL” - Laerte Braga

A verdadeira extensão dos danos causados ao Brasil e aos brasileiros pelos dois governos – mandatos – de Fernando Henrique Cardoso só poderá ser medida em sua totalidade numa perspectiva histórica, numa linha de observação e percepção do projeto tucano, um cínico e repulsivo tentáculo do neoliberalismo na versão Nova Ordem.
FHC em sua perversidade, seu governo abjeto, se estende para além dos seus oitoanos e milhões de brasileiros foram e continuam sendo lesados por algo que poderíamos chamar de “fraude oficial”.
Um exemplo?
Consenso de Washington
As transformações ditadas pelo que se convencionou chamar de CONSENSO DE WASHINGTON nos serviços públicos sucateados, desmontados e nas aposentadorias e pensões. As tais reformas que, na prática, tinham e continuam a ter o propósito de promover uma deliberada e constante exclusão social, tanto quanto privatização do Estado como instituição.
Se o governo Sarney foi um exercício de delírios de vaidade de um tirano político corrupto, um oligarca, Collor de Mello foi a primeira aposta da Nova Ordem no Brasil. Fabricado e montado nos laboratórios da GLOBO por encomenda dos donos.
Seu fracasso levou a opção por um canalha mais consistente, melhor preparado; exatamente FHC, velho amigo dos norte-americanos desde os tempos de exílio, uma espécie de “general” Anselmo.
Um ser amoral. Sem qualquer escrúpulo.
A verdadeira extensão dos danos causados ao Brasil e aos brasileiros pelos dois governos – mandatos – de Fernando Henrique Cardoso só poderá ser medida em sua totalidade numa perspectiva histórica, numa linha de observação e percepção do projeto tucano, um cínico e repulsivo tentáculo do neoliberalismo na versão Nova Ordem.
FHC em sua perversidade, seu governo abjeto, se estende para além dos seus oito anos e milhões de brasileiros foram e continuam sendo lesados por algo que poderíamos chamar de “fraude oficial”.
Um exemplo?
Governo FHC - Saúde sucateada
As transformações ditadas pelo que se convencionou chamar de CONSENSO DE WASHINGTON nos serviços públicos sucateados, desmontados e nas aposentadorias e pensões. As tais reformas que, na prática, tinham e continuam a ter o propósito de promover uma deliberada e constante exclusão social, tanto quanto, privatização do Estado como instituição.
Se o governo Sarney foi um exercício de delírios de vaidade de um tirano político corrupto, um oligarca, Collor de Mello foi a primeira aposta da Nova Ordem no Brasil. Fabricado e montado nos laboratórios da GLOBO por encomenda dos donos.
Seu fracasso levou a opção por um canalha mais consistente, melhor preparado; exatamente FHC, velho amigo dos norte-americanos desde os tempos de exílio, uma espécie de “general” Anselmo.
Um ser amoral. Sem qualquer escrúpulo.
Todo o projeto neoliberal despejado na certeza que o Parlamento seria facilmente domesticável com milho atirado ao seu redor (a maioria correu a comer). O Judiciário (STF) transformado em bancada governista por uma figura repulsiva que hoje ocupa o Ministério da Defesa e a mídia a vender idéia de um Brasil próspero e feliz, até o dia que se percebeu que estávamos falidos e presos às teias de FMI – Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e outras “agências” colonizadoras.
Hoje, a despeito de alguns avanços obtidos no governo Lula, estamos nos transformando num Brasil da primeira metade do século XX, agrícola e pastoril, com todo o desenvolvimento industrial que alardeiam, mas que é privilégio dos grupos econômicos que servem ao conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Os malabarismos que o ex-presidente Lula teve que fazer ao longo de seus oito anos para escapar de parte da teia e criar perspectivas mínimas para avanços reais e efetivos, retomada de posse da soberania e da integridade do território nacional ainda estão por exigir ações concretas e efetivas que não vão se materializar no chamado mundo institucional.
Esse está podre e a não ser que Dilma queira transformar-se em outra equilibrista não vamos a lugar nenhum ainda que os números possam indicar o contrário. É preciso perceber que os números são produtos dos critérios e fórmulas definidos pelos donos.


Uma nova Idade Média, com requintes de tecnologia de ponta.
O que se esvai nos efeitos do governo FHC é a cultura (como um todo) e bem mais que transformar seres em objetos, em mercadorias. Liquida a nação brasileira e suas dimensões continentais.
Uma forma refinada de capitanias hereditárias subordinadas à Corte.
Nem mesmo as políticas sociais do governo Lula e agora reafirmadas por Dilma. É necessário transformá-las em alavancas de mudanças estruturais para que possam ter sentido diverso do assistencialismo.
A destruição dos serviços públicos no Brasil teve a chancela da opinião pública.
Nos oito anos de governo FHC a mídia vendeu a idéia que servidores públicos eram privilegiados num País onde a fome grassava em várias regiões.
Em momento algum se pensou que os serviços públicos são aqueles que dizem respeito à saúde, educação, justiça, que constroem estradas, que mantêm o Estado cumprindo o seu papel político, econômico e social e que diz respeito a todos os brasileiros e não a poucos.
Temos agora o milagre – o deus mercado é pródigo em milagres – da terceirização. A privatização de áreas estratégicas de serviços públicos e a consequente qualidade negativa desses serviços.
Saúde e educação são para dar lucros a grandes grupos. O subsolo brasileiro privatizado e entregue à sanha de grupos internacionais (VALE) sob o disfarce de nacionais, ou pseudonacionais na invenção de Lula para escapar das armadilhas deixadas por FHC. O “capitalismo a brasileira”, definição perfeita de Ivan Pinheiro.
No efeito cascata desse processo, estados e municípios seguem a risca o receituário, seja porque as verbas em sua maior parte, saem dos cofres federais, seja porque governadores e prefeitos se integram ao modelo.
O deputado federal Marcus Pestana (eleito com mais de 150 mil votos) montou um dos mais prósperos negócios no mundo dos governos neoliberais nos oito anos que ocupou a Secretaria de Saúde do desgoverno Aécio Neves em MG. Desviou verbas para montar base política (não se elege síndico sem isso, perdeu várias eleições, antes de descobrir o filão). Em Minas, a despeito da política de ooutdorscom charme do ex-governador, a saúde pública é precária e o governo de Antônio Anastasia (seu sucessor, parceiro e inventor do fator previdenciário) já se prepara para abandonar a educação fundamental transferindo responsabilidades aos municípios. Um professor estadual não ganha mil reais.
A questão das aposentadorias é bem mais grave. Os cálculos feitos pela Previdência, além do achatamento gerado pelo fator previdenciário (que desvinculou pensões e aposentadorias do salário mínimo) a Previdência erra tais cálculos e o faz de forma deliberada.
O resultado disso, dessa “fraude oficial”?
Milhões de brasileiros recebem menos em relação a seus direitos, são obrigados a buscar na Justiça esses direitos e a Justiça, dominada nas instâncias superiores pela visão de mercado ditada pelo Banco Mundial, não resolve e nem deixa de resolver, ou quando resolve raramente atende ao direito básico, previsto em lei, o do cidadão.
É o neoliberalismo, são as conseqüências do governo FHC e sua “era de modernidade”, onde o ser humano vale menos que as contas e ajustes do governo. O que não significa que contas e ajustes devam ser descontas e desajustes. Não.
É que o dinheiro público sustenta a iniciativa privada, presta-se a ser doado aos altares do deus mercado. É esse o pulo do gato.
Servidores públicos, aposentados e pensionistas são os demônios do neoliberalismo. Foram e são e serão sempre transformados nesse tipo de figura por uma mídia podre e corrupta, sustentada pelo modelo, concentrada em mãos de poucos e preocupada com a “livre expressão”. A bolinha de papel em Serra, por exemplo, mas silenciosa sobre as falcatruas do governador Sérgio Cabral doando dinheiro de obras de contenção de encostas e saneamento à Fundação Roberto Marinho, ou legalizando mansão de Luciano Hulk em área ambiental não permitida a esse tipo de construção, a pedido do escritório de advocacia da primeira dama do estado.
Pior ainda, sobre estupros cometidos por um filho de um diretor do grupo RBS – GLOBO da Região Sul – e extremosa quanto a denúncias de crimes sexuais fabricados contra Julian Assange, na tentativa de fazer calar o site WikiLeaks sobre ações bem piores que essas relatadas aqui, mas que sustentam toda essa vergonha.
Servidores públicos (médicos, professores, enfermeiros, etc.) e aposentados e pensionistas são danos causados ao modelo, como peste bubônica, ou algo assim, mas que geram os grandes negócios do deus mercado em áreas onde o Estado tem deveres fundamentais. Dão lugar a iniciativa privada.
Não há solução para toda essa perversidade no mundo dito institucional.
Só um jogo de empurra e exibições de equilibrismo com nenhuma ou alguma sensibilidade social, mesmo assim, esse alguma, quando existe, voltado para o estilo assistencialista sem resultados transformadores que em si garantem direitos básicos e fundamentais do cidadão.
Deve ser por isso que os médicos cubanos, segundo levantamentos divulgados nesta última semana, são os heróis do povo haitiano. São servidores públicos de um país solidário a outro e a seu povo, nunca exploradores e torturadores.
Milhões de brasileiros foram e são lesados pela “fraude oficial”. Chamam de modernidade.
No conglomerado EUA/Israel Terrorismo S/A já terceirizaram até parte das forças armadas. Aqui não há necessidade, o general Zelito quer olhar para o “futuro”.
Qual? Será que existe nesse modelo?Essa luta só vai ser ganha nas ruas.

Inundado las tres cuartas partes del estado australiano de Queensland, cuya capital es Brisbane, tal como lo demuestran las imágenes subidas - BBT

Poder das águas - Video da enchente na Australia - rio subindo - BBT

Mundo: Parlamentar afirma que Sakineh não será enforcada -BBT

O Irã suspendeu a pena de morte por enforcamento contra Sakineh Ashtiani. A informação está em uma carta da deputada iraniana Zohre Elahian, enviada à presidente Dilma Rousseff. A parlamentar é líder da comissão de direitos humanos do Congresso do Irã. Ela decidiu escrever após as críticas de Dilma ao apedrejamento. De acordo com a mensagem, a sentença de apedrejamento não foi ainda finalizada. Mas a de enforcamento já foi suspensa. Sakineh Ashtiani foi condenada por adultério e cumplicidade no assassinato do marido.

Vídeos mostram detalhes da tragédia - Número de mortos chega a 637 no maior desastre natural do Brasil - Barbet























































Centenas de pessoas perderam tudo no assalto a um banco na Argentina. O envolvimento de policiais nesse tipo de roubo deixa as vítimas indignadas. Os alarmes tocaram e os policiais não seguiram o protocolo. Acompanhe! - BBT

sábado, 15 de janeiro de 2011

Para assistir é necessário aumentar a tela do blog - Governador Sérgio Cabral também decreta luto de sete dias - BBT

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A presidente Dilma Rousseff decretou, na noite desta sexta-feira (14), luto oficial de três dias em lamento às vítimas das enxurradas no Rio, que já mataram 560 pessoas.- BBT

Palestina antes de 1948 - Barbet

Uma cena impressionante na enchente em Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo. A força da enxurrada levou uma casa, em questão de segundos. Por sorte, não havia ninguém no local. A chuva da tarde de ontem fez um corrégo transbordar, espalhou lama e sujeira pelas ruas. - BBT

O preço de não escutar a natureza - BBT

por Leonardo Boff
O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam.
Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Leonardo Boff é filósofo/teólogo

Vivian Carvalho, que está acompanhando a tragédia em Nova Friburgo (RJ), não conteve a emoção e chorou ao ver o desespero dos moradores, que pensavam que a cidade seria completamente submersa.- Barbet

Cidades atingidas pela chuva no Rio de Janeiro - BBT

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Número de mortos já passa de 600 - O número de mortos na região serrana do Estado do Rio de Janeiro em decorrência das fortes chuvas já chega a 603, de acordo com balanço da secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil. - BBT

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A cidade de Nova Friburgo foi a que registrou mais vítimas: 267. Em Teresópolis, foram 261; em Petrópolis, 53; Sumidouro, 18; e São José do Vale do Rio Preto, quatro.
Quanto aos desabrigados e desalojados, Petrópolis é a cidade que mais sofre. São 3.600 desalojados e 2.800 desabrigados; Nova Friburgo tem 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados; e Teresópolis soma 960 desalojados e 1.280 desabrigados.
A Prefeitura de Sumidouro registra 500 desabrigados e desalojados e São José do Vale do Rio Preto tem 3.000 desabrigados e 300 desalojados.
Tragédia
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
Veja a galeria de fotos
No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

"ADEQUAR" O JUDICIÁRIO AO MERCADO E À GARANTIA DA PROPRIEDADE PRIVADA ´- Laerte Braga

O processo de ocupação e incorporação do Brasil à chamada Nova Ordem, o neoliberalismo, começa com a eleição de Fernando Henrique Cardoso. Lei de Patentes, privatizações, controle da Amazônia pelos EUA (em parceria com os patrióticos comandantes militares brasileiros), todo um projeto montado no que se conhece como CONSENSO DE WASHINGTON que pelo próprio nome explica quem é o acionista majoritário desse conglomerado.
Foi nos primeiros do governo FHC que o ministro da Justiça nomeou comissão especial para estudos sobre a reforma do Judiciário, na verdade, adequação ao edifício que começava a ser construído.
Segundo o estudo do Banco Mundial, “mais especificamente a reforma do judiciário tem como alvo o aumento da eficiência e equidade na resolução de conflitos, ampliando o acesso a justiça e promovendo o desenvolvimento do setor privado”
O deus mercado transformando as cortes de justiça (?) em sacristias dos seus interesses. Os magistrados em sacerdotes dos resorts onde bancos promovem “seminários” boca livre, visando assegurar sua primazia em decisões judiciais das quais sejam parte, como papas dessa igreja hedionda e totalitária.
São os novos títeres.
Há todo um conjunto, por isso um processo, de adequação aos estatutos dos novos donos do mundo. Os grandes conglomerados. São de tal ordem gigantescos que transformaram a maior potência do mundo, os EUA, num deles. O conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Terrorismo não é necessariamente arremeter aviões contra as torres gêmeas. Nem sempre se materializa em ações de violência explícita, tal como a conhecemos nos noticiários da GLOBO (a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO levou 24 milhões das verbas destinadas a obras de contenção de encostas e saneamento no estado do Rio, ano passado, doação caridosa do governador Sérgio Cabral. Deve ter sido para ajudar o BBB-11).
O terror vem embutido no próprio deus mercado. Na transformação do ser humano em objeto, em mercadoria tanto no fetiche do espetáculo, como no da tragédia.
O estudo do Banco Mundial, diga-se de passagem, despertou indignação em magistrados sérios e associações do setor comprometidas com a liberdade, propõe que o Judiciário seja um instrumento a mais na caminhada predadora da Nova Ordem.
A companhia mineradora de Eike Batista, por exemplo, vai causar prejuízos ambientais de tal ordem que a recuperação se torna impossível no futuro, vai gerar doenças como os transgênicos da MONSANTO, e daí? Cabe ao Judiciário assegurar que o progresso se construa na proteção ao “desenvolvimento do setor privado”.
Bombeiros que se virem para apagar o fogo depois
Os estudos do Banco Mundial levam em conta a formação de blocos econômicos entre nações, caso do NAFTA (MÉXICO, EUA e CANADÁ) e propõem formas de homogeneização das leis para o setor, assegurando, por exemplo, o direito dos EUA construir um muro para impedir que mexicanos tenham os mesmos direitos que norte-americanos e impondo toda a sujeira industrial ao primo pobre (com governos corruptos e comprados), mas decisão final em cortes norte-americanas, como aconteceu no caso do lixo nuclear depositado numa cidade do México. O protesto dos cidadãos mexicanos foi julgado em New York e a empresa teve assegurado o seu direito.
Por isso a necessidade de magistrados como Gilmar Mendes, Cesar Peluso e outros mais. A necessidade de esmagar juízes independentes como o do caso de Daniel Dantas – parte do “setor privado”, tudo em parceria com a mídia privada que em si e por si é podre, venal, é braço do modelo.
Uma das discussões preferidas dos bancos é sobre juros. O direito de extorquir. Uma das garantias que a reforma pretendida pelo Banco Mundial assegura é esse “direito”.
A extorsão vira lei, desde que, lógico, praticada pelo “setor privado” em função do “desenvolvimento econômico”.
O cidadão?
Bom, se um edifício cai em Teresópolis e mata trinta ou quarenta pessoas, óbvio, a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO, baluarte da iniciativa privada, não vai se sentir incomodada, afinal o grande dilema é saber o momento que um integrante transexual do BBB-11 vai se revelar aos seus brothers e sisters.
Mas os veículos de comunicação do grupo GLOBO vão acusar governos adversários e apontá-los como responsáveis.
Torna-se necessário que o cidadão comum, aquele que está no edifício, ou na casa que vai cair e matá-lo e a toda a família, entenda que está se sacrificando pelo “setor privado” (até porque a reconstrução vai ser feita por empreiteiras), pelo “desenvolvimento econômico”, no altar do deus mercado e com certeza ao acordar vai se ver no céu com Pedro Bial anunciando os “nossos heróis”.
É só assentar onde der (deve ter lugar nesse céu/inferno) é olhar para a telinha.
A Justiça garante esse direito e é até possível, que dependendo do nível de submissão, ou de mercadoria em que se transformou, que seja aquinhoado com algum tipo de graduação de anjo desse modelo político, econômico e social.
Quando FHC determinou ao seu ministro da Justiça que criasse a comissão para estudar a reforma do Judiciário, em seguida, colocou seu ministro no STF (SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL), para evitar transtornos e obstáculos no caminho.
Quem? Quem?
Nelson Jobim, nosso impávido “general” ocupando hoje o Ministério da Defesa. Só não há uma explicação de defesa de quem e do que para não criar constrangimentos diplomáticos desnecessários.
No projeto de recolonização da América Latina através da ALCA – ALIANÇA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS – se os norte-americanos tivessem a tecnologia do chicletes de bola, azar dos brasileiros, não poderiam produzir aqui o chicletes de bola, mas vender a matéria prima necessária, aí sim.
Repete hoje, anos depois, a canção do SUBDESENVOLVIDO – “vender borracha comprar pneu”.
Adequar o Poder Judiciário a esse modelo, ao mercado e garantir a “propriedade privada” é o objetivo do estudo do Banco Mundial, ainda que a ALCA não tenha conseguido se materializar nos termos pretendidos pelos norte-americanos. Hoje comem o mingau pelas beiradas, como no caso da compra de aviões para reequipar a FAB – FORÇA AÉREA BRASILEIRA –.
A Nova Ordem tinha (e mantém) objetivos tais como a fusão das forças armadas em todas as Américas (do Norte, do Sul e Central) e o assunto chegou a ser discutido entre FHC e Bil Clinton. Só não prosperou porque segundo FHC era preciso fazer uma coisa de cada vez e naquele momento, tudo ao mesmo tempo poderia resultar em alguns “protestos incômodos”.
Esse nível de “adequação” seria alcançado algumas etapas à frente.
Por que o Judiciário? Óbvio, é um poder por natureza antidemocrático, frio, moldado por critérios técnicos nas instâncias inferiores (nem sempre competentes), no caso do Brasil e outros países, paquidérmico (os servidores são tratados como sub-gente), o que escancara as portas à corrupção e nas instâncias superiores é formado a partir de interesses políticos específicos (Jobim, Gilmar Mendes, etc, etc).
Aquela conversa escrita na Constituição de “notável saber jurídico e reputação ilibada” foi para o espaço faz tempo. É só imaginar que Gilmar Mendes é ministro da mais alta corte de Justiça (o cúmulo) do Brasil.
E de quebra emprega jornalistas da GLOBO (compra o silêncio, cumpre acordos no esquema de corrupção que permeia o modelo, é intrínseco ao modelo).
Para que se tenha uma idéia clara do caráter bondoso do estudo do Banco Mundial é só ler e entender o texto abaixo, parte desse documento. Uma primeira leitura e se pensa que tudo está certinho, alinhavado de modo correto, diagnóstico perfeito, mas, sempre o mas, uma leitura atenta e nas entrelinhas, vai mostrar que estão receitando cápsulas de cianureto.
Tem sido sustentado que a falta de independência do Judiciário na América
Latina pode ser necessário para o desenvolvimento econômico da região.
Atualmente existe uma tensão entre democracia e reforma econômica, bem
como entre reforma econômica e políticas sociais existentes . Durante recente
reformas na América Latina, por exemplo, alguns países tem se beneficiado
pela existência de um Poder Executivo forte que pode atuar de maneira
eficiente. O dilema é como ao mesmo tempo fornecer uma chancela
institucional que garanta a responsabilidade, transparência e fiscalização
destes atos do Executivo . Estas experiências ocorrem mais freqüentemente
quando o Executivo tem o poder de editar decretos, ao passo que o sistema
jurídico atrofiado ou sem legitimidade é incapaz de obstar o abuso de poder por
parte do Executivo através de um controle judicial efetivo ou fiscalização
legislativa . Em diversos casos de impasse entre o Executivo e o Judiciário, o
Executivo tem sido capaz de suplantar os confrontos através de decretos
visando atingir sua política econômica, com pequena ou nenhuma consulta ao
Judiciário. As experiências do Peru e Argentina demonstram esta atitude.
Todavia, esta intervenção por parte do Judiciário pode ser um componente
chave das reformas econômicas. Além disso, sem esta abordagem jurídica as
reformas podem se tornar instáveis e sujeitas a um processo reversível.
Por reformas econômicas, na visão do Banco Mundial, entenda-se o direito dos conglomerados colocarem suas patas fascistas em países como o Brasil, em cumplicidade com as nossas elites ruralistas, religiosas (cúpula), banqueiros, grandes empresários, o esquema FIESP/DASLU que é apátrida e tem contado com a cumplicidade de boa parte das forças armadas.
Continuam batendo continência para Washington.
Por necessidade de reforma do Judiciário leia-se e compreenda-se a transformação desse poder em legitimador dessa Nova Ordem.
orreu num desabamento em Teresópolis? Ora, como denunciou o jornalista Luís Nassif em outubro de 2010, Sérgio Cabral doou 24 milhões do FECAM – FUNDO ESTADUAL DE CONSERVAÇÃO DO MEIO-AMBIENTE – para a fundação ROBERTO MARINHO. O objetivo do FECAM? Obras para contenção de encostas e obras de drenagem.
No Judiciário pretendido pelo Banco Mundial isso é mais ou menos um “libelo de sangue”, valendo-me de Sarah Palin, musa do novo fascismo e pré-candidata a presidente dos EUA, só que com outro viés. O sacrificado é o cidadão cá embaixo. Como na antiguidade.
O “desenvolvimento econômico e a propriedade privada” ficam garantidos.
O sangue das vítimas é servido em altar em forma de sacrifício ao deus mercado.
No final da história é só implodir um hotel em Jerusalém e pronto. As ações sobem em Wall Street e...
Ah! Os norte-americanos queriam cinco bilhões do governo Lula para ajudar no Afeganistão.
É “adequar” demais.
E o “terrorista” é Cesare Battisti.

A SUBORDINAÇÃO DO JUDICIÁRIO À "NOVA ORDEM" - Laerte Braqa

Ari Parglender é o presidente do STJ –SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – em tese e de uma forma simples, uma corte criada pela Constituição de 1988 para desafogar o STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –. A esse ficariam afetas apenas as questões que implicassem em dúvidas sobre sua constitucionalidade.
O presidente do STJ (é aquele tribunal onde o ministro Medina foi afastado por vender sentenças) nos dias que antecederam o Natal estava num caixa eletrônico na sede da instituição e percebeu que atrás de si havia uma pessoa esperando.
Mandou-a fazer sua operação noutro caixa e recebeu a resposta – educada – que o outro caixa estava sem funcionar e ele esperaria.
Aos berros, “sabe com quem está falando?”. “Saia daqui imediatamente, você está demitido,” demitiu de fato um estagiário – estudante de direito – que ao esperar na fila desagradava sua alteza o magistrado.
Um ou outro veículo da mídia privada e podre tocou no assunto, acabou ficando por isso mesmo, todo mundo preocupado com Papai Noel e compras, mas o caráter fascista do presidente do STJ ficou explícito ali.
Abuso de autoridade, desrespeito a um funcionário, presunção de “sou o maior do mundo”, “aqui sou o dono”.
Quando a GLOBO, cumprindo o determinado em Washington, fabricou Collor de Mello para “abrir os portos”, estava dando seqüência a um projeto de adequar o Brasil aos propósitos norte-americanos (os gestores da Nova Ordem decorrente do fim da União Soviética), dentre os quais, por exemplo, a ALCA –ALIANÇA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS – uma espécie de recolonização da América Latina (o que acontece com o México, tem até muro para separar mexicanos do segundo povo eleito, o primeiro é o de Israel).
Collor falhou e o período em que Itamar Franco ficou segurando a cadeira até FHC chegar, brincando de “amo Aracaju”, foi já o recomeço do processo previsto para o governo Collor.
Duas das primeiras decisões do governo FHC foram o projeto SIVAM (primeira fraude do seu governo, valeu-lhe uma chantagem que teve que ceder) e a Lei de Patentes, votada pelo Congresso antes mesmo de ser traduzida do inglês. O SIVAM é o SISTEMA DE MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA, os franceses ganharam a concorrência, os norte-americanos não aceitaram e tomaram conta do pedaço. FHC era presidente exatamente para facilitar esse tipo de dominação.
Em todo o processo de privatizações, de adequação do Brasil, que previa a ALCA em 2005, era necessário moldar o Judiciário para evitar transtornos e obstáculos já que a Constituição e leis complementares e ordinárias poderiam vir a ser pedras no caminho do processo de entrega.
Votar matérias de interesse do grupo no Congresso era simples. Bastava comprar a bancada ruralista, a bancada evangélica, distribuir concessões de rádio e tevê, em alguns casos pagar em dinheiro vivo mesmo (como na compra da reeleição), importante é que os dois maiores países da América do Sul, Brasil e Argentina, FHC e Menem, cumprissem a agenda do Consenso de Washington, atrelando ambos aos interesses norte-americanos.
Os novos e absolutos senhores do mundo.
O Judiciário brasileiro era um obstáculo sério. A maior parte dos juízes de primeira instância, um grande número de desembargadores federais e alguns ministros de cortes supremas, não se deixariam levar pelas malas de dólares que entravam e entram pela porta dos fundos dos gabinetes do padrão Gilmar Mendes.
Era necessário domar esse poder, eliminar esse obstáculo. O primeiro passo foi com Nelson Jobim, então ministro da Justiça de FHC e que foi para o STF com a tarefa de acabar com as resistências ao processo de entrega do Brasil. E o fez. Chegou num momento crítico para o governo e as leis que se danassem, a Constituição também, o próprio ministro havia confessado que na redação final da Carta Magna alguns pontos foram acrescentados e outros alterados sem votação, ele Jobim o fez, para facilitar “os negócios”.
O fato é público e notório. Jobim gosta de se gabar disso. De quebra arrumou um bom cargo para a companheira.
Liquidado o Brasil no neoliberalismo submisso – pleonasmo – de FHC, era necessário calçar as cortes supremas com figuras abjetas como Gilmar Mendes, para garantir o que fora feito. E, claro, assegurar a impunidade dos bandidos.
Nesse período, oito anos, várias decisões de natureza interna do STF amordaçaram juízes e desembargadores federais que teimavam em respeitar a lei, em cumprir suas funções com dignidade e caráter, uma espécie de AI-5 silencioso, com cumplicidade da mídia, principalmente no que dizia respeito a liminares que pudessem paralisar as operações de venda do País.
As mazelas comuns do Judiciário estavam de lado, a prioridade era que o sapatinho de Washington coubesse nos pés dos príncipes do neoliberalismo.
Isso foi feito.
A coisa chegou a um ponto tal, que na ação dos bancos para que fossem excluídos de responsabilidades perante o Código de Defesa dos Consumidores, Jobim trabalhou feito um louco para que isso acontecesse e os bancos pudessem roubar sem ter que explicar ou responder por isso. Perdeu. Nem todos se chamam Nelson Jobim, Cesar Peluso ou Gilmar Mendes.
Foi quando os bancos mudaram de tática. Passaram a convidar juízes, desembargadores, esposas, companheiras e a fornecer acompanhantes se assim o desejassem, em resorts de luxo para discutir temas como juros por exemplo. Tudo pago, boca livre.
Muitos foram, outros não. Estou dando um pálido exemplo.
O ministro Ari Parglender assinou em visita a Washington e New York um acordo com o Banco Mundial
www.anamatra.org.br/downloads/doc318.pdf*
onde o servidor do Judiciário é ignorado, como se não existisse e os compromissos do Judiciário brasileiro, pelo menos a corte que preside, passam a ser o de se inserir no processo de uniformização dos interesses dos grupos econômicos multinacionais que operam no País (isso está sendo feito em vários países), mesmo que a Constituição e as leis brasileiras digam o contrário.
Induzir o Poder Executivo a cumprir a agenda do Consenso de Washington, eliminar excessos que possam contrariar esses grupos, juízes que se oponham a essa Nova Ordem, transformar a Justiça brasileira num apêndice de um processo de recolonização do Brasil e que se estende a toda a América Latina, mais ou menos aqueles tempos de América Latrina, quando os militares governavam quase toda a região.
Se hoje não dispõem de generais como em Honduras (o civil é fachada), dispõem de magistrados nas cortes supremas e juízes que aceitam as bocas livres sem limites que promovem mundo afora.
No caso Cesare Battisti querem dar uma demonstração de força, encurralar a presidente Dilma Roussef, mandar a Constituição para o espaço. Exigem, já o fizeram isso durante o governo Lula e Lula não aceitou (Celso Amorim foi visceralmente contra) uma tal lei antiterrorista que, por exemplo, autorizaria a prisão de um cidadão árabe que enviasse algum dinheiro a um parente em seu país de origem, até que provasse que o dinheiro não fora para sustentar organizações “terroristas”.
A maior organização terrorista do mundo é o conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Battisti é só o bode expiatório desse processo de compra do Judiciário brasileiro, através de ministros, desembargadores e juízes corruptos.
Há uma luta interna não trazida a público pela mídia dentro desse poder, nem todos os juízes, a maioria, aceitam esse tipo de bandalheira. De submissão, literalmente, de traição.
A farsa da gravação telefônica que não houve no gabinete de Gilmar Mendes para justificar os habeas corpus a Daniel Dantas, agente de grupos estrangeiros e afastar o delegado Protógenes Queiroz. Tentar desmoralizar o juiz De Sanctis, o promotor do caso e ao final condenar Protógenes, tudo isso se insere nesse contexto de subordinação e corrupção que permeia esses setores do Judiciário.
O acordo com o Banco Mundial tem linhas e entrelinhas e as conversas não reveladas entre o presidente do STJ e autoridades norte-americanas, empresários, entre outras coisas criminalizar o MST para garantir o agronegócio (o veneno do transgênico em nossas mesas todos os dias), enfim, ao lado da mídia privada e podre, controlada por esses interesses, um Judiciário dócil e cúmplice desse processo de recolonização.
A aposta dessa gente é que com Dilma será mais fácil. Acreditam que a presidente não terá forças, como tinha Lula, para grandes mobilizações populares impedindo que o Brasil vire BRAZIL.
Como perderam as eleições com Serra, partem para esse caminho.
*a ANAMATRA é uma associação de magistrados da Justiça do Trabalho e não tem nada a ver com essa bandalheira toda, apenas disponibiliza o documento no endereço citado neste artigo.
E há outros documentos, graves o suficiente para que todos esses envolvidos sejam afastados e processados na forma da lei.

O JUDICIÁRIO E A MÍDIA SOB CONTROLE EXTERNO - CASO BATTISTI (A Pusilanimidade de Peluso) - Laerte Braga

Uma das preocupações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi a de só assinar o ato concedendo refúgio a Cesare Battisti depois de cientificar o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ministro César Peluso, de sua decisão. O parecer da AGU – ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – estava alinhavado há algum tempo e qualquer pessoa próxima a Lula ou qualquer analista político com o mínimo de informações sabia que o presidente iria conceder o status de refugiado ao escritor e jornalista italiano.
Já a preocupação de FHC quando presidente da República foi a de calçar todo o processo neoliberal através de armadilhas legais e cortes judiciais dóceis ao modelo. A indicação de Nelson Jobim para o STF num primeiro momento foi para garantir que juízes independentes (caso da hoje desembargadora Salete Macalóes) não iriam criar entraves ao processo de privatização da VALE e da EMBRAER, empresas estratégicas para a soberania e a integridade do território nacional e todo o percurso de entrega do Brasil ao capital internacional.
Garantir banqueiros no caso do PROER (programa de ajuda a bancos falidos, na prática entrega de bancos brasileiros a bancos estrangeiros). Assegurar que magistrados comprometidos com a lei e não com trapaças fossem amordaçados, enfim, domesticar o Judiciário. Não foi idéia de FHC, mas determinação de Washington.
Jobim, hoje ministro da Defesa, citado nos documentos do WIKILEAKS como “amigo dos EUA” e sem o menor respeito com seus colegas de Ministério (fez críticas diretas em conversa com o embaixador norte-americano a Samuel Pinheiro Guimarães e Celso Amorim ainda no governo Lula), continua sendo um dos homens chave de todo o processo de ocupação do Brasil (literalmente ocupação), hoje no Executivo, mas com a cumplicidade de ministros como Gilmar Mendes e Cesar Peluso no STF, além de outros no STJ –SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –.
A indicação do nome de Gilmar Mendes para o STF, no final do governo de FHC, integrava o Ministério, suscitou reações até de aliados e o então senador Antônio Carlos Magalhães advertiu o presidente que seria difícil aprovar o nome no Senado diante das várias denúncias de corrupção contra Gilmar. Pipocavam na mídia e repercutiu de forma aguda a critica de Dalmo Dallari, jurista de reputação inatacável, publicada em vários jornais.
Dallari, com todas as letras chamou Gilmar de corrupto e considerou sua indicação uma afronta ao Judiciário e aos brasileiros. Nem FHC e nem Gilmar retrucaram. Trataram apenas de assegurar os votos no Senado (todos sabemos como se faz para assegurar votos no Senado, ou na Câmara, junto a expressivo número de deputados e senadores. Gente tipo Eduardo Azeredo, por exemplo).
O episódio envolvendo o criminoso Daniel Dantas, ex-integrante do governo FHC, serviu para mostrar a verdadeira face de Gilmar, principalmente, a absoluta falta de vergonha e respeito ao que quer que seja que não os interesses que representa. Garantir a impunidade dos bandidos do governo FHC e as trapaças feitas à época do ex-presidente no processo de privatizações (aí, o operador foi Jobim, que tomou posse escandalizando o STF ao dizer-se “líder do governo nesta Casa”.
Lula assinou o ato concedendo o status de refugiado a Cesare Battisti depois de ter recebido a informação direta do presidente do STF, César Peluso, que sua decisão seria cumprida, é a lei e o mandado de soltura de Battisti expedido antes de primeiro de janeiro.
E Lula não pediu isso a Peluso, apenas afirmou que iria assinar o decreto sobre o caso e conceder o refúgio. Peluso fez menção, ele sim, à decisão do STF que dava ao presidente da República a palavra final.
Nesse meio tempo, entre a assinatura, a publicação o ministro César Peluso informou a Gilmar Mendes da decisão presidencial e o gangster de Diamantino determinou ao seu preposto que não soltasse Battisti, esperasse a volta da corte aos trabalhos, pois era preciso anular o ato de Lula, encontrar brechas para extraditar Battisti.
Gilmar Mendes chegou a dizer a Peluso que com Dilma a coisa seria mais fácil, pois a presidente não resistiria a uma pressão muito forte em um caso dessa natureza no início de governo e a mídia estava no bolso (sempre esteve).
Medroso, pusilânime, uma das vergonhas do STF, Peluso disse que não disse, ou não disse, apenas voltou atrás na decisão que havia comunicado ao presidente da República, deixou de cumprir a lei e mostrou que quem manda no STF, pelo menos nele Peluso é Gilmar Mendes.
Gilmar, por sua vez, acionou as autoridades italianas, as principais redes de tevê, rádios, jornais e revistas, para pintar um quadro tenebroso de Cesare Battisti e pôs-se em campo para tentar encontrar a tal brecha que revogue o decreto de Lula, vale dizer, revogue um dispositivo constitucional.
A idéia é criar um conflito entre Judiciário e Executivo, jogar a opinião pública contra Dilma vendendo a idéia que Battisti é um criminoso comum e cair de quatro junto ao governo fascista de Sílvio Berlusconi, justificando o que entrou pela porta dos fundos.
Num período em que boa parte dessa opinião pública vai estar de olhos postos na televisão para saber se um dos integrantes do BBB-11 é de fato transexual ou não, vai ser moleza para os costumeiros agentes norte-americanos tipo os WILLIANS, BONNER e WAACK, vender a idéia que se abrigado no Brasil Cesare vai matar criancinhas e idosos.
É a velha tática dos tempos da guerra fria.
A lei, o julgamento montado e que condenou Cesare sem provas, isso, para esse tipo de gente, é o de menos. Importante é o saldo bancário.
Cair de quatro diante do governo italiano é mais fácil ainda, são geneticamente fascistas.
O cidadão comum brasileiro não faz idéia da dependência de boa parte do Judiciário brasileiro de governos e instituições estrangeiras, no caso o governo dos EUA e o Banco Mundial.
O papel atribuído a magistrados (putz!) sem qualquer escrúpulo é o de ser o indutor do governo aos ditames da nova ordem política e econômica, levar o Brasil a rever políticas de soberania e independência e aceitar o papel de colônia, como aceitaram a Itália, a Grã Bretanha, a Alemanha, a Colômbia e outros mais.
Há uma forte reação a acordos assinados entre o presidente do STJ e o Banco Mundial dentro da magistratura e do quadro de servidores da Justiça. O acordo foi assinado após uma visita a Washington e New York. E o presidente do STJ é aquele que deu um chilique e demitiu um estagiário que estava atrás dele na fila do banco, pois queria ficar sozinho. E fez isso aos berros, no melhor estilo discípulo de Berlusconi/Mussolini.
Esse acordo é outra história. Battisti entra aí de gaiato e vítima da sordidez de Gilmar Mendes e da pusilanimidade de César Peluso.
Um jeito de tentar enquadrar o governo Dilma desde o seu início e evitar danos aos que pagam a esse tipo de gente.
Assegurar a impunidade de criminosos como Daniel Dantas e deles próprios.
Setores capitais do Poder Judiciário estão sob o controle de potência e instituição estrangeiras e a mídia privada então nem se fala. É laranja desses interesses. Há disputa dentro do próprio Judiciário (magistrados sérios não aceitam quadrilhas tomando conta do pedaço) e o caso Cesare Battisti é apenas um exemplo do que essa gente está disposta a fazer para garantir os “negócios”.
Quando foi procurado para explicar porque não estava cumprindo a lei, o presidente (cúmulo da esculhambação!) do STF no melhor estilo covardia, sumiu. Aproveitou os festejos de fim de ano para desaparecer e ter tempo de decorar os textos enviados por Gilmar Mendes sobre o que pode, deve e como vai falar.
É por aí, muito pior que se imagina o nível dos “negócios”.