sexta-feira, 20 de julho de 2012
AS "ARMAS QUÍMICAS E BIOLÓGICAS" - Laerte Braga
O governo dos EUA valeu-se da mesma e falsa acusação da presença de armas
químicas e biológicas à época da guerra do Iraque, para "advertir" a Síria sobre
"graves conseqüências" caso use esse tipo de armamento contra os
rebeldes.
A Síria, além do Irã, no Oriente Médio, é o único país árabe a não aceitar a tutela de Israel, ou as políticas norte-americanas para o Oriente Médio. O Egito, por exemplo, após a longa ditadura de Osni Mubarak, vive o simulacro de democracia controlada por forças armadas sob o comando de Washington.
A democracia pode tudo desde que os militares aceitem ou concordem. Militares egípcios batem continência para militares de Israel. E fazem curvaturas.
É grande o número de veteranos de guerras nos EUA que sofrem de doenças provocadas pelo uso de balas de urânio empobrecido. As florestas do Vietnã foram devastadas pelo agente laranja através de bombas de napalm. O agente laranja é servido à mesa dos brasileiros e povos de quase todo o mundo no tal "milagre" do transgênico.
A Síria é a bola da vez, qualquer um sabe e só não caiu ainda graças aos vetos russo e chinês a qualquer ação militar contra aquele país. Caso contrário os aviões "libertadores" da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) já teriam destruído o país em nome dos direitos humanos.
O que o mundo assiste hoje, a realidade da globalização, do neoliberalismo, é apenas guerra de máfias nos velhos moldes do que acontecia em Chicago e outras cidades dos EUA.
Disputa de ponto.
A quadrilha mais forte e melhor preparada leva.
Cinco mil ogivas nucleares são um argumento suficiente para dissuadir muitos governos de resistência ao avanço do complexo militar, financeiro e empresarial que vai subjugando o mundo e criando uma era de terror ou sob o rótulo de democracia, ou através de ditaduras como em outros tempos e tempos atuais, caso da Arábia Saudita.
Os milhares de sírios mortos pagam o preço da disputa de ponto. O complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A quer a Síria. Explorar os "negócios" na Síria e permitir o avanço de Israel sobre o que sobra de terras palestinas, esmagando um povo num dos genocídios mais cruéis de toda a história da humanidade, semelhante àquele que matou milhões de judeus em campos de concentração do nazismo.
Ressurge sob a efígie de David e se chama sionismo.
Num dado momento, a limpeza étnica começa a expulsar judeus negros de Israel pelo simples fato de serem negros. Um deputado ao tentar justificar no parlamento daquele país a necessidade de expulsar os negros afirmou que o "estado judeu" é um "estado branco". Hitler terá se posto em sentido, onde quer que esteja, estendido a mão direita e gritado Herr David!
Ou Herr Netanyahu.
As quase 360 ogivas nucleares que Israel dispõe, as guerras civis que destroçam países africanos não têm a menor importância na disputa do ponto Síria para os senhores do terror capitalista.
Obama foi flagrado pela câmera beija, um espetáculo norte-americano, recheado de cachorro quente com catchup e mostarda, que obriga o espectador de um jogo de basquete a beijar sua mulher, ou a mulher com quem estiver.
É ano de campanha eleitoral.
Segundo os republicanos Obama é socialista. Imagino o que serão os republicanos.
Sírios são detalhes para os interesses do capitalismo internacional. O Iraque está destruído até hoje por conta das tais armas químicas e biológicas que não existiam, mas saciavam o apetite da indústria petrolífera do Texas (George Bush era o presidente) e a Líbia voltou ao estado tribal.
É o que pensa e disse o deputado de Israel que afirmou que "negros são dispensáveis em nosso país, que é branco e judeu".
"Expulsa já" é o nome do movimento.
Como o muro em terras palestinas que mantém o domínio/saque de Israel sobre a água na região. Ou o que mantém mexicanos à distância na fronteira com os EUA.
"Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". Frase de Lázaro Cárdenas o último presidente não gerente daquele país.
Onde entra o Brasil nisso?
A Amazônia é hoje parte do Plano Grande Colômbia e vai sendo desnacionalizada sistemática e gradativamente por corporações do terror capitalista através do eufemismo, digamos assim, ONGs. O avanço de estrangeiros sobre terras no Brasil e empresas brasileiras é estarrecedor. O acordo de livre comércio firmado por Lula com Israel abriu os portos do País ao domínio sionista.
O golpe no Paraguai, conseqüência das idas e vindas da política externa de Dilma, da absoluta falta de preparo da presidente para exercer o cargo, assegura o controle da tríplice fronteira pelos EUA através de uma única base, pois hoje operam com drones (aviões não tripulados). Um só operador monitora cinco drones num eventual ataque. Não há necessidade de soldados.
A União Européia se desmilingua no nazismo ressurreto na Alemanha via bancos, grandes corporações, tal e qual aconteceu nos tempos de Hitler. Trabalhadores são jogados às feras nas políticas econômicas de países como Espanha, Portugal, Itália, Grécia, no afã de sustentar todo esse modelo.
As armas químicas e biológicas que a Síria não tem, ou se tem não usa contra os rebeldes (autores de massacres inomináveis que a mídia podre atribui ao governo) resultam apenas da consciência que há necessidade de instrumentos de defesa que garantam a soberania de países que pretendem continuar independentes.
É simples entender isso, é só atentar para a proposta do presidente Mahamoud Ahmadinejad do Irã - "energia nuclear para todos, bombas nucleares para nenhum".
Isso não saiu e nem vai sair na GLOBO. A grande preocupação da líder da mídia de mercado no Brasil são os baixos índices de audiência de Fátima Bernardes.
Nada além disso.
Armas químicas e biológicas são o veneno servido pelo capitalismo aos povos do mundo e o pretexto para a barbárie que vai se instalando por todos os cantos.
A Síria, além do Irã, no Oriente Médio, é o único país árabe a não aceitar a tutela de Israel, ou as políticas norte-americanas para o Oriente Médio. O Egito, por exemplo, após a longa ditadura de Osni Mubarak, vive o simulacro de democracia controlada por forças armadas sob o comando de Washington.
A democracia pode tudo desde que os militares aceitem ou concordem. Militares egípcios batem continência para militares de Israel. E fazem curvaturas.
É grande o número de veteranos de guerras nos EUA que sofrem de doenças provocadas pelo uso de balas de urânio empobrecido. As florestas do Vietnã foram devastadas pelo agente laranja através de bombas de napalm. O agente laranja é servido à mesa dos brasileiros e povos de quase todo o mundo no tal "milagre" do transgênico.
A Síria é a bola da vez, qualquer um sabe e só não caiu ainda graças aos vetos russo e chinês a qualquer ação militar contra aquele país. Caso contrário os aviões "libertadores" da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) já teriam destruído o país em nome dos direitos humanos.
O que o mundo assiste hoje, a realidade da globalização, do neoliberalismo, é apenas guerra de máfias nos velhos moldes do que acontecia em Chicago e outras cidades dos EUA.
Disputa de ponto.
A quadrilha mais forte e melhor preparada leva.
Cinco mil ogivas nucleares são um argumento suficiente para dissuadir muitos governos de resistência ao avanço do complexo militar, financeiro e empresarial que vai subjugando o mundo e criando uma era de terror ou sob o rótulo de democracia, ou através de ditaduras como em outros tempos e tempos atuais, caso da Arábia Saudita.
Os milhares de sírios mortos pagam o preço da disputa de ponto. O complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A quer a Síria. Explorar os "negócios" na Síria e permitir o avanço de Israel sobre o que sobra de terras palestinas, esmagando um povo num dos genocídios mais cruéis de toda a história da humanidade, semelhante àquele que matou milhões de judeus em campos de concentração do nazismo.
Ressurge sob a efígie de David e se chama sionismo.
Num dado momento, a limpeza étnica começa a expulsar judeus negros de Israel pelo simples fato de serem negros. Um deputado ao tentar justificar no parlamento daquele país a necessidade de expulsar os negros afirmou que o "estado judeu" é um "estado branco". Hitler terá se posto em sentido, onde quer que esteja, estendido a mão direita e gritado Herr David!
Ou Herr Netanyahu.
As quase 360 ogivas nucleares que Israel dispõe, as guerras civis que destroçam países africanos não têm a menor importância na disputa do ponto Síria para os senhores do terror capitalista.
Obama foi flagrado pela câmera beija, um espetáculo norte-americano, recheado de cachorro quente com catchup e mostarda, que obriga o espectador de um jogo de basquete a beijar sua mulher, ou a mulher com quem estiver.
É ano de campanha eleitoral.
Segundo os republicanos Obama é socialista. Imagino o que serão os republicanos.
Sírios são detalhes para os interesses do capitalismo internacional. O Iraque está destruído até hoje por conta das tais armas químicas e biológicas que não existiam, mas saciavam o apetite da indústria petrolífera do Texas (George Bush era o presidente) e a Líbia voltou ao estado tribal.
É o que pensa e disse o deputado de Israel que afirmou que "negros são dispensáveis em nosso país, que é branco e judeu".
"Expulsa já" é o nome do movimento.
Como o muro em terras palestinas que mantém o domínio/saque de Israel sobre a água na região. Ou o que mantém mexicanos à distância na fronteira com os EUA.
"Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". Frase de Lázaro Cárdenas o último presidente não gerente daquele país.
Onde entra o Brasil nisso?
A Amazônia é hoje parte do Plano Grande Colômbia e vai sendo desnacionalizada sistemática e gradativamente por corporações do terror capitalista através do eufemismo, digamos assim, ONGs. O avanço de estrangeiros sobre terras no Brasil e empresas brasileiras é estarrecedor. O acordo de livre comércio firmado por Lula com Israel abriu os portos do País ao domínio sionista.
O golpe no Paraguai, conseqüência das idas e vindas da política externa de Dilma, da absoluta falta de preparo da presidente para exercer o cargo, assegura o controle da tríplice fronteira pelos EUA através de uma única base, pois hoje operam com drones (aviões não tripulados). Um só operador monitora cinco drones num eventual ataque. Não há necessidade de soldados.
A União Européia se desmilingua no nazismo ressurreto na Alemanha via bancos, grandes corporações, tal e qual aconteceu nos tempos de Hitler. Trabalhadores são jogados às feras nas políticas econômicas de países como Espanha, Portugal, Itália, Grécia, no afã de sustentar todo esse modelo.
As armas químicas e biológicas que a Síria não tem, ou se tem não usa contra os rebeldes (autores de massacres inomináveis que a mídia podre atribui ao governo) resultam apenas da consciência que há necessidade de instrumentos de defesa que garantam a soberania de países que pretendem continuar independentes.
É simples entender isso, é só atentar para a proposta do presidente Mahamoud Ahmadinejad do Irã - "energia nuclear para todos, bombas nucleares para nenhum".
Isso não saiu e nem vai sair na GLOBO. A grande preocupação da líder da mídia de mercado no Brasil são os baixos índices de audiência de Fátima Bernardes.
Nada além disso.
Armas químicas e biológicas são o veneno servido pelo capitalismo aos povos do mundo e o pretexto para a barbárie que vai se instalando por todos os cantos.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
E a nossa água de beber? - Barbet
Muito boa e instrutiva a reportagem do Dr Lair
Ribeiro.
Ficou claro que temos em média 70% de água em nossos
corpos.As crianças chegam ter 85% e OS idosos que desidratam por causa DA idade entre 55 e 60%.
Somos formados de células que precisam e de uma certa forma culturam-se na água de nosso corpo, sangue etc.
Logo,
Agua ruim célula pior ainda.
Nossa boa aparência e saúde vai depender e muito deste meio aquoso.
Ficamos sabendo que a melhor água é a exagonal ou seja uma água ionizada alcalina, que encontramos naturalmente em França e nas c orrentes glaciais do Himalaia, veja no video abaixo:
Ficou também claro que o PH (pH é o
símbolo para a grandeza físico-química potencial
hidrogeniônico, que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma solução aquosa.- weekpedia) em uma
criança é alcalino e numa pessoa idosa é ácido, logo a juventude FICA melhor em
um ambiente alcalino.
Nosso PH é de 7.35 ou 7.45 no sangue.
Quando ingerimos uma água com PH menor que isso o corpo
vai sentir e precisar se esforçar para equilibrar esta coisa toda.Se bebermos uma água com PH 10 maravilha, funcionaremos muito bem.
Um copo de refrigerante tem PH 2.5 imaginem que loucura!
Para cada copo de refri precisamos de 32 copos de água de boa gualidade.
Ele fala de uma água de são Paulo chamada
Ibirá.
"Desde 1909, as Águas Minerais DA Fonte
Ibirá são sinônimo de SAÚDE E ENERGIA. O VANÁDIO ,elemento antioxidante, inibe
radicais livres, acelera cicatrização, auxilia no controle DA diabetes, de
anemias e do colesterol. FLUOR-CARBONATO-VANÁDIO previnem a osteoporose e cáries
fortalecendo ossos e dentina. Seu sabor característico deve-se à presença
de Sulfatos e pH Alcalino, auxiliando o controle de gastrites, úlceras e outros
problemas digestivos.!
Mas não fala de nenhuma outra que possamos
usar.
Temos é que ficar de olho no PH das ditas águas que
compramos:PH menor que 7 é ruim, pois é ácida.
PH igual a 7 é neutra não prejudica nem ajuda.
PH maior que 7 já agradecemos pois é alcalina, combate OS radicais livres e nos ajuda a viver melhor.
Quanto aos Filtros de Osmose reversa nem
pensar!!!!!! é água morta, sem nada, um líquido vazio. Fujam
dele!
Osmose reversa é um processo
natural. Quando dois líquidos de concentração diferentes são separados por
membranas semi permeáveis, o fluido tem a tendência de mover-se DA solução de
concentração mais baixa para a mais alta de forma a realizar o equilíbrio
químico potencial.As membranas de Osmose reversa possuem uma camada densa na
matriz polimérica onde a maior parte DA separação ocorre. Na maior parte dos
casos, assim como no HTZ OR, a membrana é desenvolvida para deixar passar apenas
a água, enquanto previne a passagem de solutors (como íons de sal).Este processo
é muito conhecido para a dessalinização (remoção de sal e outros minerais DA
água do mar para conseguir água pura), mas desde a década de 70 passou também a
ser usada para purificar água doce para aplicações médicas, industriais e
domésticas.
O Dr Lair explica que a água obtida por osmose reversa
FICA igual a uma água destilada, perde todos OS minerais e logo toda a
condutibilidade, um nada.
De "nada" já basta a cabeça dos políticos que devem
beber muita água obtida por este processo.Na Arábia saudita quando usam deste processo para dessalinização DA água depois else recolocam todos OS minerais retidos na filtragem e as pessoas já podem beber.
Mas FICA a Grande pergunta:
E a nossa água?
Vamos tentar comprar a melhor que pudermos dentro de todo esse ensinamento, mas vamos encontrar?
Ele só falou em uma marca.
Agua DA torneira:
Da torneira nem pensar, a água do Brasil ainda não
chegou neste nível de qualidade.
Na Europa a água tem muito
calcário e acaba deixando até o cabelo ruim, além de a água de torneira DA
Alemanha parecer ser boa com unanimidade. Também considero que,
numa mesma cidade, a água de torneira pode ter qualidade e gosto muito diferente
de um lugar pra outro – como em Paris, por exemplo, sendo ok para alguns,
tolerável para outros e até insuportável para OS mais radicais.
Comprar água de garrafa não é dos maiores gastos de uma viagem;
mas, pra quem quer economizar, comprar água engarrafada para cozinhar e beber
num verão intenso pode ser um incremento no gasto, sim. Sem contar que a gente
sempre teve aquela lenda que o povo no primeiro mundo bebe mesmo água direto DA
torneira.
Se eu já bebi?
Já, claro, algumas
vezes.
Em Portugal gostei, não senti
diferença.
Aliás, na Espanha, especialmente
em Salamanca, bebi por meses e lá quase todo mundo bebe água direto DA torneira
– tanto que existe a brincadeira de dizer que bebe água Del Grifo.
Mas também comprei
água engarrafada em todos OS outros destinos em que não me senti segura quanto à
qualidade DA água – e isso incluiu, por exemplo, meu apartamentinho
alugado em Paris. Afinal, a água de má qualidade pode ser, também,
uma baita fonte de doenças – e ninguém, quer arriscar ficar doente numa viagem.
Meu conselho: se o local onde você estiver hospedado, seja hotel,
apê ou hostal, garantir que a água do local é potável, vá sem medo; mas, se não
houver nenhuma referência a respeito, não arrisque, não. Ficar com o cabelo ruim
pode ser o menor dos seus problemas nas férias.
No Brasil é olhar o PH DA água quanto maior que 7
melhor!!!
A
sua saúde agradece.
20 Astrônomos brilhantes que mudaram nossa visão do universo - Barbet
Pense nisso: se não fossem por grandes cientistas, astrônomos que muitas vezes dominam vários campos da ciência, nós acreditaríamos em muito mais coisas sobrenaturais do que hoje
Alienígenas seriam uma explicação ainda mais comum para qualquer fenômeno que agora já entendemos bem.
Por terem iluminado nosso conhecimento e nos mostrado o mundo como ele realmente é, aqui fica nossa homenagem a grandes mentes que passaram pela Terra:

Numa época em que a maioria das pessoas pensava que o mundo era plano, o matemático, astrônomo e geógrafo grego Eratóstenes (276 aC -195 aC) usou o sol (na verdade, as sombras que ele causa) para medir o tamanho da Terra e concluir que ela era redonda. Sua medida (39.690 km) estava apenas 340 km errada em relação à verdadeira medição.

O antigo astrônomo e matemático grego Cláudio Ptolomeu (90 dC – 168 dc) criou um modelo do sistema solar em que o sol, as estrelas e outros planetas giravam em torno da Terra. Conhecido como o sistema de Ptolomeu, foi reconhecido como o correto por centenas de anos, embora estivesse errado. Ainda assim, esse grande cientista foi considerado o primeiro “cientista celeste” e tem colaborações em matemática, astrologia, astronomia, geografia, cartografia, óptica e teoria musical. Sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa “O grande tratado”), um tratado de astronomia que reúne os trabalhos e observações de Aristóteles, Hiparco, Posidônio e outros, com tabelas de observações de estrelas e planetas e com um grande modelo geométrico do sistema solar, baseado na cosmologia aristotélica.

O astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi (903 dc – 986 dc), ou Azophi para os ocidentais, fez a primeira observação conhecida de um grupo de estrelas fora da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda. Sua obra o “Livro das Estrelas Fixas” permitiu à astronomia moderna fazer comparações úteis na pesquisa das variações do brilho das estrelas.

No século 16, na Polônia, o astrônomo Nicolau Copérnico (1473 – 1543) propôs um modelo do sistema solar em que a Terra girava ao redor do sol. O modelo não era totalmente correto, já que os astrônomos da época ainda tinham dificuldade em determinar a órbita de Marte, mas acabou mudando completamente a nossa visão do sistema solar. O pai da astronomia moderna revolucionou o pensamento ocidental ao tirar o homem do centro do universo (antropocentrismo), e por isso foi considerado um herege pela Igreja.

Usando medições detalhadas do caminho dos planetas feitas pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, Johannes Kepler (1571 – 1630) determinou que os planetas viajavam ao redor do sol em elipses, não círculos. Para chegar a essa descoberta, ele calculou três leis que envolvem os movimentos dos planetas, que os astrônomos usam em seus próprios cálculos até hoje. Kepler agora é o nome de uma sonda, um observatório espacial projetado pela NASA que procura planetas extrassolares.

Nascido na Itália, Galileu Galilei (1564 – 1642) é muitas vezes creditado com a criação do telescópio óptico, embora na verdade ele tenha apenas melhorado modelos existentes. O astrônomo, físico, matemático e filósofo usou a nova ferramenta de observação para descobrir as quatro luas principais de Júpiter (hoje conhecidas como luas de Galileu), bem como os anéis de Saturno. E, apesar de um modelo da Terra girando em volta do sol ter sido primeiramente proposto por Copérnico, levou algum tempo para a teoria ser amplamente aceita, e Galileu é mais conhecido por defendê-la. Galileu acabou sob prisão domiciliar no final de sua vida por causa disso.

O físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens (1629 – 1695) propôs a primeira teoria sobre a natureza da luz, um fenômeno que intriga cientistas há centenas de anos. Suas melhorias no telescópio lhe permitiram fazer as primeiras observações dos anéis de Saturno e descobrir sua lua Titã. Huygens também criou a teoria sobre o estudo da luz e cores descobrindo que, por meio da luz, seria possível a ocorrência de fenômenos de propagação como refração e reflexão.

Com base no trabalho de quem veio antes dele, o astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1643 – 1727) é mais famoso por seu trabalho sobre forças, especificamente a gravidade (quem lembra da história da maçã?). Ele calculou três leis que descrevem o movimento das forças entre objetos, conhecidas hoje como leis de Newton.

No início do século 20, o físico alemão Albert Einstein (1879 – 1955) tornou-se de um dos mais famosos cientistas do mundo, depois de propor uma nova maneira de olhar para o universo além da compreensão atual. Einstein sugeriu que as leis da física são as mesmas em todo o universo, que a velocidade da luz no vácuo é constante, e que o espaço e o tempo estão ligados em uma entidade conhecida como espaço-tempo, que é distorcida pela gravidade.

O astrônomo americano Edwin Hubble (1899 – 1953) calculou que uma bolha pequena no céu existia fora da Via Láctea. Antes de suas observações, a discussão sobre o tamanho do universo era dividida quanto à possibilidade ou não de existir apenas uma galáxia. Hubble determinou também que o universo estava se expandindo, um cálculo que mais tarde ficou conhecido como lei de Hubble. Suas observações de várias galáxias levaram a criação de um sistema padrão de classificação usado até hoje. Um dos telescópios espaciais mais famosos do mundo leva seu nome, o Telescópio Espacial Hubble, apontado para o céu com o objetivo de estudar o universo.

Stephen Hawking (nascido em 1942) fez muitas descobertas significativas no campo da cosmologia. Ele propôs que, como o universo tem um começo, provavelmente também terá um fim. Hawking acredita que o mundo não tem nenhum limite ou fronteira. Apesar de ser visto como uma das mentes mais brilhantes desde Einstein, muitos dos livros de Hawking são adaptados e direcionados para o público em geral, já que ele procura educar as pessoas sobre o universo.

O astrônomo italiano Giovanni Cassini (1625 – 1712) mediu o tempo que leva para os planetas Júpiter e Marte girarem, além de descobrir quatro luas de Saturno e as diferenças nos anéis do planeta. Quando a NASA lançou um satélite para orbitar Saturno e suas luas em 1997, ele foi apropriadamente chamado de Cassini.

Edmond Halley (1656 – 1742) foi o cientista britânico que analisou os avistamentos de cometas históricos e propôs que o cometa que apareceu em 1456, 1531, 1607 e 1682 era o mesmo, e que voltaria em 1758. Apesar de ter morrido antes de poder dizer “eu estava certo!”, ele estava mesmo certo, e o cometa foi nomeado em sua honra.

O astrônomo francês Charles Messier (1730 – 1817) compôs uma base de dados de objetos celestes conhecidos na época como “nebulosas”, que incluía 103 objetos em sua publicação final, embora outros tivessem sido adicionados com base em suas anotações pessoais. Muitos desses objetos são frequentemente listados com o nome do catálogo de Messier, como a Galáxia de Andrômeda, conhecida como M31 (M de Messier, 31 porque é o 31º objeto catalogado). O astrônomo também descobriu 13 cometas ao longo de sua vida.

O astrônomo britânico William Herschel (1738 – 1822) catalogou mais de 2.500 objetos do céu profundo. Ele também descobriu Urano e suas duas luas mais brilhantes, duas das luas de Saturno e as calotas polares marcianas. William treinou sua irmã, Caroline Herschel (1750 – 1848), em astronomia, e ela se tornou a primeira mulher a descobrir um cometa, identificando vários outros ao longo de sua vida. A Agência Espacial Europeia criou um observatório com seu nome, o Observatório Espacial Herschel.

Henrietta Leavitt Swann (1868 – 1921) foi uma das várias mulheres que trabalharam como um “computador humano” na Universidade de Harvard (EUA), identificando imagens de estrelas variáveis em placas fotográficas. Ela descobriu que o brilho de uma estrela piscando estava relacionado com a frequência com que pulsava. Esta relação permitiu aos astrônomos calcularem as distâncias de estrelas e galáxias, o tamanho da Via Láctea e a expansão do universo. Ela descobriu mais de 1.200 estrelas variáveis em sua vida.

O astrônomo americano Harlow Shapley (1885 – 1972) calculou o tamanho da galáxia Via Láctea e sua localização geral do seu centro. Ele argumentou que os objetos conhecidos como “nebulosas” estavam dentro da galáxia, ao invés de fora dela. Porém, seu nome é um pouco manchado por ele ter discordado incorretamente das observações de Hubble de que o universo tinha outras galáxias além da Via Láctea.

Frank Drake (nascido em 1930) é um dos pioneiros na busca de inteligência extraterrestre. Ele foi um dos fundadores da Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) e idealizador da equação de Drake, uma equação matemática usada para estimar o número de civilizações extraterrestres na Via Láctea capazes de serem detectadas.

O astrônomo americano William K. Hartmann (nascido em 1939) estendeu a teoria mais aceita sobre a formação da lua em 1975. Ele propôs que, após uma colisão com um grande corpo, os detritos que saíram da Terra se uniram para formar a lua.

O astrônomo americano Carl Sagan (1934 – 1996) pode não ter sido um grande cientista em comparação com outros dessa lista, mas é um dos mais famosos astrônomos por ter feito importantes estudos científicos nas áreas de ciência planetária, e principalmente por ter popularizado a astronomia mais do que qualquer outro indivíduo. Seus programas de TV e derivados atraíam muitos telespectadores interessados.
Por terem iluminado nosso conhecimento e nos mostrado o mundo como ele realmente é, aqui fica nossa homenagem a grandes mentes que passaram pela Terra:
1 – Eratóstenes
Numa época em que a maioria das pessoas pensava que o mundo era plano, o matemático, astrônomo e geógrafo grego Eratóstenes (276 aC -195 aC) usou o sol (na verdade, as sombras que ele causa) para medir o tamanho da Terra e concluir que ela era redonda. Sua medida (39.690 km) estava apenas 340 km errada em relação à verdadeira medição.
2 – Ptolomeu
O antigo astrônomo e matemático grego Cláudio Ptolomeu (90 dC – 168 dc) criou um modelo do sistema solar em que o sol, as estrelas e outros planetas giravam em torno da Terra. Conhecido como o sistema de Ptolomeu, foi reconhecido como o correto por centenas de anos, embora estivesse errado. Ainda assim, esse grande cientista foi considerado o primeiro “cientista celeste” e tem colaborações em matemática, astrologia, astronomia, geografia, cartografia, óptica e teoria musical. Sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa “O grande tratado”), um tratado de astronomia que reúne os trabalhos e observações de Aristóteles, Hiparco, Posidônio e outros, com tabelas de observações de estrelas e planetas e com um grande modelo geométrico do sistema solar, baseado na cosmologia aristotélica.
3 – Abd al-Rahman al-Sufi
O astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi (903 dc – 986 dc), ou Azophi para os ocidentais, fez a primeira observação conhecida de um grupo de estrelas fora da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda. Sua obra o “Livro das Estrelas Fixas” permitiu à astronomia moderna fazer comparações úteis na pesquisa das variações do brilho das estrelas.
4 – Copérnico
No século 16, na Polônia, o astrônomo Nicolau Copérnico (1473 – 1543) propôs um modelo do sistema solar em que a Terra girava ao redor do sol. O modelo não era totalmente correto, já que os astrônomos da época ainda tinham dificuldade em determinar a órbita de Marte, mas acabou mudando completamente a nossa visão do sistema solar. O pai da astronomia moderna revolucionou o pensamento ocidental ao tirar o homem do centro do universo (antropocentrismo), e por isso foi considerado um herege pela Igreja.
5 – Kepler
Usando medições detalhadas do caminho dos planetas feitas pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, Johannes Kepler (1571 – 1630) determinou que os planetas viajavam ao redor do sol em elipses, não círculos. Para chegar a essa descoberta, ele calculou três leis que envolvem os movimentos dos planetas, que os astrônomos usam em seus próprios cálculos até hoje. Kepler agora é o nome de uma sonda, um observatório espacial projetado pela NASA que procura planetas extrassolares.
6 – Galileu
Nascido na Itália, Galileu Galilei (1564 – 1642) é muitas vezes creditado com a criação do telescópio óptico, embora na verdade ele tenha apenas melhorado modelos existentes. O astrônomo, físico, matemático e filósofo usou a nova ferramenta de observação para descobrir as quatro luas principais de Júpiter (hoje conhecidas como luas de Galileu), bem como os anéis de Saturno. E, apesar de um modelo da Terra girando em volta do sol ter sido primeiramente proposto por Copérnico, levou algum tempo para a teoria ser amplamente aceita, e Galileu é mais conhecido por defendê-la. Galileu acabou sob prisão domiciliar no final de sua vida por causa disso.
7 – Christiaan Huygens
O físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens (1629 – 1695) propôs a primeira teoria sobre a natureza da luz, um fenômeno que intriga cientistas há centenas de anos. Suas melhorias no telescópio lhe permitiram fazer as primeiras observações dos anéis de Saturno e descobrir sua lua Titã. Huygens também criou a teoria sobre o estudo da luz e cores descobrindo que, por meio da luz, seria possível a ocorrência de fenômenos de propagação como refração e reflexão.
8 – Newton
Com base no trabalho de quem veio antes dele, o astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1643 – 1727) é mais famoso por seu trabalho sobre forças, especificamente a gravidade (quem lembra da história da maçã?). Ele calculou três leis que descrevem o movimento das forças entre objetos, conhecidas hoje como leis de Newton.
9 – Einstein
No início do século 20, o físico alemão Albert Einstein (1879 – 1955) tornou-se de um dos mais famosos cientistas do mundo, depois de propor uma nova maneira de olhar para o universo além da compreensão atual. Einstein sugeriu que as leis da física são as mesmas em todo o universo, que a velocidade da luz no vácuo é constante, e que o espaço e o tempo estão ligados em uma entidade conhecida como espaço-tempo, que é distorcida pela gravidade.
10 – Hubble
O astrônomo americano Edwin Hubble (1899 – 1953) calculou que uma bolha pequena no céu existia fora da Via Láctea. Antes de suas observações, a discussão sobre o tamanho do universo era dividida quanto à possibilidade ou não de existir apenas uma galáxia. Hubble determinou também que o universo estava se expandindo, um cálculo que mais tarde ficou conhecido como lei de Hubble. Suas observações de várias galáxias levaram a criação de um sistema padrão de classificação usado até hoje. Um dos telescópios espaciais mais famosos do mundo leva seu nome, o Telescópio Espacial Hubble, apontado para o céu com o objetivo de estudar o universo.
11 – Hawking
Stephen Hawking (nascido em 1942) fez muitas descobertas significativas no campo da cosmologia. Ele propôs que, como o universo tem um começo, provavelmente também terá um fim. Hawking acredita que o mundo não tem nenhum limite ou fronteira. Apesar de ser visto como uma das mentes mais brilhantes desde Einstein, muitos dos livros de Hawking são adaptados e direcionados para o público em geral, já que ele procura educar as pessoas sobre o universo.
12 – Cassini
O astrônomo italiano Giovanni Cassini (1625 – 1712) mediu o tempo que leva para os planetas Júpiter e Marte girarem, além de descobrir quatro luas de Saturno e as diferenças nos anéis do planeta. Quando a NASA lançou um satélite para orbitar Saturno e suas luas em 1997, ele foi apropriadamente chamado de Cassini.
13 – Halley
Edmond Halley (1656 – 1742) foi o cientista britânico que analisou os avistamentos de cometas históricos e propôs que o cometa que apareceu em 1456, 1531, 1607 e 1682 era o mesmo, e que voltaria em 1758. Apesar de ter morrido antes de poder dizer “eu estava certo!”, ele estava mesmo certo, e o cometa foi nomeado em sua honra.
14 – Messier
O astrônomo francês Charles Messier (1730 – 1817) compôs uma base de dados de objetos celestes conhecidos na época como “nebulosas”, que incluía 103 objetos em sua publicação final, embora outros tivessem sido adicionados com base em suas anotações pessoais. Muitos desses objetos são frequentemente listados com o nome do catálogo de Messier, como a Galáxia de Andrômeda, conhecida como M31 (M de Messier, 31 porque é o 31º objeto catalogado). O astrônomo também descobriu 13 cometas ao longo de sua vida.
15 – Herschel
O astrônomo britânico William Herschel (1738 – 1822) catalogou mais de 2.500 objetos do céu profundo. Ele também descobriu Urano e suas duas luas mais brilhantes, duas das luas de Saturno e as calotas polares marcianas. William treinou sua irmã, Caroline Herschel (1750 – 1848), em astronomia, e ela se tornou a primeira mulher a descobrir um cometa, identificando vários outros ao longo de sua vida. A Agência Espacial Europeia criou um observatório com seu nome, o Observatório Espacial Herschel.
16 – Henrietta Leavitt Swann
Henrietta Leavitt Swann (1868 – 1921) foi uma das várias mulheres que trabalharam como um “computador humano” na Universidade de Harvard (EUA), identificando imagens de estrelas variáveis em placas fotográficas. Ela descobriu que o brilho de uma estrela piscando estava relacionado com a frequência com que pulsava. Esta relação permitiu aos astrônomos calcularem as distâncias de estrelas e galáxias, o tamanho da Via Láctea e a expansão do universo. Ela descobriu mais de 1.200 estrelas variáveis em sua vida.
17 – Shapley
O astrônomo americano Harlow Shapley (1885 – 1972) calculou o tamanho da galáxia Via Láctea e sua localização geral do seu centro. Ele argumentou que os objetos conhecidos como “nebulosas” estavam dentro da galáxia, ao invés de fora dela. Porém, seu nome é um pouco manchado por ele ter discordado incorretamente das observações de Hubble de que o universo tinha outras galáxias além da Via Láctea.
18 – Drake
Frank Drake (nascido em 1930) é um dos pioneiros na busca de inteligência extraterrestre. Ele foi um dos fundadores da Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) e idealizador da equação de Drake, uma equação matemática usada para estimar o número de civilizações extraterrestres na Via Láctea capazes de serem detectadas.
19 – Hartmann
O astrônomo americano William K. Hartmann (nascido em 1939) estendeu a teoria mais aceita sobre a formação da lua em 1975. Ele propôs que, após uma colisão com um grande corpo, os detritos que saíram da Terra se uniram para formar a lua.
20 – Carl Sagan
O astrônomo americano Carl Sagan (1934 – 1996) pode não ter sido um grande cientista em comparação com outros dessa lista, mas é um dos mais famosos astrônomos por ter feito importantes estudos científicos nas áreas de ciência planetária, e principalmente por ter popularizado a astronomia mais do que qualquer outro indivíduo. Seus programas de TV e derivados atraíam muitos telespectadores interessados.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Ir Alberto
ESTATUTO DO DESARMAMENTO
Os brasileiros patriotas, comprometidos com a vida, lutaram por anos a fio para conseguir do Congresso Nacional a aprovação do Estatuto do Desarmamento. A lei era dura. Quem fosse flagrado portando arma de fogo era preso em flagrante delito, o crime era inafiançável. Depois flexibilizaram a lei. Hoje a pessoa é presa portando arma de fogo, paga uma fiança e vai faceiro para a sua casa. Toda luta dos brasileiros patriotas parece que foi em vão. Foi para o ralo, como diz o ditado popular.O Congresso Nacional precisa endurecer o Estatuto do Desarmamento. Cadeia para quem for pego com arma de fogo . Pena mínima 5 anos de reclusão. Queremos ver se a taxa de homicídio é reduzida ou não.
Eu estive com Dom Eugênio - Vanderley Caixe
Antônio Canuto
Jornalista e Secretário da Coordenação Nacional da
CPT - Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Adital
Nestes dias muito se tem escrito sobre Dom Eugênio de Araujo Salles;
sobretudo, muito se tem falado sobre sua ação em defesa de perseguidos
políticos. Na esteira deste debate eu também quero participar, pois estive com
ele, em dezembro de 1975, enviado por Dom Pedro Casaldáliga e toda a equipe de
pastoral da Prelazia de São Félix do Araguaia que estava reunida para tentar me
avistar com o Pe. Francisco Jentel que estava preso, aguardando o decreto de sua
expulsão do Brasil. Dom Eugênio era a única pessoa que tinha acesso a ele.
Cheguei ao Rio de Janeiro no dia 15 de dezembro e no final da tarde, começo da noite, estive em sua residência. Apresentei-me como enviado pelo bispo de São Félix e a equipe de pastoral e lhe manifestei o desejo de encontrar-me com o Pe. Jentel para dizer-lhe que a Prelazia toda o estava acompanhando naquele momento. Sua resposta:
- Vou telefonar para o ministro da Justiça dizendo-lhe que o senhor está me acompanhando.
Como naquele tempo se caçavam até fantasmas, ponderei que talvez não fosse o melhor eu tentar ver Jentel pessoalmente. Então lhe disse:
- Vou escrever uma carta a ele dizendo que estou aqui no Rio, em nome da Prelazia e que todos o acompanham com preocupação e orações.
Ele disse:
- Vou telefonar para o ministro da Justiça para dizer-lhe que estou levando esta carta.
Então lhe perguntei se tinha que dar satisfação ao Ministro da Justiça do que conversava com o preso. Acenou que não. Então, pedi-lhe para que desse o recado de que a Prelazia havia me enviado para de certa forma acompanhá-lo naquela hora.
Naquela mesma noite foi assinado o Decreto de Expulsão e Jentel foi embarcado de volta para a França, no dia seguinte, 16 de dezembro de 1975.
Quem era o Pe. Francisco Jentel?
Era um padre francês, que veio ao Brasil no final de 1954. Viveu 10 anos com os índios Tapirapé, em sua aldeia, e a partir de 1964, em Santa Terezinha, um pequeno povoado de sertanejos, no nordeste de Mato Grosso. Era o tempo em que se instalavam as grandes empresas agropecuárias, apoiadas pela Sudam e que dispunham dos recursos dos incentivos fiscais para seus "projetos de desenvolvimento”. Em Santa Terezinha estabelecia-se a Codeara, do Banco de Crédito Nacional, que tentou expulsar as famílias de posseiros de suas terras e impôs um plano de urbanização do povoado, desconhecendo o que existia. Estava armado o conflito. O Pe. Jentel posicionou-se ao lado das famílias sertanejas na defesa de seus direitos. Por isso foi muitas vezes denunciado como agitador e comunista. Em 1972, houve um enfrentamento da fazenda, apoiada pela Policia Militar do Mato Grosso com os posseiros. Alguns jagunços da empresa saíram feridos. A repressão foi grande e o Pe. Jentel foi denunciado por atentar contra a Segurança Nacional. Foi julgado pela Justiça Militar de Campo Grande, MS, e condenado a 10 anos de reclusão. Ficou preso um ano. No julgamento da apelação o Superior Tribunal Militar, STM, se declarou incompetente, por não se tratar de crime contra a Segurança Nacional. Mas foi feito um conchavo de tal forma que o STM absolveria o padre, mas este deveria espontaneamente deixar o país. Foi o que aconteceu.
No final de 1975, Jentel regressou ao Brasil. Para demonstrar que não era nenhum clandestino, desembarcou em Brasília, e foi a Fortaleza para se avistar com o presidente da CNBB, Dom Aloísio Lorscheider. Na manhã do dia 12 de dezembro, ao sair da casa do arcebispo, foi sequestrado na rua e embarcado para o Rio de Janeiro, onde ficou aguardando o decreto de expulsão. Neste período em que esteve no Rio é que Dom Eugênio tinha contato com ele.
É importante destacar neste caso, que o juiz civil da Justiça Militar, Plínio Barbosa Martins. em seu voto vencido disse textualmente: "Não me importam as pressões dos que ditam caminhos a ser seguidos... Na maneira de se conduzir do Pe. Jentel, entrevejo um exemplo cristão a ser seguido... Jentel merece um prêmio, não a prisão”.
No contato com Dom Eugênio, não vi nenhum gesto, nenhum sinal, nenhuma palavra que demonstrasse contrariedade, muito menos inconformidade com a situação do padre que estava para ser expulso. Mais que isso. No rápido diálogo que tivemos demonstrou seu desagrado com os escritos de Pedro Casaldáliga. (Não fazia muito tempo, havia sido lançado um livro de poemas do Pedro, prefaciado por Ernesto Cardenal, que a certa altura dizia que o Brasil era "governado por decrépitos generais”). Dom Eugênio me disse:
- Se fosse eu o presidente, o teria expulso
Cheguei ao Rio de Janeiro no dia 15 de dezembro e no final da tarde, começo da noite, estive em sua residência. Apresentei-me como enviado pelo bispo de São Félix e a equipe de pastoral e lhe manifestei o desejo de encontrar-me com o Pe. Jentel para dizer-lhe que a Prelazia toda o estava acompanhando naquele momento. Sua resposta:
- Vou telefonar para o ministro da Justiça dizendo-lhe que o senhor está me acompanhando.
Como naquele tempo se caçavam até fantasmas, ponderei que talvez não fosse o melhor eu tentar ver Jentel pessoalmente. Então lhe disse:
- Vou escrever uma carta a ele dizendo que estou aqui no Rio, em nome da Prelazia e que todos o acompanham com preocupação e orações.
Ele disse:
- Vou telefonar para o ministro da Justiça para dizer-lhe que estou levando esta carta.
Então lhe perguntei se tinha que dar satisfação ao Ministro da Justiça do que conversava com o preso. Acenou que não. Então, pedi-lhe para que desse o recado de que a Prelazia havia me enviado para de certa forma acompanhá-lo naquela hora.
Naquela mesma noite foi assinado o Decreto de Expulsão e Jentel foi embarcado de volta para a França, no dia seguinte, 16 de dezembro de 1975.
Quem era o Pe. Francisco Jentel?
Era um padre francês, que veio ao Brasil no final de 1954. Viveu 10 anos com os índios Tapirapé, em sua aldeia, e a partir de 1964, em Santa Terezinha, um pequeno povoado de sertanejos, no nordeste de Mato Grosso. Era o tempo em que se instalavam as grandes empresas agropecuárias, apoiadas pela Sudam e que dispunham dos recursos dos incentivos fiscais para seus "projetos de desenvolvimento”. Em Santa Terezinha estabelecia-se a Codeara, do Banco de Crédito Nacional, que tentou expulsar as famílias de posseiros de suas terras e impôs um plano de urbanização do povoado, desconhecendo o que existia. Estava armado o conflito. O Pe. Jentel posicionou-se ao lado das famílias sertanejas na defesa de seus direitos. Por isso foi muitas vezes denunciado como agitador e comunista. Em 1972, houve um enfrentamento da fazenda, apoiada pela Policia Militar do Mato Grosso com os posseiros. Alguns jagunços da empresa saíram feridos. A repressão foi grande e o Pe. Jentel foi denunciado por atentar contra a Segurança Nacional. Foi julgado pela Justiça Militar de Campo Grande, MS, e condenado a 10 anos de reclusão. Ficou preso um ano. No julgamento da apelação o Superior Tribunal Militar, STM, se declarou incompetente, por não se tratar de crime contra a Segurança Nacional. Mas foi feito um conchavo de tal forma que o STM absolveria o padre, mas este deveria espontaneamente deixar o país. Foi o que aconteceu.
No final de 1975, Jentel regressou ao Brasil. Para demonstrar que não era nenhum clandestino, desembarcou em Brasília, e foi a Fortaleza para se avistar com o presidente da CNBB, Dom Aloísio Lorscheider. Na manhã do dia 12 de dezembro, ao sair da casa do arcebispo, foi sequestrado na rua e embarcado para o Rio de Janeiro, onde ficou aguardando o decreto de expulsão. Neste período em que esteve no Rio é que Dom Eugênio tinha contato com ele.
É importante destacar neste caso, que o juiz civil da Justiça Militar, Plínio Barbosa Martins. em seu voto vencido disse textualmente: "Não me importam as pressões dos que ditam caminhos a ser seguidos... Na maneira de se conduzir do Pe. Jentel, entrevejo um exemplo cristão a ser seguido... Jentel merece um prêmio, não a prisão”.
No contato com Dom Eugênio, não vi nenhum gesto, nenhum sinal, nenhuma palavra que demonstrasse contrariedade, muito menos inconformidade com a situação do padre que estava para ser expulso. Mais que isso. No rápido diálogo que tivemos demonstrou seu desagrado com os escritos de Pedro Casaldáliga. (Não fazia muito tempo, havia sido lançado um livro de poemas do Pedro, prefaciado por Ernesto Cardenal, que a certa altura dizia que o Brasil era "governado por decrépitos generais”). Dom Eugênio me disse:
- Se fosse eu o presidente, o teria expulso
__._,_.___
Soberania Ameaçada - Haroldo Oliveira
Está o Brasil a passar por uma quadra de grandes dificuldades
que, não nos iludamos, trarão conseqüências muito amargas para o povo
brasileiro, e muito desastrosas para a soberania nacional.
Assiste-se, através dos meios de comunicação de massa, ao
desfile permanente de atos e fatos que ferem nossos sentimentos, chocam a moral
comum, agridem os direitos do cidadão, ofendem o Estado e escarnecem da Justiça
- e a nação se assusta.
Policiais formam quadrilhas, juízes atribuem DAS às suas
cozinheiras, políticos vendem seus votos, governantes criam esquemas de
corrupção - e o país se choca.
A transgressão se torna hábito, é elogiada e, por vezes, é
premiada; a certeza da impunidade anima até mesmo os covardes a transgredirem a
lei, e a chamada "Lei de Gerson" não diferencia os marginais dos honestos, mas
os espertos dos panacas - e a moral declina.
Grupos de assassinos dominam os presídios, o tráfico de drogas
chega a níveis absurdos e quadrilhas controlam as favelas, onde a polícia não
ousa entrar - e o Brasil treme.
Jovens tornam-se mães solteiras com idades cada vez mais
baixas, crianças vão para as ruas em número cada vez maior, pivetes assaltam em
impunidade cada vez mais debochada e pobres morrem à falta de remédios cada vez
mais caros - e a nação se debilita.
Gangues fazem "arrastões" nas praias e nos centros comerciais;
sensação de segurança desaparece atrás das grades que se multiplicam ao longo
das calçadas, invertendo a ordem social e enclausurando o homem de bem; o
cidadão comum não sai à rua e o turista não vem ao Brasil - e o país se
envergonha.
Agricultores perdem parte das colheitas por falta de
transporte; estradas esburacadas levam a portos obsoletos controlados por uma
estiva que só quer ganho absurdo sem suor; navios brasileiros são arrestados no
estrangeiro e o comércio internacional procura outros parceiros - e o Brasil
fica mais pobre.
O Governo cede às pressões de organismos estrangeiros e
atropela a Constituição para criar reservas indígenas de características
temerárias; grupos internacionais, dominados pelas grandes potências,
estabelecem controles e impõem acordos que tolhem o nosso desenvolvimento
tecnológico - e o Brasil se apequena.
As Forças Armadas sofrem um processo de desprestígio e de
esvaziamento moral e material: os navios não se fazem ao mar, os aviões não
voam, a tropa não se exercita - e perdemos a operacionalidade.
O Primeiro Mundo evoca doutrinas como a "Nova Ordem Mundial" e a "Soberania Limitada" ou "Soberania Compartilhada"; ganham corpo as idéias de redução dos efetivos militares e de emprego das Forças Armadas no combate ao narcotráfico - o Brasil enfraquece. Nossa soberania está ameaçada!
Sabemos todos que a Soberania de um país é garantida pelo seu
Poder Nacional, figura que integra as expressões política, econômica,
psico-social e militar. Dentro deste conceito, analisemos friamente o momento
nacional. A conclusão é óbvia: nem uma só dessas expressões está sequer
medianamente saudável; pior, o Brasil está vulnerável.
Parte das elites apodreceu pela corrupção, aprofunda-se a recessão econômica, o povo não confia e tem medo, as Forças Armadas perderam a capacidade de dissuasão. Nossa soberania está ameaçada!
O Estado se faz cada vez mais ausente; o Congresso elegeu a
semana de três dias um costume eticamente correto; o Judiciário, moroso, mais
defende os direitos humanos dos bandidos, do que garante a Justiça para os
homens de bem. Aqueles que deveriam dar exemplo não o fazem. E o homem do povo,
aturdido, se pergunta por que só ele tem que ser honesto.
Não nos iludamos: o Brasil vai mal. E não fiquemos a imaginar que virá ajuda de fora. Precisamos acordar para o fato de que, por ser muito grande e muito rico, o Brasil sempre foi visto pelos países mais desenvolvidos como uma ameaça potencial. Muitas nações poderosas veriam com alívio a desintegração do nosso Poder Nacional e a nossa viagem sem volta ao Quarto Mundo. Precisamos reagir! Precisamos reafirmar a nossa Soberania!
Editorial da Revista do Clube Militar nº 307, de
1992
Cel. Eri Maia Gonçalves
|
Flexibilidade das irmãs Ross - Evandro
Raparigas fantásticas, famosas na época.
Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e movimentam-se de uma forma que não parece ser humanamente possível.
Nos primeiros 45 segundos elas cantam. Mas o que vem a seguir é impressionante.
Elio Mollo - Saudade
SAUDADE
Elio Mollo
05 de abril de 2009
Saudade é uma boa lembrança
de um tempo,
de um acontecimento
ou de algo em que na nossa
vida passou
e que em nosso íntimo se gravou.
Porém, a melhor saudade,
é daqueles que realmente amamos,
que só de lembrar dessa
realidade
nos provoca gostosa felicidade,
pois esta recordação,
não é de se gastar
nem tristeza provocar,
porque é fruto de uma relação,
que bem se construiu e se
solidificou.
Resumindo:
É o resultado do verdadeiro amor
que entre os seres se ajustou,
ficou e, para sempre se
consolidou.
* * *
segunda-feira, 16 de julho de 2012
#Manifesto - Emenda constitucional 2012 (Agora você pode consertar o Congresso) - Antônio Amâncio
Em três dias a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.
1. O congressista receberá salário somente durante o mandato. E não terá direito à aposentadoria diferenciada em decorrência do mandato.
2. O Congresso contribui para o INSS. Todo o fundo (passado, presente e futuro) atual no fundo de aposentadoria do Congresso passará para o
regime do INSS imediatamente. O Congressista participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos os outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidad
3. O congressista deve pagar para seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
4. O Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário, que será objeto de plebiscito.
5. O congressista perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde como o povo brasileir
6. O congressista está sujeito às mesmas leis que o povo brasile
7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobist
8. Todos os votos serão obrigatoriamente abertos, permitindo que os eleitores fiscalizem o real desempenho dos congressistas.
domingo, 15 de julho de 2012
A mensagem de Viktor Frankl - Antônio Amâncio
No dia 2 de setembro [de 1997] morreu, aos 92 anos, um dos homens realmente
grandes deste século. Acabo de escrever isto e já tenho uma dúvida: não sei se o
médico judeu austríaco Viktor Frankl pertenceu mesmo a este século. Pois ele só
viveu para devolver aos homens o que o século XX lhes havia tomado - e não
poderia fazê-lo se não fosse, numa época em que todos se orgulham de ser "homens
do seu tempo", alguém muito maior do que o século.
Viktor Emil Frankl, nascido em Viena em 26 de março de 1905, foi grande nas três dimensões em que se pode medir um homem por outro homem: a inteligência, a coragem, o amor ao próximo. Mas foi maior ainda naquela dimensão que só Deus pode medir: na fidelidade ao sentido da existência, à missão do ser humano sobre a Terra.
Homem de ciência, neurologista e psiquiatra, não foi o estudo que lhe revelou esse sentido. Foi a temível experiência do campo de concentração. Milhões passaram por essa experiência, mas Frankl não emergiu dela carregado de rancor e amargura. Saiu do inferno de Theresienstadt levando consigo a mais bela mensagem de esperança que a ciência da alma deu aos homens deste século.
O que possibilitou esse milagre singular foi a confluência oportuna de uma decisão pessoal e dos fatos em torno. A decisão pessoal: Frankl entrou no campo firmemente determinado a conservar a integridade da sua alma, a não deixar que seu espírito fosse abatido pelos carrascos do seu corpo. Os fatos em torno: Frankl observou que, de todos os prisioneiros, os que melhor conservavam o autodomínio e a sanidade eram aqueles que tinham um forte senso de dever, de missão, de obrigação. A obrigação podia ser para com uma fé religiosa: o prisioneiro crente, com os olhos voltados para o julgamento divino, passava por cima das misérias do momento. Podia ser para com uma causa política, social, cultural: as humilhações e tormentos tornavam-se etapas no caminho da vitória. Podia ser, sobretudo, para com um ser humano individual, objeto de amor e cuidados: os que tinham parentes fora do campo eram mantidos vivos pela esperança do reencontro. Qualquer que fosse a missão a ser cumprida, ela transfigurava a situação, infundindo um sentido ao nonsense do presente. Esse senso de dever era a manifestação concreta do amor - o amor pelo qual um homem se liberta da sua prisão externa e interna, indo em direção àquilo que o torna maior que ele mesmo.
O sentido da vida, concluiu Frankl, era o segredo da força de alguns homens, enquanto outros, privados de uma razão para suportar o sofrimento exterior, eram acossados desde dentro por um tirano ainda mais pérfido que Hitler - o sentimento de viver uma futilidade absurda.
Frankl tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior que a vida. Após a libertação, reencontrou também a esposa e a profissão, como diretor do Hospital Policlínico de Viena.
Assim ele registra, no seu livro Man's Search for Meaning, uma das experiências interiores que o levaram à descoberta do sentido da vida:
"Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'."
Frankl transformou essa descoberta num conceito científico: o de doenças noogênicas. Noogênico quer dizer "proveniente do espírito". Além das causas somáticas e psíquicas do sofrimento humano, era preciso reconhecer um sofrimento de origem propriamente espiritual, nascido da experiência do absurdo, da perda do sentido da vida: "O homem, dizia ele, pode suportar tudo, menos a falta de sentido."
Das reflexões de Frankl sobre a experiência do absurdo nasceu um dos mais impressionantes sistemas de terapia criados no século dos psicólogos: a logoterapia, ou terapia do discurso - um conjunto de esquemas lógicos usados para desmontar os subterfúgios com que a mente doentia procura eludir a questão decisiva: a busca do sentido.
Mas o sentido não teria o menor poder curativo se fosse apenas uma esperança inventada. A mente não poderia encontrar dentro de si a solução de seus males, pela simples razão de que o seu mal consiste em estar fechada dentro de si, sem abertura para o que lhe é superior. Em vez de criar um sentido, a mente tem de submeter-se a ele, uma vez encontrado. O sentido não tem de ser moldado pela mente, mas a mente pelo sentido. O sentido da vida, enfatiza Frankl, é uma realidade ontológica, não uma criação cultural. Frankl não dá nenhuma prova filosófica desta afirmativa, mas o caminho mesmo da cura logoterapêutica fornece a cada paciente uma evidência inequívoca da objetividade do sentido da sua vida. O sentido da vida simplesmente existe: trata-se apenas de encontrá-lo.
Universal no seu valor, individual no seu conteúdo, o sentido da vida é encontrado mediante uma tenaz investigação na qual o paciente, com a ajuda do terapeuta, busca uma resposta à seguinte pergunta: Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo? O dever imanente a cada vida surge então como uma imposição da estrutura mesma da existência humana. Nenhum homem inventa o sentido da sua vida: cada um é, por assim dizer, cercado e encurralado pelo sentido da própria vida. Este demarca e fixa num ponto determinado do espaço e do tempo o centro da sua realidade pessoal, de cuja visão emerge, límpido e inexorável, mas só visível desde dentro, o dever a cumprir.
Em vez de dissolver a individualidade humana nos seus elementos, mediante análises tediosas que arriscam perder-se em detalhes irrelevantes, a logoterapia busca consolidar e fixar o paciente, de imediato, no ponto central do seu ser, que é, e não por coincidência, também o ponto mais alto. Eis aí por que é inútil buscar provas teóricas do sentido da vida: ele não é uma máxima uniforme, válida para todos - é a obrigação imanente que cada um tem de transcender-se. Discutir o sentido da vida sem realizá-lo seria negá-lo; e, uma vez que começamos a realizá-lo, já não é preciso discuti-lo, porque ele se impõe com uma evidência que até a mente mais cínica se envergonharia de negar.
A logoterapia tem uma imponente folha de sucessos clínicos. Porém mais significativa do que suas aplicações médicas talvez seja a função que ela desempenhou e desempenha - a missão que ela cumpre - no panorama da cultura moderna. Num século que tudo fez para deprimir o valor da consciência humana, para reduzi-la a um epifenômeno de causas sociais, biológicas, lingüisticas, etc., Frankl nadou na contracorrente e ninguém conseguiu detê-lo. Ninguém: nem os guardas do campo nem as hostes inumeráveis de seus antípodas intelectuais - os inimigos da consciência. Frankl apostou no sentido da vida e na força cognoscitiva da mente individual. Apostou nos dois azarões do páreo filosófico do século XX, desprezados por psicanalistas, marxistas, pragmatistas, semióticos, estruturalistas, desconstrucionistas - por todo o pomposo cortejo de cegos que guiam outros cegos para o abismo. Apostou e venceu. A teoria da logoterapia resistiu bravamente a todas as objeções, sua prática se impôs em inúmeros países como o único tratamento admissível para os casos numerosos em que a alma humana não é oprimida por fantasias infantis mas pela realidade da vida. Por isto mesmo a crítica cultural de Frankl, parte integrante de uma obra onde o médico e o pensador não se separam um momento sequer, tem um alcance mais profundo do que todas as suas concorrentes. Desde seu posto de observação privilegiado, ele pôde enxergar o que nenhum intelectual deste século quis ver: a aliança secreta entre a cultura materialista, progressista, democrática, cientificista, e a barbárie nazista. Aliança, sim: seria apenas uma coincidência que o século mais empenhado em negar nas teorias a autonomia e o valor da consciência também fosse o mais empenhado em criar mecanismos para dirigi-la, oprimi-la e aniquilá-la na prática? Dirigindo-se a um público universitário norte-americano, Viktor Frankl pronunciou estas palavras onde a lucidez se alia a uma coragem intelectual fora do comum:
"Não foram apenas alguns ministérios de Berlim que inventaram as câmaras de gás de Maidanek, Auschwitz, Treblinka: elas foram preparadas nos escritórios e salas de aula de cientistas e filósofos niilistas, entre os quais se contavam e contam alguns pensadores anglo-saxônicos laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado como inútil e que ao psicopata se acrescentem mais uns quantos povos inferiores: tudo isto não é senão raciocínio lógico e conseqüente." (Sêde de Sentido, trad. Henrique Elfes, São Paulo, Quadrante, 1989, p. 45.)
Com declarações desse tipo, ele pegava pela goela os orgulhosos intelectuais denunciadores da barbárie e lhes devolvia seu discurso de acusação, desmascarando a futilidade suicida de teorias que não assumem a responsabilidade de suas conseqüências históricas. Pois o mal do mundo não vem só de baixo, das causas econômicas, políticas e militares que a aliança acadêmica do pedantismo com o simplismo consagrou como explicações de tudo. Vem de cima, vem do espírito humano que aceita ou rejeita o sentido da vida e assim determina, às vezes com trágica inconseqüencia, o destino das gerações futuras.
Frankl era judeu, como foram judeus alguns dos criadores daquelas doutrinas materialistas e desumanizantes que prepararam, involuntariamente, o caminho para Auschwitz e Treblinka. Se ele pôde ver o que eles não viram, foi porque permaneceu fiel à liberdade interior que é a velha mensagem do Sentido em busca do homem: "SE ME ACEITAS, Israel, Eu sou o Teu Deus."
(Publicado na revista Bravo! de novembro de 1997, e reproduzido em "O Imbecil Coletivo II")
Viktor Emil Frankl, nascido em Viena em 26 de março de 1905, foi grande nas três dimensões em que se pode medir um homem por outro homem: a inteligência, a coragem, o amor ao próximo. Mas foi maior ainda naquela dimensão que só Deus pode medir: na fidelidade ao sentido da existência, à missão do ser humano sobre a Terra.
Homem de ciência, neurologista e psiquiatra, não foi o estudo que lhe revelou esse sentido. Foi a temível experiência do campo de concentração. Milhões passaram por essa experiência, mas Frankl não emergiu dela carregado de rancor e amargura. Saiu do inferno de Theresienstadt levando consigo a mais bela mensagem de esperança que a ciência da alma deu aos homens deste século.
O que possibilitou esse milagre singular foi a confluência oportuna de uma decisão pessoal e dos fatos em torno. A decisão pessoal: Frankl entrou no campo firmemente determinado a conservar a integridade da sua alma, a não deixar que seu espírito fosse abatido pelos carrascos do seu corpo. Os fatos em torno: Frankl observou que, de todos os prisioneiros, os que melhor conservavam o autodomínio e a sanidade eram aqueles que tinham um forte senso de dever, de missão, de obrigação. A obrigação podia ser para com uma fé religiosa: o prisioneiro crente, com os olhos voltados para o julgamento divino, passava por cima das misérias do momento. Podia ser para com uma causa política, social, cultural: as humilhações e tormentos tornavam-se etapas no caminho da vitória. Podia ser, sobretudo, para com um ser humano individual, objeto de amor e cuidados: os que tinham parentes fora do campo eram mantidos vivos pela esperança do reencontro. Qualquer que fosse a missão a ser cumprida, ela transfigurava a situação, infundindo um sentido ao nonsense do presente. Esse senso de dever era a manifestação concreta do amor - o amor pelo qual um homem se liberta da sua prisão externa e interna, indo em direção àquilo que o torna maior que ele mesmo.
O sentido da vida, concluiu Frankl, era o segredo da força de alguns homens, enquanto outros, privados de uma razão para suportar o sofrimento exterior, eram acossados desde dentro por um tirano ainda mais pérfido que Hitler - o sentimento de viver uma futilidade absurda.
Frankl tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior que a vida. Após a libertação, reencontrou também a esposa e a profissão, como diretor do Hospital Policlínico de Viena.
Assim ele registra, no seu livro Man's Search for Meaning, uma das experiências interiores que o levaram à descoberta do sentido da vida:
"Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'."
Frankl transformou essa descoberta num conceito científico: o de doenças noogênicas. Noogênico quer dizer "proveniente do espírito". Além das causas somáticas e psíquicas do sofrimento humano, era preciso reconhecer um sofrimento de origem propriamente espiritual, nascido da experiência do absurdo, da perda do sentido da vida: "O homem, dizia ele, pode suportar tudo, menos a falta de sentido."
Das reflexões de Frankl sobre a experiência do absurdo nasceu um dos mais impressionantes sistemas de terapia criados no século dos psicólogos: a logoterapia, ou terapia do discurso - um conjunto de esquemas lógicos usados para desmontar os subterfúgios com que a mente doentia procura eludir a questão decisiva: a busca do sentido.
Mas o sentido não teria o menor poder curativo se fosse apenas uma esperança inventada. A mente não poderia encontrar dentro de si a solução de seus males, pela simples razão de que o seu mal consiste em estar fechada dentro de si, sem abertura para o que lhe é superior. Em vez de criar um sentido, a mente tem de submeter-se a ele, uma vez encontrado. O sentido não tem de ser moldado pela mente, mas a mente pelo sentido. O sentido da vida, enfatiza Frankl, é uma realidade ontológica, não uma criação cultural. Frankl não dá nenhuma prova filosófica desta afirmativa, mas o caminho mesmo da cura logoterapêutica fornece a cada paciente uma evidência inequívoca da objetividade do sentido da sua vida. O sentido da vida simplesmente existe: trata-se apenas de encontrá-lo.
Universal no seu valor, individual no seu conteúdo, o sentido da vida é encontrado mediante uma tenaz investigação na qual o paciente, com a ajuda do terapeuta, busca uma resposta à seguinte pergunta: Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo? O dever imanente a cada vida surge então como uma imposição da estrutura mesma da existência humana. Nenhum homem inventa o sentido da sua vida: cada um é, por assim dizer, cercado e encurralado pelo sentido da própria vida. Este demarca e fixa num ponto determinado do espaço e do tempo o centro da sua realidade pessoal, de cuja visão emerge, límpido e inexorável, mas só visível desde dentro, o dever a cumprir.
Em vez de dissolver a individualidade humana nos seus elementos, mediante análises tediosas que arriscam perder-se em detalhes irrelevantes, a logoterapia busca consolidar e fixar o paciente, de imediato, no ponto central do seu ser, que é, e não por coincidência, também o ponto mais alto. Eis aí por que é inútil buscar provas teóricas do sentido da vida: ele não é uma máxima uniforme, válida para todos - é a obrigação imanente que cada um tem de transcender-se. Discutir o sentido da vida sem realizá-lo seria negá-lo; e, uma vez que começamos a realizá-lo, já não é preciso discuti-lo, porque ele se impõe com uma evidência que até a mente mais cínica se envergonharia de negar.
A logoterapia tem uma imponente folha de sucessos clínicos. Porém mais significativa do que suas aplicações médicas talvez seja a função que ela desempenhou e desempenha - a missão que ela cumpre - no panorama da cultura moderna. Num século que tudo fez para deprimir o valor da consciência humana, para reduzi-la a um epifenômeno de causas sociais, biológicas, lingüisticas, etc., Frankl nadou na contracorrente e ninguém conseguiu detê-lo. Ninguém: nem os guardas do campo nem as hostes inumeráveis de seus antípodas intelectuais - os inimigos da consciência. Frankl apostou no sentido da vida e na força cognoscitiva da mente individual. Apostou nos dois azarões do páreo filosófico do século XX, desprezados por psicanalistas, marxistas, pragmatistas, semióticos, estruturalistas, desconstrucionistas - por todo o pomposo cortejo de cegos que guiam outros cegos para o abismo. Apostou e venceu. A teoria da logoterapia resistiu bravamente a todas as objeções, sua prática se impôs em inúmeros países como o único tratamento admissível para os casos numerosos em que a alma humana não é oprimida por fantasias infantis mas pela realidade da vida. Por isto mesmo a crítica cultural de Frankl, parte integrante de uma obra onde o médico e o pensador não se separam um momento sequer, tem um alcance mais profundo do que todas as suas concorrentes. Desde seu posto de observação privilegiado, ele pôde enxergar o que nenhum intelectual deste século quis ver: a aliança secreta entre a cultura materialista, progressista, democrática, cientificista, e a barbárie nazista. Aliança, sim: seria apenas uma coincidência que o século mais empenhado em negar nas teorias a autonomia e o valor da consciência também fosse o mais empenhado em criar mecanismos para dirigi-la, oprimi-la e aniquilá-la na prática? Dirigindo-se a um público universitário norte-americano, Viktor Frankl pronunciou estas palavras onde a lucidez se alia a uma coragem intelectual fora do comum:
"Não foram apenas alguns ministérios de Berlim que inventaram as câmaras de gás de Maidanek, Auschwitz, Treblinka: elas foram preparadas nos escritórios e salas de aula de cientistas e filósofos niilistas, entre os quais se contavam e contam alguns pensadores anglo-saxônicos laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado como inútil e que ao psicopata se acrescentem mais uns quantos povos inferiores: tudo isto não é senão raciocínio lógico e conseqüente." (Sêde de Sentido, trad. Henrique Elfes, São Paulo, Quadrante, 1989, p. 45.)
Com declarações desse tipo, ele pegava pela goela os orgulhosos intelectuais denunciadores da barbárie e lhes devolvia seu discurso de acusação, desmascarando a futilidade suicida de teorias que não assumem a responsabilidade de suas conseqüências históricas. Pois o mal do mundo não vem só de baixo, das causas econômicas, políticas e militares que a aliança acadêmica do pedantismo com o simplismo consagrou como explicações de tudo. Vem de cima, vem do espírito humano que aceita ou rejeita o sentido da vida e assim determina, às vezes com trágica inconseqüencia, o destino das gerações futuras.
Frankl era judeu, como foram judeus alguns dos criadores daquelas doutrinas materialistas e desumanizantes que prepararam, involuntariamente, o caminho para Auschwitz e Treblinka. Se ele pôde ver o que eles não viram, foi porque permaneceu fiel à liberdade interior que é a velha mensagem do Sentido em busca do homem: "SE ME ACEITAS, Israel, Eu sou o Teu Deus."
(Publicado na revista Bravo! de novembro de 1997, e reproduzido em "O Imbecil Coletivo II")
Sei que é tudo muito louco...
Barbet
15 de julho 2012
Em uma ciranda composta e equilibrada,
Alma e Espírito se abraçam e te enlaçam,
Uma trazendo sabedoria outra juventude,
Necessárias ao mais completo viver.
Não que sejam duas apenas uma,
Mas se apresentam de forma distinta para entenderes,
OS dias cinza e ensolarados que a vida há de te trazer,
Em jornada marcada a priori para viveres.
Quando em sonho o Espírito se solta quase por completo,
Alça voos tão distantes, quão belos,
Retratos do que há por vir em dias já bem perto,
A alma assombra-se com tal realidade.
Logo tuas lembranças afloram em todos os sentidos,
Velhos amores, trabalhos, lugares e vestidos,
Perfumes, cores, músicas e tudo mais,
Mas a manhã trata de apagar para que possas caminhar.
Por isso todo o espanto e desventura,
Duas realidades chocadas no mesmo ser ao mesmo tempo,
Alegria e tristeza, cores e silhuetas,
Tudo a mostrar a matiz de um final certamente,
Feliz.
***
Barbet
Canção justamente pra você,
Canção um pouco triste, eu creio,
Três tempos de palavras feridas,
Algumas notas e todos meus lamentos,
Todos meus lamentos de nos dois,
Estão na ponta de meus dedos,
Como do, ré, mi fa, sol, la, si, do.
É uma canção de amor desvanecido,
Como aquela que você cantou,
Três vezes, nada de nossas vidas,
Três vezes, nada como essa melodia,
É o que resta de nós dois,
No grito de minha voz,
Como do, ré, mi fa, sol, la, si, do.
É uma canção em recordação
Para não se esquecer, sem nada dizer
Se esquecer, sem nada dizer
COMO VENDER UM PAÍS - FHC - Laerte Braga
Ao mesmo tempo em que a Mercedes (e
outras empresas) financiavam a Operação Bandeirantes para dar suporte à
repressão contra os resistentes ao golpe de 1964, Fernando Henrique Cardoso
desfilava de Mercedes em Santiago do Chile (onde estava “exilado”), já dentro do
bolso da Fundação Ford.
Foi um dos fundadores de um
organismo voltado para a América Latina cujo principal objetivo era abrir as
portas para o controle norte-americano sobre essa parte do mundo e em particular
o Brasil, até então, a principal potência latino-americana.
O grande receio dos EUA é que o
Brasil retomasse programas nucleares com caráter militar, acentuasse o controle
de tecnologias de foguetes e satélites e recuperasse o poder de empresas como a
ENGESA e a IMBEL (indústria bélica).
Uma força armada bem equipada,
detentora de tecnologias de ponta nesses setores considerados estratégicos para
o domínio que mantêm sobre o mundo, não interessava e nem interessa aos
norte-americanos.
E principalmente independente. Livre
das lavagens cerebrais das escolas de formação de golpistas e torturadores
espalhadas por todo o mundo.
Fernando Henrique foi decisivo nesse
processo de submissão e isso vem a tona agora com novas revelações do site
WIKILEAKS, como explica a sede que os Estados Unidos têm sobre Julian Assange,
ora refugiado na embaixada do Equador em Londres.
Telegramas da Embaixada
norte-americana em Brasília mostram o inteiro teor das pressões e do controle
sobre as pretensões brasileiras e sobre FHC, homem chave no processo de
recolonização do Brasil, como de resto, o tucanato.
Num dado momento as esperanças foram
depositadas em Collor de Mello. Empossado na presidência da República o caçador
de marajás foi até a Serra do Cachimbo fechar um “buraco”, aparentemente
destinado a experimento com armas nucleares desenvolvidas pelo
Brasil.
Os telegramas mostram as pressões
sobre o governo da Ucrânia no caso do acordo de uso da base de lançamentos em
Alcântara.
A mídia, dócil e no bolso dos EUA,
nunca tratou dessa questão.
Para reconstruir a avidez com que
FHC se jogava no braço do poder na tentativa de implementar o projeto
norte-americano para o Brasil basta lembrar alguns episódios.
No início do processo de impedimento
do ex-presidente Collor de Mello, em meio ao naufrágio, Collor tentou salvar-se
oferecendo ao País a nomeação de FHC como uma espécie de primeiro-ministro, na
presunção de dar credibilidade ao seu governo. Sem consultar a ninguém em seu
partido, mas recebendo ordens de fora, o então senador disse a imprensa que
estava pronto para colocar ordem na casa.
Houve fortes reações, a queda de
Collor era inevitável e FHC ficou falando às moscas.
Quando Tancredo foi eleito
presidente da República FHC ofereceu-se para ser ministro e foi rejeitado com um
comentário jocoso e depreciativo do ex-presidente. Virou ministro de Itamar,
terminou candidato a presidente e traiu ao próprio Itamar no golpe branco da
reeleição.
E foi por aí que a venda do Brasil
ganhou contornos nítidos através de privatizações, abertura do mercado
financeiro para bancos estrangeiros, controle da mídia por grupos estrangeiros
(o grupo Murdoch é sócio das Organizações GLOBO e se tirar o capital que tem lá
a empresa quebra).
O fim do monopólio estatal do
petróleo (na hora agá faltou peito para privatizar a PETROBRAS, nem a direita
das forças armadas aprovava), mas entregou o subsolo de boa parte de nosso
território à VALE, abriu as portas para a crescente internacionalização da
Amazônia e entregou setores estratégicos como a EMBRAER, a essa altura, já
detentora de tecnologias capazes de em curto prazo transformá-la em concorrente
das grandes empresas do mundo, notadamente as norte-americanas.
Assinou o tratado de prescrição de
armas nucleares e colocou o Brasil a reboque dos EUA, mais ou menos como nossas
forças armadas responsáveis pelo trânsito nas ruas do Haiti, isso já no governo
Lula.
Alcântara só não virou território
norte-americano dentro do Brasil por conta da rejeição pelo Congresso e pelo
governo Lula de um tratado nesse sentido.
O principal acionista dos EUA, o
Estado terrorista de Israel, em função de toda essa engenharia de entreguismo
tucano/FHC, é hoje o controlador também da indústria bélica brasileira.
A Lula coube, no início de seu
governo, rejeitar o tratado que cedia Alcântara e depois escancarar o País no
acordo de livre comércio com Israel (uma no cravo e outra na
ferradura).
As tecnologias essenciais a uma
independência real e efetiva nesse novo mundo neoliberal, capazes de permitirem
uma alternativa a essa forma de totalitarismo capitalista, foram para o espaço.
FHC foi mais ou menos 50 anos para trás.
O caráter de FHC pode ser visto em
mais dois fatos determinantes.
Quando George Bush decidiu invadir o
Iraque com a desculpa das armas químicas e biológicas a AGÊNCIA INTERNACIONAL
NUCLEAR era presidida pelo embaixador brasileiro José Maurício Bustani, um dos
mais categorizados diplomatas brasileiros. Bustani reagiu às pressões dos EUA e
os relatórios dos inspetores enviados ao Iraque não eram conclusivos sobre a
presença das ditas armas.
Bush passou por cima do Conselho de
Segurança depois de criar armadilha para Bustani e destituí-lo da Agência com
falsas acusações. Países que estavam em débito com a citada Agência tiveram suas
dívidas quitadas pelos EUA e adquiriram direito de voto destituindo Bustani. FHC
ficou calado, aceitou o insulto sem reagir, típico de canalhas. É remunerado
pela Fundação Ford, está na “folha”.
Na eleição de 2010, fato denunciado
por este jornalista com fotos e testemunhos, participou de um evento em Foz do
Iguaçu, junto a investidores norte-americanos, onde anunciou que a eleição de
Serra significaria a privatização de tudo aquilo que não fora possível
privatizar em seu governo (a denúncia que fiz foi a partir de corajosos
companheiros que fotografaram FHC no evento, anotaram seu discurso e o evento
foi promivod por um “ex” diretor da GLOBO).
Por mais graves que sejam quaisquer
outros fatos desta semana que termina, esse é o mais grave, pois mostra o
tamanho do processo de ocupação do Brasil. É preciso repensar a luta. O governo
Dilma é fraco, tem se mostrado incapaz de enfrentar e reverter esse processo,
pratica políticas neoliberais, o PT hoje é um PSDB disfarçado no clube de amigos
e inimigos cordiais do mundo institucional. O mundo do sai Demóstenes, entra
outro empregado de Cachoeira.
Toda essa história pode ser lida,
inclusive alguns telegramas, no artigo do jornalista Beto Almeida no link
http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2012/07/wikileaks-revela-eua-boicotam-programa.html
Esse é o perfil de FHC, o real, esse é o caráter tucano.
Esse é o perfil de FHC, o real, esse é o caráter tucano.
Essa é a demonstração cabal que a
luta é nas ruas, não no mundo institucional.
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