segunda-feira, 18 de julho de 2011

Primeira favela de cães do País - Barbet

O CORONEL ASSASSINO - O JORNALISTA ASSASSINADO - A TORTURA - Laerte Braga

É difícil você ter respeito pelas forças armadas quando nos quartéis resistem e impedem a divulgação de documentos que mostram o que foi o golpe militar de 1964 e todo o aparato repressivo montado para sustentar a monstruosidade que se abateu sobre o Brasil.
“De um modo geral os homens prisioneiros se despiam fácil, mas as mulheres se negavam e resistiam. Primeiro argumentavam. Com paciência e com ira perguntavam se o torturador faria isso com a mulher, a mãe, a irmã, ou a filha. Depois empurravam o sargento que lhes ia arrancando a blusa ou a saia. Outras vezes mentiam e se diziam menstruadas, sem saber que provocavam, assim, um sadismo abominável e abjeto: dois ou três se atiravam sobre a prisioneira e, subjugada, era apalpada e cheira nos órgãos genitais, enquanto lhe arrancavam a roupa. E logo bolinada por aquelas mãos habituadas ao sangue, que tocavam a pele e o sexo, não como carícia nem para amar, mas para destruir ou marcar a ferro como numa rês. E como ela já estava no chão deitada e inerme, abriam-lhe as pernas e – para começar e não como requinte final, como era norma – metiam-lhe o cabo elétrico diretamente na vagina. Nesses casos o major M.F. costumava gritar para o sargento: “calma, calma. Não coma a sobremesa antes do feijão. E aquele pequeno e poderoso estado-maior da tortura, ali reunido em torno da presa, ria e ria muito, numa gargalhada galhofeira, festando o triunfo” (MEMÓRIAS DO ESQUECIMENTO, Flavio Tavares, Editora Globo, 1999).
O coronel Brilhante Ulstra, hoje colunista do jornal FOLHA DE SÃO PAULO (cedia os caminhões de entrega para a desova de corpos de presos assassinados no DOI/CODI paulista, na simulação de atropelamento), já condenado em primeira instância e declarado torturador pela Justiça, jorra patriotismo em defesa do que chama democracia e valores como liberdade, pátria, etc. É um dos exemplos a justificar a frase de Samuel Johnson – “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.
No segundo processo – conseguiu paralisar o primeiro – movido pela família do jornalista Luís Eduardo Merlino, agora, dia 27 de julho, às 14h e 30m, no Fórum João Mendes, no centro da capital de São Paulo, vai ser confrontado pelas testemunhas arroladas pela família de Merlino. Ulstra assassinou o jornalista na forma cruel e covarde que foi marca registrada dele e outros militares, do regime imposto pelo golpe de 1964. Como a outros presos que caiam em suas garras de fascista sem qualquer escrúpulo ou respeito pelo ser humano.
Merlino morreu nas dependências do DOI/CODI, o coronel era o comandante, em julho de 1971.
Serão ouvidas testemunhas que presenciaram as torturas sob o comando de Brilhante Ulstra. Entre as testemunhas de defesa arroladas pelo torturador está o ex-presidente da República José Sarney, atual presidente do Senado, um dos principais interlocutores de Dilma Roussef. Sarney tem comprometimento direto com a tortura, valeu-se dela para afastar adversários no Maranhão, serviu de maneira rasteira à ditadura e hoje tenta a todo custo impedir que os documentos da época sejam tornados públicos. Teme que sua face monstro (além de corrupto) também apareça.
Outra delas é Jarbas Passarinho, coronel é ministro dos governos Costa e Silva e Médice que na reunião que deliberou sobre a assinatura do Ato Institucional nº 5, o símbolo da boçalidade do regime militar, afirmou alto e bom som diante de algumas dúvidas do presidente Costa e Silva – “as favas com os escrúpulos senhor presidente, vamos assumir que somos uma ditadura mesmo”.
A ação movida pela família de Merlino – sua irmã Regina Merlino Dias de Almeida e sua ex-companheira Ângela Mendes de Almeida, é subscrita pelos advogados Fábio Konder Comparato, Claudineu de Melo e Aníbal Castro de Sousa. É por danos morais, o suficiente para comprovar o caráter perverso, animalesco do coronel e “patriota” Brilhante Ulstra. O reconhecimento da morte por crime de tortura. Crime contra a humanidade, imprescritível.
No mesmo livro citado acima, do jornalista Flávio Tavares (ex-preso político e trocado no seqüestro do embaixador Charles Burke Elbrick) há uma revelação que mostra o caráter repugnante dos torturadores. Muitas vezes, afirma o jornalista, familiares, dentro da lógica da Escola das Américas – mantida pelos EUA para todos os fins golpistas e brutais que caracterizam aquele país – eram detidos para forçar a apresentação dos que resistiam à ditadura.
O jornalista refere-se a Iracema Ferreira Silva e sua cunhada Marlene. Foram presas por conta do irmão de Marlene e torturadas a exaustão.
“...Veio tenente Magalhães, jovem e ágil de pernas, e me enxotou dali a pontapés nos testículos. E, nuas, elas foram torturadas noite adentro penduradas no pau de arara, o choque elétrico deve ter percorrido nelas toda a intimidade do corpo e da alma, pois elas gritavam e gritavam fundo, em cadência. Era o cadenciado balé orquestrado pelo major que, maquininha não mão, costumava dar três passos para um lado e acionar a manivela de 220 volts, e logo repetir a operação com três passos para o outro lado, numa dança interminável. Nenhum preso dormiu aquela madrugada: os gritos das duas soavam ritmados, como chibatadas no ar, e só terminaram quando o dia raiava. Por cansaço dos carrascos”.
Nas escolas e colégios militares ainda ensinam a “história” do golpe segundo a visão de boçais como esses. Majores, sargentos, coronéis, tenentes, etc.
Não se respeita uma força armada por gente assim e pela covardia de se esconder atrás de uma anistia que apenas beneficiou a eles. Torturadores, estupradores, assassinos frios e impiedosos comandados por potência estrangeira. Continuam a ser até prova em contrário.
Merlino era jornalista, foi assassinado aos 23 anos de idade, militava no Partido Operário Comunista.
No dia 30 de julho o COLETIVO MERLINO, no ciclo dos SÁBADOS RESISTENTES, realizados pelo MEMORIAL DA RESISTÊNCIA e pelo NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLÍTICA, em São Paulo, organizará uma homenagem ao jovem jornalista vítima da bestialidade da ditadura militar e especificamente de um dos seus mais monstruosos torturadores, o coronel Brilhante Ulstra, escondido impune atrás da anistia.
Estarão presentes, além da companheira de Merlino, a historiadora Ângela Mendes de Almeida, João Machado, economista e militante da IV Internacional, filiado ao PSOL. Valério Arcary, historiador e militante do PSTU. Joel Rufino dos Santos, historiador e escritor e Tonico Ferreira Jornalista.
No evento será projetado um vídeo com as inspirações políticas de Merlino e uma fala do cientista político Michael Lowy sobre a convivência que tiveram. Convidados, familiares, militantes e amigos dirão breves palavras sobre Merlino.
Isso no Largo General Osório, 66, bairro da Luz. No auditório VITAE, no 5º andar.
Um resgate da vida e da luta pelo direito à memória e a verdade.
Conhecer o que de fato aconteceu no Brasil com o golpe militar de 1964, revelar toda a sanha assassina de torturadores como Brilhante Ulstra, até para que a história não se repita. Dele –Brilhante Ultra -, o caráter do golpe e todos os torturadores acovardados e agachados diante da lei da anistia.
Não é possível fugir da História e nem se deve temer a luta.
É o resgate do ser humano em seu sentido pleno. Brilhante Ulstra não está nesse plano. Luís Eduardo Merlino, ao contrário, é essência e presença na coragem e na busca de ideais de um mundo alternativo e diverso desse mundo gerado nas entranhas do capitalismo e seus tentáculos mortais.

A LINGUAGEM DO PODER - Laerte Braga

As características de uma Federação de mentira, um ornitorrinco, transformam governadores dos estados brasileiros e prefeitos de nossas cidades em meros mendigos do Governo Federal. Seja porque transformam governos estaduais em feudos (caso da família Sarney no Maranhão e se apropriam dos recursos públicos e da máquina estatal em proveito próprio), seja porque não existe outro objetivo que não esse o de saquear o dinheiro público.
A maioria esmagadora dos governadores e a maioria esmagadora dos prefeitos. A isso alia-se a soma de um poderoso marketing via mídia privada (comprada sempre com dinheiro público qualquer que seja a sua dimensão, nacional, estadual ou regional), capaz de fazer com que boa parte da população carioca acredite que Eduardo Paes seja um prefeito honesto, preocupado com o bem estar do cidadão, com o presente e o futuro da cidade, quando é apenas parceiro de Sérgio Cabral, o governador, no processo de destruição do Rio. Essa “parceria” ocorre em vários outros estados (Minas, com a aberração política Antônio Anastasia e Márcio Lacerda, o prefeito de BH, etc).
Um pouco antes de deixar o governo de São Paulo José Serra determinou à Polícia Militar (são resquícios de um tempo que não existe mais, organizações terroristas a serviço das elites) que fosse dura e enérgica na repressão à greve de professores estaduais.
Não deu outra. A PM paulista, literalmente, baixou a borduna, desceu a borracha.
Esse procedimento ocorre em quase todo o País, em quase todos os estados brasileiros. O tratamento dispensado à Educação e a Saúde, direitos básicos do cidadão e dever do Estado, é a repressão pura e simples.
Professores são espancados no Rio Grande do Norte, no Rio, em Minas, em Santa Catarina, em São Paulo, Espírito Santo e vai por aí afora.
A “ordem” desse tipo de governador – ocorre nos municípios também – é mantida.
Num estado como Minas, feudo de algumas poucas famílias, governado por um desastre inventado por Aécio Neves, outra descalabro, a situação do magistério estadual é aviltante. Não é uma prática que resulte da falta de recursos (sobram recursos para bancos, empreiteiras, terceirizações, jornal ESTADO DE MINAS e todo seu entorno de mídia vendida).
É ação deliberada e qualquer emergência os terroristas fardados da PM resolvem.
No episódio envolvendo o Corpo de Bombeiros do Rio o desgovernador Sérgio Cabral, corrupto de carteirinha, num primeiro momento chamou os soldados de “vândalos”. Não contava com a reação pública e entre um contrato e um vôo com Eike Batista, grossas propinas, voltou atrás e acertou-se via mídia (o esquema GLOBO sempre, apesar de ser o mais caro, mas também o mais eficiente na mentira, na corrupção).
Professores são tratados como se animais fossem, escravos, trabalham em condições precárias, recebem salários míseros e se reivindicam o mínimo de dignidade para a função, para o trabalho, se mostram a importância que têm (valem mais que qualquer vereador por exemplo, que muitos deputados, senadores, governadores), os “homens da lei”, terroristas que falam a linguagem de um poder, baixam o sarrafo.
A repressão a trabalhadores da educação e a médicos do setor público de saúde exibe apenas a pilantragem de governadores e prefeitos no processo de privatização dos dois setores fundamentais, cassam o direito do cidadão e se eximem do dever do Estado, enchem suas burras de dinheiro e das empresas que assumem esses serviços e pagam o “sustento” desses governantes.
O prefeito da cidade de Juiz de Fora, MG, o tucano Custódio Matos, privatiza até a sombra do prédio da Prefeitura. O pobre menino com casa de milhões, prefere negócios com a Queiroz Galvão, rende mais, permite sonhos londrinos, obsessão do alcaide. No jogo político do clubinho tem um inquérito até hoje sobre compra de votos que não sai do lugar, ou se saiu, vai morrer nos escaninhos da Justiça.
O Brasil, aparentemente, está distante dos efeitos da crise que devasta a Europa Ocidental e vai dissolvendo países inteiros transformando-os em meras bases militares de um poder terrorista do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
Os governos estaduais e municipais não têm hoje o manejo político do ex-presidente Lula, mas o rigor tecnocrático e tucano da presidente Dilma Roussef. Sobram cortes orçamentários, falta sensibilidade e percepção do tsunami que se aproxima por conta da falência do modelo chamado de nova ordem econômica, o neoliberalismo.
Isso faz com que governadores e prefeitos assumam posturas agressivas e os índices de quero o meu aumentem de forma desmesurada, uma espécie de garantia contra trombadas faturas. É só olhar o exemplo do ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, o que seria vice de José Serra (parte do esquema irmãos Metralhas).
Não significa que no governo Lula as condições de trabalhadores da educação e da saúde tenham melhorado. Não. Nos estados e municípios não. O disfarce, os tapumes que escondiam a realidade funcionavam melhor.
O que fica visível em todo esse processo que, neste momento, acontece em vários estados da Federação de mentirinha, é que trabalhadores da educação e da saúde são tratados como marginais dentro de um modelo político e econômico falido, corrupto e que esse tipo de situação não será mudada com diálogo junto ao clube de amigos e inimigos cordiais que compõem o chamado mundo institucional, mas nas ruas, na luta popular.
Fora disso é chover no molhado. Os terroristas fabricados em série no estilo BOPE nas PMs dos estados continuarão a descer a borracha em nome da “lei”, a deles.
E gente como Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Antônio Anastasia continuará a governar para os interesses de gente como Eike Batista, Daniel Dantas e outros.
Na hora que acordar o cidadão comum, se acordar, vai se ver como que num deserto, no meio do deserto sem água. E um monte de castelos dessa turma, mas a GLOBO vai dizer que é miragem é que país, o mundo ocidental e cristão está em ordem. Se falhar tem PM, tem OTAN, todo um aparato “democrático”.
Água só na casa de Luciano Huck, a casa ilegal legalizada pelo governo corrupto de Cabral.
Já professores, médicos, trabalhadores...
O tratamento é borduna.
É a linguagem do poder para os que não se deixam seduzir pela linguagem alienante da GLOBO e assemelhados.





 

Terra Sem Males - 67 minitos para mudar o mundo - Barbet


Cidade do Cabo - A África do Sul celebra hoje (segunda-feira) o 93º aniversário do ícone internacional e seu ex-Presidente, Nelson Mandela, ao passo que as mensagens de apoio afluem do mundo inteiro. "Madiba", como ele é chamado afectuosamente, passa o dia com a sua família na sua aldeia natal de Qunu, no Cabo Oriental, mas não vai aparecer em público.

Bill Clinton poderá vir a Alagoas ainda este ano - BBT

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton deverá visitar Alagoas até o final deste ano. A informação foi registrada sábado no twitter do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Em um almoço com Vilela, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que a Fundação Bill Clinton pretende investir em Alagoas e na área social brasileira. Teotonio afirma que trata-se de uma indicação de Fernando Henrique, que é amigo de Clinton.
A Fundação Bill Clinton foi fundada em 2001 sob a alegação de trabalhar para melhorar a vida das pessoas e combater as agressões ao meio ambiente noO ex-presidente norte-americano Bill Clinton deverá visitar Alagoas até o final deste ano. A informação foi registrada sábado no twitter do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Em um almoço com Vilela, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que a Fundação Bill Clinton pretende investir em Alagoas e na área social brasileira. Teotonio afirma que trata-se de uma indicação de Fernando Henrique, que é amigo de Clinton.
A Fundação Bill Clinton foi fundada em 2001 sob a alegação de trabalhar para melhorar a vida das pessoas e combater as agressões ao meio ambiente no planeta.

Beijo não é na boca - Barbet


PIG - Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG)

Esporte: Espetáculo marca a abertura dos Jogos Mundiais Militares - Barbet


Começou neste fim de semana no Rio de Janeiro os Jogos Mundiais Militares. A cerimônia de abertura foi no Estádio Olímpico do Engenhão.
Além do tradicional desfile de delegações, uma coreografia realizada por mais de duas mil pessoas animou o público.

Diante da quebra iminente, EUA param para avaliar teto de endividamento - Olho Vivo


O presidente norte-americano, Barack Obama, suspendeu as negociações orçamentárias nesta sexta-feira, para dar aos parlamentares uma chance de chegar a um acordo para um “plano de ação” sobre como evitar um default. Obama, que prometeu reunir-se diariamente com os parlamentares até que um acordo sobre a elevação do teto da dívida seja alcançado, deu aos democratas e republicanos até sábado de manhã para reconsiderarem suas posições nas negociações. As negociações sobre a dívida devem ser retomadas no fim de semana.
– É um momento de decisão. Precisamos de planos concretos para caminhar com isso – disse Obama no quinto dia de negociações na quinta-feira, segundo um democrata.
Obama recebeu, na noite passada, mais um alerta sobre a dívida, emitido após Moody’s ameaçar rebaixar a nota de risco dos EUA. Foi a vez da agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocar a nota de crédito dos Estados Unidos em revisão com possibilidade de rebaixamento. Isso significa que os norte-americanos podem perder a nota máxima de credibilidade e desceram para um patamar menor, pela primeira vez na história do país, diante do risco aumentou.
A desconfiança em relação à capacidade de pagamento dos norte-americanos acontece no momento em que o país atingiu o teto do seu endividamento – de US$ 14,29 trilhões, que é de 100% do PIB. Por lei, o país não pode se individar além deste nível. O problema é que no próximo dia 2 há o vencimento de dívidas e os norte-americanos não têm dinheiro para pagar. O presidente Obama pressiona o Congresso para aprovar um limite maior.
O impasse está na diferença de projetos. Obama propõe um pacote que prevê redução de despesas e crescimento das receitas no total de US$ 4 trilhões em dez anos. Já a oposição – Partido Republicano – contrapõe com cortes de US$ 2,4 trilhões, sem aumento de impostos. Para ter dinheiro no dia 2 de agosto, quando vencem as próximas dívidas do país, um acordo precisa ser fechado até o dia 22 de julho.
Acordo difícil
Altas horas da noite passada, as negociações sobre o déficit dos EUA terminaram sem uma solução entre os líderes políticos. A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama, que continua pressionando pelo maior acordo possível para o Orçamento, pretende falar à nação nas próximas horas. Os líderes envolvidos nas negociações, que foram realizadas durante cinco dias seguidos na Casa Branca, concordaram com a breve pausa nas reuniões, proposta por Obama, e se encontrar com outros membros dos partidos para discutir o que acontecerá doravante.
Durante as conversas, Obama disse que um grande acordo permanece como sua preferência, segundo um representante da Casa Branca. No entanto, o porta-voz da Câmara descartou um acordo de US$ 4 trilhões porque ele envolveria aumento nas receitas fiscais.
Plano B
Obama reiterou que não vai assinar uma solução de curto prazo para o problema, segundo o representante da Casa Branca. O presidente também disse que um acordo com cerca de US$ 2 trilhões em cortes também é possível se os dois lados cederem um pouco. Outra opção seria fazer uma mudança pequena no déficit e ao mesmo tempo aumentar o limite da dívida.
O misto de opções ainda sobre a mesa e o prazo de tempo curto estão colocando mais foco no em um plano de “última hora”.

Estilo Dilma mostra aversão da presidenta à corrupção endêmica no Brasil - A Coragem de Dizer

Passado meio ano de sua posse, a presidenta Dilma Rousseff tem procurado mostrar o seu estilo de lidar com a corrupção, fenômeno criminal endêmico capaz de colocar o país entre os mais subdesenvolvidos do mundo quando o assunto é o desvio de recursos públicos para fins escusos. Os episódios que levaram à queda de Antonio Palocci, então ministro-chefe da Casa Civil, um dos mais altos cargos do governo, em seguida à renúncia do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, após denúncias de envolvimento com licitações fraudadas e formação de quadrilha.
Embora no primeiro caso o Palácio do Planalto tenha procurado oferecer uma espécie de blindagem ao ministro Palocci, até que a situação dele ficou insustentável, no episódio que envolve o Ministério dos Transportes a atitude foi outra. Dilma determinou uma investigação rasa e veloz o suficiente para mostrar a forma como pretende lidar com futuras ocorrências ligadas à corrupção em seu governo.
Especialistas ouvidos por jornalistas confirmam o retrato da mulher dura e tenaz, construído ao longo dos anos em que exerceu o posto de ministra-chefe da Casa Civil, no governo Lula. Agora, eleita para governar o Brasil até 2014, a presidenta mostra sua intolerância à corrupção e à falta de ética de seus comandados.
Para o catedrático de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro, consolidar sua identidade será essencial para que a presidenta mostre que tem nas mãos um governo com marca própria.
– O que está em jogo é: ela vai ter uma personalidade própria ou não? Ela tem mesmo que descartar rapidamente as pessoas que estiverem ruins. Ou ela consegue fazer uma consolidação significativa, no sentido de se mostrar como um nome poderoso, capaz de encontrar os caminhos dela, ou então vai ficar muito apagada.
Já o pesquisador Celso Roma, doutor em Ciência Política pela USP, destaca que o afastamento do diretor-executivo do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), José Henrique Sadok de Sá, ocorrido nesta sexta-feira, foi mais uma pronta resposta do governo a denúncias de corrupção envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes.
– Até este momento, a presidente Dilma deu sinais claros de que será pouco tolerante com escândalos de corrupção em seu governo. Discrição no estilo de governar e firmeza contra a corrupção se revelaram as principais marcas dos primeiros seis meses do governo.
Fontes do Palácio do Planalto revelaram que a ordem para a saída de Sadok de Sá foi da própria presidente. O funcionário vinha respondendo pela direção do órgão na ausência de Luiz Antonio Pagot, que também já havia sido afastado por determinação de Dilma. Para Roma, a rapidez para tirar servidores citados em investigações e conter polêmicas que atrapalhem o andamento do governo pode garantir à presidente a manutenção de seus bons níveis de popularidade e aprovação popular.
– O resultado das pesquisas de opinião realizadas após o afastamento de Palocci comprova esse ponto – afirmou.
Pesquisa realizada em junho pelo Instituto Datafolha, logo após o desfecho do caso Palocci, revelou a avaliação positiva do governo apesar da turbulência. De acordo com o instituto, 49% dos entrevistados consideravam a gestão Dilma como ótima ou boa. Em março, esse índice era de 47%.
Identidade
Para Janine Ribeiro, outro fator essencial que deve ser levado em conta pela presidente para construir sua identidade é a capacidade de comunicação. Neste ponto, diz ele, Dilma se diferencia muito de seus dois antecessores: Lula e o tucano Fernando Henrique Cardoso, ambos mais falantes do que ela.
– Acho que ela ficou calada um pouco demais. Agora está falando mais, e isso é um grande ganho. Ela vai ter que conquistar as pessoas pela fala. O regime democrático exige que a pessoa fale muito, e isso é uma coisa que ela vai ter que fazer cada vez mais, até para as pessoas sentirem que a presidente chega a elas.
Já Roberto Romano, professor do Departamento de Filosofia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), não vê prejuízos na discrição de Dilma. Trata-se, segundo ele, de uma característica natural da presidente.
– Ela tem um estilo próprio, moldado durante muito tempo pela militância que ela teve na esquerda. Na esquerda, ela era obrigada ao sigilo, à discrição e ao anonimato devido à repressão do regime militar. Então, ela aprendeu a não falar em demasia.
Para o especialista, em períodos mais conturbados, como os ocorridos neste primeiro semestre, o estilo de Dilma acaba sendo benéfico, porque evita exposições desnecessárias e minimiza o risco de declarações precipitadas e gafes.
– Ela tende a primeiro analisar e imediatamente traçar metas para a solução. Acho que essa atitude de mais recato a resguarda mais que se ela começasse a utilizar o verbo para cima e para baixo do Brasil, à maneira de seus antecessores – concluiu.

[Carta O BERRO] Convite: solenidade em comemoração do centenário do Brigadeiro Francisco Teixeira. Dia 25 de julho de 2011, às 18,00 hs no 9º andar da ABI . Rua Araújo Porto Alegre, 71 - R J - Vanderley - Revista

sábado, 16 de julho de 2011

CHAMAME A CUBA - Olho Vivo

OS FORNOS CREMATÓRIOS DE TEL AVIV - Laerte Braga

A julgar por uma nota apócrifa – sem nomes, só sigla – a CONIB (CONFEDERAÇÃO ISRAELITA DO BRASIL), não resta dúvidas que se trata de mais uma entidade laranja para atuação livre e descarada da MOSSAD – Serviço Secreto de Israel – em território brasileiro.
E do conjunto de empresas do estado terrorista de Israel que começa a controlar setores estratégicos da economia brasileira, como o de armas, por exemplo.
Israel foi uma invenção das grandes potências ao final da 2ª Grande Guerra para eximir-se de culpa pelo massacre de judeus (mas de ciganos, comunistas, negros, povos de países ocupados, homossexuais também, o holocausto não é “privilégio” dos judeus) em campos de concentração nazistas e uma forma de assegurar o controle do petróleo no Oriente Médio.
Hoje é um império nazi/sionista, aterroriza a região inteira com seu poder militar, saqueia a Palestina, comete crime de genocídio contra o povo palestino e na opinião do professor e intelectual norte-americano James Petras pôs fim à soberania dos Estados Unidos.
O USA como gostam de urrar os mariners espalhados pelo mundo em ações terroristas contra povos que lutam pela liberdade, não é mais um país soberano. É a opinião de Petras.
O que existe na prática é um complexo terrorista. EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A formado a partir de bancos, grandes corporações e valendo-se de setores de países outros dóceis aos interesses desse império. No Brasil, por exemplo, os latifundiários. Também não falam, urram, grunhem. Saqueiam, matam.
E nesse complexo Israel detém o maior número de ações. Tanto da sociedade em si, como de atos terroristas.
O jornalista argentino Manuel Freytas divulgou em um site em seu país – IAR NOTÍCIAS – comentários reproduzidos mundialmente sobre as práticas terroristas do nazi/sionismo.
Os fornos crematórios de Hitler estão agora em Tel Aviv na forma de muro, de um arsenal nuclear que transforma o “país inventado” em quarta potência militar do mundo e de todo um arcabouço de bancos, empresas sob controle desses grupos.
Avançaram e dominaram os EUA. Avançam e dominam o resto do mundo. Os principais credores da Grécia na forma neoliberal de pirataria econômica são banqueiros nazi/sionistas que controlam bancos alemães e franceses (no mundo inteiro a bem da verdade).
Segundo a CONIB, em representação feita ao Ministério Público Eleitoral contra o Partido Comunista Brasileiro – PCB – a divulgação do texto do jornalista argentino configura propaganda anti semita e pede sanções, inclusive cassação do registro do Partido, por conta desse disparate calculado e pensado, parte das ações da MOSSAD no Brasil. Interferência de potência estrangeira.
Entendem os nazi/sionistas que Manuel Freytas é um “obscuro intelectual argentino” a deitar comentários anti semitas.
Já a revista VEJA transformar muçulmanos em terroristas recheada de páginas de propaganda de empresas controladas por judeus/sionistas, isso pode.
O Brasil é hoje um dos alvos prioritários do estado terrorista de Israel. Tem ação livre – MOSSAD e empresas – dentro do País, conta com a cumplicidade – por omissão – do governo federal e a simpatia dos setores de extrema direita das forças armadas – a maioria, aliás. Sem falar lógico, nos banqueiros, nas grandes corporações empresariais e entre os latifundiários.
Um ataque frontal como esse ao PCB, o mais antigo partido político do Brasil, que abrigou figuras do porte de Luís Carlos Prestes, do escritor Oswald de Andrade, de Jorge Amado, Monteiro Lobato, Carlos Drumond de Andrade, o pintor Cândido Portinari, como outros e abriga o arquiteto Oscar Niemeyer, tem o viés do nazi/sionismo demonstrado com rara felicidade pelo cineasta Stanley Kulbrick no filme DOUTOR FANTÁSTICO.
O cientista “importado” pelos EUA ao fim da 2ª Grande Guerra Mundial para “ajudar” no desenvolvimento de armas atômicas. Numa cadeira de rodas o dito cujo em meio a uma crise com a União Soviética – um dos grandes filmes da história do cinema – mantém a mão direita presa ao braço da cadeira, sem conseguir evitar, no entanto, que em determinados momentos escape e faça a saudação nazista enquanto grita HEIL HITLER.
Ben Gurion, considerado um dos “fundadores” de Israel colaborou e negociou com Hitler – documentos do WIKILEAKS mostram isso, são oficiais – durante o conflito mundial. Ele e outras figuras do sionismo mundial. Foi onde adquiriram o now know necessário aos fornos crematórios de Israel, a despeito da forma diferente e sutil dos crimes que praticam mundo afora.
Existem inúmeras resoluções das Nações Unidas condenando Israel por violações de direitos humanos, por ocupação de terras palestinas, por crimes contra a humanidade e nenhuma delas é implementada pelo simples fato que os terroristas são sócios majoritários do maior arsenal nuclear do mundo, os Estados Unidos.
Uma das imposições feitas pelo governo alemão – refém de banqueiros, como qualquer governo – para a ajuda á Grécia foi exatamente exigir do governo grego que impedisse a saída da FLOTILHA DA LIBERDADE. Iria levar alimentos, remédios e roupas aos habitantes da Faixa de Gaza submetidos a um cerco desumano e covarde, típico de nazi/sionistas.
São senhores aparentemente invisíveis do mundo, mas são. Visíveis no terrorismo como forma de implantar e expandir um império moldado no sonho de Hitler.
A representação é descabida. Não tem sentido. Um eventual processo a partir de um fato assim permitirá provar a presença de agentes da MOSSAD agindo livremente no Brasil, de toda a história da barbárie nazi/sionista contra palestinos e povos árabes. Da cumplicidade com militares (traidores) em países como o Egito, Jordânia, Arábia Saudita e outros.
Os campos de concentração nos dias atuais tomam a forma de muros (contra palestinos e mexicanos). Restam presentes em Guantánamo, território ocupado de Cuba. Em cada pedaço de terra palestina roubada por nazi/sionistas. Nos assassinatos chamados de seletivos de lideranças que se opõem ao fuhrer do dia. Em cada criança, cada mulher, cada idoso, cada homem palestino sacrificado no terror dos que vivem escondidos no manto sangrento do holocausto, como se fossem os únicos a terem enfrentado a ira nazista da Alemanha de Hitler.
Não são sub-produto do III Reich. São o IV Reich.

Chávez irá tratar do câncer em Cuba, e não no Brasil - BBT

Hugo Chávez afirmou, nesta sexta-feira, que voltará a Cuba para receber tratamento contra o câncer.
O presidente da Venezuela pode viajar para Havana já neste sábado. Ele precisa apenas de uma autorização do Congresso para se ausentar do país por motivos médicos.
Chávez leu um comunicado no palácio presidencial dizendo que aguarda a decisão do legislativo. Não há informações de quanto tempo ele ficará em Cuba.
O anúncio põe fim às especulações de que o venezuelano viria receber as sessões de quimioterapia em São Paulo. O tratamento no Brasil chegou a ser discutido com a presidente Dilma Rousseff.
Chávez foi operado no último dia 20, em Havana, quando os médicos retiraram um tumor na região pélvica.

[Carta O BERRO] SBT corta depoimentos reais em "Amor & Revolução". Uma novela que pretendia retratar os fatos reais do golpe militar virou uma história suja e nojenta ... - Vanderley - Revista

Uma novela que pretendia retratar os fatos reais do golpe militar virou uma história suja e nojenta capitulada pelos seus diretores, acovardados pelo dono da emissora SBT,
Silvio Santos.
Um dos maiores chamarizes de "Amor & Revolução" (SBT), os depoimentos reais de pessoas que viveram de perto os anos de ditadura militar no Brasil, foi cortado da novela, sem maiores explicações.

O SBT não está exibindo mais os depoimentos que iam ao ar no final de cada capítulo da trama.
Procurado, o autor da novela, Tiago Santiago, diz não saber o motivo do corte. Os depoimentos inéditos gravados serão jogados fora.
Já o SBT diz que resolveu tirar os depoimentos porque não conseguia nenhum militar ou ex-militar para falar sobre o assunto. A rede vinha exibindo desde então apenas depoimentos de pessoas da oposição na época, o que, na opinião da direção da emissora, não é correto nem justo. Para não ficar só com um lado da história, o canal resolveu abolir os depoimentos.
Vale lembrar que na época da estreia de "Amor & Revolução", em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff (PT) entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou nada para a novela.

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A história dessa novela.
por Vanderley Caixe
Desde o início e a preparação dessa novela, o autor Tiago Santiago e o diretor Reynaldo Boury, convidaram alguns dos nossos companheiros para
um workshop, para um bate-papo. Um dos nossos companheiros convidados, saiu com dúvidas sobre a firmeza do diretor e autor.
O companheiro Alípio Freire se recusou a dar depoimento e Izaías Almada em artigo contundente já denunciava.
Ainda ficava uma outra questão: se seguissem a regra, o escrito, condizendo a história real poderia ser uma contribuição efetiva para aquela fase
dramática do Brasil.
Assim foram convidando os resistentes e sobreviventes, em todo o Brasil, da luta contra a ditadura para prestar depoimentos da época vivida.
Centenas de companheiros, foram até o SBT narrar a luta vivida.
Eu mesmo estive lá nos estúdios , sem ônus, para falar da nossa luta. Foi, ainda, dado o compromisso que nos dariam uma cópia como garantia da
nossa fala e que não distorceriam o depoimento.
Desde o início houve reação por parte dos militares compromissados com a ditadura, chegando a ir à juízo. O que não resultou em nada.
Depois as pressões e os boatos sobre as questões financeiras em que Silvio Santos estava envolvido.
O fato é que os primeiros , quase dez capítulos, aproximou-se do real. Os depoimentos, nem todos foram respeitados a fala na íntegra. Os cortes
distorciam. Até ai se justificava as falhas da direção por desconhecer ou ingenuidade.
À partir dai outras pressões na emissora SBT e o "pito" do SS aos diretores e autor, começou a dar uma nova configuração a novela.
Se nem dramaturgia de nível existia, a história passou a ser distorcida e os fatos chegaram às ráias da sujeira mais baixa e o nojo do enredo.
O golpe se limitou e, continua, até agora, a casa do general Lobo e seus problemas familiares.
O jornal que é um arremedo do Correio Brasiliense - da época - e sua proprietária passou a ser um antro de lesbianismo com a jornalista-advogada.
Sabendo da história desse jornal e o comportamento da sua proprietária. O apresentado difama uma mulher que depois do golpe passou a ter uma
atitude política irrepreensível. Teve que sair do Brasil obrigada pelos militares. Veja há anos passado em novela da Globo esse fato.
Os padres progressistas e combatentes, na novela são retratado como perturbados sexuais.
A juventude da luta armada, na época, pessoas séria e compromissadas com a luta, na novela são praticantes de orgias sexuais. Veja a festa de
aniversário nos últimos capítulos.
A primeira guerrilha n Brasil, a da Serra do Caparaó, no último capítulo, passa como se fosse um pic-nic , com cachoeiras, e sexo implícito.
A mulher de um guerrilheiro-comandante praticando traição amorosa com um garoto.
Enfim, poderia me alongar nessas observações.
O fato é que a partir do segundo "pito" do SS ao diretor e autor, a novela passou a ser uma mentira desmerecendo e denegrindo a memória dos
que lutaram contra a ditadura. Tudo virou um grande e nojento espetáculo de sexo lesbiânico, gay e de traição.
Ao final, decidiram "jogar fora" os depoimentos de centenas de companheiros, a única coisa que dava credibilidade a novela.
Foi a capitulação covarde do autor Santiago e do diretor Boury às ordens do suspeito de corrupção Silvio Santos.
Esse é o lixo da história, uma novela chamada "Amor e Revolução".
Vanderley Caixe - dirigente das Forças Armadas de Libertação Nacional. Um dos depoentes.

Brasil e Bolívia querem combater juntos a criminalidade na fronteira - A Coragem de Dizer


Os governos do Brasil e da Bolívia acordaram em desenvolver um programa conjunto de luta contra a criminalidade, em especial contra o narcotráfico e o roubo de veículos, alguns dos temas que mais afetam a região. Segundo o embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato, o governo brasileiro vai contribuir com equipes de verificação, apoio técnico e pessoal especializado que trabalhará na região da fronteira para evitar o roubo de carro nos dois países.
O diplomata destacou que o roubo de automóveis “poderia vincular-se ao crime internacional, o qual tem como eixo principal o narcotráfico”, além de ter ligação com o furto de armas.
No âmbito do convênio assumido, a embaixada brasileira em La Paz entregou ao governo boliviano uma lista de veículos roubados em seu território e que poderiam ter ingressado no país, onde está em processo uma mega operação para regularizar automóveis sem documento.
O governo brasileiro fez uma advertência à Bolívia em junho, quando foi anunciado o plano de regularização, afirmando que veículos furtados em território nacional poderiam ser legalizados no país vizinho.
As autoridades bolivianas negaram essa possibilidade, declarando que todos os automóveis roubados seriam devolvidos, desde que os países interessados mandem uma lista com o registro destes veículos.
O vice-chanceler boliviano, Juan Carlos Alurralde, por sua vez, garantiu que nenhum automóvel que tenha sido reportado como roubado no Brasil, ou em outros países vizinhos, será “nacionalizado” pelo processo de regularização.
Ele ainda declarou que o projeto foi responsável pela identificação de um “alto número” de carros furtados, apesar da oposição o ter criticado sob o argumento de que a medida legalizaria o contrabando. Segundo dados oficiais, mais de 128 mil proprietários buscaram os postos oficiais para regularizar seus automóveis.

O GOVERNADOR E O ASSASSINATO DO JUIZ - Laerte Braga

Tentar escolher um estado da Federação (de mentirinha) brasileira para servir de referência em termos de índices quase absolutos de corrupção, barbárie, essas coisas corriqueiras do dia a dia do mundo institucional é difícil.
Seja porque a mídia privada é parte do processo de corrupção e degradação da vida pública, atrelada que é a interesses dos principais acionistas do Estado brasileiro e dos vinte e seis estados da Federação, além, lógico, do Distrito Federal. Seja porque o céu que se pinta azul, o cenário que se mostra deslumbrante refletem apenas o marketing de especialistas em transformar catástrofes em algo paradisíaco. Ou demônios em anjos.
Os maranhenses, por exemplo. Não têm culpa da família Sarney. Nem os baianos da família ACM. Ou os mineiros das famílias que repartem o poder no estado. Há toda uma estrutura a serviço dessa gente e a máquina estatal transformada em propriedade privada, logo, garantindo a existência dessas oligarquias.
Sérgio Cabral é um descalabro. Caiu a máscara do bom moço. O governador sorridente, que pacifica, ouve o povo, está no bolso e nos aviões de grandes empreiteiros, num dolce far niente, do faz de conta que governo o Rio de Janeiro. Saqueia, é diferente.
O extinto estado do Espírito Santo serve de exemplo para definir um lugar onde tudo o que acontece em Minas, São Paulo, Maranhão, etc, acontece por ali em termos quase absolutos.
O ex-governador Paulo Hartung é a soma de toda a podridão que se possa imaginar possível. Passou oito anos servindo aos donos do estado (ARACRUZ, SAMARCO, CST e outros menores). Qualquer ato de corrupção ou de barbárie imaginável ou inimaginável o ex-governador praticou.
Esse movimento maluco que aparece por aí convocando brasileiros a manifestarem-se em agosto contra algumas coisas, entre elas o auxílio reclusão – remanescentes da ditadura acuados na covardia dos documentos secretos da tortura – podia, tranquilamente, criar um sistema para aproveitamento desse tipo de político, Paulo Hartung em penitenciárias.
O risco é Beira-mar virar fichinha perto do ex-governador e qualquer grande traficante, pistoleiro, latifundiários (vamos supor, para efeito de raciocínio que tenha algum preso).
Professor de crime. Organizador de quadrilhas à prova de justiça e da Justiça. Não haveria estranheza na hipótese de acontecer algo assim, de Beira-mar ficar com a tarefa de lustrar os tacões assassinos de Hartung.
O juiz federal Alexandre Martins investigava no extinto Espírito Santo o crime organizado. Começa no Palácio do governo, o que já é complicado, passa pelo Tribunal de Justiça e tem ramificações profundas na Assembléia Legislativa e bancada federal.
Um estado que foi governado por Gérson Camata, não sei quantas vezes senador, sócio em negócios familiares de Aécio Neves, não pode imaginar nada positivo. A não ser que seja para ele e seus “negócios”.
Como no estado do Rio o último governador decente foi Leonel Brizola, de lá para cá só bandido. No Espírito Santo a exceção de Max Mauro e Vítor Buaiz, o resto – resto mesmo – dá nó em pingo d’água e desentorta banana em matéria de banditismo.
O juiz Alexandre Martins foi assassinado. Na manhã de 24 de março de 2003 foi executado numa rua da cidade de Vila Velha, Grande Vitória. Alexandre Martins de Castro Filho. Estava levantando fatos e dados incômodos a Paulo Hartung e seus cúmplices – os donos do estado –. Decidiram executar o juiz, contrataram o ou os assassinos e pronto. Pagamento feito, tarefa cumprida, missa de sétimo dia marcada. ( materia Integra Congresso Em Foco; Seculo Diario - 2007, link final postagem)
De lá para cá um tal de segura a barra, inventa história, arranja culpado falso, suspeitos que não têm nada a ver com o caso, um jeito de fazer o tempo passar rápido e cair no esquecimento – para isso tiveram e têm a cumplicidade da maior empresa de mídia privada do estado, a REDE GAZETA, ligada a GLOBO o que não é novidade, novidade seria o contrário –, enfim, tentativas de evitar qualquer investigação que levasse aos verdadeiros responsáveis e acima de tudo, por envolver, como mandante, um governador, terminasse na federalização do crime, ou seja, passasse à esfera da Justiça Federal.
Uma história de horror contada por veículos independentes de mídia como o jornal on line SÉCULO DIÁRIO, mas mantida dentro de um cofre de atrocidades guardado a sete chaves por Paulo Hartung e sua quadrilha. Nisso daí, inclusive, o silêncio covarde do pai do juiz. Diga-se de passagem também magistrado, digamos assim. É muita esculhambação com a palavra, mas vá lá.
Um dos advogados contratados pelo pai do juiz para prestar serviços de auxílio ao Ministério Público devolveu os honorários que havia recebido ao perceber que sua ação ficaria limitada à verdade oficial, vale dizer, a mentira. Devolveu e denunciou publicamente o fato.
O coronel PM Carlos Augusto de Oliveira Ribeiro, presidente da Associação da PM e do Corpo de Bombeiros no extinto Espírito Santo, denunciou, sem meias palavras, que o ex-governador Paulo Hartung fez de tudo para impedir que o inquérito e agora processo fosse para a Justiça Federal, pois sabia que a verdade poderia e pode vir a tona e complicá-lo. Foi o mandante do crime. Por esse e por outros estaria fulminado.(Vide integra)
Qualquer paralelepípedo, como diria Nélson Rodrigues, sabe da história e do envolvimento de Paulo Hartung. O problema é fazer com que a máquina estatal, corrompida, funcione e chegue ao ponto desejado, a verdade.
O atual governador – Renato Casagrande – é um fraco. Não vai mexer nessa história nem debaixo de pancada, sabe que governa o ingovernável, que por baixo das aparências oficiais está o verdadeiro capataz dos donos do extinto Espírito Santo, Paulo Hartung. O vice então é o que chamamos panaca. Ou panacão para ser mais preciso.
A Justiça essa então! Metade do Tribunal de Justiça do extinto estado foi presa numa operação da Polícia Federal. A turma da venda de sentenças e outras fraudes, como sentar em cima de processos, etc, etc. A Assembléia? Olhe, onde existe um Carlos Verezza, ou um Genivaldo Lievori não vai a lugar nenhum que não show. O tal negócio do “eu faço” e depois some, não faz nada.
O caso é tão escabroso que o ex-governador montou um esquema de grampo dentro da REDE GAZETA, com cumplicidade dos donos, para saber que jornalistas estavam tentando “prejudicá-lo”. Um escândalo que ficou para lá também. Isso à época dos fatos, o esforço concentrado da turma para abafar e esconder a verdade.
Rodney Miranda, deputado estadual, é presidente da Comissão Parlamentar de Segurança. O cara esteve envolvido em tortura, tem seu nome na lista de torturadores das Nações Unidas. Outro envolvido na história, no crime.
Uma história de horror. Lembra as barbáries que latifundiários cometem contra camponeses e pequenos proprietários no Pará. Ou abusos de empresas contra trabalhadores. Corrupção de governos estaduais diante do poder de grandes empresários, banqueiros. Podridão da grande mídia. Enredo completo, não falta nada. Filme que se convencionou chamar de B, aquele que você passa perto de um beco e Jack o Estripador sai de lá e esquadrinha/navalha cada parte de seu corpo.
Boa parte dessa gente é oriunda da ditadura militar. Outros não, claro, apenas mudaram de lado, escolheram o “sou, mas quem não é”. Ou o “fazer o que?”
No bom português a maioria na conversa de ou dá ou desce preferiu não descer. Ficou.
E Paulo Hartung continua a governar de fato o extinto estado do Espírito Santo, Casagrande faz de conta que tem uma bússola, se é que sabe o que é isso e assim, vida que segue, um dos estados brasileiros com verdadeiros paraísos ecológicos vai se transformando, na sanha de criminosos, em síntese do que conhecemos como crime organizado.
Destruído no tal progresso que só beneficia a turma de cima.
Se Capone vivesse hoje duvido que iria optar por Chicago. Pelas bandas do extinto Espírito Santo os “negócios” são mais lucrativos e os riscos de ser pego praticamente inexistem.
Abaixo os links onde a história pode ser lida em totum.
O caso do Juiz Alexandre ( retrospectiva )-

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ave Maria - Andre Rieu with Carmen Monarcha - Lindo! - Barbet

O Brilho nos olhos do Maestro André Rieu e a delicadeza da soprano brasileira Carmen Monarcha - Barbet

Soprano brasileira, Carmen Monarcha, fazendo sucesso pelo mundo. Descoberta pelo maestro holandes André Rieu. Sensacional! - Un Poète

[Carta O BERRO] Maçãs preservam a massa muscular e/ Nutrientes importantes para a saúde óssea - SAÚDE E ALIMENTAÇÃO! - Vanderley - Revista

O enfraquecimento muscular é uma companhia ruim e constante no processo de envelhecimento e também em várias doenças. Dependendo do grau de depleção muscular, aumenta o risco de quedas e o tempo de internação hospitalar. Hoje são conhecidos 63 genes responsáveis pela diminuição da massa magra, em camundongos e 29 genes, em seres humanos. A indústria farmacêutica vem pesquisando formas de inibir a ativação de tais genes. Mas o que sabe hoje é que o ácido ursólico, composto naturalmente presente em maçãs tem esta capacidade. Em estudo publicado na revista Cell Metabolism o ácido ursólico também diminuiu a resistência à insulina, a glicemia, o colesterol e os triglicerídeos. O estudo mostra mais uma vez que uma dieta balanceada é fundamental à saúde, já que muitos outros compostos como o ácido ursólico, mas que ainda são desconhecidos para nós, devem possuir efeitos favoráveis que vão além do teor de vitaminas e minerais presentes.
Nutrientes importantes para a saúde óssea

Fatores de risco para doenças ósseas incluem história familiar de fraturas ósseas, idade avançada, etnia branca, baixa estatura, baixo peso, baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio, alta ingestão de proteína animal, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, uso de medicamentos corticosteróides, uso de heparina ou metotrexato. Por isto, a adoção de um estilo saudável o quanto antes é primordial. Além da prática moderada de atividade física, do abandono do tabagismo e da redução do consumo alcoólico, a ingestão de nutrientes envolvidos na saúde óssea é altamente desejável.
Boro - Está relacionado à melhoria do conteúdo mineral ósseo, dando força ao tecido. Frutas secas, amêndoas, folhosos verde escuros e suco de uva são fontes do nutriente.
Cálcio – o consumo adequado é fundamental mas não é só. Devem ser evitados alimentos que estimulam a excreção do mineral, como proteínas animais, sódio, gorduras em quantidade excessiva e cafeína.
Cobre - O cobre atua como co-fator de enzimas envolvidas na síntese de constituintes da matriz óssea. Fontes principais: ostras, cacau, nozes, feijão, farinha de soja, mariscos.
Fibras – Diminuem a inflamação do tecido intestinal, fortalecem o sistema imune e melhoram a disponibilidade do cálcio, por servirem de substrato para bactérias probióticas intestinais, as quais acidificam o pH intestinal. Capriche no consumo de frutas, verduras e cereais integrais.
Lisina – este aminoácido pode aumentar a absorção do cálcio, por isto o cálcio quelado à lisina é a fórmula de preferência.
Magnésio – a deficiência está relacionada à má formação óssea. O magnésio também é fundamental para a memória. Aumente o consumo das fontes principais: vegetais folhosos verde-escuros e cereais integrais.
Manganês – Fornece estrutura para a calcificação óssea. As fontes mais ricas em manganês são os grãos integrais, leguminosas e nozes.
Ômega-3 – Promove a incorporação do ácido eicosapentanóico (EPA) nos fosfolipídios de membranas, diminuindo a inflamação tecidual. Fontes incluem peixes de água salgada e fria e linhaça.
Potássio – O consumo adequado diminui a excreção de cálcio na urina. Frutas e verduras são ricas em potássio.
Silício – Atua na formação da matriz óssea, criando ligações de colágeno e proteoglicandos durante o crescimento ósseo. Aveia, milho, arroz, cevada e cavalinha fornecem silício.
Vitamina C – Promove a síntese de colágeno. Nos casos de osteoporose é recomendada suplementação de até 1g ao dia. Frutas cítricas são ricas na vitamina.
Vitamina D - sem ela, apenas 10 a 15% do cálcio dietético é absorvido, aumentando o risco de fraturas.
Zinco - Aumenta a atividade da vitamina D. Fontes incluem carnes, aves, frutos do mar, semente de abóbora, lentilhas.

[Carta O BERRO] "Se dependesse da Globo,eu estaria morta" - Maria Luisa de Melo - JB / Blog do Miro - Vanderley - Revista

"Se dependesse da Globo, eu estaria morta"
Por Maria Luisa de Melo, no Jornal do Brasil:
“Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta”. A declaração da jornalista Cristina Guimarães – vencedora do Prêmio Esso em 2001, junto com Tim Lopes, pela série ‘Feira das drogas’ – promete causar polêmica e agitar os bastidores do caso que ficou conhecido em todo o país. De volta ao Brasil após passar oito anos se escondendo de traficantes da Rocinha, que ameaçavam matá-la depois de reportagem veiculada no Jornal Nacional, ela conta em livro como a TV Globo lhe virou as costas e garante que o jornalista poderia estar vivo se a emissora tivesse dado atenção às ameaças recebidas.
De acordo com Cristina, sete meses antes de Tim ser morto por traficantes do Complexo do Alemão, ela entrou com uma ação judicial de rescisão indireta, na qual reclamava da falta de segurança para jornalistas da emissora. As denúncias integram o livro que está sendo escrito por Cristina e deve ser lançado nos Estados Unidos, no início do próximo ano. A obra, segundo a jornalista e publicitária, também deve virar filme.
“Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”, pondera.
O que motivou as suas denúncias de omissão contra a TV Globo na Justiça?
Trabalhei durante 12 anos na TV Globo. Em 2001, estava fazendo produção para o Jornal Nacional junto com o Tim Lopes. Produzíamos as matérias de jornalismo investigativo do telejornal. Quando o Tim trouxe o material da feira de drogas ao ar livre na Favela da Grota (Complexo do Alemão), a chefia de reportagem me chamou e perguntou se eu conhecia outras feiras deste tipo. Respondi que na Rocinha e na Mangueira o mesmo acontecia e a chefia do JN me pediu para fazer imagens lá. Fui três vezes à Rocinha e duas à Mangueira, para conseguir um bom material. Na primeira vez que estive nos dois lugares, reclamaram que as imagens não estavam boas e exigiram que eu voltasse até o material estar com boa qualidade. O grande problema começou um mês depois da exibição da série. Comecei a ser duramente ameaçada por traficantes, sem nenhum respaldo da emissora, e decidi ingressar com uma ação judicial pedindo segurança.
Quando começaram as ameaças de traficantes?
Por volta de um mês depois da exibição das matérias, começaram a me telefonar de um orelhão que fica dentro da Favela da Rocinha me chamando de ‘Dona Ferrada’ e dizendo que me pegariam. Diziam também que eu não escaparia, era questão de tempo. Diante das constantes ligações, conversei com a chefia do JN e pedi proteção. Fui ignorada. Dias depois, sequestraram um produtor do Esporte Espetacular, o levaram para um barraco na Rocinha. Bateram muito no coitado. Os traficantes queriam saber se ele sabia quem tinha ido à favela fazer as imagens, mas o produtor não sabia. Era de uma editoria diferente da minha e realmente não sabia. O que me assustou foi que a TV Globo não me falou nada. Eu estava voltando de um mês de férias e soube do episódio pela Folha de S. Paulo. Quiseram abafar as ameaças e a ligação entre os dois casos: as ameaças feitas contra mim e o sequestro do Carlos Alberto de Carvalho. O episódio me deixou ainda mais assustada, porque aí eu tive a certeza de que não podia contar com a emissora para nada. Procurei a polícia, registrei o caso na 10ª DP (Gávea), mas acho que sentaram em cima do processo. Na verdade, devem estar esperando para ouvir a outra parte – os traficantes. (risos).
Então, com a denúncia à polícia as ameaças não pararam?
Muito pelo contrário. A coisa corria solta e ninguém fazia absolutamente nada. Mas o que tirou meu sono foi quando prenderam um garoto da Rocinha que pagava propina a um coronel. Fui cobrir o caso e me desesperei. Ao encontrar o moleque detido, ele olhou bem para mim e disse ‘É, tia! Eu tô ferrado, mas tu também tá. Tá todo mundo atrás de você lá na Rocinha. Tua cabeça tá valendo R$ 20 mil’. Naquele momento, tomei a dimensão da situação em que eu me encontrava. Ele descreveu a roupa que eu usava quando ia à favela fazer as imagens. Todo o meu disfarce: meu boné surrado, a bermuda, a cor da camiseta.
Com o processo você conseguiu desligamento da TV Globo?
Sim. Por meio da ação judicial que emplaquei no Ministério do Trabalho, meu vínculo com a TV Globo acabou. Sinceramente, hoje eu tenho mais medo da TV Globo do que dos traficantes. O traficante pode te ameaçar e ser violento. No entanto, ele avisa e depois cumpre. A TV Globo é traiçoeira. Enquanto você é subordinado e faz o que te pedem, você é bonzinho. Já quando você questiona os riscos que ela te impõe e se nega a fazer alguma coisa por temer pela sua própria vida, você é tachado de louco. Traficantes me parecem mais confiáveis.
Você acha que estaria morta se não tivesse travado uma briga judicial com a TV Globo para não ser mais obrigada a produzir matérias que colocassem sua vida em jogo?
Já estaria morta há muito tempo. A Globo não quis saber se eu corria risco de vida. Os meus chefes diziam que as ameaças que eu recebia por telefone eram coisas da minha cabeça. Não me arrependo de ter largado a Globo para trás. A minha vida vale muito mais do que R$ 3.100, que era o meu salário em 2001.
A morte do Tim poderia ter sido evitada pela emissora?
Sem dúvida nenhuma. Eu falei sobre os riscos que estávamos correndo sete meses antes de os traficantes do Alemão matarem o Tim Lopes. Eu implorei por atenção a estas ameaças e o que fez a TV Globo? Ignorou tudo. Sete meses depois, eles pegaram o Tim. Na ocasião do Prêmio Esso, antes de o Tim ser morto, eu liguei para ele e o alertei sobre os riscos de ter exposto seu rosto nos jornais. Na nossa profissão, é preciso ter muito cuidado para mostrar a cara. É muita ingenuidade achar que traficante não assiste TV e não lê jornal.
Procurada pela reportagem do Jornal do Brasil, a assessoria da Rede Globo não retornou às solicitações para esclarecimento das acusações desta matéria.

Dom Tomás Balduíno denuncia a constução de catedrais suntuosas - Bismarck Frota Xerez

Em carta aberta aos bispos da Igreja Católica, o bispo Dom Tomás Bulduíno critica a construção de catedrais suntuosas. De acordo com o bispo, as comunidades precisam de belos, dignos e venerados para se reunirem e terem seu culto. Entretanto, "o templo é símbolo da comunidade e não o instrumento do poder clerical ou episcopal, construído nos mesmos critérios dos templos que antigamente legitimavam o domínio dos poderosos do mundo."
Leia a íntegra da carta.
Goiânia, GO, 18 de julho de 2008.
Queridos Irmãos no episcopado, do Regional Centro-Oeste,
A paz do Senhor esteja com vocês!
Peço-lhes licença para colocar aqui umas reflexões que venho tendo com outros colegas, inclusive dando a forma de carta. Trata-se da concepção de igreja e, de modo especial, de igreja catedral. Fui motivado sobretudo pelo fato da catedral de Goiânia ter de se mudar para uma obra que ficará próxima do atual Paço municipal, em terreno doado por Lourival Lousa, dono do Flamboyant, porém do outro lado da rodovia 153, em local de acesso difícil e distante do povão. Será então uma catedral tipo monumento moderno, atualizado, tudo bem planejado, de concepção semelhante à de Brasília, a mesma que vai se reproduzir futuramente também em Palmas. Enquanto isso, por exemplo, as chamadas catedrais da Igreja Universal do Reino de Deus, que não deixam de ser também portentosas construções, ficam bem perto do povo e se enchem de gente. O que pensar, então, a respeito de nossas igrejas? Isso também faz parte da nossa responsabilidade pastoral.
1. O sacramento do Templo na Bíblia
O Senhor nos deu um ensinamento bem preciso e nos evangelizou sobre o templo. Enquanto as nações vizinhas do Povo de Israel tinham todas seu templo, os profetas do Senhor diziam que Deus não quer templo. Deus quer acampar com seu povo nômade. Construir um templo seria traição desse caminhar de Deus com seu povo. Até mesmo quando o rei Davi quis levantar um templo, o Senhor mandou o profeta Natan lhe dizer: "Desde que Deus tirou o seu povo do Egito, sempre morou em tenda e nunca pediu templo". (2 Sm 7,7).
Segundo Isaías (Is 66,1), Deus é aquele que o universo inteiro não pode conter. Tem o céu por seu trono e a terra como escabelo de seus pés. Como pode morar em uma casa edificada pelo homem? O problema é que, de fato, desde o começo, até hoje, o templo tem servido de legitimação do poder dos reis e dos donos do poder. Não é, pois, de graça que o rei e os poderosos dão todo apoio econômico à sua construção suntuosa e em lugar privilegiado. Por isso, os profetas sempre criticaram o templo e pediram que a fé se libertasse e fosse para além do templo.
Alguns profetas, como Isaias e Jeremias, tiveram que assumir o templo como um fato consumado, mas tiraram partido dele como lugar do ensino da Palavra, não como lugar de sacrifício. E Jesus retomou esta tradição profética. Na hora da sua prisão declarou aos seus algozes: "Todos os dias eu ensinava no templo e não me prendestes". (Mc 14,49). O templo, com efeito, não era tradicionalmente lugar de ensino, mas sim de sacrifício. Fazer daquele lugar um lugar de profecia foi um ato crítico e subversivo.
Depois do exílio da Babilônia, os judeus fiéis se reuniam em sinagogas (casas da comunidade). Começou, então, uma tensão entre o judaísmo da sinagoga (baseado na Palavra) e o judaísmo do templo (baseado nos sacrifícios e no culto). O Cristianismo surgiu no meio do judaísmo das sinagogas e não no do templo. As reuniões dos primeiros cristãos, que marcaram a liturgia até hoje, seguiram o esquema da sinagoga, não do templo. Das sinagogas para as casas. E, de casa em casa, o Evangelho foi irradiando.
Na cena da limpeza do templo o zelo vigoroso demonstrado por Jesus não foi em defesa daquela obra feita pela mão do homem. "Ele se referia ao templo do seu corpo" (Jo 2,21) e também à morada de Deus, isto é "àquele que o ama e cumpre sua palavra" (Jo 14,23) e sobretudo ao faminto, ao sedento, ao migrante, ao nu, ao doente, ao preso, às vítimas da opressão e da exploração. (Cf. Mt 23). Jesus se proclama maior do que o templo (Mt 12,6). Ele veio construir um templo não feito por mão humana (Mc 14,58). Ao celebrar sua oblação perfeita ao Pai Ele optou por fazê-la fora do templo e fora da cidade. O templo novo é o seu corpo ressuscitado (Jo 2,20). No Apocalipse, quando é anunciada a nova Jerusalém, o autor insiste que ela não tem mais templo porque o próprio Deus é o seu templo (Ap 21,22).
2. Templos e catedrais na história da Igreja
Há um paradoxo e uma contradição no fato dos judeus, para os quais o templo se tinha tornado o sacramento da presença divina, não terem querido reconstruir o templo depois de sua destruição no ano 70, enquanto os cristãos, que receberam tantas advertências de Jesus, multiplicaram os lugares de culto.
À medida que a Igreja se incorporou ao Império e se tornou uma Igreja Cristandade, ocupou os antigos templos pagãos e os transformou em templos da nova religião oficial que era a Igreja cristã. Da Idade Média até os nossos dias, as catedrais, construídas nas praças centrais e ao lado do poder político se tornaram símbolos de uma Igreja que o Concílio Vaticano II procurou superar. Segundo a Lúmen Gentium, "Assim como o Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho. Cristo foi enviado pelo Pai para ‘evangelizar os pobres, sanar os contritos de coração' (Lc 4,18), semelhantemente a Igreja cerca de amor todos os afligidos pela fraqueza humana, reconhece mesmo nos pobres e sofredores a imagem do seu Fundador pobre e sofredor" (LG nº 8). Dom Hélder Câmara, por exemplo, fiel a este novo espírito, foi na direção da periferia. Escolheu "a igreja das fronteiras" e fez das comunidades de periferia o lugar da cátedra do pastor. Dom Paulo Evaristo Arns, em 1973, vendeu o palácio episcopal e com o dinheiro construiu inúmeros centros comunitários na periferia de São Paulo, onde as Comunidades Eclesiais de Base passaram a se reunir para círculos bíblicos, celebrações da Palavra e da vida e lutar pelos direitos humanos. Mesmo em plena Cristandade, pastores como João Crisóstomo, Basílio e, no Ocidente, Ambrósio e Agostinho insistem que o verdadeiro templo de Deus e a glória da Igreja são os pobres. E João Crisóstomo fazia os pobres sentarem em sua cátedra na Igreja de Constantinopla.
A celebração dos sacramentos polarizada pelo altar, assim como a devoção e o culto dos santos polarizados pelo santuário, tornaram-se, durante séculos, a marca característica das igrejas católicas, infelizmente esvaziadas da Palavra. Inversamente, as igrejas da Reforma protestante deram um lugar primordial ao púlpito e à Bíblia, lida e assumida, com muito empenho, por todos os membros da comunidade. Foi o Concílio Vaticano II que, através das Constituições Dei Verbum e Sacrosanctum Concilium, restabeleceu o equilíbrio original entre o altar e o púlpito, valorizando a Palavra, que passou a integrar as celebrações dos sacramentos e readquiriu o lugar que ela tinha na vida da primitiva Igreja dos Apóstolos e dos mártires. Na construção das novas igrejas começaram até a aparecer soluções arquitetônicas criativas preocupadas em garantir a boa acústica, que favoreça a audição clara, para todos os participantes, de tudo o que é proclamado na liturgia.
As comunidades precisam sim de lugares para se reunirem e terem seu culto. Elas gostam que estes lugares sejam belos, dignos e venerados. Entretanto, é importante esclarecer que o templo é símbolo e sacramento da comunidade viva e deve ser o lugar da comunidade e não o instrumento do poder clerical ou episcopal, construído nos mesmos critérios dos templos que antigamente legitimavam o domínio dos poderosos do mundo.
"Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mamon)", disse Jesus. (Mt 6,24). O termo "servir" refere-se ao culto e o nome "Dinheiro" é sinônimo de "Mamon", o ídolo. O povo de Deus, povo sacerdotal, ao mesmo tempo que no templo ou fora do templo, isto é, na vida prática, cultua o Senhor, deve ser uma clara denúncia da monstruosa idolatria que domina no mundo. Em l989, para preparar a conferência do Conselho Mundial de Igrejas sobre "Justiça, Paz e Defesa da Criação", Ulrich Ducrow escrevia: "Quando vemos os mecanismos de um sistema econômico que, ano após ano, cria milhões de vítimas da fome e milhões de desempregados, quando vemos as florestas morrerem para permitir o lucro das empresas e vemos as superpotências continuarem a louca corrida armamentista, devemos admitir que estamos diante de um monstro demoníaco. De fato, os capítulos 13 a 18 do Apocalipse, com a sua descrição da Fera que sobe do abismo, são ainda a melhor descrição do atual sistema econômico, político e de seus meios de comunicação". Pois bem, esta terrível idolatria tem seus "Templos". Os bancos centrais superam em visibilidade arquitetônica qualquer catedral de qualquer parte do mundo. Eles são Templos. Têm seus sacerdotes, seu santo dos santos, seus sacrários de segurança máxima, acessíveis a poucos e onde guardam seu deus. Vamos nos contrapor a isso usando os mesmos critérios de grandiosidade e de poder ou seguiremos os caminhos da pequenez e do não-poder apontados por Jesus como força imbatível na construção do Reino de Deus?
Eram estas reflexões, Irmãos, que queria lhes comunicar, com simplicidade, na certeza de que podem surtir algum efeito prático. Do meu lado fico à disposição de vocês para qualquer reação a isto que não deixa de ser uma fraterna provocação.
Saúdo-os com fraterna amizade no Senhor Jesus, nosso Templo vivo.
Dom Tomás Balduino
Bispo emérito de Goiás
dombalduino@cptnacional.org.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O QUE A MÍDIA PRIVADA MOSTRA É O QUE OS DONOS PAGAM - Laerte Braga

Há uma guerra imunda sendo travada contra os líbios. O governo francês armou os “rebeldes” para enfrentar as forças do líder Muamar Gadafi e a OTAN proclama que seus bombardeios atingem instalações militares do governo daquele país.
Um relatório da ANISTIA INTERNACIONAL divulgado na Europa e convenientemente omitido no Brasil – a turma recebe para não divulgar – mostra que os ataques de um dos tentáculos de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A contra os líbios atingem alvos civis, matam crianças, destroem hospitais, são inconseqüentes e têm como objetivo destruir a infra estrutura do país. Física e humana.
Embaixadores norte-americanos no Brasil têm o hábito de reuniões com jornalistas. É o que mostra o WIKILEAKS. William Waack da GLOBO é um dos mais estimados, digamos assim. A despeito de ter errado redondamente nas avaliações que fez das eleições presidenciais de 2010 no Brasil – encantou Hilary Clinton com sua verborragia e submissão – continua participando de reuniões, encontros, ágapes em “negócios” que os EUA têm interesses diretos, para depois veicular em seu JORNAL DA NOITE, ou em programas da GLOBONEWS (canal fechado) aquilo que foi determinado, é do agrado dos que pagam.
Num estúdio de tevê o telespectador enxerga o cenário do programa apresentado e nesse cenário o que é interesse da emissora. Nos programas de William Waack não mostram os pés dos embaixadores brasileiros convidados para emitir opiniões sobre essa ou aquela situação. Caso de Celso Láfer, ou do próprio apresentador. É que estão todos descalços controlados pela embaixada dos EUA. Submetem-se a revista prévia por agentes especializados. Só depois sai o contracheque.
Num telegrama de 2005 o cônsul norte-americano em São Paulo (país vizinho que fala a mesma língua e é controlado pelo esquema FIESP/DASLU) conta a visita do embaixador de seu país John Danilovich a Porto Alegre e o encontro com diretores da RBS – REDE BRASIL SUL – num almoço particular com os editores do grupo. A RBS é o maior grupo regional de comunicação da América latina e ligado à GLOBO.
Os objetivos eram dois. A defesa dos “negócios” segundo a ótica dos EUA e de Israel, evitando notícias sobre o crime de genocídio que vem sendo cometido desde a invenção do Estado pelas grandes potências contra os palestinos. Os resultados foram satisfatórios. O compromisso foi selado.
O embaixador foi agraciado com uma entrevista no jornal ZERO HORA e em emissoras de rádio e tevê do grupo. Esse mesmo embaixador encontrou-se com líderes da comunidade judaica em Porto Alegre e jornalistas, presente o rabino Henry Sobel (aquele que teve uma crise e roubou uma gravata numa loja de New York e acabou passando uns dias na cadeia). No encontro estava presente Abraham Goldstein, presidente da B’nai Brith do Brasil e que garantiu que a mídia faria campanha para garantir pontos de vista favoráveis ao estado invasor e terrorista de Israel e a comunidade de judeus no Brasil.
O mesmo Goldstein garantiu que o editor do ESTADO DE SÃO PAULO assegurou campanha favorável a Israel. Essa campanha tinha como objetivo buscar não judeus críticos do secretário de Assuntos Estratégicos do governo de Lula, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, considerado anti-sionista. Essa importante Secretaria no governo Dilma foi comprada pelo PMDB e está em mãos de Wellington Moreira Franco, político de “grande competência” e “reputação ilibada”. Tem certificado fornecido por Washington, por Wall Street e paraísos fiscais para dinheiro público roubado.
Um ex-onbudsman do JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO (partícipe ativo da ditadura militar na desova de corpos de presos políticos assassinados nos porões do regime) Carlos Eduardo Lins e Silva é outro “patriota” que tem o hábito de conversar com os diplomatas norte-americanos. Entrega o ouro e de quebra se compromete a defender a matança de palestinos. Esteve, como mostra o WIKILEAKS, com o Assistente do Departamento de Estado para Assuntos Econômicos no Fórum Econômico Mundial América Latina, em 2006. Errou feito também em suas previsões ao apresentar o governador Geraldo Alckimin, coroinha da OPUS DEI, como um candidato de “grande viabilidade” às eleições presidenciais daquele ano.
Participou de um encontro com o senador republicano Chuck Hagel, em São Paulo, onde estava Celso Láfer (ministro das Relações Exteriores do governo FHC que tirou os sapatos nos aeroporto de New York para ser revistado). No mesmo encontro estavam Rubens Ricúpero, ex-ministro da Fazenda do governo Itamar, embaixador do Brasil nos EUA e Sérgio Amaral, também ex-ministro de FHC.
Quando do início das descobertas do pré-sal o jornalista esteve reunido com o cônsul geral dos EUA Thomas White. Discutiram planos para a exploração do petróleo, campanhas para a entrega. Noutro encontro juntaram-se o sociólogo Bolívar Lamounier, Celso Láfer, e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia de FHC, José Goldemberg. Essa foi uma reunião com o Arturo Valenzuela, secretário assistente para assuntos do Hemisfério Ocidental.
O cientista político Bolívar Lamounier e José Augusto Guilhon de Albuquerque aparecem noutra “reunião” com norte-americanos, onde foram apresentados como “acadêmicos ligados ao PSDB”. O partido é um dos principais braços do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A no Brasil.
Os dois acertaram a previsão que Lula elegeria seu sucessor, mas seria necessário buscar apoio no PMDB classificado como um partido que “é sempre problema, nunca a solução, porque não tem nenhuma identidade política nem ideológica e existe com o único propósito de avançar em interesses pessoais para seus membros”.
Aí Dilma correu lá e chamou Moreira Franco, entre outras peças das máfias que formam o partido (existe gente decente sim, mas 0,00000000001%).
Nesse encontro estava o embaixador Cliford Sobel, dos EUA lógico, que ao final relatou aos seus superiores que ficou acertada uma cobertura positiva para os Estados Unidos, inclusive nas manobras militares entre as marinhas de três países. A dos EUA e as auxiliares, do Brasil e da Argentina.
O jornalista Fernando Rodrigues, repórter político especial do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, foi procurado duas vezes para analisar questões relativas ao Brasil. O funcionamento do Tribunal de Contas e uma eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, onde o deputado Aldo Rebelo – pró-EUA, relator do Código Florestal, no bolso dos latifundiários, da bancada do PC do B) concorria.
Como se vê, toda aquela proclamada liberdade de expressão da mídia brasileira pode ser encontrada nos livros caixas da embaixada e consulados norte-americanos, grupos sionistas do Estado invasor de Israel, imaginem quanto a revista VEJA – a líder em podridão explícita – deve ter recebido para a matéria onde afirma que muçulmanos são terroristas e que agem no Brasil com conhecimento do governo.
Na realidade os que agem aqui são outros. Os da MOSSAD – serviço terrorista do Estado invasor de Israel –, da CIA e embaixadores e funcionários dos EUA, no serviço de “amaciar “jornalistas e empresas privadas de comunicações.
O que o brasileiro lê, escuta ou vê na mídia privada é aquilo que foi pago pelos donos. A liberdade de expressão dessa gente se resume aos “negócios e Dilma Roussef vai entregar a Banda Larga às teles num ato criminoso e de pura traição a tudo o que foi dito durante sua campanha eleitoral. É tucana, disfarçou-se para ser o poste que segundo Delfim Neto Lula elegeria – “Lula elege até um poste” –. Elegeu uma tucana com roupagem petista.
Um dos momentos de rara felicidade no jornalismo brasileiro foi quando Paulo Henrique Amorim definiu essa mídia – PIG, o PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA. E outro, anterior a essa definição precisa, quando o jornalista Millôr Fernandes afirmou ainda na revista O CRUZEIRO, que “a corrupção começa no cafezinho”. Estava definindo o jornalista venal.

domingo, 10 de julho de 2011

[Carta O BERRO] .A Doutrina do Choque - Vanderley - Revista


A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.

E O FHC? O SÉRGIO CABRAL? O COLLOR? O SARNEY? - Laerte Braga

Eu não votaria em José Dirceu para sindico de prédio. Mas recordo-me de uma frase de um deputado baiano do PFL à época da CPI do Mensalão. José Carlos Aleluia, o nome do deputado. Ao inquirir o ex-ministro chefe do Gabinete Civil, Aleluia afirmou o seguinte – “eu o conheço há anos e não creio que o senhor tenha tirado proveito próprio de verbas públicas, posto dinheiro público em seu bolso”.
Não conheço os autos do processo do Mensalão. O que não significa que não tenha existido e que não exista em vários níveis. O ex-governador José Roberto Arruda, de Brasília, foi pego com a boca na botija num esquema semelhante. A corrupção no governo Sérgio Cabral no Rio de Janeiro é a luz do dia, escancarada.
O ex-procurador geral da República Geraldo Brindeiro sentou em cima de todos os inquéritos que apontavam escândalos no governo de Fernando Henrique (de longe o pior de todos, o mais cínico, o mais repulsivo) e principalmente o inquérito que apresentou provas públicas (houve cassação de um ou dois mandatos de deputados que venderam os votos) sobre a compra de votos para o golpe branco da reeleição.
Está lá até hoje sem que haja denúncia do Ministério Público, da Procuradoria Geral da República.
E FHC impune em todos os escândalos das privatizações criminosas feitas em seu governo. Jobim, que hoje é ministro de Dilma como foi de Lula deu um jeito.
Uma CPI da Corrupção no governo Sarney, da qual a figura principal foi o então senador Itamar Franco, mostrou o descalabro que foi o mandato presidencial do atual presidente do Senado. E essa prática permanece nos estados do Maranhão e do Amapá, se estenderam à família. Sarney posa de avalista da democracia, da república, tenta impedir a divulgação dos documentos sobre tortura e violência no regime militar, pois está comprometido com esse esquema até a medula do bigode pintado.
Sobre Collor então. O ex-presidente foi impedido por decisão do Congresso Nacional, debaixo de pressão da opinião pública, depois que entendeu que o dinheiro público era dele e de Paulo César Faria, mais tarde assassinado no clássica limpeza de trilho, cala a boca.
Nos últimos dias surgiram revelações impressionantes sobre a corrupção no governo de Sérgio Cabral. Ligações com empresários em troca de favores (contratos de obras e serviços no Estado), favorecimento ao pilantra Luciano Huck para investimentos em área ambiental através do escritório da agora ex-mulher de Cabral. Cada trem mais escabroso que outro e nada, exceto um pedido de apuração dos fatos feito pelo deputado estadual Marcelo Freixo, mas que esbarra na maioria de deputados corruptos que forma a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
O pedido de condenação dos acusados do Mensalão feito pelo procurador geral da República pode até estar respaldado em provas e se essas existirem os réus, lógico, devem ser condenados. Roberto Jeferson, por exemplo, é réu confesso. Abriu a boca quando viu que não conseguiria extorquir mais.
Mas e o resto? Sarney vai ficar impune? Ele e sua família? Collor de Mello, FHC, Sérgio Cabral? O que dizer das ligações da filha de José Serra com o banqueiro Daniel Dantas e do papel de Gilmar Mendes beneficiando a esse banqueiro com dois habeas corpus em menos de uma hora e depois forjando, em cumplicidade com a revista VEJA (imprensa marrom, tipo aquele tablóide fechado na Grã Bretanha), uma gravação que nunca existiu em seu gabinete?
Como ficam esses caras? Gilmar Mendes é um dos que vai julgar o processo do mensalão. Deveria ser réu num monte de outros processos, o País inteiro sabe disso.
A ministra Ellen Gracie, em 2002,.decidiu uma querela no STF que os filhos do seu primeiro casamento eram interessados diretos em direitos futuros de herança e quando questionada sobre a sua suspeição rejeitou qualquer preliminar sobre o fato. Mas não pensou duas vezes em comprar com dinheiro público uma banheira de hidro-massagem para o seu apartamento funcional com verba pública, segundo ela, algo indispensável para um melhor conforto e melhores condições para exercício da magistratura.
Devia explicar isso para a juíza que revogou a Lei Áurea mantendo trabalho escravo e beneficiando uma empresa, em Brasília mesmo.
O importante a observar é que nada disso é corrupção em si, só corrupção. É conseqüência do modelo político e econômico brasileiro. Com todas as letras do capitalismo selvagem que se pratica aqui. Barões paulistas comandando o País, escolhidos a dedo pela corte em Wall Street e Washington, com caldos de barões do latifúndio (ainda são mantidos à distância, pois mordem e não há vacina que evite a morte. Uma mordida de Kátia Abreu mata em cinco segundos).
Banqueiros e grandes empresários. Onde há corrupção há o corruptor.
Como ficam Sérgio Cabral e sua ex-mulher no caso do favorecimento ao pilantra Luciano Huck? Ou FHC na compra de votos para reeleição? Os contratos firmados pelo governo do estado do Rio com Eike Batista?
Toda a sorte de trapaças que é implícita ao modelo, faz parte do cerne do modelo. É inerente a ele. O capitalismo não sobrevive sem corrupção, sem violência, sem barbárie.
O jornal O GLOBO estampou manchete sobre o pedido do procurador. Mas não diz uma linha sobre a corrupção de Cabral, ou a vergonha que foi o processo de privatizações no governo FHC. É simples, tanto o jornal, como a rede de tevê estão no bolso dos caras, têm interesse direto nos “negócios”.
Os políticos petistas envolvidos no escândalo, nesse e outros provocados pelas alianças com partidos padrão PR (o que vende casas no céu) pagam o preço não da ingenuidade, mas da capitulação diante dessa gente. Quem aos porcos se mistura, farelo come, é um ditado antigo.
O que existe é isso, um centro irradiador de doenças políticas e econômicas e tentáculos, todos envolvidos em grossa corrupção, que é conseqüência.
É óbvio, onde existe corrupto existe corruptor. Pouco importa que seja o esquema FIESP/DASLU, é o modelo.
A falta de transparência, de participação popular. De mecanismos de liberdade real de imprensa e não monopólio de quadrilhas que controlam o setor.
O cidadão comum e o último a saber e quando sabe o sabe pela voz dos próprios bandidos. Ou seja, via JORNAL NACIONAL, JORNAL DA NOITE, FOLHA DE SÃO PUALO, VEJA, ÉPOCA, etc.
Quando o filho de um dos diretores da RBS –REDE BRASIL SUL – que controla a mídia na região sul do País e é parte da GLOBO, estuprou uma menor em sua residência o silêncio foi total. Absoluto.
E aí? Sarney, Collor, FHC, Cabral, Paulo Hartung, bandidos de maior ou menor quilate vão ficar impunes? Aécio, Alckimin, Serra, Jereissati?
O problema é que o PT por seus dirigentes e o próprio Lula e agora Dilma se misturaram ao esquema, pagam o preço do equilibrismo diante de mafiosos muito mais espertos que eles.
E esse esquema é podre, o institucional no Brasil está falido. Até a Lei Áurea foi revogada.