quarta-feira, 30 de setembro de 2009

THE TIME, THE GLOBE, É HORA DO QUEM É QUEM - Laerte Braga


A revista THE TIME, norte-americana, diz em sua última edição que o Brasil “é o primeiro contrapeso sério a influência dos EUA na América Latina”. O grupo TIME/LIFE, que hoje está em mãos diferentes, foi o parceiro de Roberto Marinho nos primeiros momentos da rede GLOBO. O fato, à época, chegou a despertar críticas até entre líderes de direita como Carlos Lacerda.

O que à primeira vista parecia um “negócio” e ilegal, pois a constituição proibia a participação de empresas estrangeiras no setor de comunicação, mostrou ser apenas parte do processo golpista que resultou na ditadura militar em 1964. O empresário Roberto Marinho era um dos partícipes do golpe e isso ficou claro com a atuação da rede GLOBO, principal porta-voz da ditadura, em todo aquele período.

Estão aí os “geradores” do crescimento espantoso dos “negócios” de Marinho. O dinheiro público, a fraude e a conivência com a ditadura.

THE GLOBE, principal jornal do grupo e um dos maiores do Brasil é THE GLOBE antes mesmo do golpe. Porta-voz da ditadura e muito mais que isso, porta-voz de interesses estrangeiros no Brasil. O acordo para apoiar José Serra nas eleições de 2002 passou pela aprovação da emenda constitucional que autorizava a participação de capital estrangeiro em emissoras brasileiras de rádio e tevê. A “família” vivia uma crise que poderia resultar em falência por conta da GLOBOPAR (canais fechados) e aprovada a emenda, vendeu a empresa ao grupo Murdoch. De quebra levou 250 milhões de dólares para “sanear” parte dos problemas. Vieram do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), tudo acordo “Serra para salvar os negócios”.

THE TIME atribui ao Brasil o caráter de potência regional, chama Lula e Obama de “almas gêmeas” e afirma que o presidente brasileiro tem sido um fator de resistência a golpes militares na região. Cita que se não fosse Lula o governo de Evo Morales já teria caído com as revoltas em Santa Cruz.

Tece considerações sobre a chamada “diplomacia de bastidores” do atual governo, coloca em dúvida possibilidade de se manter um jogo de quer, mas não quer, ou seja um exercício tucano do lulismo. É o que Ivan Pinheiro apropriadamente chama de “capitalismo a brasileira”.

É claro que há diferenças entre o tucanato e Lula e são abissais.

E é por aí que as coisas acontecem. O quem é quem.

THE TIME analisa e não há nada de errado nisso é uma revista de direita e norte-americana pela ótica dos interesses dos EUA. THE GLOBE trata a crise hondurenha e participação do governo brasileiro pela mesma ótica. THE GLOBE e todo o conjunto de empresas de comunicação do grupo GLOBO. São agentes estrangeiros.

O jornalista Élio Gaspari, que não é de esquerda e escreve no THE GLOBE, afirmou em artigo que “nosso guia” (que é como se refere a Lula) “escolheu a carta certa” ao abominar o golpe de estado em Honduras e vai mais longe, na condenação a essa “modalidade” política de impor interesses de grupos e elites econômicas. É necessário sepultar esse tipo de prática é o que Gaspari afirma. Golpes de estado.

Vivemos uma sociedade em que o real é irreal e vice versa e isso acaba sendo até repetitivo, mas não pode deixar de ser dito. Os caminhos dessa distorção e, numa certa e boa medida, degeneração da espécie, do ser e sua característica humana começam no papel exercido pela chamada grande mídia.

O capitalismo produz uma grande ficção em que seres humanos são reduzidos a pó, meros objetos, num jogo, por exemplo, em que no Brasil a senadora Kátia Abreu proponha uma CPI contra (contra sim, não quer apurar nada) o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) em que o pretexto da denúncia de supostas irregularidades é apenas uma tentativa de afastar quaisquer dúvidas sobre as muitas negociatas sejam da senadora (corrupta notória), seja do que ela representa, o latifúndio brasileiro.

A globalização é conseqüência do neoliberalismo e seu caráter imperialista. Imposta de cima para baixo sob a égide de uma falsa “modernidade”, ou dos primórdios de uma nova era, na prática, ficção criada e transformada em verdade pelo fantástico poder da mídia em vender esse tipo de obra.

O governo golpista de Honduras contratou por 290 mil dólares uma agência de publicidade em Washington, a CHLOPAK, LEONARD, SCHECTHER Y ASSOCIADOS (CLSA) que tem entre seus sócios fundadores Peter Schether, escritor de livros de ficção.

O objetivo do contrato? Vender a ficção democrática de um golpe de estado sórdido, de militares sórdidos e elites sórdidas. A agência é especializada nisso. Entre os contratos que cumpre estão o que difunde a mentira Síria igual a terrorismo. Irã igual a armas nucleares. Palestinos iguais a bandidos e Israel ponto de partida para a salvação do ser humano.

Aí, a ONU pode entender que tropas de Israel massacraram civis palestinos que o governo terrorista (esse sim) de Israel vai dizer que tudo acontece por conta do holocausto onde morreram milhões de judeus. Morreram sim. E negros, homossexuais, ciganos, todas as etnias e todos os inimigos do nazismo, pratica copiada pelo terror de Tel Aviv. E que se exibe em armas químicas e biológicas em Honduras. Devem ter pego as de Saddam, botim de guerra, só pode.

O papel da empresa norte-americana é transformar um terrorista sem entranhas, assassinos, representantes de elites podres e apátridas (elites econômicas são sempre podres e apátridas), caso de Roberto Michelleti, numa espécie de arcanjo que “livrou” Honduras de ataques demoníacos de Zelaya e seus seguidores. A esmagadora maioria do povo hondurenho.

O contrato pode ser visto em

http://2.bp.blogspot.com/_Qk7oZ6Emppk/SsMKPSybdNI/AAAAAAAA14Y/UbFT2jOhS84/s1600-h/contrato2.jpg

E, por acaso, assim como quem não quer nada, a empresa presta serviços a Álvaro Uribe, Fernando Henrique Cardoso e outros bandidos mais. No plano interno, nos EUA, é crítica do governo Obama.

A crise em Honduras transcende os limites da Honduras e se estende a toda a América Latina. Bate, outro exemplo, em São Paulo, no bunker FIESP/DASLU ponto de suporte do governador fascista José Serra (e como todo fascista boçal e corrupto).

Não existem ações golpistas isoladas, reação pura e simples de generais (generais não costumam pensar, como disse um governantes inglês, “guerra é uma coisa muito séria para ficar nas mãos de generais).

A GLOBO, THE GLOBE cumprem esse papel no Brasil. Fazem o que estabelece a cláusula nona do contrato do governo de Michelleti com a empresa de ficção, ou encarregada de criar ficções. “desenhar uma campanha de persuasão efetiva a nível internacional e particularmente no Congresso e no Senado estadounidense, a Organização das Nações Unidas, no SICA e outros assim com alianças estratégicas com fundações e organizações afins”. A Fundação Ford, a que financia FHC.

Vender o assassinato de lideranças democráticas, civis, o golpe, a barbárie e a estupidez em forma de bala e pirulito para iludir e enganar a opinião pública, obter apoio de políticos venais e corruptos, tem sempre um jabá no meio desse tipo de história. Eduardo Azeredo. Tasso Jereissati sabem esse caminho de cor e salteado, chegam à boca do caixa de olhos vendados.

Honduras transcende também e isso ficou bem explicado numa nota do PCB (Partido Comunista Brasileiro) a análises e posições sobre PT, Lula, CUT.

O que está em jogo é muito mais que isso. É a soberania nacional, é o processo de construção da democracia. Não foi por acaso que um tenente-coronel brasileiro em Honduras, estudando na tal Escola Superior de Estado Maior (na base dos EUA) escreveu um amontoado de palavras ininteligíveis, com o viés de discurso legalista e democrático para concluir que o golpe de Michelleti foi “democrático” e legal. Arnaldo Jabor faz isso por aqui e deve receber bem mais que o tenente-coronel, com certeza que recebe, tem um público maior. Ludibria um número maior de incautos.

O tal lactobacilo que regulariza e normaliza o seu intestino e que vem em ACTVIA, que na prática devora o seu intestino, é apenas produto da propaganda, da ficção do mundo irreal transformado em real, da podridão do capitalismo, como a GLOBO e THE GLOBE são os instrumentos dessa força poderosa. Só que o lactobacilo destrói bem mais que o intestino de cada um de nós.

Não são organizações nem democráticas e nem brasileiras. Estão a serviço de potência estrangeira e interesses estrangeiros.

É hora de decidir quem é quem. Quem se subordina a essa ficção barata e de segunda categoria, ou quem tem de fato o desejo e a vontade de construção de um Brasil livre, soberano, próspero e justo.

THE ORGANIZATIONS GLOBE não são. O general que deu o golpe em Honduras, Romeo Vázquez Velásquez, foi acusado, junto com outros militares de seu país, em 1993, de integrar uma quadrilha de ladrões de automóveis. Conhecemos as oligarquias paraguaias por aqui e sabemos o que é isso.

Duzentos automóveis de luxo e major que era à época, foi mandado à prisão.

É só olhar.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/07/449435.shtml

É o chefe das forças armadas de Honduras e segundo dissemina THE GLOBE um militar que “cumpre a lei”. Alexandre Garcia, Miriam Leitão, William Bonner “entendem” disso.

O que está em jogo é o futuro do Brasil, logo dos brasileiros, como nação soberana, livre, de toda a América Latina. O que querem norte-americanos e seus sequazes (THE ORGANIZATION GLOBE, tucanos, DEMocratas, FIESP/DASLU fazem parte desse grupo, sequazes), é um futuro sombrio e de golpes. De terror, sem perspectivas que não a boçalidade que se vê em Honduras.

E é hora também do presidente Lula assumir por inteiro essa tarefa, sob pena de transformar um episódio marcante da História do País, o abrigo a Zelaya em nossa embaixada em Tegucigalpa, numa derrota que vai custar caro demais a todos nós.

Lula tem um instrumento poderoso para isso. É o presidente da República. Numa democracia o presidente convoca uma rede nacional de rádios e tevês e mostra quem é quem.

o contrário vence a ficção de CHLOPACK, LEONARD, SCHECTHER Y ASSOCIADOS, que aqui, trabalham para FHC e seu bando. Na Colômbia para o narcotráfico na pessoa de Uribe. Em Honduras para generais ladrões de automóveis. Presidentes golpistas. E que se materializa nas THE GLOBE ORGANIZATIONS. E todo o conjunto da chamada grande mídia, seja VEJA ou o que for., nos vários braços do capitalismo.




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