quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Unidos da Tijuca é a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro - Barbet
A Unidos da Tijuca já é a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
Penúltima escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, na segunda-feira, a Unidos da Tijuca entrou na avenida para homenagear o cantor e compositor Luiz Gonzaga, o rei do sertão.
A agremiação falou das paisagens do sertão, da cultura nordestina e de seu povo. Acompanhe, agora, alguns momentos do desfile da grande vencedora.
Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixas
Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixas para o Grupo de Acesso. O desfile das campeãs acontece neste sábado.
África, 1987: “O discurso da dívida” - Vanderley Caixe
| Thomas Sankara |
29/7/1987, Thomas
Sankara (então presidente revolucionário de Burkina Faso[1])
Na Conferência da Organização da Unidade Africana, Addis Abeba, Etiópia http://www.youtube.com/watch?v=jvYM6cGuBo8&feature=related
Na Conferência da Organização da Unidade Africana, Addis Abeba, Etiópia http://www.youtube.com/watch?v=jvYM6cGuBo8&feature=related
Ver também
Não podemos aceitar que nos deem lições de dignidade. Que elogiem os que pagam as dívidas, e desqualifiquem os que não pagam, que nos digam que os que não pagam não merecem confiança. Ao contrário disso, devemos dizer que, hoje, os maiores assaltantes são os mais ricos, e que isso é visto como normal. Porque um pobre, quando rouba, comete pequeno crime, um pecadilho. Trata-se de sobreviver, de necessidade. Mas os ricos, quando roubam, têm autoridade fiscal, ou roubam na Alfândega. São os que exploram o povo.
Senhor presidente, minha ideia aqui não é provocar, nem fazer espetáculo. Apenas digo aqui o que todos nós pensamos e desejamos. Quem aqui não deseja que essa dívida seja simplesmente cancelada? Quem não desejar que essa dívida seja cancelada, que tome seu avião é vá pagá-la imediatamente, ao Banco Mundial!
Tampouco desejo que pensem que a proposta de Burkina Faso é ideia saída da cabeça de jovens inexperientes e imaturos, ou que a ideia de não pagar a dívida seja ideia só dos revolucionários. Digo que a proposta de não pagarmos a dívida é proposta objetiva, e é nossa obrigação. E posso citar muitos exemplos de outros que também disseram que não paguemos a dívida, revolucionários e não revolucionários, jovens e velhos.
Cito, por exemplo, Fidel Castro, que já disse que não paguemos. É revolucionário, como eu; e mais velho que eu. Mas posso citar também François Mitterand, que também disse que os países africanos, os países pobres, não podem pagar a dívida. Posso citar a senhora primeira-ministra. Não sei quantos anos tem e não perguntarei, mas é mais um exemplo. Posso citar também o presidente Felix Houphoüet-Boigny, que não é tão jovem e declarou, oficialmente, publicamente, pelo menos em relação ao seu próprio país, que a Costa do Marfim não pode pagar a dívida. Ora, a Costa do Marfim classifica-se entre os países mais ricos da África, ou pelo menos da África ‘francófona’. Por isso também, a Costa do Marfim paga contribuição maior aqui [risos].
Mas, senhor presidente, não falo para provocar. É preciso que os senhores nos ofereçam melhores soluções. Gostaria que nossa conferência adotasse como resolução muito necessária, uma declaração de que não podemos pagar a dívida. E que seja resolução conjunta, não declarações individuais.
É importante que assim seja, para que não nos exponhamos a ser assassinados. Se Burkina Faso permanecer sozinha, como único país que se recusa a pagar a dívida, eu não estarei aqui, na nossa próxima Conferência. Mas se, ao contrário, obtivermos aqui o apoio de todos, de que eu tanto preciso, conseguiremos não ser obrigados a pagar.
Se conseguirmos não pagar essa dívida, poderemos aplicar nossos pequenos recursos ao nosso próprio desenvolvimento.
Para terminar, quero dizer que cada vez que um país africano compra uma arma, é arma que será usada contra outro africano. Não será usada contra europeu nem contra país asiático. Será usada contra africanos. Portanto, temos de tirar vantagem da questão da dívida, para lançar, para encaminhar alguma solução para o problema das armas. Sou militar e ando armado. Mas, senhor presidente, sei que o desarmamento é questão inadiável. Eu ando armado, com a única arma que tenho. E muitos têm um arsenal escondido em casa. Assim, queridos irmãos, com o apoio de todos, conseguiremos ter paz em casa.
Também conseguiremos usar as imensas potencialidades da África para desenvolver a África. Nosso solo é rico. Nosso subsolo é rico. Temos braços e temos um vasto mercado, do norte ao sul e de leste a oeste. Temos capacidades intelectuais para criar ou, no mínimo, para usar todas as tecnologias e ciências, onde quer que as encontremos.
Senhor presidente, façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida contra o pagamento da dívida. Façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida para limitar o comércio de armas entre os países pobres e fracos. Os porretes e facões que se compram por toda parte são inúteis.
Façamos também dessa Conferência uma frente a favor do mercado africano, a favor do mercado para os africanos. Produzir na África, transformar na África e consumir na África. Vamos produzir o que nos falta, e consumir nossa produção, em vez de importar tudo.
Burkina Faso aqui está para apresentar os tecidos de algodão que nós mesmos estamos produzindo. Algodão plantado em Burkina Faso, tecido em Burkina Faso, modelado e costurado em Burkina Faso, para vestir os burkinabeses. Minha delegação e eu aqui estamos, vestidos por nossos tecelões camponeses. Não há aqui um único fio importado da Europa ou dos EUA. Mas não estou aqui para apresentar desfile de modas. Queria dizer apenas que temos de aprender a viver à africana, porque não há outro meio para vivermos livres e com dignidade.
Agradeço a atenção, senhor presidente. Pátria ou morte! Venceremos!
18/2/2012, "Paralelismos: Sankara, o herói que desafiou
os credores"http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/02/1622012-leonidas-oikonomakis-roarmag.html
Não podemos pagar a dívida. E com isso não quero dizer que somos contra a moral, a dignidade e o dever de cumprir nossa palavra. Quero dizer que a moral, a dignidade e o dever de cumprir nossa palavra não são a mesma coisa entre os ricos e os pobres. A Bíblia, o Corão, não podem servir do mesmo modo aos que exploram os pobres e aos explorados. É preciso que haja duas edições da Bíblia e duas edições do Corão.
Não podemos aceitar que nos deem lições de dignidade. Que elogiem os que pagam as dívidas, e desqualifiquem os que não pagam, que nos digam que os que não pagam não merecem confiança. Ao contrário disso, devemos dizer que, hoje, os maiores assaltantes são os mais ricos, e que isso é visto como normal. Porque um pobre, quando rouba, comete pequeno crime, um pecadilho. Trata-se de sobreviver, de necessidade. Mas os ricos, quando roubam, têm autoridade fiscal, ou roubam na Alfândega. São os que exploram o povo.
Senhor presidente, minha ideia aqui não é provocar, nem fazer espetáculo. Apenas digo aqui o que todos nós pensamos e desejamos. Quem aqui não deseja que essa dívida seja simplesmente cancelada? Quem não desejar que essa dívida seja cancelada, que tome seu avião é vá pagá-la imediatamente, ao Banco Mundial!
Tampouco desejo que pensem que a proposta de Burkina Faso é ideia saída da cabeça de jovens inexperientes e imaturos, ou que a ideia de não pagar a dívida seja ideia só dos revolucionários. Digo que a proposta de não pagarmos a dívida é proposta objetiva, e é nossa obrigação. E posso citar muitos exemplos de outros que também disseram que não paguemos a dívida, revolucionários e não revolucionários, jovens e velhos.
Cito, por exemplo, Fidel Castro, que já disse que não paguemos. É revolucionário, como eu; e mais velho que eu. Mas posso citar também François Mitterand, que também disse que os países africanos, os países pobres, não podem pagar a dívida. Posso citar a senhora primeira-ministra. Não sei quantos anos tem e não perguntarei, mas é mais um exemplo. Posso citar também o presidente Felix Houphoüet-Boigny, que não é tão jovem e declarou, oficialmente, publicamente, pelo menos em relação ao seu próprio país, que a Costa do Marfim não pode pagar a dívida. Ora, a Costa do Marfim classifica-se entre os países mais ricos da África, ou pelo menos da África ‘francófona’. Por isso também, a Costa do Marfim paga contribuição maior aqui [risos].
Mas, senhor presidente, não falo para provocar. É preciso que os senhores nos ofereçam melhores soluções. Gostaria que nossa conferência adotasse como resolução muito necessária, uma declaração de que não podemos pagar a dívida. E que seja resolução conjunta, não declarações individuais.
É importante que assim seja, para que não nos exponhamos a ser assassinados. Se Burkina Faso permanecer sozinha, como único país que se recusa a pagar a dívida, eu não estarei aqui, na nossa próxima Conferência. Mas se, ao contrário, obtivermos aqui o apoio de todos, de que eu tanto preciso, conseguiremos não ser obrigados a pagar.
Se conseguirmos não pagar essa dívida, poderemos aplicar nossos pequenos recursos ao nosso próprio desenvolvimento.
Para terminar, quero dizer que cada vez que um país africano compra uma arma, é arma que será usada contra outro africano. Não será usada contra europeu nem contra país asiático. Será usada contra africanos. Portanto, temos de tirar vantagem da questão da dívida, para lançar, para encaminhar alguma solução para o problema das armas. Sou militar e ando armado. Mas, senhor presidente, sei que o desarmamento é questão inadiável. Eu ando armado, com a única arma que tenho. E muitos têm um arsenal escondido em casa. Assim, queridos irmãos, com o apoio de todos, conseguiremos ter paz em casa.
Também conseguiremos usar as imensas potencialidades da África para desenvolver a África. Nosso solo é rico. Nosso subsolo é rico. Temos braços e temos um vasto mercado, do norte ao sul e de leste a oeste. Temos capacidades intelectuais para criar ou, no mínimo, para usar todas as tecnologias e ciências, onde quer que as encontremos.
Senhor presidente, façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida contra o pagamento da dívida. Façamos dessa Conferência de Addis Abeba uma frente unida para limitar o comércio de armas entre os países pobres e fracos. Os porretes e facões que se compram por toda parte são inúteis.
Façamos também dessa Conferência uma frente a favor do mercado africano, a favor do mercado para os africanos. Produzir na África, transformar na África e consumir na África. Vamos produzir o que nos falta, e consumir nossa produção, em vez de importar tudo.
Burkina Faso aqui está para apresentar os tecidos de algodão que nós mesmos estamos produzindo. Algodão plantado em Burkina Faso, tecido em Burkina Faso, modelado e costurado em Burkina Faso, para vestir os burkinabeses. Minha delegação e eu aqui estamos, vestidos por nossos tecelões camponeses. Não há aqui um único fio importado da Europa ou dos EUA. Mas não estou aqui para apresentar desfile de modas. Queria dizer apenas que temos de aprender a viver à africana, porque não há outro meio para vivermos livres e com dignidade.
Agradeço a atenção, senhor presidente. Pátria ou morte! Venceremos!
[1] Thomas Sankara [1949-1987] foi assassinado três meses
depois desse discurso. Lê-se sobre ele, em Mathaba.net: “Thomas Sankara liderou,
entre 1983 e 1987, uma das revoluções mais radicais e criativas que a África
produziu em décadas. Sankara inaugurou uma trilha que outros países africanos
poderiam seguir, genuína alternativa à modernização conservadora do continente.
Como outros líderes africanos radicais, Sankara foi assassinado. O homem que o
matou continua no poder, há 24 anos, sempre apoiado pelo ocidente” (em http://www.mathaba.net/www/black/sankara.shtml
[traduzido]).
domingo, 19 de fevereiro de 2012
O MUNDO DOS "ZUMBIS" - Laerte Braga
O incêndio numa prisão em Honduras
matou perto de 400 presos. O “presidente” Pepe Lobo foi à tevê e em rede
nacional disse que ia determinar a apuração dos fatos, punir os responsáveis e
assistir às famílias dos mortos. A mídia domesticada – corrupta – não fala em
presos políticos, mas em criminosos comuns.
No extinto estado do Espírito Santo,
hoje dirigido por um fantoche do líder da principal máfia política local, um
estudante foi preso por protestar contra o aumento das tarifas dos transportes
coletivos urbanos e levado para um presídio de segurança máxima onde ficou por
sete dias.Foi preso pelos “bravos” soldados da PM – uma aberração em se tratando de polícia – e acusado da posse de explosivos. Não existiam esses. A transferência para um presídio de segurança máxima é a típica atitude de “autoridade H2o”. Ou o “teje preso”.
Honduras, com a deposição do presidente Manoel Zelaya vive um regime de terror imposto pelas elites que governam o país desde sua fundação e hoje se subordinam aos EUA. Nos arredores de Tegucigalpa, capital, está a maior base norte-americana na América Latina, conhecida como “escola de golpes”.
Lá foram planejados e montados golpes militares em vários países latino-americanos, um governo fora dos parâmetros traçados por Washington – caso de Zelaya – seria um complicador sem tamanho para os Estados Unidos.
Pepe Lobo é o típico representante de uma elite tacanha, bisonha e que ainda não descobriu nem a roda e nem o garfo e a faca. O fogo sim. Usa-o para eliminar inimigos do regime, misturados a uns poucos presos comuns (que são seres humanos e têm direitos básicos) e aí, em rede de tevê, contando com a cumplicidade da mídia domesticada – caso GLOBO no Brasil, RECORDE, BAND, Folha de São Paulo, Veja, etc –, vende a idéia cristã e democrática que de fato preside Honduras e manda alguma coisa. Pode até mandar, mas depois de consultar o comandante da base norte-americana no país.
É mais ou menos como aqueles sargentos vendidos em massa pelos filmes patrióticos de Hollywood. Ironizados num anúncio de determinada marca de canos. Quem entra por esse tipo de cano são presos políticos. A avenida da “democracia” é pavimentada sobre corpos de adversários políticos e abençoada pelo crucifixo que criminosamente Pepe Lobo coloca ao alto do fundo que se presta ao seu discurso de “líder” cristão e democrático.
O governo de ultra-direita do Chile foi chamado a fornecer peritos para identificar os corpos carbonizados. O relatório final já está pronto, os “especialistas” vão apenas sacramentar a explicação do governo para a chacina.
Líderes católicos, entidades de direitos humanos denunciam a farsa e o crime hediondo. A mídia tradicional silencia.
O julgamento de Lindemberg Alves, um criminoso comum, vira manchete prioritária em todo o Brasil, na ânsia de alimentar a alienação dos “zumbis” conduzidos ao estilo Big Brother.
A prisão de um estudante em flagrante violação à lei num presídio de segurança máxima foi tão somente a costumeira tentativa de intimidar, coagir e assim buscar que os protestos contra o fantoche que imagina governar alguma coisa (Paulo Hartung governa o extinto Espírito Santo hoje um condomínio de máfias chamadas empresas), não aconteçam, os desmandos sejam acatados.
Notícias desse tipo de fato só fora da mídia de mercado. O silêncio é absoluto sobre assuntos assim. Tanto na mídia nacional, quando na estadual. São braços das quadrilhas.
Isso equivale a tratar o cidadão como objeto de segunda categoria na mentira de cada dia em redes de tevê, jornais e revistas.
Se listados os abusos – e são muitos os relatórios que condenam o Brasil por procedimentos abusivos de autoridades e polícia militar principalmente – contra direitos humanos, a quantidade de papel a ser gasta será absurda.
Pior que isso é o incitamento direto e indireto, via mídia, que direitos humanos são eufemismo para proteger criminosos. Abre espaços para barbáries em Honduras, no extinto Espírito Santo, em Guantánamo – campo de concentração montado pelos EUA em território ocupado de Cuba – e assim por diante. Mas vira “bandeira” quando um robô/jornalista defende assassinatos seletivos.
A afirmação feita pela presidente do Brasil Dilma Roussef que “direitos humanos não podem ser uma arma ideológica”, a despeito dos rumos do governo, é precisa, correta.
Chegou-se a um ponto que o robô/jornalista – Caio Blinder – defende publicamente numa rede de tevê via satélite a validade e a necessidade dos assassinatos seletivos praticados por serviços secretos norte-americanos e israelenses, como forma de defender a “democracia”, a “paz”. E é secundado por um foragido da justiça brasileira o jornalista Diogo Mainardi. Não há espanto e nem indignação por um disparate desses.
A dose de anestesia aplicada pela mídia paralisa o que William Bonner chamou de “Homer Simpson, o público/vítima desse tipo de informação.
É o grande desafio das forças populares. Acordar, despertar desse estado as pessoas que a cada dia mais marcham como “zumbis” numa ordem desordenada que mantém intactos privilégios e leva o ser humano a uma condição de objeto/abjeto.
Os ataques do governo sírio contra rebeldes e mercenários financiados pelos norte-americanos vão ser sempre violação dos direitos humanos e o são numa boa medida (pelo caráter ditatorial do governo). A destruição da Líbia em nome de interesses de empresas e bancos do cartel ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A foram divulgados como “missão libertadora”. A desordem na Líbia após a “ajuda humanitária” da OTAN (braço do terror capitalista) é de tal dimensão que as tribos brigam entre si e forças remanescentes do governo de Kadafi começam a ganhar espaço.
Na Grécia, um levante popular, protestos e luta contra pacotes impostos por bancos e grandes corporações, que sugam mais ainda os trabalhadores são vistos como manifestações de inconformismo diante do “estupro inevitável”. A necessidade de salvar a Comunidade Européia. O que é isso a não ser um arranjo das classes dominantes?
Cada vez mais, em países considerados “democráticos”, o poder popular é menor. Limita-se ao voto na presunção que isso é o bastante e ato contínuo os governantes entram na imensa bolha do capitalismo e só retornam ao mundo dos “zumbis” quando for novamente a hora de votar.
Não há quem seja “zumbi” por vontade própria, pelo menos nessa condição. Mas há um claro processo de formação de legiões de “zumbis” dóceis, servis à ordem dominante e em caso de reação a borduna. Seja em Honduras, no extinto Espírito Santo, no Egito, em qualquer canto do mundo onde prevaleça a informação que defende “assassinatos seletivos” pela “paz” e pela “democracia”.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Eu longe de você,
Pescador longe do mar.
Eu peço de beber
A uma fonte ressecada pelo sol.
Solidão e melancolia,
Os adornos da minha casa,
Algum livro, uma poesia
E sobre o piano uma fotografia.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Noites, noites de amor.
No silencio meu nome, seu nome,
Mas não volta atrás a água de um rio
E nem seu amor volta para mim.
Solidão e melancolia,
Em cada esquina, em cada rua.
Te censuro somente por uma coisa,
que podia pelo menos pedir desculpas.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Eu e você
Pescador longe do mar.
Eu peço de beber
A uma fonte ressecada pelo sol.
Solidão e melancolia,
Os adornos da minha casa,
Algum livro, uma poesia
E sobre o piano uma fotografia.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Noites, noites de amor.
No silencio meu nome, seu nome,
Mas não volta atrás a água de um rio
E nem seu amor volta para mim.
Solidão e melancolia,
Em cada esquina, em cada rua.
Te censuro somente por uma coisa,
que podia pelo menos pedir desculpas.
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Lá onde tem
A cabana descoberta por nós,
Onde você disse queria....
Amor queria.... esta noite queria....
Eu e você,
Um grande amor e nada mais
Eu e você,
Nossas corridas até lá.
Eu e você
O MEU AMOR
ABSTRATO
Barbet
16 de fevereiro de 2012
Barbet
16 de fevereiro de 2012
Bem mais real que o
imaginado,
O meu amor abstrato,
Encanta-me com seu jeito,
Com seu sorriso maroto.
Acorda-me com um beijo,
Dança comigo horas a fio,
Enxuga minhas lágrimas,
Está sempre presente,
Manda-me muitas flores,
Enche meus dias de música,
Torna minha vida um sonho,
"O meu amor abstrato"
Tão querido e amado,
Tão real que poderia tocá-lo,
Mas, por ser abstrato,
Guardo-o em meu coração.
Só a mim pertence,
O meu amor,
Abstrato.
O meu amor abstrato,
Encanta-me com seu jeito,
Com seu sorriso maroto.
Acorda-me com um beijo,
Dança comigo horas a fio,
Enxuga minhas lágrimas,
Está sempre presente,
Manda-me muitas flores,
Enche meus dias de música,
Torna minha vida um sonho,
"O meu amor abstrato"
Tão querido e amado,
Tão real que poderia tocá-lo,
Mas, por ser abstrato,
Guardo-o em meu coração.
Só a mim pertence,
O meu amor,
Abstrato.
(poema dedicado)
* * *
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para você
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de muita paz e
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Ao repassar mantenha os créditos desta mensagem
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de muita paz e
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Jane Fonda - O Terceiro Ato da Vida
Leia abaixo ou assista a Palestra de Jane Fonda na Íntegra
Das muitas revoluções no último século, nenhuma tão significativa quanto à da longevidade. Estamos vivendo em média, 34 anos a mais do que nossos bisavós. Um novo período de vida que foi adicionado à nossa expectativa de vida e nossa cultura não se posicionou sobre o que isto significa.
Ainda estamos vivendo com o velho paradigma da idade como um arco: você nasce, atinge o auge na meia-idade e declina para a decrepitude.
Muitas pessoas hoje, filósofos, artistas, médicos, cientistas, estão lançando um novo olhar para o que chamo de terceiro ato: as três últimas décadas da vida. Eles perceberam que isso é na verdade, um estágio de desenvolvimento da vida com sua própria significância, tão diferente da idade madura quanto a adolescência o é da infância.
- Como usamos esse tempo?
- Qual é a nova metáfora para o envelhecimento?
Passei o último ano pesquisando sobre este assunto e descobri que a metáfora mais adequada para envelhecimento é uma escadaria: a ascensão para o topo do espírito humano, trazendo-nos para sabedoria, completude e autenticidade.
A maioria das pessoas acima de 50 sente-se melhor, é menos estressada, menos hostil, menos ansiosa e dizem que até mesmo mais felizes. Não quero romantizar o envelhecimento. Não há garantia de que ele seja um tempo de fruição e crescimento. E não há muito que possamos fazer sobre isso.
Então vamos examinar o que podemos fazer para tornar esses anos adicionais bem sucedidos e fazer a diferença. Deixe-me dizer algo sobre a escadaria, uma metáfora esquisita para idosos, considerando-se o fato de que muitos idosos são desafiados por escadas. O mundo inteiro obedece uma lei universal: Entropia, a segunda lei da termodinâmica, significa que tudo no mundo, tudo, está num estado de declínio e decadência, o arco.
Há apenas uma exceção a essa lei universal e isso é o espírito humano, que pode continuar a evoluir em direção ao topo - a escadaria - trazendo-nos para a completude, autenticidade e sabedoria.
Essa ascensão pode acontecer mesmo face a desafios físicos extremos. Há cerca de três anos atrás, li no New York Times, que um homem chamado Neil Selinger (57 anos), advogado aposentado tinha se juntado ao grupo de escritores da Faculdade Sarah Lawrence. Dois anos depois, ele foi diagnosticado com uma doença fatal que devasta o corpo, mas a mente permanece intacta. Em seu artigo, Selinger descreveu o que estava acontecendo: "À medida que meus músculos enfraqueciam, minha escrita se tornava mais forte. À medida que perdia minha fala, ganhava minha voz. À medida que encolhia, eu crescia. No momento em que perdi tanto, finalmente comecei a encontrar a mim mesmo". Neil Selinger é a personificação da subida da escadaria em seu terceiro ato.
Todos nascemos com espírito, mas, às vezes, ele fica soterrado debaixo dos desafios da vida, abusos, negligências... Muitos de nossos relacionamentos não tiveram uma conclusão e assim podemos nos sentir inacabados. A incumbência do terceiro ato é terminar esta tarefa. Para mim começou no meu aniversário de 60 anos. - Como era para eu viver? - O que era para eu realizar nesse ato final? - E percebi que: a fim de saber para onde estava indo, eu tinha que saber onde estivera. Voltei e estudei meus dois primeiros atos, tentando ver quem eu realmente era e não o que meus pais ou outras pessoas quisessem que fosse. - Quem foram meus pais, não como pais, mas como pessoas? - Quem foram os meus avós? - Como eles trataram meus pais? Esse tipo de coisas.
Descobri que esse processo é chamado pelos psicólogos "análise da vida". Ele pode dar nova significância, clareza e sentido à vida. Você pode descobrir, que muitas coisas que você costumava pensar que era falha sua, ou pensar sobre você mesmo, na verdade, não tinham nada a ver com você. E você é capaz de voltar, de mudar sua relação e se libertar de seu passado e perdoar a você mesmo.
Em seu livro chamado "Em Busca de Sentido", Viktor Frankl, psiquiatra alemão que passou cinco anos em um campo de concentração nazista, escreveu: "Tudo que você tem na vida pode ser tirado de você exceto a liberdade de escolher como você responderá as situações. Isso é o que determina a sua qualidade de vida, não se é rico ou pobre, famoso ou anônimo, saudável ou sofredor. O que determina sua qualidade de vida é como se relaciona com a essas realidades e que tipo de significado atribui a elas".
Talvez o objetivo principal do terceiro ato seja voltar e tentar mudar a relação com o passado. Acontece que somos capazes de proceder assim, isso se manifesta pelos caminhos neurais do cérebro. Veja, se você ao longo do tempo reagiu negativamente a eventos passados e a pessoas, caminhos neurais que são configurados por sinais químicos e elétricos são criados no cérebro. E com o tempo, esses caminhos neurais se estabelecem e se transformam em normas que nos causam estresse e ansiedade.
Se puderem voltar e alterar seus relacionamentos e eventos do passado, os caminhos neurais podem mudar. E se puder manter sentimentos mais positivos sobre o passado, isso se tornara um novo modelo.
"Não são as experiências que nos tornam sábios, e sim refletir sobre as que tivemos”. Somos os sujeitos de nossas próprias vidas. Mas muitos, se não a maioria de nós, quando alcançam a puberdade começam a se preocupar com ajustar-se e ser popular, tornando-se o sujeito e objeto da vida de outras pessoas.
Agora, no terceiro ato, talvez seja possível para nós percorrermos de volta o círculo de onde começamos. E se pudermos fazer isso, não será apenas para nós mesmos. Os mais velhos são o maior contingente demográfico no mundo. Se pudermos voltar e redefinir a nós mesmos, nos tornando completos, isso criará uma mudança cultural no mundo e será um exemplo às gerações mais jovens para que elas possam repensar sobre suas próprias expectativas de vida.
Depois de pesquisar e escrever sobre longevidade durante mais de um ano, a atriz ganhadora de dois Oscars e ativista Jane Fonda foi convidada a falar sobre o tema e deu um show. Esbanjando vigor aos 75 anos de idade, ela começou explicando que nesta geração "estamos vivendo, em média, 34 anos a mais do que as nossas bisavós". Mas, observou, a nossa cultura ainda não entendeu o que isso significa. "Ainda vivemos sob o antigo modelo, no qual a idade é vista como uma patologia, uma doença”. O que todos devem se perguntar, desafia ela, "é como devemos utilizar esse tempo".
Um vídeo para ser assistido e aprendido por todas as idades.
Das muitas revoluções no último século, nenhuma tão significativa quanto à da longevidade. Estamos vivendo em média, 34 anos a mais do que nossos bisavós. Um novo período de vida que foi adicionado à nossa expectativa de vida e nossa cultura não se posicionou sobre o que isto significa.
Ainda estamos vivendo com o velho paradigma da idade como um arco: você nasce, atinge o auge na meia-idade e declina para a decrepitude.
Muitas pessoas hoje, filósofos, artistas, médicos, cientistas, estão lançando um novo olhar para o que chamo de terceiro ato: as três últimas décadas da vida. Eles perceberam que isso é na verdade, um estágio de desenvolvimento da vida com sua própria significância, tão diferente da idade madura quanto a adolescência o é da infância.
- Como usamos esse tempo?
- Qual é a nova metáfora para o envelhecimento?
Passei o último ano pesquisando sobre este assunto e descobri que a metáfora mais adequada para envelhecimento é uma escadaria: a ascensão para o topo do espírito humano, trazendo-nos para sabedoria, completude e autenticidade.
A maioria das pessoas acima de 50 sente-se melhor, é menos estressada, menos hostil, menos ansiosa e dizem que até mesmo mais felizes. Não quero romantizar o envelhecimento. Não há garantia de que ele seja um tempo de fruição e crescimento. E não há muito que possamos fazer sobre isso.
Então vamos examinar o que podemos fazer para tornar esses anos adicionais bem sucedidos e fazer a diferença. Deixe-me dizer algo sobre a escadaria, uma metáfora esquisita para idosos, considerando-se o fato de que muitos idosos são desafiados por escadas. O mundo inteiro obedece uma lei universal: Entropia, a segunda lei da termodinâmica, significa que tudo no mundo, tudo, está num estado de declínio e decadência, o arco.
Há apenas uma exceção a essa lei universal e isso é o espírito humano, que pode continuar a evoluir em direção ao topo - a escadaria - trazendo-nos para a completude, autenticidade e sabedoria.
Essa ascensão pode acontecer mesmo face a desafios físicos extremos. Há cerca de três anos atrás, li no New York Times, que um homem chamado Neil Selinger (57 anos), advogado aposentado tinha se juntado ao grupo de escritores da Faculdade Sarah Lawrence. Dois anos depois, ele foi diagnosticado com uma doença fatal que devasta o corpo, mas a mente permanece intacta. Em seu artigo, Selinger descreveu o que estava acontecendo: "À medida que meus músculos enfraqueciam, minha escrita se tornava mais forte. À medida que perdia minha fala, ganhava minha voz. À medida que encolhia, eu crescia. No momento em que perdi tanto, finalmente comecei a encontrar a mim mesmo". Neil Selinger é a personificação da subida da escadaria em seu terceiro ato.
Todos nascemos com espírito, mas, às vezes, ele fica soterrado debaixo dos desafios da vida, abusos, negligências... Muitos de nossos relacionamentos não tiveram uma conclusão e assim podemos nos sentir inacabados. A incumbência do terceiro ato é terminar esta tarefa. Para mim começou no meu aniversário de 60 anos. - Como era para eu viver? - O que era para eu realizar nesse ato final? - E percebi que: a fim de saber para onde estava indo, eu tinha que saber onde estivera. Voltei e estudei meus dois primeiros atos, tentando ver quem eu realmente era e não o que meus pais ou outras pessoas quisessem que fosse. - Quem foram meus pais, não como pais, mas como pessoas? - Quem foram os meus avós? - Como eles trataram meus pais? Esse tipo de coisas.
Descobri que esse processo é chamado pelos psicólogos "análise da vida". Ele pode dar nova significância, clareza e sentido à vida. Você pode descobrir, que muitas coisas que você costumava pensar que era falha sua, ou pensar sobre você mesmo, na verdade, não tinham nada a ver com você. E você é capaz de voltar, de mudar sua relação e se libertar de seu passado e perdoar a você mesmo.
Em seu livro chamado "Em Busca de Sentido", Viktor Frankl, psiquiatra alemão que passou cinco anos em um campo de concentração nazista, escreveu: "Tudo que você tem na vida pode ser tirado de você exceto a liberdade de escolher como você responderá as situações. Isso é o que determina a sua qualidade de vida, não se é rico ou pobre, famoso ou anônimo, saudável ou sofredor. O que determina sua qualidade de vida é como se relaciona com a essas realidades e que tipo de significado atribui a elas".
Talvez o objetivo principal do terceiro ato seja voltar e tentar mudar a relação com o passado. Acontece que somos capazes de proceder assim, isso se manifesta pelos caminhos neurais do cérebro. Veja, se você ao longo do tempo reagiu negativamente a eventos passados e a pessoas, caminhos neurais que são configurados por sinais químicos e elétricos são criados no cérebro. E com o tempo, esses caminhos neurais se estabelecem e se transformam em normas que nos causam estresse e ansiedade.
Se puderem voltar e alterar seus relacionamentos e eventos do passado, os caminhos neurais podem mudar. E se puder manter sentimentos mais positivos sobre o passado, isso se tornara um novo modelo.
"Não são as experiências que nos tornam sábios, e sim refletir sobre as que tivemos”. Somos os sujeitos de nossas próprias vidas. Mas muitos, se não a maioria de nós, quando alcançam a puberdade começam a se preocupar com ajustar-se e ser popular, tornando-se o sujeito e objeto da vida de outras pessoas.
Agora, no terceiro ato, talvez seja possível para nós percorrermos de volta o círculo de onde começamos. E se pudermos fazer isso, não será apenas para nós mesmos. Os mais velhos são o maior contingente demográfico no mundo. Se pudermos voltar e redefinir a nós mesmos, nos tornando completos, isso criará uma mudança cultural no mundo e será um exemplo às gerações mais jovens para que elas possam repensar sobre suas próprias expectativas de vida.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Tecnologia de nivelamento colide com a ordem social e autoridade - Barbet
Declaração de
Independência
do Ciberespaço
do Ciberespaço
por John Perry Barlow
Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são benvindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.
Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.
Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.
Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.
Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construi-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.
Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.
Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.
Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.
O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.
Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.
Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.
Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.
Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.
Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.
A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.
Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.
Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.
Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.
Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.
Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo. Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.
Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.
Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.
Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.
Davos, Suíça 8 de fevereiro de 1996
John Perry Barlow é um fazendeiro de rebanho aposentado, um lírico do Grateful Dead e co-fundador da Eletronic Frontier Foundation Fundação da Fronteira Eletrônica.
"Le savant n’est pas l’homme qui fournit les vraies réponses, c’est celui qui pose les vraies questions" - Barbet
"Il n’y a pas longtemps, c’étaient les
mauvaises actions qui demandaient à être justifiées, aujourd’hui ce sont les
bonnes."
Albert Camus, escritor
[Carta O BERRO] Meu nome é medo por Frei Betto - Vanderley Caixe
Meu propósito é dominar corações e mentes. Incutir em cada um o medo do outro. Medo de estender a mão, tocar em cumprimento a pele impregnada de bactérias nocivas.
Medo de abrir a porta e receber um intruso ansioso por solidariedade e apoio. Com certeza ele quer arrancar-lhe algum dinheiro ou bem. Pior: quer o seu afeto. Melhor não ceder ao apelo sedutor. Evite o sofrimento, tenha medo de amar.
Quero todos com medo da comunidade, do vizinho, do colega de trabalho. Medo do trânsito caótico, das rodovias assassinas, dos guardas que intimidam e achacam. Medo da rua e do mundo.
Convém trancar-se em casa, fazer-se prisioneiro da fragilidade e da desconfiança. Reforce a segurança das portas com chaves e ferrolhos; cubra as janelas de grades; espalhe alarmes e eletrônicos por todos os cantos.
Faça de seu prédio ou condomínio uma penitenciária de luxo, repleta de controles e vigilantes, e no qual o clima de hostilidade reinante desperte, em cada visitante, uma ojeriza ao prazer da amizade.
Tema o Estado e seus tentáculos burocráticos, os pesados impostos que lhe cobra, as forças policiais e os serviços de informação e espionagem. Quem garante que seu telefone não está grampeado? Suas mensagens eletrônicas não são captadas por terceiros?
O mais prudente é evitar ser transparente, sincero, bem humorado. Sua atitude pode ser interpretada como irreverência ou mesmo ameaça ao sistema.
Fuja de quem não se compara a você em classe, renda, cultura e cor da pele; dos olhos invejosos, da cobiça, do abraço de quem pretende enfiar-lhe a faca pelas costas.
Tenha medo da velhice. Ela é prenúncio da morte. Abomine o crescimento aritmético de sua idade. Jamais empregue o termo "velho”; quando muito, admita "idoso”.
Tema a gordura que lhe estufa as carnes, a ruga a despontar no rosto, a celulite na perna, o fio branco no cabelo. É horrível perder a juventude, a esbeltez, o corpo desejado!
Tenha medo da mais terrível inimiga: a morte. Ela se insinua quando você fica doente. Saiba que ninguém está interessado em sua saúde. Em seu bolso, sim. Basta adoecer para verificar como haverão de humilhá-lo os serviços médicos e os planos de saúde.
Não se mova! Por que viajar, abandonar o conforto doméstico e se arriscar num acidente de ônibus, navio ou avião? Nunca se sabe quando, onde e como os terroristas atacarão. Quem diria que numa bucólica ilha da pacífica Noruega o terror provocaria um genocídio?
Meu nome é medo. Acolha-me em sua vida! Sei que perderá a liberdade, a alegria de viver, o prazer de ser feliz. Mas darei a você o que mais anseia: segurança!
Em meus braços, você estará tão seguro quanto um defunto em seu caixão, a quem ninguém jamais poderá infligir nenhum mal, nem mesmo amedrontá-lo.
Medo de abrir a porta e receber um intruso ansioso por solidariedade e apoio. Com certeza ele quer arrancar-lhe algum dinheiro ou bem. Pior: quer o seu afeto. Melhor não ceder ao apelo sedutor. Evite o sofrimento, tenha medo de amar.
Quero todos com medo da comunidade, do vizinho, do colega de trabalho. Medo do trânsito caótico, das rodovias assassinas, dos guardas que intimidam e achacam. Medo da rua e do mundo.
Convém trancar-se em casa, fazer-se prisioneiro da fragilidade e da desconfiança. Reforce a segurança das portas com chaves e ferrolhos; cubra as janelas de grades; espalhe alarmes e eletrônicos por todos os cantos.
Faça de seu prédio ou condomínio uma penitenciária de luxo, repleta de controles e vigilantes, e no qual o clima de hostilidade reinante desperte, em cada visitante, uma ojeriza ao prazer da amizade.
Tema o Estado e seus tentáculos burocráticos, os pesados impostos que lhe cobra, as forças policiais e os serviços de informação e espionagem. Quem garante que seu telefone não está grampeado? Suas mensagens eletrônicas não são captadas por terceiros?
O mais prudente é evitar ser transparente, sincero, bem humorado. Sua atitude pode ser interpretada como irreverência ou mesmo ameaça ao sistema.
Fuja de quem não se compara a você em classe, renda, cultura e cor da pele; dos olhos invejosos, da cobiça, do abraço de quem pretende enfiar-lhe a faca pelas costas.
Tenha medo da velhice. Ela é prenúncio da morte. Abomine o crescimento aritmético de sua idade. Jamais empregue o termo "velho”; quando muito, admita "idoso”.
Tema a gordura que lhe estufa as carnes, a ruga a despontar no rosto, a celulite na perna, o fio branco no cabelo. É horrível perder a juventude, a esbeltez, o corpo desejado!
Tenha medo da mais terrível inimiga: a morte. Ela se insinua quando você fica doente. Saiba que ninguém está interessado em sua saúde. Em seu bolso, sim. Basta adoecer para verificar como haverão de humilhá-lo os serviços médicos e os planos de saúde.
Não se mova! Por que viajar, abandonar o conforto doméstico e se arriscar num acidente de ônibus, navio ou avião? Nunca se sabe quando, onde e como os terroristas atacarão. Quem diria que numa bucólica ilha da pacífica Noruega o terror provocaria um genocídio?
Meu nome é medo. Acolha-me em sua vida! Sei que perderá a liberdade, a alegria de viver, o prazer de ser feliz. Mas darei a você o que mais anseia: segurança!
Em meus braços, você estará tão seguro quanto um defunto em seu caixão, a quem ninguém jamais poderá infligir nenhum mal, nem mesmo amedrontá-lo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ACTA - Detenha a grande ameaça à liberdade da Internet - Carlos Canto e Barbet
Para todos os Membros do Parlamento Europeu:
Enquanto cidadãos preocupados, apelamos aos senhores e senhoras para que lutem por uma Internet livre e aberta, e rejeitem a ratificação do Acordo Comercial Anti-pirataria (ACTA). A Internet é uma ferramenta crucial para as pessoas ao redor do planeta trocarem ideias e promoverem a democracia. Insistimos que mostrem uma verdadeira liderança global e protejam nossos direitos.
2,000,000
1,937,565
Postado: 25 janeiro 2012
Na semana passada, 3 milhões de nós contra-atacaram a investida dos Estados Unidos sobre nossa Internet! --- mas há uma ameaça ainda maior e nosso movimento global pela liberdade online está completamente decidido a acabar com essa ameaça de uma vez por todas.
ACTA - um acordo global - pode permitir que as corporações censurem a Internet. Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, esse acordo configuraria um novo órgão sombrio para a regulamentação comercial internacional que daria poder para interesses privados policiarem tudo que fazemos online e iria impor enormes penalidades -- inclusive sentença à prisão -- a pessoas que eles julgarem estar afetando seus negócios.
Nesse exato momento, a Europa está decidindo se ratificará ou não o ACTA -- e sem ela, o ataque global à liberdade na Internet vai desmoronar. Nós sabemos que a Europa se opôs ao ACTA anteriormente, mas alguns membros do Parlamento Europeu estão hesitando -- vamos dar o empurrão que eles precisam para rejeitar o tratado. Assine a petição à direita -- faremos uma entrega espetacular em Bruxelas quando alcançarmos 500.000 assinaturas.
É revoltante -- os governos de quatro quintos da população mundial foram excluídos das negociações do Acordo Comercial Antipirataria (ACTA) e burocratas não eleitos têm trabalhado de perto com lobistas corporativos para criar novas regras e um regime de aplicação dessas regras altamente perigoso. O ACTA cobriria inicialmente os EUA, Europa e 9 outros países, e então se expandiria para o mundo. Mas se conseguirmos que a União Europeia diga não agora, o tratado perderá sua força e poderá ser paralisado para sempre.
As regras bastante rigorosas significam que pessoas em qualquer lugar do mundo são punidas por atos simples como compartilhar um artigo de jornal ou enviar um vídeo de uma festa que possua uma música sob direitos autorais. Vendido como sendo um acordo comercial para proteger os direitos autorais, o ACTA pode também banir medicamentos genéricos que salvam vidas e ameaçar o acesso de fazendeiros locais a sementes que eles precisam. E, espantosamente, o comitê do ACTA vai ter carta-branca para mudar suas próprias regras e sanções sem controle democrático.
O interesse das grandes corporações está pressionando muito pela aprovação do ACTA, mas o Parlamento Europeu está no meio do caminho. Vamos enviar um apelo enorme aos parlamentares para ignorarem o lobby e se posicionarem a favor da liberdade da Internet. Assine à direita e envie para todos que você conhece.
Na semana passada, vimos a dimensão do poder da coletividade quando milhões de nós juntaram forças para impedir que os EUA aprovassem leis de censura da Internet que atingiriam a rede em cheio. Nós também mostramos ao mundo o quão poderosas nossas vozes podem ser. Vamos levantar nossas vozes mais uma vez para combater essa nova ameaça.
Na semana passada, 3 milhões de nós contra-atacaram a investida dos Estados Unidos sobre nossa Internet! --- mas há uma ameaça ainda maior e nosso movimento global pela liberdade online está completamente decidido a acabar com essa ameaça de uma vez por todas.
ACTA - um acordo global - pode permitir que as corporações censurem a Internet. Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, esse acordo configuraria um novo órgão sombrio para a regulamentação comercial internacional que daria poder para interesses privados policiarem tudo que fazemos online e iria impor enormes penalidades -- inclusive sentença à prisão -- a pessoas que eles julgarem estar afetando seus negócios.
Nesse exato momento, a Europa está decidindo se ratificará ou não o ACTA -- e sem ela, o ataque global à liberdade na Internet vai desmoronar. Nós sabemos que a Europa se opôs ao ACTA anteriormente, mas alguns membros do Parlamento Europeu estão hesitando -- vamos dar o empurrão que eles precisam para rejeitar o tratado. Assine a petição à direita -- faremos uma entrega espetacular em Bruxelas quando alcançarmos 500.000 assinaturas.
É revoltante -- os governos de quatro quintos da população mundial foram excluídos das negociações do Acordo Comercial Antipirataria (ACTA) e burocratas não eleitos têm trabalhado de perto com lobistas corporativos para criar novas regras e um regime de aplicação dessas regras altamente perigoso. O ACTA cobriria inicialmente os EUA, Europa e 9 outros países, e então se expandiria para o mundo. Mas se conseguirmos que a União Europeia diga não agora, o tratado perderá sua força e poderá ser paralisado para sempre.
As regras bastante rigorosas significam que pessoas em qualquer lugar do mundo são punidas por atos simples como compartilhar um artigo de jornal ou enviar um vídeo de uma festa que possua uma música sob direitos autorais. Vendido como sendo um acordo comercial para proteger os direitos autorais, o ACTA pode também banir medicamentos genéricos que salvam vidas e ameaçar o acesso de fazendeiros locais a sementes que eles precisam. E, espantosamente, o comitê do ACTA vai ter carta-branca para mudar suas próprias regras e sanções sem controle democrático.
O interesse das grandes corporações está pressionando muito pela aprovação do ACTA, mas o Parlamento Europeu está no meio do caminho. Vamos enviar um apelo enorme aos parlamentares para ignorarem o lobby e se posicionarem a favor da liberdade da Internet. Assine à direita e envie para todos que você conhece.
Na semana passada, vimos a dimensão do poder da coletividade quando milhões de nós juntaram forças para impedir que os EUA aprovassem leis de censura da Internet que atingiriam a rede em cheio. Nós também mostramos ao mundo o quão poderosas nossas vozes podem ser. Vamos levantar nossas vozes mais uma vez para combater essa nova ameaça.
GREVE OU MOTIM? - Laerte Braga
Ou moradores do bairro Pinheirinho,
em São José dos Campos. A “reintegração de posse” – uma posse malandra,
fraudulenta – foi feita da forma mais violenta que se possa imaginar, sem
qualquer respeito aqueles moradores. Há suspeitas de abuso sexual, de roubo de
pertences das pessoas que foram expulsas de suas casas, há evidências claras de
barbárie por parte da PM de São Paulo. Vai ficar por isso mesmo e ninguém tem
dúvidas que isso aconteceu levando em conta os antecedentes da
“corporação”.
Polícia é uma instituição civil.
Polícia Militar com a estrutura que temos é uma anomalia no estado de direito.
Policiais militares são
trabalhadores?
É claro que são. Só não têm
consciência de classe trabalhadora, “ou lugar de classe”, como bem disse a
socióloga Vanessa Dias.
Servem às elites econômicas e
políticas em seus respectivos estados. Quando terminar a “greve” – motim – na
Bahia, sem qualquer vacilo vão espancar camelôs, professores, desocupar áreas
para o latifúndio, muitos voltarão às atividades segundas (segurança de
traficantes, de contraventores, etc).
O aumento dos índices de homicídios
na capital da Bahia e numa ou outra cidade do interior, 132% segundo dados da
Secretaria de Segurança Pública, não significa como querem fazer crer os
policiais militares que sua presença é indispensável nas ruas. A presença da
Polícia sim, mas da instituição civil, com o objetivo de prevenir e combater o
crirme, manter a ordem pública.
Parte dos “grevistas” ocupa a
Assembléia Legislativa, parte está nas ruas portando armas que pertencem ao
poder público. Semeando terror para forçar negociações com o governo do
estado.
Dois únicos governadores enfrentaram
o poder paralelo das polícias militares em seus estados. Leonel Brizola, no Rio
de Janeiro e Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul. Proibiram prisões ao arrepio da
lei. Invasões de casas sem mandados judiciais. Revistas humilhantes a homens e
mulheres e repressão a manifestações populares.
Os dois foram vítimas de toda a
sorte de imputações caluniosas sobre suposta “ligação com o crime organizado
através de acordo”. Com o tempo essas acusações se mostraram falsas, foram
orquestradas nos porões da bandidagem oficial e encontraram guarida na mídia de
mercado, parte desse sistema corrupto. Sócia desse modelo.
Quando os telejornais se “indignam”
com a situação na Bahia não estão preocupados com o cidadão comum, o
trabalhador, o que mora em Salvador, nada disso. No caso o jogo é desgastar um
governador (não estou entrando no mérito, não sou do partido dele) para
beneficiar em eleições municipais os caciques que durante anos sufocaram aquele
estado e agora tentam voltar à Prefeitura da capital através da sigla do terror
e da corrupção, ACM Neto.
Para além desse objetivo existem
outros que se alastram por todo o País. Existe a possibilidade que mais ou seis
ou sete dessas “corporações” entrem em “greve” em outros estados
brasileiros.
É motim puro e simples. Uma
demonstração de força da pistolagem oficial na tentativa de levar pânico ao
cidadão, mostrar as garras aos seus próprios chefes e tentar reagir à imagem
cada vez mais negativa dessas forças anômalas ao chamado estado democrático
(como se o tivéssemos em sua essência).
O caso Pinheirinho ganhou
repercussão internacional e deve ser levado a instâncias de direitos humanos em
vários lugares do mundo. Isso desagrada a grupos de extrema-direita como o
governo do estado de São Paulo (controlado pela seita terrorista OPUS DEI).
Não há um só dia que os jornais – da
mídia de mercado, logo deles – não noticie violências cometidas por policiais
militares, ou prisões desses “trabalhadores” por ilícitos – como gostam de dizer
– tais como tráfico de drogas, assassinatos a mando de criminosos, assaltos,
etc.
Em Belo Horizonte, MG, há menos de
três dias um PM matou um motoqueiro dominado e sem qualquer reação da vitima, ou
possibilidade disso, pura covardia. Foi preso e daí?
A hipótese de fim da “greve” na
Bahia e anistia – como reivindicam – para os “grevistas” soa como absurda.
Professores, por exemplo, quando entram em greve buscando condições dignas de
trabalho são rechaçados violentamente pelos governos de seus estados e através
das respectivas policias militares. Pagam os dias parados ao final da
greve.
E com uma diferença fundamental. Não
saem às ruas portando armas do poder público e intimidando e ameaçando pessoas,
quiçá matando para reforçar os “índices” de homicídio e justificar as pressões
sobre o governador, em última instância, a própria população.
É hora de repensar a instituição
Polícia. Esse assunto foi discutido no Congresso Nacional Constituinte de 1986
(gerou a Constituição de 1988) e um forte lobby de polícias militares estaduais
evitou o fim dessa aberração em termos de estado de direito.
Sem levar em conta que o próprio
modelo/sistema está falido, enfrenta perspectivas de crise e de tocaia. A
extrema-direita já percebeu que Dilma Roussef é menor que o cargo que ocupa a
despeito da “boa vontade”. Como disse o ex-presidente FHC, corrupto de
carteirinha, “Dilma desmistificou a privatização”. Deu a colher de chá que
faltava para justificar a privataria tucana, criando a privataria petista.
Por trás de cada movimento
semelhante aos dos policiais militares baianos existem objetivos inconfessáveis
de um Estado autoritário, prepotente, privatista e que em todas as suas
dimensões serve às elites econômicas que, por sua vez, controlam as elites
políticas (Executivos, legislativos e judiciários) em grande maioria.
Eu ouço sempre falar em progresso.
Não percebo essa afirmação como real. Só é progresso aquilo que é comum a todas
as pessoas. Se a alguns, é privilégio.
E progresso não são sedes suntuosas
de bancos, de grandes empresas, nem extensas áreas de cultivo de transgênicos
regados a agrotóxico do latifúndio brasileiro, mas nem tanto (o etanol já é dos
gringos).
Progresso representa educação,
saúde, condições dignas de existência, coexistência e convivência humanas,
trabalho, moradia (as casas do programa Minha Casa Minha Vida são construídas
com verbas repassadas a Prefeituras e superfaturadas, além de serem gaiolas de
qualidade duvidosa), enfim, toda uma gama de direitos básicos e fundamentais
que, normalmente, as polícias militares reprimem.
São trabalhadores sem “consciência
de classe”, servem aos donos, são como que cães amestrados que neste momento
estão sem coleira e focinheira, caso da Bahia.
Não há “greve”, apenas um motim. E
um erro colossal de setores ditos de esquerda – a esquerda que a direita adora –
em tentar transformar um motim num movimento de trabalhadores com consciência de
classe, com consciência do lugar de classe.
Isso não existe, soa a oportunismo
eleitoral e eleições neste sistema que temos não são caminhos para a
democracia.
O sistema é como uma bolha. Isolado
da classe trabalhadora. Voltado para seu interior – o da bolha – sem a menor
intenção de mudar as regras.
Por isso está falido, por isso o
governo Dilma Roussef vai ficando cada vez mais com cara de PSDB.
A luta popular é outra, tem outro
vié
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Era um tempo diferente... com um cotidiano diferente. Elijah Wood e kevin Costner estrelam este filme repleto de emoção, do mesmo diretor de Tomates Verdes Fritos, contando a história de uma família muito unida e o inesquecível verão de 1970 no Mississippi. Com a ajuda dos amigos, Stu (Wood) e Lidia Simmons (Lexi Randall) decidem construir uma fantástica casa na árvore, um lugar cheio de sonhos e magia. Seu pai Stephen (Costner), um veterano do Vietnã recém chegado, tem igualmente a esperança de reconstruir sua vida e realizar os desejos de sua família. Co-estrelando Mare Winningham, A Árvore dos Sonhos irá cativar todos com seu humor, emoção e atuações brilhantes. Um filme que você não pode deixar de ver - Vanderley Caixe
PARA SABER
AMAR
Barbet
07 fevereiro 2012
Barbet
07 fevereiro 2012
Abre as portas do coração,
Tire as travas da emoção,
Corre como criança para as ondas do mar,
Confiando que sabes nadar.
Olhe acima o lindo céu azul,
Algumas nuvens, flores a enfeitar,
Um pouco de chuva ajudando a refrescar
OS ardores DA paixão.
Sente o aroma do amor,
Vindo de longe e trazendo lembranças,
Um leve mensageiro dos bons tempos,
Que voltam a encantar.
E quando a noite cair,
Tudo por encanto se apagar,
Uma lua imensa irá surgir,
Prateando o beijo
que vai te
calar.
* * *
Tire as travas da emoção,
Corre como criança para as ondas do mar,
Confiando que sabes nadar.
Olhe acima o lindo céu azul,
Algumas nuvens, flores a enfeitar,
Um pouco de chuva ajudando a refrescar
OS ardores DA paixão.
Sente o aroma do amor,
Vindo de longe e trazendo lembranças,
Um leve mensageiro dos bons tempos,
Que voltam a encantar.
E quando a noite cair,
Tudo por encanto se apagar,
Uma lua imensa irá surgir,
Prateando o beijo
que vai te
calar.
* * *
A Privataria Petista - Laerte Braga
O governo arrecadou R$ 24,5 bilhões de reais com a privatização de três dos principais aeroportos brasileiros. O de Cumbica, o de Guarulhos e Viracopos em Campinas. Todos na República Tucana de São Paulo, controlada pelo esquema FIESP/DASLU, na ordem divina da OPUS DEI.
A alegação é a necessidade de obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014.
Em 2002, durante a campanha eleitoral, Lula falava da necessidade de um projeto Brasil. Ou seja, um projeto político que permitisse ao País encontrar os rumos necessários a sair do berço esplêndido em que se encontrava deitado. Candidato à época chegou a afirmar que só em três momentos da história do Brasil república houve um projeto efetivo e real nessa direção.
A era Vargas, o governo JK e a ditadura militar, segundo o petista – que ao citá-los não os julgou, evidente –, apresentaram propostas concretas para transformações no Brasil. O seu governo, foi mote de campanha, seria um novo projeto para o País, com dimensões capazes de transformá-lo em potência mundial.
O conceito de potência mundial é relativo. O Brasil de Lula inventou o “capitalismo a brasileira”, conceito de Ivan Pinheiro – secretário geral do PCB, o mais antigo partido existente aqui – e como potência regional pratica um sub-imperialismo em relação a seus vizinhos, nunca buscou de fato a integração latino-americana e a despeito do discurso de “independência”, submete-se aos interesses de banqueiros internacionais, grandes corporações e latifúndio.
As mudanças, ou os dados apresentados como positivos refletem apenas políticas assistencialistas – que, originalmente não teriam esse caráter – e hoje têm apenas o viés eleitoral. Uma aliança com Gilberto Kassab em São Paulo, por exemplo, o que é?
No duro mesmo somos um grande entreposto do capital internacional, subordinados a esse capital e nem rato que ruge o Brasil consegue ser no atual governo. Quase 50% das receitas orçamentárias do governo são para pagar dívidas.
Os serviços públicos voltam a se deteriorar com o abandono do servidor, as políticas de arrocho dos tucanos se manifestam na figura do ministro Guido Mantega e o que se percebe é que o mundo petista gira hoje em torno do ganhar ou não perder eleições, não importa como.
A máxima de Bias Fortes, ex-governador de Minas – “o feio em eleição é perder”.
O papel proeminente que o Brasil chegou a exercer no governo Lula através do Ministério das Relações Exteriores sumiu. A presença do “Brasil potência” dissolveu-se nos rumos dados à política externa pelo chanceler Anthony Patriot, uma espécie de míssil dos interesses norte-americanos de afastar o país do processo de integração latino-americana e sua interveniência em situações como a que se vê o Irã, por conta da desmedida boçalidade do capitalismo nazi/sionista de EUA e Israel.
Voltamos a ser coadjuvantes de um coral de amém.
Com os portos abertos e agora os aeroportos (portas de entrada de nossa casa), cada vez mais se configura a submissão ao modelo de globalização nos moldes falidos do neoliberalismo.
O governo Dilma mistura ingredientes do tucanato, mantém as políticas assistencialistas e marcha em passo de ganso para desaparecer na pequenez política da presidente.
O brutal episódio da tomada do bairro Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, São Paulo, um arranjo desafinado do governador paulista Geraldo Alckmin (amigo de Dilma) e empresários de seu estado, garantidos pela boçalidade de uma “instituição” cancerosa nas poucas células do que se imagina um estado democrático e de direito.
A absoluta omissão do governo federal, a despeito das vozes contrárias. Mas depois do fato consumado. Da barbárie acontecida.
E agora a privataria petista ao sabor dos interesses da organização mafiosa que comanda o futebol no mundo, a FIFA. É isso é apenas o discurso público, a privatização de aeroportos estava prevista desde o governo Lula.
O que Dilma pensa ganhar com essa virada até em relação ao governo Lula não sei. Imaginar que as omeletes que receitou aos brasileiros no programa de Ana Maria Braga sejam suficientes para aquietar a mídia de mercado é ingenuidade demais.
O que ocorre é o contrário. Ao perceber a fraqueza, a fragilidade política da presidente a mídia – braço do complexo de banqueiros, corporações e latifúndio – deita e rola. Cada semana um alvo/ministro num governo sem rumo ou mudando de rumo e mergulhando num abismo que as consequências, certamente, serão adversas.
A ira furibunda de setores do PT ao exigir respeito pelo partido se perde no desrespeito à história de lutas e a razão de ser do PT. Foi para o brejo, é um PSDB com alguns matizes diferentes do original.
A doença de “consultorias” tomou conta do partido, a burocracia (que não anda, que emperra e se torna pelega) mostra-se um veneno letal em comparação ao que se viu, por exemplo, nas eleições de 1989.
Por mais otimistas que sejam os discursos de Dilma em relação à crise que afeta países/colônias da Comunidade Europeia. Por mais que o cinismo e a arrogância de Barack Obama vá se manifestar neste ano por conta da disputa presidencial em seu país. Ou por mais grave que seja a crise nos EUA – reprimida pela Polícia com requintes de estado autoritário –, as nuvens que pairam sobre o Brasil, que resultam dos equívocos da presidente, da tucanização do PT, viva agora na privatização dos aeroportos e sabe-se o que vem pela frente, a soma dessas parcelas vai resultar num total difícil de digerir, vai exibir as contradições do chamado mundo institucional e a isso se adiciona o desmanche do Poder Judiciário e o descrédito do Poder Legislativo.
E não será, evidente, porque Miriam Leitão ou William Waack acham isso na pregação diária que juntam à alienação/alienante ao jornal das seis, das sete, de que hora for dos noticiários dirigidos à classe média (que não entende nada de bolsa de valores, mas escuta e vê atentamente o que a moça da vez fala), não será por essas razões que o governo vai se desmanchar e de repente o Brasil inteiro, numa espécie de acender de lâmpada, entenderá que não mudou nada de nada e que continuamos imersos em berço esplêndido a reboque de interesses que nada têm a ver com o tal projeto Brasil que Lula falava.
Estamos na era da Privataria Petista.
Em 2002, durante a campanha eleitoral, Lula falava da necessidade de um projeto Brasil. Ou seja, um projeto político que permitisse ao País encontrar os rumos necessários a sair do berço esplêndido em que se encontrava deitado. Candidato à época chegou a afirmar que só em três momentos da história do Brasil república houve um projeto efetivo e real nessa direção.
A era Vargas, o governo JK e a ditadura militar, segundo o petista – que ao citá-los não os julgou, evidente –, apresentaram propostas concretas para transformações no Brasil. O seu governo, foi mote de campanha, seria um novo projeto para o País, com dimensões capazes de transformá-lo em potência mundial.
O conceito de potência mundial é relativo. O Brasil de Lula inventou o “capitalismo a brasileira”, conceito de Ivan Pinheiro – secretário geral do PCB, o mais antigo partido existente aqui – e como potência regional pratica um sub-imperialismo em relação a seus vizinhos, nunca buscou de fato a integração latino-americana e a despeito do discurso de “independência”, submete-se aos interesses de banqueiros internacionais, grandes corporações e latifúndio.
As mudanças, ou os dados apresentados como positivos refletem apenas políticas assistencialistas – que, originalmente não teriam esse caráter – e hoje têm apenas o viés eleitoral. Uma aliança com Gilberto Kassab em São Paulo, por exemplo, o que é?
No duro mesmo somos um grande entreposto do capital internacional, subordinados a esse capital e nem rato que ruge o Brasil consegue ser no atual governo. Quase 50% das receitas orçamentárias do governo são para pagar dívidas.
Os serviços públicos voltam a se deteriorar com o abandono do servidor, as políticas de arrocho dos tucanos se manifestam na figura do ministro Guido Mantega e o que se percebe é que o mundo petista gira hoje em torno do ganhar ou não perder eleições, não importa como.
A máxima de Bias Fortes, ex-governador de Minas – “o feio em eleição é perder”.
O papel proeminente que o Brasil chegou a exercer no governo Lula através do Ministério das Relações Exteriores sumiu. A presença do “Brasil potência” dissolveu-se nos rumos dados à política externa pelo chanceler Anthony Patriot, uma espécie de míssil dos interesses norte-americanos de afastar o país do processo de integração latino-americana e sua interveniência em situações como a que se vê o Irã, por conta da desmedida boçalidade do capitalismo nazi/sionista de EUA e Israel.
Voltamos a ser coadjuvantes de um coral de amém.
Com os portos abertos e agora os aeroportos (portas de entrada de nossa casa), cada vez mais se configura a submissão ao modelo de globalização nos moldes falidos do neoliberalismo.
O governo Dilma mistura ingredientes do tucanato, mantém as políticas assistencialistas e marcha em passo de ganso para desaparecer na pequenez política da presidente.
O brutal episódio da tomada do bairro Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, São Paulo, um arranjo desafinado do governador paulista Geraldo Alckmin (amigo de Dilma) e empresários de seu estado, garantidos pela boçalidade de uma “instituição” cancerosa nas poucas células do que se imagina um estado democrático e de direito.
A absoluta omissão do governo federal, a despeito das vozes contrárias. Mas depois do fato consumado. Da barbárie acontecida.
E agora a privataria petista ao sabor dos interesses da organização mafiosa que comanda o futebol no mundo, a FIFA. É isso é apenas o discurso público, a privatização de aeroportos estava prevista desde o governo Lula.
O que Dilma pensa ganhar com essa virada até em relação ao governo Lula não sei. Imaginar que as omeletes que receitou aos brasileiros no programa de Ana Maria Braga sejam suficientes para aquietar a mídia de mercado é ingenuidade demais.
O que ocorre é o contrário. Ao perceber a fraqueza, a fragilidade política da presidente a mídia – braço do complexo de banqueiros, corporações e latifúndio – deita e rola. Cada semana um alvo/ministro num governo sem rumo ou mudando de rumo e mergulhando num abismo que as consequências, certamente, serão adversas.
A ira furibunda de setores do PT ao exigir respeito pelo partido se perde no desrespeito à história de lutas e a razão de ser do PT. Foi para o brejo, é um PSDB com alguns matizes diferentes do original.
A doença de “consultorias” tomou conta do partido, a burocracia (que não anda, que emperra e se torna pelega) mostra-se um veneno letal em comparação ao que se viu, por exemplo, nas eleições de 1989.
Por mais otimistas que sejam os discursos de Dilma em relação à crise que afeta países/colônias da Comunidade Europeia. Por mais que o cinismo e a arrogância de Barack Obama vá se manifestar neste ano por conta da disputa presidencial em seu país. Ou por mais grave que seja a crise nos EUA – reprimida pela Polícia com requintes de estado autoritário –, as nuvens que pairam sobre o Brasil, que resultam dos equívocos da presidente, da tucanização do PT, viva agora na privatização dos aeroportos e sabe-se o que vem pela frente, a soma dessas parcelas vai resultar num total difícil de digerir, vai exibir as contradições do chamado mundo institucional e a isso se adiciona o desmanche do Poder Judiciário e o descrédito do Poder Legislativo.
E não será, evidente, porque Miriam Leitão ou William Waack acham isso na pregação diária que juntam à alienação/alienante ao jornal das seis, das sete, de que hora for dos noticiários dirigidos à classe média (que não entende nada de bolsa de valores, mas escuta e vê atentamente o que a moça da vez fala), não será por essas razões que o governo vai se desmanchar e de repente o Brasil inteiro, numa espécie de acender de lâmpada, entenderá que não mudou nada de nada e que continuamos imersos em berço esplêndido a reboque de interesses que nada têm a ver com o tal projeto Brasil que Lula falava.
Estamos na era da Privataria Petista.
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