Paulo Henrique Ganso precisa tomar cuidados especiais. O “bom caráter” do futebol brasileiro – engenheiro de obras prontas – Muricy Ramalho chamou-o de artista. Ano passado fez isso com Conca e desde então o argentino não consegue mais reeditar as atuações que o consagraram no Fluminense. Quem sabe Ganso não se benze, faz uma pajelança, ou coisa assim, prevenir é melhor que remediar.
Catherine Ashton não joga futebol, mas é a chefe da diplomacia da União Européia (grupo de colônias norte-americanas no velho mundo e todas em estado pré-falimentar) e vem ao Brasil conversar com Dilma Roussef em maio.
Traz na bolsa uma proposta simples. Quer o Brasil participando de “missões de paz” na África, no Leste Europeu e no Oriente Médio. As tais “missões de paz” são executadas por militares.
As colônias européias dos EUA tomam conta de “missões” semelhantes em nove países, principalmente aqueles onde sejam fartas as reservas de petróleo, minerais estratégicos, aquele mesmo esquema do século XVII quando levavam tudo e mais alguma coisa de suas antigas colônias.
Um primeiro contato com o governo brasileiro foi feito em julho do ano passado e rejeitado pelo chanceler Celso Amorim. Pelo presidente Lula.
O acordo proposto prevê diversos “combos” (essa gente adora essa expressão) de participação. Envio de tropas, utilização de policiais e profissionais da área jurídica e a cereja da oferta das colônias chamadas União Européia são as ambições brasileiras de participar em maior escala de ações internacionais.
Vestir a camisa de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
O foco principal das “missões” é construir a “paz” – mais ou menos saquear o que pode e não pode – através do Estado de Direito (deles) e treinar militares e policiais dos países auxiliados. A velha história que conhecemos em 1964. Pegam parte das forças armadas brasileiras e dão um golpe. Foi assim que fizeram contra o governo Goulart. Dirigem o trânsito no Haiti há anos.
É assim que estão fazendo no Egito. Sai Mubarak, continua Hosni. As forças armadas baseadas naquele país não têm nada a ver com o Egito, mas com o soldo no fim do mês e esse vem de Washington.
O detalhe significativo dessa vocação das colônias européias de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A é que tais missões correm à margem da ONU – organização falida e sem prestabilidade alguma, pelo menos na forma e desenho atual.
Correm à revelia da Organização das Nações Unidas. Esvaziam o movimento pela reforma da estrutura da mesma ONU, caminho que o Brasil defendeu durante o governo Lula e foi empenho direto de Celso Amorim.
Como o chanceler atual é Patriota fica sempre a dúvida. “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”, a eterna frase de Samuel Johnson.
Uma decisão desse nível, se tomada pelo governo brasileiro – é uma incógnita até agora, estão explicando a Moreira Franco o que quer dizer “assuntos estratégicos” e é uma dificuldade entender que não tem nada a ver com vinte por cento –, tem que passar pelo Congresso.
Esse tipo de ação, via de regra, começa pelo deputado Eduardo Azeredo (funcionário do terceiro ou quarto escalão do esquema, faz o chamado serviço sujo) e termina nos braços de José Sarney, aquele que o ditador Figueiredo expulsou a pontapés do Planalto quando ele lá foi pedir desculpas por algumas lambanças (era do time da ditadura).
Agentes dos serviços de inteligência do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A agem à luz do dia no Brasil, estão infiltrados em setores importantes de instituições vitais para a nossa soberania (o pretexto é sempre o treinamento, o mesmo que fazia o professor de tortura, estupro, assassinato, etc, Dan Mitrione à época da Operação Condor) e neste momento retomam com força total o discurso de terrorismo na região de Foz de Iguaçu. O Itamaraty está entrando nessa dança, isso é lamentável.
Ato contínuo à participação desejada do Brasil em “missões de paz”, chegaremos à etapa “bases militares” para facilitar ações conjuntas. O ministro Aluísio Mercadante, ex-esquerda, vestindo atualmente as chamadas “camisas coloridas de Miami”, já cogita de trazer a público a discussão sobre a Base de Alcântara. Quer ir introduzindo o assunto aos poucos, até convencer que é melhor deixá-la com os norte-americanos.
É o tal rio subterrâneo que corre no Brasil e não tem nada a ver com os brasileiros, mas é a sombra viva de 1964.
Continua em destaque a opção “capitalismo a brasileira” (conceito definitivo de Ivan Pinheiro), só que agora com o viés de economistas, a começar pela presidente, naquele negócio de custo/benefício.
Se der lucro manda ver, até injeção na veia.
Acreditam que assim viramos potência. Belo Monte é um exemplo disso. Torcem todo o processo e entregam boa parte do território brasileiro a grupos econômicos ditos nacionais (são minoritários se formos às raízes e se compreendermos raízes como parte de um grande jardim, o conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A) e dane para além da soberania, o meio-ambiente e tudo o mais.
A MONSANTO, por exemplo, que aparentemente não tem nada a ver com o trem agradece penhoradamente.
Quando acordarmos estaremos pagando imposto a Eike Batista e não mais aos cofres públicos. Ou a Daniel Dantas (nesse caso não é imposto, é proteção).
Inseridos no contexto da União Européia, velhos e bolorentos modelos ornados de lojas da rede McDonald’s, com bases formosas e repletas de tecnologia de ponta capazes de nos alçar à condição de potência de coisa nenhuma. A bandeira dos EUA tremulando impávida em cada canto.
A questão maior é de fundo, modelo. Isso implica em participação popular e não em lista fechada imposta pelo cacique José Dirceu. “Mim querer mandato de volta a qualquer custo, mesmo sem voto”.
Desde os tempos de Gutenberg, por um bom período, jornais especificamente e no curso dos tempos toda a mídia, têm servido, serviram, aos interesses populares. Mídia foi igual a intermediária entre aspirações populares e governos. Mídia HOJE é parte do processo das elites, aquelas que FHC quer recuperar, ela e seus seguidores (a classe média, a que come arroz e feijão e arrota maionese).
Estamos lascados e achando que vamos ganhar o jogo.
Sabe a cidade de Anchieta no Espírito Santo? Onde o jesuíta escreveu nas areias da praia um poema dedicado à Maria? Tem um Ubu por lá, distrito, bairro, a nomenclatura pouco importa. Vão para o espaço, tanto Ubu como a praia, Anchieta. A VALE vai investir progresso predador na região.
Esse conjunto todo de coisas aparentemente sem nexo, ou ligação, mas suplementando a renda de chapas brancas espalhados pelo mundão de Deus, vai terminar quando um cara bater à sua porta, hoje. De seu filho, amanhã. De seu neto, depois de amanhã e cobrar o imposto que todo brasileiro deve pagar para ser brasileiro e morar no Brasil.
E ai de você se não souber inglês para entender direitinho como calcular o dólar do dia.
Ou se dá um sonoro não a esse conjunto todo, ou o brejo é ali mesmo.
O que, por exemplo, ficou óbvio no Encontro de Blogueiros do Estado do Mato Grosso, é que se não tirarmos a cabeça do buraco, que nem avestruz, enxergando coisas que não existem exceto na GLOBO e adjacências, nos chapas brancas (muito bem pagos), se o movimento social não for parte do processo, a tal sociedade civil organizada e a desorganizada também, a dança vai ser dolorosa.
Só falta dona Catherine querer que os ministros sejam revistados em nome do Brasil potência.
O que se espera (pode ser outra coisa?) é um não, um simples não.
O compromisso do Brasil é com a América Latina e não queremos ser a Israel latino-americana. Não temos essa vocação genocida, criminosa.
E nisso tudo a culpa é do Irã. Massacrar pode a vontade, mas no Barhein. Na Líbia não. Não são aliados.
A entrevista que Julian Assange concedeu ao jornal THE HINDU é perfeita e mostra como essa turma age, qual o perfil do conglomerado.
domingo, 24 de abril de 2011
1º DE ABRIL - O GOLPE NORTE-AMERICANO NO BRASIL - Laerte Braga
A grande preocupação do governo do presidente Lyndon Johnson e do secretário de Estado Dean Rusk com o Brasil é que, antes de Nixon, haviam percebido a importância do País em toda a América Latina – isso em tempos de guerra fria – e os tempos de euforia entre setores populares dessa parte do mundo com a revolução cubana de 1959.
As chamadas reformas de base que vinham sendo implementadas pelo governo do presidente João Goulart eram entendidas pelo governo dos EUA como o fermento para uma vitória eleitoral em 1965. Acreditavam que no curso dos acontecimentos as diferenças que separavam Leonel Brizola (ex-governador do Rio Grande do Sul e então deputado federal da antiga Guanabara com 25% dos votos do eleitorado) do governador Miguel Arraes (Pernambuco) acabariam por sumir resultando numa aliança que provavelmente faria de Brizola o candidato do antigo PTB a presidente e Arraes seu companheiro de chapa, como vice-presidente.
A constituição de 1946 não estabelecia a necessidade de maioria absoluta dos votos, sendo assim, de um segundo turno entre os mais votados e esse fato já havia sido levantado por Carlos Lacerda na tentativa frustrada de impedir a posse de JK, eleito em 1965 com pouco mais de 30% dos votos.
Como o quadro se completava com uma divisão entre as forças à direita, o golpe de 1964 começou a se delinear de forma concreta bem antes de sua materialização, na posse do próprio Goulart.
Os norte-americanos tinham consciência da aversão de boa parte das forças armadas brasileiras por Goulart (desde o manifesto dos coronéis em 1954 contra o aumento do salário mínimo em 100% e Jango era o ministro do Trabalho).
Carlos Lacerda e Magalhães Pinto já estavam com suas campanhas nas ruas, desde 1963, ambos da UDN, mas certo era que Magalhães deixaria o partido se percebesse que seria derrotado na convenção. Teria, à sua disposição um leque de partidos para apresentar sua candidatura, a fidelidade partidária era um termo até então desconhecido. E o PSD lançara o JK-65 no dia seguinte ao da posse de Jânio Quadros.
A aliança Brizola-Arraes de saída traria três importantes estados da Federação. A antiga Guanabara, o Rio Grande do Sul e Pernambuco. A direita sairia dividida em Minas com a disputa JK e Magalhães Pinto e Lacerda dependeria de sua retórica golpista, seus dramalhões fascistas para tentar empolgar o eleitorado de outros estados, mas ainda assim com o risco de dividir São Paulo (o maior colégio eleitoral do País e tradicionalmente votando à direita) entre ele Lacerda, Magalhães e JK, que dos três era o mais fraco naquele estado.
A presença de Ademar de Barros no governo paulista e o fracasso de Jânio com sua renúncia poderiam vir a acrescentar fôlego à candidatura de Juscelino, abrigo natural para o governador paulista, isso se não cismasse de tentar a presidência pela terceira vez (fora derrotado em 1955 e em 1960.
O grande feito do governo Goulart, fato que assustou mais ainda os norte-americanos, foi o despertar dos trabalhadores de um modo geral e incluir entre esses, os até então silenciosos camponeses, em franco processo de organização a partir das Ligas Camponesas criadas pelo deputado Francisco Julião (para se ter uma idéia da força de Julião, em 1962 foi eleito deputado federal e arrastou consigo candidatos com menos de cem votos, isso em Pernambuco).
A percepção que as reformas de base poderiam fortalecer uma eventual candidatura de Leonel Brizola e eram muito mais amplas que a reforma agrária e a tributária, tocavam em setores considerados vitais pela direita, o das comunicações, levou os EUA a indicar Lincoln Gordon para embaixador no Brasil e Vernon Walthers, um general, para adido militar.
A missão da dupla era derrubar Goulart. Gordon era especialista em missões desse gênero e Walthers um dos mais importantes militares norte-americanos à época (chegou a ser diretor da CIA), além do que amigo íntimo e Castello Branco, primeiro ditador. Falava português fluentemente.
Coube a Gordon aliciar o empresariado paulista (o mais expressivo do Brasil), o seu entorno em outros estados da Federação, ligá-los aos setores golpistas da UDN (Lacerda e Magalhães Pinto) e a Walthers formar os batalhões norte-americanos dentro das forças armadas brasileiras.
Um registro é importante. A derrubada de Vargas em 1945, significava muito mais que colocar um ponto final num governo errático do ponto de vista ideológico, mas ao mesmo tempo, com fortes bases populares e começando a dar sinais de inclinações para a esquerda. Sonhavam com o início de um Brasil aliado incondicional dos EUA elegendo o brigadeiro Eduardo Gomes presidente da República. Não elegeram, mas não perderam. Eurico Gaspar Dutra, ex-ministro de Vargas, marechal do exército, figura preponderante no golpe de 1937 virou presidente e os EUA ganharam. Em parte, mas ganharam.
Militares brasileiros de extrema-direita torciam o nariz para Dutra, desejavam a capitulação total.
Magalhães Pinto, fiel ao seu estilo de cobra peçonhenta, traiçoeiro e ardiloso, ao mesmo tempo que se uniu ao esquema traçado pelo embaixador dos EUA, de olho na sua disputa com Lacerda pela indicação presidencial, fingia-se aliado de Jango e articulava com dois generais de expressão menor dentro do Exército, Carlos Luís Guedes e Mourão Filho (com comandos em Minas) um golpe particular em que pudesse despontar como o grande líder civil do Brasil.
Mourão não saiu com as tropas da IV Região Militar sediada em Juiz de Fora de maneira aleatória. Tinha um compromisso com Magalhães Pinto e era amigo pessoal de JK, a quem visitou aliás, quando chegou ao Rio e alojou seus soldados no estádio do Maracanã.
O 31 de março não foi o início do golpe de estado. Foi a aventura de Magalhães Pinto (esteve na cidade de Juiz de Fora horas antes das tropas começarem a descida para o Rio).
O golpe decidido em Washington, planejado pelo embaixador e pelo adido militar dos EUA no Brasil começou de fato no dia 1º de abril, quando Castello Branco, alertado pelos norte-americanos conseguiu a adesão de militares supostamente leais a Jango, caso de Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército (Nordeste) e Amaury Kruel (II Exército, São Paulo). Beneficiou-se da presença das tropas de Mourão já no Rio e o apoio de figuras como o general Muricy, o general Antônio Bandeira, todos em comandos secundários, mesmo tendo perdido o comando do III Exército, Rio Grande do Sul para o general Ladário Telles, leal a Goulart e sem o apoio de Âncora de Moraes, comandante do I Exército que preferiu deixar as coisas correrem à sua revelia sem tomar partido. A maior parte dos seus comandados tomou partido pelo golpe.
Aeronáutica e Marinha, no espectro político do País sempre foram forças à extrema-direita, aliaram quase que incondicionalmente ao golpe, a despeito da ação do brigadeiro Moreira Lima, ministro da Aeronáutica, que resistiu com bravura e dignidade na defesa da ordem constitucional.
Todos os líderes políticos envolvidos no processo, Lacerda, Magalhães e Ademar de Barros e quando da consumação do golpe JK, contavam com um breve período de intervenção militar e a realização de eleições presidenciais em 1965.
Castello assumiu esse compromisso com todos eles. Terminou peitado pelo seu ministro Costa e Silva e acabou morrendo em condições misteriosas assim que deixou o poder.
A exceção de Magalhães Pinto que se manteve no entorno do golpe (ministro das Relações Exteriores de Costa e Silva e presidente do Senado), todos os demais, Lacerda. JK e Ademar de Barros se viram privados dos seus direitos políticos.
Obcecado, Magalhães acreditou que num determinado momento os civis voltariam a governar o País e era preciso estar ali perto dos militares, nem que isso custasse toda a sorte de concessões possíveis, além dos negócios, evidente, o Banco Nacional.
Para qualquer eventualidade a IV Frota norte-americana estava em águas territoriais brasileiras. A hipótese de uma reação de Goulart e uma guerra civil garantiria aos golpistas o apoio necessário para a luta.
Perto de dois mil e quinhentos oficiais, sub-oficiais e sargentos das forças armadas foram expurgados num processo de alinhamento absoluto com os norte-americanos e de 1º de abril de 1964 até o último dia do governo do general João Figueiredo, o Brasil foi parte integrante de uma sinistra operação tramada em Washington, que varreu toda a América Latina e se transformou numa longa noite de trevas e sombras, onde o ódio, a tortura, a barbárie foram a regra geral.
O rosnar do governo Geisel na ruptura do tratado militar entre os EUA e o Brasil terminou na concessão a pesquisas petrolíferas e empresas de fora dentro do território nacional, o inicio do fim do monopólio estatal, mais tarde liquidado pelo governo FHC e recuperado em alguns pontos pelo governo do presidente Lula, justiça seja feita. Mas só em alguns pontos.
Essa parte da História do Brasil ainda está oculta. Os militares resistem a que seja contada, exposta.
Hoje, sexta-feira, 1º de abril, fala-se em desmoralização e desrespeito aos militares brasileiros. O terão de volta quando forem capazes de abrir os baús desse período trágico e nocivo ao Brasil e aos brasileiros e se constituírem em forças armadas brasileiras, nunca em “policiais” do continente latino-americano, sob comando dos EUA.
Quando se inspirarem em militares do porte de Teixeira Lott. Rui Moreira Lima, Ladário Pereira Telles, major Cerveira, Carlos Lamarca e muitos outros.
Há um detalhe histórico de importância capital e que precisa ser visto com outros olhos. Quando Luís Carlos Prestes, ele próprio militar, líder da Coluna Prestes, defendeu o que chamaram de “queremismo”, ou seja, eleições em 1945, mas com Getúlio no governo, uma transição de Getúlio para um presidente eleito, Prestes não estava fazendo concessões ao algoz de Olga, ao seu algoz. Estava percebendo e entendendo a História e isso o torna maior ainda no panteão dos grandes brasileiros, dos grandes militares brasileiros, compreendendo que o sacrifício por um ideal é maior que o soldo de Washington, que qualquer soldo que Washington possa pagar. Washington ou qualquer outro.
Os militares querem respeito? Que se façam respeitar cessando as reações e intimidações à barbárie que os homens de 1964 promoveram no Brasil em todos os sentidos.
E um detalhe, o governo de Johnson apavorou-se quando o governo Goulart começou a ceder concessões de rádios e tevês a sindicatos e a organizações populares, ameaçando quebrar o poder da mídia padrão GLOBO (desde aquela época).
Esse artigo, longe de ser História, mas fatos que somam a ela, me trouxe à lembrança o encontro de Goulart com Lacerda, em 1968, presentes o ex-presidente Juscelino e o ex-deputado José Talarico Gomes.
Lacerda, no vôo para Montevidéu, estavam formando a Frente Ampla para enfrentar a ditadura, confessou a JK sua dificuldade em como cumprimentar Goulart, tendo sido ele o responsável, um dos principais, pela derrubada do governo. JK respondeu-lhe que não se preocupasse.
No encontro, na casa de Goulart, com os olhos cheios de lágrimas Lacerda disse a Jango – “presidente eu entendo que o senhor me tenha ódio, mas estou aqui de braços abertos pelo Brasil” –
Em sua extraordinária grandeza Jango abriu os braços e disse o seguinte – “não lhe tenho ódio governador, o senhor foi sempre meu adversário e me combateu pela frente. Não guardo ódios e nem rancores, mas desprezo pelo governador Magalhães Pinto que até a última hora se fingiu meu aliado. Esses são os covardes”.
As chamadas reformas de base que vinham sendo implementadas pelo governo do presidente João Goulart eram entendidas pelo governo dos EUA como o fermento para uma vitória eleitoral em 1965. Acreditavam que no curso dos acontecimentos as diferenças que separavam Leonel Brizola (ex-governador do Rio Grande do Sul e então deputado federal da antiga Guanabara com 25% dos votos do eleitorado) do governador Miguel Arraes (Pernambuco) acabariam por sumir resultando numa aliança que provavelmente faria de Brizola o candidato do antigo PTB a presidente e Arraes seu companheiro de chapa, como vice-presidente.
A constituição de 1946 não estabelecia a necessidade de maioria absoluta dos votos, sendo assim, de um segundo turno entre os mais votados e esse fato já havia sido levantado por Carlos Lacerda na tentativa frustrada de impedir a posse de JK, eleito em 1965 com pouco mais de 30% dos votos.
Como o quadro se completava com uma divisão entre as forças à direita, o golpe de 1964 começou a se delinear de forma concreta bem antes de sua materialização, na posse do próprio Goulart.
Os norte-americanos tinham consciência da aversão de boa parte das forças armadas brasileiras por Goulart (desde o manifesto dos coronéis em 1954 contra o aumento do salário mínimo em 100% e Jango era o ministro do Trabalho).
Carlos Lacerda e Magalhães Pinto já estavam com suas campanhas nas ruas, desde 1963, ambos da UDN, mas certo era que Magalhães deixaria o partido se percebesse que seria derrotado na convenção. Teria, à sua disposição um leque de partidos para apresentar sua candidatura, a fidelidade partidária era um termo até então desconhecido. E o PSD lançara o JK-65 no dia seguinte ao da posse de Jânio Quadros.
A aliança Brizola-Arraes de saída traria três importantes estados da Federação. A antiga Guanabara, o Rio Grande do Sul e Pernambuco. A direita sairia dividida em Minas com a disputa JK e Magalhães Pinto e Lacerda dependeria de sua retórica golpista, seus dramalhões fascistas para tentar empolgar o eleitorado de outros estados, mas ainda assim com o risco de dividir São Paulo (o maior colégio eleitoral do País e tradicionalmente votando à direita) entre ele Lacerda, Magalhães e JK, que dos três era o mais fraco naquele estado.
A presença de Ademar de Barros no governo paulista e o fracasso de Jânio com sua renúncia poderiam vir a acrescentar fôlego à candidatura de Juscelino, abrigo natural para o governador paulista, isso se não cismasse de tentar a presidência pela terceira vez (fora derrotado em 1955 e em 1960.
O grande feito do governo Goulart, fato que assustou mais ainda os norte-americanos, foi o despertar dos trabalhadores de um modo geral e incluir entre esses, os até então silenciosos camponeses, em franco processo de organização a partir das Ligas Camponesas criadas pelo deputado Francisco Julião (para se ter uma idéia da força de Julião, em 1962 foi eleito deputado federal e arrastou consigo candidatos com menos de cem votos, isso em Pernambuco).
A percepção que as reformas de base poderiam fortalecer uma eventual candidatura de Leonel Brizola e eram muito mais amplas que a reforma agrária e a tributária, tocavam em setores considerados vitais pela direita, o das comunicações, levou os EUA a indicar Lincoln Gordon para embaixador no Brasil e Vernon Walthers, um general, para adido militar.
A missão da dupla era derrubar Goulart. Gordon era especialista em missões desse gênero e Walthers um dos mais importantes militares norte-americanos à época (chegou a ser diretor da CIA), além do que amigo íntimo e Castello Branco, primeiro ditador. Falava português fluentemente.
Coube a Gordon aliciar o empresariado paulista (o mais expressivo do Brasil), o seu entorno em outros estados da Federação, ligá-los aos setores golpistas da UDN (Lacerda e Magalhães Pinto) e a Walthers formar os batalhões norte-americanos dentro das forças armadas brasileiras.
Um registro é importante. A derrubada de Vargas em 1945, significava muito mais que colocar um ponto final num governo errático do ponto de vista ideológico, mas ao mesmo tempo, com fortes bases populares e começando a dar sinais de inclinações para a esquerda. Sonhavam com o início de um Brasil aliado incondicional dos EUA elegendo o brigadeiro Eduardo Gomes presidente da República. Não elegeram, mas não perderam. Eurico Gaspar Dutra, ex-ministro de Vargas, marechal do exército, figura preponderante no golpe de 1937 virou presidente e os EUA ganharam. Em parte, mas ganharam.
Militares brasileiros de extrema-direita torciam o nariz para Dutra, desejavam a capitulação total.
Magalhães Pinto, fiel ao seu estilo de cobra peçonhenta, traiçoeiro e ardiloso, ao mesmo tempo que se uniu ao esquema traçado pelo embaixador dos EUA, de olho na sua disputa com Lacerda pela indicação presidencial, fingia-se aliado de Jango e articulava com dois generais de expressão menor dentro do Exército, Carlos Luís Guedes e Mourão Filho (com comandos em Minas) um golpe particular em que pudesse despontar como o grande líder civil do Brasil.
Mourão não saiu com as tropas da IV Região Militar sediada em Juiz de Fora de maneira aleatória. Tinha um compromisso com Magalhães Pinto e era amigo pessoal de JK, a quem visitou aliás, quando chegou ao Rio e alojou seus soldados no estádio do Maracanã.
O 31 de março não foi o início do golpe de estado. Foi a aventura de Magalhães Pinto (esteve na cidade de Juiz de Fora horas antes das tropas começarem a descida para o Rio).
O golpe decidido em Washington, planejado pelo embaixador e pelo adido militar dos EUA no Brasil começou de fato no dia 1º de abril, quando Castello Branco, alertado pelos norte-americanos conseguiu a adesão de militares supostamente leais a Jango, caso de Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército (Nordeste) e Amaury Kruel (II Exército, São Paulo). Beneficiou-se da presença das tropas de Mourão já no Rio e o apoio de figuras como o general Muricy, o general Antônio Bandeira, todos em comandos secundários, mesmo tendo perdido o comando do III Exército, Rio Grande do Sul para o general Ladário Telles, leal a Goulart e sem o apoio de Âncora de Moraes, comandante do I Exército que preferiu deixar as coisas correrem à sua revelia sem tomar partido. A maior parte dos seus comandados tomou partido pelo golpe.
Aeronáutica e Marinha, no espectro político do País sempre foram forças à extrema-direita, aliaram quase que incondicionalmente ao golpe, a despeito da ação do brigadeiro Moreira Lima, ministro da Aeronáutica, que resistiu com bravura e dignidade na defesa da ordem constitucional.
Todos os líderes políticos envolvidos no processo, Lacerda, Magalhães e Ademar de Barros e quando da consumação do golpe JK, contavam com um breve período de intervenção militar e a realização de eleições presidenciais em 1965.
Castello assumiu esse compromisso com todos eles. Terminou peitado pelo seu ministro Costa e Silva e acabou morrendo em condições misteriosas assim que deixou o poder.
A exceção de Magalhães Pinto que se manteve no entorno do golpe (ministro das Relações Exteriores de Costa e Silva e presidente do Senado), todos os demais, Lacerda. JK e Ademar de Barros se viram privados dos seus direitos políticos.
Obcecado, Magalhães acreditou que num determinado momento os civis voltariam a governar o País e era preciso estar ali perto dos militares, nem que isso custasse toda a sorte de concessões possíveis, além dos negócios, evidente, o Banco Nacional.
Para qualquer eventualidade a IV Frota norte-americana estava em águas territoriais brasileiras. A hipótese de uma reação de Goulart e uma guerra civil garantiria aos golpistas o apoio necessário para a luta.
Perto de dois mil e quinhentos oficiais, sub-oficiais e sargentos das forças armadas foram expurgados num processo de alinhamento absoluto com os norte-americanos e de 1º de abril de 1964 até o último dia do governo do general João Figueiredo, o Brasil foi parte integrante de uma sinistra operação tramada em Washington, que varreu toda a América Latina e se transformou numa longa noite de trevas e sombras, onde o ódio, a tortura, a barbárie foram a regra geral.
O rosnar do governo Geisel na ruptura do tratado militar entre os EUA e o Brasil terminou na concessão a pesquisas petrolíferas e empresas de fora dentro do território nacional, o inicio do fim do monopólio estatal, mais tarde liquidado pelo governo FHC e recuperado em alguns pontos pelo governo do presidente Lula, justiça seja feita. Mas só em alguns pontos.
Essa parte da História do Brasil ainda está oculta. Os militares resistem a que seja contada, exposta.
Hoje, sexta-feira, 1º de abril, fala-se em desmoralização e desrespeito aos militares brasileiros. O terão de volta quando forem capazes de abrir os baús desse período trágico e nocivo ao Brasil e aos brasileiros e se constituírem em forças armadas brasileiras, nunca em “policiais” do continente latino-americano, sob comando dos EUA.
Quando se inspirarem em militares do porte de Teixeira Lott. Rui Moreira Lima, Ladário Pereira Telles, major Cerveira, Carlos Lamarca e muitos outros.
Há um detalhe histórico de importância capital e que precisa ser visto com outros olhos. Quando Luís Carlos Prestes, ele próprio militar, líder da Coluna Prestes, defendeu o que chamaram de “queremismo”, ou seja, eleições em 1945, mas com Getúlio no governo, uma transição de Getúlio para um presidente eleito, Prestes não estava fazendo concessões ao algoz de Olga, ao seu algoz. Estava percebendo e entendendo a História e isso o torna maior ainda no panteão dos grandes brasileiros, dos grandes militares brasileiros, compreendendo que o sacrifício por um ideal é maior que o soldo de Washington, que qualquer soldo que Washington possa pagar. Washington ou qualquer outro.
Os militares querem respeito? Que se façam respeitar cessando as reações e intimidações à barbárie que os homens de 1964 promoveram no Brasil em todos os sentidos.
E um detalhe, o governo de Johnson apavorou-se quando o governo Goulart começou a ceder concessões de rádios e tevês a sindicatos e a organizações populares, ameaçando quebrar o poder da mídia padrão GLOBO (desde aquela época).
Esse artigo, longe de ser História, mas fatos que somam a ela, me trouxe à lembrança o encontro de Goulart com Lacerda, em 1968, presentes o ex-presidente Juscelino e o ex-deputado José Talarico Gomes.
Lacerda, no vôo para Montevidéu, estavam formando a Frente Ampla para enfrentar a ditadura, confessou a JK sua dificuldade em como cumprimentar Goulart, tendo sido ele o responsável, um dos principais, pela derrubada do governo. JK respondeu-lhe que não se preocupasse.
No encontro, na casa de Goulart, com os olhos cheios de lágrimas Lacerda disse a Jango – “presidente eu entendo que o senhor me tenha ódio, mas estou aqui de braços abertos pelo Brasil” –
Em sua extraordinária grandeza Jango abriu os braços e disse o seguinte – “não lhe tenho ódio governador, o senhor foi sempre meu adversário e me combateu pela frente. Não guardo ódios e nem rancores, mas desprezo pelo governador Magalhães Pinto que até a última hora se fingiu meu aliado. Esses são os covardes”.
A REFORMA DOS POLÍTICOS - Laerte Braga
Imagino que o PT esteja lutando pelos direitos dos trabalhadores das obras do PAC, já que inventou a esquerda no Brasil e transformou Nelson Jobim em ministro da Defesa, Moreira Franco em Secretário Nacional de Assuntos Estratégicos e o cinco ministros aceitam passivamente a revista para ter o direito de ouvir em inglês (sem tradutor simultâneo) o discurso do senhor de terra e mares Barack Obama.
O uso da Base de Alcântara pelos Estados Unidos é um dos temas da agenda do ministro revistado Aluísio Mercadante.
A manchete do dia, no entanto, é se Maria, a vencedora do BBB-11 (vinte por cento menos de audiência em relação aos anteriores segundo alguns veículos da mídia) foi ou não garota de programa e o que fará com o milhão e meio ganho, o prêmio por sua vitória.
Sua primeira declaração ao sair da casa/bordel foi dizer que possivelmente, ao final das comemorações pela vitória, rolaria sexo com o segundo colocado. A plaquinha que o identifica diz lá Wesley.
Meia dúzia de três ou quatro proclamam nos bares de Ipanema e Leblon as excelências do governo Dilma, enquanto acreditam estar ali o centro do universo. Lá pelas tantas não falam e andam ao mesmo tempo, a revolução vai para o espaço. Não freqüentam ensaios de escolas de samba, pois o cheiro de suor é desagradável.
Socialistas colgates.
A tendência da comissão que discute a reforma política é optar pela lista fechada. Teríamos uma eleição para a Câmara dos Deputados no chamado sistema misto. Metade eleita pelo voto direto do eleitor em distritos e outra metade votando nos partidos e listas fechadas de ungidos para o exercício do mandato popular.
Uma espécie de garantia prévia que as múmias atuais permanecerão na Câmara mesmo sem votos e outras voltarão a tentar alçar vôo rumo a sonhos/catástrofes assim que saírem do purgatório.
Escoram-se em clubes de vetustas senhoras ou desvairadas dondocas que se reúnem numa Kombi.
E antes de qualquer reunião airfresh, aquele que evita o cheiro de suor dos sambistas.
A reforma política é a reforma dos políticos para não mudar coisa alguma, manter intocados os privilégios e sem novos sócios o clube de amigos e inimigos cordiais que transforma PT e PSDB em inimigos de mentirinha. FHC já solicitou uma audiência a Dilma para passar as coordenadas.
Não adianta dizer que Lula apoiou publicamente decisões da presidente. Claro, um paralelepípedo saberia que o ex-presidente não vai manifestar a percepção que cada dia mais está sendo jogado para corner, ou pelo menos tentam.
Não há reforma política sem o cheiro do suor dos sambistas, mesmo que as dondocas não queiram.
Somos um ornitorrinco – definição de Chico Oliveira – (dondocas devem pensar que Chico Oliveira é algum garçom engraçado de algum bar da moda em Ipanema). Imagine se vão ter idéia do que seja Darwin.
Estão atentos apenas aos próprios umbigos.
O processo histórico transcende a essa camisa de força que tentam impor ao povo brasileiro e que chamam de reforma política.
Existem postes (postes de luz, não falo de Dilma) na minha cidade com marcas de balas disparadas pela polícia em greves no início do século XX, 1910 mais ou menos, quando os trabalhadores não tinham a menor idéia que a redenção viria pelas mãos do PT.
Não confundir com Lula. Se juntar o partido inteiro, fizer uma grande massa, não dá um por cento do ex-presidente. Falo de força eleitoral.
Mas, enfim, subsidiados por estatais, ou colados em gabinetes com carimbos, telefone, clips e uma dúzia de canetas bic para não decidir nada, só pelegar, mantêm o poder longe do suor dos sambistas e com um chope tirado no colarinho certo e exato.
Não há reforma política sem povo.
Só reforma dos interesses dos políticos.
Lista fechada é ditadura.
É só perceber que para ela correm quase todos os partidos – uma ou outra exceção, assim mesmo individual, de um ou outro parlamentar –.
São movidos a verdade absoluta da grande democracia que não existe.
Vai tudo acabar num bem disfarçado acordo de livre comércio que a presidente chama de “política de resultados”.
É bom ficar de olho no governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. É o porta-voz real do que de fato pensa Lula. Escapa dessa histeria incurável, já que não existe mais a Revista do Rádio. Pode ser que CARAS substitua, mas mesmo assim, para o rolo compressor que vem aí na tal reforma, para os interesses que cercam a tal reforma, para a alienação produzida pela grande mídia, pela vitória de Maria, CARAS acaba sendo tratado de filosofia a ser lido com cuidado enquanto se bebe um chope e come um bolinho de bacalhau.
Longe do suor dos sambistas que, certamente, preferem a “lua furando nosso zinco/salpicava de estrelas nosso chão/tu pisavas os astros distraída, sem saber que a maior ventura dessa vida/é a cabrocha, o luar e o violão”.
Na obra arquitetônica dessa nova realidade não existem “roupas comuns dependuradas”. Porque não existem bandeiras desfraldadas. Só o amém, a tropa formada e vestida de branco.
Pronta a marchar sem ter a menor idéia que estamos diante de um abismo que vira tsunami no curso do processo, pois o sambista com cheiro de suor, à frente, vai querer tocar seu violão, sem bandolim, seu cavaquinho.
Não é reforma política que estão discutindo, é reforma dos políticos.
E enquanto rola tudo isso não se fala mais nos trabalhadores das empresas que tocam as obras do PAC. Ou por outra, fala-se da polícia a caminho.
É a política de resultados.
Meio dia e meia, hora dos “revolucionários” acordarem, banho frio para a ressaca, um ou dois comprimidos de “engov” e pernas para que te quero, até a hora do chope e de salvar a Líbia.
Ah! Antes ler a ordem do dia do chefe.
O uso da Base de Alcântara pelos Estados Unidos é um dos temas da agenda do ministro revistado Aluísio Mercadante.
A manchete do dia, no entanto, é se Maria, a vencedora do BBB-11 (vinte por cento menos de audiência em relação aos anteriores segundo alguns veículos da mídia) foi ou não garota de programa e o que fará com o milhão e meio ganho, o prêmio por sua vitória.
Sua primeira declaração ao sair da casa/bordel foi dizer que possivelmente, ao final das comemorações pela vitória, rolaria sexo com o segundo colocado. A plaquinha que o identifica diz lá Wesley.
Meia dúzia de três ou quatro proclamam nos bares de Ipanema e Leblon as excelências do governo Dilma, enquanto acreditam estar ali o centro do universo. Lá pelas tantas não falam e andam ao mesmo tempo, a revolução vai para o espaço. Não freqüentam ensaios de escolas de samba, pois o cheiro de suor é desagradável.
Socialistas colgates.
A tendência da comissão que discute a reforma política é optar pela lista fechada. Teríamos uma eleição para a Câmara dos Deputados no chamado sistema misto. Metade eleita pelo voto direto do eleitor em distritos e outra metade votando nos partidos e listas fechadas de ungidos para o exercício do mandato popular.
Uma espécie de garantia prévia que as múmias atuais permanecerão na Câmara mesmo sem votos e outras voltarão a tentar alçar vôo rumo a sonhos/catástrofes assim que saírem do purgatório.
Escoram-se em clubes de vetustas senhoras ou desvairadas dondocas que se reúnem numa Kombi.
E antes de qualquer reunião airfresh, aquele que evita o cheiro de suor dos sambistas.
A reforma política é a reforma dos políticos para não mudar coisa alguma, manter intocados os privilégios e sem novos sócios o clube de amigos e inimigos cordiais que transforma PT e PSDB em inimigos de mentirinha. FHC já solicitou uma audiência a Dilma para passar as coordenadas.
Não adianta dizer que Lula apoiou publicamente decisões da presidente. Claro, um paralelepípedo saberia que o ex-presidente não vai manifestar a percepção que cada dia mais está sendo jogado para corner, ou pelo menos tentam.
Não há reforma política sem o cheiro do suor dos sambistas, mesmo que as dondocas não queiram.
Somos um ornitorrinco – definição de Chico Oliveira – (dondocas devem pensar que Chico Oliveira é algum garçom engraçado de algum bar da moda em Ipanema). Imagine se vão ter idéia do que seja Darwin.
Estão atentos apenas aos próprios umbigos.
O processo histórico transcende a essa camisa de força que tentam impor ao povo brasileiro e que chamam de reforma política.
Existem postes (postes de luz, não falo de Dilma) na minha cidade com marcas de balas disparadas pela polícia em greves no início do século XX, 1910 mais ou menos, quando os trabalhadores não tinham a menor idéia que a redenção viria pelas mãos do PT.
Não confundir com Lula. Se juntar o partido inteiro, fizer uma grande massa, não dá um por cento do ex-presidente. Falo de força eleitoral.
Mas, enfim, subsidiados por estatais, ou colados em gabinetes com carimbos, telefone, clips e uma dúzia de canetas bic para não decidir nada, só pelegar, mantêm o poder longe do suor dos sambistas e com um chope tirado no colarinho certo e exato.
Não há reforma política sem povo.
Só reforma dos interesses dos políticos.
Lista fechada é ditadura.
É só perceber que para ela correm quase todos os partidos – uma ou outra exceção, assim mesmo individual, de um ou outro parlamentar –.
São movidos a verdade absoluta da grande democracia que não existe.
Vai tudo acabar num bem disfarçado acordo de livre comércio que a presidente chama de “política de resultados”.
É bom ficar de olho no governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. É o porta-voz real do que de fato pensa Lula. Escapa dessa histeria incurável, já que não existe mais a Revista do Rádio. Pode ser que CARAS substitua, mas mesmo assim, para o rolo compressor que vem aí na tal reforma, para os interesses que cercam a tal reforma, para a alienação produzida pela grande mídia, pela vitória de Maria, CARAS acaba sendo tratado de filosofia a ser lido com cuidado enquanto se bebe um chope e come um bolinho de bacalhau.
Longe do suor dos sambistas que, certamente, preferem a “lua furando nosso zinco/salpicava de estrelas nosso chão/tu pisavas os astros distraída, sem saber que a maior ventura dessa vida/é a cabrocha, o luar e o violão”.
Na obra arquitetônica dessa nova realidade não existem “roupas comuns dependuradas”. Porque não existem bandeiras desfraldadas. Só o amém, a tropa formada e vestida de branco.
Pronta a marchar sem ter a menor idéia que estamos diante de um abismo que vira tsunami no curso do processo, pois o sambista com cheiro de suor, à frente, vai querer tocar seu violão, sem bandolim, seu cavaquinho.
Não é reforma política que estão discutindo, é reforma dos políticos.
E enquanto rola tudo isso não se fala mais nos trabalhadores das empresas que tocam as obras do PAC. Ou por outra, fala-se da polícia a caminho.
É a política de resultados.
Meio dia e meia, hora dos “revolucionários” acordarem, banho frio para a ressaca, um ou dois comprimidos de “engov” e pernas para que te quero, até a hora do chope e de salvar a Líbia.
Ah! Antes ler a ordem do dia do chefe.
Dilma, o embuste: Oito anos de independência jogados fora - Laerte Braga
As declarações da embaixadora brasileira na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, justificando o voto vergonhoso do Brasil a propósito do tema em relação ao Irã jogam foram os oito anos de política externa independente que Lula construiu com Celso Amorim e transformam o nosso País na Colômbia preferida dos EUA na América Latina.
Dilma Roussef é um embuste, um caso claro de estelionato eleitoral. Ludibriou a Lula e aos brasileiros que acreditaram em suas palavras durante a campanha eleitoral.
O levante popular no Egito contra a ditadura de Hosni Mubarak, aliado dos EUA e de Israel produziu uma violenta reação dos Estados Unidos, países da Europa e Israel no sentido de evitar que os povos árabes alcancem a democracia, já que os levantes se estendem a outros países onde os ditadores são aliados dos EUA.
O Irã e a Turquia são os únicos países de maioria muçulmana onde existe democracia. O governo turco, na quinta-fera, se viu na contingência de ceder às pressões da OTAN – organização terrorista que alia EUA e Europa Ocidental.
Os bombardeios aéreos contra a Líbia são um crime contra a humanidade, violam todos os preceitos e princípios de direitos humanos, matam civis e na prática nem se preocupam com eles, mas com o petróleo. Sem levar em conta que Gaddafi era aliado dos EUA, dos europeus, financiou as campanhas de Obama e Sarkozy, o que torna visível que a ação é queima de arquivo.
Que tipo de sanção o funcionário destacado para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Anthony Patriot vai recomendar à embaixadora Maria Nazareth Azevedo contra o campo de concentração de Guantánamo (que o próprio Obama disse que fecharia e não o fez, não governa nada, é apenas garoto propaganda do terrorismo)?
Ou contra o massacre constante de palestinos por Israel, o roubo de terras, de água, as prisões indiscriminadas e torturas, estupros de mulheres palestinas? A violência contra os revoltosos no Bahrein, no Iêmen, cujos ditadores são aliados dos EUA e de Israel?
Que tipo de atitude, por exemplo, contra a prisão injustificada de Cesare Battisti no Brasil, em manobra vergonhosa da Suprema Corte atendendo a um governante acusado de pedofilia, o de Silvio Berlusconi? Será que porque é ungido pelo papa Bento XVI e as suásticas que desfraldam em todos cantos do Vaticano pos João XXIII? Vai vigorar o escandaloso acordo firmado entre o presidente do STJ – sionista ligado a grupos políticos de Israel – e o Banco Mundial, que submete a Justiça brasileira aos princípios dos donos?
Os bombardeios de alvos civis no Afeganistão e os constantes pedidos de desculpas de generais norte-americanos por falha nas tais bombas de alta precisão?
Os milhões de mortos no Iraque?
Marco Aurélio Garcia está fazendo o que no governo de Dilma? Foi assessor de política externa de Lula oito anos e agora vai referendar essa postura submissa do governo brasileiro?
Observadores internacionais, inclusive da própria ONU, foram unânimes em atestar que a reeleição de Ahmed Amadinejad foi limpa, cristalina, vontade do povo iraniano e que os protestos foram conduzidos de fora para dentro a partir de grupos econômicos e de uma seita criada como braço dos serviços de inteligência dos EUA, a Baha’i? A sede, aliás, é no território norte-americano e nunca na história da falácia religiosa usada como instrumento político se produziu algo tão confuso em matéria de crença.
Dilma começa a disputar com a Colômbia o direito de ser a menina dos olhos dos EUA na América Latina. Joga fora oito anos de independência e como disse a embaixadora Maria Nazareth Azevedo em entrevista à mídia brasileira, “a política externa mudou”.
O País voltou a ser uma república de bananas, a mudança é essa.
Vinte e dois membros do Conselho votaram a favor da resolução apresentada pela Suécia (país que fabrica escândalos sexuais para tentar entregar Júlio Assange – fundador do WIKILEAKS – aos EUA). Sete países votaram contra e catorze se abstiveram.
A resolução que pede que os direitos humanos no Irã sejam objeto de investigação se insere na reação norte-americana/israelense – a Europa Ocidental é adereço, até a Alemanha já percebeu isso e está tirando o time de campo – de por um fim às revoltas nos países árabes, criar simulacros de democracia e manter o controle do petróleo e as políticas genocidas de Israel contra o povo palestino.
A chamada nova ordem política e econômica mundial, a globalização, se impõe pela boçalidade e no caso de Dilma nem isso foi necessário, bastou um festival de palhaçadas de Barack Obama num final de semana no Brasil.
Estamos com a cara da Colômbia, principal – até o voto do Brasil – colônia norte-americana na América Latina.
A mídia, como sempre, silente sobre os fatos e pródiga nas mentiras e distorções. Num programa no canal GLOBONEWS na quinta-feira, horário das 12 horas mais ou menos, ao perguntar a dois “especialistas” sobre a “guerra da Líbia”, a apresentadora cometeu um ato falho que dá a exata dimensão dessa farsa midiática – “eu gostaria de ouvir dos senhores se vamos ganhar a guerra?” –. Ato contínuo tentou corrigir-se, mas já havia dito.
Mais de cem civis já morreram nos bombardeios de “alta precisão”, cerca de mil estão feridos e os rebeldes líbios já massacraram centenas de adeptos de Gaddafi.
O que conta é o petróleo, apenas o petróleo, nada além do petróleo.
O voto brasileiro e a declaração da embaixadora sobre a “mudança da política externa brasileira” são suficientes para caracterizar a essência submissa do governo Dilma Roussef e torna possível prever o que vem por aí em outros setores – está vindo aliás.
Nem a ressurreição das patrulhas ideológicas de parte – a que está colada em cargos públicos – do PT, suposto partido da presidente, servirá para impedir que se perceba que Dilma Roussef é um caso típico de estelionato eleitoral.
E vai por aí, desde um milhão e trezentos mil reais para o blog de Maria Betânia, a um voto que não deixa dúvidas sobre que país será a principal base de operações dos EUA na América Latina.
O Brasil.
É como disse Ivan Pinheiro ao definir o voto de seu partido, o PCB, diante do dilema Dilma e Serra. “É com Dilma nas urnas, contra Dilma nas ruas”.
O Brasil começa a andar para trás e o voto em Genebra é a prova cabal dessa marcha determinada por Washington.
A propósito, tão preocupada com os direitos humanos, a presidente poderia mandar saber das condições em que se encontra preso o soldado Bradley Manning, nos EUA, acusado de ter entregue documentos secretos do Pentágono ao WIKILEAKS. Até obrigado a dormir nu o prisioneiro já foi obrigado, fato que motivou protestos no próprio senado daquela organização terrorista. EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
O voto do Brasil significa que o País está tentando comprar ações da empresa.
Dilma Roussef é um embuste, um caso claro de estelionato eleitoral. Ludibriou a Lula e aos brasileiros que acreditaram em suas palavras durante a campanha eleitoral.
O levante popular no Egito contra a ditadura de Hosni Mubarak, aliado dos EUA e de Israel produziu uma violenta reação dos Estados Unidos, países da Europa e Israel no sentido de evitar que os povos árabes alcancem a democracia, já que os levantes se estendem a outros países onde os ditadores são aliados dos EUA.
O Irã e a Turquia são os únicos países de maioria muçulmana onde existe democracia. O governo turco, na quinta-fera, se viu na contingência de ceder às pressões da OTAN – organização terrorista que alia EUA e Europa Ocidental.
Os bombardeios aéreos contra a Líbia são um crime contra a humanidade, violam todos os preceitos e princípios de direitos humanos, matam civis e na prática nem se preocupam com eles, mas com o petróleo. Sem levar em conta que Gaddafi era aliado dos EUA, dos europeus, financiou as campanhas de Obama e Sarkozy, o que torna visível que a ação é queima de arquivo.
Que tipo de sanção o funcionário destacado para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Anthony Patriot vai recomendar à embaixadora Maria Nazareth Azevedo contra o campo de concentração de Guantánamo (que o próprio Obama disse que fecharia e não o fez, não governa nada, é apenas garoto propaganda do terrorismo)?
Ou contra o massacre constante de palestinos por Israel, o roubo de terras, de água, as prisões indiscriminadas e torturas, estupros de mulheres palestinas? A violência contra os revoltosos no Bahrein, no Iêmen, cujos ditadores são aliados dos EUA e de Israel?
Que tipo de atitude, por exemplo, contra a prisão injustificada de Cesare Battisti no Brasil, em manobra vergonhosa da Suprema Corte atendendo a um governante acusado de pedofilia, o de Silvio Berlusconi? Será que porque é ungido pelo papa Bento XVI e as suásticas que desfraldam em todos cantos do Vaticano pos João XXIII? Vai vigorar o escandaloso acordo firmado entre o presidente do STJ – sionista ligado a grupos políticos de Israel – e o Banco Mundial, que submete a Justiça brasileira aos princípios dos donos?
Os bombardeios de alvos civis no Afeganistão e os constantes pedidos de desculpas de generais norte-americanos por falha nas tais bombas de alta precisão?
Os milhões de mortos no Iraque?
Marco Aurélio Garcia está fazendo o que no governo de Dilma? Foi assessor de política externa de Lula oito anos e agora vai referendar essa postura submissa do governo brasileiro?
Observadores internacionais, inclusive da própria ONU, foram unânimes em atestar que a reeleição de Ahmed Amadinejad foi limpa, cristalina, vontade do povo iraniano e que os protestos foram conduzidos de fora para dentro a partir de grupos econômicos e de uma seita criada como braço dos serviços de inteligência dos EUA, a Baha’i? A sede, aliás, é no território norte-americano e nunca na história da falácia religiosa usada como instrumento político se produziu algo tão confuso em matéria de crença.
Dilma começa a disputar com a Colômbia o direito de ser a menina dos olhos dos EUA na América Latina. Joga fora oito anos de independência e como disse a embaixadora Maria Nazareth Azevedo em entrevista à mídia brasileira, “a política externa mudou”.
O País voltou a ser uma república de bananas, a mudança é essa.
Vinte e dois membros do Conselho votaram a favor da resolução apresentada pela Suécia (país que fabrica escândalos sexuais para tentar entregar Júlio Assange – fundador do WIKILEAKS – aos EUA). Sete países votaram contra e catorze se abstiveram.
A resolução que pede que os direitos humanos no Irã sejam objeto de investigação se insere na reação norte-americana/israelense – a Europa Ocidental é adereço, até a Alemanha já percebeu isso e está tirando o time de campo – de por um fim às revoltas nos países árabes, criar simulacros de democracia e manter o controle do petróleo e as políticas genocidas de Israel contra o povo palestino.
A chamada nova ordem política e econômica mundial, a globalização, se impõe pela boçalidade e no caso de Dilma nem isso foi necessário, bastou um festival de palhaçadas de Barack Obama num final de semana no Brasil.
Estamos com a cara da Colômbia, principal – até o voto do Brasil – colônia norte-americana na América Latina.
A mídia, como sempre, silente sobre os fatos e pródiga nas mentiras e distorções. Num programa no canal GLOBONEWS na quinta-feira, horário das 12 horas mais ou menos, ao perguntar a dois “especialistas” sobre a “guerra da Líbia”, a apresentadora cometeu um ato falho que dá a exata dimensão dessa farsa midiática – “eu gostaria de ouvir dos senhores se vamos ganhar a guerra?” –. Ato contínuo tentou corrigir-se, mas já havia dito.
Mais de cem civis já morreram nos bombardeios de “alta precisão”, cerca de mil estão feridos e os rebeldes líbios já massacraram centenas de adeptos de Gaddafi.
O que conta é o petróleo, apenas o petróleo, nada além do petróleo.
O voto brasileiro e a declaração da embaixadora sobre a “mudança da política externa brasileira” são suficientes para caracterizar a essência submissa do governo Dilma Roussef e torna possível prever o que vem por aí em outros setores – está vindo aliás.
Nem a ressurreição das patrulhas ideológicas de parte – a que está colada em cargos públicos – do PT, suposto partido da presidente, servirá para impedir que se perceba que Dilma Roussef é um caso típico de estelionato eleitoral.
E vai por aí, desde um milhão e trezentos mil reais para o blog de Maria Betânia, a um voto que não deixa dúvidas sobre que país será a principal base de operações dos EUA na América Latina.
O Brasil.
É como disse Ivan Pinheiro ao definir o voto de seu partido, o PCB, diante do dilema Dilma e Serra. “É com Dilma nas urnas, contra Dilma nas ruas”.
O Brasil começa a andar para trás e o voto em Genebra é a prova cabal dessa marcha determinada por Washington.
A propósito, tão preocupada com os direitos humanos, a presidente poderia mandar saber das condições em que se encontra preso o soldado Bradley Manning, nos EUA, acusado de ter entregue documentos secretos do Pentágono ao WIKILEAKS. Até obrigado a dormir nu o prisioneiro já foi obrigado, fato que motivou protestos no próprio senado daquela organização terrorista. EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
O voto do Brasil significa que o País está tentando comprar ações da empresa.
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Policial acusada de extorsão é obrigada a ficar nua durante revista feita por homens
A escrivã de polícia resistiu em tirar a roupa na frente de policiais homens e o delegado que conduzia a investigação disse que chamaria policiais femininas, mas que teria que acompanhar a revista. A acusada acabou sendo revistada à força por policias, que arrancaram a calcinha dela e descobriram R$ 200 na peça. O caso foi levado à Justiça e ao Ministério Público, que consideraram que não houve abuso de poder pelos policiais e arquivaram o inquérito. As imagens foram gravadas pela Corregedoria da Polícia de São Paulo e distribuídas sem autorização legal.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
[Carta O BERRO] Emir Sader: O novo quadro no Oriente Médio. - Vanderley-Revista
Oriente Médio: nada será como antes
por Emir Sader, no seu blog
Por duas fortes razões o Oriente Médio tornou-se um pilar da política externa do império norteamericano: a necessidade estratégica do abastecimento de petróleo seguro e barato para os EUA, a Europa e o Japão, e a proteção a Israel – aliado fundamental dos EUA na região, cercado por países árabes.
Por isso o surgimento do nacionalismo árabe tornou-se um dos fantasmas mais assustadores para os EUA no mundo. Por um lado, pela nacionalização do petróleo pelos governos nacionalistas, afetando diretamente os interesses das gigantes do petróleo – norteamericanas ou europeias –, pela ideologia nacionalista e antimperialista que propagam – de que o egípcio Gamal Abder Nasser foi o principal expoente – e pela reivindicação da questão palestina.
A história contemporânea do Médio Oriente tem assim na guerra árabe-israelense de 1967 sua referência mais importante. A união dos governos árabes permitiu a retomada da reivindicação do direito ao Estado Palestino, que foi respondida por Israel com a invasão de novos territórios – inclusive do Egito -, com o apoio militar direto dos EUA.
Novo conflito se deu em 1973, agora acompanhado da política da OPEP de elevação dos preços do petróleo. A partir daquele momento ou o Ocidente buscava superar sua dependência do petróleo ou trataria de dividir o mundo árabe. Triunfou esta segunda possibilidade, com a guerra Iraque-Irã, incentivada e armada pelos EUA, que golpeou dois países com governos nacionalistas, que se neutralizaram mutuamente, em um enfrentamento sangrento. Como subproduto da guerra, o Iraque se sentiu autorizado a invadir o Kuwait – com anuência tácita dos EUA -, o que foi tomado como pretexto para a invasão do Iraque e o assentamento definitivo de tropas norte-americanas no centro mesmo da região mais rica em petróleo no mundo.
Os EUA conseguiram dividir o mundo árabe tendo, por um lado os regimes mais reacionários – encabeçados pelas monarquias, a começar pela Arabia Saudita, detentora da maior reserva de petróleo do mundo, e por outro governos moderados, como o Egito e a Jordânia. A maior conquista norteamericana foi a cooptação de Anuar el Sadar, o sucessor de Nasser, que supreendentemente normalizou relações com Israel – o primeiro regime da região a fazê-lo -, abrindo caminho para a criação de um bloco moderado, pró-norteamericano na região, que se caracteriza pela retomada de relações com Israel – portanto o reconhecimento do Estado de Israel – e praticamente o abandono da questão palestina. Passaram a atuar também dento da OPEP, como força moderadora, favorável aos interesses das potências ocidentais.
O Egito, como país de maior população da região, com grande produção de petróleo e país daquele que havia sido o maior líder nacionalista de toda a região – Nasser – passou a ser o peão fundamental no plano político dos EUA na região. Não por acaso o Egito tornou-se o segundo país em auxilio militar dos EUA no mundo, depois de Israel e à frente da Colômbia.
Essa neutralização do mundo árabe, pela cooptação de governos e pela presença militar dos EUA no coração da região – atualizada com a invasão do Iraque – constituiu-se em elemento essencial da politica norteamericana no mundo e da garantia de abastecimento de petróleo para complementar a declinante produção dos EUA e todo o petróleo para abastecer a Europa e o Japão.
É isso que está em jogo agora, depois da queda das ditaduras na Tunísia e no Egito. Impotente para agir de forma direta no plano militar, os EUA tentam articular transições que mudem a forma de dominação, mas mantenham sua essência. O Exército preferiu a renúncia de Mubarak, porque se deu conta que sua presença unia a oposição. Tem esperança que, sem ele, possa cooptar setores opositores para uma coalização moderada – com El Baradei, a Irmandade Mulçumana, com o apoio dos EUA e da Europa – que possa fazer reformas constitucionais, mas controlar o processo sucessório nas eleições de setembro, conseguindo desmobilizar o movimento popular antes que este consigar forjar novas lideranças.
Indepentemente de que possa se estender a outros países da região – de que a Argélia, a Jordânia, o Marrocos, a Arábia Saudita, são candidatos fortes – a queda das ditaduras na Tunísia e no Egito demonstra que os EUA já não poderão manter o esquema de poder montado há mais de três décadas. O menos que se pode esperar é a instabilidade política na região, até que outras coalizões de poder possam se organizar, cujo caráter dará a tônica do novo período em que entra o Oriente Médio.
por Emir Sader, no seu blog
Por duas fortes razões o Oriente Médio tornou-se um pilar da política externa do império norteamericano: a necessidade estratégica do abastecimento de petróleo seguro e barato para os EUA, a Europa e o Japão, e a proteção a Israel – aliado fundamental dos EUA na região, cercado por países árabes.
Por isso o surgimento do nacionalismo árabe tornou-se um dos fantasmas mais assustadores para os EUA no mundo. Por um lado, pela nacionalização do petróleo pelos governos nacionalistas, afetando diretamente os interesses das gigantes do petróleo – norteamericanas ou europeias –, pela ideologia nacionalista e antimperialista que propagam – de que o egípcio Gamal Abder Nasser foi o principal expoente – e pela reivindicação da questão palestina.
A história contemporânea do Médio Oriente tem assim na guerra árabe-israelense de 1967 sua referência mais importante. A união dos governos árabes permitiu a retomada da reivindicação do direito ao Estado Palestino, que foi respondida por Israel com a invasão de novos territórios – inclusive do Egito -, com o apoio militar direto dos EUA.
Novo conflito se deu em 1973, agora acompanhado da política da OPEP de elevação dos preços do petróleo. A partir daquele momento ou o Ocidente buscava superar sua dependência do petróleo ou trataria de dividir o mundo árabe. Triunfou esta segunda possibilidade, com a guerra Iraque-Irã, incentivada e armada pelos EUA, que golpeou dois países com governos nacionalistas, que se neutralizaram mutuamente, em um enfrentamento sangrento. Como subproduto da guerra, o Iraque se sentiu autorizado a invadir o Kuwait – com anuência tácita dos EUA -, o que foi tomado como pretexto para a invasão do Iraque e o assentamento definitivo de tropas norte-americanas no centro mesmo da região mais rica em petróleo no mundo.
Os EUA conseguiram dividir o mundo árabe tendo, por um lado os regimes mais reacionários – encabeçados pelas monarquias, a começar pela Arabia Saudita, detentora da maior reserva de petróleo do mundo, e por outro governos moderados, como o Egito e a Jordânia. A maior conquista norteamericana foi a cooptação de Anuar el Sadar, o sucessor de Nasser, que supreendentemente normalizou relações com Israel – o primeiro regime da região a fazê-lo -, abrindo caminho para a criação de um bloco moderado, pró-norteamericano na região, que se caracteriza pela retomada de relações com Israel – portanto o reconhecimento do Estado de Israel – e praticamente o abandono da questão palestina. Passaram a atuar também dento da OPEP, como força moderadora, favorável aos interesses das potências ocidentais.
O Egito, como país de maior população da região, com grande produção de petróleo e país daquele que havia sido o maior líder nacionalista de toda a região – Nasser – passou a ser o peão fundamental no plano político dos EUA na região. Não por acaso o Egito tornou-se o segundo país em auxilio militar dos EUA no mundo, depois de Israel e à frente da Colômbia.
Essa neutralização do mundo árabe, pela cooptação de governos e pela presença militar dos EUA no coração da região – atualizada com a invasão do Iraque – constituiu-se em elemento essencial da politica norteamericana no mundo e da garantia de abastecimento de petróleo para complementar a declinante produção dos EUA e todo o petróleo para abastecer a Europa e o Japão.
É isso que está em jogo agora, depois da queda das ditaduras na Tunísia e no Egito. Impotente para agir de forma direta no plano militar, os EUA tentam articular transições que mudem a forma de dominação, mas mantenham sua essência. O Exército preferiu a renúncia de Mubarak, porque se deu conta que sua presença unia a oposição. Tem esperança que, sem ele, possa cooptar setores opositores para uma coalização moderada – com El Baradei, a Irmandade Mulçumana, com o apoio dos EUA e da Europa – que possa fazer reformas constitucionais, mas controlar o processo sucessório nas eleições de setembro, conseguindo desmobilizar o movimento popular antes que este consigar forjar novas lideranças.
Indepentemente de que possa se estender a outros países da região – de que a Argélia, a Jordânia, o Marrocos, a Arábia Saudita, são candidatos fortes – a queda das ditaduras na Tunísia e no Egito demonstra que os EUA já não poderão manter o esquema de poder montado há mais de três décadas. O menos que se pode esperar é a instabilidade política na região, até que outras coalizões de poder possam se organizar, cujo caráter dará a tônica do novo período em que entra o Oriente Médio.
IMPORTANTE: Sábado Resistente: homenagem Aderval Alves Coqueiro - Vanderley-Revista
Camaradas e Amig@s,
O Memorial da Reistência e o Núcleo de Presevação da Memória Política retomam, no próximo sábado, sua programação dos Sábados Resistentes.Em nossa primeira atividade deste ano, homenagearemos o nosso Camarada Aderval Alves Coqueiro, assassinado há 40 anos, no Rio de Janeiro.
Militante sucessivamente do Partido Comunista do Brasil - PCdoB; da Ala Vermelha; e do Movimento Revolucionário Tiradentes, Coqueiro - juntamente com outros militantes - foi um dos fundadores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.
Compareçam e divulguem.
Putabraço,
e nos encontramos lá,
Alipio Freire
SÁBADO RESISTENTE
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 - Luz - Auditório Vitae - 5º andar
19 de fevereiro de 2011, das 14h às 17h30
Futebol e resistência política
A população brasileira lutou muito pela volta à Democracia, com adesão de praticamente todos os setores da sociedade. A busca por liberdade nunca deu trégua aos ditadores. No esporte, principalmente no futebol, o desejo de volta ao regime democrático e de liberdade teve alguns exemplos notáveis, a partir de meados dos anos 1970, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, e em Minas Gerais, além de outros Estados.
Com certeza, a experiência da Democracia Corintiana foi a mais representativa da participação do mundo esportivo contra a Ditadura Militar e será um dos pontos de discussão no Sábado Resistente de 19/02. Lembraremos também a faixa exigindo Anistia Política, que foi aberta em fevereiro de 1979 no Estádio do Morumbi, e que colocou o esporte na luta pela Anistia Política, fortalecendo os setores que já estavam nas ruas clamando por ela.
Ainda neste primeiro Sábado Resistente de 2011, faremos uma homenagem a Aderval Alves Coqueiro, o primeiro banido que voltou ao Brasil para lutar contra a ditadura.
PROGRAMAÇÃO
14h - Boas-Vindas - Caroline Grassi (Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação - Ivan Seixas (Jornalista - presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo)
14h15 - Palestra e debate - Juca Kfouri (jornalista)
16h30 - Homenagem a Aderval Alves Coqueiro (primeiro banido a voltar para a luta contra a ditadura)
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
A REFORMA POLÍTICA - Laerte Braga
O pós Lula promete surpresas maiores que as já vividas nesses primeiros momentos do governo de Dilma. Por exemplo. A presidente é Serra ou Neves? Roussef não é mais. Pode ser Jobim. É um dos principais sócios do condomínio que controla o Planalto (os outros dois principais são Palloci e Manteca).
O presidente do Senado Federal, José Sarney, uma versão brasileira de Sílvio Berlusconi, no mínimo proibido para menores de 80 anos, anuncia que a comissão especial que vai cuidar de estudar, debater e propor um projeto de reforma política terá a presença de dois ex-presidentes. Collor de Mello e Itamar Franco.
Corremos o sério risco de voltar às capitanias hereditárias. Donatários dos estados transformados em província.
A tal brabeza da presidente é para inglês ver. A música que Jobim toca, soa aos seus ouvidos como sinfonia de Beethowen. Nada a ver com o compositor, mas com o ministro da Defesa (só não se sabe da Defesa de quem, do Brasil não é).
Reformar o que?
Como estão fazendo no Egito, um jogo de cena de generais para manter tudo como ao tempo do ditador Mubarak?
O vazio que se segue ao governo Lula pode ser medido nos oito anos de um presidente carismático, mas de uma quase completa e total desmobilização do movimento popular e aparelhamento da maioria do movimento sindical. Aquele agregado ao PT, versão vermelha do PSDB amarelo e azul.
No fundo a forma de capitular é a mesma, os donos do Brasil permanecem intocados e qualquer reforma, até porque a expressão é insuficiente para as demandas históricas do País, vai terminar no umbigo do deputado ou senador de olho nas próximas eleições.
Mudar sem mudar.
O mundo contemporâneo exige que se tenha uma visão para além daquilo que o ex-deputado José Bonifácio (“seja mais Andrada e menos Zezinho), o que dá na mesma). O ex-fac totum da ditadura militar costumava dizer que a realidade política está na base eleitoral do político, no caso o município.
Essa visão de um dos principais políticos do Brasil à época valeu-lhe uma cáustica crítica de Carlos Castello Branco no extinto JORNAL DO BRASIL. O jornalista reduziu-o à sua dimensão real de político de tricas e futricas.
Reformar o que?
À época da ditadura, preocupados com o impacto do preço do cafezinho na população e a perspectiva que um aumento maior viesse a causar fortes críticas ao regime militar, os comandantes do Brasil criaram um órgão para definir desde o custo do cafezinho às tarifas de transportes coletivos urbanos. O Conselho Interministerial de Preços.
A centralização levada ao seu ponto máximo. Prefeitos e governadores eram acessórios da ordem vigente. As tarifas de transportes coletivos urbanos, até então, eram objeto de proposta das prefeituras e amplo debate nas câmaras municipais, lógico, com intensa participação popular. Veio a constituição de 1988 e o máximo que se obteve é que os prefeitos detêm a palavra final. Uma espécie de estímulo à corrupção.
A representação popular – em tese, câmaras municipais são uma espécie de apêndice, ninguém sabe que função cumpre no corpo humano, absolutamente desnecessário, até porque costuma provocar dores absurdas e em crise de apendicite é possível que atinjam níveis de gravidade capaz de matar – continua sem presença nesse debate.
É só uma pequena mostra.
Não existe reforma política dentro de um modelo institucional que preserva intactos feudos e guetos da ditadura militar, numa constituição que se originou de um Congresso Nacional Constituinte tutelado pelos militares, com o país sob a presidência de José Sarney (que comprou o mandato de cinco anos).
Há um clube de amigos e inimigos cordiais onde mesmo nos momentos de tapas e arranhões, tudo acaba em beijos e abraços, a despeito das exceções. Existem sim é preciso que se diga.
Os dois principais projetos que beneficiam o latifúndio no Brasil – e conseqüentemente empresas estrangeiras, o controle da produção de alimentos em nosso País – são oriundos de parlamentares de partidos que dizem ser de esquerda. O relator do Código Florestal é do PC do B (Aldo Rebelo) e o que introduz a semente “terminator”, aquela que germina só uma vez, cria o monopólio da MONSANTO, é do deputado Cândido Vaccarezza, líder do PT.
E haja veneno em nossas mesas, tudo com a chancela do progresso.
O dilema do Brasil, que se sobrepõe às tais reformas é amadurecer ou não amadurecer. É o entendimento do governo dos EUA. Está nos telegramas enviados pelo embaixador daquele país (conglomerado terrorista) a Washington e na opinião do presidente branco engraxado com graxa preta Barack Obama.
Amadurecer significa comprar aviões da BOEING, como significou a privatização de setores estratégicos da economia nacional (VALE, EMBRAER, setor de energia elétrica, etc). O não amadurecer e sair do berço esplêndido e afirmar-se como protagonista de sua própria história, rejeitar o status de vice-reino ou colônia.
Perceber a real dimensão do Brasil e da América Latina num mundo globalizado.
A receita para sair desse dilema implica em participação popular e eleição através de voto distrital, ou sistema misto, lista aberta, ou lista fechada, nada disso vai mudar essa estrutura sem que decidamos se somos “maduros” ou “imaturos”.
É o contrário. A reforma política pode parecer um daqueles produtos ditos BRASTEMP, que você imagina que funciona e nem estão aí para isso, exceto se você colocar a boca no trombone como fez um cidadão paulista.
Se olharmos bem para o que acontece no País, na América Latina e no mundo pós União Soviética, vamos perceber que houve a entronização de um novo deus, o deus mercado, o culto às bolsas de valores.
A palavra progresso tomou o sentido de destruição ambiental, importante são os lucros, os ganhos.
Há uma diferença entre um trabalhador usar uma calça jeans Pierre Cardin e Eike Batista também. O trabalhador vai se matar no crediário para parecer Eike Batista, ou seja, a sociedade onde todos podem usar Pierre Cardin e Eike vai comprar dez com o produto do esforço desse trabalhador.
Como acreditar em reforma política sem participação popular? Precede a qualquer projeto.
Somos um país, como muitos, onde a mídia cumpre o papel de alienar, desinformar, servir a interesses dos grupos dominantes e países outros.
A grande preocupação da maior rede de comunicações do Brasil, o grupo GLOBO, é saber se vai rolar sexo ou não na casa do BBB-11. E rolar sexo é fundamental para a audiência do programa.
Nos últimos dias o diretor do bordel e o apresentador, Boninho e Pedro Bial, têm se esforçado ao máximo para que isso aconteça e salve a pátria amada.
Qualquer erro, ou efeito contrário a culpa é do Irã.
Há poucos dias uma denúncia de funcionários da ABIN – AGÊNCIA BRASILEIRA DE INFORMAÇÕES – afirmou que A ABIN funciona nos mesmos moldes do famigerado e incompetente SNI – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES –.
O Brasil de hoje é controlado pelos mesmos grupos que controlavam o Brasil de ontem, o da ditadura militar. Banqueiros, grandes empresários e latifundiários. A maior parte dos proprietários de grandes extensões de terra nas regiões Norte e Centro-Oeste, ou foi aquinhoada pela ditadura militar, ou grilou as terras nas certidões falsificadas em cartórios de registro, outro dos serviços públicos postos em mãos de quadrilheiros. Ou alguém acredita que cartórios sejam templos de oração, do bem, como se costuma dizer hoje?
O governo Lula foi um hiato nesse processo. Os oito anos do ex-presidente foram marcados por tentativas várias de desacreditá-lo, desmoralizá-lo, isso com todas os exercícios de equilibrismo de Lula para sobreviver e conquistar alguns avanços que assustam e arrepiam os donos, a despeito das concessões.
Mas Lula é uma exceção, como eu disse, um hiato. Terminou e agora?
Dilma é a regra geral. Já está no balaio da visão estreita e privilegiada do grupo de amigos e inimigos cordiais. Não há governo em lugar nenhum do mundo que possa pretender o mínimo de respeito com um ministro chamado Moreira Franco. É bem mais que escárnio, é um desrespeito aos brasileiros.
O PT é um PSDB ou vice versa em que o que varia é apenas a cor das bandeiras, nada mais. A prática no todo é a mesma.
E no meio disso tudo o PMDB, um conglomerado onde sobrevivem meia dúzia de figuras históricas e decentes e latifúndios em torno de interesses lesivos ao Brasil e aos brasileiros.
Essa história de reforma política soa como pintar a casa quando o problema é resolver as infiltrações que corroem as paredes e as estruturas.
Qualquer reforma passa por ampla participação popular. Por discussão do modelo político, da estrutura do Judiciário por exemplo (o acordo com o Banco Mundial é indecoroso), das políticas públicas de saúde, educação, de revisão do processo de privatizações, de transparência no setor estatal. De fim de elefantes brancos como os tribunais de contas. Estou citando aqui e ali, quando o problema é de estrutura. É de base.
Não há reforma que conserte, apenas perpetua o poder das elites. E chega a ser piada de mau gosto Itamar Franco e Collor de Mello na comissão especial que vai discutir e propor a tal reforma.
Não importa que o governo Dilma Neves, ou Dilma Serra (está mais para Neves) tenha pouco mais de um mês, quase dois. Importa que a cara do governo já está visível a olho nu em qualquer canto.
Não tem nada a ver com avanços políticos, econômicos e sociais. Entrou de sola no clube dos amigos e inimigos cordiais, diploma de sócio benemérito e vai ser assim até o fim.
Vão dizer que os programas sociais serão mantidos? Mas é o óbvio. O que no governo Lula foi uma tentativa de permitir ascensão social a trabalhadores, inclusão a excluídos, no governo Dilma sim, é assistencialismo demagógico, começa a tomar esse viés para que permaneça intacta a caixa de privilégios das classes dominantes.
O papel dos movimentos populares, dos partidos de esquerda (PT e PC do B não têm nada a ver com isso, esquerda, é preciso que se diga) e do sindicalismo vivo, atuante, livre do peleguismo oficial, é o da luta popular.
Esse negócio de reforma política é que nem a cenoura que colocam à frente do burro e que ele nunca vai alcançar, pois vai sempre carregar o fardo imposto pelos que têm o chicote.
É o tal ser maduro (aceitar as regras dos donos, o clássico faremos tudo que meu mestre mandar) ou ser imaturo, transformar o grito de Independência ou Morte em realidade.
Exagero? Que diferença existe entre morto no duro e morto/vivo, Zumbi?
Será que brasileiros com essa mídia “saudável” que temos conhecem a realidade dos que trabalham nas plantações do latifúndio? Nas grandes usinas que produzem açúcar e álcool? Nas mineradoras padrão VALE?
Têm noção exata da devastação ambiental? Ou alguém acha que a tragédia da região Serrana no Rio de Janeiro foi obra de Deus, da natureza?
O governo do município onde resido, Juiz de Fora, MG, um pilantra sem nenhum escrúpulo, anuncia hoje na mídia que conseguiu reduzir os custos com a folha de pagamento. Por acaso o anúncio foi seguido dos salários pagos aos médicos e professores da rede pública? Aos servidores de um modo geral? Ou a fraudes e propinas nos contratos de terceirização que, não passam de forma de trabalho escravo? À qualidade dos serviços públicos dever do Estado, direito do cidadão?
Ou ao estado vergonhoso da saúde, da educação, dos transportes, da cidade como um todo?
O cretino, corrupto, ainda chama isso de “NOVA JUIZ DE FORA”. Quer construir um pórtico à entrada e saída da cidade para saudar os visitantes.
É caso puro e simples de cadeia. Mas é o retrato do modelo. Que reforma vai resolver isso?
Itamar? Sarney? Collor de Mello?
Tem quem goste de ser enganado e ache que isso é democracia ou governo do povo para chover no molhado.
O presidente do Senado Federal, José Sarney, uma versão brasileira de Sílvio Berlusconi, no mínimo proibido para menores de 80 anos, anuncia que a comissão especial que vai cuidar de estudar, debater e propor um projeto de reforma política terá a presença de dois ex-presidentes. Collor de Mello e Itamar Franco.
Corremos o sério risco de voltar às capitanias hereditárias. Donatários dos estados transformados em província.
A tal brabeza da presidente é para inglês ver. A música que Jobim toca, soa aos seus ouvidos como sinfonia de Beethowen. Nada a ver com o compositor, mas com o ministro da Defesa (só não se sabe da Defesa de quem, do Brasil não é).
Reformar o que?
Como estão fazendo no Egito, um jogo de cena de generais para manter tudo como ao tempo do ditador Mubarak?
O vazio que se segue ao governo Lula pode ser medido nos oito anos de um presidente carismático, mas de uma quase completa e total desmobilização do movimento popular e aparelhamento da maioria do movimento sindical. Aquele agregado ao PT, versão vermelha do PSDB amarelo e azul.
No fundo a forma de capitular é a mesma, os donos do Brasil permanecem intocados e qualquer reforma, até porque a expressão é insuficiente para as demandas históricas do País, vai terminar no umbigo do deputado ou senador de olho nas próximas eleições.
Mudar sem mudar.
O mundo contemporâneo exige que se tenha uma visão para além daquilo que o ex-deputado José Bonifácio (“seja mais Andrada e menos Zezinho), o que dá na mesma). O ex-fac totum da ditadura militar costumava dizer que a realidade política está na base eleitoral do político, no caso o município.
Essa visão de um dos principais políticos do Brasil à época valeu-lhe uma cáustica crítica de Carlos Castello Branco no extinto JORNAL DO BRASIL. O jornalista reduziu-o à sua dimensão real de político de tricas e futricas.
Reformar o que?
À época da ditadura, preocupados com o impacto do preço do cafezinho na população e a perspectiva que um aumento maior viesse a causar fortes críticas ao regime militar, os comandantes do Brasil criaram um órgão para definir desde o custo do cafezinho às tarifas de transportes coletivos urbanos. O Conselho Interministerial de Preços.
A centralização levada ao seu ponto máximo. Prefeitos e governadores eram acessórios da ordem vigente. As tarifas de transportes coletivos urbanos, até então, eram objeto de proposta das prefeituras e amplo debate nas câmaras municipais, lógico, com intensa participação popular. Veio a constituição de 1988 e o máximo que se obteve é que os prefeitos detêm a palavra final. Uma espécie de estímulo à corrupção.
A representação popular – em tese, câmaras municipais são uma espécie de apêndice, ninguém sabe que função cumpre no corpo humano, absolutamente desnecessário, até porque costuma provocar dores absurdas e em crise de apendicite é possível que atinjam níveis de gravidade capaz de matar – continua sem presença nesse debate.
É só uma pequena mostra.
Não existe reforma política dentro de um modelo institucional que preserva intactos feudos e guetos da ditadura militar, numa constituição que se originou de um Congresso Nacional Constituinte tutelado pelos militares, com o país sob a presidência de José Sarney (que comprou o mandato de cinco anos).
Há um clube de amigos e inimigos cordiais onde mesmo nos momentos de tapas e arranhões, tudo acaba em beijos e abraços, a despeito das exceções. Existem sim é preciso que se diga.
Os dois principais projetos que beneficiam o latifúndio no Brasil – e conseqüentemente empresas estrangeiras, o controle da produção de alimentos em nosso País – são oriundos de parlamentares de partidos que dizem ser de esquerda. O relator do Código Florestal é do PC do B (Aldo Rebelo) e o que introduz a semente “terminator”, aquela que germina só uma vez, cria o monopólio da MONSANTO, é do deputado Cândido Vaccarezza, líder do PT.
E haja veneno em nossas mesas, tudo com a chancela do progresso.
O dilema do Brasil, que se sobrepõe às tais reformas é amadurecer ou não amadurecer. É o entendimento do governo dos EUA. Está nos telegramas enviados pelo embaixador daquele país (conglomerado terrorista) a Washington e na opinião do presidente branco engraxado com graxa preta Barack Obama.
Amadurecer significa comprar aviões da BOEING, como significou a privatização de setores estratégicos da economia nacional (VALE, EMBRAER, setor de energia elétrica, etc). O não amadurecer e sair do berço esplêndido e afirmar-se como protagonista de sua própria história, rejeitar o status de vice-reino ou colônia.
Perceber a real dimensão do Brasil e da América Latina num mundo globalizado.
A receita para sair desse dilema implica em participação popular e eleição através de voto distrital, ou sistema misto, lista aberta, ou lista fechada, nada disso vai mudar essa estrutura sem que decidamos se somos “maduros” ou “imaturos”.
É o contrário. A reforma política pode parecer um daqueles produtos ditos BRASTEMP, que você imagina que funciona e nem estão aí para isso, exceto se você colocar a boca no trombone como fez um cidadão paulista.
Se olharmos bem para o que acontece no País, na América Latina e no mundo pós União Soviética, vamos perceber que houve a entronização de um novo deus, o deus mercado, o culto às bolsas de valores.
A palavra progresso tomou o sentido de destruição ambiental, importante são os lucros, os ganhos.
Há uma diferença entre um trabalhador usar uma calça jeans Pierre Cardin e Eike Batista também. O trabalhador vai se matar no crediário para parecer Eike Batista, ou seja, a sociedade onde todos podem usar Pierre Cardin e Eike vai comprar dez com o produto do esforço desse trabalhador.
Como acreditar em reforma política sem participação popular? Precede a qualquer projeto.
Somos um país, como muitos, onde a mídia cumpre o papel de alienar, desinformar, servir a interesses dos grupos dominantes e países outros.
A grande preocupação da maior rede de comunicações do Brasil, o grupo GLOBO, é saber se vai rolar sexo ou não na casa do BBB-11. E rolar sexo é fundamental para a audiência do programa.
Nos últimos dias o diretor do bordel e o apresentador, Boninho e Pedro Bial, têm se esforçado ao máximo para que isso aconteça e salve a pátria amada.
Qualquer erro, ou efeito contrário a culpa é do Irã.
Há poucos dias uma denúncia de funcionários da ABIN – AGÊNCIA BRASILEIRA DE INFORMAÇÕES – afirmou que A ABIN funciona nos mesmos moldes do famigerado e incompetente SNI – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES –.
O Brasil de hoje é controlado pelos mesmos grupos que controlavam o Brasil de ontem, o da ditadura militar. Banqueiros, grandes empresários e latifundiários. A maior parte dos proprietários de grandes extensões de terra nas regiões Norte e Centro-Oeste, ou foi aquinhoada pela ditadura militar, ou grilou as terras nas certidões falsificadas em cartórios de registro, outro dos serviços públicos postos em mãos de quadrilheiros. Ou alguém acredita que cartórios sejam templos de oração, do bem, como se costuma dizer hoje?
O governo Lula foi um hiato nesse processo. Os oito anos do ex-presidente foram marcados por tentativas várias de desacreditá-lo, desmoralizá-lo, isso com todas os exercícios de equilibrismo de Lula para sobreviver e conquistar alguns avanços que assustam e arrepiam os donos, a despeito das concessões.
Mas Lula é uma exceção, como eu disse, um hiato. Terminou e agora?
Dilma é a regra geral. Já está no balaio da visão estreita e privilegiada do grupo de amigos e inimigos cordiais. Não há governo em lugar nenhum do mundo que possa pretender o mínimo de respeito com um ministro chamado Moreira Franco. É bem mais que escárnio, é um desrespeito aos brasileiros.
O PT é um PSDB ou vice versa em que o que varia é apenas a cor das bandeiras, nada mais. A prática no todo é a mesma.
E no meio disso tudo o PMDB, um conglomerado onde sobrevivem meia dúzia de figuras históricas e decentes e latifúndios em torno de interesses lesivos ao Brasil e aos brasileiros.
Essa história de reforma política soa como pintar a casa quando o problema é resolver as infiltrações que corroem as paredes e as estruturas.
Qualquer reforma passa por ampla participação popular. Por discussão do modelo político, da estrutura do Judiciário por exemplo (o acordo com o Banco Mundial é indecoroso), das políticas públicas de saúde, educação, de revisão do processo de privatizações, de transparência no setor estatal. De fim de elefantes brancos como os tribunais de contas. Estou citando aqui e ali, quando o problema é de estrutura. É de base.
Não há reforma que conserte, apenas perpetua o poder das elites. E chega a ser piada de mau gosto Itamar Franco e Collor de Mello na comissão especial que vai discutir e propor a tal reforma.
Não importa que o governo Dilma Neves, ou Dilma Serra (está mais para Neves) tenha pouco mais de um mês, quase dois. Importa que a cara do governo já está visível a olho nu em qualquer canto.
Não tem nada a ver com avanços políticos, econômicos e sociais. Entrou de sola no clube dos amigos e inimigos cordiais, diploma de sócio benemérito e vai ser assim até o fim.
Vão dizer que os programas sociais serão mantidos? Mas é o óbvio. O que no governo Lula foi uma tentativa de permitir ascensão social a trabalhadores, inclusão a excluídos, no governo Dilma sim, é assistencialismo demagógico, começa a tomar esse viés para que permaneça intacta a caixa de privilégios das classes dominantes.
O papel dos movimentos populares, dos partidos de esquerda (PT e PC do B não têm nada a ver com isso, esquerda, é preciso que se diga) e do sindicalismo vivo, atuante, livre do peleguismo oficial, é o da luta popular.
Esse negócio de reforma política é que nem a cenoura que colocam à frente do burro e que ele nunca vai alcançar, pois vai sempre carregar o fardo imposto pelos que têm o chicote.
É o tal ser maduro (aceitar as regras dos donos, o clássico faremos tudo que meu mestre mandar) ou ser imaturo, transformar o grito de Independência ou Morte em realidade.
Exagero? Que diferença existe entre morto no duro e morto/vivo, Zumbi?
Será que brasileiros com essa mídia “saudável” que temos conhecem a realidade dos que trabalham nas plantações do latifúndio? Nas grandes usinas que produzem açúcar e álcool? Nas mineradoras padrão VALE?
Têm noção exata da devastação ambiental? Ou alguém acha que a tragédia da região Serrana no Rio de Janeiro foi obra de Deus, da natureza?
O governo do município onde resido, Juiz de Fora, MG, um pilantra sem nenhum escrúpulo, anuncia hoje na mídia que conseguiu reduzir os custos com a folha de pagamento. Por acaso o anúncio foi seguido dos salários pagos aos médicos e professores da rede pública? Aos servidores de um modo geral? Ou a fraudes e propinas nos contratos de terceirização que, não passam de forma de trabalho escravo? À qualidade dos serviços públicos dever do Estado, direito do cidadão?
Ou ao estado vergonhoso da saúde, da educação, dos transportes, da cidade como um todo?
O cretino, corrupto, ainda chama isso de “NOVA JUIZ DE FORA”. Quer construir um pórtico à entrada e saída da cidade para saudar os visitantes.
É caso puro e simples de cadeia. Mas é o retrato do modelo. Que reforma vai resolver isso?
Itamar? Sarney? Collor de Mello?
Tem quem goste de ser enganado e ache que isso é democracia ou governo do povo para chover no molhado.
VELHOS E CORRUPTOS GENERAIS - Laerte Braga
É uma ilusão vendida pela mídia privada em quase
todo o mundo a neutralidade do exército egípcio na crise que vai levando de roldão a ditadura do general Hosni Mubarak. Os velhos generais que controlam as forças armadas são ligados ao ditador,
aliados de Israel e corrompidos pelos trinta anos de poder e privilégios.Se ainda não houve um massacre de revoltosos civis e desarmados é porque buscam uma alternativa a Mubarak que não mude coisa alguma. E porque não querem chocar o mundo com um banho de sangue. É resultado da ação dos Estados Unidos e suas colônias européias e dos interesses do governo nazi/sionista de Israel. É necessário não deixar rastros da barbárie. A mídia independente em países europeus, mesmo privada, já noticia que aviões israelenses desembarcaram no Cairo com armas especiais para dispersar protestos, manifestações, enfim, por fim à rebelião. Em dois de setembro de 1945 Ho Chi Min proclamou a independência da República Democrática do Vietnã. Na derrota militar francesa em Dien Bien Phu, a partilha do Vietnã ficou consolidada até a expulsão dos norte-americanos, no início da década de 70 do século passado. Os norte-americanos ao perceberem a iminência da derrota dos franceses ofereceram duas bombas atômicas emprestadas para que Paris pudesse fim à guerra. Os franceses tiveram o bom senso de não aceitá-las. Na década de 80 do século XX Israel colocou à disposição do presidente branco da África do Sul, Frederik Willem de Klerk, uma bomba atômica para acabar com a luta do povo negro e garantir a hegemonia da população branca,
minoritária. Era tarde. A mesma bomba foi oferecida a Pieter Willem Botha. Em 1994, após anos na prisão, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul e terminava o regime do apartheid. São Tomás de Aquino entendia que a guerra pode ser justa desde que preencha condições como ser declarada por uma autoridade legítima, ser por uma causa justa e ser conduzida sem ódio e excluindo a mentira (Suma Teológica, II, 40.).
João XXIII na encíclica MATER ET MAGISTRA considera válidos os recursos da luta armada quando esgotados todos os demais. Essa posição não foi revista pelo papa Paulo VI e nem no breve período de João Paulo I, o cardeal Albino Luciani. Os dois “papas” seguintes, João Paulo II e o atual Bento XVI tiveram e têm o caráter fascista da igreja absolutista e medieval. Bárbara. São criminosos. Os egípcios vivem um dilema. Não querem a ditadura militar de Mubarak e seus generais. Não toleram Omar Suleiman, o vice-presidente, ligado aos EUA e a Israel (responsável pelo massacre de milhares de palestinos que fugiam do genocídio do estado nazi/sionista, pela fronteira entre os dois países, Egito e Israel) e não acreditam que os velhos e corrompidos generais sejam capazes de restaurar a dignidade nacional e os direitos elementares do povo. A neutralidade dos militares é apenas a impossibilidade de massacrar o povo, o temor de um conflito que se espalhe por todo o Oriente Médio e ponha em risco os interesses dos norte-americanos e de Israel.
Quando os EUA ofereceram à França duas bombas atômicas para por fim à guerra da antiga Indochina nem por um instante se preocuparam com os milhares de mortos caso o governo de Paris tivesse aceito a oferta.
Não tiveram essa preocupação nem em Hiroshima e nem em Nagazaki quando a guerra já estava ganha e as duas bombas foram manifestações estúpidas de força e terrorismo. Nem Israel se preocupou com os negros africanos quando ofereceu uma bomba nuclear ao governo racista da África do Sul. O que importava ali,nas duas ocasiões, como o que importa hoje, são os“negócios”.A Europa Ocidental é uma região do mundo colonizada pelos Estados Unidos.Países como a Grã Bretanha, Suécia, Itália, Alemanha não têm autonomia
alguma diante de Washington.Os povos africanos, asiáticos, latino-americanos e o povo muçulmano são os
alvos do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Na década de 60 assumiram o controle das forças armadas dos países latino-americanos (a exceção de Cuba) e impuseram ditaduras cruéis e um poder militar sem entranhas. No Brasil inclusive.Despejam na Somália lixo atômico e consideram os somalis piratas por se revoltarem contra essa violação clara de sua soberania. Controlam a mídia privada em boa parte do mundo e se sustentam tanto no espetáculo como no terror dos seqüestros, assassinatos seletivos, campos de concentração, guerras contínuas onde a vitória não importa, importam os negócios. Os velhos generais egípcios e toda a sua arrogância – Mubarak é um deles
–foram derrotados em todas as ações militares que tentaram empreender contraIsrael e acabaram aceitando a tutela norte-americana (e o dinheiro lógico). São podres, estão carcomidos pela incompetência, pela corrupção e pela absoluta ausência de compromisso com o Egito. Não são diferentes da maioria esmagadora das forças armadas em todo o mundo, inclusive a nossa (não aceita a história real da ditadura, prefere manter oculta toda a barbárie do período). O indicativo de todo esse preconceito veio no discurso do primeiro-ministro britânico, David Cameron, moleque de recados dos EUA, ao anunciar que o multiculturalismo fracassou. Não é bem assim. Não interessa aos “donos” que o multiculturalismo seja uma realidade à medida que atrapalha os negócios e tanto a guerra como o terrorismo são grandes negócios.
A revolução egípcia não se resume à queda de Hosni Mubarak, um velho corrupto general/ditador. Omar Suleiman é inaceitável para o povo. Reormas constitucionais não vão garantir aos egípcios que suas vontades e aspirações se materializem. A constituição é autoritária, resulta de um
regime ilegítimo. Estamos assistindo ao começo do fim de um grande império, o norte-americano.
O presidente que cava mais fundo a cova desse império é um branco engraxado com graxa preta.
Esse tempo é o tempo da história, não é o tempo cronológico que quase sempre temos como referência.
A revolução egípcia, como antes a revolução islâmica no Irã, transcendem ao Egito, estão para além das fronteiras do Irã e não diz respeito apenas aos muçulmanos. Mas a todos os africanos, a todos os asiáticos, a todos os latino-americanos. Aos povos do leste europeu onde as hordas de bárbaros dos EUA tentam chegar das mais variadas formas.
É mais ou menos como disse um cidadão comum da Ucrânia. “Estamos ficando cansados de ver nossas mulheres prostituídas pelo Ocidente e os nossos povos escravizados pelo imperialismo dos americanos”.
É bem mais amplo o espectro da revolta de egípcios. Querem nos fazer crer, através da mídia privada e podre, que muçulmanos são bárbaros, são cruéis, atrasados, para que aceitemos a realidade de assassinos que matam professores e colegas em escolas por conta de uma nota baixa. Querem nos tornar obesos em todos os sentidos com os sanduíches Mcdonalds e toda a parafernália hollywoodiana que exportam.
O império está em declínio e a sociedade norte-americana está doente.
EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, a despeito dos discursos de paz e democracia, neste momento, se tornam bem mais perigosos, pois estão começando a perceber que não basta dar os anéis, terão que dar os dedos também. E não há ódio no coração dos egípcios. Maomé não revelou o ódio. A misericórdia sim. Mas a passividade diante dos inumanos não.Norte-americanos e nazi/sionistas não são humanos e o próprio povo de Israel começa a perceber essa realidade.
O mundo não se encerra em minúsculas doença Faustão ou BBB, mas na grandeza do ser humano como tal. É o que começa a ser mostrada no Egito, uma nação que traz consigo o germe de uma cultura extraordinária e uma história que não comporta nem gente como os velhos e corruptos generais Mubarak, muito menos Suleiman.
todo o mundo a neutralidade do exército egípcio na crise que vai levando de roldão a ditadura do general Hosni Mubarak. Os velhos generais que controlam as forças armadas são ligados ao ditador,
aliados de Israel e corrompidos pelos trinta anos de poder e privilégios.Se ainda não houve um massacre de revoltosos civis e desarmados é porque buscam uma alternativa a Mubarak que não mude coisa alguma. E porque não querem chocar o mundo com um banho de sangue. É resultado da ação dos Estados Unidos e suas colônias européias e dos interesses do governo nazi/sionista de Israel. É necessário não deixar rastros da barbárie. A mídia independente em países europeus, mesmo privada, já noticia que aviões israelenses desembarcaram no Cairo com armas especiais para dispersar protestos, manifestações, enfim, por fim à rebelião. Em dois de setembro de 1945 Ho Chi Min proclamou a independência da República Democrática do Vietnã. Na derrota militar francesa em Dien Bien Phu, a partilha do Vietnã ficou consolidada até a expulsão dos norte-americanos, no início da década de 70 do século passado. Os norte-americanos ao perceberem a iminência da derrota dos franceses ofereceram duas bombas atômicas emprestadas para que Paris pudesse fim à guerra. Os franceses tiveram o bom senso de não aceitá-las. Na década de 80 do século XX Israel colocou à disposição do presidente branco da África do Sul, Frederik Willem de Klerk, uma bomba atômica para acabar com a luta do povo negro e garantir a hegemonia da população branca,
minoritária. Era tarde. A mesma bomba foi oferecida a Pieter Willem Botha. Em 1994, após anos na prisão, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul e terminava o regime do apartheid. São Tomás de Aquino entendia que a guerra pode ser justa desde que preencha condições como ser declarada por uma autoridade legítima, ser por uma causa justa e ser conduzida sem ódio e excluindo a mentira (Suma Teológica, II, 40.).
João XXIII na encíclica MATER ET MAGISTRA considera válidos os recursos da luta armada quando esgotados todos os demais. Essa posição não foi revista pelo papa Paulo VI e nem no breve período de João Paulo I, o cardeal Albino Luciani. Os dois “papas” seguintes, João Paulo II e o atual Bento XVI tiveram e têm o caráter fascista da igreja absolutista e medieval. Bárbara. São criminosos. Os egípcios vivem um dilema. Não querem a ditadura militar de Mubarak e seus generais. Não toleram Omar Suleiman, o vice-presidente, ligado aos EUA e a Israel (responsável pelo massacre de milhares de palestinos que fugiam do genocídio do estado nazi/sionista, pela fronteira entre os dois países, Egito e Israel) e não acreditam que os velhos e corrompidos generais sejam capazes de restaurar a dignidade nacional e os direitos elementares do povo. A neutralidade dos militares é apenas a impossibilidade de massacrar o povo, o temor de um conflito que se espalhe por todo o Oriente Médio e ponha em risco os interesses dos norte-americanos e de Israel.
Quando os EUA ofereceram à França duas bombas atômicas para por fim à guerra da antiga Indochina nem por um instante se preocuparam com os milhares de mortos caso o governo de Paris tivesse aceito a oferta.
Não tiveram essa preocupação nem em Hiroshima e nem em Nagazaki quando a guerra já estava ganha e as duas bombas foram manifestações estúpidas de força e terrorismo. Nem Israel se preocupou com os negros africanos quando ofereceu uma bomba nuclear ao governo racista da África do Sul. O que importava ali,nas duas ocasiões, como o que importa hoje, são os“negócios”.A Europa Ocidental é uma região do mundo colonizada pelos Estados Unidos.Países como a Grã Bretanha, Suécia, Itália, Alemanha não têm autonomia
alguma diante de Washington.Os povos africanos, asiáticos, latino-americanos e o povo muçulmano são os
alvos do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Na década de 60 assumiram o controle das forças armadas dos países latino-americanos (a exceção de Cuba) e impuseram ditaduras cruéis e um poder militar sem entranhas. No Brasil inclusive.Despejam na Somália lixo atômico e consideram os somalis piratas por se revoltarem contra essa violação clara de sua soberania. Controlam a mídia privada em boa parte do mundo e se sustentam tanto no espetáculo como no terror dos seqüestros, assassinatos seletivos, campos de concentração, guerras contínuas onde a vitória não importa, importam os negócios. Os velhos generais egípcios e toda a sua arrogância – Mubarak é um deles
–foram derrotados em todas as ações militares que tentaram empreender contraIsrael e acabaram aceitando a tutela norte-americana (e o dinheiro lógico). São podres, estão carcomidos pela incompetência, pela corrupção e pela absoluta ausência de compromisso com o Egito. Não são diferentes da maioria esmagadora das forças armadas em todo o mundo, inclusive a nossa (não aceita a história real da ditadura, prefere manter oculta toda a barbárie do período). O indicativo de todo esse preconceito veio no discurso do primeiro-ministro britânico, David Cameron, moleque de recados dos EUA, ao anunciar que o multiculturalismo fracassou. Não é bem assim. Não interessa aos “donos” que o multiculturalismo seja uma realidade à medida que atrapalha os negócios e tanto a guerra como o terrorismo são grandes negócios.
A revolução egípcia não se resume à queda de Hosni Mubarak, um velho corrupto general/ditador. Omar Suleiman é inaceitável para o povo. Reormas constitucionais não vão garantir aos egípcios que suas vontades e aspirações se materializem. A constituição é autoritária, resulta de um
regime ilegítimo. Estamos assistindo ao começo do fim de um grande império, o norte-americano.
O presidente que cava mais fundo a cova desse império é um branco engraxado com graxa preta.
Esse tempo é o tempo da história, não é o tempo cronológico que quase sempre temos como referência.
A revolução egípcia, como antes a revolução islâmica no Irã, transcendem ao Egito, estão para além das fronteiras do Irã e não diz respeito apenas aos muçulmanos. Mas a todos os africanos, a todos os asiáticos, a todos os latino-americanos. Aos povos do leste europeu onde as hordas de bárbaros dos EUA tentam chegar das mais variadas formas.
É mais ou menos como disse um cidadão comum da Ucrânia. “Estamos ficando cansados de ver nossas mulheres prostituídas pelo Ocidente e os nossos povos escravizados pelo imperialismo dos americanos”.
É bem mais amplo o espectro da revolta de egípcios. Querem nos fazer crer, através da mídia privada e podre, que muçulmanos são bárbaros, são cruéis, atrasados, para que aceitemos a realidade de assassinos que matam professores e colegas em escolas por conta de uma nota baixa. Querem nos tornar obesos em todos os sentidos com os sanduíches Mcdonalds e toda a parafernália hollywoodiana que exportam.
O império está em declínio e a sociedade norte-americana está doente.
EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, a despeito dos discursos de paz e democracia, neste momento, se tornam bem mais perigosos, pois estão começando a perceber que não basta dar os anéis, terão que dar os dedos também. E não há ódio no coração dos egípcios. Maomé não revelou o ódio. A misericórdia sim. Mas a passividade diante dos inumanos não.Norte-americanos e nazi/sionistas não são humanos e o próprio povo de Israel começa a perceber essa realidade.
O mundo não se encerra em minúsculas doença Faustão ou BBB, mas na grandeza do ser humano como tal. É o que começa a ser mostrada no Egito, uma nação que traz consigo o germe de uma cultura extraordinária e uma história que não comporta nem gente como os velhos e corruptos generais Mubarak, muito menos Suleiman.
ALTO COMANDO MILITAR EGÍPCIO TEM SEDE EM WASHINGTON - Laerte Braga
O marechal Mohamed Hussein Tantawi, presidente do Supremo Conselho Militar do Egito e sucessor de Hosni Mubarak é parte da brutal ditadura contra a qual os egípcios se levantaram e obedece a Washington.
O ex-ditador não renunciou à “presidência da república”. Nem ele e nem o general Omar Suleiman, o “vice-presidente”. Na quinta-feira Mubarak discursou em rede nacional de televisão dizendo que permaneceria no poder até as eleições de setembro e na sexta, surpreendendo aos próprios revoltosos deixou o poder.
Entre quinta e sexta-feira o marechal Tantawi conversou cinco vezes por telefone com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. A última conversa foi após o pronunciamento de Mubarak e Gates disse ao marechal Tantawi que para manter a “ordem” e evitar o “caos” era necessário que Mubarak e Suleiman saíssem.
Quando se extrai um tumor maligno, ou a cirurgia remove o tumor e seu entorno, ou o tumor permanece vivo. Nada muda, apenas a sensação de mudança. É o que está acontecendo no Egito.
O governo provisório (pelo menos por enquanto, pode virar definitivo) vai afrouxar aqui e ali, mas só nos adereços, e as mudanças pretendidas pelos egípcios vai depender das ruas e da oficialidade jovem das forças armadas, fator decisivo na decisão dos EUA que determinaram ao marechal Tantawi o afastamento de Mubarak e Suleiman.
O alto comando militar egípcio tem sede em Washington e os velhos generais e marechais que comandam as forças armadas não diferem em nada de Hosni Mubarak, ele próprio, um marechal.
De uma certa forma o que vai acontecer é uma incógnita. Os próximos dias serão decisivos para a luta popular e a oficialidade jovem (muitos aderiram aos rebeldes na Praça da Libertação e isso foi vital para a decisão dos norte-americanos, o temor de uma rebelião dentro das forças armadas, o medo de perder o controle).
E transcendem ao Egito. Manifestações contra o governo ditatorial da Argélia estão sendo reprimidas de maneira violenta pela ditadura naquele país. No Iêmen o povo se levanta contra o governo e há indícios claros de insatisfação na Jordânia.
Chegam até a Israel, onde parte da população começa a perceber que os governos que sucederam a Rabin (assassinado por um fanático judeu logo após o acordo de paz assinado com Yasser Arafat) têm um caráter ditatorial e colocam em risco a segurança do país. Em Tel Aviv já acontecem manifestações pela paz com os palestinos, tanto quanto, líderes de movimentos de direitos humanos e pela paz são presos e condenados. Silenciados.
Se você acerta um lobo com um golpe não fatal o lobo se torna muito mais perigoso e apavorante que antes do golpe. É o caso dos EUA e toda a sua extensa rede de terror espalhada pelo mundo.
Imerso numa crise na qual se percebe o declínio do império, escora-se num arsenal bélico capaz de destruir o mundo quantas vezes for preciso para manter a democracia cristã e ocidental do deus mercado.
Não é uma nação, apenas um conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. E cada vez mais os norte-americanos vão se revelando um povo doente e fanático em sua imensa maioria.
Em Bruxelas, Bélgica, discutem um sistema antimísseis que cria um escudo protetor em toda a Europa e pretendem obter a concordância da Rússia, vale dizer, sua capitulação à OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – braço terrorista do conglomerado na Europa.
A ressurreição do nazismo foi anunciada pelo primeiro-ministro da principal colônia do conglomerado no velho mundo, David Cameron. Falou em fim do multiculturalismo. A existência, coexistência e convivência entre diferentes. Pacífica e harmoniosa.
O que se viu na Praça da Libertação foi um povo sem preconceitos, cristãos e muçulmanos lutando e rezando em comum pelo fim da barbárie.
E a barbárie está em Washington, em Tel Aviv, em países árabes governados por ditadores, na Europa colonizada e cercada de bases militares do conglomerado terrorista por todos os lados.
Neste sábado, em Roma e várias cidades italianas, milhares de cidadãos vão às ruas para mostrar sua indignação com o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, uma reedição esfarrapada do Duce. A grande chacota do mundo, mas que cumpre à risca o papel que lhe cabe nesse espetáculo determinado pelos EUA. Não por outra razão é um dos donos de um império midiático.
Quem pensa que GLOBO, FOLHA, VEJA, etc. existem só no Brasil se engana. Os terroristas do conglomerado, desde a derrota militar no Vietnã aperfeiçoaram e aumentaram o controle da mídia em quase todos os países do mundo. É o arsenal da mentira repetida à exaustão até que vire “verdade”.
Em Argel o ditador colocou nas ruas policiais (via de regra recrutados entre assassinos como fazia Mubarak) e militares (que em quase todo o mundo, Brasil inclusive, se atribuem o monopólio do patriotismo na versão de Samuel Jackson, “o último refúgio dos canalhas.”
O Comitê de Segurança Nacional da Câmara de Deputados do conglomerado EUA/ISAREL TERRORISMO S/A, numa audiência na quarta-feira, nove de fevereiro, deu seu aval à ordem do presidente branco – disfarçado de negro – Barack Obama, para que o imã Anwar al-Awlaki, seja assassinado pelos “serviços secretos”. É acusado de pertencer a Al Qaeda e ser “mais perigoso que Osama bin Laden.
O imã nasceu no Novo México, nos EUA, é filho do atual ministro da Agricultura do Iêmen e acusado de vários “crimes de terrrorismo”. O espírito democrático, cristão e ocidental de Obama entende que deva ser assassinado em nome da liberdade e outras coisas mais, no fundo, para não atrapalhar os “negócios”.
O deus mercado exige sacrifício de mortais comuns que se oponham ao uso de tênis de marca, ao consumo de sanduíches Mcdonalds, se recusem a assistir as tevês do grande irmão, ou ouvir a suas rádios e ler seus jornais e revistas. A aceitar a ordem suprema e despirem-se da condição de humanos. Mortos vivos.
O que egípcios – cristãos e muçulmanos – mostraram ao mundo é que é possível sair da escuridão e enxergar o sol. É claro que a luta não termina na saída de Mubarak, é mais ampla e estende-se às nações de todo o mundo.
No terceiro dia do julgamento do pedido de extradição de Julian Assange feito pela antiga Suécia – importante base do conglomerado na Europa – o juiz Howard Ridlle pediu mais tempo para decidir se aceita ou não o pedido.
A falta de provas dos crimes imputados a Assange, responsável por revelar através do WIKILEAKS toda a podridão e terror do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, deve ter sido o motivo. Vão tentar encontrar formas de entregar Assange a Suécia para que no curso normal de uma ação criminosa ele possa ser levado aos EUA e julgado. Corre o risco da pena de morte. De qualquer forma, para extraditá-lo vão precisar de muitos coelhos e muitas cartolas.
O último ministro das Relações Exteriores do Brasil (o atual é funcionário do Departamento de Estado do conglomerado), Celso Amorim, em entrevista telefônica a CARTA MAIOR – mídia limpa, sadia – afirmou que “as revoluções populares que o mundo assiste agora especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados amigos do Ocidente que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional”. E fulminou – “isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”.
O que chamam de chanceler brasileiro atualmente, Antônio Patriota, prepara-se para um encontro com Hilary Clinton no dia vinte e três. Vai sem sapatos e submisso, doido para ganhar uma cadeira permanente num conselho denominado de segurança. A instância maior das Nações Unidas, onde cinco países têm o direito de veto a qualquer proposta que contrarie seus interesses.
Quer o status e o direito de dizer amém.
Mohamed Hussein Tantawi, o marechal egípcio que assumiu o governo daquele país é só um nome. Poderia ser David Cameron, Sílvio Berlusconi, o primeiro-ministro sueco, Antônio Patriota, poderia ser José Sarney, por exemplo, que guarda com Hosni Mubarak e Omar Suleiman os mesmos cabelos pintados, provavelmente com tintura importada/doada pelo conglomerado (percepção do deputado Chico Alencar).
É por aí que o Egito e os egípcios transcendem a si próprios e se estendem por todo o mundo.
A luta pela sobrevivência do ser humano não será ganha em shoppings e nem diante da telinha inebriado com o BBB. Mas nas praças e ainda não terminou para os egípcios e nem começou para muitos povos.
É de sobrevivência. A suástica está em marcha, viva e feroz, no conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, no discurso de David Cameron, um dos porta-vozes da barbárie.
Por trás daquele discurso vazio e sem sentido de Obama na sexta-feira após a saída de Mubarak, o que existe de fato é o cinismo da estupidez e da violência do conglomerado. Palavras ocas para fora e ordens de assassinato para dentro.
O ex-ditador não renunciou à “presidência da república”. Nem ele e nem o general Omar Suleiman, o “vice-presidente”. Na quinta-feira Mubarak discursou em rede nacional de televisão dizendo que permaneceria no poder até as eleições de setembro e na sexta, surpreendendo aos próprios revoltosos deixou o poder.
Entre quinta e sexta-feira o marechal Tantawi conversou cinco vezes por telefone com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. A última conversa foi após o pronunciamento de Mubarak e Gates disse ao marechal Tantawi que para manter a “ordem” e evitar o “caos” era necessário que Mubarak e Suleiman saíssem.
Quando se extrai um tumor maligno, ou a cirurgia remove o tumor e seu entorno, ou o tumor permanece vivo. Nada muda, apenas a sensação de mudança. É o que está acontecendo no Egito.
O governo provisório (pelo menos por enquanto, pode virar definitivo) vai afrouxar aqui e ali, mas só nos adereços, e as mudanças pretendidas pelos egípcios vai depender das ruas e da oficialidade jovem das forças armadas, fator decisivo na decisão dos EUA que determinaram ao marechal Tantawi o afastamento de Mubarak e Suleiman.
O alto comando militar egípcio tem sede em Washington e os velhos generais e marechais que comandam as forças armadas não diferem em nada de Hosni Mubarak, ele próprio, um marechal.
De uma certa forma o que vai acontecer é uma incógnita. Os próximos dias serão decisivos para a luta popular e a oficialidade jovem (muitos aderiram aos rebeldes na Praça da Libertação e isso foi vital para a decisão dos norte-americanos, o temor de uma rebelião dentro das forças armadas, o medo de perder o controle).
E transcendem ao Egito. Manifestações contra o governo ditatorial da Argélia estão sendo reprimidas de maneira violenta pela ditadura naquele país. No Iêmen o povo se levanta contra o governo e há indícios claros de insatisfação na Jordânia.
Chegam até a Israel, onde parte da população começa a perceber que os governos que sucederam a Rabin (assassinado por um fanático judeu logo após o acordo de paz assinado com Yasser Arafat) têm um caráter ditatorial e colocam em risco a segurança do país. Em Tel Aviv já acontecem manifestações pela paz com os palestinos, tanto quanto, líderes de movimentos de direitos humanos e pela paz são presos e condenados. Silenciados.
Se você acerta um lobo com um golpe não fatal o lobo se torna muito mais perigoso e apavorante que antes do golpe. É o caso dos EUA e toda a sua extensa rede de terror espalhada pelo mundo.
Imerso numa crise na qual se percebe o declínio do império, escora-se num arsenal bélico capaz de destruir o mundo quantas vezes for preciso para manter a democracia cristã e ocidental do deus mercado.
Não é uma nação, apenas um conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. E cada vez mais os norte-americanos vão se revelando um povo doente e fanático em sua imensa maioria.
Em Bruxelas, Bélgica, discutem um sistema antimísseis que cria um escudo protetor em toda a Europa e pretendem obter a concordância da Rússia, vale dizer, sua capitulação à OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – braço terrorista do conglomerado na Europa.
A ressurreição do nazismo foi anunciada pelo primeiro-ministro da principal colônia do conglomerado no velho mundo, David Cameron. Falou em fim do multiculturalismo. A existência, coexistência e convivência entre diferentes. Pacífica e harmoniosa.
O que se viu na Praça da Libertação foi um povo sem preconceitos, cristãos e muçulmanos lutando e rezando em comum pelo fim da barbárie.
E a barbárie está em Washington, em Tel Aviv, em países árabes governados por ditadores, na Europa colonizada e cercada de bases militares do conglomerado terrorista por todos os lados.
Neste sábado, em Roma e várias cidades italianas, milhares de cidadãos vão às ruas para mostrar sua indignação com o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, uma reedição esfarrapada do Duce. A grande chacota do mundo, mas que cumpre à risca o papel que lhe cabe nesse espetáculo determinado pelos EUA. Não por outra razão é um dos donos de um império midiático.
Quem pensa que GLOBO, FOLHA, VEJA, etc. existem só no Brasil se engana. Os terroristas do conglomerado, desde a derrota militar no Vietnã aperfeiçoaram e aumentaram o controle da mídia em quase todos os países do mundo. É o arsenal da mentira repetida à exaustão até que vire “verdade”.
Em Argel o ditador colocou nas ruas policiais (via de regra recrutados entre assassinos como fazia Mubarak) e militares (que em quase todo o mundo, Brasil inclusive, se atribuem o monopólio do patriotismo na versão de Samuel Jackson, “o último refúgio dos canalhas.”
O Comitê de Segurança Nacional da Câmara de Deputados do conglomerado EUA/ISAREL TERRORISMO S/A, numa audiência na quarta-feira, nove de fevereiro, deu seu aval à ordem do presidente branco – disfarçado de negro – Barack Obama, para que o imã Anwar al-Awlaki, seja assassinado pelos “serviços secretos”. É acusado de pertencer a Al Qaeda e ser “mais perigoso que Osama bin Laden.
O imã nasceu no Novo México, nos EUA, é filho do atual ministro da Agricultura do Iêmen e acusado de vários “crimes de terrrorismo”. O espírito democrático, cristão e ocidental de Obama entende que deva ser assassinado em nome da liberdade e outras coisas mais, no fundo, para não atrapalhar os “negócios”.
O deus mercado exige sacrifício de mortais comuns que se oponham ao uso de tênis de marca, ao consumo de sanduíches Mcdonalds, se recusem a assistir as tevês do grande irmão, ou ouvir a suas rádios e ler seus jornais e revistas. A aceitar a ordem suprema e despirem-se da condição de humanos. Mortos vivos.
O que egípcios – cristãos e muçulmanos – mostraram ao mundo é que é possível sair da escuridão e enxergar o sol. É claro que a luta não termina na saída de Mubarak, é mais ampla e estende-se às nações de todo o mundo.
No terceiro dia do julgamento do pedido de extradição de Julian Assange feito pela antiga Suécia – importante base do conglomerado na Europa – o juiz Howard Ridlle pediu mais tempo para decidir se aceita ou não o pedido.
A falta de provas dos crimes imputados a Assange, responsável por revelar através do WIKILEAKS toda a podridão e terror do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, deve ter sido o motivo. Vão tentar encontrar formas de entregar Assange a Suécia para que no curso normal de uma ação criminosa ele possa ser levado aos EUA e julgado. Corre o risco da pena de morte. De qualquer forma, para extraditá-lo vão precisar de muitos coelhos e muitas cartolas.
O último ministro das Relações Exteriores do Brasil (o atual é funcionário do Departamento de Estado do conglomerado), Celso Amorim, em entrevista telefônica a CARTA MAIOR – mídia limpa, sadia – afirmou que “as revoluções populares que o mundo assiste agora especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados amigos do Ocidente que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional”. E fulminou – “isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”.
O que chamam de chanceler brasileiro atualmente, Antônio Patriota, prepara-se para um encontro com Hilary Clinton no dia vinte e três. Vai sem sapatos e submisso, doido para ganhar uma cadeira permanente num conselho denominado de segurança. A instância maior das Nações Unidas, onde cinco países têm o direito de veto a qualquer proposta que contrarie seus interesses.
Quer o status e o direito de dizer amém.
Mohamed Hussein Tantawi, o marechal egípcio que assumiu o governo daquele país é só um nome. Poderia ser David Cameron, Sílvio Berlusconi, o primeiro-ministro sueco, Antônio Patriota, poderia ser José Sarney, por exemplo, que guarda com Hosni Mubarak e Omar Suleiman os mesmos cabelos pintados, provavelmente com tintura importada/doada pelo conglomerado (percepção do deputado Chico Alencar).
É por aí que o Egito e os egípcios transcendem a si próprios e se estendem por todo o mundo.
A luta pela sobrevivência do ser humano não será ganha em shoppings e nem diante da telinha inebriado com o BBB. Mas nas praças e ainda não terminou para os egípcios e nem começou para muitos povos.
É de sobrevivência. A suástica está em marcha, viva e feroz, no conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, no discurso de David Cameron, um dos porta-vozes da barbárie.
Por trás daquele discurso vazio e sem sentido de Obama na sexta-feira após a saída de Mubarak, o que existe de fato é o cinismo da estupidez e da violência do conglomerado. Palavras ocas para fora e ordens de assassinato para dentro.
"RECALQUE DESCOLADO E INFANTIL" - A EMBAIXADA DOS EUA- Laerte Braga
Não encontrei, pelo menos onde fui pesquisar, nada sobre “recalque descolado e infantil” na literatura específica (Psiquiatria, Psicanálise ou Psicologia). E olhe que procurei. Três ou quatro “vade mecum” pelo menos.
Em quatro de novembro de 1979 estudantes iranianos invadiram a embaixada dos EUA em Terra, fizeram cinqüenta e dois reféns e elegeram, em 1980, Ronald Reagan presidente. Vinte minutos após o discurso de posse de Reagan a embaixada foi desocupada e os reféns liberados. Num gesto de “bondade” Reagan pediu ao candidato derrotado e ex-presidente Jimmy Carter que fosse recebê-los, afinal, todo o processo fora negociado em seu governo.
É óbvio que os estudantes iranianos não tinham o desejo de influir no processo eleitoral nos Estados Unidos. A ocupação da embaixada foi em novembro 1979 e as eleições presidenciais em dezembro de 1980.
Terminado o período de sigilo que se impõe a documentos públicos nos EUA (vinte e cinco anos em alguns casos, cinqüenta em outros), comprovou-se que as negociações haviam chegado a termo satisfatório vinte dias antes das eleições presidenciais e a diplomacia/burocracia, basicamente republicana, segurou o desfecho para ajudar a eleger Reagan, logo derrotar Carter.
Como a fraude que colocou Bush no poder.
De novembro de 1979 a dezembro de 1980, Jimmy Carter viveu a cada dia o drama dos sucessivos fracassos para a desocupação da embaixada, inclusive patéticas operações de resgate a partir de mariners, mercenários, o de sempre, em se tratando de norte-americanos.
O primeiro presidente a detectar o caráter de conglomerado dos EUA foi um general. Dwight Eisenhower (eleito em 1952 e reeleito em 1956), comandante das forças aliadas na IIª Grande Guerra Mundial. Usou a expressão “complexo industrial e militar”, mais ou menos o que o escritor John dos Passos havia entendido décadas antes.
Imagino que “recalque descolado e infantil” sejam antolhos partidários, sinos que só ribombam quando você está passando pelo qüinquagésimo andar e acredita que “até ali tudo bem”. A concepção que tudo é uma bandeira, quem sabe uma câmera e uma idéia na cabeça. Ou um computador e o que se supõe seja idéia, seja a realidade. No fim desse tudo há um chão. É ali que você vai se esborrachar. O clássico “morreu na contramão atrapalhando o trânsito”. Há um chão e mais que orelha de livros e palavras de ordem.
Os estudantes iranianos queriam a extradição de Reza Pahlevi, o último xá do Irã, acusado de vários crimes contra seu país e seu povo. Estava exilado nos EUA. O xá, um velho aliado dos norte-americanos, apoiou em 1953 um golpe que derrubou o governo eleito pelo voto de Mohammad Mossadegh (primeiro-ministro), por seu caráter nacionalista.
Uma das primeiras lembranças de Barack Obama ao tomar conhecimento da revolução em curso no Egito foi essa. O ano de 2011 marca o início da campanha eleitoral de 2012 e enfraquecido pelos maus resultados de seu governo (ariano com o ator principal engraxado com graxa preta), sabe que, neste momento, as chances de reeleição são mínimas. Sua sorte é a falta de lideranças republicanas e a direita nos EUA não gostaria de repetir a dose John McCain. Mas guarda um ás na manga, quem sabe?
Tornou-se necessário ouvir o clamor do povo egípcio, tentar acalmar o povo da Tunísia, evitar que o movimento atinja a Argélia, a Jordânia, o Iemem e outros países árabes, mas de um jeito tal que tudo parecesse mudar, sem que nada de fato mudassse. Ou que tudo pareça mudar, mas permaneça como está. Novos atores em cena, novos cenários, a mesma peça.
São dois jogos jogados a um só tempo. O jogo para fora, que faz coro às manifestações em todo o mundo contra a ditadura no Egito, as revelações sobre a natureza perversa e brutal do regime.O jogo para dentro, em que republicanos apóiam o presidente (afinal não podem tocar fogo no Oriente Médio), mas torcem para que Obama falhe.
Não podem entrar em campo nem George pai, nem George Filho, mas Jeb Bush está tinindo e pronto para isso. Por enquanto é um ás de paus, de espadas, no máximo de copas, quem sabe em um ano um ás de ouros?
Há quem diga que George filho quando derrubou Saddam Hussein mostrou ao pai como se faz uma guerra.
O fato real não é percebido por nenhum dos lados nesse jogo para dentro, pois disputam o controle do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. O dia seguinte é bomba e pronto.
A cada manhã no Egito, nasce um novo Egito. E se estende para além de suas fronteiras.
Seria interessante lembrar Napoleão. “Soldados, quarenta séculos vos contemplam”. Extasiado diante das pirâmides.
Napoleão entendia as pirâmides, os soldados não.
Como, para dar um exemplo em nosso País, Dilma não entende que toda essa trama em torno do “apagão” é parte de um processo que busca os velhos tempos de privatizações de FHC. Eliane Catanhede, mistura de jornalista tucana e pústula, deixou isso claro numa das agências norte-americanas que operam entre nós, a GLOBO.
Dilma quer uma transição “pacífica e democrática no Egito”. Igualzinho Obama. No fim a culpa é de empresas estatais “paquidérmicas” e sem a eficiência feérica dos “colados adultos”. Com certeza não é recalque. É viseira mesmo.
“Pelas ruas indecisos cordões que acreditam nas flores vencendo canhões...”
O que Jimmy Carter não entendeu e Obama entende, até porque seu nome completo é Barack Hussein Obama, é que o povo do Islã não quer a guerra, não carrega o ódio e traz consigo a misericórdia descrita com precisão pelo profeta Maomé.
O Egito transcende ao Egito.
Mas em Maomé não há a passividade burocrática/diplomática cristã, democrática e ocidental.
Se a montanha não vem a Maomé, como o dito popular, Maomé vai à montanha.
É por isso que o Egito transcende ao Egito. Deita ramas pelo Oriente Médio, pela Ásia, África e América Latina.
O discurso de David Cameron ressuscitando MEIN KAMPF e suas práticas odiosas estampa o medo que está além de eleições. Colado e adulto no preconceito.
Mubarak, um general que comandou a força aérea egípcia na guerra dos Seis Dias e teve seus aviões destroçados em terra não é só Hosni. É Suleiman, todo o modelo em quase todos os povos e países árabes.
Varrer com essa gente é só uma questão de tempo histórico.
Colado e adulto. Lá e aqui. Sem antolhos, sem viseiras, mas nas praças. Sem psicologia de botequim (e olhe que botequim é uma instituição respeitável).
Tanto faz que o faraó seja Hosni, ou Suleiman, aqui vamos acabar coroando Eike, ou Daniel.
Importante é entender os ventos que sopram do deserto.
Hosni saiu? Vai sair? Não é o bastante, toda a tralha norte-americana/sionista tem que sair também.
Que as bênçãos e os ventos soprados por Alah estejam com Tarso, o que começou a colocar os pingos nos iis.
Em quatro de novembro de 1979 estudantes iranianos invadiram a embaixada dos EUA em Terra, fizeram cinqüenta e dois reféns e elegeram, em 1980, Ronald Reagan presidente. Vinte minutos após o discurso de posse de Reagan a embaixada foi desocupada e os reféns liberados. Num gesto de “bondade” Reagan pediu ao candidato derrotado e ex-presidente Jimmy Carter que fosse recebê-los, afinal, todo o processo fora negociado em seu governo.
É óbvio que os estudantes iranianos não tinham o desejo de influir no processo eleitoral nos Estados Unidos. A ocupação da embaixada foi em novembro 1979 e as eleições presidenciais em dezembro de 1980.
Terminado o período de sigilo que se impõe a documentos públicos nos EUA (vinte e cinco anos em alguns casos, cinqüenta em outros), comprovou-se que as negociações haviam chegado a termo satisfatório vinte dias antes das eleições presidenciais e a diplomacia/burocracia, basicamente republicana, segurou o desfecho para ajudar a eleger Reagan, logo derrotar Carter.
Como a fraude que colocou Bush no poder.
De novembro de 1979 a dezembro de 1980, Jimmy Carter viveu a cada dia o drama dos sucessivos fracassos para a desocupação da embaixada, inclusive patéticas operações de resgate a partir de mariners, mercenários, o de sempre, em se tratando de norte-americanos.
O primeiro presidente a detectar o caráter de conglomerado dos EUA foi um general. Dwight Eisenhower (eleito em 1952 e reeleito em 1956), comandante das forças aliadas na IIª Grande Guerra Mundial. Usou a expressão “complexo industrial e militar”, mais ou menos o que o escritor John dos Passos havia entendido décadas antes.
Imagino que “recalque descolado e infantil” sejam antolhos partidários, sinos que só ribombam quando você está passando pelo qüinquagésimo andar e acredita que “até ali tudo bem”. A concepção que tudo é uma bandeira, quem sabe uma câmera e uma idéia na cabeça. Ou um computador e o que se supõe seja idéia, seja a realidade. No fim desse tudo há um chão. É ali que você vai se esborrachar. O clássico “morreu na contramão atrapalhando o trânsito”. Há um chão e mais que orelha de livros e palavras de ordem.
Os estudantes iranianos queriam a extradição de Reza Pahlevi, o último xá do Irã, acusado de vários crimes contra seu país e seu povo. Estava exilado nos EUA. O xá, um velho aliado dos norte-americanos, apoiou em 1953 um golpe que derrubou o governo eleito pelo voto de Mohammad Mossadegh (primeiro-ministro), por seu caráter nacionalista.
Uma das primeiras lembranças de Barack Obama ao tomar conhecimento da revolução em curso no Egito foi essa. O ano de 2011 marca o início da campanha eleitoral de 2012 e enfraquecido pelos maus resultados de seu governo (ariano com o ator principal engraxado com graxa preta), sabe que, neste momento, as chances de reeleição são mínimas. Sua sorte é a falta de lideranças republicanas e a direita nos EUA não gostaria de repetir a dose John McCain. Mas guarda um ás na manga, quem sabe?
Tornou-se necessário ouvir o clamor do povo egípcio, tentar acalmar o povo da Tunísia, evitar que o movimento atinja a Argélia, a Jordânia, o Iemem e outros países árabes, mas de um jeito tal que tudo parecesse mudar, sem que nada de fato mudassse. Ou que tudo pareça mudar, mas permaneça como está. Novos atores em cena, novos cenários, a mesma peça.
São dois jogos jogados a um só tempo. O jogo para fora, que faz coro às manifestações em todo o mundo contra a ditadura no Egito, as revelações sobre a natureza perversa e brutal do regime.O jogo para dentro, em que republicanos apóiam o presidente (afinal não podem tocar fogo no Oriente Médio), mas torcem para que Obama falhe.
Não podem entrar em campo nem George pai, nem George Filho, mas Jeb Bush está tinindo e pronto para isso. Por enquanto é um ás de paus, de espadas, no máximo de copas, quem sabe em um ano um ás de ouros?
Há quem diga que George filho quando derrubou Saddam Hussein mostrou ao pai como se faz uma guerra.
O fato real não é percebido por nenhum dos lados nesse jogo para dentro, pois disputam o controle do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. O dia seguinte é bomba e pronto.
A cada manhã no Egito, nasce um novo Egito. E se estende para além de suas fronteiras.
Seria interessante lembrar Napoleão. “Soldados, quarenta séculos vos contemplam”. Extasiado diante das pirâmides.
Napoleão entendia as pirâmides, os soldados não.
Como, para dar um exemplo em nosso País, Dilma não entende que toda essa trama em torno do “apagão” é parte de um processo que busca os velhos tempos de privatizações de FHC. Eliane Catanhede, mistura de jornalista tucana e pústula, deixou isso claro numa das agências norte-americanas que operam entre nós, a GLOBO.
Dilma quer uma transição “pacífica e democrática no Egito”. Igualzinho Obama. No fim a culpa é de empresas estatais “paquidérmicas” e sem a eficiência feérica dos “colados adultos”. Com certeza não é recalque. É viseira mesmo.
“Pelas ruas indecisos cordões que acreditam nas flores vencendo canhões...”
O que Jimmy Carter não entendeu e Obama entende, até porque seu nome completo é Barack Hussein Obama, é que o povo do Islã não quer a guerra, não carrega o ódio e traz consigo a misericórdia descrita com precisão pelo profeta Maomé.
O Egito transcende ao Egito.
Mas em Maomé não há a passividade burocrática/diplomática cristã, democrática e ocidental.
Se a montanha não vem a Maomé, como o dito popular, Maomé vai à montanha.
É por isso que o Egito transcende ao Egito. Deita ramas pelo Oriente Médio, pela Ásia, África e América Latina.
O discurso de David Cameron ressuscitando MEIN KAMPF e suas práticas odiosas estampa o medo que está além de eleições. Colado e adulto no preconceito.
Mubarak, um general que comandou a força aérea egípcia na guerra dos Seis Dias e teve seus aviões destroçados em terra não é só Hosni. É Suleiman, todo o modelo em quase todos os povos e países árabes.
Varrer com essa gente é só uma questão de tempo histórico.
Colado e adulto. Lá e aqui. Sem antolhos, sem viseiras, mas nas praças. Sem psicologia de botequim (e olhe que botequim é uma instituição respeitável).
Tanto faz que o faraó seja Hosni, ou Suleiman, aqui vamos acabar coroando Eike, ou Daniel.
Importante é entender os ventos que sopram do deserto.
Hosni saiu? Vai sair? Não é o bastante, toda a tralha norte-americana/sionista tem que sair também.
Que as bênçãos e os ventos soprados por Alah estejam com Tarso, o que começou a colocar os pingos nos iis.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Veja quem comandará a Câmara e o Senado nos próximos dois anos - Para ver o quadro inteiro é necessário aumentar a imagem do Blog no ecrã - BBT
Em uma eleição marcada por poucas surpresas e pela continuidade, os deputados e senadores escolheram nesta terça-feira (1º) os novos membros de suas Mesas Diretoras. No Senado, o peemedebista José Sarney (AP) foi reeleito para o seu quarto mandato, enquanto na Câmara o deputado Marco Maia (PT-RS) obteve a maioria dos votos e vai comandar a Casa nos próximos dois anos.
Com as maiores bancadas no Senado, PT e PMDB mantiveram sob controle dos aliados os principais cargos. As suplências ainda serão negociadas entre os demais partidos e votadas numa sessão extraordinária marcada para esta quarta-feira (2).
As conversas também envolvem as presidências de comissões temáticas na Casa. PSDB e DEM, sem assentos na Mesa, deverão ficar com as comissões de Infraestrutura e Agricultura, respectivamente.
Hezbollah diz que invadirá Israel se Líbano sofrer ataque - BBT
O Hezbollah ordenará a seus combatentes que tomem o controle da Galileia, no norte de Israel, se as forças israelenses atacarem novamente o Líbano, advertiu nesta quarta-feira (16) o chefe do partido xiita armado libanês, Hassan Nasrallah.
Ele também ameaçou atacar diretamente os dirigentes israelenses.
Nasrallah fez estas declarações em resposta às afirmações do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, que afirmou, por ocasião de um visita à fronteira norte, na terça-feira, que o Exécito israelense não exclui entrar de novo no Líbano.
- Digo aos combatentes da resistência islâmica [Hezbollah] que fiquem prontos: se ocorrer uma guerra no Líbano, o comando da resistência pode pedir a vocês que tomem o controle da Galileia, ou seja, que libertem a Galileia.
O discurso de Nasrallah foi transmitido por telões e aplaudido por centenas de simpatizantes.
Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados
Ele também ameaçou atacar diretamente os dirigentes israelenses.
Nasrallah fez estas declarações em resposta às afirmações do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, que afirmou, por ocasião de um visita à fronteira norte, na terça-feira, que o Exécito israelense não exclui entrar de novo no Líbano.
- Digo aos combatentes da resistência islâmica [Hezbollah] que fiquem prontos: se ocorrer uma guerra no Líbano, o comando da resistência pode pedir a vocês que tomem o controle da Galileia, ou seja, que libertem a Galileia.
O discurso de Nasrallah foi transmitido por telões e aplaudido por centenas de simpatizantes.
Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados
Nova chefe da Polícia Civil anuncia troca da cúpula da instituição - Barbet
A nova chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Martha Rocha, anunciou nesta quarta-feira (16) o nome do delegado Fernando Veloso como subchefe-operacional da instituição. Antes ele ocupava o posto de titular da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), na zona sul da capital. O posto já foi ocupado pelo delegado Carlos Oliveira, preso na semana passada na operação Guilhotina sob suspeita de envolvimento em corrupção e venda de armas.
Confira também
"Vou fazer mudanças necessárias", diz nova chefe...Além de Veloso, Martha também anunciou o delegado Sérgio Caldas, atualmente titular da 78ª DP (Fonseca), em Niterói, como subchefe-administrativo da Polícia Civil. Ele também já foi diretor da Acadepol (Academia de Polícia) e diretor-operacional de polícia da capital.
A nova chefe da Polícia Civil manteve Gilson Emiliano como corregedor da instituição. O chefe de gabinete de Martha será Luiz Zettermann, que já foi sub-corregedor da instituição.
Martha assumiu na última terça-feira (15) o posto de chefe da instituição, depois da queda de Allan Turnowski, desgastado por ser alvo de investigação da Polícia Federal e por seu ex-braço direito, Oliveira, ter sido preso na operação Guilhotina.
Confira também
"Vou fazer mudanças necessárias", diz nova chefe...Além de Veloso, Martha também anunciou o delegado Sérgio Caldas, atualmente titular da 78ª DP (Fonseca), em Niterói, como subchefe-administrativo da Polícia Civil. Ele também já foi diretor da Acadepol (Academia de Polícia) e diretor-operacional de polícia da capital.
A nova chefe da Polícia Civil manteve Gilson Emiliano como corregedor da instituição. O chefe de gabinete de Martha será Luiz Zettermann, que já foi sub-corregedor da instituição.
Martha assumiu na última terça-feira (15) o posto de chefe da instituição, depois da queda de Allan Turnowski, desgastado por ser alvo de investigação da Polícia Federal e por seu ex-braço direito, Oliveira, ter sido preso na operação Guilhotina.
[Carta O BERRO] Nossas crianças sob risco - Vanderley-Revista
Marcio Bontempo *,
Para entendermos bem os efeitos ou a influência da alimentação sobre a saúde dos estudantes e os reflexos desses fatores sobre o aprendizado, devemos dividir a faixa etária infantojuvenil segundo a sua classe social ou econômica.
É bem sabido que as classes mais pobres apresentam um tipo de alimentação quantitativamente mais deficiente, com tendência a problemas de ordem carencial, como anemias, deficiências imunológicas, raquitismo, verminoses, parasitoses em geral e maior tendência também às viroses comuns da infância (caxumba, varicela, sarampo, rubéola) e infecções. As classes mais ricas, incluindo a classe média, possuem uma alimentação quantitativamente mais completa e apresentam menor incidência desses problemas, mas mostram incidência de outros, como alergias respiratórias e obesidade. No entanto, devido à alimentação industrializada - empobrecida nutricionalmente e rica em aditivos e componentes nocivos - há uma diminuição qualitativa da saúde em todas as classes sociais, determinando alguns problemas comuns de saúde como cárie dentária (menor nas classes mais abastadas devido à possibilidade de assistência odontológica particular, mas com tendência praticamente igual pela falta de escovação após as merendas e lanches), desmotivação, dificuldade de aprendizagem, ansiedade e doenças crônicas.
Estes dados importantes são motivo de discussão entre autoridades sanitárias e educacionais. A maior possibilidade de acesso por parte das crianças e adolescentes das classes média e alta a alimentos industrializados e proteínas animais condicionadas (ou mesmo as comuns) os expõe a perigos bem maiores, ou seja, doenças degenerativas produzidas pelo excesso alimentar, como o câncer em geral (a leucemia, em particular) as doenças reumáticas, o diabetes e as síndromes de incidência mais recente, como mieloma múltiplo, miastenia gravis, artrite reumatóide e doenças autoimunes em geral. Isso pode ser facilmente comprovado se observarmos estatísticas oficiais que mostram maior incidência de doenças degenerativas e crônicas nos países mais desenvolvidos que adotam a dieta industrializada. Por isso, mesmo que as classes mais pobres possuam uma dieta mais carente, são menos expostas às doenças degenerativas. Em outras palavras, as classes mais favorecidas apresentam qualidade biológica menor. Certamente, por conta da alimentação industrializada, este quadro se inverteu e surpreendeu a muitos nutricionistas e autoridades sanitárias, pois até há pouco tempo acreditava-se que uma alimentação pobre em nutrientes era a causa de numerosas doenças. Hoje, as estatísticas apontam que há mais riscos de doenças com uma alimentação excessiva do que com uma carente. Some-se a isso o fato de que as classes mais pobres geralmente têm acesso a certos alimentos hoje considerados como funcionais ou como fonte de elementos protetores da saúde, como folhas verdes, hortaliças, frutas regionais, rapadura, farinhas, cereais naturais etc. Em contraste, as classes mais ricas acostumaram-se a consumir produtos altamente elaborados: enlatados, empacotados, fritos, ricos em colesterol e açúcar como os chips, a salsicharia, o presunto, os laticínios gordurosos, o pão branco, os cereais matinais empobrecidos em nutrientes mas repletos de sacarose e aditivos, a proteína animal além das necessidades do organismo e outros de difícil aquisição pelas classes mais pobres devido ao custo elevado.
Infelizmente há, no entanto, alguns produtos industrializados de baixo custo – repletos de corantes, aromatizantes e conservantes, gorduras trans, calorias vazias e colesterol, principalmente em guloseimas, chips, doces, sorvetes e refrigerantes – e de fácil acesso também às crianças pertencentes a classes mais pobres, o que expõe uma classe intermediária a maiores problemas que as classes situadas nos extremos de uma escala social e econômica, pois além de uma dieta carente, absorvem também produtos químicos artificiais prejudiciais. De qualquer modo, todas as crianças e adolescentes estão sujeitos a problemas de saúde que põem em risco a saúde e, consequentemente, a capacidade de aprender.
Neste ponto, somos forçados a aceitar que muitos desses problemas dependerão de aspectos individuais, de fatores familiares, genéticos, raciais, culturais, regionais e de idiossincrasias de cada organismo.
A pergunta é: até que ponto as carências nutricionais, bem como os efeitos da má alimentação e da alimentação industrializada são responsáveis ou contribuem para a desmotivação, o baixo rendimento escolar, a reprovação e o abandono dos estudos? E até que ponto são esses fatores resultantes de uma saúde geral deficiente, também motivados pela dieta precária ou rica em aditivos debilitantes? Esta pergunta abre caminho para outra: temos condições de avaliar completa e amplamente todos os efeitos negativos da alimentação industrializada, principalmente aquela consumida nas escolas e nos lares, sobre os organismos das crianças e jovens? Isso nos leva a mais uma pergunta preocupante: até que ponto a má qualidade alimentar, em todas as faixas sociais de alunos, está prejudicando a qualidade de ensino no Brasil?
Enquanto não pudermos responder a estas perguntas, devemos procurar meios para melhorar a qualidade e a quantidade do que os nossos filhos, alunos e estudantes estão comendo. Antes, apenas as deficiências de ferro, de cálcio, vitaminas A e proteínas eram motivo de atenção e estavam diretamente envolvidas com numerosas situações anômalas capazes de produzir tais efeitos. Atualmente, a alimentação industrializada é mais um elemento desse conjunto.
Todos os problemas relacionados a este tema, dada a sua gravidade e urgência, envolvem atenção e participação de pais, educadores, autoridades sanitárias, empresários da produção e fornecimento de alimentos, médicos, nutricionistas e da mídia.
São urgentes a firme tomada de posição e estudos mais sérios quanto ao tipo de substâncias e compostos ingeridos pelos nossos alunos. Sabemos dos riscos da diminuição da capacidade de aprendizagem e da capacidade intelectual que muitos alimentos podem produzir e também dos riscos que tudo isso representa quanto ao futuro da nossa nação. Precisamos nos conscientizar e atuar, em conjunto, na defesa da saúde e da qualidade de vida e aprendizagem da faixa etária do povo que formará o nosso futuro.
* médico e clínico homeopata, especialista em saúde pública e pós graduado em nutrologia. É autor de 59 obras sobre saúde.
Para entendermos bem os efeitos ou a influência da alimentação sobre a saúde dos estudantes e os reflexos desses fatores sobre o aprendizado, devemos dividir a faixa etária infantojuvenil segundo a sua classe social ou econômica.
É bem sabido que as classes mais pobres apresentam um tipo de alimentação quantitativamente mais deficiente, com tendência a problemas de ordem carencial, como anemias, deficiências imunológicas, raquitismo, verminoses, parasitoses em geral e maior tendência também às viroses comuns da infância (caxumba, varicela, sarampo, rubéola) e infecções. As classes mais ricas, incluindo a classe média, possuem uma alimentação quantitativamente mais completa e apresentam menor incidência desses problemas, mas mostram incidência de outros, como alergias respiratórias e obesidade. No entanto, devido à alimentação industrializada - empobrecida nutricionalmente e rica em aditivos e componentes nocivos - há uma diminuição qualitativa da saúde em todas as classes sociais, determinando alguns problemas comuns de saúde como cárie dentária (menor nas classes mais abastadas devido à possibilidade de assistência odontológica particular, mas com tendência praticamente igual pela falta de escovação após as merendas e lanches), desmotivação, dificuldade de aprendizagem, ansiedade e doenças crônicas.
Estes dados importantes são motivo de discussão entre autoridades sanitárias e educacionais. A maior possibilidade de acesso por parte das crianças e adolescentes das classes média e alta a alimentos industrializados e proteínas animais condicionadas (ou mesmo as comuns) os expõe a perigos bem maiores, ou seja, doenças degenerativas produzidas pelo excesso alimentar, como o câncer em geral (a leucemia, em particular) as doenças reumáticas, o diabetes e as síndromes de incidência mais recente, como mieloma múltiplo, miastenia gravis, artrite reumatóide e doenças autoimunes em geral. Isso pode ser facilmente comprovado se observarmos estatísticas oficiais que mostram maior incidência de doenças degenerativas e crônicas nos países mais desenvolvidos que adotam a dieta industrializada. Por isso, mesmo que as classes mais pobres possuam uma dieta mais carente, são menos expostas às doenças degenerativas. Em outras palavras, as classes mais favorecidas apresentam qualidade biológica menor. Certamente, por conta da alimentação industrializada, este quadro se inverteu e surpreendeu a muitos nutricionistas e autoridades sanitárias, pois até há pouco tempo acreditava-se que uma alimentação pobre em nutrientes era a causa de numerosas doenças. Hoje, as estatísticas apontam que há mais riscos de doenças com uma alimentação excessiva do que com uma carente. Some-se a isso o fato de que as classes mais pobres geralmente têm acesso a certos alimentos hoje considerados como funcionais ou como fonte de elementos protetores da saúde, como folhas verdes, hortaliças, frutas regionais, rapadura, farinhas, cereais naturais etc. Em contraste, as classes mais ricas acostumaram-se a consumir produtos altamente elaborados: enlatados, empacotados, fritos, ricos em colesterol e açúcar como os chips, a salsicharia, o presunto, os laticínios gordurosos, o pão branco, os cereais matinais empobrecidos em nutrientes mas repletos de sacarose e aditivos, a proteína animal além das necessidades do organismo e outros de difícil aquisição pelas classes mais pobres devido ao custo elevado.
Infelizmente há, no entanto, alguns produtos industrializados de baixo custo – repletos de corantes, aromatizantes e conservantes, gorduras trans, calorias vazias e colesterol, principalmente em guloseimas, chips, doces, sorvetes e refrigerantes – e de fácil acesso também às crianças pertencentes a classes mais pobres, o que expõe uma classe intermediária a maiores problemas que as classes situadas nos extremos de uma escala social e econômica, pois além de uma dieta carente, absorvem também produtos químicos artificiais prejudiciais. De qualquer modo, todas as crianças e adolescentes estão sujeitos a problemas de saúde que põem em risco a saúde e, consequentemente, a capacidade de aprender.
Neste ponto, somos forçados a aceitar que muitos desses problemas dependerão de aspectos individuais, de fatores familiares, genéticos, raciais, culturais, regionais e de idiossincrasias de cada organismo.
A pergunta é: até que ponto as carências nutricionais, bem como os efeitos da má alimentação e da alimentação industrializada são responsáveis ou contribuem para a desmotivação, o baixo rendimento escolar, a reprovação e o abandono dos estudos? E até que ponto são esses fatores resultantes de uma saúde geral deficiente, também motivados pela dieta precária ou rica em aditivos debilitantes? Esta pergunta abre caminho para outra: temos condições de avaliar completa e amplamente todos os efeitos negativos da alimentação industrializada, principalmente aquela consumida nas escolas e nos lares, sobre os organismos das crianças e jovens? Isso nos leva a mais uma pergunta preocupante: até que ponto a má qualidade alimentar, em todas as faixas sociais de alunos, está prejudicando a qualidade de ensino no Brasil?
Enquanto não pudermos responder a estas perguntas, devemos procurar meios para melhorar a qualidade e a quantidade do que os nossos filhos, alunos e estudantes estão comendo. Antes, apenas as deficiências de ferro, de cálcio, vitaminas A e proteínas eram motivo de atenção e estavam diretamente envolvidas com numerosas situações anômalas capazes de produzir tais efeitos. Atualmente, a alimentação industrializada é mais um elemento desse conjunto.
Todos os problemas relacionados a este tema, dada a sua gravidade e urgência, envolvem atenção e participação de pais, educadores, autoridades sanitárias, empresários da produção e fornecimento de alimentos, médicos, nutricionistas e da mídia.
São urgentes a firme tomada de posição e estudos mais sérios quanto ao tipo de substâncias e compostos ingeridos pelos nossos alunos. Sabemos dos riscos da diminuição da capacidade de aprendizagem e da capacidade intelectual que muitos alimentos podem produzir e também dos riscos que tudo isso representa quanto ao futuro da nossa nação. Precisamos nos conscientizar e atuar, em conjunto, na defesa da saúde e da qualidade de vida e aprendizagem da faixa etária do povo que formará o nosso futuro.
* médico e clínico homeopata, especialista em saúde pública e pós graduado em nutrologia. É autor de 59 obras sobre saúde.
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